Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Sabedoria Coletiva

Dr. Michael LaitmanComo resultado da conexão de pessoas durante um workshop ou mesa redonda, a mente coletiva é criada. Tal fenômeno como a “sabedoria das multidões” (ou das massas) é conhecido. Se as pessoas se unem, uma força adicional surge e algo novo que excede suas capacidades nasce entre elas. Cada uma possui uma inteligência e capacidades medíocres e comete erros respondendo a perguntas. No entanto, quando estão discutindo tudo isso junto, ouvindo as opiniões das outras e complementando-se mutuamente, a resposta média será correta ou muito próxima do correto.

Cada uma delas comete um erro numa direção diferente, e, portanto, na média, a resposta está correta. No entanto, não se trata apenas da lei estatística dos grandes números, mas do aspecto emocional. Quando as pessoas se unem e querem resolver um problema juntas, elas recebem um sentido especial. Não é apenas a resposta média. Uma vez que elas tentaram encontrar uma solução em conjunto, um suplemento especial emerge.

Nós simplesmente não pedimos uma resposta para todas individualmente como num levantamento estatístico, mas as aproximamos e queremos alcançar um resultado comum. Então, elas não cometem erros. Esta é a consequência da conexão, e não apenas uma resposta resultante da média quando um erro compensa o outro.

Quando as pessoas se conectam, uma força adicional especial emerge que nos impulsiona para o próximo nível. Todos nós estamos no último degrau; dez no grau inferior é igual a um no grau mais elevado, do mesmo modo como todo o nível inanimado é igual a uma planta, e todas as plantas a um animal, e todos os animais a um ser humano pelo seu poder e essência.

Não é uma equação simples. A força do Criador deve ser adicionada a ela porque ela é necessária para nos transformar do nível inanimado, onde todos os elementos inanimados estão juntos, para o nível vegetal para se tornar uma planta. No entanto, nós devemos saber que essa força está sempre à nossa disposição. A Luz Superior sempre brilha. Quando nos conectarmos, a Luz Superior começará a agir em nós de forma imediata e automática, e nos elevará para o próximo grau.

Portanto, diz-se que todo o nível inanimado é equivalente a uma planta. A Luz Superior é automaticamente incluída na fórmula. Nós aparentemente sabemos a priori que a Luz Superior agirá e os elevará.

A resposta comum não é obtida como a média de todas as respostas. Através da realização de um workshop e formando um círculo, nós devemos chegar a uma decisão comum, uma definição que vai estar no centro do círculo. Nós não precisamos de dez opiniões separadas. Isso não vai produzir nada. Só vai complicar as coisas como mero filosofar: um deles disse isso e outro disse aquilo. Isso é análise. No entanto, nós precisamos de síntese, o fator geral pertencente ao grau superior!

Nós ainda não sabemos como usar os workshops corretamente. O workshop é um vaso espiritual, uma ferramenta para alcançar o fim da correção. Como resultado, nós temos que subir para o nível da reunião do grupo do Rabi Shimon. Nós apenas o chamamos com tal palavra mundana, “workshop”, mas isso implica uma conexão espiritual real. Os workshops devem ser alterados. Nós vamos trabalhar nisso. Isso não pode simplesmente ser ensinado. Esta habilidade vem gradualmente, e a pressão de fora ajuda nisso.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 10/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Mais Uma Colherada!

Dr. Michael LaitmanO Criador quer que as criaturas entendam e O alcancem corretamente. Ele escolheu a linguagem do “prazer” ou do “sofrimento”, às quais nós respondemos. O Criador criou o desejo de receber para que sintamos essa linguagem.

O Criador “pica” a criatura, e ela reclama: “Ai!” Ele derrama uma gota de caldo doce nela e a criatura é impressionada: “Ah!” E assim toda a nossa vida passa entre o “ai” e o “ah”. Ele fala conosco usando esta linguagem: uma gota de doçura, uma gota de amargura, e diferentes combinações das duas levam a infinitas nuances e várias tonalidades.

Assim, o Criador desenvolve o desejo a partir de um desejo primitivo até um desejo mais sofisticado e versátil, alimentando-o gradualmente: uma colherada de doçura e uma colherada que é um pouco mais amarga, de modo que a pessoa prova todos os sabores diferentes.

Esta variedade (TANTA) nasce em meu desejo de receber, de acordo com a maneira que eu começo a responder e sentir a doação do Criador. Ele constantemente me influencia, seja por prazeres ou deficiências, por amargura ou doçura.

