Textos com a Tag 'Amor'

O Amor Cobrirá Todos Os Pecados

Dr. Michael LaitmanO período de preparação é chamado de período de “pecados e transgressões”. Você pode se opor e dizer: Como de transgressão se eu não entendia ou sabia de nada?

Sim, você não sabia, mas você agiu. E mesmo que você tenha tentado seguir as instruções da Cabalá, tenha estudado e estava em um grupo, você fez tudo isso para seu próprio benefício. É por isso que, inconscientemente, você realizou as ações no grupo e os estudos egoisticamente, em vez de realizá-los em prol da doação. Você tentou usar seus amigos e a Cabalá para o seu próprio benefício, e esses pecados são chamados ou de “transgressões intencionais” ou de “erros e negligências não intencionais”.

Mais tarde, quando nos elevamos ao nível espiritual e adquirimos a força para agir em prol da doação, nós corrigimos esses pecados. Primeiro, nós corrigimos os “erros”, e ao fazer isso nos elevamos ao grau de Bina (doação em prol da doação), do temor. Então, nós corrigimos as “transgressões” pela doação e adquirimos o grau do amor, da fé absoluta.

De onde vêm as transgressões e a negligências que corrigimos pela doação e o amor no grau de Bina e Keter? Elas já foram salvas em nossos desejos egoístas, como está escrito: “A besta engolirá e vomitará”. É assim que nós reunimos uma série de transgressões que agora podemos corrigir.

Mas a pessoa que não entra no grupo e não começa a estudar para alcançar a meta com qualquer intenção que ela possa ter, não comete “transgressões” ou “erros”. Ela não tem nada para corrigir; falta-lhe a “inclinação ao mal”.

Esta “inclinação egoísta” que a Cabalá fala é uma qualidade especial. Nós a formamos enquanto estamos no grupo, quando estudamos, quando aspiramos a doar (Lishma), quando estamos certos de que existimos atualmente no egoísmo (Lo Lishma), e quando cometemos transgressões terríveis por querer atingir a espiritualidade para o nosso próprio benefício e colhemos as recompensas em todos os mundos.

É assim que nós acumulamos as transgressões e os erros dentro de nós. E até que nós reunamos uma medida completa deles ao longo dos “400 anos do cativeiro egípcio”, nós somos incapazes de escapar deles e começar a correção.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Irradiar Amor Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós continuarmos a trabalhar na nossa união e interconexão interna, nós também nos amaremos mais no mundo exterior?

Resposta: Sim, mas isso não se aplica apenas a nós, mas a todo o mundo. Afinal de contas, é tudo um único sistema. Se no nosso nível (que é maior do que o do resto do mundo) nós tentamos aproximar a nossa parte espiritual da união, ao fazê-lo também traremos as partes materiais, ou seja, as pessoas, à união entre elas.

Na verdade, não existem pessoas, e não há união ou ruptura entre elas. Estas são as mesmas almas, só que elas descrevem a si mesmas e a conexão entre elas do ponto de vista chamado “este mundo”. Tudo o que você vê são as mesmas almas na mesma rede, só que elas percebem a si mesmas e rede de conexão entre elas como nosso mundo ilusório.

Portanto, se nós aspiramos a construir esta conexão, estando dentro deste sistema comum com elas, apenas num nível superior de consciência e compreensão, naturalmente isso vai impactar todos as outras.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabala 14/07/11O Zohar

Ter Medo De Trair O Seu Amor

Dr. Michael LaitmanTudo depende do desejo da criatura. Tudo ao nosso redor permanece em um estado invariável: estamos rodeados pela Luz do Infinito, o Criador, a natureza. Não importa saber como nós a chamamos; é a qualidade perfeita de doação e amor absoluto que reina o mundo e enche tudo consigo mesmo.

No entanto, não seremos capazes de revelar esta Luz superior, o Criador e Seu relacionamento conosco, sem ter as ferramentas certas, os desejos certos, os Kelim (vasos). É por isso que todo o método da ciência da Cabalá consiste em como fazer-te digno de sentir o Criador.

