Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Vamos Redobrar Nossos Esforços Agora!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós experimentamos grande alegria da unidade que foi alcançada entre os amigos durante a Convenção em São Petersburgo e das Convenções Espelho. Agora, o pensamento de perdê-la é assustador. Como podemos manter essa unidade?

Resposta: O medo de perder o sentimento de unidade que foi alcançado é uma coisa muito boa, mesmo que seja um medo egoísta. Ele protege a pessoa.

Não há um estado fixo na espiritualidade e há constantes mudanças, assim como num corpo vivo, onde há processos contínuos acontecendo. Portanto, a questão é como podemos avançar. A fim de preservar o estado anterior, nós temos que avançar constantemente, o que significa fazer constantemente esforços adicionais. Isso é essencial, inclusive para preservar o estado anterior. Se quisermos superar o estado anterior, nós temos que acrescentar um esforço elevado ao quadrado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/07/13, O Zohar

O Progresso É Fácil Quando Tudo Está Pronto

Dr. Michael LaitmanO ser humano tem uma característica única que não existe em nenhum animal: se ele quer comer algo doce, ele vai misturar isso com algo salgado, ou seja, com um gosto oposto. O princípio da “vantagem da luz sobre a escuridão” é expresso nele significativamente. Mesmo no nível animal existe um fenômeno como este, mas num grau muito limitado.

A mesma coisa acontece nos estados pelos quais nós passamos, e há muito estados bons e agradáveis entre eles, embora os percamos mais tarde sem prestar atenção. O sentimento gradualmente desaparece e eu não sinto a perda. Falta-me a consciência de sua importância e a incessante preocupação de que devo proteger este sentimento.

Então, por que eles me levam a este estado e não me deixam perceber a sua importância e permanecer nele? É por isso que eu atingirei um estado ainda maior. No entanto, eu não sinto nenhuma necessidade de um estado mais elevado; não tenho apetite por ele, não há “aperitivos” que aumentarão meu apetite. Portanto, eu mesmo preciso construir um desejo adicional dentro de mim de modo que não ficarei satisfeito com o estado atual.

Isto é muito difícil. Só se eu quiser expandir o meu desejo de doação, existirá uma possibilidade como esta, graças ao ambiente. Mas se isto se refere ao desejo de receber, isso é totalmente impossível. Por isso, eles nos dão um estado de descida.

A descida pode acontecer desta maneira. Eu não posso ser satisfeito no estado atual e quero acrescentar a ele. Eu me comparo com o ambiente e vejo que os outros avançam em doação mais do que eu. Desta forma, o vazio é formado em mim, e eu aspiro a uma doação maior sem uma descida. Isto é, o ambiente forma uma impressão de descida em mim, e eu já não preciso de uma descida verdadeira.

E se eu não sinto a descida através da comparação com os outros e não vejo que eles doam mais do que eu, então eles me dão uma descida verdadeira e acrescentam ego a isto, um desejo de prazer acima do qual eu devo ter sucesso em trabalhar e levar à forma correta. Este é um processo demorado que continua por um longo período de tempo.

Esse desejo que eu finalmente atinjo, depois de trabalhar no meu ego após a descida e levá-lo até a forma de doação para o próximo nível, eu poderia ter recebido já pronto do ambiente e usado imediatamente! Pensem nisso!

Especificamente neste lugar eu preciso me esforçar, e não tomar o caminho mais longo da primeira descida e só depois ser despertado por aquilo que é ruim para mim. Porque daí eu serei forçado a cair neste mundo, em seus desejos egoístas, até finalmente ser despertado e lembrar que preciso aspirar à doação, e me voltar ao grupo de estudo. Este é um caminho muito longo.

Em contraste a isto, se eu me exponho à influência do ambiente, a inveja e a ambição me expulsam “deste mundo” da situação anterior. Mesmo que eu me encontre num excelente estado e tenha alcançado a subida, eu posso descrever isto para mim como uma descida em relação ao estado do ambiente que parece superior e mais bem sucedido para mim. Todos os amigos parecem grandes para mim, mais elevados.