Eu não sei por que o Criador escolheu essa linguagem agridoce para se comunicar com Sua criatura. Eu só sei que se eu perceber toda essa amargura e doçura, se eu as sentir em todo o meu desejo de receber, então vou aprender a compreender o Criador. Eu vou ser capaz de compreender não a verdadeira amargura e doçura e como elas são sentidas em meu desejo, mas vou descobri-Lo, aquele que escolheu esta linguagem para se comunicar comigo.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/13, O Estudo das Dez Sefirot

Afastar-se Do Mal

…quando a pessoa está acostumada à falsidade e o engano, é impossível andar por outro caminho, e isso também a força a prosseguir com a mentira e o engano quando está sozinha.

Acontece que a pessoa deve enganar a si mesma e não pode dizer para si mesma a verdade em tudo, porque ela não encontra nenhuma preferência especial à verdade.

Nós podemos dizer que aquele que pensa que está enganando seu amigo, está realmente enganando o Criador, pois além do corpo do homem há apenas o Criador.

Nós estamos continuamente presente na natureza do Criador e lidamos permanentemente com Suas forças, apesar de não lembrarmos disso, nem nos darmos conta completamente deste fato. Os sistemas da natureza reagem ao nosso engano e, como consequência, nós recebemos um feedback negativo.

…O Criador quer que o homem sinta que ele é uma realidade separada Dele; mas, exceto por isso, é tudo “a terra está cheia da sua glória”.

Caso contrário, seria totalmente subordinado à Sua autoridade e não se sentiria “autônomo”. Mas, na verdade, a natureza sempre reina sobre nós.

Assim, ao mentir para um amigo, a pessoa está mentindo para o Criador, e quando entristece um amigo, a pessoa está entristecendo o Criador. Por esta razão, se a pessoa está acostumada a falar a verdade, isso irá ajudá-la no que diz respeito ao Criador.

Ao fazê-lo, nós gradualmente começamos a sentir o sistema superior e a ter contato recíproco com ele; no final, chegamos a entender e a nos fundir completamente com ele.

De Baal HaSulam, Shamati # 67, “Afaste-se do Mal”

Auditoria Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 17: Assim, nós já estamos nessa medida de perfeição, digna e adaptada ao Operador Perfeito que nos criou, mesmo em nosso atual segundo estado, para este corpo não nos abandone de forma alguma, uma vez que irá expirar e morrer, e está aqui apenas durante o tempo necessário para sua anulação e aquisição de nossa forma eterna.

Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal”. Tudo se refere à forma corrupta que se revela dentro de nós para que possamos rescindi-la. Ao fazer isso, nós vamos atingir a profundidade total da criação e vir a conhecer a força superior, o um, o único. É assim que funciona. Nós devemos ser gratos por ter circunstâncias que nos permitem agir de uma determinada maneira, ascendendo assim ao nível do Criador.

Neste mundo, enquanto aprendemos alguma coisa, nós permanecemos como somos, com o acréscimo de um pouco de conhecimento que é externo a nós. Na espiritualidade, coisas novas se revelam internamente e chegam até nós através dos nossos desejos e raízes.

Como resultado, nós constantemente mudamos e nascemos de novo a cada momento. Cada mudança interna nos transforma em outra pessoa. Nossa nova forma não está conectada com os estados anteriores de forma alguma, ou seja, com algo que aconteceu anteriormente conosco, antes que uma nova ação espiritual surgisse dentro de nós.

Não há nada, exceto uma cadeia de causas e efeitos. Fora isso, todos os nossos pensamentos e sensações adquiridos num novo nível diferem completamente do nível anterior.

Nós devemos nos preparar para isso e nos preparar para passar por várias condições, enquanto ainda estamos no nível preparatório. Desespero, desilusão, apatia e indiferença são substituídos por entusiasmo e emoção. Nós passamos por todo o espectro de sensações que nos permitem analisar a nós mesmos e ver os estados anteriores desaparecendo à medida que fazemos a transição para novos níveis.