O Criador é sempre gentil e incorpora o bom, a doação e o amor. O maior prazer de todos é sentir seu amor para conosco. O único problema é que isso só pode ser sentido dentro dos desejos de doação, porque ao entrar em contato com os desejos egoístas, essa percepção desaparece imediatamente.

Assim, verifica-se que do meu lado, o único vaso capaz de revelar a relação do Criador para comigo é o temor (medo) de que eu não seja capaz de receber o Seu amor em relação a mim e responder a ele corretamente. Se Sua relação para comigo deve ser revelada, e este é o único prazer que realmente existe na natureza, então terei de estar pronto para recebê-la no vaso chamado “temor”. Tenho medo de usar esse amor para o meu próprio prazer, desfrutando egoisticamente; em vez disso, eu quero responder-Lhe com o mesmo tipo de atitude.

Isso é chamado de temor, porque eu devo temer o fato de que em um dado momento, a minha relação possa ser arruinada. Pode haver uma reviravolta e, em vez de pensar Nele, eu posso começar a pensar em mim.

No entanto, a minha capacidade de permanecer sempre tão amoroso para com Ele, como Ele é em relação a mim, depende da Sua influência sobre mim, ou seja, que a sensação ou não desse temor depende do Criador. Peço-Lhe para dar isso a mim; este temor é a minha principal preocupação. Assim que eu conseguir o temor certo, na forma correta, e for forte o suficiente, vou começar imediatamente a sentir a Sua relação para comigo.

É como se eu continuasse a aumentar a tensão em uma lâmpada até que ela finalmente se iluminasse! A partir desse momento, podemos vê-la brilhar. Da mesma forma, estamos em um oceano de amor e doação que vem do lado do Criador, e no instante em que a condição dentro de mim chamada de “temor” for implementada no nível certo, vou começar a revelar o amor do Criador dentro do meu temor.

As seguintes condições dependem inteiramente Dele:

1. A criação do vaso que assegura esse temor em mim. Caso contrário, eu não posso ter certeza de mim mesmo. Neste sentido, sou completamente dependente de Sua ajuda, chamada de Luz que Corrige;

2. O preenchimento (satisfação), a revelação de Seu amor para comigo, de tal forma que eu o aceito quando ele é revelado e eu me relaciono com ele corretamente. Eu não quero que esse amor estrague a minha resposta a Ele, para que eu de repente não caia no egoísmo.

Acontece que na construção do vaso (desejo), em seu preenchimento, e o resultado de seu preenchimento, eu dependo totalmente do Criador. A fim de alcançar a adesão com Ele, eu preciso do temor do qual meu vaso espiritual é construído, da recepção da Luz, e os resultados dessa recepção.

Se eu me preocupar com a implementação destas condições na forma correta, pertinente ao meu nível, vou chegar à adesão. Vou criar o vaso espiritual e receber  o seu preenchimento. É assim que alcanço a meta: a adesão com o Criador

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/11, Shamati # 38

Uma Pessoa Não Pode Tornar-se Humana Sem Amor

Dr. Michael Laitman with StudentsA sabedoria da Cabalá é o meio que nos permite ascender do nível animal ao humano. Se não usarmos este meio para transformar a nossa natureza egoísta, permanecemos como animais, como é dito: “Todos são como animais”.

De facto, nesse caso, nos desenvolvemos apenas dentro do nosso ego; não temos nada com que o corrigir e ascender acima dele, dos desejos de receber aos desejos de doar. Então, sentimos apenas este mundo; vivemos e morremos como animais.

Enquanto que no nível humano, eu torno-me semelhante ao Criador (homem ou “Adam” vem da palavra “Edome” ou semelhante em hebraico). Com a ajuda da ferramenta chamada “a Luz que Corrige”, que atraio sobre mim ao ler textos Cabalísticos e especialmente O Livro do Zohar (a fonte mais forte da Luz superior oculta ), eu posso corrigir-me e ascender da natureza egoísta para a altruísta, para a doação e o amor pelo próximo.

