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Conectados Pelo Ódio

Dr. Michael LaitmanA fim de nos livrarmos de todos os nossos problemas, nós temos que estar em contato com o pensamento geral original que opera toda a natureza. Nós o implantamos pelos nossos vasos internos, pela conexão correta entre pessoas.

Hoje nós irradiamos “ondas” de má influência por nossa mente, pela força que visa o nosso desejo – verdadeiros “vírus” de controle, do uso dos outros, etc. Quando eles são transmitidos de um para outro, esses “vírus” levam a diferentes fenômenos negativos. Eu infecto outras pessoas e depois a infecção volta para mim multiplicada. No final, todo mundo sofre por um espaço coletivo poluído numa humanidade que está numa rede de ódio mútuo.

Este é o sistema em seu estado atual: ódio, rivalidade, inveja, luxúria, orgulho, dominação, e um anseio eterno de usar tudo para o meu próprio bem.

O que devemos fazer? Nós devemos procurar formas para mudar este sistema de acordo com o princípio: “Não faça ao outro o que é odioso para você”, e “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Com a ajuda do professor e do ambiente certo, você vai começar a mudar seu pensamento e transformar seus pensamentos na direção certa para o bem do mundo. Estes pensamentos começarão a se espalhar no mundo como ondas, desta vez como “vírus” benéficos.

Por que vírus? Porque eles penetram os outros sem o seu conhecimento. É como se você manipulasse os outros pela boa intenção de seus pensamentos e os transformasse para o bem e não para o mal.

Assim, você tornar o mundo mais saudável. Afinal, uma partícula da “centelha” que criou o Universo vibra em você e você se torna o seu “representante”; você a opera. Ela operou a humanidade e agora a humanidade a opera usando esta Luz, a força superior.

Pergunta: Pode o vírus benéfico romper meu escudo egoísta e me tornar um altruísta?

Resposta: Não, isso é apenas parte da ideia. Ninguém tira o seu livre arbítrio. Os pensamentos externos que são suportados por outros fatores em nossos relacionamentos, como os meios de comunicação, parentes, conhecidos, etc., não lhe forçam, mas apenas lhe ajudam a chegar a uma decisão. Eles têm um impacto positivo e, gradualmente, a partir de diferentes fontes, trazem a mensagem de que a raiz de todos os nossos problemas, seja a economia, ecologia, problemas financeiros, de saúde, divórcio, dependência de drogas, suicídio, pressão arterial elevada, diabetes, etc., reside na conexão entre as pessoas. Esta conexão está desequilibrada: todo mundo quer enganar os outros, embora devessem, de fato, manter o equilíbrio entre eles.

Você gradualmente internaliza esta mensagem e recebe um determinado golpe, por exemplo, no seu negócio, ou alguma doença, ou talvez os seus filhos se envolvam com drogas e prostituição. Há oportunidades suficientes para chegar aos nossos pontos fracos. Em geral, é impossível resolver estes problemas com dinheiro.

Então você começa a pensar na sua vida: “Como posso corrigir isso? Como posso equilibrar os problemas? Como posso suavizar a situação?”. Aos poucos você começa a perceber que a verdadeira razão para o que está acontecendo é a falta de equilíbrio geral na sociedade humana; portanto, há uma necessidade de equilibrar as coisas.

Pergunta: Suponha que você me “bombardeie” com vírus positivos. Mas eu também produzo vírus egoístas. Então, por que os seus vírus são mais fortes do que os meus?

Resposta: Porque estamos operando com a natureza. Há um plano geral, e nós o implantamos e promovemos. É fácil para nós, uma vez que operamos de acordo com o mecanismo superior. Por outro lado, você vai contra ele, contra a corrente. Então seus problemas aumentam a cada dia até que finalmente você fica totalmente “falido”.

Finalmente, se nós usarmos a terminologia deste mundo, nós temos que atingir todo o sistema, o equilíbrio entre nós e toda a natureza: inanimada, vegetal e animal. As duas forças, positiva e negativa, têm que se conectarem dentro de mim de forma plena, em equilíbrio e apoio mútuo. Elas não se anulam e não me deixam no meio; não, eu uso ambas positivamente, para doar aos outros. Este é o verdadeiro equilíbrio.

