Textos com a Tag 'Amor'

O Amor É O Caminho Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de Arguments and Facts ): “O amor não morre. Parceiros que se amam muito, mesmo décadas após o casamento sentem aquela sensação de euforia (causada pela secreção do hormônio do prazer: a dopamina), como fazem os casais recém-apaixonados. A diferença está nisso; com aqueles que não se apaixonam por muito tempo tem sido observado que há atividade aumentada de regiões do cérebro responsáveis ​​pela paixão e excitação. E com os parceiros que estão apaixonados por um longo tempo, as atividades nas áreas de calma e supressão da dor tornaram-se proeminentes”.

Um piscar de olhos. O amor é despertado em um quinto de segundo após o contato com os olhos, e se expressa numa forte estimulação em 12 áreas do cérebro. O número de hormônios que são segregados no sangue é diferente, o que perturba a atividade normal do sistema nervoso. A partir daí vem a expressão: ‘Perder a cabeça por amor’.

“Uma droga que não é prejudicial. O amor influencia as pessoas dessa forma; elas esquecem as coisas óbvias e perdem a capacidade de se concentrar, ou seja, o amor influencia o corpo humano da mesma forma que drogas. A memória e a concentração ficam menos ativas quando a pessoa vê a imagem do objeto de seu amor”.

Meu Comentário: Amor espiritual (não o que é egoísta, ou natural, como o amor de uma mãe por seu filho ou o amor por alguém do sexo oposto que satisfaz o ego), o amor que é criado em nós “artificialmente” com o ajuda da Luz superior (Luz Circundante – Ohr Makif) de acordo com determinado método (o método da educação integral), que apesar do nosso ego, um ama o outro – apaixonada assim, a sensação de um poder superior é descoberto porque a pessoa começa a ver o mundo através de outras pessoas, em seus desejos e características. Desta forma, a pessoa “deixa” o seu corpo (sentidos) até a criação ser compreendida como um campo eterno de poder e emoção.

Resgatando Do Esquecimento O Amor

Dr. Michael LaitmanTodo mundo sabe que a vida familiar não é fácil, e ela não deveria ir à deriva. Se nós, como um casal, avançamos no caminho do desenvolvimento mútuo, então podemos definir três “territórios” na nossa relação:

• O território indivisível onde o amor reina entre nós.

• O território comum onde estamos de acordo e realizamos análises. Este é um local de livre escolha que também podemos preencher com amor.

• O território individual de cada um, onde o outro parceiro nunca entra. Aqui, a pessoa olha para as coisas do seu próprio ponto de vista, prefere alguma coisa, não aceita algo, mesmo em contraste com o outro, e pensa em algo privado. Afinal, todos nós somos pessoas, sistemas complexos.

Estes territórios, por sua vez, subdividem-se em partes menores, mas nós estamos limitados à divisão geral.

A questão é que não conseguimos sem o amor primário, básico. É como em casamentos reais onde os cônjuges sequer se conhecem antes e não têm um ponto de contato comum, um ponto de amor. No entanto, os jovens de hoje, como regra, casam-se com base em alguma atração pelo outro, são impulsionados por pelo menos uma centelha que acontece entre eles.

Pergunta: Como parceiros podem construir seu relacionamento corretamente, a fim de atiçar essa centelha, estender o território comum?

Resposta: Em primeiro lugar, nós nos voltamos para a mente, não para os sentimentos. Um sentimento caloroso que ocorreu uma vez já desapareceu, e a memória dele é deformada por diversas camadas de fases posteriores. As pessoas sequer percebem que isso é uma coisa natural, hormonal, material, e, além disso, está sujeita a vários hábitos e padrões, tão artificiais quanto mutáveis. Por exemplo, se eu cresci acostumado à proximidade da família, então o meu sentimento é mais estável, e se o meu parceiro corresponde a minha natureza física, ele tem um impacto maior no nível subconsciente.