Neste momento, a amplitude entre as subidas e quedas não é tão grande, nem os vários detalhes de nossa percepção do mundo são realmente significativos. No entanto, as nossas sensações animais podem ser opostas aos julgamentos que fazemos. Por exemplo, quando caímos até o fundo, consideramos este estado como a ascensão a uma nova altura. A principal coisa é perceber de quem estamos recebendo as descidas e o que Ele quer alcançar enviando-as a nós. Ou pode ser o contrário: exaltação, como usar drogas ou ganhar na loteria podem ser consideradas um beco sem saída que não contém sequer uma pequena centelha de Luz e nos atrai para baixo até um estado animal.

Eu avalio a situação não por seus sentimentos, mas por sua importância e finalidade. Tudo depende não do estado em si, mas das avaliações que fazemos. Portanto, a nossa principal preocupação é fazer a transição de sensações para uma análise detalhada se isso está conectado ao nosso objetivo. Nós examinamos tudo à nossa volta de como se relaciona, quão perto corresponde e como é útil para o objetivo. Por exemplo, se a descida que eu experimentei que me distanciou do objetivo foi destinada à minha subsequente recuperação, então estou feliz.

Assim, nós tentamos manter uma conexão com o objetivo e medir nossos estados internos por ela. No final, nós começamos a tentar ficar num estado perfeito. Qualquer coisa que passa por nós nos ajuda a analisar a nós mesmos e, assim, a aderir ao estado de fusão.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

O Curso Das Partículas Brownianas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 19: …todas as agonias do nosso mundo são apenas manifestações oferecidas aos nossos olhos para nos levar a revogar do corpo a Klipa má e assumir a forma completa do desejo de doar. É como nós já dissemos, que o caminho do sofrimento em si pode nos levar à forma desejada.

O nosso desejo corrupto tem que se desenvolver, isto é, mudar no curso da sua evolução. À medida que se desenvolve, ele luta por prazeres, enquanto esta busca não para de nos satisfazer. Agora, ao contrário, ela nos traz distúrbios e problemas.

As aflições variam. Parcialmente, elas acontecem porque o desejo é incapaz de satisfazer a si mesmo, o que ainda não é tão assustador. Além disso, o desejo sofre com seus próprios vícios. Em outras palavras, o desejo sofre não só porque experimenta uma falta de realização, mas também porque sente a falta de vitalidade. Uma coisa é quando não há abundância, mas é uma coisa totalmente diferente quando há uma deficiência de coisas essenciais. No final, isso conduz à morte.

A partir disso, nós vemos que o desejo pode estar precisamente direcionado para qualquer coisa. Os sofrimentos forçam as pessoas a fugir deles, isto é, os sofrimentos nos direcionam exatamente para onde deveríamos estar. Eles não definem o objetivo, mas simplesmente nos empurram para longe deles.

Mas há outro caminho, o caminho da Torá. Ele revela o propósito do homem, que define o objetivo sem lembranças dolorosas. O estado em que eu me sinto mal (o estado mal) me empurra para um lugar onde o sofrimento deixa de ser a principal força motriz. Eu me afasto dele a uma distância de, digamos, L 1. Eu paro lá e uma nova rodada de dor me afasta novamente para uma distância segura de L 2, apenas para parar os tormentos.

Esse tipo de movimento browniano (em suspensão) pode levar anos e gerações. É o caminho do sofrimento.

Por outro lado, no caminho da Torá, eu persigo a sua finalidade numa forma boa e pacífica, da forma mais rápida, através de 125 degraus.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Palavras Vivas Que Vão Direto À Alma

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “A Diferença entre Esmola e Presentes”: Quando a pessoa aplica muito esforço por um longo período de tempo, mas não alcança qualquer resultado, ela começa a sentir dor e sofrimento, porque contribuiu com uma grande quantidade de energia, mas não vê qualquer avanço em seu trabalho.

Então, contemplações chegam até ela, uma por uma. Ela se desespera e depois se fortalece, então cai e sobe sucessivamente. Esse processo continua até que um desejo real, que decorre do seu esforço durante as subidas e descidas, forma-se nela. A cada subida e descida, ela acumula e sente dor, porque ainda não se fundiu com o Criador. Quando o vaso do seu esforço se torna completamente cheio, ele é chamado de desejo espiritual e o Criador o preenche, já que agora ela chegou a um verdadeiro desejo.

Se depois de vários anos de trabalho, de repente você entende que regrediu, isso é intencional, para que você sinta a dor de não se fundir com o Criador. Portanto, você precisa perceber que a cada rodada de subidas e descidas, você está mais próximo de criar um verdadeiro vaso. É impossível obter a satisfação perfeita antes de obter o desejo perfeito.