Então eu vou ser como a centelha original; vou me conectar conscientemente com o plano geral da natureza e voltar à minha raiz: à doação e amor.

Pergunta: Pode o amor nos ajudar a lidar com nossas confusões e problemas agora?

Resposta: Naturalmente, uma vez que ele contém todo o ódio nele: ele não o anula, mas o contém.

Primeiro, eu descubro o ego dentro de mim, o mal em sua forma plena, o que significa o desejo de usar os outros para o meu próprio bem. Eu quero extrair dos outros, tanto quanto possível, e isso me ajuda a entendê-los profundamente. De forma ideal, eu tenho que conhecê-los profundamente, até a última célula, a fim de extrair profissionalmente todo o “suco” deles, para usá-los ao máximo, e depois descartá-los. Isto é o que o ego aspira. Se ele não existisse eu não conseguiria contato com ninguém. O ego me ajuda a “engolir” o outro e compreender inteiramente a ele.

Agora, pelo contrário, eu quero ajudá-lo e dar-lhe presentes. Portanto, como eu posso viver sem o ego nesta doação? Na verdade, eu continuo a usar todos os vírus, mas os transformo no bem. A inclinação ao mal se torna a boa inclinação.

Hoje, a mesma coisa está acontecendo em todo o mundo, que se tornou integral graças ao ego; nós descobrimos a inseparável conexão mútua e, ao mesmo tempo, a conexão negativa que realmente destrói e nos mata. A União Europeia está dividida em pedaços, mas não pode se desintegrar. Nós estamos desesperados, mas não há para onde correr: É impossível cortar os laços. Só há uma solução: corrigir a conexão entre nós, se não conseguirmos fugir dela.

Da “Discussão sobre uma Nova Vida” 10/10/12

O Caminho Do Grupo Mundial

Pergunta: Qual é o caminho que o nosso grupo mundial está seguindo? Como podemos conectar o trabalho interno, a unidade, e o que é esperado na convenção de Novosibirsk? Como podemos ver o nosso caminho futuro?

Resposta: Nós lidamos com a unidade interna, como se não existisse um mundo externo e há apenas nós, o grupo num mundo sozinho, e nós temos que unir a tal ponto que vamos chegar ao nível que dentro desta unidade, vamos começar a sentir o mundo superior, o atributo de doação, reciprocidade, respeito, e amor.
A força superior, o estado superior, o próximo nível de nossa existência, será revelado nisso. É um movimento para dentro em direção a nossa unidade.

Há um outro movimento, um movimento para fora, para o resto da humanidade. Onde não falamos sobre a Cabalá, mas apenas sobre a unidade como uma ação necessária, a fim de trazer o mundo inteiro para um estado de equilíbrio, para se assemelhar à natureza, a lei geral de equilíbrio e harmonia geral. [Leia mais →]

O Mundo Está Na Escuridão

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Rodon.org): “A decisão dos EUA de prosseguir com a terceira rodada de flexibilização quantitativa ameaça renovar a guerra cambial, com consequências dramáticas para o resto do mundo. O mercado de câmbio está em pânico. O mercado financeiro mundial espera guerras cambiais”.

“A zona euro é o elo fraco do sistema. Dificuldades sócio-políticas foram adicionadas aos problemas econômicos dos países da UE. Os gregos deram 70% do lucro, agora, o resto da Europa vai dar; os orçamentos dos países da UE sofrerão uma perda similar”.

“A economia dos EUA está muito doente; o setor privado está doente e precisa de ajuda. O FED corta taxas de juros para aumentar a liquidez do mercado, mas o setor privado não consegue responder por que tem problemas com a balança de pagamentos”.

“O dinheiro não vai ajudar a Europa. O mundo espera uma onda sem precedentes de crise. A Alemanha terá que levantar a questão de uma reforma radical da zona do euro, que deixará de existir em sua forma atual. Tendências de crise estão crescendo; uma crise sem precedentes vai eclodir no futuro próximo. Além disso, as medidas atuais só adiam o momento de sua ocorrência”.

“O ano de 2013: Adeus Europa; 2013 será o ano da tempestade para o mundo inteiro, quando as crises econômicas e geopolíticas vão convergir num único ponto. Depois de dois meses de calmaria, a crise voltou à economia global e se manifesta na falência do 3º trimestre”.

