Textos na Categoria 'Zohar'

Como Podemos Temer Alguém Que Amamos?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 203: …Visto que o temor é uma Mitzva que contém todas as Mitzvot na Torá, pois é a porta da fé no Criador.

E de acordo com o despertar do temor da pessoa, a fé na orientação do Criador está nela. Assim, o temor não deve ser esquecido em cada Mitzva. É especialmente assim com a Mitzva do amor, ou seja, que o temor deve ser evocado junto com ela, uma vez que o temor está realmente unido na Mitzva do amor.

É por isso que ela explica que o temor deve aderir ao amor. E como a pessoa se adere ao amor? Será que o temor também deve ser evocado quando ela evoca o amor completo?

Será que nós devemos ainda despertar o temor quando o amor completo é despertado? Aqui, ela repete os dois lados do amor, seja em Din ou Hesed, e o sucesso de seus caminhos. Ela diz que a pessoa precisa evocar o temor dos dois lados do amor, que durante Hesed e o sucesso de seus caminhos, o temor do Criador deve ser evocado, para que o pecado não faça com que seu amor pelo Criador relaxe. Por isso, ela inclui o temor no amor.

A Mitzva do temor não é terror e medo do Criador, mas o temor de que eu não O ame forte o suficiente. Em outras palavras, eu não O temo; não estamos falando disso. Temor como este existe apenas abaixo da Machsom, abaixo do mundo espiritual. E apenas os níveis do amor são encontrados acima da Machsom.

Eu não temo o Criador e estou indo em Sua direção. Mas eu temo que o meu amor por Ele não será grande o suficiente, porque eu poderia ficar confuso e cometer um erro. Ou seja, este é o temor de julgamento, de punição. Temor como este não existe na espiritualidade, porque eu já subi acima do temor bestial. Em vez disso eu temo dar-Lhe menos satisfação do que aquilo que é possível. Este é o único temor.

Eu sempre temo que não vou amar o Criador com o amor completo; talvez seja possível dar-Lhe algo mais e eu não vou fazer isso, não vou notar uma oportunidade, não vou ser sensível o suficiente. Temor como este é um mecanismo para aumentar o amor e subir toda a escada dos níveis. Nós vamos metade do caminho adquirindo temor ao nível de Bina. Depois disso, existem níveis de amor, e nesta segunda metade do caminho, nós sentimos duas vezes o temor.

Mas como é entendido, esse temor nunca será egoísta, uma vez que está abaixo da Machsom, para o seu próprio bem-estar. O temor será sempre com relação à pessoa que é amada.

Além disso, do outro lado do amor, durante o Din duro, ela deve evocar o temor do Criador e não endurecer o coração ou desviar sua mente de Din. Por isso, ela também inclui o temor no amor. Se ele faz isso, ela está sempre no amor completo, como deveria ser.

No que diz respeito à integração do temor no amor ao lado de Hesed ela traz o verso: “Feliz é aquele que está sempre com temor”. Ela explica a palavra “sempre” para dizer que, mesmo quando o Criador a trata favoravelmente, ela deve teme-Lo para que ela não peque.

Isso levanta a questão: como é possível estar com temor o tempo todo? Claro, esse temor não é egoísta, mas está acima do ego. É preciso temer o tempo todo, ou seja, procurar o que mais eu posso acrescentar ao meu amor de modo a não me afastar dele. Se tivéssemos que nos comportar desta forma em nosso mundo, nas relações entre as pessoas, na família, então a nossa vida seria maravilhoss!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 11/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Agarre O Criador, Abrace E Nunca Largue

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós tentamos sempre entender que tudo vem de Cima, e isso levanta a questão: até que ponto você precisa aceitar as condições que são dadas a você, e em que medida você precisa tentar ultrapassá-las e aderir ao grupo, independentemente das circunstâncias? Em outras palavras, quando você precisa aceitar as condições que você tem, e quando você sobe acima delas em relação ao grupo?

Resposta: Primeiro e acima de tudo, a pessoa deve se agarrar à fonte de todas estas condições. Quanto a se qualquer esforço precisa ser exercido nisto ou não, depende das circunstâncias. Que diferença faz? O importante é constantemente estar colado à Fonte.