Então, em vez do desejo de usar o outro, eu dôo a ele, e em vez de ódio, eu sinto amor em relação a ele. Na medida em que eu apreendo esta natureza, eu começo a descobrir a força superior com os meus desejos altruístas, nas minhas qualidades de doação e amor. Eu sinto o que preenche as minhas novas qualidades, e isto é chamado de “Luz superior” ou “Criador”.

Contudo, tudo isto é alcançado na força de doar. Como posso alcançá-la? Para este propósito, antes do nível mais baixo do mundo de Assia (chamado “este mundo”) ter sido criado, a criatura criada pelo Criador, e chamada de alma comum de Adão ou Homem, foi dividida em muitas partes. Agora, de forma a atrair a Luz, estas partes devem unir-se umas às outras no estado anterior à divisão, quando a Luz Superior as preenchia.

Contudo não podemos unir-nos uns aos outros por nós próprios, mas desejando isto, querendo e esforçando-nos com toda a nossa força, com nossos esforços atraímos a Luz desse estado de unidade. Esta Luz não vem até nós e não se veste em nós porque nós ainda não nos unimos. Mas ela brilha em nós de longe, conforme a nossa aspiração por ela – a Luz de doação e amor ao próximo.

Mas eu realmente aspiro a isto?… Eu imagino que desejo esta Luz, como algo muito bom para o meu ego. Mas se eu interpreto isto correctamente, como a Luz de doação e amor, que desfruto ao doar ao próximo, e atuo apenas em prol da doação, então eu não preciso dela particularmente.

Assim, primeiro de tudo, de forma a lutar pela Luz, pela correcção, de forma a tornar-me doador e amar ao próximo, devo adquirir a importância disto. Posso obter a importância da correcção das duas fontes seguintes:

  1. Se eu sofro, sinto dor, eu luto para mudar a minha condição. Estou até disposto a dar, apenas para não me sentir mal. Isto é chamado avanço pela via do sofrimento.
  2. Posso receber a importância da doação e amor pelo próximo do ambiente, que começa a “fazer-me lavagem cerebral”, convencendo-me do quão importante é doar, quanto posso ganhar, quão bom é, que prazeres a doação traz.

Um parece contradizer o outro: “Doe e você receberá prazer! Doe e sentirá o Mundo superior!”. Isto é chamado “Lo Lishma” (para si próprio) mas, ainda assim, esta é uma fase intermédia do avanço. Neste caso, eu luto por avançar pela via de “Lo Lishma”, a via da Luz. Nós todos somos egoístas e temos de imaginar um ganho próprio entendível à nossa frente; de outra forma, não seremos capazes de fazer nada.

Assim, estou no grupo, junto com pessoas que também querem atingir a espiritualidade. Não é importante que todos nós visualizemos o mundo espiritual como um bom prémio: nós queremos estar acima dos outros, ganhar mais, superar esta curta vida cheia de sofrimentos, atingir algo que valha a pena, grandioso.

Se nós promovermos ao menos a importância deste objectivo entre cada um de nós, então algo maior, grandioso, eterno, perfeito, que valha a pena, será revelado na conexão entre nós, e nós teremos a força para avançar em direcção à conexão interior entre nós pelo menos ligeiramente. Se na conexão entre nós descobrirmos a força interna comum chamada vaso espiritual (o desejo de doar), então neste vaso, conforme este desejo de doar, revelaremos a Luz: a Luz de doação, a Luz superior, ou o Criador.

Assim, antes de começarmos a ler O Livro do Zohar, e assim atrairmos a Luz, temos de imaginar que aspiramos a estar na conexão interior entre nós, quando cada um se anula e sente apenas os outros: todos juntos, todo o grupo interior, onde estamos conectamos entre todos na nossa alma. E nesta conexão entre as almas, revelamos a Luz, a força comum de doação e amor – e o Criador com ela. Se esta é a nossa linha de raciocínio durante a leitura de O Zohar, ela influencia-nos da forma mais efectiva.

