Textos com a Tag 'CABALÁ'

Devemos Esperar 150 Anos?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que em 100 -150 anos a sabedoria da Cabalá vai ter se espalhado como uma ciência espiritual e muitas pessoas vão apoiá-la. E se descobríssemos que algumas pessoas não concordam com a Cabalá e são contra? Será que aqueles que estudam a Cabalá serão capazes de preencher o vaso celeste que deve ser preenchido? E se todas as pessoas não chegarem a completar este vaso, será possível pensar que a ideia da Cabalá foi cumprida?

Resposta: Nós não estamos falando de nenhum vaso celeste espiritual ou de 150 anos de disseminação. Estamos falando sobre o fato de que hoje as pessoas estão violando as leis da natureza e sentem os golpes que recebem de todas as direções. Nós estamos numa crise.

A Cabalá explica como sair da crise, mas não em 150 anos. Que tipo de 150 anos nós podemos falar se nem conseguimos existir por mais um ano? Os jornais escrevem sobre a ameaça de furacões, que em qualquer lugar do mundo pode haver um tsunami, e que no próximo ano não haverá colheitas. Não há tempo a perder. A Cabalá não é uma ciência teórica, mas é muito prática e devemos usá-la se quisermos sobreviver.

Quando descobrimos algo em física, química ou medicina, e, de repente, nos dizem que algo é proibido ou prejudicial, e que se não ouvirmos algo pode acontecer, nós esperamos 150 anos? É a mesma coisa aqui.

A Cabalá não é para ser acreditada e nem mesmo para ser utilizada. A Cabalá oferece como você pode avançar conscientemente de uma forma boa e fácil.

Uma pessoa sábia vê o problema com antecedência e tenta superá-lo. Aqui a sabedoria da Cabalá nos ajuda. Um tolo irá esperar até que seja apanhado: “Eu não acredito nisso, eu não quero”, como uma criança que é punida e depois faz o que tem que fazer de qualquer maneira, já que não tem escolha. A Cabalá não diz que você tem que acreditar nela, estudá-la e preencher certo vaso. Você tem que mudar a si mesmo, aqui e agora, neste mundo, de acordo com as leis da natureza, a fim de manter a homeostase. Se você estiver adaptado às condições de homeostase com a natureza, você vai se sentir bem, uma vez que a lei do equilíbrio é o que importa.

Se o corpo humano está em desequilíbrio, a pressão sanguínea sobe, o nível de açúcar no sangue e outros parâmetros se alteram, e isso é chamado de doença. Hoje, o nosso corpo e a humanidade estão num estado de desequilíbrio com a natureza e isso dói. Dizem-lhe como se corrigir e como chegar a um estado de equilíbrio de uma maneira muito prática, hoje, agora, não em 150 anos.

Se você não começar a se corrigir, no próximo ano você estará enfrentando a ameaça de secas, as colheitas pobres, as tempestades, sem mencionar a crise econômica, as crises financeiras e familiares. Está sendo oferecida uma solução mais fácil para o problema, não para estudar sob a ameaça da vara, mas para estudar abrindo um livro.

Uma pessoa pode dizer: “Eu não quero estudar física, não é importante para mim, eu vou viver sem ela”. Agora, imagine uma pessoa que não conhece as leis naturais da física, como ela pode criar certos mecanismos ou interagir com alguma coisa? Nós calculamos tudo dessa maneira e construímos diferentes sistemas.

Aqui nós temos o livre arbítrio absoluto. Você quer agir? Aja. Se você não quiser, não aja. Isto é tudo. A Cabalá não força ninguém. Nós disseminamos gratuitamente a sabedoria da Cabalá na Internet para todos e ninguém tem que se identificar. Conheça a sabedoria da Cabalá; é para o seu próprio bem! Ela irá ajudá-lo a equilibrar-se com o mundo, e entender por que tais problemas surgem em seu caminho. Você não tem que ser um seguidor de uma determinada escola; ela não é uma religião.

Da Convenção na Georgia 05/11/12, Lição 1

Não Basta Descer Da Árvore: Você Deve Se Elevar Acima De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Hoje as pessoas já entendem que as coisas só vão piorar no mundo. Mas a Cabalá ainda está longe das massas. Como nós podemos cobrir essa distância? E por que ela existe?