Nós vemos que cada ano que passa nos traz uma melhor compreensão das palavras do Rabash. Ele explica tudo com muita precisão e suas palavras penetram profundamente em nossas almas.

Muitos anos de subidas e descidas de todos os tipos possíveis se passam até que a pessoa começa a experimentar a real necessidade de adquirir as propriedades de doação. Isso acontece como resultado do trabalho da Luz em nós, em resposta aos esforços que aplicamos. Além disso, “o que não é realizado pela mente será realizado com o tempo”. Por causa de nossas atividades, tais como nossos estudos, disseminação, apoio mútuo, e congressos, nós nos tornamos integrados uns aos outros. Isso significa que todo mundo passa por mudanças, embora alguns de vocês passem por elas mais rápido do que outros.

Alguns de vocês se confundem observando outras metodologias e permitindo que as influências estrangeiras e circundantes impactem vocês. Aqui, eu não quero dizer o ambiente típico em que todos nós vivemos, mas suas tentativas de encontrar práticas espirituais alternativas. Assim, cada um de vocês avança em sua própria maneira, mas já que todo mundo está incluído nos outros e contribui para todos, há subidas e descidas que servem como um bom sinal do trabalho interno que vocês fazem.

Como resultado, a pessoa começa a sentir que a doação já não é “estrangeira” para ela. Já não é sem sabor, insípida, inodora; não são palavras vazias sobre dar, agradar ao Criador, ou amar ao próximo, que anteriormente eram slogans sem vida. De repente, a pessoa começa sentir o gosto delas; isso significa que os vasos espirituais começam a se moldar nela. Nós começamos a sentir a vida real nestas palavras, o gosto: amargo ou doce, subida ou descida.

A amargura e a doçura são sentidas no coração, e superior ou inferior são avaliados de acordo com o motivo. Esta é a forma como nós avaliamos estes conceitos, e de repente eles começam a desencadear respostas internas em nós. Quando a pessoa ouve palavras sobre amor ou ódio em relação ao trabalho espiritual, doação e recepção, ela reage a eles em seu coração e mente. Assim, ela começa a diferenciar entre estas duas qualidades internamente.

No entanto, não é suficiente. Ele deve continuar a trabalhar até que um verdadeiro desejo pelo Criador, a perfeita propriedade de doação, surja. Nada é incompleto na espiritualidade. O menor vaso espiritual, que é revelado numa pessoa, o desejo de fundir-se com o Criador, a propriedade de doação que a preenche completamente, é na verdade toda a pessoa.

Ela sente que está completamente definida pelos genes espirituais (Reshimot) que se desenvolvem nela. No próximo nível, ela vai descobrir que sua Reshimo anterior constituiu apenas um grama de sua próxima Reshimot, que por sua vez já pesa um milhão de toneladas. Até agora, ela é como uma criança que recebeu um pedaço de doce e está completamente absorvida por ele. Assim, ela sente o mundo inteiro como doce.

Aqueles que avançam finalmente esclarecem suas relações com o outro nos níveis espirituais que atingem; assim, nós entendemos que tudo é continuamente acumulado e provisionado. Portanto, nós precisamos fazer a nossa parte de esforços e desejar alcançar a perfeita propriedade de doação. Nós temos que lutar para nos tornar completamente preenchidos por esta propriedade em nossas mentes e corações, alterando totalmente a nossa atitude atual para com o mundo, deixando de lado a nossa velha perspectiva.

Nós temos que perder a nossa atitude atual e avaliar tudo através dos olhos do Criador, os olhos da doação. Nós ainda não sabemos o que é, mas aos poucos vamos melhorar a nossa prontidão para ela; isso acontece como resultado da Luz que Reforma. Quando isso ocorre, nós podemos atingir a capacidade plena do desejo que foi concluído para nós pelo Criador.

Nós somos totalmente incapazes de completar este trabalho por conta própria. Nós podemos chegar a até 99% do desejo de doar com a ajuda do Criador, mas nunca vamos atingir 100%, pois está além do nosso poder. É por isso que se diz que o Criador vai terminar este trabalho para mim, vai encher a nossa medida, e depois vamos receber a satisfação perfeita de um desejo perfeito. Esta é a forma como a pessoa nasce em seu primeiro nível espiritual.

