Textos com a Tag 'Amor'

O Rico E O Pobre

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá” (A Entrega da Torá)” (versão abreviada): O homem rico que quer dar tudo ao seu amigo pobre não pode corrigir a vergonha do seu amigo. O próprio homem pobre, através de seus esforços, corrige a vergonha e se torna como seu amigo rico.

Para serem semelhantes, eles precisam cobrir o abismo que os separa. Se um deles é perfeito, a brecha precisa ser corrigida pelo outro. Sem que o homem pobre faça por si mesmo, ele não vai sentir que ganhou alguma coisa.

É por isso que a vergonha é indispensável, e tem que ser tão grande quanto a distância entre a criatura e o Criador. Nós precisamos corrigir a vergonha na sua totalidade. Assim, a criatura se torna semelhante ao Criador, isto é, adere-se a Ele, e ambos se transformam em um.

O homem pobre recebe tudo só por causa do seu amigo rico, pois é só dessa maneira que ele pode lhe dar prazer. Caso contrário, o homem rico ficará triste e sofrerá. Isto é chamado de “a tristeza da Shechina (Divindade)”. O Criador sente nossas dores muito mais do que nós, uma vez que cada um de nós está desconectado dos outros. Dado que no mundo Infinito é possível sentir como todos estragam a união, e isso traz grande tristeza à Shechina.

Assim, se a pessoa sente, ao menos um pouco, a tristeza da Shechina, ela começa a entender que sofre por causa disso. Então, ela percebe que é possível usar o amor da Shechina a fim de agir. Como o pobre, ela pode usar a relação do rico corretamente, usar seu amor. Afinal, o sofrimento do homem rico é realmente grande.

Baal HaSulam escreve sobre isso no primeiro artigo do Shamati, “Não há Ninguém além Dele”: “Certamente, a sensação de um único órgão não pode ser semelhante à sensação da estatura total da pessoa, onde a maior parte da dor é sentida. O mesmo ocorre com a dor que uma pessoa sente quando está distante do Criador. Visto que o homem não é mais que um único órgão da Santa Shechina, pois ela é a alma comum de Israel, a sensação de um único órgão não se assemelha à sensação da dor geral”.

O homem usa o amor do Criador e a tristeza por ele da maneira correta. Ele recebe tudo do Criador e, portanto, doa ao Criador e o preenche com prazer. Depois, a pessoa descobre o mesmo amor pelo Criador que o Criador tem por ela. Este é o propósito da criação: o amor pelo Criador. Graças a ele, nós chegamos à equivalência de forma, como o homem rico e o homem pobre.

Da 4ª parte da  Lição Diária de Cabalá 06/11/11, “Matan Torá (A Entrega daTorá)”

Milhares De Nomes Para O Amor

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Pekudei (Contas)”, Item 525: Estes são os serafins com seis asas, que santificam o seu Mestre três vezes por dia. Eles são meticulosos com os justos como um fio de cabelo, e estão bem posicionados para punir – neste mundo e no próximo – aqueles que desconsideram o homem de quem eles aprenderam até mesmo uma única questão na Torá e o desrespeitam…

Quando começamos a subir deste mundo para os níveis da conexão espiritual, nossos relacionamentos recebem estes nomes sagrados tanto do lado do bem como do lado do mal. Ou eu amo ou odeio, e existem milhares de nomes que derivam do meu amor ou ódio: anjos, serafins, demônios e espíritos, que vêem do lado esquerdo ou direito, seja por ódio ou amor, e as conexões entre eles.

De modo geral, estamos falando de duas forças. Afinal, não há nada exceto a força de recepção e a força de doação. É somente no nosso mundo que encontramos de alguma forma nomes simples para elas, usando a linguagem falada. Mas na espiritualidade elas têm nomes exatos, de acordo com as ações que realizamos, das forças e espessura (Aviut) do desejo que elas ativam e de acordo com os resultados que elas trazem.