Em suma, um flash do sentimento familiar foi espontâneo, sem pensar, e agora queremos envolver a mente para analisar essa explosão. Só a mente vai nos ajudar a recuperá-lo do passado, esse belo passado quando estávamos habituados a andar de mãos dadas e a viver em harmonia, incapazes de partir, e éramos tão apaixonados que parecíamos um par de idiotas com sorrisos perpétuos em nossos lábios. Nós queremos recriar esse sentimento para que ele adoce a nossa vida e lhe dê um gosto, um significado, e desta forma, também sejamos capazes de irradiar calor e envolvimento pelos nossos filhos e entes queridos. Eu sequer menciono que, de acordo com inúmeros estudos, a harmonia na família fortalece a saúde e promove a longevidade.

É por isso que precisamos nos voltar para a mente.

Primeiro de tudo, nós concordamos a respeito de quanto o meu parceiro pode exigir de mim e eu dele. Todo mundo rejeita alguma parte do seu conforto, em outras palavras, o seu egoísmo, e apóia e incentiva o parceiro no dia a dia, nos negócios e discussões. Nós demonstramos essa abordagem em relação ao outro como um bom exemplo.

Em segundo lugar, cada um de nós se transforma e se relaciona com o outro como com a melhor, mais importante, mais inteligente e única pessoa no mundo. Nós não nos afastamos do exagero, não evitamos palavras elevadas e elogios. Pelo contrário, nós as buscamos. Por exemplo, eu faço uma lista de vinte linhas, embora não seja tão fácil, e a utilizo o máximo possível. O hábito torna-se uma segunda natureza. Eu realmente começarei a ver na minha “metade” o que eu atribuo a ela.

Inicialmente, ninguém exige sentimentos sinceros de mim. Eu imagino uma bela rainha no meu estilo: Uma bela, altamente sensível e maravilhosa anfitriã, uma mãe perfeita, atraente, sexy, e assim por diante. Eu me identifico com a minha mulher como se ela atendesse a todos esses parâmetros, até que realmente reconheço todas essas qualidades nela.

Em essência, nós usamos o mesmo princípio no grupo de trabalho com os amigos, elevando-os aos nossos olhos.

Portanto, eu descrevo mentalmente uma imagem da melhor esposa do mundo, a imagem que engloba todos os aspectos da vida, todas as situações. No entanto, ela não se limita a fantasias. Eu trabalho em mim mesmo para realmente tratar minha esposa como se ela fosse essa imagem. Eu literalmente “programo” a mim mesmo e a nossa relação.

Pergunta: Então, eu tenho que ignorar a realidade?

Resposta: Não há nenhuma realidade objetiva. Eu sempre vejo as coisas que descrevo na “tela” da minha consciência. Na verdade, eu não noto minha parceira, apesar de vivermos juntos. Eu estou tão acostumado com ela que, apenas ocasionalmente, não vou me concentrar nas fronteiras mais importantes por trás da aparência externa. Além disso, por natureza, os homens são mais superficiais, enquanto a mulher parece mais profunda, e, nesse sentido, é mais fácil para ela superar obstáculos externos.

De qualquer forma, depois de ter descrito um ideal para mim, eu o “visto” na minha parceira. De agora em diante, ela é exatamente assim para mim e a questão não está na aparência. Eu infundirei internamente todas as suas qualidades com perfeição. Deixe que seja egoísta. “Esta é minha esposa, e, assim, é o melhor que pode existir”.

Claro, isso exige esforço. Eu gero esta atitude como se visse um ideal descrito diante de mim. Todas as virtudes do mundo se concentram nele. Eu a coloco mentalmente num pedestal, sobre o trono da rainha, e não a desço desta altura, não importa o quê. Tudo nela é perfeição, e se eu não gosto de algo, é porque o egoísmo cobre meus olhos.

Eu repito: a principal coisa nessa imagem não são os detalhes externos, mas o respeito, a reverência, com os quais estou imbuído, o valor dos ganhos ideais aos meus olhos. Precisamente este valor, esta atitude, eu transfiro para minha parceira. Nada impede que a minha imaginação seja transformada na direção certa e torne-se programada com certa visão.