Nós vemos que estamos nos aproximando deste passo. Nós temos passado por muitas mudanças e continuamos a ter uma melhor compreensão das palavras do Rabash; vemos que ele esclarece cada passo em nosso caminho. No final, vamos apreciar o nível de sua precisão meticulosa. No entanto, é óbvio que ele tinha que vestir este conhecimento em tais vestimentas, de modo a nos atrair e não nos repelir. Assim, ele evitou falar abertamente de qual poderia ser o resultado deste programa no início dos nossos estudos. Cada vez ele revela um pouco mais, na medida em que é benéfico para os alunos. Esta é a maneira que os Cabalistas escrevem seus livros.

Os artigos do Rabash mostram que ele cuidou muito bem de nós e revelou uma nova metodologia de correção para nós. Uma vez que não entendíamos seus escritos antes e só começamos a compreendê-los hoje, agora podemos afirmar que realmente seguimos o seu caminho com a ajuda do Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/01/13

Descobrindo Novos Vazios, Abrindo O Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós aprendemos uma coisa muito poderosa nesta Convenção, que é olhar mais para o outro. Então você descobre que pode encontrar uma grande alegria nos amigos, enquanto há um grande vazio dentro de você.

Resposta: Isso é maravilhoso! Você descobre um novo vazio. Não existe nada velho. Não é o mesmo que era antes e eu estou de volta roendo-me novamente e me sentindo como sentia alguns meses atrás, ou alguns anos atrás, ou há 20 anos. Espere, você tem mais experiência, e você diz: “Isso é o que passamos há 15 anos, e passamos há 20 anos”.

Cada nível é dez Sefirot. Elas giram em nós, e você sente como se nada acontecesse; tudo é a mesma coisa! Mesmo quando chegamos ao fim da correção, descobrimos que tudo é o mesmo que era. Apenas a atitude da pessoa em relação a tudo muda, e ela vê um novo mundo. Ela sobe acima de vida e da morte, acima da velocidade da luz.

O vazio que é descoberto é uma coisa maravilhosa. Eu não entendo por que você deveria chorar sobre isso. Que poderes podem ser revelados em mim quando eu começo a sentir que sou menor do que todos os outros, quando eu me aproximo dos amigos! Com qual velocidade eu posso correr até eles só para fazer parte e me perder neles! O que pode ser melhor do que este presente? Como você pode ser estimulado?

Pergunta: Não há nada mais maravilhoso do que isso, mas o problema é que o véu que cobre o coração não sai…

Resposta: O que você sente agora é um crescente estranhamento dos outros, e na medida em que os amigos estão conectados, são leais e estão próximos um ao outro, você não está; isso significa que o véu já foi rebaixado, ou pelo menos certa camada dele.

Há um ditado que diz: “Depois de sete camadas da pele”. Este não é apenas um ditado; ele se refere às sete camadas das sete Sefirot inferiores do Partzuf (sete Sefirot que recebem).

As camadas saem gradualmente, uma após a outra, e graças a isso, o vazio que você está começando a sentir dentro de você em comparação com a grande intenção geral, o prazer, o desejo, o anseio que seus amigos têm, é revelado. Você sente que há vida ali, que alguma coisa está fervendo lá, enquanto que no interior, você sente frio, vazio escuro. Esta é a abertura do coração. Aos poucos, seu coração é aberto e o véu sai. Você deve estar feliz com isso.

Da Convenção em Petersburgo “Dia Três” 14/07/13, Lição 5

Quando O Mundo Se Reduz A Um Ponto

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo 47: “Sagrado vegetal” … A natureza de sua Luz é como o vegetal corpóreo: existem diferenças distintas em movimento e em cada um dos seus elementos…

A diferença essencial entre o nível vegetal e o nível animal depende do programa. Uma pessoa nasce espiritualmente no nível inanimado, e no nível vegetal ela absorve o programa de desenvolvimento e o realiza.

Esta é a adição qualitativa do nível vegetal, onde começamos a absorver o processo que ocorre na criação, as mudanças de estado para estado. Assim, nós estudamos o desenvolvimento de uma célula básica, a força de desenvolvimento, o desenvolvimento de sinais e estímulos, e a necessidade do desenvolvimento. Isto é, tudo o que é relevante para o desenvolvimento e para o seu entendimento, nós adquirimos no nível vegetal.

O nível inanimado me abastece apenas com uma fonte de anulação do eu. Depois disso, eu vou querer me anular num nível mais alto e agora estou pronto para aceitar todos os atos do Criador a este respeito. Assim, eu me desenvolvo, “ganho  peso”, baseado no  ponto de anulação do eu, no qual todo o nível inanimado se concentra para subir ao nível vegetal.

