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Alérgico Ao Amor

Dr. Michael LaitmanEu tenho que sentir o amigo como uma parte de mim, como a parte principal. Assim como uma mãe sente o bebê como a coisa mais importante no mundo. Ela cuida do bebê mais do que dela mesma.

A fim de fazer isso, eu realizo diferentes ações no grupo que atraem a Luz que Corrige, de modo que ela formará o novo atributo em mim, o atributo de doação. Então, eu descubro o amor em relação àqueles que eu odiava antes.

Existem várias etapas ao longo deste caminho: primeiro eu chego ao grupo e estudo com os amigos. Seria melhor se eu pudesse conviver sem eles, como, por exemplo, se eu pudesse pagar um professor particular para aprender e para que os amigos fossem embora. Mas o professor me diz: “Você precisa deles; na medida em que você se conectar com eles, você será capaz de ouvir o que eu tenho a dizer, senão você vai permanecer surdo”.

Que tipo de condição é esta? Quanto mais conectados nós estamos, melhor compreendemos o professor. Isto é muito estranho… Não há nada igual a isso em outro lugar.

Depois, o professor, juntamente com as fontes, nos diz: “Se vocês se amarem, sentirão o material que estudamos. Vocês não só o entenderão, mas sentirão; vocês descobrirão uma nova realidade na conexão entre vocês. Se vocês se conectarem como os dedos de uma mão, descobrirão a realidade superior, o mundo superior!”.

Isso é estranho! Portanto, o que devemos fazer?

“Experimente”, eles me dizem. Eu começo a tentar, e se realmente tento me conectar com os amigos, sinto uma aversão. Há conflitos e problemas, acusações mútuas sem fundamento, e é impossível superar isto. Isto parece que não é tão fácil. Qual é o argumento? Trata-se de um problema espiritual: se conectar a fim de avançar em direção ao Criador, ou se separar. Essa não é uma discussão sobre questões menores neste mundo, mas o argumento espiritual entre “Moisés” e o “Faraó”.

Como resultado, eu me sinto impotente, e em vez do amor dos amigos, descubro aversão e ódio. Então eu começo a trabalhar mais e mais intensamente.

Se, por exemplo, eu tenho 50 quilos de ódio e cubro-o com 51 quilos de amor, eu adquiro um vaso espiritual. Afinal de contas, nós temos tentado o máximo possível superar o ódio com a ajuda da oração mútua, e, como resultado, agora sentimos o amor entre nós.

Este é o caminho para o mundo espiritual que descobrimos apenas na conexão entre nós: simplesmente não há outro lugar onde isto possa ser revelado. Eu ouço isso repetidamente, até que depois de vários meses percebo que é assim, até aceitá-lo internamente.

Mas agora eu não aceito isso; como um paciente que é alérgico a determinado medicamento, eu sou alérgico ao verdadeiro amor espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/13, Escritos do Rabash

Os Estágios Do Amor Aos Outros

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como acontecem as mudanças graduais, de modo que, no final, cheguemos a um estado em que o meu amigo se torne mais importante para mim do que eu? O que eu sinto em cada etapa?

Resposta: Esse tipo de mudança só acontece numa pessoa com a ajuda da Luz que Reforma. Grosso modo, ela pode ser dividida em quatro fases:

1. Nós não sentimos ninguém fora de nós; eles parecem tão “sem vida” para nós. Eles vivem em algum lugar perto de nós, mas não temos nada em comum com eles. Nós nos comunicamos com eles, os abraçamos, cantamos músicas com eles, mas ainda os consideramos como “marionetes” que existem ao nosso lado.