Nós estamos mutuamente envolvidos com um parceiro neste trabalho interior, de forma deliberada e consciente. Nós discutimos isso. Nós mostramos uns aos outros exemplos em todas as situações, aceitamos o outro como perfeito. Na verdade, os nossos olhos vêem uma imagem diferente, embora mais tarde isso mude. No entanto, nós mudamos para um novo relacionamento, por enquanto planejado, mas sério.

Por exemplo, a casa está uma bagunça e eu não suporto. Ao mesmo tempo, eu me comporto com minha esposa como se ela tivesse colocado tudo em seu lugar. Eu aceito a ordem do jeito que ela vê. Eu não estou procurando por desculpas. Inicialmente, eu quero e me obrigo a ver tudo nela, e tudo o que depende dela, como perfeito.

Estas são as nossas concessões conscientes, mútuas, a rejeição da atitude egoísta. Trabalhando desta forma, em uma semana eu de repente descubro que tudo mudou. Acontece que eu realmente a vejo como perfeita em tudo, como ela me vê. O amor floresce em nosso território comum.

Em uma palavra, “sem dor, sem ganho”. O amor vem quando eu mostro ao meu parceiro um exemplo que eu o aceito, que ele é muito bem-vindo, apesar de todo o negativo que vejo nele. Eu demonstro amor, o mesmo amor em relação ao meu próprio bebê, que é sempre irresistível aos meus olhos, seja do jeito que for.

No final, um conto de fadas vai se tornar realidade, e o amor que cresceu e ficou mais forte entre nós não exigirá nenhum truque. Qualquer problema nos proporcionará novas oportunidades para concessões, comprometimentos, e ainda mais amor.

É por isso que se diz que o amor cobre todas as transgressões. Ele só pode crescer com a sua ajuda. Se não fosse por ele, eu sequer teria olhado para a minha esposa. Desta forma, qualquer olhar revela algo ruim para mim. Esta é a natureza humana.

Este é o lugar onde o trabalho começa, onde devemos aprender a olhar a vida objetivamente, sem a dependência de nossos próprios desejos, fantasias e paixões. Nós estamos construindo o mundo por nós mesmos, sem ansiedade. Com nossa atitude conjunta nós recuperamos o desejo esquecido até que ele substitua a realidade anterior.

De “Conversas sobre uma Nova Vida”, 30/07/13

Território de Amor

Pergunta: O senhor diz que há uma necessidade de abrir um “Curso sobre Amor” no mundo atual e não depender de ocasionais explosões de amor. Como devemos começar este estudo?

Resposta: Em primeiro lugar, será necessário reunir um grupo de cinco a dez casais e ensinar-lhes os fundamentos da natureza humana. Cabe a nós explicar-lhes o que o nosso ego é, como ele se desenvolve, que tipo de família havia no passado e como se desenvolveu na Antiguidade, na Idade Média, na nova era, e no período pós-moderno.

Na verdade, o que motiva este processo é nosso desejo egoísta por prazer. Isso muda e provoca o aparecimento de novas formas de relações familiares.

No passado, eles não esperavam quaisquer manifestações particulares de emoção a partir dessas relações, pois o ego era pequeno e não exigia realização, no auge do amor. A parceria simples era suficiente. Eles ficavam satisfeitos com a forma reconhecida de vida, segundo a qual um homem tomava a mulher de sua tribo ou da aldeia de seu nascimento, ou realizava os desejos de seus pais, e ninguém via qualquer problema com isto.