Não interessa quanto entendemos do texto e sabemos as palavras. É importante pensar acerca de uma coisa apenas, o tempo todo: “Agora, estou a tomar o meu medicamento. Quero conectar-me aos outros, e então, na união entre nós, conseguirei tudo: todo o mundo espiritual e superior. Estou ansioso por isto!”

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/6/11, O Zohar

Vergonha Como Meio de Correção

Baal HaSulam,”MatanTorá (A Entrega da Torá),” Item 8: Este assunto é como um homem rico que levou um homem no mercado e alimentou-o e deu-lhe ouro e prata e todas as coisas desejáveis ​​a cada dia. E cada dia regou-o com mais presentes do que no dia anterior. Finalmente, o homem rico perguntou: “me diga, todos os seus desejos foram realizados?” E ele respondeu: “Nem todos os meus desejos foram satisfeitos, por quão bom e quão agradável seria se todos os bens e coisas preciosas viessem a mim através do meu próprio trabalho, como eles vêm a você, e eu não estaria recebendo a caridade de sua mão”. Então o homem rico lhe disse. “Neste caso, nunca haverá uma pessoa que poderá nascer para cumprir seus desejos.

“O Criador criou intencionalmente a criatura para que ela sinta desconforto e, como resultado, não pode receber qualquer realização em seu desejo. Este desconforto é destinado a promover a correção a criatura a tal ponto que não iria se acalmar até que ela doe ao Criador, tanto quanto o Criador doe a ela. A criatura não pode apenas receber mais, porque dessa maneira parece negligenciar o Doador, o Seu amor e doação.

O amor do Doador é absoluto. Sua doação é perfeita e destituída de qualquer intenção de causar vergonha na criatura. Nós sentimos que a vergonha é vinda de nós, do desejo de receber. Na nossa sensação, não atribuímos esse desejo ao Criador e, portanto, nós não “culpamos” a vergonha que desperta neste desejo do Criador.

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Acendendo A Centelha De Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Aqui diante de nós está uma lei clara, que em todas as 612 Mitzvot (mandamentos) e em todos os escritos na Torá não há nenhum que tenha preferência ao mandamento “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Isso é porque eles somente têm como objetivo interpretar e permitir-nos manter o mandamento de amar o próximo apropriadamente, uma vez que ele especificamente diz: “O resto é seu comentário; vá estudar”. Isso significa que o resto da Torá é interpretação desse mandamento único, que o mandamento de ama teu próximo como a ti mesmo não poderia ser completado se não fosse por eles.

“A Torá” é a Luz que corrige nossos desejos. Temos que corrigir todos os nossos 613 desejos e transformá-los em doação. Pode ser doar para doar (“não importa o que seja detestável para você, não faça ao outro”), no estado de Hafetz Hesed, quando nós não prejudicamos o outro. Além disso, nós podemos amar os outros como a nós mesmos, isto é, receber para doar. Desse jeito, temos que avançar.

Somente o homem existe nesse mundo, e se ele quer corrigir seu relacionamento com o próximo, então ele revela nele mesmo 613 tipos de relacionamentos, que representam 612 desejos corruptos. Então, ele começa a corrigi-los através da Luz que Corrige, estudando o sistema correto. A Torá fala somente dos estados corrigidos, do cumprimento dos “mandamentos”, isto é, sobre as correções que temos que passar.

A “Introdução ao Livro do Zohar” explica que a Torá está dividida em 613 conselhos e 613 depósitos. São cerca de 613 Luzes que corrigem em nós 613 desejos egoístas dirigidos ao próximo.