Mas, de modo geral, as nossas duas formas de relações são faladas aqui: atração e rejeição, conexão e separação. Entre elas existe a nossa livre escolha, o nosso esforço na utilização destas duas forças, a fim de fortalecer continuamente o nosso Kli (vaso) espiritual, até que todas as forças da quebra revelem a conexão entre nós, que é 620 vezes maior do que era antes da quebra.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/11/11, The Zohar

O Amor Cobrirá Todas as Dívidas

Diz-se no Talmud que todos em Israel garantem para o outro. Mas por que é só em Israel? De fato, segundo o propósito da criação, o mundo inteiro deve vir à garantia mútua.

O fato é que Israel deve fazer isso em primeiro lugar, como Baal HaSulam escreveu no final da “Introdução ao Livro do Zohar.” Os filhos de Israel recebem um estado especial em seu desenvolvimento: Eles estão no Monte Sinai, ou seja, eles descobrem o mal entre eles, o abismo, rejeição, ódio verdadeiro, causado pela ruptura que ocorreu na raiz da nossa alma.

E então, elevando-se acima de tudo isso, eles podem conseguir a unidade, a garantia mútua. Diz-se: “O amor irá cobrir todos os pecados”. Esta força do amor será revelada neles acima do ódio.

E então, será derramada a todos os outros, que não podem revelar tanto ódio e amor. Estas almas pertencem à categoria das “nações do mundo”: Seus desejos são menos fortes, e a força de quebra é mais fraca neles. O abismo que se abriu dentro de si não é tão profundo, e as paixões em fúria em si não são tão cruéis, embora sejam os portadores do desejo de receber.

Claro, no final da correção, todos estão unidos em um vaso, sem quaisquer distinções. No entanto, no caminho, há uma categoria de almas que realizam a primeira correção. Esta categoria é chamada de “Israel” (ישראל), o que também significa “minha cabeça” (לי ראש). E os outros que recebem tudo pronto são chamados de “nações do mundo.”

Hoje, estamos de pé no limiar da subida final. Para que todos que sentem a atração para a correção e a necessidade de se unir por causa disso são chamados de “Israel.” Eles estão à frente de acordo com a missão que devem desempenhar no processo de correção. “Israel” também significa “direto ao Criador” (ישר – אל). Já que o objetivo da correção é chegar à força superior, para alcançar a doação completa.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 3/11/2011 , “O Amor do Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

Quando O Criador Está Próximo

Baal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor para com os seres Criados”: Mas nós ainda não sabemos o que este refinamento é. Com relação ao já mencionado, sabemos que, “de um potro selvagem nasce um homem.” E nós estamos completamente imersos na imundície e baixeza de auto-recepção e amor-próprio, sem qualquer faísca de amor e doação pelo próximo. Neste estado a pessoa está no ponto mais distante da raiz.

Quando se cresce e se educa através da Torá e Mitzvot (mandamentos), definido apenas pelo objectivo de trazer contentamento ao próprio Criador e não para o amor-próprio …

Uma pessoa está no ambiente e na atmosfera certa, perto do grupo, do professor e dos livros, quando lhe é dito o que é a essência de seu desejo, como realizá-lo, em qual direção, para que situação e que meta ir . Então uma pessoa cresce e aprende.

A pessoa vem para o grau de doação ao próximo. Chega-se a esse grau pelo remédio natural do estudo da Cabalá com a intenção altruísta …

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Como Você Pode Ser Tratado Se Você Não Sente Que Está Doente?

Dr. Michael LaitmanPergunta: No artigo “O Amor pelo Criador e o Amor pelos seres Criado”, o Baal HaSulam diz que o mais importante é começar e não abandonar no meio. O que significa isso?

Resposta: Você também pode se desviar do caminho no mundo corporal se você considerar costumes como mandamentos. A pessoa simplesmente se acostuma a realizar certas ações em vez de revelar os mandamentos internos por si mesma, como a correção de seus atributos.