Resposta: Ela existe para dar a nós e à humanidade a oportunidade de fazer um esforço. Esta separação permite a nós e à sociedade externa fazer um trabalho mútuo entre nós. A distância foi criada com um propósito: aqui você deve investir seu conhecimento, compreensão, entendimento e pensar no que lhe impede continuar o processo natural.

Uma vez os macacos desceram das árvores e com o tempo tornaram-se povos primitivos. Seguiu-se a era da escravidão, a Idade Média e o período do capitalismo. E hoje, quando esse desenvolvimento acabou num colapso, as pessoas chegaram à compreensão da necessidade da boa união. Então, por que o desenvolvimento não continua automaticamente?

Porque o ser humano nunca iria aparecer. Seria o mesmo primata que desceu das árvores, impulsionado por seu egoísmo. Nós não percebemos que estamos totalmente sob o controle do nosso amor-próprio. Se me mostrassem o sistema em que todos nós existimos, eu veria que não faço nada sozinho. Nessa situação, a criatura não vai surgir. Passe alguém pelo filtro da independência, e nada restará dele – nada, a não ser a força superior, que estava lá inicialmente.

“Como você cria um ser humano?”: eis a questão. Um ser humano só pode ser feito fornecendo-lhe a escuridão, um pouco de conhecimento e um pouco de força, para dar-lhe a oportunidade de encontrar uma maneira de prevalecer sobre sua natureza e construir algo oposto a ele fora da escuridão sem muito conhecimento ou compreensão. Então, ele vai querer tirar as partes necessárias do Criador e submeter-se voluntariamente ao ambiente, que vai obrigar a fazê-lo. Ele será capaz de adquirir uma forma sobrenatural através deste trabalho mútuo, uma forma que está acima de sua natureza. Esta forma é chamada de “Humano” (Adam), uma forma que ele criou sem utilizar as Reshimot (genes informativos), que ficaram nele desde os tempos que ele era um primata.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/09/2012, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

Qualidade, Não Quantidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Atualmente, poucas pessoas são atraídas à sabedoria da Cabalá. Nós devemos esperar o despertar de novos pontos no coração, enquanto continuamos a disseminação?

Resposta: Eu não tenho nenhuma resposta precisa a esta pergunta. Eu não quero determinar as coisas que não foram escritos pelos Cabalistas.

Você deve compreender que alguns são fortes por sua quantidade, outros por sua qualidade. Diz-se: “Vocês são a minoria entre as nações”. Mesmo no futuro não haverá muitas pessoas como nossos amigos nos grupos ao redor do mundo, nem haverá muitos apoiadores, os círculos mais amplos que não estão orientados à sabedoria da Cabalá, uma vez que eles não sentem completamente da mesma forma que nós, mas que estão perto de nós, nos ouvem e nos seguem.

A nossa força não está nos números, mas na altura, no reconhecimento, compreensão e conexão com a Divindade. Através de nós, como através do ziguezague do raio, várias recomendações, programas, planos de eventos para grandes auditórios descerão do céu à terra. Então, provavelmente porque não há outra escolha, ou porque as pessoas vão começar a acreditar em nós, ou devido a alguns outros motivos, elas vão se acostumar e aceitar a nossa mensagem.

Como Baal HaSulam disse, se houver pelo menos um que possa ver no topo da coluna das pessoas cegas, elas devem segui-lo com total confiança de que acabarão por atingir o objetivo. Eu não acho que haverá sérias mudanças aqui. Nós oferecemos palestras, mesas redondas, campus abertos; no entanto, não fazemos isso porque queremos atrair pessoas à nossa organização. Pelo contrário, nós temos que trabalhar em “seu território” e transferir um método geral comum de correção a elas, ao invés de entregar-lhes nossas especificações.

“Telas”, “Luzes”, “Vasos”, “Partzufim“, e “Restrições” não são para elas. As pessoas precisam saber sobre a unidade, que facilitará sua vida material.

Esta é a nossa mensagem ao público. Não devemos “injetar” Cabalá e “assuntos elevados” a elas. Nós temos que falar com as pessoas no “nível dos olhos”, de acordo com o “pulso do seu coração”, sobre algo que as preocupe, sobre as suas “deficiências” como a educação dos filhos e outros problemas cotidianos. Nós devemos acentuar um pouco os seus desejos e mostrar-lhes que há uma ferramenta que irá “acalmá-las”, nossa metodologia.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 8/1/12, “Introdução ao Livro de Zohar

A Cabalá Nos EUA

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu vivo nos EUA e 160 quilômetros de distância de um grupo de estudo do Bnei Baruch e não posso estar lá todos os dias ou mesmo duas a três vezes por semana, eu sou aluno seu, um membro do grupo, um membro do grupo principal, e eu posso ir à convenção de união no Norte de Israel?

