Textos com a Tag 'Amor'

Desligar O “Modo De Repouso”

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o amor pelos Seres Criados”: …aqui vem a declaração de Hillel ao estrangeiro que veio diante dele e pediu para ser convertido, como se diz na Guemará, “Converta-me para que você me ensine a Torá inteira enquanto estou de pé sobre uma perna”.

Ele lhe disse “O que tu odeias, não faças ao teu amigo”. Esta é toda a Torá, e o resto significa apenas vá e estude. Nós vemos que ele lhe disse que toda a Torá é a interpretação do versículo, “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.

A Torá nos fala dos métodos para ascender ao grau do “Amar o nosso próximo como a nós mesmos”. Desde a primeira palavra até a última, a Torá explica claramente como devemos agir e o que vamos passar para implementar completamente este princípio.

Pergunta: Que tipo de precisão é esse se ninguém entende o que se está falando?

Resposta: É um processo. Quando a pessoa começa a executar o método no grupo, pouco a pouco ela começa a perceber e sentir o que significa o ódio e o amor, o que é completamente alheio a nós agora.

Hoje, nós odiamos ou amamos os outros apenas no plano material, mas aqui eles são revelados no conceito de amor completo, unidade, e outra etapa espiritual. Então, nossa auto-medição torna-se totalmente diferente. Antes, nós só vivíamos neste mundo, experimentávamos inúmeras sensações nele e entrávamos em várias relações num nível “animal”.

Mas agora nós começamos a implementar a unidade entre nós. Ao fazê-lo, nós subimos para um nível totalmente novo. Nós participamos do grupo que não é apenas um conjunto de pessoas, mas muito mais. No grupo, compartilhamos diversas relações entre cada um de nós com os outros. Construímos a conexão que eu chamo de uma “esfera de framboesa”.

Definitivamente, não é uma “esfera” em si, mas um sistema que se manifesta entre nós. Ele existe e nós temos que despertá-lo e trazê-lo à vida, ao tentarmos nos incluir uns nos outros, conectando-nos uns com os outros, e esperando que a Luz que Retorna venha e nos una.

Nós vemos que não somos capazes de fazê-lo sozinhos. Cada vez, quando tentamos nos tornar melhor (1) vemos que só nos tornamos pior (2). Isso vai durar até alcançarmos um estado que chamado de “49 portões da impureza” no qual vamos reconhecer que não há nada bom em nós, e que somos totalmente maus. Então, de acordo com esse entendimento, sentiremos a necessidade de pedir a ajuda do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Unir-se Numa Única Gota

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “captar tudo através do grupo?” Significa falar ao grupo sobre todos os seus problemas?

Resposta: Captar tudo através do grupo não significa que você deva falar isso tudo, embora, é claro, este princípio seja parcialmente realizado desta forma. No entanto, a coisa mais importante é sentir que você está se unindo com os amigos.

Este é um movimento interno. Você os ouve, fala com eles e se senta com eles, o tempo todo tentando “entrar” neles, estar com eles como um todo, até o ponto em que você começa a sentir como você começa a entrar no mundo superior através deles.

O sentimento do grupo começa com uma simples sensação física da presença dos amigos. A próxima etapa é uma espécie de sentimento de comunidade.

Talvez surja um sentimento de dependência. Em seguida, vem um sentimento de conexão e amor.

Assim, gradualmente, dentro disso, uma nova entidade, que somos nós, começa a se mostrar, e, dentro deste “nós”, o Criador começa a ser sentido. No entanto, esse “nós” não se relaciona com ninguém. Ele não é a soma de nós, mas um conjunto coletivo.

Do mesmo modo, uma grande gota de água não é a soma de todas as gotas anteriores da qual foi formada, porque é uma gota por si só. Se, por exemplo, vinte gotas se fundem numa gota, não há divisões nela. Ela não é a soma das gotas anteriores, mas um conjunto comum incluindo todas elas. Nós temos que chegar a isso.

Assim que nos reunirmos na primeira gota em que não há divisões, o Criador será manifestado nela imediatamente. E se nós estamos de alguma forma divididos nela, não podemos nos fundir numa única gota, o que significa que há restos de nossa quebra, e, portanto, o Criador não pode ser revelado. É assim que funciona.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

A Meta: Amor Ao Próximo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Então, qual é a coisa mais importante que precisamos dizer às pessoas?