2. Mais tarde, conforme o nível de aflição que nós passamos, desencadeado por nossa preocupação de que não estamos avançando o suficiente, nós começamos a nos preocupar: “O que acontecerá comigo?”. Neste momento, nós continuamos sofrendo e nos esforçando, mas ainda não compreendemos as formas de nos conectar com os outros. Isso não “penetra” nossos ouvidos; são apenas palavras bonitas que eu ouvi um monte de vezes…

A realidade, o processo de aprendizagem, e tudo o que nós fazemos se torna cada vez mais importante para nós, embora nossas preocupações sobre as relações com nossos amigos ainda não sejam muito claras para nós. Nós ainda não sentimos que a nossa conexão nos leva para algum lugar. Parece-nos ser apenas uma espécie de “moralidade” e até mesmo nos faz lembrar os mandamentos religiosos.

3. Depois, nós começamos a negligenciar tudo o que nossos amigos fazem no grupo: conexões, danças, cantos. Não somos capazes de nos comportar dessa maneira. Aos nossos olhos, isso parece muito frívolo; nós concordamos em agir dessa forma só porque isso cria um ambiente bom e agradável e sabemos que temos que inspirar nossos amigos e ficar juntos. Assim, nós nos encontramos nas refeições em conjunto para nos conectar um pouco e talvez até mesmo atrair novas pessoas para nós. Isto é o que nós pensamos.

4. Neste ponto, nós reconhecemos que não importa o que fazemos; isso não funciona para nós. Nós começamos a perceber que neste momento outras pessoas parecem muito mais inteligentes aos nossos olhos. Nós começamos a pensar: “Como é que elas fazem isso?”. Nós começamos a reavaliar a nossa atitude e chegamos à conclusão de que a unidade é importante.

Sem dúvida, isso é o resultado do impacto da Luz, mais do que uma consequência das atividades mútuas entre os amigos. Embora, uma vez que ainda continuamos a participar de atividades conjuntas, a Luz Circundante desça sobre nós. Nós começamos a considerar útil as nossas atividades orientadas para a unidade, mas ainda achando que são puramente teóricas. Nós continuamos sempre falando sobre elas, continuamos lendo e ouvindo sobre o trabalho em grupo mais intensamente do que antes; anteriormente, nós sequer prestávamos atenção aos artigos que descrevem essas coisas. Nós pensávamos que o “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, “O Estudo das Dez Sefirot“, etc., valiam a leitura, mas o artigo “A Última Geração” nos lembrava ideias comunistas.

Aos poucos, sob a influência da Luz Circundante, nós começamos a perceber que temos que trabalhar contra os nossos egos e superá-los. Então, percebemos que superar o nosso egoísmo e se conectar com os nossos amigos é realmente a mesma coisa; é impossível alcançá-lo de forma diferente. É viável apenas enquanto estamos no grupo e exclusivamente através da conexão com os amigos.

Antes, nós nunca valorizávamos as ações externas e as negligenciávamos na medida em que desejávamos que nunca tivessem existido. “Por que temos que nos unir com os outros? ‘Amor ao próximo’ soa repugnante… Você já viu isso acontecer? O que você está falando? Fico envergonhado pelos livros de Cabalá falarem sobre coisas assim…”.

De repente, nós percebemos que o conteúdo interno de nossas ações é totalmente orientado à unidade, à incorporação de nossas partículas internas, em vez dos órgãos corporais. Nós continuamos negligenciando nossas conexões físicas. Se isso não nos leva a juntar os pontos no coração, nós continuamos a desprezar os “truques” e “slogans” como: “Vamos nos unir! Vamos sentar juntos à mesa e conversar!”.

Nós começamos a mudar nossa atitude em relação à unidade. De repente, percebemos que se trata de conectar “os pontos nos corações” com a ajuda da Luz que Reforma. É por isso que nós temos que ficar no grupo. É diferente de passar o tempo no bar, onde as pessoas se abraçam, cantam e se sentem bem. Aqui, nós também sentamos juntos, podemos beber e nos abraçar, embora a nossa intenção não seja a de unir nossos corpos ou alguns ideais terrenos egoístas, mas sim tentar aproximar os nossos pontos no coração e pedir que a Luz nos impacte e conecte juntos. A Luz nos influencia o suficiente conforme os nossos esforços mútuos e o nosso desejo de nos unir.

