Textos com a Tag 'Amor'

O Mandamento: Ama Ao Próximo

Dr. Michael LaitmanNão é fácil chegar ao entendimento de que a coisa mais importante para nós é a deficiência (carência) e que, dia e noite, bem e mal, são medidos em relação a ela.

Se há uma deficiência, isso é bom e é chamado de “dia”. Se não houver deficiência, é chamado de “noite”. É assim que você deve sempre verificar a si mesmo. Isto é completamente oposto ao que estamos acostumados, porque não coincide com os sentimentos em nosso desejo de receber, mas sim em nossa tendência à doação, à santidade.

Você deve se imaginar em pé na frente do Rei, tentando agradá-Lo, para doar a Ele. Mas o que você pode doar a Ele, com o que pode agradar a Deus para que isso possa ser considerado a nossa doação? Nós devemos verificar o que Ele desfruta.

Todas as ações que o Criador desfruta são chamadas de Mitzvot, e só podem ser executadas com a ajuda da Luz que reforma, chamada de Torá. Todas as Mitzvot estão nas conexões entre as criaturas, e assim o ‘ama ao próximo como a si mesmo’ é uma grande regra na Torá. Ela é chamada de correção do desejo geral por meio da Torá, porque a Luz nela reforma (corrige). Então, graças a todas as ações nas quais nos conectamos, uma grande doação é criada, chamada de vaso geral, a alma única.

Este anseio é chamado de dia, e as ações de conexão são chamadas de Mitzvot. O atributo geral que é revelado é chamado de atributo de doação, ou Masach, a Luz que Reforma, na qual o prazer do Criador é revelado e o próprio Criador. A Luz direta é revelada na Luz que retorna de acordo com a equivalência de forma. Assim nós avançamos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/01/12, Shamati # 175

Satisfação A Partir Do Sentimento De Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: A qualidade de doação é o vaso ou a satisfação?

Resposta: A qualidade de doação é o vaso e a satisfação. Ela é o desejo que me satisfaz! Se eu amo alguém, eu estou cheio de meu amor para com essa pessoa. Eu nem sequer exijo amor em troca; o que eu sinto em relação a ela é o suficiente; eu me sinto bem apenas com isso.

O sentimento de amor é a própria satisfação. Por amor eu quero dizer doação. O desejo de doar ao próximo é chamado de amor para com aquela pessoa.

A extensão do amor é medida pelo quanto sou capaz de me elevar acima do meu egoísmo e, apesar disso amar outra pessoa. Se eu o amo em congruência completa com meu egoísmo, isso é chamado de amor egoísta. No entanto, se eu amo contra o meu ego, isso é chamado de amor espiritual ou doação. Não pode haver amor verdadeiro sem resistência do lado do egoísmo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/12, Escritos de Rabash

O Amor Que Abre O Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que dá mais prazer ao Criador: se experimentamos Seu amor e o devolvemos a Ele ou se o passamos adiante?

Resposta: Na realidade, o amor espiritual não é sentido como o material. Obviamente, para colocá-lo na linguagem terrena, nós damos prazer ao Criador aproximando outras pessoas Dele. No entanto, as palavras são enganosas.

Somente após a obtenção das qualidades de Bina é que entenderemos o que significa tudo isso. Sem a Luz de Hassadim, a pessoa não pode falar de amor, porque ela pensa com base em seus próprios desejos, mas não nos desejos do outro. De onde poderia vir o amor?

O amor é quando o desejo do outro se abre como o meu, quando eu quero o que os outros desejam; além disso, eu desejo isso ainda mais do que quero para mim. A distância entre nós só multiplica o meu sofrimento, causado pela falta de satisfação da outra pessoa, e eu quero satisfazer seu desejo ainda mais. A distância torna-se um amplificador da minha empatia.

Essa atitude surge por si só, automaticamente: é assim que eu penso, que eu percebo os desejos. Esta é a salvação, o milagre. Até então, o que poderia ser o amor? Se eu amo, eu me preocupo com os desejos do outro acima da minha própria rejeição e oposição. O egoísmo é revelado a mim, e eu trabalho na linha média: isso que é o amor.