Resposta: Nós precisamos alcançar as pessoas com o fato de que sem uma mudança na natureza do homem, do ódio pelos outros para o amor, nós estamos indo contra a evolução da natureza para uma forma integral, e com isso estamos evocando problemas pessoais e coletivos cada vez maiores.

Nós devemos falar sobre isso em todos os canais de comunicação, que adquirir a característica do “amor ao próximo” é a meta da sabedoria da Cabalá; este é o resultado do trabalho espiritual correto (a obra do Criador).

Esta é a diferença entre a sabedoria da Cabalá e a religião: A Cabalá aceita a condição de que “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é a grande regra geral da Torá, enquanto a religião supõe que o que é essencial é a realização de necessidades físicas. Por isso, ela abandona a correção da natureza humana, para a qual foi especificamente projetada.

Cabalá considera que, se a meta não é “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, então toda a Torá não é respeitada, porque esta é a regra geral abrangente da Torá, já que especificamente essa meta dá à pessoa a característica de doação, Lishma (em prol do Criador).

Se a pessoa não aspira a subir acima do seu ego, suas ações só aumentam o ego. Em vez de se aproximar da característica de doação e amor, ou seja, da revelação do Criador, ela se afasta mais do Criador e se transforma na “multidão misturada”, que são os “servos tementes a Deus do Faraó”, cuja totalidade das ações é em prol do seu ego, em prol de uma recompensa neste mundo e no outro mundo.

Amor Não É Fazer Acreditar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Essência da Religião e seu Propósito”: Uma pessoa mais desenvolvida reconhece em si mesma uma quantidade maior de mal e, portanto, repele e separa o mal desde dentro numa maior quantidade. A pessoa subdesenvolvida sente em si mesma apenas uma pequena quantidade de mal e, portanto, irá repelir apenas uma pequena quantidade de mal. Como resultado, ela deixa toda sua sujeira dentro, pois não a reconhece como sujeira.

Suponha que eu me deparo com o mal em minha vida. No entanto, os Cabalistas dizem que este “mal”, como todo o resto, vem do Criador. Acontece que eu experimento sentimentos ruins e eles vêm Dele. Nesse sentido, eles parecem como castigo para mim e trazem medo. Na verdade, a maioria dos nossos esforços nós devotamos para afastar tal “castigo”. Acontece que nós nem sonhamos com o bem, mas pelo menos tentamos evitar o mal, escapar do “castigo”.

Uma pessoa mais desenvolvida entende que deve fazer o bem não tanto por causa de possíveis punições, mas simplesmente porque é bom. Vale a pena levar o bem aos outros e a si mesmo. Este nível de ser já não lhe permite simplesmente errar e magoar os outros.

Uma pessoa ainda mais desenvolvida começa a amarrar sua relação com o mundo com os conceitos de recompensa e punição. Em outras palavras, ela vê os atributos do sistema: algumas ações levam a um prêmio, outras a um castigo. Como se houvesse um juiz, a Natureza, a força superior, não importa qual o seu nome, e Ele mosram Sua atitude.

E alguns vão inclusive mais alto e percebem que não existe punição de forma alguma. Pelo contrário, se os estados maus parecem-me como castigos que vêm do Criador, isto é na verdade um castigo e um erro. Afinal, somente coisa boa vem do Criador, e meus sentimentos ruins são causados pelo fato de que sou oposto a Ele. Eu preciso mudar minha oposição, tornar-me semelhante (Domeh) ao Criador, tornar-me um ser humano (Adam). Então, sendo semelhante a Ele, vou me sentir na bondade.

Então, surge a pergunta: por que eu preciso disto? Só por uma questão de bons sentimentos? Neste caso, eu sou um “selvagem”, não um ser humano. É até possível que eu possa me tornar pior do que antes, voltando-me para a sujeira, querendo aproveitar-me do Criador. Ou não tenho escolha: eu tenho que ter bons sentimentos, porque caso contrário meu desejo não me deixa fazer nada.

Talvez, eu peça ao Criador para continuar me ajudando a fazer boas coisas, mas não por causa de uma recompensa ou castigo. Eu quero tanto me desconectar deles, que mesmo nos meus vasos (desejos) eu experimento “castigo”, escuridão; apesar de tudo, eu vou me elevar acima deste sentimento e permanecer na doação ao Criador. Há escuridão nos desejos, e acima deles eu vou dar a Ele a Luz, minha atitude boa para com Ele.