Eu posso gostar ou não, isso varia, embora não seja importante. Eu O agarro e grito, “Você é meu!” e é isso. Então você precisa se separar de si mesmo seja o que for que o seu egoísmo esteja sentindo no momento, seja o que for que eu sinto ao me dirigir a Ele, ou seja, ir com a fé acima da razão. Mas o mais importante é agarrá-Lo e não largar.

Muitas vezes, nos são dadas circunstâncias onde, mesmo que não as desejemos, nós somos ainda obrigados a aceitá-las com nossas mentes. Como agimos em tais casos?

Se meus amigos ou certas circunstâncias da vida estão me dizendo que tudo o que está acontecendo comigo agora vem do Criador, não obstante quão desagradável possa ser para mim, visto que sou incapaz de concordar com isso agora porque me agita completamente, no entanto, eu preciso aceitá-Lo como a fonte de tudo o que está acontecendo. Além disso, como uma fonte boa e gentil, uma que é necessária para mim para que eu trabalhe com ela e me leve a um estado onde, o tempo todo, na medida do possível, eu permaneço com Ele.

Será que eu percebo isso como um obstáculo? -Sim.

Este obstáculo é para meu próprio benefício? -Sim.

Ele é agradável ou desagradável? – Desagradável.

Ainda assim, eu tenho que gradualmente chegar a um estado onde este obstáculo vai desaparecer. Isso requer muita paciência e trabalho, e então tudo vai se transformar em doçura.

De uma Lição em Russo 10/02/14

Não É Apenas Um Livro

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar é um guia para nós, e é por isso que estava escondido por dois mil anos, esperando que toda a humanidade chegasse a uma crise que exigisse uma correção obrigatória.

Nós já estamos nesse período, que é descrito pelo Rav Kook, AGRA e Baal HaSulam. Na verdade, ele já começou com o santo Ari há quinhentos anos.

O grande cabalista Abraham Azulai escreveu que “eu encontrei escrito que tudo o que foi decretado Acima proibindo o envolvimento aberto na sabedoria da verdade [Cabalá] foi [apenas servia] por um período de tempo limitado, até o ano de 5250 (1490 CE). Desde então é chamado de “última geração”, e o que era proibido é [agora] permitido. E a permissão é concedida a nos ocuparmos no [estudo do] Zohar. A partir do ano 5300 (1540 dC) é mais desejável que as massas, tanto as grandes como as pequenas [na Torá], se ocupem [no estudo da Cabalá], como diz o Raya M’hemna [a seção de Zohar]. E como neste mérito, o Rei Messias virá no futuro, e não em qualquer outro mérito, não é apropriado ser desencorajado [do estudo da Cabalá]”.

A correção acontece devido ao nosso estudo do Livro do Zohar, mesmo sem entender o que está escrito lá. Mas nós percebemos que temos que unir, e o mundo espiritual será revelado por causa da nossa união. De fato, houve uma queda, ou seja, da propriedade de doação, de amor mútuo, ao ódio e à rejeição mútua. Agora, nós temos que fazer a viagem de volta de baixo para cima, a correção, a unidade; isso é o que é necessário de toda a humanidade.

No nosso tempo, já começamos a sentir que a crise não é econômica ou ambiental, nem na educação ou na família. Estas são apenas pequenas crises individuais que naturalmente afetam a todos e até mesmo se estendem a toda a humanidade em várias formas. Mas a verdadeira crise é integral e acontece nas relações entre as pessoas.

Em outras palavras, devemos estar unidos num único sistema interligado, mas não somos capazes de alcançar este objetivo. Em nosso mundo, não há nenhuma força que possa nos unir. Nós vamos encontrar isso em relação a nós mesmos e a toda a humanidade.

Estudar o Livro do Zohar é o meio para revelar esta força de união e correção que permite que nos livremos de todos os problemas e comecemos a sentir uma realidade completamente nova, obtendo uma nova percepção. Assim, há muitos anos começamos a trabalhar para a adaptação deste livro, para torná-lo acessível a todos.

É claro que nós não podíamos tocar no texto do Zohar, escrito da altura de GAR do mundo de Atzilut, o fim de correção. Mas nós traduzimos para o hebraico todas as inserções feitas em aramaico, abreviaturas decifradas, para que seja fácil de ler. Isto é, nós trouxemos este livro para mais perto do leitor geral, tanto quanto possível. Agora, é necessário apenas saber hebraico para lê-lo.

