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A Sabedoria Da Cabalá E A Filosofia: Quem Tem A Última Palavra?

Dr. Michael LaitmanVamos primeiro esclarecer a relação entre a sabedoria da Cabalá e a filosofia.

Em geral, a filosofia estuda o que é a vida, qual o seu significado e propósito, e qual é a atitude do homem para com a vida e a natureza.

Em uma palavra, a filosofia parece abarcar tudo. Ao mesmo tempo ela não é chamada de ciência, porque estuda o homem e o nível humano da realidade; em outras palavras, a esfera que não podemos medir. Não há opiniões claras e precisas aqui que possam ser aceitas como fatos.

Nos métodos científicos, devemos estudar a natureza inanimada, vegetal e animal, que são os níveis mais baixos para os quais o homem olha de cima a partir da altura do próximo nível evolutivo. Nós podemos descer a eles, percebê-los, investigar e compreendê-los. Isto também se aplica ao nosso corpo que pertence ao nível animal da natureza.

Mas não é possível estudar o “humano” em nós com precisão. Nós tentamos classificar cientificamente os diferentes fenômenos, respostas, percepções, pensamentos e desejos internos, mas não conseguimos. Por quê? Porque é o nosso próprio nível, o mesmo nível e eu só posso estudar o que está abaixo de mim.

Este é todo o problema. É de conhecimento comum, embora a ciência realmente tenha começado da abordagem do homem em relação si mesmo e à vida. Não é por acaso que os graus em todos os campos são chamados de “Doutor em Filosofia” (PhD), embora eles não tenham nada a ver com filosofia. A abordagem geral em relação a si mesmo e à realidade é simplesmente chamada de “filosofia”.

Este termo é realmente derivado da sabedoria da Cabalá. Eis o que diz o linguista e humanista alemão Johann Reuchlin, um dos maiores especialistas em línguas antigas do século XVI, conselheiro pessoal do Imperador Maximiliano I, e que manteve contato com a Academia Platônica:

“Meu professor Pitágoras, pai da filosofia, provavelmente recebeu sua sabedoria dos judeus e não dos gregos, e ele é o primeiro que traduziu a palavra “Cabalá”, que não era familiar às pessoas em seu tempo, para a palavra grega “filosofia”. A filosofia de Pitágoras vinha do mar infinito da Cabalá… a sabedoria da Cabalá não nos deixa passar a via a toa, mas eleva nossa mente ao cume do conhecimento”.

Filósofos gostariam de mostrar que seu campo engloba todos os aspectos da vida. A propósito, até recentemente, a fim de estudar a Cabalá numa universidade, a pessoa tinha que ser aceita na faculdade de filosofia. As pessoas ainda supõem que a Cabalá faz parte da filosofia, embora os verdadeiros filósofos admitam que não.

De qualquer forma, esta é uma questão diferente. O mundo moderno desrespeita a filosofia e a razão, já que muitos estudam filosofia hoje apenas para obter um grau. Mas quando falamos de filosofia, nos referimos a uma visão de mundo, a uma percepção de vida, a um paradigma de algum tipo. Cada um de nós é um filósofo internamente. Nesse sentido, nós temos que entender para que servem essas abordagens e para que não.

A perspectiva de uma pessoa, sua atitude para com a vida e para consigo mesma, está em constante mutação e, no final, sobre esta esfera se eleva a sabedoria da Cabalá, a inauguração da filosofia, assim como foi descoberta por outras religiões, após um longo período de ocultação. Esta sabedoria esperou que a humanidade crescesse e se desenvolvesse. No início da história ela gerou ciências e filosofia, e hoje em tempos de crise global, ela é revelada novamente, após as religiões e a filosofia, por ser a única abordagem que uma pessoa tem para a vida. A sabedoria da Cabalá inclui todas as percepções e, por fim, as substitui.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, “A Cabala e a Filosofia”

A Geração Que Está Revelando O Mistério Do Universo

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá só deve ser revelada à pessoa quando ela quiser entender o sentido da vida. No entanto, se ela ainda não possui esse desejo, se está totalmente imersa na vida deste mundo e só está preocupada com a sua segurança no momento atual de sua existência, então não há porque dizer-lhe sobre a ciência da Cabalá. Isso não é para ela e só pode confundi-la. Deixe que ela continue seu desenvolvimento egoísta e não toque na ciência da Cabalá.