Mas como? Será que eu tenho que beijar o pau que me bate? Não. Eu quero realmente mudar minha natureza, eu não quero fingir amar, não falso amor, mas realmente elevar-me acima de mim mesmo, acima do meu desejo “material”.

Como podemos fazer isso? O que chamamos de um “milagre” vai funcionar aqui: eu começo a viver no que está acontecendo acima da tela e da Luz Refletida, acima do meu “corpo”.

Pergunta: E eu fico envolto em escuridão até lá?

Resposta: Até lá, eu passo pelas fases de análise, até decidir que a escuridão em mim é a Luz que vem do Criador. Não é por acaso que a palavra aramaica “Orta” significa “noite”, o lado oposto da Luz (“Ohr” é luz em Hebraico). Cada fase começa a partir da “noite”, como se diz, “e houve anoitecer e houve manhã, um dia”. Eu sempre começo com a escuridão, com a quebra, e isso me leva a uma nova análise, um novo amanhecer.

Então, o que é a escuridão que eu sinto? Isso é escuridão ou não? Esta é a Luz que parece escuridão em meus vasos, desejos corrompidos.

Mas espere, isto é só meu? O rei David não se “levantou à meia-noite,” quando o “vento norte” estava tocando nas cordas da “harpa”” que pairava sobre a sua cama (ver o ensaio “Brachot”)? Ele não escreve sobre suas desventuras nos Salmos? Daí, ele sentiu a escuridão, não foi?

É verdade, os Cabalistas também experimentaram esses estados. Que Deus nos conceda vivê-los, para chegar à Luz através deles. De qualquer forma, estes não são “golpes do destino”, mas as chamadas que nos fazem avançar. Não existem problemas; existem apenas apelos, chamando-nos a ir ao Criador o mais rápido possível.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/11/13, Escritos do Baal HaSulam

O Círculo De Amor

Dr. Michael LaitmanNa sabedoria da Cabalá o conceito de “amor” é comum e muito importante. Desde os dias de Abraão, que escreveu O Livro da Criação, o amor acompanhou o ensinamento que foi dado como a Torá para Moisés. Secretamente, ele acompanhou as eras posteriores dos profetas e das escrituras, foi refletido no Livro do Zohar, e continuou por todo o caminho. Mais tarde, o conceito migrou para o Hassidismo a partir da Cabalá antes mesmo dela começar a ser revelada ao mundo como ciência.

No entanto, isso ainda não está claro para nós, porque está completamente relacionado à doação ou melhor, à inclusão mútua, à unidade. Desta forma, o desejo de receber se anula, obtém a capacidade de sentir o desejo do outro, e pode funcionar de uma maneira nova: satisfazer os desejos do outro.

Para tornar o desejo do amigo meu, eu preciso ser purificado, ou seja, transferir parte do meu desejo para o estado de Hafetz Hesed (HH) e sujeitar tudo o resto à autoanulação, a primeira restrição (Tzimtzum Aleph – TA). Neste caso, eu realmente incluo o desejo do amigo em mim e posso corrigi-lo. Para fazer isso, eu elevo o nosso desejo coletivo e solicito que tal força me permita satisfazer as suas necessidades.

Nesta situação, eu sou chamado de o “primogênito que recebe o dobro”. Depois de tudo, eu tenho um pedido duplo (x2). Eu peço a força de realização, o suficiente para também satisfazê-lo.

É possível imaginar que este esquema de forma diferente, sob a forma de três passos. Estando no meio, eu desço (1), adoto os desejos do amigo (2), elevo os seus desejos e os meus (1 + 2) (3), e obtenho uma resposta (4), a força produz um Zivug, e eu dou ao amigo o que é necessário (5).

Esta é a “revolução” que estamos percebendo hoje: nós abordar um público amplo, assimilamos os desejos das pessoas, os elevamos no centro do grupo, e de lá para o superior do superior e, então, obtemos uma resposta que usamos para doação.

Portanto, essas ações de inclusão mútua são chamadas de “amor”.

Como isso difere do estado de Hafetz Hesed? Neste estado, eu não “interfiro” com o outro; deixe-o permanecer do jeito que ele é. Eu não faço o menor movimento em direção a ele. Como um cavalheiro, eu só sigo o princípio: “Não faça aos outros o que é odiado por você”.

