Textos com a Tag 'Crise'

Limitações Sistemáticas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que eu queira comprar um carro de luxo que é duas vezes mais caro que um carro normal. Como estou fazendo algo de ruim para outras pessoas com isso?

Resposta: Nós estamos todos em um sistema global, integral e limitado da natureza, que está interconectado em uma “esfera” única da qual você não pode fugir. Você é obrigado a estar nessa esfera, conectado com os outros de forma muita precisa. Não há mais nada além disso.

Portanto, quando você compra um carro que é duas vezes mais caro, você se torna uma célula cancerosa, porque, nesse caso, você não está comprando-o para levar uma vida normal e servir aos outros, mas para “roubar outra mordida”. Quanto mais você “consume” além do necessário, mais você se torna um tumor maligno.

O organismo comum é construído de forma ideal: Cada um deve receber as necessidades vitais, e em todos os outros aspectos pensar apenas nos outros. O Criador criou o desejo e sua realização. Então, por que de repente você pega mais do que lhe é devido?

Todos os desejos estão unidos em um só. A Luz os preenche e lhes dá vida na forma simples. Mas, de repente você está “puxando o cobertor para o seu lado”, querendo mais. Como resultado, seu excesso certamente virá à custa de outra pessoa.

Hoje,nós estamos vendo isso de forma clara: um bilhão de pessoas estão à beira da fome, e, entretanto, os recursos da Terra estão chegando ao fim. Em breve iremos acabar com eles e ficaremos sem nada.

Nós estamos chegando ao final com toda a nossa produção consumista. E o que vai acontecer a seguir?

Portanto, se você quiser alcançar a vida dentro dos limites da necessidade vital contra a sua vontade, é o que vai acontecer. Tudo é finito, limitado, e se esgota. Tudo tem um fim, e está chegando perto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Aprendendo Com Nossos Problemas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Dizemos que o consumo excessivo é o consumo à custa dos outros. Contudo, de forma a ver o mal contido nele, temos de assistir até o final do filme?

Resposta: Não. O Criador não tem escassez de minerais, vitaminas, petróleo, gás, água, ou qualquer outra coisa. Ele arranja-lhe problemas a si neste mundo para que você comece a aperceber-se da sua perda. Você está a perder-se.

O Criador não lhe mostra que em realidade você está a deixar o mundo espiritual passar-lhe ao lado, porque então você perderia a liberdade de escolha. Em vez disso, Ele coloca-o sob os choques deste mundo, dos quais você começa a perceber o mal na sua natureza. Você não revela o Criador como sendo a causa dos seus problemas, mas antes o seu próprio egoísmo.

Então, incapaz de corrigi-lo, você começa a arrepender-se de tê-lo. É assim que você chega gradualmente à percepção do mal. Então o que deve você fazer com ela? Como pode sair da armadilha? Devagar e sempre você chega mais perto da solução.

Falta de recursos, desastres naturais, e pessoas a roubar umas das outras são tudo coisas artificiais no fim das contas. Esta é uma “pequena mudança” com a intenção de nos ajudar a revelar o facto de que estamos a roubar o mundo espiritual uns dos outros.

Em realidade, por que devo eu partilhar o que tenho consigo e satisfazer-me com as necessidades básicas? É apenas de forma a aprender disto e adquirir os desejos que aspiram à espiritualidade. É este o objectivo, e tudo está estruturado precisamente desta forma desde o início. Senão cada pessoa teria o seu próprio planeta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

Adormecer Nas Garras Do Inimigo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que os cientistas modernos não estão descobrindo a essência do que está acontecendo?

Resposta: Pelo contrário, eles estão gradualmente descobrindo a essência. Muitas pessoas já estão descobrindo e escrevendo que a sociedade humana deve se esforçar para se unir. Está escrito: “Acredite na sabedoria das nações”. Elas têm conhecimento e vêem que a união é realmente necessária. Nós simplesmente não temos outra escolha. As pessoas podem ver isso com seus próprios olhos, mesmo sem estar no caminho espiritual, sem adquirir o método de correção.

