Textos com a Tag 'Desejo'

Qualquer Um É Capaz De Fazer Um Esforço Adicional

Dr. Michael Laitman with StudentsBasta desejarmos nos unir, e a Luz nos unirá. Cada um de nós tem um desejo que vem evoluindo há milhares de anos e um ponto que surgiu agora e nos puxa em direção a algo desconhecido.

Mas isso não basta! Nós estamos lidando com um efeito bipolar, um desejo dividido: Uma parte puxa para um lado, este mundo, e outra, o “ponto no coração”, puxa na direção oposta, para o mundo espiritual. O que eu faço com essa bipolaridade?

Tudo o que você pode fazer é substituir um desejo pelo outro. É por isso que eu entro no grupo e recebo dele o desejo adicional dentro do ponto no coração. Eu o obtenho graças aos esforços que coloquei no grupo e, devido ao fato de que não estou tentando entrar no mundo espiritual, mas sim tentando agir de acordo com a regra “do amor dos amigos ao amor pelo Criador”. Em outras palavras, eu coloco os meus esforços no nosso desejo unificado.

Assim, eu recebo do grupo a força que inclui a força inicial do meu ponto no coração e aquilo que o grupo adicionou a ele. Esta energia adicional que eu recebo é chamada de “anseio espiritual” (Ishtotekut). E o meu desejo inicial é chamado de Ratzon. Por isso, os Cabalistas salientam que, para alcançar o mundo superior, é necessário ter “Ratzon ve Ishtotekut” (consulte a 1ª parte do Talmud Eser Sefirot).

A Luz Superior atua sobre este anseio específico construído acima do meu próprio desejo natural e realiza uma correção dentro de mim: ela me une com os outros em um desejo coletivo, o lugar onde o Criador será revelado.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/11/10, “A Liberdade”

Trabalhando Em Duas Direções

Dr. Michael LaitmanPergunta: A pessoa só consegue sentir uma única coisa em um determinado momento no tempo. Portanto, como nós podemos experimentar a decepção e a alegria ao mesmo tempo?

Resposta: Dois opostos são inerentes a nós: o nosso desejo egoísta e a centelha altruísta, o ponto no coração.

Se nós começamos a atiçar corretamente a centelha, ela nos puxa em direção à doação, o Criador, enquanto que o desejo nos puxa na direção do mundo animal, simplesmente desejando ser satisfeito. Se eu colocá-los um contra o outro, se estou pronto para que o meu desejo sofra por elevar o meu ponto no coração, então o meu trabalho já se desenvolve em duas direções diferentes.

Quanto mais o meu desejo por o prazer é restrito, mais alto o ponto no coração ascende por cima dele até a doação. É na oposição que eu construo o meu Kli .

Eu tenho que dar toda a minha energia para o ponto no coração, a fim de plantá-lo no grupo e elevá-lo lá. Quanto ao desejo material, venha o que vier. Eu não presto muita atenção a ele, limitando-me às necessidades vitais.

Portanto, nós devemos definitivamente “dividir-nos” em dois, de modo que, finalmente, uma tela (Masach) surja entre essas duas partes. Assim, nós continuaremos realizando verdadeiras ações espirituais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/12/10, O Zohar

A Ponte Sobre O Abismo Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu me separo de tudo que conheço e recebo a Luz da lição como se eu fosse uma tela branca e aprendesse tal qual uma criança?

Resposta: Os sábios dizem que ensinar uma criança é como escrever numa folha de papel em branco. É assim que começamos nossa jornada. A pessoa precisa sempre imaginar que seu desejo está diante de certo “campo” com outros desejos que parecem estranhos a ela. Ela tem que reunir todos esses desejos como um só.

Isso não significa que todos eles se fundirão num todo. Não, cada um deles existirá independentemente, mas as relações entre eles criarão perfeição e harmonia, semelhante àquelas entre as partes de um corpo sadio.

No estado inicial, no Infinito antes da quebra, todos nós éramos como um só corpo. Então, ele se desintegrou, porque o ego surgiu nele. Nós devemos preservar nosso ego individual, mas corrigí-lo. O isso quer dizer?