Não estamos falando nem de nós mesmos nem desse mundo, mas do relacionamento com o próximo. Ao desejar me aproximar dele, alcançá-lo, eu revelo 613 desejos corruptos. Essa é a realização do mal. Então, eu desejo corrigi-los; em resposta a cada desejo uma Luz correspondente vem e faz a correção. Como exatamente ela faz isso, eu não sei, e isso não é da minha conta. Eu só desejo revelar o mal e corrigi-lo, mas eu deixo os “detalhes técnicos” para a Luz.

Como resultado, meus desejos se corrigem (conquistam a intenção de doar ao invés da intenção inicial de receber) e se preenchem com essa intenção altruísta. Isso significa que a Luz está presente neles.

Na realidade, com que o desejo corrigido pode ser preenchido? Ele só pode ser preenchido com o seguinte: eu quero e, na verdade, posso doar ao próximo. Essa é a satisfação que nós chamamos NRNHY. Inicialmente, da parte do Criador que criou o desejo de receber, somente uma pequena Luz de Nefesh foi dada, uma centelha, Luz fina, agindo na realidade.

Existe somente a centelha e o ponto do desejo criado como “existência a partir da ausência”. Tudo mais, sem exceção, vem somente do relacionamento entre o Criador e a criatura, que desejam acender a chama de amor entre eles. De acordo com a lei do amor, é suficiente dar pelo menos uma fração a quem me ama; assim, a minha atitude ligada a esse presente torna-o infinito.

Nós deveríamos entender que ao identificar nossos 613 desejos, que são revelados em relação ao próximo, e corrigi-los de recepção para doação, nós obtemos um amplo vaso de doação. Ele está baseado no mesmo ponto da “existência a partir da ausência” que sente somente seu desejo por prazer. Nós temos esse ponto, e sobre ele, nós construímos um vaso enorme que é toda atitude, doação, e amor.

Sua essência é esse mesmo ponto. Expandindo-se, sendo impregnado com sensações, o desejo permanece o mesmo. Tudo que ele tem é a sensação do que, como, e de quem ele recebe. Em outras palavras, é a percepção da atitude do Criador para com ele.

Em todas as quatro fases da Luz Direta existe somente o desejo e a Luz da primeira fase. Tudo o mais vem da reação, da resposta da criatura, de como ela percebe o Doador em vez de como se satisfaz. Uma vez que a primeira fase (o ponto de desejo com a diminuta centelha de Luz de Nefesh) começa a se sentir pelo menos um pouco, ela imediatamente começa a se desenvolver em relação ao Doador.

Assim, nós precisamos entender que todo o vaso espiritual, todo o mundo espiritual, baseia-se no relacionamento entre a criatura e o Criador. Anulando esse relacionamento, mesmo através de nossa própria falta ou não, nós permanecemos no nosso pequeno e escuro desejo, que é nossa realidade.

Da 5a parte da Lição Diparia de Cabalá 21/06/11, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

O Amor É Uma Rua De Mão Dupla

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas que o amor é necessário?

Resposta: Você pode amar comer peixe no almoço, você pode amar o seu filho pequeno, ou pode amar o próximo ou o Criador. As mesmas palavras designam noções completamente diferentes.

Vale a pena enaltecer o amor ao próximo a uma pessoa que ama peixe? Como você pode descrever-lhe o prazer de doar? O que ela vai entender? Que ela tem que dar o peixe para outra pessoa? Isso é amor?

O que significa amar o próximo? Ele tem um significado completamente diferente. Amar o próximo significa anexar o desejo dele ao seu e trabalhar com o seu desejo a fim de satisfazer o desejo dele. Então, nós dois nos fundimos num todo, onde eu o satisfaço e ele me satisfaz.  No que ele se satisfaz? Em seu desejo. Seu desejo em relação ao meu é como Malchut em relação a Zeir Anpin. Eu sou como o Criador, e ele a criação. Este é o meu trabalho.