É por esta razão que os Cabalistas ocultaram esta ciência ao longo dos séculos, esperando até que a humanidade atingisse um estado em seu desenvolvimento onde começasse a perguntar sobre o sentido da vida. Nós vemos isso agora nos grandes problemas do mundo, na abrangente crise geral que permeia absolutamente todas as esferas da atividade humana.

Isso é evidente pelo atual estado de depressão da humanidade, refletido no número de suicídios, e pelo fato de que o mundo está numa retração e não pode fazer nada sobre isso. Todo mundo está numa retração, tanto a elite quanto as pessoas normais. Há um gradual desaparecimento da classe média, a indústria de transformação está sumindo; nós estamos perdendo o interesse na vida. Não sabemos o que fazer. Nós percebemos que há a possibilidade de uma terceira guerra mundial, mas vemos isso com calma, como se o nosso destino nos arrastasse para algum lugar, porque percebemos que não temos força, conhecimento, nem desejo de opor qualquer resistência. Alienação e impotência reinam no mundo.

É exatamente nesta geração que a ciência da Cabalá deve ser revelada, porque a partir dela as pessoas não apenas entenderão como sairão do estado atual, que as deixou sem esperança, mas também para descobrir o que as espera no futuro: um estado elevado, eterno e perfeito, que é bilhões de vezes maior que qualquer coisa que jamais poderíamos sentir neste mundo.

Da Lição Virtual 18/11/12

Não Há Nada A Temer Em Estudar A Sabedoria Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : A terceira questão, que é o temor de que a pessoa se irrite, bem, não há temor algum aqui. Isto porque o desvio do caminho de Deus, que ocorreu antes, era por duas razões: ou eles quebraram as palavras de nossos sábios com coisas que estavam proibidos de divulgar, ou porque perceberam as palavras da Cabalá em seu sentido superficial, como instruções corporais, violando “Não farás para ti idolós”.

Assim, até hoje, houve realmente uma muralha em torno desta sabedoria. Muitos tentaram começar a estudar, mas não conseguiram continuar por falta de entendimento e por causa das denominações corporais.

Primeiro, tudo pertence ao passado, quando as pessoas não estavam suficientemente desenvolvidas. Portanto, como se diz, “eles comeram fruta verde”, o que é muito perigoso. Uma pessoa não desenvolvida não deve receber uma informação que não seja adequada para seu nível.

Nós vemos que a sabedoria da Cabalá é revelada em nossos tempos, que é aparentemente generalizada e muitas pessoas são atraídas a ela, cada uma de acordo com suas preferências. Há aqueles que tentam usá-la para curar diferentes doenças, há aqueles que a transformam numa religião, outras a conectam ao misticismo, a nova era, etc. Todos constroem sua sabedoria a partir disso, a menos que façam parte de um grupo Cabalístico sob a influência de um professor de verdade, que sabe o que está falando e segue o método contando apenas com as fontes que recebeu de seu professor.

Infelizmente, há muitos grupos que estudam a sabedoria da Cabalá de maneira errada, ou aprendem o TES de cor, como se estudassem o Talmude Babilônico numa Yeshiva, ou tentando extrair algum poder místico dele. É a inclinação natural de uma pessoa que quer resultados imediatos: tomar a sabedoria da Cabalá e interpretá-la de acordo com termos familiares, como qualquer outra ciência.

A pessoa não entende que deve esperar até que a sabedoria da Cabalá comece a mudá-la. Assim, após essas mudanças, ela será capaz de iniciar o curso de estudo. É impossível fazê-lo de outra forma, exceto trabalhando em grupo e revelando a força superior, que “não há outro além Dele” e que Ele é “bom e benevolente”.