Pode ser que neste momento o desespero seja despertado em mim, uma sensação da minha inferioridade em relação aos outros, a inveja material mundana de que eles têm êxito e eu não. No entanto, isso só vai me estimular e despertar, e daí é muito fácil passar para a inveja espiritual e se deixar levar por eles, querer trabalhar com eles e ser como eles. Isso já é um estado de “Lo Lishma“, após o qual a Luz que Reforma aparece imediatamente e nos ajuda a avançar.

Seja como for, a vantagem da luz é conhecida apenas a partir da escuridão, e não acreditem que seja possível encontrar o mundo espiritual sem esforço. E vice-versa, não acreditem que alguém faça um esforço e não encontre! A satisfação é determinada apenas pelo Kli (vaso), e não importa onde nós obtemos este Kli: nós mesmos o construímos durante o trabalho difícil em nós mesmos com a ajuda do ambiente ou o recebemos pronto do  ambiente?

Em última análise, o meu Kli é encontrado entre os amigos, no ambiente, que é onde a minha alma se encontra. Portanto, não faz diferença se estou imerso em mim mesmo, no meu ego que desperta estados opostos em mim e por isto me obriga a me voltar ao ambiente, a passar por atividades externas fora de mim mesmo, a fim de estar conectado a algo com todos os outros, ou se eu recebo imediatamente deles a aspiração correta, graças à inveja e atinjo facilmente o mesmo objetivo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/06/13, Shamati # 117 “Você Se Esforçou e Não Encontrou, Não Acredite

Procuro Aquele A Quem Posso dar Alegria!

Pergunta: Depois de eu terminar uma etapa do meu trabalho pessoal com um grupo, há uma fase quando estou a trabalhar com um parceiro especial na minha frente?

Resposta: Sim, progressivamente chegamos a isso, depois de descobrir quanto precisamos de interligação, e queremos amar alguém. Amar – significa espiritualmente preenchê-lo. O vazio interior está a começar a mostrar-me, que eu quero doar,  fazer o bem ao alguém. Isso se chama “rajada” de amor.

Exactamente isso sente o adolescente apaixonado pela primeira vez. Acima de tudo, ele quere a interligação com uma rapariga: de dar e receber dela. A ligação só pode ser mútua: Eu tenho algo para dar e obter algo dele. Na altura eu não entendia, eu não era um bom psicólogo, e agora, devido à “limpeza” de mi mesmo da casca e do trabalho em grupo, eu estou a começar a descobrir de que na verdade é composto meu desejo. Portanto, primeira vez nos obtemos de natureza o estado de amor, e ele não é realizado. Mas quando chegamos à esse desejo pela segunda vez ,ele já pode ser realizado .

No processo de descoberta dos seus verdadeiros desejos internos, no final, eu tenho que revelar, que no fundo eu queria encontrar alguém a quem posso doar. Afinal de contas, tenho a alegria de ser capaz de agradar alguém. E ele sabe disso e me responde com o mesmo. Cada um de nós preenche o outro.

Pergunta: E então eu começo procurar alguem quem eu posso doar?

Resposta: Isso fica claro, porque estamos a começar a desempenhar para a mesma direção, e eu sinto isso. Nós já nos separamos de aparência exterior e não estamos a procura do apelo visual mas para as reações das pessoas. E estas reações são internas, cada vez mais.

De repente eu começo a sentir que essa pessoa é o melhor para as minhas necessidades espirituais. E assim que eu sinto. Tudo isto nós verificamos conversando entre si dentro do grupo, e começamos entender mais claramente com quem podemos criar ligação. É um trabalho meticuloso, contínuo, pois desta forma podemos construir nossas novas ferramentas para a doação mutua – um meio para a nossa conexão.

De programa “Conversas sobre Nova Vida” Nº198

E Não Se Esqueça…

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 19:  No entanto, a pessoa precisa saber em seu coração que o Criador a persegue tanto quanto ela persegue o Criador. Ela nunca deve se esquecer disso, mesmo com o maior anseio.