Resposta: Você deve estar virtualmente num grupo de pessoas como você, estudar com eles virtualmente, enviar Maaser para Beth Shillington, participar da disseminação física ou virtualmente; neste caso, você é meu aluno e membro de seu grupo. Se além disso você frequentar regularmente as aulas e reuniões de amigos, você será considerado um membro do grupo principal.

As Massas Precisam Da Cabalá?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que é preciso dizer para 99% da população sobre a sabedoria da Cabalá? Se sim, então quais seriam as conseqüências disso?

Resposta: Nós estudamos a sabedoria da Cabalá porque ela permite que resolvamos nosso problema, o desejo de estar conectado com o Criador, para revelá-Lo em nossa unidade de acordo com as leis de conexão e equivalência exatamente entre nós. Mas quando nos comunicamos com os 99% da população, falamos apenas sobre a conexão terrestre no nível para o qual elas têm um desejo. Nós sempre temos necessidade de nos relacionar com as pessoas de acordo com seus desejos. É por isso que não revelamos nada da sabedoria da Cabalá; elas não são atraídas a ela e não sentem uma necessidade por ela. Pelo contrário, ela apenas as repele.

Mas, aos poucos, isso vai passar. Pelo menos em Israel, onde a resistência à Cabalá é muito grande, isso está acontecendo muito rapidamente. As pessoas já estão entendendo, mais ou menos, que a partir de uma perspectiva, é Cabalá, de outra, é garantia mútua, e de um terceiro aspecto, é mesas redondas, e tudo isso caminha junto. Hoje, contrariamente às nossas preocupações, o público é capaz de aceitar o método integral e ele não os repele ou assusta.

Assim, no futuro, eles vão reagir com calma ao fato de que você está estudando Cabalá, mas apenas para si mesmo. E é verdade, para você mesmo.

Em primeiro lugar, eles não têm esse desejo, mas você tem. Em segundo lugar, eles vão entender que tudo o que gostariam de aprender sobre o nosso mundo, a sua correção, e sobre como é fácil viver bem neste mundo, tudo isso vem da Cabalá. Mas nessa altura eles terão amadurecido internamente, a tal ponto, e vão sentir a conexão global do mundo de tal maneira que vão sentir que a Cabalá fala apenas disso e, em geral, que ela não é uma religião e não pertence ao judaísmo ou qualquer outra coisa, mas é simplesmente um estudo da criação em geral. Eles prontamente aceitarão isso. Eles não vão começar a estudar a Cabalá, mas ficarão felizes que o que estão fazendo vem de tal ciência humana universal antiga. E tudo isso os levará ao conceito comum.

Foi difícil para nós entender isso, porque nós só procurávamos a realização de algo maior, o mundo superior e a força superior, mas para eles, será muito simples. Eles vão perceber isso muito rapidamente.

Da Discussão durante a Refeição em Toronto, 16/06/12

Realização Que Não Deixa Dúvidas

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá usa apenas os termos e nomes que são reais e refletem a realidade. Esta é uma lei imutável de todos os Cabalistas: “Aquilo que não foi alcançado é impossível nomear e definir”. Até que um objeto seja revelado completamente, como se você estivesse segurando em suas mãos, os Cabalistas não o chamam de realização, mas de outra coisa, como compreensão, conhecimento, e assim por diante.

Deste modo, nós atingimos um fenómeno em sua própria base, desde o início da criação até o final, nos mínimos detalhes. Quanto mais nós alcançamos isso dentro de nossos vasos de percepção, mais nos tornamos enriquecidos e complexos. Afinal, todos os mundos estão dentro de nós e toda a imagem surge interiormente. Eu não estudo fenômenos externos, mas sim o que ocorre dentro de mim. Neste processo, eu compreendo a mim mesmo cada vez mais e percebo mais que não há nada fora de mim. Se antes eu via o mundo como estando fora, era devido a uma percepção distorcida, enquanto que na realidade, era uma projeção refletida no meu cérebro.