Portanto, existiram, existem e existirão muito mais erros no que diz respeito ao estudo da sabedoria da Cabalá. Mas eles também estão incluídos no plano da criação. Se uma pessoa não se corrige, mas ainda é atraída à correção, e simplesmente não a realiza corretamente, então ela dirige todas as forças que deveriam ajudá-la no processo de correção na direção oposta. Além disso, outros a seguem neste estudo vazio. Mais tarde, depois de um longo tempo, eles finalmente ficam desiludidos e aceitam essa sabedoria, não tentam lucrar com ela, mas de forma leal e com rigor realizam o que os livros dizem ou o que ouvem do professor.

É impossível ficar “livre” estudando essa sabedoria, pois a liberdade no momento significa agir de acordo com o nosso ego. A sabedoria da Cabalá, no entanto, é a sabedoria oculta, que está oculta de uma pessoa e cada novo nível revelado de repente traz tais mudanças internas a uma pessoa, que ela não consegue sequer imaginar antecipadamente. Portanto, a pessoa deve trabalhar cegamente aqui, e realizar todas as condições que o professor e os livros falam.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Mundo Superior Está Aberto A Todos

Dr. Michael LaitmanA pessoa que chega à Sabedoria da Cabalá realmente se torna escrava. Se ela entra neste sistema, ela realmente se escraviza. Não há nada de terrível nisso, uma vez que é impossível atingir esse sistema de outra forma. Se você for a especialistas em ioga ou qualquer outro sistema, eles vão lhe dizer a mesma coisa: se você quer alcançar a nossa sabedoria, a nossa técnica, nosso sistema, então você deve se separar temporariamente de outras coisas, caso contrário, você não será capaz de senti-la em profundidade.

A propósito, a sabedoria da Cabalá não é tão rigorosa como outros sistemas, uma vez que não separa a pessoa do mundo. Ela deve se casar, criar os filhos, trabalhar, estar conectada com o mundo, e não se abster de fazer as coisas, não fazer regimes, não fazer todos os tipos de exercícios físicos, respiração ou posturas especiais. Ela precisa ser uma pessoa completamente normal neste mundo. Não se espera nada dela, exceto uma coisa, isto é, os desejos e intenções internos em direção à meta. Trata-se especificamente da condição mais difícil, mas, em princípio, a única condição.

Tudo o resto não importa. Não importa o que ela come, bebe, como ela vive ou o que faz profissionalmente; é claro, desde que não seja um comportamento anti-social. A pessoa pode ser inteligente ou simples. Não importa. Na conquista do mundo superior, não importa a idade ou o nível de ensino. Ele está aberto a todos! A pessoa não se limita em nada.

Da Convenção na Georgia 06/11/12, Lição 4

O Estágio Atual Do Desenvolvimento Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA última fonte escrita da sabedoria da Cabalá é datada de cerca de 500 anos atrás. Estes são os livros do Santo ARI. Cerca de 20 volumes de seus escritos revelam em detalhes todo o sistema de governança deste mundo e sua interação com o mundo superior.

Os livros do ARI explicam não só a forma como este mundo é controlado pelas forças superiores, mas também o nosso impacto sobre elas, a influência inversa, e como essa influência mais uma vez desencadeia as ações das forças superiores sobre nós. Os livros do ARI descrevem todas as interações entre a governança superior e nós, o nosso livre arbítrio, nossos destinos, reencarnações anteriores, e assim por diante. Eles fornecem uma descrição muito séria e detalhada de tudo que existe.

No entanto, isso acabou por ser insuficiente. No século XX (400 a 500 anos após o ARI), outro Cabalista, o Baal HaSulam (“mestre da escada”, em hebraico), surge. Por quê? Porque ele descreveu em detalhes a “escada” que a pessoa deve ascender ao subir deste mundo, o estado atual em que se encontra, até o ápice do seu desenvolvimento.