Quando uma pessoa se corrige, ela está lidando com o Criador, e ela quer atrair a Luz para se tornar como Ele e se aproximar da adesão com Ele. Mas se os mandamentos tornam-se “ações físicas” às quais a pessoa se acostuma, ela não segue o caminho espiritual, mas simplesmente aprende a realizar certos rituais aceitos em seu ambiente.

Nós não dizemos que isso é errado, mas dizemos que isso não corrige a alma. Esta não é que a razão pela qual nós existimos no mundo. É apenas uma condição externa que pode tornar mais fácil a verdadeira correção interna. No estado perfeito, a internalidade e a externalidade devem se apoiar. Infelizmente, isso não acontece na prática.

A pessoa não deve parar no caminho espiritual. Quando ela começa a se corrigir, ela descobre o quão estúpida ela é. Isto quebra o seu coração e ela não consegue continuar. Ela descobre que não é como o herói que se corrige e ganha com isso, como ela pensava ser.

Um plano semelhante pode ser inserido na vida comum, porque a pessoa trabalha egoisticamente em algo externo. Aqui, ao contrário, ela tem que usar algo externo para trabalhar em seu egoísmo. Este trabalho é completamente oposto, incomum para ela. Nós não estamos acostumados à idéia de que temos que mudar nossa raiz, nossa essência. Agora não significa que eu estou trabalhando em algo, mas sim que algo está trabalhando em mim. Além disso, eu não tenho que esperar passivamente, como um doente num tratamento médico, mas sim perguntar o tempo todo: “Transforme-me! Transforme-me!”.

Como podemos realizar isso? Se eu pudesse sentir e entender mais, isso seria diferente. Mas como eu posso exigir algo que eu nem quero? Como posso pedir algo que é contrário à minha natureza? “Deixe-me amar os outros, deixe-me conectar a eles”, é como pedir pelos piores problemas. Naturalmente, eu quero usar o mundo a meu favor, mas eu tenho que pedir ao Criador para mudar o programa em mim: “Mudar o meu coração e mente, não importa o que eu era antes, apenas fazer com que eu me importe com os outros”.

Ao mesmo tempo, uma explosão de sentimentos altruístas, que a pessoa consegue reter por um instante depois de se decepcionar com tudo o resto, não é suficiente aqui. Não, um grito não vai ajudar. Você tem que apoiar constantemente este novo e paradoxal desejo, mantê-lo limpo o tempo todo.

Este esforço parece impossível. É por isso que se diz: “Mil entram numa sala, mas apenas um sai para a Luz”. Todos os outros também fazem um grande trabalho corrigindo-se de alguma forma, mas as circunstâncias são diferentes, e não é a vez deles agora.

Portanto, o problema é que o mandamento de amar os outros é contrário à nossa natureza.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/10/11, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

O Amor Consciente Por Um Fruto Amargo

Dr. Michael LaitmanImagine o seu estado como quando você deseja dar aos seus filhos algo com um gosto horrível, mas muito bom para eles. Eles não entendem de forma alguma e não estão dispostos a aceitar isso. Da mesma forma, nós devemos consumir uma fruta extremamente amarga e ter prazer ao mesmo tempo. Mas, como eu posso desfrutar de tal amargor? É como um limão que faz minha boca franzir só de olhar para ele.

Há alimentos que ingerimos somente para enfatizar a doçura: algo muito azedo, salgado ou amargo. Nós adicionamos ingredientes para diluir um pouco o sabor e depois senti-lo através do contraste dos opostos, como o “benefício da Luz sobre a escuridão”. A Luz é doçura para nosso desejo de receber prazer.

Mas aqui nós estamos falando da transição para o amor altruísta, o fruto amargo. Eu o rejeito devido à minha natureza, e sou incapaz de sentir nele qualquer grandeza final especial. Eu preciso desenvolver um desejo por ele, de modo que eu irei constantemente aumentar e desenvolver minha aspiração por esse fruto amargo e dolorosamente desagradável, junto com meu desejo por doçura que só continuará crescendo. Isso é realmente possível?