É assim que avançamos. Passar por estas etapas é essencial. Como resultado, nós ficamos confiantes de que a nossa presença no grupo e as atividades do grupo são necessárias para conectar os pontos no coração com a ajuda da Luz. A partir deste ponto, nós paramos de negligenciar a unidade. Nós já sabemos que a realização espiritual refere-se à unidade e o nosso avanço se torna mais evidente para nós. Ao mesmo tempo, descobrimos uma nova dificuldade no nosso caminho: Temos que descobrir a forma de separar o nosso “eu” do ponto que contribuímos para a unidade; temos que estar preocupados em dar à “externalidade” mais peso do que ao nosso “eu”. Para isso, nós também precisamos da Luz. No entanto, essa é a próxima fase, que também é composta de quatro subfases.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/01/13, O Zohar

As Condições Em Que O Amor É Testado

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que simboliza a percepção da realidade na forma de “Israel, a Torá e o Criador são um”?

Resposta: A percepção de “Israel, a Torá e o Criador são um” é a única realidade verdadeira que existe. Nós, por outro lado, estamos em um estado de ocultação imaginária, em “mundos”, ou seja, em ocultações que existem apenas em relação a nós, para que possamos ser corrigidos.

O anfitrião que se depara com o convidado aceita o desejo do convidado e cria esta ocultação entre eles para que o convidado não sinta o anfitrião e suas boas ações. É porque esse presente paralisa o convidado! O hóspede quer ser como o anfitrião, mas não pode fazer nada enquanto o anfitrião o satisfaz com tudo o que é bom.

Sob tais condições, o convidado não pode dizer ao anfitrião que o ama e quer doar a ele. Mesmo que ele diga essas palavras, elas só serão ditas em agradecimento ao anfitrião por sua bondade para com o hóspede. Não é desta forma que o amor e o relacionamento são testados. O amor é testado quando você está pronto para dar tudo o que tem! Então, fica evidente que você ama e doa.

Assim, o anfitrião concorda com o hóspede, que ele deve ter as condições adequadas para expressar a sua atitude. Caso contrário, o convidado não tem porque receber a bondade do anfitrião, e só vai experimentar tristeza. Em vez de apreciar os refrescos que o anfitrião preparou, ele vai se torturar.

Isto traz grande tristeza ao hóspede, e por isso ele está pronto para restringir seu desejo (restrição I). Mais tarde, um sistema se desenvolve que permite ao convidado se corrigir. É como se ele fosse jogado fora do anfitrião para o outro lado da criação, da realidade, como se ele caísse de um penhasco em um abismo.

Mas ele está feliz com isso, pois ao cair ainda mais, ele começa a descobrir quem ele é. Antes, ele se dissolveu na Luz superior que tomava conta de tudo e cobria tudo. A Luz preencheu o desejo de receber e o desejo nem mesmo entendia o que realmente era. É assim que sente uma pessoa que tem um patrão importante e influente, que ela não pode pensar em nada sozinha, e assim começa a se perder.

Mas a criatura que é jogada fora do Criador para o outro lado da realidade pode agora verificar se o seu desejo era real no mundo de Ein Sof (Infinito) e pode fazer tudo pelo anfitrião, assim como o anfitrião faz por ela. Será que o convidado pode realmente fazer isso e será que ele quer? Aqui é onde começa o seu trabalho.

Primeiro há um longo período de preparação, milhares de anos de nossa história, que por enquanto nem podemos sequer considerar que existíamos com relação ao mundo espiritual. Por enquanto é apenas um processo que ocorre dentro de nós, como um sonho. Como num sonho, 50 anos de nossas vidas passam em cinco minutos. É a mesma coisa conosco, que ao entrar na realidade espiritual, na escada espiritual, olharmos para trás e para todo o caminho que fizemos em nossa vida como parecendo um episódio curto e sem sentido de no máximo um par de dias. A escala dos eventos muda totalmente.