Quanto mais estudamos esse livro, mais percebemos que ele contém tudo! Todos os milhares de gerações que mudaram desde a época da escrita do Livro do Zohar até os dias atuais foram alimentados com este livro como de uma fonte de água viva, cada vez atraindo novas forças para a correção, o conhecimento, o esclarecimento de todos os graus, todo o mundo superior.

Muito é escrito sobre O Livro do Zohar, e toda a Cabalá baseia-se neste livro. Não importa quando e quem escreveu um livro Cabalístico, a base do autor sempre foi o Livro do Zohar. Como Rabi Tzvi Hirsh Eichenstein de Zidichov disse, “quem nunca viu a luz do Livro do Zohar, nunca viu uma luz em sua vida”.

Nós devemos entender que este não é apenas um “livro”. Os Cabalistas não escrevem palavras num livro, mas criam entre eles um sistema espiritual interligo e o expressam por escrito. Mas o principal trabalho é espiritual, criado a partir das conexões que eles construíram. Todas as partes foram separadas pela quebra e dispersadas, e os Cabalistas as conectaram num único sistema integral e descreveram seu trabalho, os tipos de conexões, todo o processo que ocorreu, e obtiveram resultados.

Primeiro, eles revelam a quebra, que é bastante desagradável, porque estão prontos para queimar uns aos outros; eles sentem ódio, escuridão, neblina, confusão, desespero, desesperança. Às vezes, cada um experimenta este sentimento; não é possível sem isto, como é dito, “Houve tarde e houve manhã, um dia”. A vantagem da luz é sempre revelada a partir da escuridão. Então, eles revelam uma conexão, ou seja, como é possível conectar essas coisas e juntá-las.

Os Cabalistas fazem essas ações espirituais na prática e as descrevem em livros. Um livro é apenas o resultado, uma declaração por escrito das alterações feitas no sistema espiritual que foi primeiro revelado a eles numa forma quebrada, bem como o resultado final, ou seja, como eles conseguiram conectá-lo.

Isso porque, de geração em geração, conforme os Cabalistas avançam em sua correção, a Cabalá também muda. Uma pessoa da próxima geração não tem que repetir as correções feitas pelas gerações anteriores. Portanto, a sabedoria da Cabalá a alcança de uma forma diferente, e ela própria está completamente diferente. Isso acontece com cada nova geração.

Da Convenção Mundial do Zohar 05/02/14, Lição 1

“Noé Andava Com Deus”

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, “O Segundo Mandamento”, Item 198: Diz-se: “Noé andava com Deus, na medida em que Noé devia ser cuidado e apoiado, uma vez que era apoiado pela grande abundância que o Criador doou a ele“.

Noé (Noah) se refere ao amor condicional. Quanto mais o Criador doa a ele, mais dependente ele se sente com relação ao Criador. Embora Noé esteja ciente de todo o bem que recebe do Criador e se sinta grato, ainda é um nível de amor incompleto.

Já é uma realização espiritual, já que eu recebo do Criador, entendo e sei disso. Diz-se: “Noé andava com Deus”, o que significa que ele entende e está ciente do seu estado, mas não pode subir acima dele e ser livre da dependência de recebê-lo. Ele está ciente disso, visto que no momento em que recebe algo ruim, seu amor diminui.

Uma pessoa não pode fazer nada por si mesma: no momento em que recebe um golpe, ela foge do Criador, e quando recebe algo doce, ela se aproxima. Mas ela não pode parar de fazer qualquer outro movimento para frente ou para trás. Ela é simplesmente incapaz disso, uma vez que esta é uma reação natural do seu corpo. Ela não pode colocar a mão no fogo, pois irá retirá-la imediatamente por causa da dor. Uma pessoa não pode fazer esforços que estão além de sua natureza.

Noé é o nível de reconhecimento do amor condicional. Uma pessoa que chega a esse nível atinge o nível de Noé. Não devemos subestimá-lo, já que é um nível muito alto. Diz-se: “Noé andava com Deus”. Embora Abraão não precisasse de apoio, como se diz, “ande em minha presença e seja justo”, uma vez que andar em minha presença significa sem apoio, mas em minha presença, embora você não saiba se eu vou segui-lo para apoiá-lo. Este é o amor completo, o grande amor. Apesar de eu não lhe dar nada, o seu amor ainda será completo, “para se aderir a Mim em seu coração e alma”.

