Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

A Escolha Entre O Cálculo Do Burro E O Cálculo Do Homem

Precisamos aceitar todos os eventos pacientemente e vê-los de duas maneiras, ao longo de duas linhas, do ponto de vista do julgamento e da misericórdia, de modo a distinguir precisamente entre o que influencia a meu “burro” (minha substância egoísta) e o que podem influenciar o humano em mim. Então vou sentir uma divisão dentro de mim e na medida em que é possível, vou aderir ao humano em mim.

Se de repente eu descobrir que eu fui na parte do burro por algum tempo, eu preciso ficar agradecido por isso em vez de ficar triste com isso. Afinal, é o Criador, que organizou isso sem se perceber, eu fiquei vestido no meu “burro” para que eu novamente inclua os desejos do burro e descubra que eu novamente voltei para os cálculos do burro. De lá, devo subir para o cálculo humano e esforçar me mais e mais para me agarrar a isso com a ajuda do grupo.

Se eu me esquecer sobre o grupo e não tiver para onde levar seu material, seus pensamentos em ordem para anexar e desenvolver a parte humana em mim, o Criador joga me no meu burro novamente. Assim, aos poucos vou construir o humano em mim com a ajuda de duas fontes: o grupo e o burro.

Quando de repente nos encontramos abaixo, dentro da nossa vontade de receber, e, novamente fazemos cálculos materiais pragmáticas, como se não houvesse Criador e um propósito mais elevado, e nenhum caminho espiritual, e apenas a nossa vida ordinária, que não precisamos de arrependermo-nos. Deve-se lamentar apenas um pouco que o Criador jogou-o em um “lugar de sujeira,” no ego fedorento, e o mais importante é tirar conclusões, de afastar essa descida e começar a comparar os estados para compreende-los e senti-los melhor .

Desta forma, estes termos entram mais profundamente na mente e nos sentimentos de uma pessoa que faz um esforço para analisá-los dentro de si. Assim, ela constrói um sistema de controle para si e para os seus estados, e assim ela avança.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 03/04/13 , TES

Tome-Me Como Um Exemplo

Pergunta: Como posso me tornar um exemplo para o grupo?

Resposta: Você simplesmente tem que sê-lo. Vamos dizer que a partir de hoje, eu me torno um exemplo para o grupo. Eu sorrio para todos, amo, ajudo, lembro-lhes sobre a importância da meta, e faço o que está escrito nos artigos de Rabash sobre o grupo. Isto é tudo.

Da Lição 5, Convenção Europeia 22/03/13

Começando A Trabalhar Com A Luz

Starting To Work With The LightQuando a descida acaba, você começa a perceber que seria melhor controlá-la e pedir um Masach (tela) que lhe permitisse transcender tal estado. Então, apesar da repulsa interior, você seria capaz de aspirar aos amigos e ainda sentir amor e conexão. Você entende que este é o melhor caminho.

A primeira vez que isso acontece, você não consegue tomar nenhuma decisão durante o estado de descida. Você só sente como a escuridão total cai sobre você, soterrando-o. Então, você examina a si mesmo e pensa que poderia ser bom aprender a controlar de alguma forma esses estados. Na próxima vez a escuridão vier, você tenta de alguma forma resistir a ela e pede ajuda.

Você realmente não tem sucesso, mas quando a escuridão desaparece, você examine a si mesmo de novo e pensa com o que se armar para a próxima rodada de escuridão, de modo a pedir uma tela. Assim, cada vez você fica mais sábio, já que “não há mais sábio do que o experiente”. No final, você chega a um estado onde começa a exigir uma tela: você começa a trabalhar com a Luz.

Este é o momento mais importante do nosso trabalho: ser capaz de ver o Criador como o seu parceiro e realmente começar a trabalhar com Ele, como ele diz: “Eu sou pelo meu amado e meu amado é por mim”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/03/13

Contrações Que Antecedem O Nascimento De Um Novo Mundo

Contractions That Precede The Birth Of A New WorldPergunta: Nós alcançamos o ponto mais baixo do Criador?

Resposta: Nós estamos prestes a sentir o Criador. Nós podemos dizer isso observando o que está acontecendo no mundo e dentro de nós mesmos. Nós nos esforçamos o suficiente, realizamos um grande número de Convenções, incluindo as do deserto. Nós esperamos que esta Convenção atual, a Páscoa na próxima em Israel, bem como os nossos esforços que são direcionados à unidade e conexão mútua sejam a última tentativa e vamos atingir revelação.