Após o convidado restringir seu desejo, ele já pode começar a trabalhar e se adaptar ao anfitrião. Ele está pronto para receber do anfitrião na medida em que pode doar a ele por isso. Ele está pronto para estar no escuro e receber tanto a Luz quanto a escuridão. Isso significa que ele não precisa sentir o gosto e as satisfações do anfitrião para seu próprio prazer. Ele recebe essas satisfações apenas para doar e dar alegria ao anfitrião.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/13, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Existem Limites Para A Lealdade E O Amor?

Dr. Michael LaitmanNós teremos que passar por muitos estados no trabalho espiritual. O primeiro passo, o mais fácil e essencial, é inverter o “eu” em “nós”. Afinal, o “nós” ainda inclui a mim, e nele está incluído o nosso orgulho geral. Todo mundo desaparece neste conceito, não só eu. Nós vemos em nossas vidas regulares que é relativamente fácil para uma pessoa se identificar de tal forma com um grupo, com uma unidade militar, com a família, se ligar com outros corpos.

Mais tarde, discernimentos maiores e mais difíceis vão chegar, mais correção pessoal. Eu começo a me preocupar exatamente com as pessoas mais odiadas que me causam os maiores problemas. E não é apenas ódio, eu revelo os mais altos graus de ódio e repulsa que uma pessoa comum não pode sequer imaginar e sentir. No entanto, eu devo subir acima de todo o meu ego e alcançar um estado tal que a pessoa mais odiada, a quem eu desejaria atropelar, torna-se mais cara do que eu, e eu prefiro que ela receba tudo de melhor, e nada será deixado para mim.

Não é fácil atingir tal correção, mas, certamente, no final, tem que ser assim, e não só em geral, mas em relação a pessoas específicas. Primeiro nós vamos do “eu” pessoal para o “nós” geral, e depois, mo “nós”, os elementos começam a se revelar, ou seja, “Ele”.

Em todas essas ações, a salvação é apenas a grandeza do Criador que se eleva acima da minha importância pessoal, a fim de me ajudar a rapidamente me livrar do meu “eu” em prol de outro benefício. Eu vou agradecer a oportunidade que me foi dada de transformar aqueles que eu odiava nos amados do Criador, porque deles Ele vai ter maior prazer.

Isso é um “masoquismo” tão terrível, que não pode sequer ser imaginado, mas é tudo baseado na grandeza do Criador. Nós somos obrigados a elevar esta grandeza a tal ponto que nada restará da minha sensação de “eu”. Isso é chamado de “existência a partir da ausência”, e nós estamos voltando a essa ausência. Mas este ainda não é o limite para a auto-anulação! Mas nós vamos falar desses próximos passos depois…

Da Preparação da Lição Diária de Cabalá 06/01/13

Pendurado Acima De Um Oceano De Dor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: Quando nós recebemos primeiro o presente, ainda não nos referimos ao doador do presente como alguém que nos ama, ainda mais se o doador do presente for importante e o receptor não for igual a ele.

No entanto, a doação repetitiva e a perseverança farão com que até mesmo a pessoa mais importante pareça um amante verdadeiro e igual. Isto porque a lei do amor não se aplica entre grande e pequeno, como dois amantes verdadeiros devem se sentir iguais.

Pergunta: Baal HaSulam escreve sobre o amor, mas onde está o amor? Há apenas sofrimentos e desastres em todos os lugares. Apenas alguns dias atrás 26 pessoas foram mortas numa escola nos EUA…

Resposta: Alguém já lhe prometeu que essas coisas não vão acontecer em nosso mundo? Tudo o que você vê aqui está ocorrendo dentro do seu desejo egoísta. Suba para outro desejo, suba para o próximo nível, e você vai ver que tudo é diferente. Você vai subir para o segundo andar.