Não se trata de crescimento físico, nem de desenvolvimento intelectual. Nós vemos que não há muito para se gabar neste mundo. Pelo contrário, trata-se do avanço que cada um de nós deve realizar: atingir o mundo superior, o sistema de governança. Trata-se da nossa realização do mundo eterno e perfeito que ainda está além de nossa percepção. Baal HaSulam apresentou uma metodologia moderna que estamos usando no momento.

Seu filho, o Rabash, desenvolveu ainda mais o método de seu pai e o tornou mais prático. Ele criou instruções detalhadas e concretas descritas em vários artigos. Estes artigos mostram claramente como, ao mudar a nós mesmos, expandindo nossos órgãos de percepção, podemos começar a perceber o Universo oculto, escondido de nós por nossas próprias limitações.

É de conhecimento comum que somos limitados. Nós só conseguimos ouvir dentro de determinada gama de sons, vemos um espectro limitado de luz, etc. Em outras palavras, todos os nossos sentidos da visão, olfato, audição, tato e paladar, são limitados. Embora aqui estejamos falando de outros órgãos de percepção, e não dos que temos atualmente.

A fim de ampliar nossos órgãos de percepção, nós inventamos vários dispositivos, tais como telescópios e microscópios para os olhos, inúmeros tipos de radares, localizadores, e assim por diante. No entanto, o mais importante para nós é descobrir que outros órgãos de percepção nós precisamos para sentir o mundo ao nosso redor.

Da Convenção da Georgia 05/11/12, Lição 1

É Hora De Mudar

Dr. Michael LaitmanO mundo não vai reconhecer a importância da sabedoria da Cabalá até que tenha alcançado a necessidade de correção. Mas essa necessidade ainda está para ser revelada, e é isso que está acontecendo hoje. Nós chegamos a um beco sem saída, estamos contra uma parede, impotentes, sem saber o que fazer.

Até agora, sempre conseguimos superar os problemas à medida que melhoramos nossa vida, mas hoje é o oposto. Estamos afundando numa crise que não acaba, mas aumenta.

Isso indica que as pessoas já estão começando a descobrir a necessidade de uma mudança real.

Aqui somos confrontados com a pergunta sobre o sentido da vida, que não fazíamos antes. Todas as gerações anteriores aspiravam por mais: entender mais, sentir mais, voar para a lua, mergulhar no oceano, construir. No final, tudo o que construímos é destruído, e as coisas estão ficando tão ruim que às vezes parece que é melhor morrer. “Pra que precisamos desta vida?”. Hoje esta é uma questão fundamental e será cada vez mais nítida.

Aí vem a necessidade de correção, e ela só pode ser cumprida pela Luz que a criou.

O método que nos permite atrair a Luz que corrige o desejo é chamado de sabedoria da Cabalá. Ele conecta a Luz que criou o desejo e que pode corrigir e preencher o próprio desejo. Então, como não há outra escolha, a humanidade terá que descobrir este método e usá-lo de acordo com o seu destino.

Por enquanto, no período de transição, o mundo ainda não sabe nada disso. Nós não sabemos muito, mas estamos pelo menos tentando ouvir. Temos que entender a essência da sabedoria da Cabalá tão rápido quanto possível e apresentá-la da melhor forma possível a todos. Então, o mundo vai chegar à correção.

Por definição, a sabedoria da Cabalá é a revelação do Criador à criatura, ou uma mudança no desejo da pessoa, graças a qual ela receberá a forma do Criador e O descobrirá. A questão é de qual perspectiva explicamos isso: da perspectiva das Luzes ou da perspectiva dos vasos. Nós falamos da revelação da Luz no vaso ou do vaso onde a Luz será revelada, apenas na medida em que eles forem equivalentes em forma. Em geral, não é a Luz que é revelada no vaso, mas o vaso que recebe uma forma semelhante à Luz, chamada de “Criador”. Assim, o Criador é revelado à criatura, e este é o objetivo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Uma Divisão De Ferro De Acordo Com O Pedido Do Cliente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Baal HaSulam diz que uma divisão de ferro nos separa da sabedoria da Cabalá e que temos que explodi-la?