Nós não sabemos quando isso vai acontecer. Isso sempre acontece de forma inesperada. É descrito nas fontes originais. De um modo geral, nós estamos de pé na porta da revelação espiritual. Como regra geral, esta sempre emerge da escuridão. A transição para a próxima etapa ocorre sempre semelhante ao êxodo do Egito, no meio da noite, ou ao nascimento de uma criança que vem ao mundo a partir do nada, da escuridão.

Vamos esperar alcançar a revelação aqui e agora. Nós temos que ficar alertas, esperar e desejar que isso aconteça conosco a cada minuto de nossas vidas. Mesmo se isso não acontecer imediatamente, o meu entendimento pessoal e a minha experiência ainda me dizem que isso vai definitivamente acontecer.

De maneira nenhuma eu posso assinalar ou prometer que isso vai acontecer, já que tudo que ocorre conosco depende do mundo inteiro. É por isso que nem eu, nem o maior Cabalista do mundo, somos capazes de prever como e quando isso vai acontecer. Nós somos pioneiros. Os Cabalistas do passado eram individualistas; eles revelaram a espiritualidade entre si, em pequenos grupos, como os discípulos do Rabi Shimon, os estudantes do ARI, Ramchal e o Baal HaSulam.

Agora, é a nossa vez de mudar para o próximo nível. Eu não posso prever com precisão a data exata ou quaisquer condições específicas que vão nos trazer a revelação. No entanto, nós estamos na porta, na véspera de entrar no reino espiritual. Nove meses de desenvolvimento intrauterino se acabaram e o trabalho já começou. Este é o estado em que estamos neste momento. Ele pode durar por um tempo, da mesma forma como uma criança se desloca ligeiramente para trás e para frente, e a mãe sente esse movimento como contrações do nascimento. Nós já estamos nesta fase.

Pergunta: Este é o ponto mais baixo do Criador em relação à humanidade?

Resposta: É o ponto mais distante e, ao mesmo tempo, o mais próximo. Afinal, deve haver uma diferença de potenciais.

Por um lado, “as contrações do nascimento”, uma enorme tensão e tremendos esforços, são inevitáveis. Alguém pode perguntar: o que está acontecendo? Mas nós sabemos do dia a dia que é assim que as crianças nascem. Tudo vai acabar bem.

Pergunta: Como é que vamos sentir a vida deste ponto: individualmente dentro de cada um de nós ou no grupo?

Resposta: Não é mais um ponto. Nós vamos nascer quando nos conectarmos. A conexão entre nós será uma construção constituída por 10 partes, 10 Sefirot: a primeira imagem de um bebê que vai nascer. Esta construção de dez partes tem de ter certa estrutura: uma tensão interna e uma enorme força que conecta todos os desejos antagonistas, egoístas. A união dos opostos cria uma “tensão” onde a Luz superior se torna revelada.

É uma lei da física: a tensão molecular superficial, nada mais que isso! Nós observamos as mesmas coisas em tudo ao nosso redor: na natureza, nas tecnologias. Quaisquer fenômenos naturais são construídos a partir de opostos.

Da Convenção Europeia 22/03/13, Lição 1

O Mundo Tornou-se A Arca De Noé

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que maneira cada um de nós pode se esforçar no Kli comum? O que precisamos fazer?

Resposta: Cada um simplesmente tem que pensar no que desejaria que acontecesse consigo, com o grupo e o mundo inteiro: homens, mulheres, crianças, velhos, todos os povos, toda a humanidade. Hoje, nós estamos todos no mesmo barco, a verdadeira Arca de Noé.

Diz-se sobre a arca de Noé que todos foram arrumados nela e ninguém comeu ninguém, mas todos viveram em paz. Pois esta Arca é a característica de Bina, que abrange e possui tudo dentro de si. Portanto, eles foram salvos do dilúvio, do grande ego, que entrou em erupção fora das paredes da arca e apareceu em todas as suas formas terríveis: erupções vulcânicas, furacões, tsunamis, nevascas e fogo ardente.

A Arca protegeu todos os que se encontravam nela, porque eles queriam salvá-la. Quanto mais protegemos a arca, mais a arca vai nos proteger. Pois a arca é a característica de Bina. Entrar na característica de Bina é como entrar num útero, numa arca que irá protegê-lo de todas as influências externas ruins e prejudiciais; nada pode prejudicá-lo mais.