Afinal, minha alma está fora de mim.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/01/12, “Introdução ao TES

O Amor Conquista Tudo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a dinâmica de grupo e a interação das pessoas, apesar de uma atmosfera singular, várias formas de tensão emocional também surgem: o ódio e muitos  outros conflitos…

Resposta: Eu acho que tudo isso será revelado cada vez mais, visto que para alcançarmos a concordância e o equilíbrio com a natureza e entre nós, vamos precisar de um egoísmo continuamente maior, na medida em que vamos penetrar em camadas mais profundas da nossa interconexão com a natureza. Ao nos elevarmos acima dele, unindo-nos acima de uma resistência tão grande, nós poderemos alcançar uma pressão maior, uma maior emissão de energia e uma maior revelação das partes internas da natureza.

Em nossa interação mútua, o egoísmo desempenha o papel de um resistor, uma resistência elétrica que fica entre nós. E quanto maior essa resistência, mais energia é produzida ali.

Portanto, a revelação do egoísmo deve tornar-se cada vez maior, e a oposição deve se tornar maior e mais viva. Conforme ascendemos sobre o egoismo, nós penetramos  profundidades maiores da natureza. Este é o nosso instrumento, com a ajuda do qual vamos sentir a natureza subjacente devido ao surgimento de um ódio continuamente maior, uma incongruência, mal-entendidos entre nós, que nos separam em todos os níveis e em cada ocasião.

Se nos unirmos apesar de tudo, a nossa união acima da resistencia se transformará no próprio intrumento que nos colocará em harmonia com a natureza. Isto é, a nossa harmonia vai ser construída em nossa conexão integral com a natureza, enquanto que a profundidade da nossa união com ela, a nossa penetração dentro dela, vai depender da força da resistência que superarmos entre nós.

Da “Palestra sobre Educação Integral” 12/12/11

Amor E Dano São Incompatíveis

Dr. Michael LaitmanPessoas que têm a realização espiritual conhecem as leis do universo e compreendem a natureza das massas. Elas não têm apenas conhecimento, mas também a experiência do seu próprio desenvolvimento, que também começou a partir do nível mais baixo, inanimado. Elas passaram por correções internas e aprenderam a empatia, as concessões, o amor. Elas adquiriram o “kit de ferramentas” necessário para cuidar das massas. Elas sempre agem para o bem das pessoas e não para seu próprio benefício, porque vivem numa natureza diferente, espiritual.

Pergunta: A preocupação delas com o mundo visa a quê?

Resposta: Elas querem “criar um rapaz a sua própria maneira”. À sua maneira, mas criá-lo, ou seja, para gradualmente fazê-lo avançar por meio do estudo, explicações e exemplos, ao invés do sofrimento. Esses sábios realizam o trabalho principal, atraindo a Luz, enquanto as massas recebem o benefício dela.

Hoje, as massas sofrem: algumas ficam sem emprego, algumas estão com fome, algumas têm saúde ruim, problemas com suas famílias, crianças e assim por diante. Nesse ínterim, os sábios atraem a Luz que reforma e ensinam as pessoas num nível simples e acessível, permitindo que a Luz flua para as massas e as corrijam.

Como resultado, as pessoas recebem as Luzes de Nefesh e Ruach, enquanto as Luzes de Neshama, Haya e Yechida permanecem com os sábios em seus graus mais elevados, de acordo com a ordem inversa das Luzes e vasos.

Assim, as massas recebem a satisfação que corresponde exatamente aos seus desejos. As pessoas querem bons filhos, bem-estar de suas famílias, uma pensão segura, saúde, atividades, uma boa casa, férias agradáveis, segurança, etc. Elas não têm desejos de um nível diferente, e também não precisam deles.