Por outro lado, o amor significa que eu quero dar-lhe satisfação. Ao ser incluído nele, eu quero beneficiá-lo. Com todo o meu coração, eu quero doar a ele, para que ele se sinta bem.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/13, Escritos do Baal HaSulam

As Pessoas Se Apaixonam E Se Conectam Num Nível Genético

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Nature International Weekly Journal of Science): “Os cientistas sociais revelam padrões genéticos em redes sociais. Pesquisadores descobriram padrões genéticos em grupos de amigos, mas nem todo mundo está convencido. Grupos de amigos mostram padrões de similaridade genética, de acordo com um estudo publicado hoje na revista Proceedings of National Academy of Sciences”.

“Os resultados são baseados em padrões de variação em dois dos seis genes amostrados entre amigos e estranhos. Mas a afirmação é difícil de ser vendida para alguns geneticistas, que dizem que os pesquisadores não analisaram genes suficientes para descartar explicações alternativas”. …

“‘Quando as pessoas escolhem os amigos com genótipos semelhantes, a aptidão de um indivíduo – ou a sobrevivência até a reprodução – não só reflete seus próprios genes, mas também os genes dos amigos que ele escolheu’, diz Nicholas Christakis, cientista social da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, e um dos autores do estudo. Em outras palavras, pode haver uma vantagem evolutiva para ter amigos com genes compatíveis, mesmo que você não tenha qualquer descendência com eles. Por exemplo, se as pessoas que são naturalmente menos suscetíveis à infecção bacteriana andam juntas, sua saúde coletiva como um grupo multiplica, porque as bactérias não têm máquinas vulneráveis”.

Meu Comentário: É claro, tudo é comandado pela natureza, e todo o “humano” em nós não é mais do que seus programas que nos governam “de cima”, como um GPS que dirige carros sem motorista. Todo o egoísmo, ou seja, toda a matéria do nosso mundo é totalmente controlada pela natureza ou o Criador.

Só se a pessoa quer acelerar seu desenvolvimento espiritual, isto é, ir contra o seu egoísmo, na unidade do grupo, nisso é que suas ações são independentes. Por isso, ela é responsável apenas por eles – quão bem ela usou a oportunidade para o seu desenvolvimento espiritual (antiegoísta) independente.

Compensação Através Do Amor

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Êxodo”, Mishpatim, 23:08: Não aceitarás suborno, pois o suborno cega até os que têm vista, e corrompe as palavras dos justos.

Isso é relevante no que diz respeito a todos hoje, desde simples operários até chefes de Estado.

Do ponto de vista espiritual, “subornar” significa tentar uma pessoa através de seu ego. Cada preenchimento que o nosso ego recebe é chamado de aceitar um suborno.

Pergunta: Então, verifica-se que todos nós somos subornados neste mundo.

Resposta: Não subornados, mas ladrões. Uma pessoa subornada recebe algo que não merece, mas ela não toma dos outros à força. Nós somos ladrões, uma vez que roubamos dos outros, às vezes à força. Nós ainda podemos ser chamados de ladrões, apesar de não sentirmos isso, uma vez que é o comportamento padrão para nós.

Acontece que todas as leis deste mundo são leis de ladrões, já que o mundo inteiro é baseado no ego. É assim que o ego funciona. Nós não estamos falando sobre o fato de que uma pessoa encontra um milhão de dólares na rua e não devolve o dinheiro, mas sobre o fato de que nós conscientemente roubamos e desfrutamos do roubo.

Não se trata apenas de recepção, mas, como está escrito: “Água roubada é doce”. Lembre-se da história sobre a princesa italiana que se senta na varanda num dia quente de verão, tomando sorvete, dizendo: “Eu gostaria que isso fosse um pouco proibido também!”. Isso significa que o sentimento de roubo adoça o ego, já que isso é o que nós consideramos doce.

Se for apenas comida, se eu sinto vontade, eu apenas a tomo. No entanto, quando eu tomo o que pertence aos outros, intencionalmente e sem autorização, então é uma sensação totalmente diferente! Se eu só tomo alguma coisa, não há nada de especial nisso, mas se eu roubo, eu subo acima de todos. Eu devo sentir um vazio que é criado neles por isso e seu preenchimento dentro de mim. Assim, eu subo acima deles, e o ego se sente superior.

Arkadi Raikin (um comediante russo durante o regime soviético) costumava dizer: “Se você não deixar certa deficiência, os fiscais do imposto de renda simplesmente permanecerão engenheiros”, o que significa que deve haver certo prazer em ser superior.

A maior superioridade é, sem dúvida, ser mais inteligente, mais sábio do que os outros. Sentir-se superior é uma coisa terrível na espiritualidade, e só o amor pode corrigir isso.