Cada parte se sente separada das outras e está distante do resto. Agora, por um lado, nós temos que preservar nossa individualidade e caráter, mas por outro lado, por sobre isso, temos que descobrir uma conexão como se o ego não existisse.  Ainda assim, eu não o anulo; ao invés, eu trabalho com ele para superar a lacuna.

Como resultado, o abismo permanece abaixo. Acima dele, eu construo uma ponte para todas as outras partes. Assim, nós recebemos a Luz completa de NRNHY (Nefesh, Ruach, Neshama, Haya, Yechida) ao invés da mínima Luz de Nefesh de Nefesh, que tínhamos no estado inicial.

O Criador nos criou como uma gota de sêmen. Depois, ao nos corrigir e retornar a Ele, nós usamos toda a “matéria” do nosso ego para crescer, a fim de nos tornar semelhantes ao Criador. Depois de tudo, o egoísmo se une a Ele em poder. Essa é “a ajuda igual a Ele”, o lado inverso do Criador. Porém, nós a transformamos no lado da face, ao corrigir o egoísmo que nos separa.

Todos se sentem como um, singular, e único, e todos usam sua individualidade para servir os outros, dirigí-la à nossa conexão mútua, à doação. Graças a isso, eu recebo uma conexão 620 vezes mais forte que meu egoísmo e experimento a Luz de NRNHY.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/11/10, O Zohar, Introdução, Artigo “A Noite da Noiva”

As Fases Da Guerra Com O Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa revelar os desejos quebrados ou Kelim? Será que nós os revelamos na nossa aspiração de atingir o Criador ou no desejo de unir-nos uns aos outros?

Resposta: Nós só revelamos nossos Kelim quebrados no desejo de unir-nos uns com os outros para alcançar o Criador. E nós os revelamos cada vez mais.

Digamos que na recente Convenção nós descobrimos que, por um lado, gostaríamos de nos unir, mas, por outro lado, não desejamos isso. Algo interior nos impede; há algum inimigo, torpor interno, ou Machsom, que não me deixa chegar mais perto dos outros e unir-me com eles.

Esta é a primeira das dez pragas do Egito ou golpes de Faraó (Faraó é o nome daquele que me detém). Eu sinto que ele não me deixa unir com os outros, embora eu ainda não perceba isso plenamente: por que eu tenho que unir-me com eles, onde está o Criador aqui, e como é possível doar a ele? Por enquanto eu só tenho uma aspiração pela união.

Na segunda vez, isso acontecerá de forma diferente. Nós queremos nos unir e temos que estar juntos para atingir a espiritualidade, porque a espiritualidade se revela apenas na união entre nós. Isto ficará um pouco mais claro para nós. Por outro lado, nós sentiremos novamente que algo nos impede. Nós exigimos: “Livre-nos!”; mas ele não nos deixa ir.

O Criador continuamente revela um poderoso ego mais dentro de nós, o “endurecimento do coração do Faraó”. Então, nós sairemos e atacaremos novamente, e isso não precisa acontecer apenas em uma convenção. Nós veremos que somos incapazes de fazê-lo nós mesmos; nós precisamos de uma força externa. Então, onde está essa força externa? Nós começamos a desejar que o Criador nos una; assim, nós quebraremos a Machsom.

Da próxima vez, começaremos a sentir que a quebra da Machsom significa quebrar a Machsom entre nós. Não devemos atacar alguns limites externos. A Machsom está entre nós, em nossos corações, que estão isolados uns dos outros por um limite egoísta.

Depois, ao fazer um outro ataque, sentiremos que não precisamos de tudo isso para nós mesmos; nós não precisamos disso para unir-nos e revelar a espiritualidade, mas sim para doar ao Criador através disso. Esta é a “última parada”.

Tudo isso se revela gradualmente. Quando revelarmos todas essas fases na prática, e as experimentarmos ao máximo, criaremos assim o desejo (Kli) correto, ou o vaso para receber a Luz. Caso contrário, você não pode revelar a Luz. A Luz existe em abundância, mas você tem de revelar o desejo (ou Kli) correto por ela; você tem que atingir a mesma frequência ou a mesma qualidade. Isso só é possível através das ações que chegam até nós, à medida que elas criam um verdadeiro desejo no qual a Luz se tornará revelada.