Agora você vê a realidade através do seu ego, que, por definição, não pode ser algo bom. Embora às vezes eu sinta algo positivo, ele é de fato muito ruim, mas, por enquanto, eu não identifico isso e o aceito como bom. Nós estamos todos num desejo de receber, que nem sequer é real, mas “animal”. Portanto, na verdade, não pode haver nada de bom em nosso mundo.

Portanto, o que você espera? Que as coisas ocorram de forma diferente? Nós estamos imersos num ego que é o oposto da Luz e, portanto, só pode haver desastres aqui.

Mas, a fim de permitir que você descanse entre eles, de modo que pelo menos seja capaz de relaxar, acalmar seus nervos, observar os detalhes e perceber alguma coisa, então, neste mundo, no nível mais inferior, o homem vive, literalmente, pela misericórdia e não só na dor, apesar de sua natureza.

Por quê? Porque ele tem outro destino, um objetivo. Se não fosse pelo destino e o objetivo futuro, nosso mundo estaria imerso na escuridão dos sofrimentos e dores intermináveis ​​de manhã à noite, dia após dia. Esta é a natureza da intenção egoísta que é oposta à Luz.

Uma iluminação mínima ainda penetra este mundo, mas apenas de forma a nos permitir existir aqui por um tempo e começar a subir. Em todos os outros sentidos, a Luz e o desejo de receber são totalmente opostos um ao outro, de tal forma que sequer conseguimos imaginar.

Se realmente houvesse sofrimentos muito grandes aqui, não teríamos chance de subir acima deles e, pelo menos, pensar em algo. Enquanto isso, nós estamos sendo mantidos acima de um oceano de dor, mas se não usarmos corretamente o tempo que nos foi dado, as Luzes vão desaparecer e nós vamos cair em grandes sofrimentos que irão nos “sacudir” bem, até que imploremos por ajuda. Então nós receberemos uma pausa, e seremos examinados para ver se o “tremor” foi suficiente ou não.

A propósito, no que diz respeito ao povo judeu, um “tremor” geralmente não é suficiente. Vá para a rua e fale com as pessoas; elas sentem que tudo está bem. Elas já se esqueceram dos mísseis e não aprenderam nada com o último outono.

Pergunta: E quanto a nós, aqueles que estudam Cabalá?

Resposta: Você é duas vezes mais teimoso. Todos os outros, pelo menos, não sabem do que se trata, mas você é realmente teimoso. O que você fez com o que já ouviu falar nas aulas?

O nosso problema é a quebra. Nossa correção é a conexão. O que você fez pela união de toda a criação? Primeiro, será que você ajuda seus amigos no mundo inteiro a se conectar? Você os ajuda a ser uma força maior, mais especial, que quer subir acima do ego e conectar o mundo inteiro, a fim de construir um lugar para a revelação do Criador e dar-Lhe alegria? Quando Ele é revelado, Ele desfruta cada vez mais, e nós também apreciamos o que temos feito por Ele. Isto é chamado de equivalência de forma. Portanto, o que mais você deve saber? Apenas trabalhar pela unidade e a conexão, pela garantia mútua e a educação integral.

Mas você vem para a aula, ouve, e depois segue o seu caminho. Neste caso, a pessoa comum na rua é mais justa do que você. Já que ela não desconsidera o que é importante, ela simplesmente não sabe sobre isso. Muito menos é exigido dela do que de você.

Nós temos que realmente ter medo. O tempo passa e não há muito mais que possamos fazer. Nós realmente devemos nos sentir responsáveis, não por nós, mas pelo grupo, pelo mundo. Afinal, o desrespeito é o resultado de todos pensando apenas em si e estando resignados com o destino com antecedência. Não pense no que vai acontecer com você, pense no fato de que você é responsável por todos. Então você vai ter uma atitude diferente. Enquanto isso, nós não sentimos a responsabilidade que nos sufoca e nos motiva. O ego está nos destruindo…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/12 , “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Quando O Amor É Revelado?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A oração, isso é o que meu coração clama. Muitas vezes você dá o exemplo dos dez Cabalistas que sentiram ódio antes de descobrir o amor. Na verdade, no momento, a oração deles era para se anular mutuamente, e em vez disso foi revelado o amor. Como isso é possível?