Em contraste com isto, hoje, fatores como a cultura moderna e os meios de comunicação tornaram-se envolvidos com isso, e os jovens tornaram-se mais desenvolvidos do que nunca. Eles sentem o mundo inteiro com todos os seus sentidos e não podem ser satisfeitos com coincidência aleatória ou encontros casuais com um parceiro. Muitas obras de arte, a Internet e a televisão apresentam tantos exemplos de busca por parceiros e relacionamentos, traições e decepções, e conflitos e concorrência, nesta área em que a vida em comum tornou-se muito complexa. [Leia mais →]

Nós Somos Capazes De Amar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em princípio, todo mundo é capaz de amar. Alguns amam crianças, outros amam o marido ou a esposa. Por que, quando estamos juntos, é tão difícil investir nesse sentimento aqui, embora pareça que temos o objetivo, a intenção?

Resposta: É porque as nossas intenções em tudo, exceto no que estamos empenhados, são egoístas, e é por isso que elas estão alinhadas com a nossa natureza, na mesma direção. Minha intenção é saciar minha sede. Aproveito e bebo. Isso significa que eu sacio o meu desejo e a intenção ajuda a realizar o desejo.

Aqui, pelo contrário, a intenção é oposta ao meu desejo. Ou seja, eu uso a minha intenção para mudar os meus desejos para o oposto, invertê-los, e é por isso que nós vamos contra a nossa natureza. Este é um imenso trabalho interno que exige enorme esforço, apoio do ambiente e experiência.

Além disso, as pessoas ficam com raiva, sem entender como podem se orientar nesse processo. Sete bilhões de habitantes deste planeta, todos os países e civilizações, agem de forma totalmente egoísta em relação ao outro, e de repente nós estamos falando da necessidade de realizar o mandamento bíblico: “Ama o teu próximo”.

Mas como? Afinal, é difícil de realiza-lo inclusive no grupo, sem mencionar numa escala maior, universal. No entanto, nós não vamos nos corrigir de outra forma; não vamos nos mudar. Ou vamos fazer isso através do sofrimento, se nós esperarmos por ele, ou por nós mesmos, atraindo a Luz.

Se nos concentrarmos na ação correta, isto é, ficando totalmente juntos, aplicando o esforço, concentrando-nos na intenção e ação, então poderemos ter sucesso. A coisa mais importante é realizar essa ação pela primeira vez, e, só então você começa a entender como isso acontece.

Pergunta: Por que nós amamos as crianças? Que tipo de sentimento é esse?

Resposta: Este é um instinto animal. Como um animal ama sua prole, o ser humano ama seus filhos. Você não ama outra pessoa, você ama seus filhos. No entanto, amar o filho de outra pessoa, você só vai conseguir isso quando você se corrigir. Nós estamos indo nessa direção.

Para acelerar esse processo, vocês terão que estar juntos e apoiar uns aos outros. “Estar juntos” significa tentar unir as intenções e esforços mútuos, parar de sentir a si mesmo, mas sentir os outros. Se você se obrigar a fazer isso, você vai descobrir que todos os outros já estão lá esperando apenas por você.

Da Convenção em São Petersburgo, “Lição Preparatória”

Uma Criação Que Foi Criada Pelo Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanNós devemos esperar a realização do fim da correção na Convenção, a fim de dar satisfação ao mundo inteiro do fundo do nosso coração e a alma, em interminável amor absoluto!

Pergunta: Mas se eu vir para a Convenção com grandes expectativas de sucesso, eu inflo meu desejo de receber e começo a trabalhar na direção oposta, como posso superar isso?

Resposta: É verdade que o nosso desejo de receber funciona na direção oposta. Nós queremos desfrutar, receber prazer em nosso desejo de receber. Receber prazer e desfrutar é o objetivo da criação! É por isso que o Criador criou o desejo de receber.

Se olharmos para a criação de fora, não a partir deste mundo e nem do mundo espiritual, veremos que há um desejo de receber nela que foi criado e formado de tal forma que só pode desfrutar amor. Ele foi criado pelo poder do amor! Portanto, ele não pode desfrutar nada. Mesmo que seja um por cento do amor, ele vai aproveitar pelo menos esse um por cento, mas nenhuma outra coisa.

Nós também percebemos um pouco desse desejo, desse prazer, no nosso mundo, quando crescemos como pequenos animais. Nossos pais, nossa sociedade, nos deixa sentir um pouco desse amor, e até certo ponto somos cercados por esse amor.