Em última análise, a realização espiritual não deixa dúvidas, assim como eu não duvido de coisas básicas e elementares, como quantos dedos eu tenho na minha mão. É por isso que está escrito em diferentes lugares que a Cabalá não requer prova, já que não pode oferecer qualquer prova à pessoa que não esteja na realização. Palavras que não são questionadas não vão ajudar aqui; a pessoa precisa ascender a um nível de realização, para sentir dentro de si as telas, as Luzes e os vasos. Então, ela vai ver a realidade – vê-la em primeira mão com a sua visão interior.

Então, o nosso mundo, de repente, também vai parecer estar dentro. De fato, à medida que os desejos são corrigidos, a pessoa sente as facetas e manifestações do mundo dentro dela. Quando nós trabalhamos em grupo, tentando aproximar os amigos da unificação, união e Arvut (garantia mútua), a fim de nos tornarmos como um homem com um coração, dessa forma nos preparamos para essa própria percepção, que depende totalmente da pessoa em si. É por isso que a realização espiritual não tem limites. Tudo o que vemos de fora se move para dentro, tornando-se uma parte de nós.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/06/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

A Confusão Sobre A Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você poderia comentar a diferença entre a sua Cabalá e a Cabalá do Rav Berg?

Resposta: Mesmo o Rabash (Rabbi Baruch Shalom Halevi Ashlag, filho mais velho do Baal HaSulam, seu discípulo e sucessor), comentou sobre este assunto. O Berg combinou os termos Cabalísticos hasidut e misticismo. Ele criou uma mistura que acalma a pessoa, mas não a muda, enquanto que a Cabalá se destina a corrigir o egoísmo humano.

Todos os conselhos e orientações da escola do Berg não são mais do que conforto psicológico para facilitar a vida, dar esperança, mas não para levar à correção, à revelação do Criador para a pessoa.

Mesmo a sua definição de Cabalá é completamente diferente da do seu “professor” Baal HaSulam. Mas é conveniente vender isso para as massas, como são os atributos que ele vende, alegando que eles têm um poder maior do que um impacto psicológico.

Sua atitude para com o que está acontecendo é a seguinte: É preciso se sentir confortável neste mundo, remover o mal, o que, como sabemos, vem do Criador para que possamos corrigi-lo em nós mesmos.

Ou seja, em vez de corrigir-se e revelar o Criador através de si mesmo, você é aconselhado a remover os obstáculos que são enviados pelo Criador com o propósito de aproximá-lo Dele. Você é encorajado a viver em paz. É como qualquer charlatanismo ou religião, mas certamente não é Cabalá: a ciência de corrigir o egoísmo em “amor ao próximo como a si mesmo” para se tornar semelhante ao Criador.

Dos artigos do Baal HaSulam: “A Essência da Sabedoria da Cabalá”, “A Essência da Religião e Seu Propósito”

Cuidado Com Substitutos

Dr. Michael LaitmanQuando o grupo de Cabalistas, que se tornou uma nação, espalhou-se por todo o mundo após a descida espiritual, ele se separou. Os judeus se afastaram uns dos outros em diferentes partes do mundo e a sabedoria da Cabalá foi ocultada até que chegasse a hora. Sob essas condições, embora isso seja resultado do livre arbítrio, certas pessoas que realmente não atingiram a espiritualidade criaram diferentes métodos alternativos, percepções e crenças. Esta é a origem das diferentes religiões, que são realmente “adaptações” corrompidas da sabedoria da Cabalá.

Isso começou nos dias de Abraão. Ele trouxe ao povo de seu tempo os meios necessários para seu desenvolvimento: métodos que os levaram a verdade de alguma forma, que os elevou acima do nível “animal” e permitiu-lhes, pelo menos, tocar a percepção mais avançada da força superior, da vida e da morte.

Hoje, no entanto, é muito difícil falar da verdadeira sabedoria da Cabalá, porque todo mundo tem sua própria opinião sobre ela. As pessoas têm ouvido muito sobre misticismo, fitas vermelhas, milagres, amuletos, orações especiais, rituais, etc., sem mencionar aqueles que simplesmente lucram com isso. Mesmo a abordagem sincera e honesta não garante uma busca espiritual exitosa, embora até mesmo essas ideias fossem atribuídas à sabedoria da Cabalá.