Isso é especificamente o que precisa ser explicado ao mundo — que todos os problemas da humanidade são derivados do seu ego feroz. Mas se nós todos construirmos uma arca para nós mesmos e não nos comermos, se todos nós habitarmos juntos dentro dela, em nosso pequeno mundo fechado; se fizermos uma arca a partir do nosso pequeno mundo fechado, então seremos salvos. Caso contrário, o que aconteceu com todos aqueles que permaneceram fora das paredes da Arca de Noé acontecerá conosco, todos nós afundaremos nas águas do dilúvio.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/03/13, Escritos do Baal HaSulam

Nosso Assassino Número Um É A Nossa Preguiça

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, artigo 35, “Sobre a Vitalidade de Kedusha“: Assim, é uma correção que cada vez que a pessoa estende algo e tem uma descida, ela deve começar de novo, isto é, ter novos escrutínios. E o que ela tinha do passado caiu em Sitra Achra e ela mantém isso em sua autoridade como um depósito. Depois, a pessoa recebe tudo o que tinha recebido dele todo este tempo.

Assim, podemos ver que tudo o que acontece é em nosso favor. Graças aos desejos que o Criador quebrou e lançou no mar das forças impuras (Sitra Achra), ao outro lado, no desejo egoísta de desfrutar, nós temos a chance de avançar à Santidade, no sentido dos desejos de doar. Esses desejos de receber nos obrigam a atrair mais Luz.

Neste momento, nós atraimos um pouco de Luz, e os desejos de Sitra Achra imediatamente a engolem. Isto acontece repetidamente até que a medida esteja cheia. Então, o ego “vomita” tudo que engoliu e podemos recuperar toda a Luz que conseguimos atrair por um instante, mas fomos incapazes de manter. Assim, Sitra Achra ajuda a pessoa a acumular seu esforço, recolher todas as diminutas Luzes e, em seguida, devolver isso como uma medida completa que lhe permite atingir o nível espiritual.

É por isso que nós criamos os “animais sagrados” a partir das descidas, dos estados que geralmente não queremos, nem gostamos. Mas nós temos que compreender como devemos ser gratos por todos os mecanismos do sistema da Providência superior e especialmente pelo sistema das forças de impureza, que nos governa durante todo o período de preparação, até que nós entramos na autoridade da Santidade, do desejo de doar.

Enquanto a força de impureza nos domina, ela cumpre seu papel com extrema dedicação, que é ainda maior do que a dedicação do sistema de Santidade. Afinal, Sitra Achra deve trabalhar da maneira oposta ao Criador, de forma oposta a Ele. É um “anjo” especial, um sistema único, que segue o comando do Criador, Seu desejo, e executa ações que são opostas à Santidade, conforme o decreto de Cima.

Uma história semelhante é contada numa das cartas do Baal HaSulam: um rei nomeia diferentes vilões para reinar sobre seu súdito que ele decidiu elevar ao posto de primeiro ministro. Para isso, o rei envia seus servos vestidos como criminosos e assassinos, e graças à luta com eles, o escravo fiel cresce cada vez mais.

Todos os “vilões” que tiveram que lutar com ele estão cumprindo o seu trabalho com todas as vicissitudes e crueldade, e com esperteza criativa, só porque é a ordem do rei e não porque seja sua própria vontade. A força de impureza, nossos sistemas internos que parecem tão horrível para nós, funciona da mesma maneira.

Todos os crimes que acontecem no mundo, os assassinatos e quedas, parecem contradizer a vontade do Criador e temos de odiá-las. No entanto, nós devemos entender que não há nenhum mal — não há criminosos no palácio do Rei, e é tudo Seus sistemas que operam a partir de duas direções: o lado bom e o lado ruim. Nós só deveríamos odiar nossa própria preguiça, devido a qual não podemos realizar o nosso livre-arbítrio na escolha do nosso ambiente: o grupo, o único lugar onde somos livres.

Nós não devemos nos queixar de qualquer evento em nossa vida, exceto um: nossa incapacidade em nos apressar na hora certa, em usar o ambiente, e com a sua ajuda, avançar e apressar (santificar) o tempo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 29/03/13

A Direção Do Pensamento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Às vezes, quando estamos trabalhando no grupo, o Criador nos dá uma subida, estados avançados. Como podemos usá-los para avançar os 99% da humanidade?

Resposta: Nós temos que pensar nisso constantemente, porque tudo é resolvido em pensamentos. Nossos pensamentos são as maiores forças do mundo. Se o pensamento está no caminho certo, ele entra no vetor, em conexão com a Luz, e isso é algo que pode mudar o mundo.