Só mais tarde, como parte do processo geral, as massas começarão a se juntar aos sábios, e, assim, ocorrerá uma inclusão mútua. Mas, novamente, ela será passiva na extremidade das massas.

Assim, os grandes descem para servir as pessoas, mas eles não descem em seu interior. Precisamente seu alto grau lhes permite elevar as massas, nível após nível.

Pergunta: Será que isto não implica o risco de causar danos involuntariamente?

Resposta: Pode uma mãe amorosa causar dano a seu bebê? Afinal de contas, nós não colocamos um policial em cada mãe. Esta é a natureza da mãe: cuidar do bebê. E a mãe não apenas cuida do bebê, mas está impregnada de seus desejos. Assim, ela pode prejudicá-lo? Todos os seus pensamentos estão focados no que lhe dará prazer, o que o beneficiará. Qual o leite em pó, a temperatura na sala, na garrafa de água – a mãe não se desconecta dessa onda de amor por um momento sequer.

Da mesma forma, o superior não tem seus próprios desejos. Ele recebe os desejos do inferior e trabalha sobre eles. O amor o obriga a fazer o que é bom para aquele que ele ama. Eu posso amar tanto ele quanto eu. Se eu amar o próximo, eu subo acima do amor próprio, e uso tudo que tenho para servi-lo, deixando apenas o necessário para mim.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/01/12, “A Liberdade”

“Amor” À Venda

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos países ocidentais, a publicidade em geral usa, na maioria das vezes, as mulheres num contexto sexual que é mais ou menos óbvio. Por que os homens modernos consideram a mulher como objeto sexual?

Resposta: Isso porque ao longo dos anos, a nossa inclinação ao mal (desejo egoísta) atingiu dimensões enormes. Nós não a corrigimos e ela ainda permanece num nível animal. A atração sexual é a chamada mais simples e natural de se implementar. Praticamente tudo gira em torno dela; é muito fácil criar toda uma “indústria do amor” composta de filmes, TV, música, etc.

Nunca no passado houve tal ideal de “amor” construído. Não importa a forma como nós percebemos os velhos tempos, as pessoas costumavam ser mais diretas e simples. Um homem se casava com uma mulher “adequada” de seu bairro e criava uma família sem envolver tais “questões de elevadas”. A glorificação maciça do “amor” foi lançada cerca de 150 anos atrás; antes, nunca houve qualquer “culto” associado a ele.

Esta noção semelhante a um culto do amor não surgiu por acaso; afinal, o homem deve ter algo para desfrutar. Com o que os homens poderiam se satisfazer? O que eles poderiam encontrar de bom na vida? É assim que a indústria do “amor por atacado” foi criada. Ela usa um prazer simples, poderoso e acessível, que, ao contrário dos outros, não requer quase nenhum investimento. Hoje, ele é usado em demasia na Internet e TV, sem quaisquer restrições.

Além disso, nós alimentamos à força nossos filhos com os efeitos colaterais da “revolução sexual”. Com a ajuda da mídia, a sociedade oprime a criança com os estereótipos do adulto que não são naturais para a geração mais jovem. Junto com os hormônios que as crianças ingerem nos alimentos, nós violamos o processo natural de crescimento e, literalmente, forçamos as crianças a “se modificar.” Este é apenas um lado da crise geral.

Nós nos consideramos uma sociedade racional e inteligente, com certos princípios e considerável experiência; em caso afirmativo, como podemos permitir que tais coisas aconteçam? No passado, os pais se esforçavam em proteger seus filhos das más influências, davam-lhes o melhor que podiam e cultivavam em seus filhos os valores espirituais elevados. O que fazemos com nossos filhos agora? Por que permitimos que meios de comunicação contemporâneos repletos de crueldade, cinismo e sujeira interferiram na vida de nossos filhos?

Por que nós toleramos a vulgaridade consentindo silenciosamente com ele?

A criança vai à escola, assiste TV e navega na Internet. O ambiente a molda de uma forma que ela se torna semelhante a ele. Por que nós não preocupamos ao menos com isso? Será que nós temos algo mais precioso do que os filhos?