Abraão alcançou o nível de Bina, a fé, a força de doação. Isso significa que não depende de quanto ele recebe ou não recebe. Há também a questão do que vai acontecer se ele receber algo negativo? Será que ele vai continuar a amar o doador assim como fez quando recebeu algo bom Dele? Mas pelo menos o seu amor não depende da quantidade de bondade que ele recebe.

A Luz Superior já afeta a pessoa de tal forma que a sustenta num nível em que ela valoriza o próprio Criador, o atributo de amor e doação, e não o benefício que ela recebe dele. Isto significa que a pessoa se divide em duas partes. A primeira parte é o burro nela (sua matéria), que desfruta mais ou menos, ou não desfruta nada. A outra parte é o ser humano nela, o nível de sua semelhança com o Criador, que é determinado pelo quanto ela valoriza os atributos sublimes, a Divindade, o amor, a doação, algo acima de seus interesses corpóreos egoístas.

Abraão já está dividido em duas partes e estas não dependem da quantidade de prazer que ele recebe. Isso não afeta o seu apreço pelo Criador, o seu amor do atributo de amor e doação, de forma alguma.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/01/14, Escritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar

O Livro Do Zohar: Essa É A Nossa Árvore Da Vida

Dr. Michael Laitman“O Zohar deveria ser ocultado no futuro… até que a última geração viesse no fim dos dias, quando então ele seria revelado.” – Rabino Isaías HaLevi Horowitz, o Santo Shlah.

Muitos Cabalistas falaram sobre a anulação da proibição de estudar a sabedoria da Cabalá: o grande cabalista da Idade Média, Avraham Azulai, bem como o Ari e todos os Cabalistas ligados a ele – o Ramak, o Ramchal, o rabino Chaim Vital. O Ari foi o Cabalista que fez uma ruptura com todo o processo do exílio e encerrou-o. E a partir dele, a Era do Messias começou.

Mas este era para ser um período completo que se desenvolveria gradualmente de acordo com os níveis de 0-1-2-3, e hoje nós já estamos entrando no último nível, o nível 4, que pertence à Era do Messias. Portanto, o mundo inteiro está em queda, enquanto a Cabalá está começando a ser revelada mais e mais.

Até a época do Ari, O Livro do Zohar estava oculto. Ele foi revelado um pouco pelo rabino Moshe de Leon, mas apenas através do Ari nós merecemos ver o que está escrito nele. Portanto, nós contamos a Era do Messias a partir dos dias do Ari em diante.

“Messias” significa que através do nosso trabalho em atrair (Limshoh) a Luz que Reforma, nós podemos fazer um “Itaruta de Letata” (despertar de baixo), expressando o nosso desejo que nos elevará a todos os níveis e irá atrair a Luz até nos que corrigirá as relações entre nós. Então, nós sentiremos que já não estamos neste mundo; em vez disso, nós realmente entramos no mundo superior. Tudo isso é esclarecido por meio da conexão entre nós. Se essa conexão é integrada, transformando-se corretamente, dessa forma nós começamos a nos sentir no mundo superior e a subir cada vez mais através dos 125 níveis.

“E porque no futuro Israel vai provar da Árvore da Vida, que é este Livro do Zohar, eles vão deixar o exílio com misericórdia”. O Livro do Zohar, “Naso“, seção 90.

Se nós estivermos séria e diligentemente envolvidos com O Livro do Zohar, então certamente vamos deixar o exílio com misericórdia. E se não, vai acontecer como está escrito: “Eu colocarei sobre vocês um rei como Hamã, e contra a sua vontade ele os devolverá à correção”. Em outras palavras, nós temos a possibilidade de sair do exílio de uma forma boa, pelo caminho da Torá, através da Luz que Reforma, que é projetada exclusivamente para a correção da inclinação ao mal. Se soubermos como nos envolver corretamente com o Livro do Zohar, vamos atrair a Luz que Reforma sobre nós e vamos deixar o exílio, ou seja, o ódio sem causa e a sensação temporária de uma existência miserável neste mundo. Tudo vai ser alterado de acordo com a conexão entre nós.