No entanto, isto é necessário para nos tirar do nível animal, onde nos desenvolvemos sob influência de nosso ego, em busca de prazer. Na realidade, os animais realmente não buscam o prazer; eles simplesmente agem de acordo com seus instintos.

Mas o homem começa a subir acima do nível animal e a adquirir desejos humanos, de modo que ele inventa prazeres adicionais. Seu desejo de receber prazer cresce muito mais do que o desejo de um animal comum que vive sua vida sem se desenvolver, como está escrito: “Um bezerro de um dia de idade já é considerado um touro”.

Mas, à medida que nos desenvolvemos neste mundo, buscamos prazeres maiores. Nosso ego está sempre crescendo e continua criando novas fontes de prazer para si mesmo. Desta forma, nós crescemos desde o nível animal e nos transformamos em enormes bestas.

Depois, nós mudamos para um nível completamente diferente: o humano. A primeira coisa que acontece nesse nível é a perda do nosso impulso pela satisfação egoísta. Nós começamos a sentir que esta vida não está mais nos satisfazendo: tudo se torna sem graça e sem sabor. A pessoa se torna deprimida e começa a pensar no significado da vida.

Muitas pessoas já estão se sentindo assim hoje. O nível do desenvolvimento egoísta está chegando ao fim e não queremos mais imaginar o seu fruto cada vez mais saboroso e tentador. Nós questionamos o propósito! Este é o nível seguinte.

Aqui nós sentimos que o propósito é amargo. Descobrimos que, se quisermos ver o propósito e realmente revelá-lo, só podemos fazer isso no nível seguinte, que é oposto ao que estou agora. Eu preciso desenvolver um desejo por um fruto muito amargo.

Depois de todos os doces que tive: sorvete, balas e bolos, eu devo desejar algo que cause dor, fraqueza, amargura e machuque a minha boca. Este fruto é tão repulsivo que a minha natureza não me permite sequer chegar perto dele.

A única coisa que pode ser feita aqui é elevar a sua importância. Todos precisam continuar me contando sobre os seus benefícios, mesmo que eu seja repelido por ele. Essa importância pode ser desenvolvida pelo ambiente, que vai me convencer do valor deste fruto amargo que me enoja tanto que não consigo nem olhar para ele.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 01/10/11, Escritos do Rabash

O Que É Que Me Fará Amar Os Outros Como Amo A Mim Mesmo?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”: É dito que qualquer um que compre um escravo hebreu, é como se comprasse um mestre para si próprio. Isto quer dizer que se acontecer que uma pessoa tenha apenas uma almofada, … ela deve dá-la ao seu servo.

“Ame o próximo como a si mesmo” é a segunda regra que enfrentamos depois de termos aprendido a não fazer aos outros o que odiamos. Esta condição em particular tem altos requisitos.

No estado de “amar o seu amigo como a si mesmo”, não é basta evitar a crítica ou considerar o seu amigo mais baixo que a si próprio. Você deve elevar o seu amigo acima de si mesmo de forma que ele se torne para si a coisa mais importante no mundo. De agora em diante, devo preocupar-me primeiro com ele, como uma mãe que se entrega naturalmente ao seu filho e renuncia a si própria de forma a fornecer-lhe tudo o que for necessário. Devemos relacionar-nos com toda a gente desta forma.

Claro, não somos sequer capazes de pensar nisso. Esta condição é-nos tão detestável e repulsiva que não conseguimos sequer imaginar para nós próprios como poderíamos concretizá-la.

Contudo, a Luz que Corrige existe no mundo. Ela age no seu próprio ritmo, de acordo com o plano da criação, e aproxima-nos de forma a que aceitemos esta condição. Quer queiramos quer não, no fim, iremos precisar de satisfazê-la quer por vontade própria quer por pressão através do sofrimento. De uma forma ou de outra, estamos a falar sobre a lei da natureza que hoje está a trazer a toda a gente para o primeiro estado do caminho espiritual, para o princípio de “faça aos outros o que quiser que lhe façam a si”.