Além disso, elas gritarão bem alto sobre a necessidade de se unir. Nós só devemos incentivar este processo com todas as nossas forças.

Mas a coisa mais importante que será exigida de nós é deixar todas as pessoas saberem por todos os meios possíveis, usando todos os canais, que há um método, um meio. Aqui reside o problema: Como podemos apresentar esse método para o mundo de modo que ele tome o medicamento? Como podemos reescrever toda a ciência da Cabalá de uma maneira que as pessoas não se desviem dela?

Nós temos que agir aos poucos: agora nós não estamos falando sobre o Criador, a Torá, os mandamentos, e assim por diante. Estamos apenas pegando o pensamento sobre a união e continuando-o. Nós continuamos explicando cada vez mais, até que a compreensão das pessoas passe por mudanças específicas e, mais importante, elas passarão pelo desenvolvimento interno por meio da Luz. Em seguida, novos pontos no coração serão revelados, e, além disso, o mundo será capaz de perceber que “Israel” é uma função (papel), uma predestinação. De repente, todo mundo vai começar a interpretar-nos de forma diferente.

Para isso devemos levar gradualmente a nossa parte, o método de correção, para o povo. Eles vão falar sobre a crise e a necessidade de se unir por conta própria. Nós só deve explicar como exatamente essa união pode ser realizada.

Nós sentimos dor pela incapacidade de nos unir, como se o Criador, a natureza, estivesse nos levando para um beco sem saída e só assim pudéssemos nos matar. Assim como na antiga Babilônia, estamos diante de uma lei invariável. Nós nos odiamos e ao mesmo tempo dependemos totalmente uns dos outros. Então o que devemos fazer? Meus inimigos estão de pé atrás de mim prontos para me matar, mas eu estou dormindo em seus braços como um bebê. Isso é possível?

A natureza está nos levando a um beco sem saída, uma catástrofe. É isso que devemos falar ao mundo, mostrando claramente isso, que este é o melhor estado possível para receber o método de correção.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

A Matriz Global: Não Há Tempo Para Nós Mesmos

Dr. Michael LaitmanA crise está se abatendo sobre o mundo, e as pessoas sentem isso, sentem que as coisas estão ficando pior para elas. De fato, não vai ficar melhor, a menos que comecemos a corrigi-lo através da harmonia com o Criador ou a Natureza circundante, que é a mesma coisa

É por isso que nós precisamos procurar as pessoas que responderão ao nosso chamado; nós precisamos disseminar, “lançar a informação”, utilizar melhor a Internet como um meio. A Internet é praticamente a nossa única oportunidade de estar em todo lugar de graça. Primeiro, precisamos nos organizar, mas por outro lado, quando você começa a organizar os outros, você também se organiza.

A primeira coisa que precisamos para o nosso trabalho é a união interna, e, claro, o aspecto mais importante do nosso trabalho é a disseminação. A crise nos mostra claramente que precisamos cuidar mais dos outros do que de nós mesmos. Nós alcançaremos a meta mais rápido, descendo a avenida mais confiável, se disseminarmos a Cabalá. Através da crise iminente, o Criador está nos mostrando que não temos tempo para nós mesmos. Nós só temos tempo para o mundo: ao organizá-lo, vamos organizar e corrigir a nós mesmos

A crise global tornou-se evidente apenas alguns anos atrás. Ecologistas têm gritado que estamos em apuros há um longo tempo, mas foi especificamente a crise econômica que nos deixou em pânico. Por que econômica? Porque ela reflete as conexões entre as pessoas egoístas: auando essas conexões se tornam globais e integradas, tornam-se um problema.