A Luz Circundante nos afeta, e pelo nosso vetor nós o fazemos dirigido à Luz. Se acendermos uma lanterna ou um refletor, ambos brilham diretamente. Imagine que podemos fazer o mesmo com nossos pensamentos.

Se você pensar em alguém estando no estado correto, em bons pensamentos, você verá como você vai curar, corrigir, melhorar com isso. Tudo será bem sucedido.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 5

Entre O Positivo E O Negativo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há duas forças na criação: positiva e negativa, o desejo de doar e o desejo de receber, a força masculina e a força feminina. Talvez a conexão entre as forças masculina e feminina esteja faltando para se descobrir a força única chamada “Uno”. Se isso for verdade, como podemos nos conectar?

Resposta: Somente através da inclusão do Criador. Não há outra maneira! Só Ele pode criar harmonia entre o positivo e o negativo. Diz-se “um homem e uma mulher, a Shechiná (Divindade) entre eles”. Um homem e uma mulher, positivo e negativo, estas duas forças opostas nunca serão capazes de se conectar sem a revelação do Criador.

Na natureza sempre deve haver uma resistência entre o positivo e o negativo, onde a energia mútua entre eles se torna proeminente, e é o Criador que desempenha esse papel. Primeiro Ele se revela na forma do ego, a resistência entre o positivo e o negativo, depois Ele conecta tudo num único sistema, e depois, no topo desta resistência, sua revelação torna-se revelada e começamos a senti-Lo.

Nós não podemos realmente senti-Lo. Ele é sentido em nossos desejos, em nossos vasos, na resistência que criamos entre o positivo e o negativo.

Suponha-se que esta é a nossa resistência, positivo ou negativo, o nosso ego (Ego). Se existe uma “corrente” que flui através dela, o que significa que estamos nos conectando apesar do ego, então no topo do resistor (R) nós começamos a revelar o Criador.

O Criador é o oposto do nosso ego, uma vez que Ele criou a escuridão a partir da Luz. Portanto, é em cima deste “instrumento” que descobrimos o Criador. Este “instrumento” é o nosso Masach (tela).

Da  Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 3

“Treze Anos” Entre As Klipot Imundas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, p. 29: Porque, se nós não tivéssemos este desejo de receber danificado dentro de nós, não poderíamos corrigi-lo, pois ninguém pode corrigir algo que não está nele. Portanto, essa quantidade de desejo de receber que está incorporada no corpo desde o seu nascimento no ar do mundo não é o suficiente. Pelo contrário, é ainda mais obrigado a ser um veículo das Klipot (Cascas) imundas por não menos de 13 anos.

Segue-se que mesmo se eu possuir um grande desejo de receber, isso ainda não é o suficiente. Desde o início o Criador nos diz: “Vinde ao Faraó, porque Eu endureci o seu coração”. Ele vai inundá-lo com golpes, de modo que você vai querer fugir dele. É impossível me tirar da inclinação ao mal, até que ela alcance um nível em que já não posso suportá-la. Mas primeiro é necessário se tornar completamente consciente desse mal.

Em nosso mundo, nós educamos as crianças para ter cuidado, “Não vá lá, não faça isso…”. Mas, no mundo espiritual, não há nada parecido. Lá é o oposto; eles me mandam para “criminosos” e “ladrões”, “alcoólatras” e “drogados”, para os braços de Hamã, Balaão, Balaque, Esaú, e assim por diante. Caso contrário, como posso corrigir essas características? Na verdade, estas são partes não corrigidas da minha alma. Portanto, eu preciso possuí-las, senti-las como minhas, reconhecer o mal escondido dentro delas, e ser libertado delas, subir acima delas.

Pergunta: Será que eu devo ser mal para avançar espiritualmente?

Resposta: Como devo responder-lhe? Sim. É possível corrigir somente o que está dentro de você. Apesar de tudo, isto não quer dizer que eu devo me tornar mal. Uma coisa é eu querer matar alguém, como um terrorista. Outra coisa é eu querer amar, e ao mesmo tempo, descubro dentro de mim um desejo de matar. Estas duas abordagens são totalmente diferentes. E a diferença aqui é que eu descubro o mal em oposição a isso, eu percebo em mim mesmo que sou mal, mas eu não mato alguém que parece mal para mim.

“Treze anos” entre as Klipot imundas não é um tempo de acordo com o calendário; pelo contrário, é um nível, e o estágio é muito alto. Eu aspiro amar, doar, portanto eu descubro a minha inclinação ao mal. Esta é a condição; caso contrário, eu não avançaria no meu caminho espiritual em direção à correção, ao Criador.