Assim, o “amor” é a relação entre o Criador e a criação. Somente isso é o amor – a atitude da criação para com o Criador. Se eu posso construir este tipo de atitude para com os outros, ou em outras palavras, se eu adquiro a qualidade do Criador (a qualidade de doação), e por meio dela eu me relaciono com o desejo do próximo como faz o Criador, verifica-se que o Criador está dentro de mim, e eu realizo as ações necessárias em relação ao próximo. Isso significa que eu amo o próximo.

Nós não temos o direito de usar a palavra “amor” em qualquer outro sentido, contexto, ou caso. Caso contrário, nós vamos confundi-la com o nosso “amor por peixe”.

Nós estamos falando sobre como o Criador, a qualidade de doação, se veste em mim. Antes de tudo, nós temos que realizar o princípio: “Não faça aos outros aquilo que você mesmo odeia”. É assim que eu me torno neutro. Depois disso eu tenho que adquirir o desejo dele em vez do meu. O desejo de outra pessoa se torna mais importante para mim e, portanto, ela se torna maior do que eu. Eu estou pronto para fazer tudo por ela, assim como faria para um filho doente em nosso mundo. Eu estou totalmente em “curto-circuito” no seu desejo; isso é o que me faz agir.

É exatamente por isso que eu sou semelhante ao Criador, como Zeir Anpin que recebe um pedido de Malchut. Quanto mais o desejo de outra pessoa é capaz de me fazer doar, maior eu sou do que ela. Este é o amor. Você vê como isso é diferente de nossas noções atuais?

Quanto mais eu posso doar a outra pessoa, mais eu forneço-lhe a Luz da correção. Afinal, há a garantia mútua entre nós. Eu não satisfaço seu desejo egoísta, mas revelo dentro dela o desejo de estar em um sistema comigo, de modo que a Shechina reine entre nós. Então, o que devo dar-lhe? Eu lhe dou o meu apoio da garantia mútua, que ela também fornece a mim, ao revelá-lo em seu desejo. Este é o amor.

Ninguém está satisfazendo o egoísmo do outro. Eu não revelo o desejo egoísta na outra pessoa, mas o desejo do apoio mútuo, a fim de revelar o Criador no relacionamento entre nós. O Criador não pode ser revelado em qualquer indivíduo ou apenas na minha atitude para com outra pessoa, a menos que seja fortalecida pela mesma atitude dela. O amor não funciona em uma direção. Ele é uma rua de mão dupla. Ele exige uma rede de conexão por onde os impulsos da doação fluem, uma rede permeada por sentimentos de amor, relações de garantia mútua e reciprocidade que nos fortalecem mutuamente.

Nesse meio tempo, o egoísmo permanece abaixo, sem fazer quaisquer cálculos para satisfazê-lo. Afinal, nós nos elevamos acima dele, conectados por nossa intenção mútua em prol da doação. E quando ele atinge um determinado nível de unidade, criando uma rede acima de nós, nós revelamos o Criador, a qualidade mútua de doação e amor entre nós.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 7

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

Não há outro remédio para a humanidade, exceto a aceitação do mandamento da governança superior: doar aos outros em prol do Criador, que consiste em duas etapas:

1. “Ama ao próximo como a si mesmo”, o que significa que a medida do trabalho de doar aos outros, para a felicidade da sociedade, não deve ser menor do que a medida impressa no homem para cuidar de suas próprias necessidades.

2. “E você deve amar o Criador com todo o teu coração e alma …”, Este é o objetivo que deve estar diante dos olhos de cada um, quando trabalha para as necessidades do amigo. Isso significa que ele trabalha, e se esforça apenas para ser apreciado pelo Criador.
– Baal HaSulam, “A Paz”

Subindo Os Níveis Dos Mundos Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: O amor da mãe por seus filhos e o amor entre marido e mulher são egoístas?

Resposta: Esse amor não é considerado egoísta. Todos os nossos desejos são divididos nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano (1,2,3,4). Os desejos do nível animal que surgem na pessoa são semelhantes aos desejos dos animais, só que eles são mais desenvolvidos. Estes incluem os desejos da mãe em relação ao seu filho ou os desejos que surgem entre os cônjuges.