O que é a economia? É uma representação, uma expressão de nossa conexão egoísta: a quantia que cada um de nós quer mas é incapaz de obter e só conforme permitem as relações e uniões egoístas e econômicas, de acordo com o princípio “Eu por você e você por mim”. A economia é o egoísmo puro em sua forma clara, dura e real. E quando de repente ele entra em um estado global e integrado, descobrimos que este estado é completamente oposta a ele.

Podemos negociar qualquer coisa, mesmo armas atômicas, como resultado do medo. Mas nós somos basicamente incapazes de negociar economia: todo mundo está puxando o cobertor para o seu lado. De que outra forma pode ser?

Este é o nosso problema principal . A economia já está se manifestando no mundo como um sistema global, integrado e interligado, mutuamente inclusivo, e as pessoas ainda não estão prontas para isso.

Esta é a maior discórdia que pode existir em nosso mundo, a maior manifestação aguda da nossa inconformidade com o sistema que agora está se manifestando diante de nós. Nós fomos pegos em uma rede, uma matriz analógica, onde todas as partes dependem umas das outras. Estamos nela incorporados contra a nossa vontade; somos ligados dentro dela pelos antigos laços da economia egoísta de antes, e não temos como escapar. Esta é a natureza desafiando-nos e nos mostrando claramente: “Pessoal, o tempo acabou”.

Nós precisamos avançar por nós mesmos e aliviar este estado, levar a humanidade ao pleno acordo com esta matriz através de explicações, da educação e assim por diante. Se nós não avançamos nesse sentido, mesmo da menor forma, conforme nossas capacidades, então a crise se aproxima.

A matriz tem seu próprio programa de aproximação em relação a nós, e como resultado, até mesmo contradições maiores ocorrem no mundo, como revoluções, guerras, diferentes cataclismos, e assim por diante. O despertar de um vulcão provoca graves consequências em escala global. E se 20-30 vulcões despertassem? Estamos reféns do desconhecido, estamos sentados sobre um barril de pólvora: a nossa Terra com as forças titânicas borbulhando dentro. Nós temos que entender isso e não provocar a dura atitude da natureza para conosco. No entanto, ao contrário, nós perturbamos o seu equilíbrio, e não apenas no sentido ecológico.

É por isso que todos os nossos grupos, todos devem estudar conosco e disseminar. A própria natureza nos obriga. Esta é a única forma de nós avançarmos e abordarmos a matriz global.

Da Lição Diária de Cabala em Moscou 14/06/11, Shamati # 4

O Mundo Global Não se Divide em Partes

Há duas forças que nos influenciam: uma nos leva por trás, e a outra nos puxa para a frente. Assim, a Cabala afirma que nós temos duas maneiras de atingir o objetivo.

1. Se fizermos a força que nos puxa para frente maior do que a força que nos empurra por trás, vamos avançar de uma forma confortável e rápida com a compreensão e desejo. Então, uma estrada muito agradável e rápida para correção pessoal e a revelação de nosso estado perfeito abre diante de nós. Neste caso, vamos perceber o estado atual como um ponto de viragem, um trampolim para um salto muito gentil e bom.

2. Se não nos esforçarmos em frente e ajudamos a todos os outros, ou seja, toda a humanidade, a força negativa vai nos empurrar para a frente através do sofrimento. É claro, levando em consideração a nossa interconexão global em todo o mundo moderno, que sofreria mais ainda. [Leia mais →]

Cinco Passos Para Sair Da Crise

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho uma pergunta sobre os níveis superior e inferior. Em nosso estado, o que significa receber um desejo do nível inferior? O que posso fazer com ele e para onde posso dirigi-lo? Como posso receber este desejo mais cedo e avançar sem perder tempo?

Resposta: Na verdade, nós estamos entre o mundo superior e a humanidade. Se quisermos receber os desejos de toda a humanidade, a fim de elevá-los, e receber do Alto a Luz Superior para levá-la para baixo, então este esquema funcionará. Para isso, nós devemos disseminar às massas o conhecimento sobre a solução do problema da nossa crise geral, a qual a humanidade está apenas começando a sofrer. Há muitos problemas pela frente.