Todos nós precisamos de sentir que estamos juntos no mesmo sistema, que estamos mutuamente ligados entre nós, que nos entendemos uns aos outros, e estamos dependentes uns dos outros. O sistema integral une-nos em todas as intenções e significados. Nós ainda descobriremos que cada desejo e pensamento de uma pessoa está ligado ao resto das almas.

Claro, não somos capaz de satisfazer esta condição, e nós certamente não a queremos satisfazer. Instintivamente, rejeita-mos e ignoramo-la. Não concordo com esta condição de tal forma que me esqueço imediatamente dela. Portanto, o que devo fazer?

A pessoa precisa realizar exercícios num grupo onde ela ainda assim queira fazê-lo. Ninguém me diz que preciso de perceber a condição em que eu me proíbo de fazer aos outros aquilo que eu detesto para mim próprio. Não consigo concretizá-lo contra o meu desejo, e muito menos amar os outros como a mim mesmo. Não é impossível forçar-me uma vez que não tenho controlo no meu coração. Contudo, sou capaz de realizar acções que irão mudar o meu coração.

Questões surgem aqui: Como posso eu querer algo assim? O que preciso fazer para isso? É aqui que reside um ponto de escolha: eu posso atrair a Luz que Coriige quer para o bem ou para o mal, um dos dois. No fim, eu quererei que ela venha, mas o que é que fará com que eu a queira?

Por um lado, podemos construir um ambiente que me impressionará com a grandeza e importância da meta e que irá direccionar-me para a doação e o amor mútuo. Sob a doação dos amigos, eu ainda desejarei mesmo o que não é importante para mim agora. Então, a Luz virá.

Por outro lado, podemos sentir a falta dos nossos esforços como sofrimento, mesmo uma guerra mundial, até que no fim, precisaremos pedir a Luz que Corrige de qualquer jeito, pedir correcção, e pedir bons relacionamentos entre os nossos semelhantes.

Por exemplo, hoje, a existência de Israel está sob ameaça, e esta situação negativa deve acordar-nos para a correcção. Você quer livrar-se das ameaças? Atraia a Luz que Corrige, e ela fará tudo por si. Nada ajudará além disso. Afinal de contas, um herói não ganha pela força.

Precisamos apenas de nos unir. A nossa unidade irá atrair a Luz ao nosso mundo, e corrigirá tudo. Fará isso gradualmente, de acordo com o seu programa que nós não sabemos. Mas em qualquer caso, a manifestação da Luz no mundo levar-nos-á para o bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

A Regra De Hillel

Dr. Michael Laitman“Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si”. O sábio Hillel formulou esta regra para aqueles que queriam livrar-se da sua intenção egoísta, para se aproximarem do mundo espiritual, e para perceber a revelação do Criador e os benefícios que traz.

O Homem é confuso. Ele não sabe como abordar isto, e normalmente confia em ser capaz de usar as suas qualidades actuais e desejos que pertencem ao nosso mundo. Afinal de contas, ele aprendeu coisas, recebeu uma educação e atingiu algo em vida. Ele pensa que a subida para o próximo degrau é concretizada seguindo o mesmo cânone. E este é o problema.

Habituámo-nos aos mecanismos de relacionamento familiares a nós desde a infância, as leis e tradições reconhecidas. Inconscientemente, o corpo dirige-nos e leva-nos a pensamentos, acções e movimentos, e soluções definidas pelo sistema. Nós não percebemos que o mundo espiritual requer reavaliação absoluta de todas as bases. Eu não continuo o caminho anterior. Em vez disso, acabo com ele e subo para um novo vector, uma nova dimensão que nem eu próprio podia imaginar antes. Esta não é só uma viragem, é um passo no desconhecido.