Nós podemos fazer a mesma mudança através do caminho do sofrimento, que é realmente um caminho muito difícil e longo. Mas através da Luz que evocamos, nós avançamos numa forma muito curta, fácil e agradável.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção Mundial do Zohar” Dia Um 04/02/14, Lição 1

+125 Graus De Acordo Com O Zohar

Dr. Michael LaitmanMuito tem sido dito sobre O Livro do Zohar ultimamente, mas ainda é como uma gota no oceano, pois como pode a fonte de nossa vida espiritual, a força que sustenta toda a realidade, a expressão e a revelação do Criador às criaturas, que O Livro do Zohar é, ser descrita em palavras? Como pode toda a abundância, toda a Luz Superior que deve ser transmitida a toda a criação, através deste livro, tudo de Malchut do Infinito, toda a alma geral, a fim de corrigir e preenchê-la, ser descrita em palavras?

O Livro do Zohar é realmente um sistema que une o Criador a todas as criaturas, e assim não temos palavras para expressar o louvor e o respeito que temos por ele. Como pequenos seres humanos como nós podem possivelmente falar sobre esse imenso sistema de mundos que cuida de nós profundamente nas profundezas desta matéria?

Mas é precisamente quando entramos em contato com este imenso sistema chamado O Livro de Zohar que recebemos um despertar, sentimos ansiedade por entrar em contato com algo que é muito grande, uma excepcional fonte que é forte, poderosa e especial. Se nos adaptarmos a este sistema, a este mecanismo, a este livro, mesmo um pouco, tanto quanto pudermos, seremos recompensados com certo nível de contato com ele, e através deste contato, seremos recompensados ​​com a Luz que nos corrige, com um medicamento que irá nos curar com a poção da vida.

Para estar de acordo com O Livro do Zohar, nós precisamos nos conectar numa só pessoa. Esta é a primeira condição, mas apenas se estivermos focados no Criador. Se isso não for feito, não estaremos organizados como um, já que precisamos da Luz para conectar as muitas partículas num todo. Este um deve estar focado no Criador, estar perto Dele, o que significa perto da força de amor e doação.

Mas O Livro do Zohar nos ajuda a avançar em direção a essa condição até mesmo a partir de estados muito distantes, uma vez que realmente começamos do zero. Como um termômetro na escala espiritual, há um positivo, que está acima do zero, e um negativo, que está abaixo de zero. Existem +125 graus acima de zero e -125 graus abaixo de zero. É impossível subir mais se você não descer para o negativo do mesmo grau. Na verdade, é o negativo que se transforma num positivo.

O Livro do Zohar inclui todos os níveis, todos os nossos negativos. Tudo o que pode acontecer está lá. “Aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo é ainda maior”, o que significa que ele desce mais baixo e mais profundo do que o seu amigo se ele sobe para um nível superior. O Livro do Zohar certamente pode nos ajudar a corrigir todas as nossas transgressões menores, todos nossos erros bobos, salvar-nos e levar-nos à santidade, ao amor e doação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 10/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Qualquer Um Pode Se Tornar Um “Homem De Luz”

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Beha’alotcha“, Item 88: E os sábios brilharão como o brilho do “firmamento” são os autores da Cabalá. Eles são os únicos que se esforçam neste brilho, chamado O Livro do Zohar.

Isto se refere àqueles que estão se esforçando para entrar no Livro do Zohar, e este livro é de igual valor para todas as gerações, porque foi escrito a partir do nível da correção final em comparação com todo o resto dos livros da Cabalá. Baal HaSulam também atingiu a conclusão da correção, e, portanto, foi capaz de escrever um comentário completo para O Livro do Zohar.

Portanto, O Livro do Zohar pertence a todas as gerações, e cada pessoa que está envolvida e aprende com ele torna-se um “homem de Luz”, ou seja, começa a brilhar como o brilho do firmamento. Em outras palavras, as suas características são alteradas para que a Luz Superior comece a ser irradiada por ela.

Da Convenção Mundial Zohar 05/02/14, Lição 1

E A Iluminação Principal É Deixada Na Raiz

Dr. Michael LaitmanEscritos do Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 183: Por isso se diz que ele deve aceitar os conselhos dos santos patriarcas, visto que a oração que oramos é a correção da Divindade Sagrada, para estender a abundância a ela, para satisfazer todas as suas deficiências.

Divindade são todos os nossos desejos que estão conectados a fim de se tornar algo coletivo, onde cada um perde o seu “eu” e constrói algo compartilhado.