Resposta: O Baal HaSulam sente a necessidade absoluta da revelação da sabedoria da Cabalá, mas as pessoas não veem necessidade nela. Pelo contrário, rejeitam a sabedoria da Cabalá tão fortemente quanto possível, usando todos os tipos de desculpas. As pessoas são como alguém doente que não quer reconhecer o único medicamento que pode salvar sua vida. Então, nós temos que tentar dar a ele o medicamento de maneiras diferentes, como para uma criança, numa embalagem agradável com todos os tipos de persuasão e explicações preliminares. Afinal de contas, algo deve ser feito!

Uma pessoa comum não sente qualquer divisão entre ela e a sabedoria da Cabalá. Só mais tarde é que começamos a descobrir isso. A sabedoria da Cabalá é um método para a revelação do Criador ao homem neste mundo. Tal revelação é contrária à nossa natureza. Se sentíssemos que a revelação do Criador fosse doce e benéfica ao nosso desejo de receber e nos trouxesse mais comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento, de bom grado a aceitaríamos; se o Criador pudesse satisfazer nossos desejos corpóreos, todos ansiariam por Ele.

Mas, se o Criador é o amor pelos outros, como se diz: “Do amor às criaturas ao amor do Criador”, então ninguém precisa Dele. Todo mundo rejeita Ele e ao mesmo tempo a sabedoria da Cabalá.

Inconscientemente nós rejeitamos a sabedoria da Cabalá em sua forma natural e somos 100% opostos a ela como somos ao Criador. Em vez da verdadeira Cabalá, nós simplesmente imaginamos algum tipo de misticismo, algum tipo de milagre e bênção, e assim, podemos usar algumas de suas partes, enganando a nós mesmos de que estamos lidando com a sabedoria da Cabalá. Mas, na verdade, é algo totalmente diferente.

Nós podemos nos voltar ao Criador desta maneira e orar a Ele, a fim de receber algo de bom Dele. Esta é a única razão de precisarmos Dele: a fim de nos sentir melhor, e nós não precisamos de um Criador que nos faça sentir mal. Tudo é cumprido de acordo com o pedido do cliente, a ordem do receptor. Assim, embora a sabedoria da Cabalá esteja conosco por muito tempo, nós estamos separados dela por uma divisão de ferro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot “

A Vida É Boa Se Você Sabe O Seu Significado

Dr. Michael LaitmanExiste apenas um meio para alcançar a meta criação: a ciência da Cabalá. Qualquer outra meta que surja neste mundo pode ser alcançada por meio de nossas forças. Mas nós não temos a força para atingir a meta da criação, não temos possibilidade de entendê-la. Nós não somos projetados originalmente para sermos capazes de ver a meta e alcançá-la.

Mas há um estado inerente no processo de nosso desenvolvimento onde nos sentimos mal sem alcançar a meta da criação mesmo na nossa vida normal na terra, como se isso não estivesse relacionado com a meta superior. No entanto, nós existimos no mundo material para subir acima dele e alcançar a meta da criação.

Portanto, chega um estágio em nosso desenvolvimento, quando, de repente, sentimos que basta, não podemos mais continuar assim, e é necessário encontrar o sentido da vida. A partir deste instante, a pessoa começa a procurar esse significado.

Esta questão desperta nos indivíduos e em grupos inteiros ou até mesmo em todo o mundo. Claro, isso foi facilitado por golpes que as pessoas sentiram como sofrimento de acordo com a sua percepção atual, ou seja, problemas mundanos normais com comida, família, dinheiro, respeito e conhecimento.

A pessoa sente a falta de satisfação desses desejos terrenos, que esta não pode ser satisfeita com nada, e assim começa a chorar: “Qual é o sentido da minha vida?”. Ela perde o gosto de sua existência, tanto que não entende por que precisa desta vida se não atinge a meta.

Então, ela chega à necessidade de realizar o método da Cabalá para alcançar a meta da criação. Assim, toda a vida material da humanidade aspira a uma meta.