A atitude instintiva da mãe para com seus filhos não é egoísta. A natureza força o ser humano (a mãe) a agir dessa forma para satisfazer o desejo de outra pessoa (filho). Por outro lado, o ego é o desejo de desfrutar em detrimento de um ser humano, ou seja, é quando eu quero me sentir bem em detrimento de outra pessoa. Mesmo o fato de alguém estar em uma situação ruim pode me dar prazer.

Esse tipo de prazer pode ser dividido em vários níveis. Por exemplo, eu posso obter o prazer transformando o outro em meu escravo. Além disso, existe prazer na possibilidade de prejudicá-lo, humilhá-lo, e causar-lhe sofrimento. O prazer proveniente da exploração dos outros, ao invés do desejo natural de desfrutar, é considerado egoísta.

O meu desejo de obter prazer da comida saborosa, de me comunicar com os meus filhos, ou de algo na vida que não faça mal a ninguém não é considerado egoísmo. Ações egoístas destinam-se a usar os outros para ganho pessoal.

Nós revelamos o nosso ego verdadeiro (espiritual) no nível “humano”, quando chegamos ao grupo. Então, começamos a sentir uma hostilidade especial mútua e colocamos um muro entre nós.

Na medida em que queremos ficar mais próximos uns dos outros, para estudar juntos, para ter refeições comuns, e unir-nos para chegar à qualidade de doação, nós sentimos um ódio ainda maior entre nós, aversão, e a relutância para nos conectar. Nosso ego se manifesta neste momento particular. Ele não está presente nas pessoas comuns; apenas aqueles que querem se conectar para alcançar a espiritualidade o têm. Estas pessoas descobrem que não podem fazer nada com ele. Por quê? Porque mais tarde eles desenvolvem a necessidade da força superior.

De onde vem essa força? Inicialmente, ela está presente em um sistema perfeito e desaparece (fica oculta) depois (como resultado) de sua quebra. Esta força existe, mas se esconde no interior. Se eu tento me unir com os meus amigos e não sou capaz, o meu nível de egoísmo será revelado para mim cada vez mais (até certo ponto). Será o meu primeiro nível espiritual, o 1/125 da ascensão total.

Eu estou trabalhando nisso há meses, até que eu alcanço o estado onde serei capaz de superar a mim mesmo. Então, eu desenvolverei a necessidade da Luz, que costumava preencher-nos e agora está oculta lá dentro, e eu quero que ela venha, revele-se, e conecte-nos.

Esta exigência libera o primeiro nível espiritual para mim: eu, o meu amigo, e a Luz superior entre nós. Depois disso, a minha meta é chegar ao próximo nível, onde o ego vai crescer ainda mais, e o ódio que eu desconhecia existir emergirá.

Eu vou ficarei irritado e repelido por pequenas coisas no meu amigo. Juntos, nós ter que trabalhar muito e nos elevar ao segundo dos 125 níveis, e desta maneira até o fim da correção.

Da Lição 1 na Convenção da Espanha, 03/06/11

Cabalistas Sobre O Amor Ao Próximo E O Amor Ao Criador, Parte 6

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Amor ao Próximo é o Meio para Alcançar o Amor ao Criador

Em geral, há apenas dois mandamentos:

  1. Entre o homem e o Criador, e
  2. Entre o homem e o homem.

No entanto, ambos têm a intenção de levar a pessoa ao propósito final da Dvekut (adesão) com o Criador. Além disso, mesmo o lado prático de ambos é o mesmo. Pois quando a pessoa realiza algo sem qualquer mistura de amor-próprio, ou seja, sem encontrar nenhum benefício para si mesma, ela sente nenhuma diferença se está trabalhando para amar ao próximo ou amar ao Criador.
– Baal HaSulam, Matan Torá (A Entrega da Torá), item 13