Nós não podemos confiná-los em quatro paredes; assim, os canais envenenam os ouvidos de nossos filhos devem ser desligados. Vamos, pelo menos, cuidar de nossos filhos, uma vez que já fracassamos com os adultos. A sociedade deve ser responsabilizada pelo conteúdo que está sendo oferecido para a nossa geração mais jovem. Coisas desnecessárias não devem ser impostas à geração mais jovem.

Voltando ao tema da mulher. Nós não devemos obrigar as meninas a pensar que elas nasceram para seduzir os homens e, portanto, devem olhar dessa forma. Ao fazer isso, nós aumentamos a prostituição e criamos padrões errados nas relações entre os sexos, só porque alguém ganha dinheiro com isso. De uma forma ou de outra tudo gira em torno do dinheiro.

Enquanto deixarmos a mídia “educar” as pessoas, distorcendo-as, não poderemos esperar nada de positivo delas. Ao mesmo tempo, a situação só pode ser melhorada com a ajuda dos meios de comunicação, mas nós devemos controlar sua atividade.

A sociedade deve ser chamada à ordem; entre outras coisas, isso significa que a mídia tem que ser regulamentada. Nós não estamos falando da liberdade de expressão, mas sim sobre da liberdade do apelo animal. Os meios de comunicação devem ser organizados de forma diferente e continuar a trabalhar para o benefício público, em vez de deixar agências de publicidade e suas afiliadas ganhar mais dinheiro.

Nós temos que começar com a educação em massa; caso contrário não há ninguém com quem conversar. As pessoas já foram “esculpidas” e percebem o atual estado das coisas como a única possibilidade.

Assim, os pais transmitem prioridades vagas, pois observam com indiferença os seus filhos se degradarem.

Se uma pessoa em particular – alguém mais velhos ou um adulto – estivesse prejudicando meu filho, eu faria tudo ao meu alcance para evitar qualquer contato entre eles. Mas, de alguma forma, nós não agimos contra a mídia. Pelo contrário, nós conscientemente permitimos que ela entre em nossa casa e concordamos com o que está fazendo. O mesmo se aplica às escolas.

As pessoas simplesmente desistiram. Nós preferimos manter o nosso bom humor mantendo a situação e pensando que está tudo bem. Nosso problema comum é que nós estamos completamente (não parcialmente) consolados.

Alterar o ambiente nos trará alívio. Mas primeiro nós temos que limpá-lo um pouco. Até o momento, enquanto nós estamos sendo suprimidos pela nossa indiferença, o tempo passa…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/11, “A Liberdade”

612 Componentes Do Amor Superior

Dr. Michael LaitmanA lei do amor ao próximo é baseada na observação dos 612 mandamentos, na correção dos 612 desejos que se revelaram em nossa estrutura espiritual. Ao observá-los, nós chegamos à regra geral: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”.

Os 612 mandamentos são os nossos 612 desejos que perseguem a intenção egoísta de satisfazer a si mesmo. Nenhum de nós pode observar estes 612 mandamentos por conta própria, mas apenas através da conexão com os outros e começando a examinar nossas relações mútuas, uns com os outros. Esta é a única maneira de revelarmos todos estes desejos.

Ninguém tem a capacidade de observar um só mandamento. Isto porque o mandamento decorre do princípio do amor ao próximo. A conexão egoísta entre nós é chamada de transgressão, e a conexão altruísta é chamada de mandamento. É por isso que a pessoa não comete crimes nem observa os mandamentos antes de começar a se conectar com outras pessoas. Ela só leva uma simples vida animal, da qual não estamos falando aqui.

E os desejos egoístas que a conectam com outras pessoas só se revelam nela sob a condição de que ela deseje se conectar com essas pessoas, a fim de usá-las para alcançar a doação. Só então nós podemos falar de corrupção e de correção.