Você tem que sentir amor e descobri-lo, a fim de desfrutá-lo. Você tem que se abrir para este amor. Isso significa que, a fim de fazer isso, você tem que amar! O amor não pode ser unilateral. Isso só existe no mundo corpóreo. O amor espiritual é o amor mútuo, quando ambos os lados estão incorporados um no outro, nos desejos de cada um. Preencher os desejos de cada um é chamado de amor.

Portanto, não há outra escolha, senão atingir o estado em que você preenche o outro. Com isso você se desenvolve para descobrir e sentir esse amor. Abrir o seu vaso diante de alguém significa amar alguém. Se graças a este amor você abre o seu vaso diante de alguém, você recebe esse amor dentro dele. Isso significa que você está cheio de Luz Direta que está vestida na Luz de Retorno.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, Escritos do Rabash

O Amor Espiritual E Corporal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito: “Ama o seu amigo como a si mesmo”. Quem é o “seu amigo” para a pessoa que tem o ponto no coração?

Resposta: Em geral, nós damos o nome de “seu amigo” para cada pessoa no mundo que era estranha para nós e se torna próxima, seu amigo.

Para uma pessoa com o ponto no coração de acordo com a hierarquia, “seus amigos” são aquelas pessoas que estão com ela no caminho, os amigos no grupo. Nós podemos ser francos com elas, podemos estar envolvidos na conexão e união, no apoio mútuo, para realizar o sistema de conexão espiritual. Nós não nos encontramos neste grupo por acaso. Nós pertencemos a um sistema superior interno e por isso estamos juntos. Assim, em primeiro lugar, é preciso criar condições entre nós como o “amor ao próximo”.

O “amor ao próximo” é determinado de acordo com isso: eu começo a sentir o desejo do meu amigo, suas necessidades, acima do meu próprio desejo.

O conceito, “Ama o seu amigo como a si mesmo” significa mais do que você mesmo, muito mais do que você mesmo. Hoje, eu me amo mais do que o mundo inteiro. Isto é, também no que diz respeito aos meus amigos, eu preciso me relacionar dessa forma, que eles serão mais importantes para mim do que qualquer um. Ao adquirir o atributo de doação é que eu entendo o seu maior desejo – alcançar a meta, a revelação do sistema superior – como o meu desejo pessoal e os ajudo nisso. Se, para mim, a espiritualidade dos meus amigos é maior do que a minha, então, naquele momento, eu alcanço a revelação.

Nós entendemos por amor não o que é considerado geralmente como o amor neste mundo, mas especificamente ajudar aqueles que estão conosco no caminho para que possamos alcançar seu objetivo. O amor é chamado de satisfazer o desejo do outro.

Da preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

Acima Do Ódio, Para O Amor

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYiera“[E o Senhor Apareceu], artigo 453: O homem é criado na absoluta maldade e baixeza, como está escrito, “Quando a cria de um jumento selvagem nasce um homem”. E todos os vasos no seu corpo, ou seja, os sentidos e as qualidades e, especialmente, o pensamento servem-lhe apenas para a maldade e insignificância o dia todo. E para aquele que é recompensado com a adesão a Ele, o Criador não cria outras ferramentas em vez disso, para ser digno e adequado à recepção da eterna abundância espiritual destinada a ele. Em vez disso, os mesmos vasos modestos que foram até agora utilizados de uma forma suja e repugnante são invertidos para se tornar vasos de recepção de toda a amabilidade e gentileza eterna.

Além disso, cada Kli, cujas deficiências tinham sido as maiores, passou a ser o mais importante. Em outras palavras, a medida que eles revelam é a maior.

Quanto mais nós trabalhamos, mais profundamente penetramos na espessura do desejo e descobrimos mais problemas, todo um complexo de interferências. Tudo isso é para dar “carne” suficiente para o mal que é inerente em nós e entre nós. Em outras palavras, é para revelar a quebra.