Por isso, nós temos que tomar as seguintes medidas: 1) Precisamos fazer com que a humanidade conheça a crise, que ela é proposital e não aleatória; 2) A fim de nos elevar, nós devemos receber da humanidade seu desejo de ascender, de sair desta crise; 3) Nós devemos elevar esses desejos a fim de realizá-los dentro de nós mesmos; 4) Receber a satisfação geral neles, e 5) Passá-los para baixo. Assim, nós trabalhamos com o superior e o inferior.

Da 6ª lição na Convenção de Moscou 12/06/11

Não Uma Crise Mas Uma Descoberta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como explicamos ao público que a era do consumo galopante está a acabar?

Resposta: A pessoa não precisa de explicações para se sentir com fome; contudo, quando a crise bate, apenas o governo consegue dar-lhe comida.

Pergunta: Portanto, estamos a construir um estado de bem comum, não estamos?

Resposta: Certamente estamos, uma vez que a função do estado é fornecer a todos abrigo, sustento, roupas, cuidados médicos, e por aí fora. Necessidade básica não é um pão de forma e um copo de água por dia. Não, estamos a falar de uma existência normal, mas não mais que isso. Para o resto, educamos uma pessoa como receber a satisfação ideal de outra fonte, em vez de correr atrás das “bênçãos da civilização”.

Está a chegar ao fim de qualquer forma, e não há nada que possamos fazer sobre isso. O mundo está a afundar-se na crise, a qual deve provavelmente demonstrar-nos que não podemos consumir mais do que precisamos. Você pode não querer aceitar isso, mas a natureza irá forçá-lo a tal, quer goste ou não. Além disso, não podemos explicar ao público o que está a acontecer e dizer-lhe como precisam de agir, isto é, construir um novo governo, um novo mundo integral, a não ser que os enviemos para a escola.

Tal como ensinamos crianças, também ensinaremos adultos sobre as leis pelas quais o mundo opera, o mundo em que eles se encontram agora. Afinal de contas, se uma pessoa não compreende os mecanismos de um mundo inteiramente integro, ela não pode sobreviver nele. Não há solução mais efectiva e acessível para transformar as pessoas que uma educação global.

Você deseja continuar a obter o que precisa? Aqui vamos nós, só não se esqueça que se deve vir à aula. Você quer provocar distúrbios? Isso não irá resolver os seus problemas.

Recentemente, Amr Moussa, o candidato presidencial Egípcio, admitiu que em vez de um novo começo, a revolução resultou numa crise ainda mais profunda que não parece vir a acabar. Ele falou com dor uma vez que esta viragem de eventos era a última coisa que ele esperava encontrar. Não é culpa dele ou de Mubarak: eles simplesmente não vêm o processo como um todo. As pessoas pensaram que o novo governo encontraria os fundos, mas o dinheiro é inútil agora.

Assim, não há outra forma excepto perceber quantos alfaiates, agricultores, e outros trabalhadores precisamos de forma a manter uma pequena percentagem da população nas áreas de produção necessárias, enquanto o resto tem de ser enviado para a escola. Esta é a única escolha pois tal é o programa. Esta é a única solução que fornecerá às pessoas as necessidades básicas de forma a não se revoltarem e perceberem que já não há para onde ir: assim é o mundo e o sistema integral em que vivemos.

A verdade é que entrámos num novo território em vez de numa crise; devemos operar no novo formato governado por diferentes leis. E temos de atravessar este ponto fraco de forma a alcançar a perfeição.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/5/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

O Divórcio Babilônico

Dr. Michael LaitmanNós não temos a menor idéia sobre a futura ordem mundial, porque nós entramos em um sistema de forças que nunca havia se manifestado em nosso mundo. À medida que a natureza (o Criador) se aproxima de nós, isto se torna cada vez mais claro. Assim, nós temos que começar a revelar o mundo superior, ou seja, o sistema de governo pela força superior, a Luz.