Meu comentário: Não há uma solução. Eu tenho repetido várias vezes: unidade e educação integral para as massas. O problema está na conexão egoísta dentro da humanidade, que é oposta à natureza altruísta. Os dois sistemas opostos causam a crise quando eles se aproximam. Com o crescimento do nosso egoísmo, sua globalidade e conexões crescentes, a crise vai nos sufocar mais. Ela poderia nos levar a uma terceira guerra mundial e talvez até uma quarta, até percebermos a necessidade de mudar as nossas relações de uma conexão de ódio para uma boa conexão, até o “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Não é mais fácil começar com a autoeducação?

Vamos Dividir O Trabalho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O particular e o geral são iguais. Se eu me conecto com uma pessoa, o general é incorporado em mim. Portanto, por que eu preciso de tantos amigos?

Resposta: Diz-se: “Na multidão do povo está a glória do Rei”. Primeiro, é mais fácil para você verificar a si mesmo se está realmente conectado a alguém ou apenas atraído por ele egoisticamente. Pode ser que exista apenas uma conexão habitual entre vocês com base em atributos ou interesses comuns.

Além disso, não pense que é mais fácil se conectar com uma pessoa do que com dez pessoas, por exemplo. Pelo contrário, é muito mais fácil se conectar com 10, uma vez que você é impressionado com a grandeza da auto-anulação de cada indivíduo, da sua preocupação mútua e seu desejo de alcançar a meta juntos. Ao olhar para eles você é “arde” e queima de inveja.

Mas se houvesse uma pessoa diante de você, como você conseguiria ver suas ações em relação a você e não em relação aos outros amigos? Você é um prisioneiro de seu ego e por isso não consegue ver o efeito desejado.

Por isso, é desejável estar num grande ambiente. No geral, o mínimo de uma maioria é dois, mas ainda é uma minoria, já que é muito pouco e neste caso você terá que trabalhar muito.

Na verdade, não é uma questão de quantidade. O que importa aqui é que você anula seu ego, de modo que começa a ver tudo que é externo a você como seu. Você anula os limites e já está fora de seu corpo. É como se seus desejos fossem derramados para fora e incluíssem o mundo inteiro dentro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/12, Escritos do Rabash

Sintonia Fina Com A Freqüência Elusiva Da Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Do que depende a nossa sensibilidade para despertar, que é ativada pelo Alto?

Resposta: Nós somos constantemente despertados pelo Alto, e se vocês soubessem com o que intensidade! Mas essa manipulação é feita numa freqüência que não sentimos, como a radiação ultravioleta ou infravermelha.

A fim de sentir este comprimento de onda, eu preciso calibrar minha audição através do grupo. Caso contrário, eu não ouvirei nada. Se eu organizo corretamente o grupo, graças a isso, eu recebo a oportunidade de ouvir, de sentir a influência superior.

Tudo depende de como eu desperto e apoio os amigos, como eu os trato e me preocupo que eles recebam a revelação espiritual. Nós também precisamos ajudar no nível corporal, mas, principalmente, elevar seus ânimos, inspirá-los sobre a importância da meta e do Criador. Se eu gentilmente me preocupo que tudo será para o outro, eu mesmo sou impressionado por eles e avanço com eles.

Não há outra maneira de avançar, apenas através do “desvio”, da rota alternativa do grupo e não diretamente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Shamati # 47

Abraçando Enquanto Se Soluça Ferozmente

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada ), Artigo, “O Amor dos Amigos”: Embora a pessoa receba algum pensamento e desejo de que deva abandonar o seu amor-próprio, que chega até ela ao ouvir o que os escritores e os livros dizem, este é um poder muito pequeno, que nem sempre ilumina esta opinião para ela, de modo que ela vai ser capaz de considerá-lo ou usá-lo permanentemente…

Pergunta: O poder dos livros de Cabala é tão pequeno?

Resposta: É claro. Isso não depende dos livros, mas da própria pessoa, ou o que chamamos de “usuário”. Uma pessoa não vai conseguir sozinha, mesmo que tenha a fonte do sagrado Livro do Zohar. Nada vai ajudá-la, porque sozinha, ela não tem nenhum vaso. Seu sucesso não depende dos livros, mas em estabelecer uma atitude para com os outros.