Por isso, vamos nos preparar para fazer o próximo ataque no Faraó!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/10, Talmud Eser Sefirot

Razão Ou Desejo: Quem É O Responsável?

Dr. Michael LaitmanPergunta: É correto esclarecer o seu estado com a ajuda da mente, usando-a para discernir: por que eu recebi este estado, de onde ele veio, e o que devo fazer com ele?

Resposta: Nada pode ser esclarecido com a mente, porque o desejo é que faz o trabalho da mente. Não pense que a mente existe independentemente do desejo, ou que eu possa ter a mente e usá-la como um dispositivo para medir o meu estado ou desejo. A mente é controlada pelo desejo.

Às vezes ela lhe diz uma coisa, e às vezes ela diz-lhe exatamente o oposto, dependendo do seu desejo. Sabendo disso, você realmente consegue confiar em suas conclusões?

Como a nossa mente se desenvolve? Ela se desenvolve em virtude de eu sempre querer fazer, conseguir, ou receber algo; é assim que eu construí a minha mente. Portanto, a mente é uma aquisição.

No entanto, quando a Luz chega, ela nos dá a oportunidade de ascender, de modo que não sejamos escravizados pela mente ou pelo desejo. Em vez disso, a Luz começa a nos governar, elevando-nos e nos dando o seu poder.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/10, Beit Shaar haKavanot

O Livre Arbítrio Está Acima Do Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós recebemos a ilusão da liberdade neste mundo?

Resposta: Nós nos consideramos livres sempre que deixamos de pensar muito sobre isso e nos identificamos com nosso corpo animal. Mas, se nos elevarmos um pouco acima do nosso corpo, veremos que ele obedece rigidamente às leis e processos ao quais está sujeito.

Eu acho que depende de mim quando irei dormir e quando irei ao trabalho. Mas de quem realmente depende isso? Eu sou colocado em determinadas condições e recebo certas qualidades internas. Enquanto isso, o nosso desejo de receber prazer atua como um motor que funciona de acordo com um princípio simples: o prazer máximo com o mínimo de esforço, ou seja, o ganho máximo com o mínimo de investimento.

Este é o cálculo que fazemos em cada momento de nossas vidas, em todos os aspectos, em qualquer direção, lugar e em relação a tudo que existe. É assim como funciona a nossa natureza, levando em consideração as diferentes condições: o quão cansado e saudável estou, quão grande é o perigo e o possível prazer, e assim por diante. De forma compreensível, enquanto permanecemos dentro do nosso ego, não há livre arbítrio.

Nós temos que perceber que o livre arbítrio só é possível se eu controlo meu desejo e estou acima dele. Por enquanto, eu permaneço na minha natureza egoísta, eu serei sempre um fantoche obediente, totalmente controlado pelo meu egoísmo.

Se, no entanto, eu quero ter o controle em minhas mãos, eu tenho que controlar o meu desejo, tendo subido acima dele. Em outras palavras, o livre arbítrio é possível, mas somente acima do desejo. E a única pergunta é: como faço para elevar-me acima da minha natureza, com quais meios?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 26/11/10, “A Liberdade”

Por Todos Os Mundos, Sem Fronteiras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ao unir os desejos de outras pessoas aos meus, eu me expando para dentro, mas será que eu não continuo sentindo apenas o que está acontecendo dentro de mim? Existe algum ponto na existência onde eu realmente sinta o que está acontecendo fora de mim?

Resposta: Claro que há! Além do mais, você vai se sentir muito maior do que você agora se sente aqui neste mundo. Imagine que você está vendo o que está acontecendo a milhares de quilômetros de você do mesmo jeito que você vê algo a uma distância de um metro. Não há nenhuma diferença, nem distâncias!

Assim como você vê a forma externa de um objeto, você será capaz de ver através dele, vendo tudo que acontece nele, assim como todas as causas e efeitos. Isso é chamado de realização. Na espiritualidade, não há nada limitado pelo espaço ou pela profundidade da realização. As causas e os resultados dos fenômenos que você observa não são ocultados de você, você os vê em todas as suas dimensões e qualidades.