À medida que esta força externa se aproxima de nós, à medida que ela brilha sobre nós, a nossa sociedade e o mundo de forma mais sensível e intensa, nós sentimos nossa oposição a ela. Nós não sentimos a força em si, mas a nossa incapacidade de sossegar mesmo que um pouco.

O mundo se tornou imprevisível. As pessoas estão engajadas em adivinhações e até acreditam em milagres. Como é possível isso acontecer em nossa época esclarecida? Como podemos, de repente, começar a acreditar nisto depois do século XX? Todos os anos, e às vezes algumas vezes por ano, nós temos todos os tipos de datas do fim do mundo e outros eventos apocalípticos.

Além disso, nós nos encontramos sob o abraço forte da natureza que, inesperadamente, gera crises como tsunami, furacão, erupção vulcânica, incêndio, inundação, e assim por diante. Aos poucos, tudo desequilibra, fora do equilíbrio delicado em que estávamos. Isso porque nós estamos atravessando um momento decisivo. Nós já atravessamos este ponto decisivo antes, em uma escala menor, na antiga Babilônia. A humanidade inteira estava concentrada lá, e mesmo assim, ela descobriu que era uma sociedade pequena e fechada.

Hoje, apesar de haver sete bilhões de seres humanos, nós somos uma sociedade fechada. De repente, nós sofremos um “curto-circuito” e nos encontramos dependentes uns dos outros. Por outro lado, nós somos como cônjuges antes de um divórcio. Nós nos odiamos mutuamente, apesar de ainda estarmos em um apartamento. Nós devemos mudar, nós não conseguimos ficar juntos, mas os laços comuns nos mantêm juntos. Este é o “apartamento partilhado” que nos encontramos hoje na Terra.

Antes, isto se tornou evidente em um pequeno território, na Mesopotâmia, há 3.700 anos. Então, pela primeira vez, as pessoas começaram a procurar o que elas poderiam fazer. Por um lado, elas estavam no mesmo lugar e na completa e total interdependência. Por outro lado, odiavam-se e se esforçavam para estar o mais longe possível umas das outras. Duas forças opostas, duas das mais difíceis tendências estavam separando a sociedade. Então, na realidade, dois métodos foram sugeridos.

O primeiro método foi a correção de sua natureza. “Vamos corrigir o egoísmo que separa, distancia, e afasta-nos uns dos outros. Então, nós ganharíamos. Nós nos tornaríamos uma única entidade de apoio mútuo. Nós teríamos um poder enorme, e realmente iríamos erguer uma “torre para o céu “, a torre de amor mútuo, cooperação e união, a força positiva.

Assim, eles se tornariam iguais à natureza, porque tudo na natureza está interligado. Todos os seus níveis – inanimado, vegetal, e animal – agem sempre em harmonia mútua, e apenas o ser humano, com seu egoísmo, se sente acima da natureza, acreditando que pode fazer o que lhe agrada. No entanto, se ele entendesse as leis da natureza e procurasse ter correspondência com ela, ter um relacionamento harmonioso, ele sentiria toda a sua capacidade e poder. Ele entenderia e perceberia a sua finalidade, a sua essência. ”

Isto é o que foi sugerido pelos adeptos da correção humana, mas, infelizmente, a humanidade (cerca de três milhões de pessoas vivendo entre os rios Tigre e Eufrates) escolheram um caminho diferente. Como cônjuges após um casamento fracassado, eles decidiram que seria melhor para eles “sair”, dividir o apartamento compartilhado, e quebrar o contrato. Assim, as pessoas se dispersaram por todo o mundo.

Muitas fontes antigas narraram esta história. Desde aqueles tempos, nós temos o livro sobre a Cabalá chamado O Livro da Criação. Nós o temos em nosso arquivo livre, em língua russa também.