Portanto, todos os pedidos estão na forma plural. Isto é assim porque a oração é para o todo de Israel, visto que tudo o que há na sagrada Divindade existe em todo Israel. Há uma diferença entre os termos da divindade e a comunidade de Israel. Nós mesmos construimos a comunidade; e a Divindade é o que o Criador acaba como resultado de nossos esforços.

Segue-se que quando oramos por todo Israel, oramos pela Sagrada Divindade, já que eles são a mesma coisa. Assim, antes da oração, nós devemos olhar para as deficiências na Divindade, para saber o que precisa ser corrigido e preenchido com ela. Ou seja, até que ponto nós ainda precisamos estar incluídos uns nos outros.

No entanto, todas as gerações de todo Israel estão incluídas na Sagrada Divindade. Portanto, diz-se que os Cabalistas em gerações anteriores fizerem correções para nós e nós já não precisamos nos submeter à austeridade corporal. Todos os esforços dos Cabalistas do passado estão incluídos na Divindade Sagrada, dentro de Malchut do mundo de Atzilut, e em nossos dias podemos merecer a correção da quebra geral no nível da correção final, ou seja, o nível do Messias.

Os santos patriarcas são a inclusão de todo Israel. Eles são as três raízes das 600.000 almas de Israel de todas as gerações até o final da correção. E todas as extensões e doações que todo Israel estende e recebe em todas as gerações são recebidas primeiro pelos santos patriarcas. A partir deles, a abundância atinge todo Israel naquela geração que estendeu a abundância.

Isso coincide com a estrutura do Partzuf espiritual, HBD-HGT-NHY. Os primeiros dois mil anos são os “Avot” (antepassados, patriarcas) HBD; os próximos dois mil anos são os filhos, e nós, o povo de Israel, pertencemos aos últimos dois mil anos.

É assim porque esta é a ordem espiritual, que nenhum ramo pode receber algo, exceto através de sua raiz. Isto é, a Luz passa através de todos os que nos precederam nessa hierarquia da árvore da vida, começando com Adam HaRishon (o Primeiro Homem), depois vinte gerações dele até Abraão, e depois Moisés, todos os profetas, Rashbi, o Ari, Baal HaSulam, Rabash e, finalmente, ela chega a nós. Este arranjo nunca muda porque é assim que uma pirâmide é construída e as almas tinham que aparecer uma após a outra, nessa ordem. Portanto, nós sempre recebemos a Luz por meio daqueles que nos precederam.

…A iluminação principal permanece na raiz, e apenas parte dela se estende ao ramo. O trabalho que realizamos não é grande. Mas ele age como um amplificador, recebendo o sinal mais fraco, e dentro do sistema há uma resistência muito poderosa. Isto é, nós não entramos neste sistema, apenas o influenciamos ao despertar a amplificação dentro dele.

Mas é claro que todas as intensas alterações ocorrem dentro do amplificador e o resultado é revelado no mundo do Infinito. E aqui, embaixo, nós sentimos apenas uma pequena parte da reação e todos os maravilhosos resultados são revelados dentro de nossos santos antepassados em níveis mais elevados. Porém, com o fim da correção, haverá uma integração mútua coletiva.

E aqueles que virão depois de nós receberão cada vez menos com uma resistência cada vez maior. Isso é como este sistema é construído. Mas junto com nossa pequena influência dentro do sistema, juntamente com a grande resistência, é despertado um grande estímulo. Os grandes desejos dos antepassados são preenchidos com uma Luz intensa, como resultado de nosso minúsculo trabalho abaixo. Nós não entendemos isso porque não levamos em conta a resistência intensa de todo o sistema de mundos que estão agindo como um amplificador.

Segue-se, portanto, que todas as correções que já foram corrigidas na Divindade sagrada se encontram e existem nas almas dos nossos santos patriarcas. Todos os resultados do nosso trabalho se concentram em níveis mais elevados. E se fôssemos recebê-los em nós mesmos, nós não iríamos manter a nossa posição e iríamos nos tornar arrogantes. Isso iria nos destruir. Nós recebemos precisamente aquela dose suficiente para realizar a próxima etapa correta, protegendo-a da arrogância e da destruição, da recepção egoísta. Portanto, nós recebemos pouco, mas tudo o que precisamos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/2014, Escritos do Baal HaSulam

O Livro Mais Importante Para A Humanidade

Dr. Michael LaitmanA Convenção Mundial do Zohar 2014 é dedicada ao livro mais importante e inigualável que foi dado à humanidade pelo Alto através de um grupo único de Cabalistas. Toda a realidade é o resultado da quebra dos desejos. No nosso mundo esta quebra se manifestou por meio da destruição do Primeiro e Segundo Templos.