É por isso que se chama realização: a última e maior das percepções e compreensões possíveis. É impossível comparar isto com qualquer coisa no mundo, porque no nosso mundo nós não temos realização, mas olhamos apenas para dentro de nós mesmos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/10, Escritos do Rabash

Um Começo Fraco

Dr. Michael LaitmanPergunta: Desde que a Convenção acabou eu estou em uma descida. Tenho medo que tenha perdido o desejo de doar. Eu trabalho no grupo, mas não sinto que isso ajude, e, talvez,E possa até mesmo interferir. Eu estou pensando em sair, apenas com o intuito de revelar o desejo novamente. Isso está correto?

Resposta: Qual desejo você revelará ao sair? O desejo de ir a um bar ou um jogo de futebol? Nós só recebemos a necessidade pela espiritualidade do ambiente. Ao deixá-lo você irá exatamente na direção oposta.

Está escrito sobre a revelação do egoísmo: Os pecadores cairão onde os juntos caminham. Este é o seu dilema: tornar-se justo ou pecador.

A ocultação que veio depois da Convenção revelou um novo e poderoso desejo egoísta em você, para que você trabalhe nele e o corrija. No entanto, você quer fugir desse trabalho, em vez de fazer um novo começo, exatamente do local que você precisa.

Nós sempre avançamos a partir do “oposto” – da revelação de uma parte nova e corrompida do desejo por prazer. Neste lugar você deve apenas discernir sua conexão com a meta. Na realidade, esta parte corrompida não me separa da meta, mas, pelo contrário, ela me oferece a oportunidade de seguir em frente, empurrando-a para a correção.

No entanto, no processo eu experimento sensações ruins, escuridão e desamparo. A ansiedade e a indiferença descem sobre mim e todos os discursos apaixonados perdem o sabor. Portanto, o que eu devo fazer? Como eu posso deixar de fugir?

É quando a obrigação, o hábito, e uma ordem estabelecida vêm para o resgate. Os meus esforços se acumulam, centavo por centavo, até chegar a uma grande soma. Não importa o que aconteça, você não pode deixar o caminho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/11/10, O Zohar

O Único Desejo Que Atinge A Meta

Dr. Michael LaitmanO Zohar, “Introdução ao Zohar“, “BeLaila De Kala (A Noite da Noiva)”, item 128: …Zeir Anpin une-se com Malchut, e ela vê seu marido… Pois ela não será capaz de ver o marido até que todos eles se reúnam. E ambos dependem um do outro.

Malchut incorpora todas as almas. Sem elas, ela é apenas um ponto no Mundo de Atzilut, um ponto de Keter que nada tem de si mesmo.

As almas quebradas, em outras palavras, eu e o grupo, encontram-se abaixo, nos Mundos de BYA. Eu quero unir-me com meus amigos e o meu desejo se eleva em direção à Malchut. De lá, ele sobe a Zeir Anpin, e de lá ainda mais alto, em direção ao Infinito (Ein Sof). Então, como resposta , eu recebo a força para subir. Desta forma, a única coisa que vai até Malchut é o meu desejo de participar do grupo, quando eu me obrigo a ele.

Eu o quero ainda mais forte, e só este tipo de pressão se eleva para ser incorporada em Malchut de Atzilut. Somente ela constitui MAN, o verdadeiro pedido pela correção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, “Hakdama, Laila de Kala (A Noite da Noiva)”

Acelerar O Tempo De Libertação

No artigo do Baal HaSulam “última geração”: Se todas as nações do mundo concordam com isso, então as guerras não estarão mais no mundo, porque nenhuma pessoa vai estar preocupada com seu próprio bem, mas apenas com o bem dos outros. Este ensinamento de equivalência de forma é o ensinamento do Messias … É então dito: “e eles baterão as suas espadas em arados e suas lanças em foices”.

“O Messias é a maior Luz de Yechida que corrige tudo, quando ela desce. Quando obtemos um forte desejo de alcançar a última correção (Gmar Tikkun),esta Luz aparecerá com todos os seus poderes e irá corrigir todos os desejos.

Até mesmo menos Luzes que nós recebemos agora criam uma conexão entre nós e nos permitem organizar uma enorme Convenção, que é o resultado da ajuda vinda de Cima ao invés da nossa própria realização. [Leia mais →]