Agora, nós estamos trabalhando na unidade e descobrimos as forças que se opõem a ela, até revelarmos a quebra no primeiro e mais baixo nível.

Então, vamos ter que superá-la. Como? Nós restringimos todas as forças de separação e escuridão. Ao mesmo tempo, elas permanecem, porque é impossível anular o mal. Nós simplesmente subimos acima dele. Não há necessidade de corrigir tudo o que nós temos. Isso só vai piorar. Não, nós trancamos o nosso mal internamente e subimos acima dele. Diz-se sobre o assunto, “O amor cobre todas as transgressões”. Ele não corrige as falhas, mas as cobre.

O mal deve permanecer. Ele não é transformado em bem, mas o bem é construído sobre o mal. Tudo é provido na natureza desta maneira, e esta é a chave para a perfeição.

Nós queremos nos livrar do mal. Nós não entendemos que bem existe no lobo comer a ovelha. A pessoa que reflete sobre suas qualidades, lamentando o que fez na vida. Não se devore. Pelo contrário, é preciso aceitar os fatos e pensar em outra coisa: como é que ela pode criar propriedades opostas acima dele? Esta é a pergunta: onde está a Luz que Reforma? Se o mal foi revelado, então, obviamente, eu posso construir uma boa imagem acima dele.

Neste caso, bem e mal devem ser do mesmo tamanho, e, em seguida, a linha do meio aparece entre eles. Nós não vamos conseguir nada sem isso e não chegaremos ao acoplamento espiritual (Zivug).

Portanto, nós precisamos identificar cada vez mais o estado necessário, procurando uma maneira de conseguir o primeiro contato com o Criador.

Antes da reunião em São Petersburgo e durante a Convenção, nós vamos enfrentar todos os tipos de obstáculos, circunstâncias que distraem, impressões externas, ou vamos “flutuar nas nuvens” em vez de realizar o trabalho correto. Nós receberemos várias surpresas de Cima, de acordo com a ordem dos nossos estados, e, mesmo que todos nós nos esforcemos pela unidade, ainda vamos enfrentar uma descida. Nós podemos senti-la ainda no primeiro dia da Convenção, inclusive de uma forma mais forte, já que nos preparamos bem. Suponha que depois de me registrar as nove da manhã, eu me sinto cansado ao meio-dia e começo a pensar: “Por que, na verdade, eu vim? O que eu estou fazendo aqui?”.

Isso é muito bom, porque, então, teremos que trabalhar em nós mesmos, “beijar a vara” que nos atinge e abençoar o mal como bem.

Assim, a pessoa percebe de que forma ela é digna de construir a tela (Masach) agora. Afinal de contas, a tela é formada acima de todos os sentidos, interferências e problemas que se manifestam e a principal coisa neste conjunto é o ódio. Isto é o que o amor cobre. Sem estas “transgressões”, não chegaríamos ao verdadeiro amor espiritual. Ele é construído apenas acima ódio.

É por isso que a tecnologia da comunicação virtual está florescendo no mundo moderno. É para revelar o ódio. No entanto, para evitar que ele se transforme numa guerra, nós devemos ao mesmo tempo fornecer às pessoas o método de correção. Todo mundo vai saber e entender o que deve ser feito de acordo com as circunstâncias.

Este é o único meio: a unidade acima da separação, o amor acima do ódio.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, “Do Ódio ao Amor pela Luz que Reforma”

Um Território Comum Onde Habita O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O princípio para a criação de boas relações entre casais diz: “por meio da conexão e do amor cada um está incluído no outro, é enriquecido e adquire cada vez mais poderes. A condição para isso é que a pessoa se rebaixe em relação ao outro e não se coloque mais alto que o outro”. Como realizamos este princípio nas relações entre casais?