O livro chamado O Grande Comentário surgiu depois. Ele também descreve os eventos que aconteceram na antiga Babilônia e como as pessoas não conseguiram resolver o problema da união. Para fazer isso, elas tiveram que trabalhar no seu egoísmo, e superá-lo por meio de um método especial, que exigiu muito mais esforço interno e moral do que simplesmente separar-se fisicamente uns dos outros e fazer o que todos queriam, cada um em seu próprio canto.

Flávio Josefo descreve onde as pessoas foram, em que lugares. Posteriormente, todas as crenças e religiões foram originadas delas, tudo baseado no egoísmo, tudo o que o egoísmo apoia.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Uma Pergunta Retórica: “De Quem É A Culpa?”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que precisa acontecer para que as massas comecem a adotar o método de correção?

Resposta: As massas ainda não compreendem de onde todos os problemas estão vindo. Não tem a ver com o governo, planos, manipulações políticas e econômicas, ou intrigas “por baixo dos panos”. A pressão norte-americana e a mão de obra barata da China são apenas o lado externo do jogo, mas as pessoas pensam que alguém neste mundo ainda tem poder sobre elas, como se os líderes políticos como Ahmadinejad, Obama, ou Merkel pudessem realmente determinar algo.

Qual é o objetivo de ir para as ruas reivindicar alguma coisa em voz alta se isso não está funcionando mesmo assim? Quantos governos precisam mudar para nos mostrar alguma utilidade? Temos que entender de uma vez por todas que as mudanças só podem vir de Cima, pela força da natureza, e não pela vontade de algum governante. Ele é exatamente igual ao seu povo. O que ele sabe? O que ele pode eventualmente fazer no mundo global, onde o bem-estar de cada país depende de todo o resto?

Há uma lógica simples nisto. Existem mais de 250 países do mundo. O que um primeiro ministro pode fazer com determinado país sob condições de total interdependência? Quais as opções que eles têm no mercado comum? A economia global é governada por leis cruéis, e é impossível dar um passo à direita ou à esquerda uma vez que todos estão ligados à sua própria zona de influência. Será que cada chefe de Estado tem direito a uma varinha mágica, juntamente com sua cadeira?

As massas têm esperança de uma mudança de poder, quando, na verdade, isso só vai piorar, não por causa de certos líderes, mas porque eles estão olhando na direção errada. As pessoas ainda estão para perceber quem está realmente no comando da situação. Se nós não disseminarmos a sabedoria da Cabalá no mundo, elas nunca irão saber, embora vão sentir que isso é culpa nossa. Elas não estão cientes da Cabalá, que escondemos em nossas mãos, mas elas estarão apontando o dedo somente para nós.

Então, como é descrita a era de Gog e Magog, o mundo inteiro estará fazendo se queixando de nós. Primeiro, haverá guerras entre as nações, e depois elas se voltarão contra Israel. Isso natural, visto que elas estão em conflito e não têm idéia do que fazer sobre isso.

Eles vão culpar os outros, até começar a entender que todos estão em perigo, todo mundo está desesperado, mas não há salvação em nada. De onde é que veio este infortúnio? De quem é a culpa? Não, não é do Obama, Ahmadinejad, Merkel ou Sarcozy . Eles não têm culpa, mas só os judeus. Como assim? É assim que eles se sentem.

É uma reação natural de um anti-semita: “É tudo culpa sua!”. Francamente, estão eles errados? Não, eles não estão. Isso é como vai ser se não disseminarmos o método de correção no momento certo e mostrar a vontade de dividi-la com o mundo.

Temos de agir à frente de todos os seus protestos e estar prontos para responder ao desejo do mundo. Temos de aplicar o medicamento antes que a doença se torne grave. No entanto, não é porque nós temos medo deles, mas porque essa é a vontade do Criador, que não quer ver ninguém sofrer.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, “A Paz”

Últimas Notícias: Treze Minutos Sobre A Coisa Mais Importante

Dr. Michael LaitmanA crise que envolveu o mundo era muito evidente nas últimas convenções que realizamos, incluindo uma realizada na Itália há três semanas e, especialmente, há uma semana em Madrid, Espanha. Lá, a crise é muito evidente. As massas estão em desordem, e a taxa de desemprego entre os jovens é de 40%. E as coisas só pioram a cada dia. Há manifestações e protestos na rua, e muito mais.