O defeito conhecido como “Eu criei a inclinação ao mal” é um estágio muito avançado, quando a pessoa revela parte de seus 612 vícios que dizem respeito à conexão com os outros. Então, ela alcança a realização (compreensão) do mal, na qual entende que deve corrigir sua atitude egoísta em relação aos outros. Isso significa alcançar o arrependimento, o “Dia do Temor”, quando ela entende que usa o seu próximo egoisticamente. Então, ocorre uma mudança nela, conhecida como o início do ano novo, Rosh Hashanah, que é o início de uma nova jornada, quando ela pretende transformar seu mal em seu oposto.

Isso ocorre depois dela passar um longo tempo trabalhando no grupo, compreendendo a necessidade da correção. Assim, ela gradualmente transforma as 613 transgressões em 613 mandamentos.

Mas sem começar a trabalhar no grupo, ela nunca irá revelar nenhuma das suas 613 transgressões. Isso porque todas elas se relacionam com o mesmo princípio do amor ao próximo e não existem fora da conexão com os outros. Esta regra comum inclui todos os detalhes individuais. É por isso que todos os tipos de conexão que existem entre nós saem do princípio do amor ao próximo e dizem respeito às nossas 612 ações em relação aos outros, as qualidades que precisamos corrigir.

Nós alcançamos a regra comum de amar as criaturas fazendo correções individuais, e através dela nós alcançamos o amor pelo Criador. Ao corrigir meus 612 desejos, de egoísmo para doação, eu alcanço a conexão absoluta junto com todos, onde a regra comum do amor ao próximo se revela. Esta é a preparação para a revelação do “fator unificador”, o Criador, o chamado “mais 1”, dentro dela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/11, Escritos do Rabash

O Poder Do Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanO amor que a ciência da Cabalá nos revela é um princípio da natureza. Temos de vê-lo como a força fundamental, sem a qual nenhuma forma de vida teria alguma vez emergido.

Dois objectos podem existir apenas em virtude da doação mútua, da compaixão mútua, do equilíbrio entre eles conforme a equivalência de forma, a atracção mútua. Mesmo no nível inanimado da natureza, partes opostas – prótons e elétrons – existem juntas num sistema denominado átomo, molécula e por aí fora.

Quando se juntam mais, elas começam a trabalhar juntas no nível vegetal, com a fotossíntese e outros mecanismos inerentes a ela. Existe uma troca de substâncias e sistemas acompanhando-a, e entre elas – consideração mútua dos interesses de cada um. Afinal de contas, elas tampouco podem existir sem duas forças: atracção e repulsão, recepção e doação.

A seguir, no nível animal, estes sistemas de recepção e doação não existem mais dentro de um objecto, mas entre corpos diferentes, que têm de unir-se para produzir descendência. Eles dependem um do outro, ajudam-se e, em virtude disso, a vida continua.

Mesmo que isso ocorra instintivamente, através de ordens da natureza por ora, nós já vemos como duas forças opostas interagem em equilíbrio uma com a outra. Como um todo, o complexo inteiro dos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza está inteiramente equilibrado, e todas as suas partes dependem umas das outras.

Contudo, o homem difere enormemente destes sistemas: a força de atracção, de recepção destaca-se nele drasticamente, sendo uma força má que ele não equilibra com a força boa. Isto separa o homem do mundo animal. Nós ficamos fora dele precisamente através da força má inculcada em nós, que deseja consumir mais e mais, para adquirir e governar. Como resultado, tornamo-nos mais fortes que a natureza, muito embora na realidade isto seja uma pequena vantagem.

Afinal de contas, a natureza é sábia e duas forças opostas estão equilibradas nela. Para causar progresso geral, ela activa estas forças uma após a outra para desenvolvê-las enquanto preserva o equilíbrio geral. Por outro lado, o homem, com o seu egoísmo único e excessivo, eleva-se acima do seu nível animal, acima do equilíbrio, como uma torre, elevando-se exponencialmente mais e mais alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/11, Escritos do Rabash

Qual É O Propósito Do Mundo?