Resposta: Uma conexão é formada entre casais como entre duas naturezas que se integram uma na outra. O ego de cada um, dentro do qual a pessoa vive, é redondo. Ele protege suas fronteiras e deseja receber satisfação dentro dele. Além disso, nada diz respeito a ele. Ele também quer receber prazer e ser satisfeito pelo seu parceiro. Se ele é satisfeito graças a que beneficia o parceiro, então isso é o que chamamos de amor. E se ele é satisfeito, apenas tomando do parceiro e não dando nada em troca, isso é chamado de ódio. Mas, em última análise, só há um único objetivo: a satisfação pessoal.

E aqui começa o meu trabalho de acordo com o plano original que devo me anular. Quanto mais eu esvazio um lugar dentro de mim, do meu ego, abstenho-me de preenchê-lo, eu posso inserir cada vez mais os desejos dos outros, ou seja, da minha esposa, em vez dos meus desejos. Dessa forma, cada um anula o seu ego para aceitar os desejos do outro.

Em última análise, um território compartilhado é criado, onde eu me anulei para dar prazer a minha esposa, e ela faz a mesma coisa em relação a mim, também para me dar prazer. Assim é como nos encontramos num território comum onde existe completo acordo e conexão entre nós. Através da minha concessão e da concessão dela, eu aceito seus desejos e pensamentos e ela aceita meus desejos e pensamentos. Isto é, pelo menos, até um determinado grau; obviamente, tudo não seria imediato.

Este território comum denomina-se a área de conexão entre nós, a união, onde sentimos um desejo comum, uma atração e o entendimento comum. Neste território existe acordo, um pacto e amor entre nós. O amor diz que eu quero satisfazer os desejos particulares da minha parceira, e ela quer fazer a mesma coisa comigo também. Entretanto, isso não é amor absoluto e perfeito, mas amor apenas parcial, mas nós estamos conscientes disso e o protegemos, e estamos preocupados com a sua existência.

Pergunta: Devido a que eu sou enriquecido e adquiro poderes adicionais?

Resposta: Graças à minha conexão com o outro, mesmo no menor território comum. Então, todo o resto do seu território, incluindo seus desejos e habilidades, também passa para o meu domínio. Se existir amor, acordo e conexão em algum tipo de território comum entre nós, nós não somos inimigos. Nós ainda não atingimos um completo acordo; ainda não trabalhamos nisso. Pode ser que estas questões não tenham ainda sido despertadas em nós e não ficam como barreiras diante de nós que devemos mudar e remover. Mas, depois de termos chegado a um acordo parcial, algum tipo de conexão, amor e apoio, já é possível garantir que o lado oposto vai ficar do seu lado, vai ser o seu parceiro.

Eu abro mão dos meus desejos e pensamentos e estou pronto para aceitar os desejos, pensamentos e expectativas da parceira; isto é, eu estou me anulando em relação a ela. A natureza nos ajuda com isso; ela nos conecta através da propriedade comum, uma casa e finanças compartilhadas. Ela nos obriga a estarmos preocupados um com o outro, porque não podemos existir separadamente. E o mais importante é que partilhamos em gerar os filhos, por quem sentimos um amor instintivo e natural.

Por isso, é lógico que um domínio comum seja criado entre nós no nível material. Portanto, o que é exigido de nós é satisfazer o nosso domínio comum num estrato superior através de concessões do nosso ego, um em relação ao outro e em conexão adicional.

Particularmente nos dias de hoje nós alcançamos um desenvolvimento tão egoísta que a casa, a propriedade comum e nossos filhos compartilhados não importam para nós. Portanto, se não construirmos um complemento espiritual, sem dúvida, nós iremos nos divorciar.

É claro que nenhum de nós estaria disposto a se anular perante o outro, a não ser que fizéssemos isso intencionalmente por causa de um objetivo maior. “Paz doméstica” nos traz uma infinidade de benefícios; ela protege os nervos, a saúde, os anos de vida e traz serenidade. Deve haver uma crença muito forte em toda a sociedade, uma necessidade de explicar isso para as pessoas. Se cada um concordar em ver a descoberta do poder maior no parceiro, a semelhança com a qual o Criador se apresenta para a pessoa, então ela necessariamente iria se rebaixar.