Para alguns, isso vem antes, para outros, mais tarde, de acordo com um processo específico, de acordo com a raiz de cada alma. Mas, mais cedo ou mais tarde, todos devem chegar a esta meta: mudar a sua natureza para que todos os seus desejos egoístas diminuam para o nível das necessidades básicas.

Este nível material não é nem condenado nem elogiado porque a pessoa satisfaz essas necessidades básicas para existir pela realização do propósito espiritual. E todas as forças disponíveis ela vai dedicar à realização desta meta mais elevada.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/11/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Do Ponto A Ao Ponto B Com A Ciência Da Cabalá

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é a ciência e o sistema, e a realização da conquista do Criador. Nosso objetivo é revelá-Lo, e é por isso que não há ciência maior e mais importante. Afinal, qualquer sabedoria é avaliada pelo seu objetivo. A Cabalá é complexa: não só explica o método, mas também nos acompanha durante todo o processo de sua realização.

No artigo “O Ensino da Cabalá e sua Essência”, Baal HaSulam escreve: Como um todo, a sabedoria da Cabalá diz respeito à revelação da Divindade, organizada em seu caminho em todos os seus aspectos: os que surgiram nos mundos e aqueles que estão destinados a ser revelados, e em todas as maneiras isso pode sempre surgir nos mundos, até o fim dos tempos. Além disso, Ramchal escreve no livro 138 Portas da Sabedoria: Toda a sabedoria da Cabalá é projetada apenas para conhecer o governo da vontade superior: por que Ele criou todas as criaturas, o que Ele quer com elas e o resultado final de tudo no mundo.

E aqui estão as palavras de Baal HaSulam do artigo “A Essência da Sabedoria da Cabalá: “Esta sabedoria é nada mais nada menos do que uma sequência de raízes, que pendem por meio de causa e consequência, por regras fixas e determinadas , entrelaçadas com um objetivo único e exaltado descrito como “a revelação de Sua Divindade para Suas criaturas neste mundo”.

De alguma Fonte superior que desconheço, uma sequência de raízes desce ao longo da qual, como criatura, eu posso alcançar a revelação do Criador. Em primeiro lugar, no caminho de cima para baixo, o Criador restringe-Se mais, e meu desejo de receber está crescendo até que todas as raízes desaparecem, deixando-me com a última: o ponto no coração (•). E no caminho para cima, eu revelo o Criador um pouco, sucessivamente, conhecendo-O, passando por 125 raízes.

Assim, o sistema, bem como a passagem do caminho, conecta-me ao Criador. O guia e o caminho do ponto A ao ponto B é a ciência da Cabalá. Em última análise, é um meio de revelar o Criador.

Há uma escada entre o Criador e a criatura. Isso conduz das propriedades da criatura às propriedades do Criador, e ao longo do caminho suas propriedades são combinadas entre si de zero a cem por cento. Isto é o que a Cabalá é: ela não fala das propriedades do Criador, nem sobre as propriedades da criatura, porque essa essência é incompreensível para mim. Eu só estudo a sua relação, a forma vestida na matéria. Eu posso alcançá-la, conhecê-la, senti-la, compreendê-la; eu tenho acesso a ela. Eu não sei o que o Criador e a criatura são separadamente: Eu estudo apenas sua combinação.

Esta escada é o suficiente para eu afirmar o meu “eu” em relação à propriedade da criatura e em relação à propriedade do Criador. O meu eu é a linha do meio (verde no diagrama), não é nem criatura, nem o Criador. Afinal de contas, a criatura é o desejo de receber. E o verdadeiro eu é a forma de doação na qual visto o desejo de receber quando me moldo à semelhança do Criador. Eu moldo estas características como a argila, e o Criador inspira a vida, e a “boneca” vem à vida.

Isto acontece em cada grau. Esta é a realização do “malvado”, que é a criatura, ascendendo ao grau do Criador; em outras palavras, a revelação do Criador às criaturas é a ciência da Cabalá.