Os dez Cabalistas que criaram O Livro do Zohar foram os sobreviventes da destruição. Por um lado, eles ainda pertenciam aos grandes tempos e elevados níveis espirituais do povo de Israel na época do Templo, ou seja, no estado espiritual. Mas, por outro lado, eles já haviam emergido da quebra e chegaram a uma revelação única entre eles graças a um trabalho absolutamente único.

Nunca na história houve um evento como este, que um grupo de dez pessoas se reuniu e alcançou uma conexão tão forte, subindo à altura dos 125 níveis de correção da quebra que existia entre elas. Portanto, por meio de sua conexão externa, ou seja, por meio do livro, elas conseguiram transmitir os níveis através dos quais haviam passado: do ódio ao amor, e depois disso um ódio ainda maior e um amor ainda maior, e assim por diante mais e mais.

Diz-se: “Quem é maior do que seu amigo tem maior egoísmo” Portanto, quanto mais alto nos elevamos, mais distantes e opostos nos sentimos em relação ao outro, mais odiosos. É assim que a nossa natureza, a inclinação ao mal, nos é revelada.

Uma pessoa normal não tem uma inclinação ao mal, ela simplesmente tem desejos. Enquanto que a inclinação ao mal se revela em pessoas que querem se conectar entre si e, nesse momento, de acordo com a sua aspiração, pressão e esforços para conectar, elas descobrem como são incapazes disso. Elas descobrem que o ego é despertado nelas o tempo todo e as afasta uma da outra.

No Livro do Zohar está escrito que os mesmos alunos do Rabi Shimon, que cada um tinha atingido uma altura extraordinária, a parte superior (GAR) do mundo de Atzilut, antes da aula, na primeira tentativa de se conectar, sentiram um ódio insuportável um em relação ao outro. Eles expressaram toda essa luta interna e antagonismos no Livro do Zohar. Eles sentiam como o fogo do ódio queimava neles, algo que indica especificamente um nível muito alto de reconhecimento da inclinação ao mal e sua correção correspondente na inclinação ao bem.

Da Convenção Mundial do Zohar 05/02/14, Lição 1

Em Parceria Comigo

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo, “Você está em Parceria Comigo”, Item 64: Quando essa palavra de sabedoria que foi inovada neste mundo se eleva, ela se conecta a essas palavras de Atik Yomin, sobe e desce com elas, e entra em dezoito mundos ocultos, que “Nem o olho viu um Deus além de Ti”. Elas saem de lá e passeiam, e vêm completas e inteiras, e se reúnem diante de Atik.

O Zohar explica como nós podemos alcançar a parceria com o Criador. Na medida em que nós controlamos o nosso desejo de receber egoísta, nós nos encontramos em parceria com o Criador nesta medida. O Criador domina toda a realidade e toda a realidade foi criada a partir de um desejo de receber. Portanto, nós também pedimos ao Criador para nos dar o controle sobre o nosso desejo de receber. E assim nós chegamos à equivalência de forma com o Criador.

O nosso desejo de receber é esse campo onde nós trabalhamos juntos: o Criador e nós. Nós agimos dentro deste campo, e dentro dele, encontramos o Criador, e lá nos tornamos Seus parceiros. Afinal de contas, nós pedimos que a força do Criador possibilite gerenciar e controlar nosso desejo de receber, assim como Ele nos controla. O Criador criou todos os mundos, e nós queremos criá-los; Ele quebrou os mundos, e nós os corrigimos.

Nós nos tornamos parceiros do Criador na medida em que estamos no controle quando nos deparamos com o ego, quando nos deparamos com o nosso desejo de receber. Nosso grau de controle sobre o desejo de receber determina o nosso grau de adesão com o Criador e nossos níveis espirituais. Toda a hierarquia de níveis é o nosso nível cada vez maior de parceria com o Criador, o nosso trabalho em conjunto.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/14, Escritos do Baal HaSulam