Como resultado de tudo isso, existe uma grande confusão nos dias de hoje. Nós estamos falando de uma sabedoria que se revela especialmente em nossos dias, já que estamos nos aproximando do estágio fatal na história. Afinal, uma interpretação incorreta da sabedoria pode trazer muito derramamento de sangue, se não nos permitirmos seguir o caminho correto e simples.

No artigo “O Atributo Geral da Sabedoria Oculta”, Baal HaSulam cita o Livro de Provérbios: “A glória do Senhor está oculta”. Esta regra é a regra estrita que se aplica à ocultação da sabedoria da Cabalá, como ele diz: muitos foram vítimas de revelações desse tipo. É daí que todos os magos e místicos se originam, quando os alunos que não tinham princípios foram na direção errada e começaram a ensinar todos os materiais que possuíam sem verificar se a pessoa estava apta a essa finalidade. Assim, eles começaram a usar a sabedoria para alcançar objetivos humanos, como resultado da luxúria e ambição, vendendo coisas atribuíveis à Santidade e chamando isso de “Cabalá prática”.

No artigo “Revelando uma Porção, Cobrindo Duas”, Baal HaSulam acrescenta: “Do meio destes derivam todos encantadores, sopradores e Cabalistas “práticos”, que caçam as almas com a sua esperteza, e os místicos, que usam a sabedoria deformada que veio pelas mãos de estudantes indignos, a fim de atrair benefícios corporais para si ou para outrem. O mundo sofreu muito com isso, e ainda está sofrendo”.

Para nós a Cabalá Prática significa que nós realmente corrigimos a nós mesmos quando nos unimos no grupo conforme o princípio da garantia mútua. Mas para outros se trata de determinadas ações que ajudam a eliminar o mau-olhado, mudar seu destino, etc.

No geral, existem duas abordagens diferentes:

  1. Eu reconheço o fato de que tudo está nas mãos do Criador e somente com sua ajuda, quando eu transcendo a mim mesmo, é possível mudar algo. Tudo em nosso mundo é para mudar a nós mesmos e não para tentar mudar o nosso destino. No final, eu olho para mim e para o mundo através do prisma da oportunidade de dar alegria ao Criador, quando eu me assemelho a Ele, alcanço a adesão com seus atributos, e, assim, permito que Ele seja revelado na criatura. Olhando para a realidade desta forma a sabedoria da Cabalá é a revelação do atributo de doação na criatura, sendo aquilo que a preenche completamente.
  2. Quanto à correção do restante: a saúde da pessoa, questões familiares, o país, o mundo, tudo isso nada tem a ver com a sabedoria da Cabalá, mas com a psicologia, rituais, etc.

É um dos dois: ou o meu único objetivo é perceber o mundo de acordo com o princípio da união com o Criador, de modo a realmente descobri-Lo através da minha correção, ou eu uso diferentes meios para corrigir o meu estado externo.

Da Lição Diária de Cabalá 18/05/12, A Essência da Sabedoria da Cabalá

Perguntas Sobre Filhotes De Pássaros, Religiões E Cabalá

Dr. Michael LaitmanPergunta: Supõe-se ser uma grande Mitzva (mandamento), de acordo com os comentários, se alguém pega os filhotes de pássaros do ninho quando a mãe pássaro não está lá. Eu pesquisei o assunto um pouco mais, e os comentários dizem que é porque, quando a mãe pássaro volta ao ninho e não encontra seus bebês, ela grita ao Ha Kadosh Baruch Hu, e isso atrai o atributo da misericórdia (Rachamim) em todo o mundo. O que isso significa na Cabalá? Há um ninho na parede da minha casa com filhotes, e vemos a mãe e o pai entrando e saindo para alimentar as crianças. Não me atrevo a tocá-los.

Resposta: Você não deve! Tudo isso é decidido no nível espiritual, não no material. Há uma confusão enorme na realização dos mandamentos no mundo físico; veja o Rambam.

Pergunta: Se a religião é para todos, por que não aceitar as pessoas com orientações não convencionais?

Resposta: As pessoas criam religiões e as exploram. Assim, as religiões são transformadas e manipuladas como lhes convêm.

Pergunta: Eu cresci como Cristão, e há três tenho vindo estudar Cabalá. No entanto, alguns dias atrás, um amigo meu que é judeu me disse que a Cabalá foi destinada apenas a ser estudada pelos judeus, e que, de fato, era uma coisa pecaminosa para nós não-judeus ou gentios estudar Cabalá, que isso abriu portas muito escuras. No entanto, eu me sinto tão confortável estudando Cabalá.