No final do nosso desenvolvimento, temos que atingir um estado de ilimitada recepção, ilimitada revelação do bem, eternidade, perfeição, e poder, bem com satisfação absoluta. Isto é o que nos espera à frente se começarmos a receber para expressar as intenções para com o Criador, que são equivalentes àquelas que Ele apresenta para nós. Esta é a essência de todo o nosso trabalho.

O propósito da criação do nosso mundo, ou seja, a ocultação do Criador é para que tentemos, nestas condições e com o ambiente que nos é dado, desenvolver tais habilidades de interação entre nós que nos permitirá mudar da recepção – roubo, más intenções, rivalidade, inveja, e ódio – ao sentimento de doação, amor e elevação acima de nós mesmos.

Se uma pessoa verdadeiramente se eleva acima de si mesma, ela começa a perceber a Luz que preenche o mundo ao seu redor, o Criador que está presente neste mundo, a Luz geral, a qualidade geral de amor e doação. Então, ela se desconecta do seu corpo animal e simplesmente “flutua” nesta atmosfera enorme, interminável de estar preenchida com amor e bondade.

Este é o próximo estado ao qual devemos ascender. De nenhuma maneira isso destrói o nosso mundo. Entramos aos poucos, sentindo-o junto com nosso mundo, e transformando em nossas sensações para o próximo nível.

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Da Série Aulas Virtuais Dominicais – 6/11/2011

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Sobre O Valor Do Amor Pelos Amigos

Dr. Michael LaitmanNossa atitude para com o próximo, o ambiente no mundo onde nascemos, que sentimos dentro de nosso egoísmo, é chamada de período de preparação. Quando vamos do amor pelo ambiente, ou do amor pelos amigos, ao amor pelo Criador, este já é o tempo do verdadeiro trabalho, quando adquirimos as qualidades de doação.

Como resultado da aquisição dessas qualidades altruístas e passando pelo grau de doar em prol de doar, nós finalmente alcançamos o amor. Mas visto que este caminho leva à realização do amor pelo Criador, assim que é chamado todo o caminho.

E mesmo que hoje nós estejamos trabalhando em nosso reino, em nosso mundo, com qualidades egoístas, isso ainda é considerado trabalhar no amor pelo amigos, pelo próximo, embora tudo isso esteja muito longe do verdadeiro amor.

O amor pelo Criador, o amor pelas criaturas e o amor pelos amigos são a mesma coisa, porque é diretamente oposto ao amor por si mesmo. É por isso que se exige tantas mudanças qualitativas no interior da pessoa. Mas o valor do amor pelos amigos é muito elevado porque nos permite adquirir desejos e sensações adicionais, para revelar a verdadeira realidade em que estamos, ou seja, o Criador.

Na medida em que a pessoa valoriza o Criador e o objetivo final, é o quão importante ela considera os meios que conduzem a isso, tais como os exercícios no grupo, com os amigos, e os estudos, porque sem esses meios ela jamais poderia atingir o objetivo.

Por um lado, todo este mundo é imaginário e não há ninguém à minha volta: nem os níveis inanimado ou vegetal, nem animais ou pessoas. Todos estes são meus próprios desejos, que se dividiram nessas partes e, portanto, apresentam a Luz Superior para mim desta maneira.

Esta é também a forma como devo tratar o grupo: como se nada existisse além de mim. E todos que eu sinto ao meu redor: o ambiente, o grupo, o professor, e até mesmo o Criador, estão dentro de mim, na minha sensação. Eu recebi esta ilusão de que tudo está fora para que eu pudesse aprender o que significa a sensação do próximo: para que eu pudesse senti-lo, ter relações com ele, e alcançasse a doação e o amor.

Se a pessoa percebe toda a realidade desta forma, ela não erra. Sem dúvida, ela ainda deve discernir novos detalhes todo o tempo e complementar a imagem comum com eles, mas ela já está no caminho certo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/11, Escritos do Rabash