Há duas forças ativas na natureza: o desejo de desfrutar (de receber) e o desejo de doar. O desejo de receber é a criatura e o desejo de doar é o Criador. A criatura está no desejo de receber aqui em nosso mundo. Se ela quer estar no mundo do Criador, ela tem que adquirir o desejo de doar, o que significa mudar para uma segunda natureza.

A fim de fazer isso, dois fatores devem ser ativados:

1. Conexão. Em nosso mundo uma pessoa se conecta com os outros para alcançar a sua segunda natureza.

2. A Luz que Reforma. Ela ilumina apenas em resposta aos esforços da pessoa que quer se conectar com os outros e adquirir a natureza de doação.

Além disso, nós devemos aspirar a doar ao Criador, embora no início não sejamos obrigados a ter tais intenções puras, que virão mais tarde.

Portanto, há o meio necessário em nosso mundo: o grupo, que nos permite construir uma “infra-estrutura” entre nós, os relacionamentos certos, o vaso, embora ainda imperfeito, mas que demonstra o nosso desejo de sermos corrigidos. É claro que descobrimos que não podemos e não queremos nos conectar, que somos repelidos um pelo outro. Nós revelamos a inclinação ao mal e não o sentimento de êxtase da fraternidade e alegria completa: a irmandade.  Pelo contrário, nós temos que nos conectar, clamando ferozmente em relação ao quanto nos odiamos! Abraçamo-nos embora estremeçamos com repulsa.

Isso é muito bom, uma vez que assim você descobre o vaso quebrado. Então, você vai ter motivo para chorar e pedir a ajuda da Luz que Reforma. E ela vem, porque você estuda nos livros dos Cabalistas e quer passar pelos estados que eles passaram.

Assim nós vamos do nível do amor das criaturas ao nível do amor do Criador. Rabi Akiva disse: “Ama o teu amigo como a ti mesmo, é a grande regra da Torá”. Mas este ainda não é o fim do caminho. Quando você alcança o primeiro nível do amor, você se preocupa com o temor: “Será que vou conseguir amar mais? Não vou perder o que já adquiri?”. Você tem que agir “do outro lado”. Afinal, há sempre duas linhas no trabalho espiritual e você está no meio. Então, certifique-se de que seu amor é acompanhado pelo temor. Evoque os atributos do julgamento: é impossível sem eles.

Então, quando você alcançar o temor, você vai adquirir a “linha média”: a totalidade chamada doação ou fé. Este já é o final da obra, a realização do amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12Escritos do Rabash

 

Juntando Os Estilhaços De Percepção

Dr. Michael LaitmanAtualmente, eu estou numa realidade fragmentada que é dividida em duas partes: o meu “eu” e o mundo exterior. Esta separação explica exatamente o que os Cabalistas queriam nos dizer: “Você tem uma chance de conectar estes dois elementos, internos e externos, numa única entidade. Você tem que fazê-lo; este é o programa da criação. Se você participar da reconexão deles, você vai perceber a realidade interna em que estava antes da quebra ter ocorrido”.

Os Cabalistas nos falam sobre o grupo, a disseminação e a importância de curvarmos nossas cabeças diante dos amigos. O grupo não é nada além da “externalidade” para nós, mas ele já está no nível humano (Adão). Aqueles que têm um ponto no coração, o desejo de se tornar semelhante ao Criador, pertencem a este nível. Assim, os Cabalistas nos dizem: “Na sua realidade, existem pessoas que são semelhantes a você e que também se esforçam em se unir. Elas são partes especiais selecionadas de sua alma. De uma forma ou de outra, tudo é parte de sua alma. Então, você deve usar essas partes, uma vez que elas são projetadas para ajudá-lo; elas vêm para conhecê-lo”.

A partir daí, eu começo a entender o que está escrito nos artigos que falam do grupo, da unidade, da necessidade de curvar a cabeça diante do grupo, e das relações entre amigos. Todos os itens acima descrevem a força auxiliar, que se desprende deste mundo, a que está separada de nossas outras partes que estão espalhadas por todo o Universo. Todo o Universo é apenas eu; é minha sensação atual. Mesmo as coisas que não posso sentir neste momento ainda estão comigo. Isso simplesmente significa que não ajuntei toda a gama de sensações dentro de mim, e que a minha percepção da realidade não é profunda o suficiente.