Ela realmente me ajuda a encontrar uma conexão com o Criador. Eu não quero parar de praticar a religião dos meus pais, o Cristianismo. Minha pergunta é: É possível ainda acreditar na religião dos meus pais, ou pelo menos manter certo respeito por ela, e ser capaz de continuar no caminho da Cabalá, ou é apenas algo que eu definitivamente deveria fazer?

Resposta: Por favor, continue, e informe o seu amigo judeu que ele não entende nada de Judaísmo.

Estágios De Ascenção Em Direção Ao Criador

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá descreve os estágios do desenvolvimento que devemos atravessar ao nos aproximarmos uns dos outros a fim de revelar a Força Superior. De acordo com as nossas aspirações em direção à união, ao anularmos nosso egoísmo, subirmos acima dele e nos unirmos, nós chegamos ao primeiro nível e sentimos esta força no nível de Nefesh (nível inanimado). Nós começamos a sentir que algo está entre nós, mas ainda não podemos compreendê-lo exatamente. Existem algumas sensações, mas que ainda não são definíveis ou determináveis.

Mais tarde, com um desejo mais forte pelo outro, nós chegamos a uma conexão mais forte e começamos a sentir como “penetrar” um pouco um no outro e sentir mais a conexão. A partir daí, emerge uma maior sensibilidade, a capacidade de sentir. E não apenas sentir, mas determinar e compreender como fazê-lo. Assim, surge a sensação no nível de Ruach, o nível do movimento. De acordo com o nosso movimento em direção ao outro, nós podemos entrar em contato com esta força em diferentes níveis de esforço, mais ou menos de acordo com as nuances de nossos encontros. Nossos movimentos e a compreensão desta força superior acontecem em algum tipo de diálogo: em nosso esforço e na sua resposta, a reação da força superior.

Nós avançamos no sentido de estabelecer uma harmonia ainda maior entre nós e de começar a sentir como nos conectar, mas também para dar e receber do outro. Assim, nós chegamos à sensação da força superior e nos comunicamos com ela doando ou recebendo dela. Este nível é chamado de Neshama, o nível de Bina, um nível extremamente elevado.

Então, nós chegamos a uma percepção mais profunda da interação entre nós: qual o caminho a trabalhar, recebendo do outro ou dando ao outro através de si mesmo. Ao dar aos outros através de si mesmo, nós alcançamos o nível da Luz de Hochma ou Haya.

Finalmente, nós chegamos ao estado em que sentimos todos como um todo. Não há diferenças, comunicação, transições e transmissão, mas tudo se funde numa gota de água e, em seguida, toda a separação desaparece totalmente. Nós chegamos ao nível de Yechida (da palavra “união”): a união completa entre nós e a força superior.

Esses cinco níveis somente são alcançados conforme a conexão entre nós; quando o nosso egoísmo pessoal, o protecionismo e tudo que é pessoal forem removidos, a pessoa sobe e vive apenas em comum.

Para desenvolver esta possibilidade, tal instrumento de percepção, nós nos reunimos num grupo durante os congressos, em todas as nossas ações, e gradualmente desenvolvemos isso dentro de nós mesmos.

A nossa época é especial, porque nos obriga e nos move em direção a isso, e não só nós, mas toda a humanidade é movida em direção aos estágios iniciais, quando a pessoa ainda não entende o que significa “desenvolver sentimentos, unir e se conectar com os  outros”.

É preciso muitos passos antes que a pessoa descubra: “Por que tudo isso? Eu tenho isso?”. Ela age automaticamente ao olhar para os outros. E só mais tarde, algo começa gradualmente a “se mover” dentro, como se rompesse de dentro. Ela começa a sentir algo mais, algo novo e totalmente desconhecido surge lá, como uma entrada para uma área absolutamente nova, que estava completamente oculta antes.

E o mundo nos ajuda com isso hoje, ao permanecer num estado totalmente incompreensível e confuso. Todas as pessoas no mundo, de jovens a idosos, pobres e ricos, fortes e fracos, ninguém sabe onde está. Todo mundo está procurando, mas não sabe onde. Eles agem mecanicamente tentando viver a vida que costumavam ter, mas ela não está mais lá.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição # 1