Resposta: Essa não era a oração deles. O Criador organizou isso. No Livro do Zohar, diz-se que cada vez, antes do trabalho mútuo, os autores do Livro do Zohar sentiram que o ódio ajudou um ao outro. Eles tiveram que se concentrar juntos na intenção, para subir acima desse ódio, para descobrir o amor dentro deles, e dentro deste novo nível escrever O Livro. Era sempre assim.

Para eles, milhões de razões diferentes surgiram para separá-los da conexão, do grupo, sem mencionar que o ódio nesses níveis é uma armadilha terrível que é colocada lá pelo Criador.

Pergunta: Eu entendo que comigo não é o mesmo ódio. Mas se quando eu sinto forte hostilidade em relação a um amigo, eu preciso me aperceber disso, parar e tentar superar a hostilidade, entender que o Criador está dando isso para mim?

Resposta: Desde o início, você precisa determinar onde isso está em você, reconhecer que não é você. Você é uma engrenagem, onde certos dados foram agora implantados, e você sente isso dentro de você. Assim, você acha que isso é seu. De onde é que este implante veio? Do Criador. Ele implanta em você esses dados de modo que você vai mudar em seu oposto e criar uma conexão com Ele, para que Ele seja revelado especificamente no grupo, em particular no ódio, na alienação.

Se o grupo é indiferente, então é muito difícil trabalhar com ele. Você precisa terminar esta fase o mais rápido possível. O ódio dá uma espécie de despertar, e o estado de indiferença é como se fosse confuso. Comece trabalhando na construção da conexão entre nós, e você vai ver as importantes forças de rejeição.

Da Convenção em Novosibirsk 09/12/12, Lição 6

Busque O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que vai me fazer amar o outro? Por que eu devo amá-lo?

Resposta: Em primeiro lugar, não estamos falando do amor de alguém próximo a você, nem sobre o seu amado, mas sim de alguém que é totalmente “neutro” para você, para começar. Assim, nós começamos a nos conectar por causa de um objetivo espiritual comum que não pode ser alcançado sem uma conexão mútua.

No caminho para alcançar a meta, vocês sentem aversão recíproca, até que esta se torna verdadeiro ódio. Vocês trabalham nesse ódio ao sentir o “endurecimento do coração” a cada vez, por vezes evocando o amor e depois odiando um ao outro novamente. Vocês experimentam subidas e descidas constantes e, além disso, sentem principalmente aversão e ódio.

Vocês estão constantemente tentando entrar no “nicho” de indiferença que lhes permite ao menos manter o quadro externo, apesar de que isso não leva a nada. Este é o pior estado, o estado de “morto”, quando os amigos decidem não se aproximar um do outro porque têm medo de descobrir o ódio. Mas, sem ódio, é impossível avançar para o amor, e só a indiferença permanece.

No final, você decide que entende que não há outra escolha: “Eu tenho que fechar meus olhos, não importa o que e decidir buscar o amor”.

Pergunta: Mas que forças me motivam?

Resposta: Você quer atingir a meta. Este desejo obriga e motiva você se você não está enganando a si mesmo, é claro. Se você está enganando a si mesmo, você simplesmente está perdendo seu tempo. Portanto, faça um exame de consciência: Você quer alcançar a meta, o que significa o Criador, o atributo de doação? Se você quer, então os amigos e o grupo foram preparados para você, invista neles. Se você não fizer isso, vá para casa.