A pessoa deve ter uma carência, uma vez que sem um vaso o Criador não pode despertar em sua direção. A Luz só pode doar em resposta a algum anseio por parte do vaso, por parte da alma. Assim, a pessoa é levada desde o início à Cabalá pelo Alto, sem realmente despertar para ela. Há apenas uma centelha de despertar que permanece nela após a quebra, como nos níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, que existem e se desenvolvem sem livre arbítrio.

Mas a pessoa deve começar a trabalhar e a executar ações independentes de acordo com o seu livre arbítrio. É por isso que ela é levada à sabedoria da Cabalá, a um grupo, e recebe um maior livre arbítrio.

“Ao lembrar que o Criador sente falta e persegue a pessoa para se agarrar a ela tão intensamente quanto ela mesmo deseja, então ela sempre vai com uma força cada vez maior, com anseio e desejo, numa união sem fim, em direção à completa perfeição da alma”.

Não importa o estado em que a pessoa esteja, contanto que ela se lembre, pense, e ainda sinta que tudo o que acontece vem de uma raiz superior, do Criador. O Criador age nela como uma mão humana dentro de um fantoche. Se a pessoa sente ou sabe disso ou busca isso durante toda a sua vida, isso se chama fusão contínua com o Criador.

A pessoa constantemente busca e esclarece como o Criador a conduz. Nós temos que sentir pelo menos isso, e pensar sempre que tudo o que acontece conosco vem do Criador. Nós devemos constantemente aprofundar esse pensamento até começarmos a senti-lo. É até melhor pedir para sentir que tudo dentro de mim age sob a direção da força superior. Tudo o que eu digo, penso, sinto, ou qualquer movimento que faço agora não sou eu quem faz; tudo vem de cima.

Eu devo entender que sou conduzido de Cima e que não decido nem faço nada no momento.

“Ela sempre vai com cada vez mais força, com anseio e desejo, numa união sem fim, em direção à completa perfeição da alma. Enfim, ela é dotada do arrependimento pelo amor”.

Este é um processo que nós temos que passar. Não há nada, exceto a busca pelo Criador, mas cada vez numa resolução maior e mais profunda, por ações mais amplas até a profundidade dos mundos, até que todo o desejo de receber seja revelado. A pessoa começa a entender como o Criador a conduz, e ela vê de uma extremidade da criação a outra. Ela descobre as ações do Criador em todos os detalhes da criação e descobre o Criador em cada detalhe.

Assim, a pessoa pode se aderir a todos. Ela não consegue se aderir ao seu amigo a menos que determine que a mesma força superior aja tanto nela como em seu amigo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/13, Escritos do Baal HaSulam

Dez, E Não Nove Ou Onze

Dr. Laitman with StudentsTodo o progresso é realizado somente no Grupo de Dez. Desse momento em diante, nós só trabalhamos nele. O Grupo de Dez poderia ser centenas de nossos amigos em todo o mundo. Isto também é chamado de dez pessoas, e não nove ou onze.

Tudo tem a mesma estrutura das Dez Sefirot. A única diferença é a escala, uma maior ou menor resolução. Você vê dez pessoas diante de você, mas quando você se aproxima, cada uma das dez pessoas se transforma em dez, e, em seguida, cada uma destas dez se transforma em outras dez, e assim até o infinito.

No entanto, em essência, você vê o mesmo HaVaYaH, o mesmo Grupo de Dez no qual absolutamente tudo está incluído.

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/13, Escritos do Rabash

O Sucesso Depende De Vocês!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que você nos deixou antes da Convenção e saiu de férias por três dias?

Resposta: 1. Porque eu perdi a minha voz e não consigo falar.

2. Porque eu achava que isso era necessário, e vocês não devem discutir com o professor, mas aceitar como verdade o que ele diz.

3. Porque em todos os lugares antes de um exame, o aluno recebe tempo para a sua própria lição de casa e preparação.

4. Porque todo o sucesso não depende de mim, mas somente de vocês, de sua preparação e solidariedade.

A Meta Que Roda No Ar

Dr. Michael Laitman with StudentsDo livro A Luz e o Sol: O mais importante na reunião é que todos estejam unidos e peçam apenas uma coisa: encontrar o Criador. E que todos possam ouvir seu amigo, e ser pequenos aos seus próprios olhos, e desejem ouvir algo do amigo: como servir o Criador e como encontrá-Lo.