Eu quero estar perto Dele, abraçá-Lo, beijá-Lo, dar-Lhe prazer de acordo com o princípio: “Não faça a seu amigo o que é odioso para você”, e “Ame o outro como a si mesmo”. Da mesma forma, por 13 anos, eu descubro o oposto da doação dentro de mim. Em outras palavras, eu descubro dentro de mim características, desejos e inclinações, que eu nem sabia que existiam, porque eles são espirituais e provêm dos quatro mundos impuros de ABYA. Eles residem acima da compreensão “bestial” do nosso mundo, e, portanto, esta já é uma subida.

Aqui, o princípio, “Um contra o outro”, age. Aspirando ao bem, eu descubro o mal, repetidamente. Assim ocorre por algum tempo!

Se eu não mantenho a posição e paro, tudo desaparece. E se eu não quiser parar, então eu me volto ao grupo, aos estudos, ao Criador, recorrendo a todos os meios que irão me ajudar a me manter no caminho, para incliná-lo favoravelmente.

Então, somente as coisas “maliciosas” e “erradas” são descobertas em mim, os defeitos que pareciam não existir até agora. Eu nunca havia sentido o que eram os 613 desejos quebrados e agora eles são aparentes. Se eu não tivesse avançado, eu teria ficado num nível que, no sentido espiritual, não é nem bom nem mau. Por outro lado, se a pessoa avança corretamente, ela se torna pior.

Mas ela trabalha em si mesma, ela entende o que está acontecendo consigo; ela se encontra numa luta interior, ajuda os outros, e eles a ajudam. É como se ela “esmagasse” o seu ego com uma pedra, o mastigasse e triturasse, de modo que seja possível “engolir”, “digeri-lo”. Durante estes tempos difíceis nós temos que ajudar e apoiar uns aos outros.

Imaginem um show de carros, aonde vocês vêm os brilhos e lampejos dos carros novos, todos brilhantes, limpos e belos: um verdadeiro prazer. E agora olhem para uma oficina de automóveis: o mau cheiro, o lixo, a bagunça… Tudo depende do que e onde eles vendem para você.

Assim, nesta fase, nós fazemos a maior parte do “trabalho sujo”. Para corrigir o Humano em mim: O que pode ser pior? Por outro lado, o que pode ser maior?

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar“

Um Mundo Tecido Com Ondas De Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O mundo nos é retratado agora através de nossos sentidos. Mas à medida que avançamos espiritualmente, ele gradualmente se dissolve. Como isso acontece?

Resposta: É muito simples. Até hoje muitos artigos científicos foram escritos sobre o assunto.

Nós sentimos tudo dentro de nós. A Luz superior constrói esses sentimentos em nós. As ondas físicas ou espirituais (não faz diferença como elas são chamadas, uma vez que todas têm a mesma natureza) executam determinadas ações sobre nós, e nós as sentimos. Segue-se que tudo o que sentimos depende dos nossos Kelim (vasos), nossos sentidos.

Se nossos sentidos estão no nível mais inferior, neles nós sentimos diferentes faixas, objetos e eventos, que chamamos de nosso mundo. Mas se os sentidos forem expandidos, em vez destes volumes nós começamos a sentir faixas adicionais que englobam as atuais. Em última análise, tudo se dissolve, tudo desaparece nas ondas.

Baal HaSulam apresenta um exemplo muito simples. Se esfriarmos a água, ela se transforma em gelo, o que equivale a dizer que a partir de um estado líquido ela passa para um estado sólido. Se aquecermos a água, ela evapora, se transforma em vapor, numa névoa. Mas esta é a mesma entidade que estava antes no estado líquido ou sólido e que agora se transforma em estado gasoso. Ou seja, tudo muda em relação a nós.

Se tivéssemos outros sentidos, poderíamos, por exemplo, sentir o ar como se fosse concreto, como um obstáculo intransponível. Segue-se que são os nossos sentidos que retratam o mundo como ele é para nós.

Leia o que os cientistas têm escrito sobre a percepção da realidade. Depois de Einstein veio Everett e outros grandes físicos que escreveram que tudo é percebido em relação ao observador, e isso foi provado experimentalmente.

Portanto, se nossos sentidos mudam, até mesmo a matéria torna-se diferente. É apenas uma onda de luz. Enquanto que nós precisamos estar envolvidos com a aspiração ao Criador, a esta força, já que a sua descoberta é que realiza todas as mudanças em nós.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/03/13, Lição 3