Quando você cuida de outros, como crianças pequenas, eles realmente são menores do que você, mas você deve cobrir a sua atitude em relação a eles com amor. Então eles não são menores mais, mas sim maiores do que você, pois você depende deles, e eles parecem maiores do que você, como um bebê parece em relação aos seus pais.

Pergunta: No entanto, a sensação de que você é mais esperto do que o bebê ainda permanece.

Resposta: Não faz diferença! Visto que ele controla a sua mente, você é grande, forte e inteligente, e, se ele chora, você o busca e o leva para o lugar que ele aponta, o que significa que você é o seu servo. Assim, você compensa a sua superioridade.

Esses estados podem ser entre um professor e seus alunos, ou entre amigos, pois as pessoas são diferentes. Nós devemos sempre manter o equilíbrio e compensar qualquer sentimento de superioridade com amor.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/05/13

Nem Todos Os Tipos De Unidade São Idênticos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: … A nação de Israel era para ser uma “transição”. Isso significa que, na medida em que Israel se purifica ao manter a Torá, eles passam o seu poder para o resto das nações.

Pergunta: Do que depende o poder da Luz que é transmitida por nós ao resto do mundo?

Resposta: Depende do superior e do inferior. Primeiro  o superior deve se “alinhar” com o inferior. Antes do despertar das outras nações, nós obtemos uma chance, um despertar, uma “ferramenta”… É disso que se trata o período atual; nós devemos nos adaptar às outras nações. Nós temos que reconhecer, compreender e senti-las, temos que nos organizar corretamente, e fazer materiais educativos disponíveis para elas … Em suma, nós devemos fazer tudo o que for necessário para cuidar bem do mundo. Tudo depende de nós.

Nossas realizações neste caminho e nossa disponibilidade para cuidar dos outros equilibra o sentimento de desapego e desespero de outras nações. Elas não vêem qualquer solução para a situação em que estão, a qual elas foram levadas pelo curso normal do desenvolvimento. E nós precisamos ajudá-las a compreender que o desenvolvimento natural é, na verdade, um tipo egoísta de avanço. De maneira nenhuma devemos culpar ou assustar ninguém, devemos simplesmente explicar-lhes a inevitável fase contínua de evolução.

Hoje, nós chegamos a um impasse: não há necessidade de avançar mais, as pessoas não se preocupam em avançar mais, nem são tão ativas como antes. Tudo está se aproximando da fase final.

Portanto, o nosso desenvolvimento egoísta inevitavelmente chega ao fim. Esse fato não nos permite uma chance de escapar ou fugir. Tudo o que podemos fazer é “esticar” a última parte do nosso caminho. Enquanto isso, as forças do mal se acumulam e aumentam. Acima disso, devemos elucidar as causas da nossa situação atual.

Neste ponto, nós devemos trazer à tona o tema da natureza. Por um lado, a natureza “cultiva” o nosso egoísmo, por outro lado, quanto mais nos aproximamos do pico do egoísmo mais ele se manifesta. Os egos foram crescendo ao longo de toda a história da humanidade, ao passo que a natureza age como um sistema intgeral “redondo”. É por isso que não progredimos como “solteiros” ou individualistas egoístas, mas, semelhante a outras células vivas, nós tendemos a nos unir e a formar “conglomerados” coletivos. Nós devemos estar prontos para contribuir uns com os outros e cooperar assim como os órgãos de um corpo.

Assim, a natureza desenvolve duas abordagens em nós: individualismo e conformismo. No final, nós vamos nos unir neste mundo global, ao passo que a natureza demonstra sua “redondeza” e integridade. Como resultado, ocorre uma colisão. Independentemente da nossa unidade, cnós ontinuamos tirando vantagem dos nossos próximos. Ao mesmo tempo, reconhecemos que devemos “amar ao próximo”. A diferença entre estes dois estados se manifesta como uma crise mundial (Δ). Ela é causada pelo fato de que o mal em nós confronta a natureza.

Em geral, eles são duas forças opostas que a natureza provoca. Há apenas uma solução para esta situação: instigar uma unidade benevolente entre nós. Explorar nossos vizinhos é também uma espécie de unidade, mas é negativa. É por isso que, por um lado, o mundo tornou-se global, e por outro lado, ele mergulhou numa crise que foi causada por nosso desprendimento, embora até agora o mundo deveria ter se tornado global e unido como a natureza.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/13, Escritos do Baal HaSulam

Mudando A Direção De “Mim Mesmo” Para “Fora De Mim Mesmo”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você pode amar a todos? Como a pessoa pode subjugar o que é dado a ela?