De KabTV “Uma Nova Vida” 01/08/12

Além De Desejar Se Unir

Dr. Michael LaitmanPergunta: Antes de alcançarmos o amor é necessário atingir o ódio em relação ao amigo? O que é este ódio na espiritualidade?

Resposta: Nós nunca desejamos descobrir ódio. De forma alguma! Nem numa família, nem em casa, nem com as crianças, e nem com qualquer um!

Nós não precisamos desejar algo ruim! Somente desejando o bem nós podemos entender a nossa verdadeira natureza. Ao tentar amar o amigo, nós começamos a descobrir que o odiamos. Portanto, no caminho para o “Amarás o teu amigo como a ti mesmo”, nós descobrimos grandes problemas. E o tempo todo, ao superá-los, nós caímos novamente no ódio.

Se vocês quiserem conhecer a sua natureza, é preciso dirigir-se apenas ao amor, isto é, estar incorporado ao máximo com o outro: “O que você quer? O que está faltando para atingir a meta?” Você tenta empurrá-lo em direção a essa meta, mesmo que anseie por ela. Não de acordo com os seus cálculos egoístas, mas sim, especificamente porque ele quer isso.

Ao tentar fazer artificialmente tudo pelo amigo, você começa a descobrir que o odeia: “Por que eu preciso ajudá-lo? Como posso desejar que consiga isso? Onde eu fico em tudo isso?” O ódio aparece muito rapidamente e nós temos que trabalhar nele.

Mas essa primeira descoberta do verdadeiro ódio além dos esforços que fizemos em nos aproximar uns dos outros, já é o ódio espiritual. Este não é como no nosso mundo. Em nosso mundo nós não levamos em conta emoções positivas ou negativas.

Tudo o que está em nosso mundo chega até a pessoa através do seu ego, de modo que não levamos isso em conta no mundo espiritual. Ao trabalhar na aproximação dos amigos no grupo, conforme o nosso esforço em abordá-los, cumpri-los e elevá-los, nós começamos a ver o quanto somos completamente o oposto disso; este é o nosso trabalho. E o ódio vai aparecer lá e isso já será espiritual. Toda a espiritualidade é alcançada somente por meio do anseio pela unidade – única e exclusivamente- tanto positiva como negativamente.

Da Preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

Nós Podemos Comprar O Amor?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que o amor é comprado pelas ações? E a intenção? Ou isso se refere apenas ao amor corpóreo e não ao amor espiritual?

Resposta: Tanto o amor espiritual como o amor corpóreo são comprados pelas ações; o nosso mundo é o mundo das ações. Se nós realizamos ações, mesmo que não tenhamos a intenção e o sentimento corretos, essas ações atraem a Luz que Corrige que muda o nosso sentimento e o nosso entendimento.

Não há outro meio! Se a nossa matéria, o nosso desejo e a nossa intenção se concentram apenas em nós mesmos, não podemos fazer nada que seja oposto. O oposto é feito pelo mesmo meio que é chamado de “este mundo”, no qual podemos realizar ações. Embora essas ações resultem de nosso desejo de receber e da intenção de receber para nós mesmos, no nível deste mundo, é como doação, o que significa que eu dou para o outro.

Eu quero receber para mim e também dar ao outro porque quero receber para mim, mas se eu disponho e organizo a entrega de acordo com o conselho dos Cabalistas, a doação funciona! Diz-se que os sábios do Talmude fizeram certa preparação que nos permite utilizar os meios da Luz que Reforma, em vez de nos torturar fisicamente, em vez de trabalhar diretamente contra o nosso desejo e a nossa intenção.

Esta Luz opera em nós se executarmos ações de acordo com o conselho dos Cabalistas: ansiar pelo amor dos amigos, dar presentes aos amigos, tentar nos conectar e estudar em conjunto a partir de fontes Cabalísticas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/13, Escritos do Rabash