Antigamente, havia uma pessoa que desejava alcançar a doação, ir de uma intenção egoísta para uma intenção altruísta, do mundo corpóreo para o mundo espiritual. Ela veio ter com Hillel. A pessoa já percebia que não era capaz de o fazer por si mesma e que não conseguia avançar pela sua própria compreensão. Afinal de contas, a aprendizagem espiritual não é um curso universitário. Não pode ser dominada através de livros ou guias auto-didactas.

O convidado de Hillel percebeu que precisava de ouvir o conselho do sábio e segui-lo “com os olhos fechados”. Ele percebeu que esta era a única forma dele poder ser bem sucedido, sendo que não era capaz de ver o caminho abrindo-se à sua frente, o qual não pode ser visto com uma visão egoísta. É por isso que ele foi ter com Hillel com a sua questão.

Hillel personifica o corpo colectivo de regras, Halacha, por outras palavras, as regras para completar o caminho (Alicha) em direcção ao propósito da criação. A sua resposta foi simples: “Deixe as teorias. Existe apenas uma regra: ‘Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si’”.

De forma a testar se você está no caminho certo, você constantemente, a cada momento, precisa testar-se a si mesmo em relação ao seu amigo. Consegue pensar tanto em si mesmo como pensa nele? Consegue de coração aberto trocar de lugar com ele e preocupar-se com o seu amigo da mesma forma que se preocupa consigo próprio? Consegue preocupar-se consigo mesmo da mesma forma que se preocupa pelo seu amigo? Mesmo se você o estiver a criticar por dentro, você deve elevar-se acima disso, estar acima da sua atitude negativa para com o seu semelhante em todas as suas manifestações.

Esta é a primeira metade do caminho, quando você começa a estabelecer contacto com os outros. Isto manifesta-se em si deixando de ser um distúrbio. Você fica preparado para uma ligação, mas você simplesmente não é ainda capaz de a perceber. Desta forma, você evoca a Luz que Corrige, e ela fá-lo avançar.

Claramente, o entendimento do princípio de “faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si” divide-se em muitas etapas. Cada etapa é algo diferente, novo, e especial. Uma e outra vez, você continuará a descobrir fragmentos maiores da imagem geral. Agora mesmo, você pensa que é suficiente apenas interagir com o seu semelhante. Contudo, o seu desejo egoísta irá tocá-lo constantemente. Irá tocá-lo muito. Você irá querer objectar dele, contradizer, esmagar, e matá-lo.

Haverão muitas opções. Então, você começará a apreender o seu mecanismo interno em relação à regra de “ame o seu próximo como a si mesmo”. O seu próximo não é tanto o problema aqui quanto a sua ascensão sobre o egoísmo em direcção ao nível de Bina, o estado de Hafetz Hesed (deleite na misericórdia).

O seu “semelhante” é o seu equipamento de exercício, a amostra, o critério, em relação ao qual você consegue controlar as abordagens espirituais, leis, e condições aqui no nosso mundo. Afinal de contas, nós devemos revelar o mundo espiritual especificamente no nosso mundo, e não para lá do horizonte. Sim, a dimensão espiritual irá trazer novos parâmetros, mas eles serão revelados nos relacionamentos entre nós, entre todas as pessoas. É por isso que está escrito: “Faça aos outros aquilo que gostaria que lhe fizessem a si”.

Este princípio é claro para todos, e qualquer um pode percebê-lo. Não precisa de quaisquer requisitos preliminares para a pessoa. Aja como você é. Existe um grupo perante si, e você consegue trabalhar nesta condição juntamente com os seus amigos. Pare de procurar outras coisas. Você não tem outro método que leve à revelação do Criador. Tal é a primeira condição no nosso caminho.

Existe um total de duas condições, e ambas estão dirigidas ao “semelhante” perante si. A segunda e última condução é “Ame o seu próximo como a si mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/10/11, “O Amor pelo Criador e Amor pelos Seres Criados”

Amor Não É Indulgência

Pergunta: Como é que se doa para o mundo?