Resposta: Somente a Luz Superior corrige uma pessoa e nada mais. Nós não podemos nos corrigir e atingir certa conexão entre nós.

Por exemplo, eu sou uma pessoa comum sentada diante de você e tudo dentro de mim é dirigido para dentro. Você olha para mim, mas você não vê o meu verdadeiro rosto. Eu estou focado totalmente para dentro: como eu me ouço, como eu me vejo, como eu me sinto. Eu sinto essa realidade inteira, o mundo inteiro dentro de mim (nós estudamos isso na percepção da realidade).

Amor é quando eu estou num estado de me virar do avesso, mas somente sob a influência da Luz Superior. Eu não posso fazer isso sozinho.

Isso acontece quando eu sinto o que quer que esteja do lado de fora como mais importante do que o que está dentro de mim. Isso é chamado de revelação do mundo superior que é externo a mim. De repente, a pessoa descobre o que está realmente ao seu redor e vê que é totalmente diferente do que parecia ser. Agora, ela percebe tudo dentro dela, enquanto que mais tarde, ela vai ver o estado superior. Isto só é possível sob a influência da Luz.

Alterar o vetor de “mim mesmo” para “fora de mim mesmo” é chamado de educação integral. É para isso que ela existe.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 24/05/13

De Volta Ao Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu reconheço o segredo de disseminação e ele é muito simples. Cabe a nós irradiar a felicidade como resultado da conexão entre nós. As pessoas serão atraídas especificamente para isso, não para o sofrimento que as afasta, mas serão atraídas para a felicidade que devemos disseminar. Como nós vamos manter a disseminação da felicidade o tempo todo?

Resposta: Eu vou lhe dizer o que eu fiz. Eu estava sentado, escrevendo livros. Eu trabalhei no arquivo que foi deixado para mim pelo Rabash. Cabe a cada um sentir a sua missão. Eu cheguei até o Rabash quando ele tinha 75 anos. Eu não sei quantos anos foram deixados para ele viver, mas eu sabia que era para eu obter o máximo possível dele, e se eu não buscasse isso, todo o conhecimento que ele tinha, tudo iria pelo ralo. Eu tinha a sensação de que fui obrigado a absorver e gravar tudo em fitas de áudio, anotar tudo o que ele tinha. Pode ser que isso fosse vaidade ou mesmo audácia, mas isso me manteve.

Eu não aspirava a ser o número um depois dele. Mesmo agora, eu não me sinto assim, eu não gosto muito disso, pois isso só torna a vida complicada. Eu senti que era obrigado a receber, a beber deste poço até o fim, para que esse conhecimento não desaparecesse. Em vez disso, fosse disseminado a todos. Este foi o sentimento da minha missão. Isso realmente me manteve.

Mais do que isso, não tenho nada a acrescentar. Faça o que Rabash escreveu: uma conexão, a felicidade da meta, um sentimento de necessidade e de ter sido escolhido para uma grande e difícil missão.

Pense nisso. O que significa ser pais? Por um lado, você está feliz em vê-los se desenvolvendo, crescendo, e, por outro lado, você está muito preocupado com eles. Certamente, você quer que eles cresçam para serem mais bem sucedidos, mas e se não for assim? Quão decepcionado e frustrado você ficaria? Muito mais do que com a sua própria falta de sucesso.

Isto é, a sua preocupação está nos outros. Eles nos dão um exemplo de amor natural no nível animal mais primitivo. Se, como uma reação, eles também amo você, então este amor por você é muito mais forte, e a tristeza, o sofrimento da pessoa amada, é muito mais terrível e trágico do que o seu sofrimento pessoal, pois o amor amplifica todas as sensações 620 vezes.

Portanto, se quiséssemos ter um sentimento de amor entre nós, então o mundo simplesmente iria “explodir de ciúme” por causa da nossa felicidade. Portanto, todo o segredo é sempre voltar a amar. Então, se nos relacionamos desta forma com a humanidade, de repente ela vai sentir que tipo de pessoas nós somos e o que está acontecendo entre nós. No entanto, mesmo agora, quando nos vêem juntos, eles se perguntam sobre o significado dos estranhos relacionamentos “sobre-humanos” que existem entre nós.

Da Convenção em São Petersburgo 14/07/13, Lição 5