Eu deliberadamente andei pelas ruas lá e conversei com as pessoas. Elas não sabem o que fazer e estão fazendo os protestos em frente a prédios do governo. Mas o governo também não sabe o que fazer. Todo mundo está confuso e ninguém é culpado. E tudo isso porque nós estamos diante de desafios da natureza.

Postos de trabalho não podem ser criados do nada. E para quê? Ao fazer isso nós só esgotamos ainda mais rápido os recursos naturais remanescentes, arruinamos o solo e poluímos o ambiente ainda mais. Nossos recursos hídricos e aéreos vão diminuir ainda mais rápido. Então, por que deveríamos estimular a economia que se deteriora? Só para dar trabalho às pessoas? Com este tipo de conseqüências, é melhor não lhes dar!

Na Espanha eu apareci no canal de TV mais popular no horário nobre. Em vez de falar por alguns minutos, o que foi planejado de acordo com o programa, a entrevista durou 13 minutos. Você pode imaginar – treze minutos nas notícias matinais, entre os relatos dos acontecimentos mais importantes da atualidade! Eles simplesmente não conseguiam terminar a entrevista.

Minha sugestão foi simples tornou-se um conselho prático: nós temos que sentar as pessoas para estudar. Eles devem receber subsídios do desemprego (que também será a estratégia mais eficaz para poupar dinheiro) e devem aprender sobre o tipo de mundo que vivemos, o que existe na nossa frente, e que tipo de desafio a natureza está nos lançando.

Isso não é capricho de alguém ou os interesses de determinado partido ou líderes de governo. Isto não é senão a natureza, que nos desafia. E o desafio é para nós mudarmos. Nós não temos que mudar nada além de nós mesmos.

Temos que nos tornar integrais  e globais, em conformidade com a actual crise. Afinal, a crise é a sensação da própria falta de conformidade com a natureza circundante. Portanto, se nós corrigirmos a nós mesmos dessa forma, tudo se tornará equilibrado e atingirá a harmonia. Isso é o que as pessoas devem aprender.

A entrevista recebeu uma resposta positiva generalizada em toda a Espanha, bem como na América Latina e América do Norte, e isso porque esta realmente é a única forma sensata de sair da situação que foi criada. E a Espanha não está sozinha. Grécia, Islândia, Itália e outros estão em uma situação semelhante, e há muitos outros países gradualmente entrando nesta crise. Em outros lugares a crise está vindo de diferentes maneiras.

É assim que a natureza coloca uma tarefa clara diante de nós: nós temos que mudar. Nós temos que ser parte integrante da natureza como tudo que ela contém: os níveis inanimado, vegetal e animal. O homem não deve pensar que está acima da natureza e que pode fazer tudo que deseja. Sua tarefa mais importante é tornar-se, de forma consciente, parte integrante do todo.

Ao tornar-se parte integrante da natureza, ele começa a entender o que ela é e, de repente, descobre novas profundidades nela: os mundos de Assiya, Beria, Yetzirah, Atzilut, Adam Kadmon, e o mundo do Infinito. Ele já não se esconde da natureza com seu egoísmo, mas começa a senti-la como transparente. Ele finalmente entende e torna-se consciente das forças que controlam tudo, inclusive ele próprio.

Esta é a tarefa que estamos enfrentando hoje. Portanto, se desejarmos isso e usarmos a força da aspiração para frente, que existe em muitas pessoas no mundo, nós realmente aspiraremos à auto-correção, a revelação do mundo, para sair do estado de sonho, do estado de inconsciência. Então, nós atingiremos a igualdade total com a natureza, o nível do Criador.

Da 1ª lição na Convenção de Moscou 10/06/11