Resposta: Você toma os desejos de todos e os enche tanto quanto puder. Isso se chama amor. Que é o ato de amor.

Pergunta: Quais desejos devo tomar?

Resposta: Se você os ama, você preenche apenas os seus desejos necessários. Você não vai comprar alimentos pouco saudáveis ​​para o seu filho. Você compra algo saboroso, mas o principal é que ele seja saudável

Pergunta: Mas e se ele quer especificamente “fast food”? ((comida rápida))

Resposta: Se você ama, você não pode preencher os desejos que são ruins para ele. Afinal, você não daria a seu filho uma faca para ele brincar mesmo se ele pedisse. Não é que a mesma coisa que fast food?

Um relacionamento verdadeiro, um amor real lhe fortalece. A pena que você sente agora é realmente pena egoísta; você sente pena de si mesmo, não dele. Se você realmente tivesse pena dele, você daria apenas o que é saudável para ele, só o que beneficia seu desenvolvimento e nada mais.

A criança vai se acostumar com isso muito rapidamente. Se você se comportar dessa maneira desde o início, ela não vai pedir-lhe coisas que são prejudiciais.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabala de 26/10/2011, “O Amor do Criador e o Amor pelos Seres Criados

Se O Amor É Tão Importante, O Que Estamos Esperando?

Dr. Michael LaitmanO princípio do ama ao próximo como a ti mesmo é conhecido de todos, mas ainda há muita confusão em torno dele. Todos concordam que devem se amar, embora alguns desejem exterminar grande parte da humanidade fora do seu amor, pensando: “Essas pessoas infelizes! Por que elas deveriam sofrer?”. E é ainda mais surpreendente quão vagamente este princípio se reflete em diferentes religiões.

Como resultado, nós somos esfriados, e não estamos preocupados por não amar nosso próximo. Nossa educação e ambiente têm negligenciado completamente essa questão. Portanto, é hora de parar e pensar: Será que isso é realmente importante? Talvez seja suficiente dar ensinamentos morais às crianças e mostrar respeito elementar entre os adultos. Ou deveria o amor ao próximo ser a meta da vida a cada instante, para cada pessoa e para todos juntos? Nós deveríamos viver apenas para atingir esta qualidade o mais rápido possível?

Esta questão que enfrentamos é extremamente importante. Se nós estamos falando do significado da vida, da realização da meta para a qual viemos a este mundo, então por que nós negligenciamos tanto este princípio? Em essência, nós estamos muito longe de compreender o fato de que este princípio é a lei geral do universo e da natureza. Todas as outras leis que conhecemos, e especialmente aquelas que não conhecemos, giram em torno deste eixo.

Se nós quisermos entender a nós mesmos e o mundo em que vivemos, teremos que alcançar a lei geral da criação. Sem alcançar o amor ao próximo, não seremos capazes de descobrir quem somos e onde estamos. Esta é a chave que nos permite ver toda a imagem corretamente, para compreendê-la, senti-la, nos incluir nela e usá-la para a total auto realização.

Através da aquisição do amor ao próximo na prática, alcançamos a qualidade do Criador. Todas as outras leis são apenas facetas, expressões parciais desta lei fundamental da realidade. É semelhante à forma como a lei da gravidade pode ser expressa de diferentes maneiras, mas, como um todo, ela sempre determina como um objeto é atraído a outro.

Há um fenômeno geral e há casos particulares disso. Existe uma lei universal de doação, e para nós ela é antes de tudo expressa como princípio social, “ama teu próximo como a ti mesmo”. Ao realizar este princípio na sociedade, nós realizamos a lei universal. Ela nos controla, e se quisermos organizar bem nossas vidas, devemos aspirar realizá-la. 

Da 4a parte da LiçãoDiária de Cabalá 27/10/11, “O Amor Pelo Criador E O Amor Pelas Criaturas”