Por isso, está claro que não temos mais nada para fazer na vida, exceto satisfazer as nossas necessidades básicas e dedicar o resto a esta ciência. Hoje nós estamos nos aproximando do nível básico. A própria vida, a crise, vai nos purificar dos excessos dentro de alguns anos, se não mais cedo. Então, em desespero, o mundo vai descobrir que por alguns milhares de anos avançou ao longo do curso errado e que agora deve mudar de direção. É claro que não foi um erro, mas a preparação, a realização dos graus anteriores de desenvolvimento, inanimado, vegetal e animal, para finalmente chegar à ciência da Cabalá.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/12, Escritos do Baal HaSulam

Você Sabe Por Que A Sabedoria Da Cabalá Veio Ao Mundo?

Dr. Michael LaitmanAté a destruição do Segundo Templo, a sabedoria da Cabalá era a Torá, o estudo da nação de Israel, o grupo que Abraão trouxe da Babilônia e transformou numa nação que vive de acordo com as leis da sabedoria da Cabalá. A destruição do Templo significa que eles caíram do “ama ao próximo como a ti mesmo” para o ódio infundado.

Desde então, a sabedoria da Cabalá deixou de existir entre as pessoas que ainda chamamos de povo de Israel, embora elas não estivessem mais ligadas à lei do “ama ao próximo como a ti mesmo”, e, portanto, não têm o direito de serem chamadas de “Israel” (Yashar – Kel), que significa “direto ao Criador”. Portanto, a compreensão do por que precisamos da sabedoria da Cabalá se perdeu. Baal HaSualm fala sobre seu medo: “e é terrível que isso seja esquecido, Deus me livre, no povo de Israel”.

Ele tem medo disso, mas outros nem mesmo pensam nisso, pois não sabem para que serve a sabedoria da Cabalá. Por fim, o Baal HaSulam escreveu a “Introdução ao TES” para explicar por que é obrigatório estudar o livro ‘O Estudo das Dez Sefirot’ (TES) e a sabedoria da Cabalá em geral.

Ele não percebeu interesse das pessoas nesta sabedoria ou resposta ao seu apelo, que ouvissem o quão importante e essencial é esta sabedoria. Todos a rejeitaram encontrando diferentes desculpas. As pessoas religiosas que estudavam a Torá não entendiam por que precisavam de algo mais. E uma pessoa que vivia uma vida corpórea comum estava com medo de que a sabedoria da Cabalá arruinasse sua vida. Quem sabia que forças estavam ocultas nela, o que ele evocaria a si mesma ao mencionar os nomes Sagrados; talvez ela evocasse problemas com isso…

Outros se justificavam dizendo que havia pessoas que estudaram Cabalá, que se chamavam Cabalistas, mas que não a recomendavam a outros. Existem muitas razões pelas quais a sabedoria da Cabalá foi posta de lado, longe da atenção geral, e é uma maravilha que tenha existido até agora. Afinal, havia muitas sabedorias que foram esquecidos e desapareceram ao longo da história.

As pessoas rejeitavam este estudo, mas Baal HaSulam pensava que isso devia acabar. Chegou o momento da humanidade mudar sua atitude e de mostrar às pessoas por que a sabedoria da Cabalá é necessária e por que veio ao mundo: a fim de elevar a humanidade ao nível da unidade com o Criador, que é o objetivo da nossa vida, o objetivo da criação. É o momento de cumprir esse objetivo aqui e agora.

Por esta razão o Baal HaSulam escreveu o TES e a “Introdução ao TES “, onde ele explica a importância do seu estudo. No seu tempo era muito difícil levar essa ideia às pessoas. Hoje ela é aceita de uma forma totalmente diferente, e nós podemos anunciar abertamente o estudo generalizado da sabedoria da Cabalá. Eu me lembro da agitação provocada em Bnei Brak, cidade ortodoxa, quando as pessoas descobriram que eu havia trazido um grupo de estudantes não religiosos de Tel Aviv para o meu professor, o Rabash. O Rabash fez uma verdadeira revolução, mas não havia outra escolha, o mundo está num estado tal que a sabedoria da Cabalá tem que ser revelada.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/11/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot