Textos na Categoria 'Zohar'

Abrindo O Livro

Dr. Michael LaitmanHá uma força no Livro do Zohar que nós podemos usar. Mas, a fim de descobrir o potencial interior deste livro, nós temos que estar de certa forma no seu nível. Portanto, como funciona esse mecanismo? Nas lendas e contos de fadas o herói encontra um baú secreto que ele abre com uma grande chave pesada. Que chave vai abrir o segredo do Zohar para nós? Qual é a chave que se encaixa em cada fechadura? É a equivalência de forma. Esta é a chave que colocamos no buraco da fechadura. É apenas pela equivalência de forma que podemos abrir O Livro do Zohar. Esta é a regra fundamental básica.

Mais tarde, naturalmente, nós precisamos do grupo e da conexão com os amigos, etc., a fim de chegar a uma equivalência de forma com este livro. Assim, nós abrimos O Zohar e o lemos de acordo com nossa equivalência de forma, de acordo com o amor e o ódio que estão em contraste um com o outro.

Isso significa que não é tão simples realmente abrir o livro. Se nós abrimos o livro, isso ainda não significa que o livro realmente se abre diante de nós. Tudo depende do que acontece entre nós. Se estamos conectados, também estão conectados ao livro e, em seguida, com a mesma intensidade podemos alcançá-lo e sentir o grupo de Rabi Shimon, os dez amigos, as dez Sefirot. Não se trata de pessoas, mas da sua essência, da qualidade que está no desejo. Assim nós começamos a conhecê-las, somos atraídos a elas, e um pouco de cada uma delas é revelada em nós.

Nós temos energia suficiente. Ao anular o nosso ego e na conexão acima, nós estabelecemos uma conexão que nos ajuda a descobrir o que está escrito no Zohar. Nós estabelecemos as bases, a infraestrutura, o lugar comum, uma vez que o local espiritual só pode ser coletivo. Aqui nós nos tornamos iguais ao primeiro nível da revelação do Livro do Zohar, na intensidade da nossa conexão acima dos distúrbios, de acordo com a lei da equivalência de forma.

A fim de fazer isso, nós vamos nos reunir na Convenção de fevereiro, fazer um grande esforço e pagar um monte de dinheiro, renunciando muitas outras coisas, a fim de chegar a este encontro geral. Todo esse esforço deve nos levar a uma ascensão e conexão. Esta é a forma como foi organizado desde cima: se usamos os meios que foram preparados para nós, nós chegamos ao resultado desejável.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/01/14, Lição sobre o Tópico: “Preparação para a Convenção”

O Poder Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Porque lemos O Livro do Zohar?

Resposta: Nós usamos-o como um meio de avanço espiritual no grupo.

Antes de mais, desejos receptores manifestam-se a si mesmos num certo grupo de pessoas. Desejos descretos, quebrados, consideram-se uns aos outros na sua forma física, isso permite-os estabelecer um primeiro contacto. Eles reunem-se num grupo e estudam O Livro do Zohar.

Um desejo quebrado como que “aspira” a aqueles que estão mais alto. Estudos comuns e exploração conjunta correcta do nível superior sob a orientação de um professor desencadeia maiores mudanças nos amigos. Eles tentam obter vasos de uma linha recta, então, a Luz sai dos círculos e vai para o vazio dos seus desejos de longe na forma da Luz Circundante até que eles se transformem numa linha recta.

Isto, na realidade, é o propósito dos nossos estudos. Quando acontece, estudaremos os mesmos textos e Luzes que transitam de estados externos para internos e tornam os vasos circulares em vasos de linha recta nos nossos vasos modificados e corrigidos.

Assim, O Livro do Zohar é um remédio especial que usamos sem ter uma ideia clara exactamente de como ele nos influencia. Contudo, isto não é importante, uma vez que ele ainda funciona.

Pergunta: Porque é o Zohar mais poderoso neste contexto que a Torá?

Resposta: O Livro do Zohar é mais forte que a Torá porque o seu estilo e forma são devidos ao período que se seguiu à destruição do Templo.

Antes, o povo de Israel estava no nível de Mochin de Chayia, ou seja, no seu fim da correcção pessoal. Então, eles cairam desta altura para ocultação. Como resultado, os Cabalistas estavam no estado quebrado de todos e ao mesmo tempo, eles subiram acima de todos. Eles rendem esta diferença entre as duas “extremidades” da realidade, entre o mundo do Infinito e o nosso mundo. Os filhos de Israel cairam no fundo, no mais duro egoísmo, enquanto os Cabalistas do grupo de Rabbi Shimon estavam topo. Como consequência, a diferença entre eles e o povo de Israel prolongou-se de menos infinito a mais Infinito.

Mais tarde, durante o exílio até à sua conclusão completa, os vasos do povo de Israel tinham de se misturar com outras nações e trazer centelhas espirituais a elas.

A Torá é diferente. Moisés escreveu o Pentateuco do nível do fim da correcção. Ele estava acima de todos os outros, contudo, o resto da nação não estava no mesmo estado que ele nessa altura. O povo tinha acabado de sair do Egipto, o estado chamado “Egipto” ainda não é a quebra. No “Egipto,” um simplesmente revela o seu pequeno estado, não a destruição inteira durante a qual a santidade se mistura com a impureza, a “agita,” assim deixando as pessoas corrigirem os seus defeitos e “inchaços como com levedura.” Devido ao facto de que o povo não alcançou este estado, Moisés não podia revelar e explicar o processo inteiro da correcção no Pentateuco. Ele só revelou o que tinha acontecido até então.

Em geral, cada degrau inclui todos os outros. Uma parte e o todo são iguais. É por isso que a Torá, é claro, contém tudo, mas, ela é apresentada de uma maneira que é impossível usar para na completa medida para a correcção das almas. Um não consegue extrair a Luz que Reforma almas quebradas do Pentateuco, uma vez que o êxodo do Egipto ocorreu antes da quebra. Somente uma pequena parte dela foi revelada na Antiga Babilónia, isso permitiu conectar os “antepassados” (GAR), um fardo dos seus corações, e então dar à luz aos “filhos” (as tribos de Israel) depois do êxodo do Egipto ter tomado lugar. As eras dos dois Templos e o último exílio sucedeu-se a estes eventos.

Assim, O Livro do Zohar está escrito de um estado totalmente diferente sendo a máxima diferença entre a altura de cento e vinte e cinco degraus e a quebra final dos filhos de Israel. Não entremos em detalhes e condições espirituais dessa época. Tudo o que importa agora é que este livro corresponde completamente a o que está embutido na natureza.
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Da 4ª parte da Aula Diária de Cabala 12/19/13Escritos de Baal HaSulam

 

A Linha Do Meio: A Chave Para A Paz Entre Nós

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo Vayakhel (E Moisés Reuniu), Item 131: Isto é assim porque após a semeadura, ZA foi estabelecido como inteiramente Hassadim, na linha direita, e Malchut como todas as Gevurot, na linha esquerda.

Assim, eles são disputados como nas duas linhas – direita e esquerda de Bina – até que ZA sobe na linha média e estabelece a paz entre eles, unindo-os uns com os outros, de modo que ZA e Malchut, que são também duas linhas – direita e esquerda – precisam de uma linha do meio para estabelecer a paz entre eles e uni-los entre si.

É difícil explicar por que nós precisamos da linha do meio e por que Malchut não pode se apegar a Zeir Anpin. Nós nos deparamos com um problema semelhante na vida, quando queremos atrair outras pessoas para nós mesmos, como se estivessem “costurada” a nós ou nos pertencessem. Isso acontece nas famílias e em outros lugares.

Por isso, nós precisamos entender qual é a abordagem correta; ela ocorre na linha média, onde ninguém anula as suas qualidades naturais pessoais: Zeir Anpin e Malchut permanecem como são, mas se complementam. Posteriormente, eles constroem e acrescentam entre eles um terceiro componente entre eles: a linha do meio.

A linha do meio inclui ambos, de forma que eles se complementam. De forma alguma eles suprimem um ao outro, mas sim agem de forma bastante diferente. Eles se complementam porque cada um permite que a outra parte os governe. Eles ainda lutam sobre quem deve ser mais doador e quem deve permitir que a outra parte os governe, agradando assim a ele ou ela. Ao mesmo tempo, cada um é obrigado a se expressar; de outra forma não haverá um estado de amor mútuo e fusão.

Este é um sistema complexo, onde cada um consiste de ambas as partes masculina ou feminina. Quando estudarmos esta estrutura, será mais claro para nós como as pessoas, no futuro, construirão suas vidas familiares, amizades e relacionamentos em geral. Não importa se isso se aplica às interações entre homens e mulheres, uma vez que cada um de nós desempenha um papel masculino ou feminino em relação aos outros: um dá ou recebe. Não há terceira hipótese. É por isso que não existe tal coisa como o gênero neutro em hebraico, apenas o masculino e o feminino. É certo, pois ele não existe na natureza.

Um entendimento claro do sistema será uma boa adição ao método de educação integral. Ele vai ajudar a estabelecer a paz neste mundo, em todas as suas esferas: na política, no trabalho, em casa, nas relações familiares… Todos os tipos de conexões entre as pessoas podem ser entendidos a partir da linha do meio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/13, Preparação para a Convenção

Mãe, O Que Você Me Comprou?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar”: Se não fosse pelo engajamento em Torá e Mitzvot Lishma (em Seu Nome), para dar satisfação ao Criador com eles, e não para nos beneficiar, não haveria nenhuma tática no mundo que pudesse nos ajudar a inverter a nossa natureza.

Se tentarmos agir por conta própria, não teremos a menor chance. Só nos engajando na Torá, ou seja, na metodologia Cabalística com a intenção Lishma podemos inverter nossa natureza.

Em primeiro lugar, há um problema com a terminologia: eu não sei o que a Torá e os mandamentos são ou o que é a intenção Lishma. É claro apenas que se trata de algum remédio, alguma “ferramenta de trabalho”, pela qual podemos converter nossa inclinação ao mal numa inclinação ao bem. Como podemos entender isso?

Do meu atual estado egoísta (1), eu tenho que passar para o próximo degrau altruísta. Para isso, eu tenho que cobrir certo caminho, chamado de “A Torá e os Mandamentos (Mitzvot) Lishma” (2). Mesmo que no começo eu não entenda nada, eu estou enfrentando certa “realidade” que não posso esconder. Eu sou originalmente colocado nesta realidade e estou neste caminho, que se torna extremamente difícil se eu não tenho o desejo de aprender como implantar a Torá e os Mandamentos para obter a intenção correta.

De qualquer forma, eu vou ter que fazer a transição do primeiro para o segundo estado. Mas, eu posso fazê-lo de duas maneiras:

  1. pelo sofrimento;
  2. pelo caminho da Torá e Mandamentos (Mitzvot).

Dizem-nos que há duas opções que temos que escolher. E nem sequer pense que o caminho do sofrimento também leva você para frente. Simplesmente, a cada momento em que você não está pronto, primeiro você vai pelo caminho do sofrimento e depois você salta para a implementação da Torá com a intenção Lishma.

É impossível avançar sob os golpes, porque nós temos que nos tornar mais sábios e mais experientes em nosso caminho, temos que entender mais e reunir os fragmentos do sistema numa única imagem, etc., e tudo depende da nossa prontidão em revelar a Luz que desce até nós. A Luz vem até nós e nós podemos imediatamente dar um passo à frente, sem sofrer no caminho benevolente se estamos preparados para isso de antemão; porém, se não estivermos preparados corretamente, vamos mergulhar nos sofrimentos.

Pergunta: Que tipo de “caminho benevolente” é esse? Ele é realmente tão bom que continuamos sem tropeços?

Resposta: “O bom caminho” é que não importa o que acontece conosco, nós ainda o achamos agradável, belo e grande. A diferença está na preparação. É difícil de entender, ainda.

Imagine que uma mãe traz para casa um livro e dá para seu filho. Seu filho pensa que é uma história de aventura sobre piratas e tesouros, mas depois de desembrulhar, vê que é um livro de matemática. É uma pena! Agora, sua mãe é ruim e todo o dia é terrível.

No entanto, se ele for um menino inteligente, devidamente preparado e disposto a se tornar um “grande homem”, ele vai entender que precisa aprender mais. Neste caso, ele vai ficar chateado se sua mãe lhe der um livro de histórias com fotos. Afinal de contas, ele não precisa de piratas; ele precisa de conhecimento.

Assim, ele vai ficar muito feliz ao receber o livro, este é um presente! Sua mãe é boa, o dia é perfeito, e toda a vida é uma aventura. A preparação adequada transformou a matemática em verdadeiro deleite.

Assim, toda a questão é o que a pessoa considera um prazer e o que ela quer alcançar? A mesma Luz desce até nós; no entanto, ela pode nos trazer sofrimento e escuridão – escuridão em vez da Luz do dia. Sem a preparação adequada, a Luz é muito forte para os nossos vasos, desejos. A Luz e os vasos não “se encaixam”: a Luz não é absorvida porque não podemos protegê-la com a Luz de Hassadim. Portanto, ela se transforma em escuridão para nós.

Na verdade, não há escuridão. A sensação de escuridão é causada apenas pelo fato de que não podemos aceitar a Luz com a vestimenta de Hassadim.

Pergunta: Ainda assim, será que o bom caminho nos permite evitar a dor que vem de mudar nossa própria natureza?

Resposta: O ideal é que você não vai sentir qualquer dor. No entanto, como Baal HaSulam escreve, nós praticamente não avançamos por meio do sofrimento, nem pelo caminho da Torá, mas sim pelo nosso caminho “corporal”, “do meio”, no qual ocorrem todas as diferenças. No entanto, ao mesmo tempo, nós podemos manter a conexão sem nos desprender do processo espiritual, e podemos entender por que obtemos tudo o que nós passamos. Nossa disposição é variável, mas nós sabemos que estamos no caminho e tudo depende da nossa preparação.

Pergunta: Por que “golpeiam” meus pés enquanto estou no meu caminho espiritual? Por que isso acontece comigo se eu já estou tentando acelerar o tempo?

Resposta: Você não é “golpeado” nos pés! Você percebe as Reshimot (genes espirituais) quebradas inerente a sua alma.

A Luz vem para todos e brilha para todos igualmente. No entanto, novas Reshimot aparecem em nós a cada momento e é por isso que vemos “faixas” pretas ou brancas contra a Luz.

Antes existia um vaso espiritual que era corrigido e perfeito. A Luz derramava-se nele. Então, o vaso foi danificado, e agora é como se estivéssemos assistindo a um filme sobre isso, quadro a quadro.

Há uma “lâmpada” num projetor espiritual, e um filme está rodando diante dela que mostra várias imagens: pessoas, animais, casas, etc. O filme inteiro, todas essas imagens, é, em essência, apenas as Reshimot de uma alma quebrada. É assim que nós as vemos enquanto estamos “deste lado” do projetor. Nosso cérebro percebe essas “imagens;” nós as “vemos” com a parte do nosso cérebro que funciona como uma tela, onde as imagens do mundo que nos rodeia são representadas para nós.

Em essência, tudo o que nós vemos é uma Luz branca imutável. Não há mudanças no lado do Criador; Ele é o Bem e faz o bem a todos. Ele não muda, apenas as Reshimot da alma quebrada mudam. Nós vemos a nós mesmos e assistimos os nossos próprios “filmes” que são criados por nossos vícios! É por isso que se diz: “Todo mundo nega acordo com suas próprias falhas”. As únicas coisas que são mostradas para nós são os nossos defeitos. Todo este mundo não é nada, exceto o eu “quebrado”.

Pergunta: Como este “filme” se torna-se diferente se nós aceleramos o nosso caminho?

Resposta: A diferença é se nós estamos preparados ou não. Depende de nós, de como construímos o nosso progresso: se estamos “dentro do cronograma”, ou aceleramos? Como podemos acelerar o processo? Podemos fazê-lo com a ajuda do grupo.

Acontece que temos tudo que precisamos. Nós recebemos coisas muito específicas que necessitamos. Quantos anos nós temos que olhar para este mecanismo para finalmente entender como ele funciona?

Se o grupo estiver devidamente preparado, nós nos congratulamos com o “filme” como um menino que desfruta um livro texto e não de ficção. Nós aceitamos os “quadros” de nossas vidas e aprendemos a apreciá-los.

Não é por acaso que o mundo moderno está em crise. Onde ela vem se, tecnicamente falando, podemos corrigir todos os problemas? Antes, as pequenas crises nos empurraram em frente, ao passo que agora, não importa o que façamos, nós não melhoramos as coisas; todas as mudanças serão apenas para o pior.

Hoje toda a humanidade assiste a esse “filme” e vê uma série de novas condições que são causadas pela falta de conexão entre nós numa escala global. É por isso que temos que estar preocupados com a nossa correção geral.

Assim, sem uma preparação correta, todos os “quadros” subsequentes nos aparecem em formas muito desagradáveis; cada vez eles vão se tornar piores. Afinal de contas, a espiral das Reshimot continua a se desdobrar; elas se revelam em nós uma após a outro, mostrando, assim, a imagem do mundo para nós.

Isso significa que não há outros remédios, exceto a preparação correta de um indivíduo, um grupo ou toda a humanidade. Tudo depende da preparação. A Luz pode vir ou não à tela (Masach) na Rosh do Partzuf. Se não houver nenhuma tela, a Luz vai para a força de restrição (Tzimtzum) mesmo que ela queira entrar dentro do desejo. Neste caso, o Partzuf irá cair completamente na impureza.

Se o Partzuf tiver uma tela, ele irá aceitar a Luz como algo que ele aspira; ele se apega à Luz e produz uma interação com ela (Zivug), uma conexão com o Criador.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/13, Escritos do Baal HaSulam

No Mar De Luz

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “VaYikhael”, item 131: …Também foi esclarecido que enquanto Bina e TM sobem e ascendem ao seu grau desde o firmamento para cima, levam consigo o grau mais inferior que os vestia enquanto estavam caídos nela, e também a elevam acima do firmamento.

Pergunta: Quem é o “superior” e quem é o “inferior”?

Resposta: Há um mar da Luz Superior que preenche tudo igualmente. Existem diferentes desejos nele que também enchem a Luz Superior, e ela está neles, nesses desejos. Estes desejos do ser criado começam a agir em conjunto com as Luzes que revelam de forma independente. Cada desejo descobre uma Luz nele, uma vez que são separados um do outro.

A sequência de estados que eles passam é chamada de “a correção da criação”. Antes disso houve a preparação para a corrupção de criação: o mundo do AK, o mundo de Nekudim, a quebra, a correção dos mundos de ABYA, e, em seguida, o nascimento do primeiro homem (Adam HaRishon), o pecado da árvore do conhecimento, bem como a correção relativa do primeiro homem, a tal ponto que o trouxe para o início do reconhecimento do mal.

Deste ponto em diante, a partir desse estado, desse discernimento em diante, tudo o que acontece nas relações entre os desejos e as Luzes é uma relação chamada de correção da criação, que é o estado em que nos encontramos. Esta é a única coisa que falamos. A correção é simples: como equilibrar os vasos, os desejos, com as Luzes, para que as luzes e os vasos se sintam bem e, assim, alcancem uma equivalência de forma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/13, O Zohar

Há Pessoas Que Atingem O Seu Mundo Em Uma Hora

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu posso dizer a uma pessoa que quer “atingir o mundo em uma hora”?

Resposta: É dito: “Há pessoas que atingem o seu mundo em uma hora”. Em uma hora significa em uma ação. Uma ação só pode se referir à conexão. Atingir o mundo na espiritualidade refere-se a certa revelação da verdadeira realidade em contraste com a nossa realidade fictícia. Quanto mais forte nós podemos nos conectar, atingindo não apenas uma mudança quantitativa, mas qualitativa, mais cedo nós alcançamos grande sucesso e descobrimos um novo mundo.

Nós estamos nos preparando para uma grande Convenção com este lema. Embora não signifique que este lema deva realmente ser escrito, esta será nossa intenção: aproveitar esta oportunidade e atingir o mundo espiritual em uma hora. Na Convenção, nós encontraremos pessoas que estão distantes de nós, pessoas que não tiveram nenhum contato com a gente, aquelas que têm aprendido a sabedoria da Cabalá através do nosso canal de TV ou da Internet e não se conhecem.

Nós convidamos a todos e esperamos que eles alcancem um sentimento, um entendimento, do que a espiritualidade é ao serem incorporados a nós. Nós podemos fazer isso num curto período de tempo durante os dias da Convenção, ou até mesmo nas poucas horas que a pessoa participa da Convenção conosco. Portanto, é dito: “Há uma pessoa que atinge o seu mundo em uma hora”. Ao longo da jornada da sua vida, a pessoa não sabe onde se encontra o maior tesouro que pode dar sentido à sua vida. Por outro lado, nós temos um livro especial, O Livro do Zohar, que queremos abrir para todos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Escreva-a Em Seu Coração…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos organizar a cooperação mútua no grupo de modo que vou mudá-lo e ele vai me mudar em troca? Os artigos do Rabash bastam para nós hoje, ou precisamos acrescentar algo a eles?

Resposta: Você deve determinar o que nós temos que adicionar aos artigos do Rabash. Cada um acrescenta algo. É como se cada um reescrevesse toda a Torá. A Torá não é um livro, mas toda a atitude de uma pessoa em relação ao Criador, em relação a tudo o que vem do Alto.

A pessoa tem que reescrever a Torá, como está escrito: “Escreva-a em seu coração”. Ela tem que reescrever a Torá de si para o Criador, sobre a Providência superior e tudo o que foi criado, em tudo o que desce sobre a pessoa do Alto e é organizado para ela. A pessoa tem que responder internamente e devolvê-lo ao Criador. Isso é chamado de “escrever o livro da Torá”.

Portanto, cada um é chamado de “um aluno que renova as palavras da Torá”, uma vez que faz isso por si mesmo, do seu desejo e escreve o que ninguém mais pode escrever, nenhuma das partes desse desejo infinito. Todo mundo escreve por si mesmo.

Portanto, não é um mandamento para que cada um possa escrever um livro da Torá. No passado, as pessoas realmente se sentavam e escreviam.

Você está perguntando se temos que acrescentar algo aos artigos do Rabash, mas cada vez que você lê um artigo, você o entende de maneira diferente, ou seja, reescreve-o, acrescenta algo a ele e escreve o seu próprio artigo. Toda vez! Tudo isto está escrito porque você trabalha com os seus desejos. Toda vez você organiza seus desejos de forma diferente, tudo é adicionado ao desejo geral, à correção geral, até que todas estas formas cheguem ao fim da correção (Gmar Tikkun); isso é chamado de escrita.

Da 2ª parte da Lição diária de Cabalá 24/12/13, O Zohar

Não Há Amanhã Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanO Zohar – Trechos selecionados, ParasháVaYikhael“, Item 112: Agora que o Rei superior e a Rainha (Malchut) estão em união e alegria nesses beijos, aquele que precisa fazer perguntas e pedidos deverá fazê-los, porque é um tempo de boa vontade.

Pergunta: O que é um “tempo de boa vontade?”

Resposta: A pessoa tem que buscar a oportunidade e o tempo de boa vontade que é iluminado sobre dela do Alto. Isso é realmente verdade, a entrega da Torá ocorre a cada momento, e a cada momento você tem boas oportunidades. O Criador não tem tempo, não existe hoje ou amanhã. É tudo com respeito à pessoa que alcança a espiritualidade e todas as mudanças são para melhor ou para pior. Soa como se o Criador estivesse mudando, passando de um lado para outro, para o lado bom e o lado ruim. A pessoa sente todas estas mudanças dentro dela.

Portanto, nós temos que buscar o momento oportuno e não relegá-lo à Providência Superior: “Eu vou esperar e talvez as coisas mudem um dia. Amanhã vai ser melhor”. O que significa “amanhã vai ser melhor?” Hoje, no momento seguinte, você vai criar um estado chamado de “amanhã”. Você não pode fazer isso se o seu animal não permitir isso, se estiver seriamente doente, Deus me livre, ou se estiver muito cansado, já que ainda não existimos acima do corpo. Mas se você pode, então não há tal coisa como um tempo de boa vontade do Alto, mas apenas abaixo; tudo depende de seus esforços.

Ainda que às vezes sintamos que uma “nuvem” nos cobre e que estamos no escuro ou as coisas estão borradas, devemos esperar e isso vai passar. Diz-se: “O tempo faz o que a mente não faz”. Então, isso significa que existem bons e maus momentos?

Ainda assim, tudo é com respeito à pessoa, como diz o Baal HaSulam: “e aquele que pode esperar até amanhã vai atingir sua mente quando a sua vida acabar”. Não existe amanhã na espiritualidade. Não espere nem um segundo!

Da 2ª Parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/13, O Zohar

Uma Lupa Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa tentar se conectar ao ler o Livro do Zohar?

Resposta: A leitura do Zohar é o momento em que você não deve usar sua mente, mas sua alma. Agora você tem que pensar em como devemos nos conectar a fim de sermos como uma lupa através da qual atraímos os raios do sol, a fim de acender algo que está sob o vidro.

Como podemos nos concentrar e focar este ponto? Se fizermos isso, vamos sentir a Luz que nos influencia ao passar por nós, iluminando nosso desejo de receber e mudá-lo. Então o desejo vai se limitar, adquirir um Masach (tela) e começará a trabalhar.

Todo o nosso trabalho é feito por esta lupa que está se tornando mais poderosa. Nosso trabalho está na crescente concentração do grupo em quantidade e qualidade, para que a Luz mais forte venha e nos leve a uma conexão mais substancial e qualitativa. Então, nós vamos descobrir o estado espiritual na conexão entre nós. O que nós descobrimos é chamado de mundo espiritual.

Pergunta: Eu construo esta lupa pelos meus esforços ou ela é criada pelos esforços de todos?

Resposta: Por todos os nossos esforços. A lupa em si não importa. O que importa é o ponto central na lupa, onde todos os raios de Luz se conectam e descem por ela.

Pergunta: Como sabemos que todos os nossos esforços são bem sucedidos?

Resposta: De acordo com o resultado: Você irá receber a mudança desejada, como se diz: “Eu me esforcei e encontrei”. O esforço está na conexão entre nós, em um só coração e na garantia mútua, e a descoberta é quando descobrimos entre nós o primeiro atributo de doação chamado primeiro nível espiritual.

Pergunta: O que vai mudar em mim depois dessa mudança?

Resposta: Você não só vai querer doar, mas também será capaz de doar.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 08/12/13,O Livro do Zohar

É Hora De Construir Uma Incubadora

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu devo fazer se não sou apto para este trabalho? Eu me envolvi neste trabalho por tanto tempo e tenho o desejo de fugir de tudo o tempo todo.

Resposta: Você ainda não está fazendo nada. Você acha que se envolve em trabalho interno e que está avançando, mas o avanço é avaliado em relação a sua conexão com o grupo. Agora, vamos ver se você está sob a influência deste ambiente, que você determinou isso, e eles não apenas o impressionam automaticamente.

Quando você vem para o grupo, ele naturalmente influencia você quer você queira ou não. Você é como uma criança pequena que não aprendeu nada ainda. Você só nasceu, e recebe cuidados como um bebê: fraldas, leite, etc. Você cresce e avança completamente inconsciente de que está totalmente nas mãos do superior.

Mas depois você é obrigado a participar e a se conectar ao seu ambiente: pelo menos a sorrir para a sua mãe, a estender sua mão a ela, a aprender alguma coisa. Isto significa que você deve interagir com o ambiente. Você participa do ambiente de qualquer maneira, pelo menos como um bebê? Você sorri para ele? Você acena seus braços e pernas com alegria como para sua mãe, quando o grupo se aproxima?

A nossa sociedade tem que ser como uma mãe carinhosa, ou como uma incubadora em que uma pessoa pode amadurecer muito rapidamente no caminho do “eu vou apressá-lo” e chegar ao fim da correção. Não há outro caminho.

Pergunta: Mas o que pode me manter no grupo? E se eles me jogarem fora?

Resposta: Nós não jogamos ninguém para fora do grupo, mesmo que o seu ovo não rache, mas permaneça apenas no canto da incubadora toda a sua vida. Só se ele fede e começa a estragar e envenenar nossa sociedade temos que jogá-lo fora. Mas, enquanto você é passivo, não é tão ruim assim. Mesmo que você seja considerado um peso para a sociedade, nós estamos prontos para levá-lo em nossas costas. Só uma pessoa que tem uma intenção má não tem lugar entre nós; todos os outros têm.

As pessoas saem porque não ouvem o que lhes é dito: que a realização espiritual só é possível através da conexão. Esta conexão deve ser na forma de uma incubadora que nos aquece. Em vez do Criador, o grupo tem que ser o bom e benevolente para a pessoa. A pessoa não pode avançar sem um ambiente, sem um grupo. Não há outra maneira, você quer fazê-lo ou não.

Além disso, há uma boa chance de sucesso, pois há novas oportunidades agora que nenhuma outra geração antes de nós teve, desde o princípio da humanidade neste mundo. Hoje, nós podemos começar com uma disseminação em massa, aberta, ao contrário do Baal HaSulam que começou a aproximar as pessoas com muito cuidado, uma por uma, principalmente a partir do meio ortodoxo, embora houvesse várias pessoas seculares entre os seus alunos.

Hoje nós podemos abrir a sabedoria a todos. Isso significa que é hora de construir uma incubadora para o pequeno círculo, para o círculo mais amplo e para o mundo todo. É nosso dever construí-la. Nós somos os únicos que receberam o despertar pelo Criador, e por isso temos que construir a incubadora para toda a humanidade. Isso significa que devemos ser a transição, um reino de sacerdotes.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/13, O Livro do Zohar