Portanto, no nível mais elevado (falante), há certas partes que realmente estão me ajudando, uma vez que abrangem a mesma aspiração que eu. Como resultado, se acontecer de eu me unir a elas, eu corrigirei todas as outras partes da minha alma.

Por onde eu começo? Eu começo com a parte mais sensível e desenvolvida, que está próxima a mim: a humanidade. Trata-se ainda da alma integrada da pessoa, que nós conduzimos à correção. Se a pessoa observa tudo por esse ângulo, se olha profundamente e percebe o que os Cabalistas escrevem, então ela começa a compreender melhor os seus textos, sua visão de mundo, e a forma como eles percebiam a realidade e todo o processo.

O principal é quebrar o “gelo” e “dissolver” a autopercepção comum e rotineira, bem como a forma como vemos o mundo. Nós devemos ter em mente que tudo o que existe é apenas o nosso “eu”, e que qualquer externalidade, na verdade, ainda está dentro de nós. Tudo é uma imagem que imaginamos num determinado ponto no tempo. No entanto, nós também recebemos a oportunidade de perceber e sentir que outra abordagem para esta questão também é possível. Em seu “Prefácio ao Livro do Zohar” (item 34), o Baal HaSulam escreve: … Mesmo que vejamos tudo como realmente estando diante de nós, cada pessoa racional sabe ao certo que tudo o que vemos é apenas dentro de nossos próprios cérebros. Assim são as almas: apesar delas verem todas as imagens no Doador, elas ainda não têm dúvida de que tudo isso é apenas em seu próprio interior, e de forma alguma no Doador.

Outra questão é qual nível de “senso comum” nós precisamos para isso? É claro que isso não é fácil e não está disponível para todos. No entanto, se conseguíssemos nos familiarizar com a opinião dos psicólogos e ‘físicos quânticos’, descobriríamos que sua compreensão da realidade é muito semelhante. Baal HaSulam respeitava muito a psicologia materialista, uma vez que ela é construída sobre o senso empírico comum: “A pessoa pode ser governada apenas pelo que vê”. Os psicólogos ainda estão parcialmente confusos com suas hipóteses, enquanto os físicos falam sobre essas coisas de forma muito séria: tudo está dentro da pessoa.

Portanto, nós temos que superar a diferença em nossa percepção. Se nos esforçarmos constantemente, não fisicamente, mas internamente, a fim de conectar essas duas partes (interna e externa), vamos extrair a Luz que Reforma e corrigir nossos vasos corrompidos. O vaso está danificado apenas dentro de nossa percepção, em nenhum outro lugar. Ela divide toda a imagem e mostra alguns dos meus vasos como estando fora, e a outra parte como dentro. Tudo isso é apenas em nossa percepção.

A fim de obter uma compreensão correta do que foi exposto, nós lemos os artigos e cartas escritas pelos Cabalistas. Se tentarmos compreendê-los a partir deste ponto de vista, eles não são o que nos parecem na abordagem psicológica comum. Eles revelam muito mais profundidade e clareza, e nós vamos sentir o que os Cabalistas tinham em mente. Porque eles vêem o mundo como uma entidade completa, unida; para eles, o mundo está concentrado no ponto de unidade que a pessoa tem que atingir. Eles não têm dúvida sobre a necessidade de se unir num grupo, nem por que a “gota de unidade” tem que ser o objetivo de todos.

Portanto, junto conosco agora, em partes selecionadas da humanidade, estão aqueles que aspiram a se unir. Se todos pensarmos nisso e desejarmos revelar a unidade, isso vai acontecer. Em princípio, bastam 10 pessoas, e nós somos muito mais.

E, novamente, a nossa unidade tem que ser construída sobre a base da igualdade. É dito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo“. A Igualdade nos permitirá formar um centro de unidade, o ponto central de Malchut.