Nós não devemos ceder à rotina, e você não deve aceitar o fato de que amanhã e depois de amanhã tudo vai ser como hoje. O que você espera? A Luz superior está num estado de repouso absoluto, e é só através dos nossos desejos, dos nossos vasos, que podemos mudar a realidade. Nada vai acontecer se não agirmos. Israel não tem “sorte”. Quem segue o caminho de Yashar-El (direto ao Criador) está realmente construindo sua própria “sorte”, a Luz que pinga e derrama do Alto.

Da 4ª parte da Lição diária de Cabalá 16/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

O Nosso Tesouro É O Temor Do Criador

Baal HaSulam, Shamati, artigo 38, O Temor de Deus é o seu tesouro: “os nossos sábios disseram: “Tudo está nas mãos de Deus, senão o temor de Deus”, porque Ele pode dar tudo, exceto o medo”. Isto porque o que o Criador dá é mais amor, e não medo.

Nosso objetivo é alcançar a adesão com o Criador. Adesão é obtida por equivalência de forma. Equivalência de forma é atingida alcançando o amor de Deus, na mesma medida que o Criador faz.

Isso significa que temos de alcançar o amor. O Criador constantemente acrescenta a este amor de Sua parte e, como resultado, sentimos que estamos avançando pelo caminho do sofrimento, porque não acrescentamos nada de nossa parte.

Para chegar a amar, uma pessoa tem de construir o seu vaso espiritual chamado de “temor“, o temor de que ele possa não sentir amor para com o Criador.

A fim de atingir esse medo, uma pessoa precisa da Torá, da Luz que Reforma, das Mitzvot (mandamentos) e da intenção certa para cumpri-las. Caso contrário, ele irá permanecer no plano da natureza inerte. Ele precisa do ambiente para lembrá-lo da intenção certa durante o estudo da Torá e Mitzvot, de modo que os outros o segurem na intenção correta e não o deixem esquecer a bondade do Criador. Portanto, a Torá e Mitzvot não foram dadas a um indivíduo, mas a muitos, e em toda parte ele diz “vocês”, no plural e não no singular .

É impossível avançar sem a intenção de atingir o Criador, o amor por Ele. Esta deve ser a razão com que tudo começa e que obriga todas as ações.

Da preparação para a Lição Diária da Cabala 27/12/12

Vendo O Ambiente Com Os Olhos Do Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Carta 50”:A parte principal do agradável futuro que se espera, se Deus quiser, está se aproximando de nós. Assim, eu anseio e espero que vocês estejam perto de mim em corpo e alma. (o que significa que vocês se aproximam de mim e não que eu me aproximo de você, o que é impossível e também inútil).

Como eu lamento aquele último Tishrei, foi um grande momento de boa vontade, mas vocês não estavam perto de mim no momento… Portanto, a dor que senti todo o ano passado por causa disso é indescritível. A razão para isso é o orgulho que penetrou em vocês, e na mesma medida, o ódio infundado entre vocês… Certamente, se vocês odiassem um membro do grupo, é um sinal claro de que vocês não sentem amor absoluto por mim.

Estas palavras foram escritas de acordo com a lei do amor, a lei da adesão, como numa família onde não há pequenos ou grandes, mas sim, que a lei do amor une todos e é igual para todos. Portanto, cada um deve subir acima de sua crítica, de acordo com “Aquele que culpa o outro o faz por suas próprias falhas”. Através dos olhos do amor, ninguém vai parecer inferior aos outros. Se vocês se conectarem de acordo com a lei do amor “acima da razão”, vocês serão capazes de se conectar igualmente com todos corretamente.

Se existem algumas diferenças entre os membros do grupo, é um sinal de falha.

Há momentos bons e maus, e há momentos confortáveis ​​e menos confortáveis. Embora por um lado os Cabalistas estejam acima do tempo, espaço e movimento, e passem por diferentes períodos de acordo com o seu tempo individual, os períodos gerais também os influenciam. Portanto, pode haver períodos gerais bons e ruins.