Primeiro, eu termino completamente a correção dos meus 613 desejos, pensamentos e intenções, no nível inanimado. Então, uma oportunidade que eu nunca poderia ter sonhado me é revelada. De repente, abre-se diante de mim um novo mundo e tudo o que o preenche. Agora eu posso me conectar com todos os meus níveis anteriores por causa desta oportunidade. Eu não tinha necessidade disso até agora. Agora, eu vejo algo superior que está conectado a um ponto, em contraste com tudo o que havia até o momento. Assim, eu incluo o resumo da conexão do nível inanimado dentro do nível vegetal.

Obviamente, tudo isso está ocorrendo com a ajuda da Luz que Reforma e com a ajuda da concentração, da conclusão do nível anterior e da ascensão ao próximo nível. Graças à Luz, eu já adquiri prontidão para me anular em cada movimento. Em outras palavras, cada vez que eu me anular, novas formas serão vestidas em mim, que são, em suma, um movimento. Eu não me anulo em relação ao estado atual, mas sim por estimando e especulando sobre o próximo estado. Eu já tenho alguma habilidade. Então, tudo o que o Criador vai fazer, será tudo para o bem, e Ele vai fazer exatamente o oposto do meu desejo.

Portanto, no nível vegetal, há um acréscimo de devoção ao programa de desenvolvimento e não ao estado em si.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/4/13, Escritos do Rabash

Implementar O Pensamento Da Criação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nossos amigos estudam por cerca de 25 horas por semana, três horas são dedicadas a reuniões de amigos e cerca de 5 horas são deixadas para disseminação. Quão relevante é essa divisão de tempo? Talvez nós devamos dedicar mais tempo para reuniões de amigos, unidade e disseminação?

Resposta: O principal é a disseminação! Ao disseminar você começa a entender melhor e a perceber com o que estão lidando.

Uma pessoa que se dedica à disseminação e está ausente de algumas lições ainda avança muito rápido! Na verdade, ela percebe a sabedoria da Cabalá mais rápido do que outras, já que a disseminação é a verdadeira instrução do Criador sobre o que Ele quer de nós.

Ele quer ser revelado a todas as pessoas no mundo, ou seja, trazer a bondade a Seus seres criados. Como é que Ele lhes traz bondade? Por Sua revelação entre eles. A revelação do Criador aos seres criados neste mundo é realmente o prazer com que Ele quer nos encher.

Na Catedral de São Isaac, em São Petersburgo, diz: “A minha casa será chamada casa de oração”. Este é apenas o começo do verso e a segunda parte diz: “a todas as nações”, como se diz nos Salmos. A todas as nações!

Ele quer criar um vaso, mas nós devemos fazê-lo. Portanto, nós devemos ansiar por Ele e nosso anseio deve incluir absolutamente todos. Este é o Seu objetivo.

Quando você faz esse tipo de trabalho, esta é a ação mais eficiente para subir. Eu digo isso porque que experimentei isso. Assim, qualquer tipo de trabalho na disseminação, mesmo falando com os transeuntes sobre a educação integral, é preferível a estudar. Ela irá ajudá-lo mais!

Nós temos que ver como valorizamos as nossas ações neste mundo e não ser espertinhos. Isso não tem nada a ver com a capacidade ou habilidade de uma pessoa, mas apenas com quão próximas suas ações estão da vontade do Criador. Não é nada mais do que isso.

Infelizmente, existem grupos que foram fundados há muito tempo que teimosamente se recusam a se dedicar a isso e não procuram uma maneira de implementar o principal desejo do Criador: o de ser revelado aos seres criados. Nós não cumprimos plenamente a condição única que determina tudo e que é a base para tudo, e assim nos queixamos: para que e para quem?!

Da 2ª parte da Lição Diáriá de Cabalá 21/07/13, Shamati # 59 ” Sobre a Vara e a Serpente”

Os Salmos Do Rei Davi

Dr. Michael LaitmanEu aconselho vocês a ler Tehilim (os Salmos).

Tenham em mente que eles só se aplicam a quem os lê, pois eles só falam sobre o que acontece dentro de uma pessoa, sobre suas propriedades, apenas sobre as relações pessoais entre a pessoa e o Criador, e não sobre objetos ou eventos externos.