Da Convenção de União no Norte 20/09/12, Lição 2

A Prática Do Amor

Dr. Michael LaitmanEstabelecer as corretas relações mútuas no grupo é a coisa mais importante que precisamos implantar, uma vez que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria muito prática. Nós podemos usar outras sabedorias, mesmo sem compreendê-las. Por exemplo, eu me sento no carro e me é mostrado o que está ao meu redor, que botões apertar e sair. Isto é o que realmente acontece em tudo o que fazemos. Basta conhecer algumas coisas a fim de utilizar diferentes desenvolvimentos científicos. Às vezes, tudo que precisamos é de um pouco de conhecimento básico: por exemplo, entrar e se sentar no trem ou no ônibus irá levá-lo para o seu destino, embora você não tenha ideia de como isso é feito. Eu vou de um lugar para outro, como, bebo e participo de diferentes eventos sem conhecer a base técnica das coisas, assim como um bebê recém-nascido que é levado nos braços dos adultos ou empurrado num carrinho.

Na espiritualidade, no entanto, é diferente. Lá, eu só posso usar certas coisas se as conheço e compreendo. Eu não tenho controle sobre as coisas que ainda não alcancei ou descobri. Eu não posso simplesmente me sentar em algum “transporte espiritual” e ir para algum lugar. Não, eu tenho que saber quem eu sou, o que significa este “transporte”, como ele se move, como operá-lo, de onde para onde eu devo subir nele, como se parece o lugar onde comecei e qual é a natureza do meu destino final, etc. Eu tenho que saber o que está acontecendo, para estar no controle da situação e não apenas “pressionar os botões”. Só se eu realmente puder implantar isso de forma total, tendo dominado tudo, eu posso realizar um determinado ato espiritual. Caso contrário, eu simplesmente não existo no mundo espiritual.

Portanto, nós temos que imediatamente nos perguntar: que meio nos permite descobrir, conhecer e compreender a realidade espiritual e aprender a controlá-la? Os Cabalistas  explicam que tudo em nosso mundo está preparado para isso. Está totalmente pronto apenas para esta missão, para que a partir daqui eu aprenda a trabalhar com o mundo espiritual, viva nele, e o controle plenamente.

A partir deste mundo eu aprendo sobre o mundo superior. Aqui, a ferramenta principal é praticar o amor. Nós podemos chamá-la de prática da conexão, concessão, mas no geral trata-se do amor.

Por quê? Porque é disso que se trata. Agora eu amo a mim mesmo, o meu desejo de receber. Eu desfruto ao preencher e satisfazê-lo. É assim que o Criador me fez, Ele conectou a satisfação com o prazer. O “amor ao próximo” significa que eu não absorvo o prazer, mas sim o sinto Nele e com isso desfruto. É assim que uma mãe também desfruta de cada colherada que consegue colocar na boca de seu bebê…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash

Familiaridade Com A Inclinação Ao Mal

Dr. Michael LaitmanTudo o que vemos nesta realidade é o desejo de receber. Ele foi criado em sua forma original e podemos senti-lo. Nós, de fato, somos um desejo de receber.

No entanto, além de sermos um desejo de receber, também temos uma capacidade de pensar, nossa inteligência nos permite verificar se estamos dentro do desejo, se sentimos o desejo. Os animais não são capazes de dizer tais coisas. É um privilégio exclusivo do ser humano.

É aqui que reside a diferença. Com a ajuda da minha mente, eu posso me separar dos meus desejos, analisar e medi-los, e até mesmo olhar para eles de fora. Portanto, eu recebi a chance de ser um “psicólogo” para os outros e para mim mesmo.

Há vida dentro dos meus desejos, e há uma capacidade de analisar esta vida. O que eu sinto dentro de um desejo particular? O que está dentro dos outros desejos que eu tenho? Como eu faço a transição de um desejo para outro? O que eu faço com eles?

À medida que eu vivo dentro do meu desejo, eu posso controlar a minha vida com a ajuda do meu intelecto, memória e capacidade de análise. No entanto, será que eu tenho uma chance de mudar algo na minha vida? Não, só posso “fluir”, juntamente com os desejos.

Isso é o que nós fazemos neste mundo, embora pensemos que somos nós que agimos e fazemos mudanças, escolhendo o “bem” e evitando o “mal” ao usar o nosso cérebro. Na verdade, nós somos incapazes de fazer qualquer coisa com a nossa natureza ou com os nossos desejos.

Há uma interconexão geral entre os desejos chamada de “humanidade”. Por outro lado, há uma unidade entre os pontos no coração (um sistema dos mundos superiores, Malchut do mundo de Atzilut, Shechiná).