Há períodos de despertar geral de cima ou períodos onde é mais fácil de ser despertado de baixo. Portanto, nós temos que tentar não perder essas oportunidades que recebemos de cima para conectar o despertar de cima com o despertar de baixo. Caso contrário, vai parecer desrespeito.

Há duas direções de aproximação: cada membro se aproxima, sem qualquer discriminação, e cada aluno se aproxima do professor. Aqui, tudo é analisado de acordo com a nossa imagem, a qual é resultado do nosso orgulho e até que ponto é possível avançar na “fé acima da razão” e entender que é o Criador que nos envia todos esses obstáculos.

Cada um vê tudo do jeito que está autorizado a vê-lo, e nunca vê a verdade, mas por nosso esforço na “fé acima da razão”, nós atraímos a Luz que Reforma, e assim somos recompensados ​​ao ver a verdade.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/12/12

Ser Atraído Ao Amor

Dr. Michael LaitmanO mundo inteiro é uma força e não matéria. Portanto, você dá importância à força dos pensamentos e sua atitude com os amigos. É o que age na realidade. Por sua atitude para com os outros, você corrige e muda o mundo. Ninguém pode ficar no caminho de tal poder. Se você pensar e se preocupar com a conexão com os amigos de manhã à noite e que isso deve levar a nós, o mundo, e o Criador, ao bem, então você está realmente realizando uma ação muito poderosa, que não pode ser comparada com qualquer outra coisa.

O poder do pensamento, o poder do nosso desejo, é a coisa mais importante. Se você ativá-lo de acordo com o objetivo da criação, então você influencia as coisas muito mais fortemente do que uma pessoa comum.

Pergunta: Isso pode ser provado?

Resposta: A questão é que eu não quero provar isso para mim mesmo. A prova vai me dar confiança egoísta, enquanto eu quero o contrário, quero doar aos amigos usando essas forças para que não seja capaz de ver o resultado. Eu quero ajudar, conectar, amar, mas não receber uma recompensa.

Depois de tudo, eu preciso de algo mais: eu estou pronto para pagar com minha atitude para com os amigos, a fim de descobrir uma única coisa: a ordem de quem estou cumprindo? Eu quero descobrir o Criador e dar-Lhe contentamento por isso.

Então, eu tenho que esconder o resultado, de modo que a recompensa não vai me subornar. Por isso, eu quero atingir o ponto a partir do qual a doação começa.

Pergunta: Por que não sou atraído a isso?

Resposta: Porque esta verdade é oposta a nós.

Pergunta: Portanto, como podemos avançar?

Resposta: Através de pequenas mentiras a cada passo do caminho. Você esconder a verdade de si mesmo e joga como se ela fosse atraente e irá lhe trazer alguma recompensa.

Pergunta: O que vai me obrigar-me a pensar nos amigos o dia todo?

Resposta: O reconhecimento da importância: “Eu vou lucrar com isso, vou alcançar a espiritualidade; caso contrário, toda a minha vida vai ser desperdiçada em vão. Eu tenho que alcançar algo na vida”. Diz-se: “Prove e veja que o Criador é bom”. “Portanto, onde está Ele? Como posso prová-lo? Eu tenho que conseguir até a noite, não importa o que…”.

Dizem-lhe: “Se você se preocupar com os amigos, se você baixar a cabeça diante deles, se você se juntar a eles, você vai descobrir a espiritualidade”. Você está pronto para isso; você imagina a recompensa de acordo com seu gosto, como diz: “Eduque uma criança de acordo com a sua maneira”. Você imagina a espiritualidade como tentadora, como alguns grandes espaços, pairando no espaço, forças, e você é atraído a eles.

Todo mundo retrata a sua própria imagem. Peça aos amigos para explicar o objetivo e sua importância para você. Nós temos que sentir o gosto do amor: peça-lhe.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/12/12, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”