Esta unidade representa algo de uma natureza completamente diferente. Se eu receber o seu brilho (um ponto no coração), eu sou capaz de construir outro tipo de atitude para com os meus desejos.

O sistema de interconexão entre as pessoas neste mundo é destinado somente a trazer dificuldades e problemas para elas. Como resultado, as pessoas avançam continuamente. Elas desejam poder mudar o sistema e alcançar mais sucesso na economia, segurança, condições de vida, saúde e assim por diante. A cada vez, ao subir um degrau a mais, as pessoas atingem um resultado oposto. Elas descobrem que a sua situação atual traz mais danos do que benefícios.

Por outro lado, as pessoas que revelam a unidade entre os pontos no coração podem entrar num novo sistema, um sistema de mundos e conexões quebradas. Aqui, separação e animosidade (isto é, a inclinação ao mal) se manifestam de forma plena.

Desejos e relações entre as pessoas neste reino não são parte da inclinação ao mal. Eles ainda estão no estágio “animal” de desenvolvimento. A inclinação ao mal é algo que nos impede a revelação do Criador, a propriedade de doação e amor.

Assim, as pessoas que revelam a força que confronta a unidade dos pontos no coração (amigos no grupo) começam a revelar a inclinação ao mal. Ela se revela apenas entre amigos conforme sua intenção de melhorar a sua conexão. Já é uma revelação da força espiritual, a primeira realização espiritual.

Ao reforçar sua unidade, os amigos do grupo começam a perceber que sabem o que é a inclinação ao mal. Ela nos obriga a necessitar a força de correção que está dentro de nós e para a qual devemos nos referir.

Todos juntos, nós devemos dirigir nossas orações e pedidos ao centro da nossa unidade, ao centro do grupo. Então, devido à “Oração Coletiva”, nós vamos receber a força, e ela vai corrigir a conexão entre nós. É assim que o nosso progresso está sendo implantado.

A força do mal que se apresenta entre nós é o Faraó, rei do Egito. Dependendo das especificidades de nossa percepção, é também chamado de Bilam, Balak, Aman, e assim por diante. De qualquer forma, a nossa única tarefa é unir. Diz-se que o mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, é a grande regra da Torá.

A unidade é a única solução que nos permite percorrer os vários tipos de conexões e alcançar sua maior e mais perfeita regra, para atingir o nível de amor. Como podemos amar os outros? É “como a nós mesmos”.

Este critério permite monitorar constantemente a nós mesmos. Será que eu me esforço para sair de mim mesmo? Os Cabalistas  explicam que “como a ti mesmo” significa mais do que a ti mesmo. Eu, naturalmente me coloco acima de todos os outros. Agora, eu tenho que favorecer e elevar os outros acima de mim. É assim que eu cresço.

Em geral, tudo está sendo revelado de acordo com o princípio: “O que você odeia, não faça a seu amigo”, e, em seguida, a transição para “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Esta é toda a Torá. Portanto, isso explica por que devemos trabalhar em grupo, estudar, e fazer tudo o que fazemos para o bem da unidade. Caso contrário, não vamos avançar. Esta é a sabedoria da Cabalá .

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/09/12, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Como Abordar a Luz

Pergunta: Será que devemos decidir o que queremos ao ler O Zohar, ou devemos tentar descobrir o que realmente queremos?

Resposta: A pessoa pede uma coisa e pensa outra coisa e quer outra coisa. A Luz que está focada em vasos evoca algo totalmente diferente nela, que é diferente de seus pensamentos, de sua pergunta, e de seu desejo.

Tudo o que é exigido de nós é apenas o despertar. Se podemos despertar a nós mesmos corretamente, então tudo vai funcionar como deveria.

O despertar direito se resume a uma coisa – que eu tentei  estar com todos, o que significa estar em um vaso, no meu verdadeiro desejo – agora – ao ler uma passagem do Livro do Zohar, não em mim, mas no meu desejo – e só de lá para pensar e pedir, mas para ser incorporado na minha parte externa do vaso, e não sentir qualquer necessidade para isso ou qualquer gosto nele, e pedir para a conexão com os amigos por se elevar acima da minha necessidade e meu gosto? Eu fiz isso? Se eu fizesse, então meus esforços estariam corretos e eu começaria a receber diferentes resultados espirituais positivos e negativos. [Leia mais →]