É necessário fazer uma distinção: existe eu, existe a meta (o Criador) e existe o meio de alcançá-la (a nossa reunião, a nossa unidade). Não existe mais nada. Consequentemente, o meio é tão importante quanto a meta, porque ele me leva à meta.

Tudo depende da compreensão da importância da meta. É por isso que devemos sempre falar e pensar nisso, aumentá-la aos nossos olhos. A percepção da importância da meta é onde é revelado o quanto eu posso investir nela, até que ponto posso trabalhar contra o meu egoísmo.

A questão é onde que estão as minhas expectativas, para onde estão voltados os meus olhos: para cima ou para baixo? Para o Bom que faz Bem ou para o mal? Para onde eu estou indo? Tudo depende da compreensão da importância da meta que eu tomo do grupo.

E o problema é que essa importância não é ainda “espalhada” entre os amigos. A situação melhorou indubitavelmente, mas o ar entre nós ainda não está “rodando”, nem “brilhando”, e nem me “carregando”…

Eu tenho que ajudar o grupo, sem poupar esforços, e quando não for capaz, eu vou ser “alimentado” por ele.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/13, “Ama o Próximo como a Si Mesmo”, Lição 3

Sobre A Sela Ou Na Sela?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 4: O próprio Criador coloca a mão da pessoa na boa sorte, dando-lhe uma vida de prazer e satisfação dentro da vida corpórea, que está cheia de tormento e dor, e desprovida de qualquer conteúdo. […] Não há maior colocação da mão da pessoa por Ele do que isso.

E a escolha da pessoa refere-se apenas ao fortalecimento. Isso ocorre porque há certamente um grande esforço e empenho aqui antes que a pessoa purifique o seu corpo para ser capaz de manter corretamente a Torá e os mandamentos, não para seu próprio prazer, mas para dar satisfação ao seu Criador, que é chamado de Lishma (em Seu Nome). Só dessa maneira é que a pessoa é dotada de uma vida de felicidade e prazer que vêm com o cumprimento da Torá.

No entanto, antes da pessoa alcançar essa purificação, há certamente uma opção de se fortalecer no bom caminho por todos os tipos de meios e táticas. Além disso, ela deve fazer o que a sua mão encontra força para fazer até que ela complete o trabalho de purificação e não caia sob o seu peso no meio do caminho.

Como podemos entender isso? Na verdade, estas palavras pintam um quadro terrível: O Criador me segura “pelas orelhas” ou “pelos ombros” e me dirige a cada passo através de prazeres ou sofrimentos, isto é, Ele pode fazer comigo o que Lhe agrada. Além disso, há algo em que eu tenho que “fortalecer” a mim mesmo acima do que Ele me envia.

Como resultado, eu não tenho escolha na vida cotidiana, porque sou incansavelmente impulsionado pelo prazer e sofrimento. Minha natureza obedece automaticamente a sua ditadura, e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Algum mecanismo em mim sempre vira meu rosto em direção ao prazer e minhas costas para o sofrimento. O “carro” só pode se esquivar do mal e voltar-se para o bem.

Em que eu posso me fortalecer, então? Como posso ganhar o poder sobre o “corpo”? Como posso resistir às “ordens” do Criador, que me dirige Acima do grau “animal”? Isso é possível?

O fato é que, além da vontade do Criador, há outro fator que eu posso usar: a influência do ambiente. Assim, eu vou contra o Criador, contra a Sua natureza, e consigo algo acima do grau de “animal”, me torno algo maior.

Baal HaSulam, “A Liberdade”: Portanto, aquele que se esforça continuamente em escolher um melhor ambiente é digno de louvor e recompensa. Mas aqui, também, não é por causa dos seus bons pensamentos e ações, que vêm a ele sem a sua escolha, mas por causa do seu esforço em adquirir um bom ambiente, o qual lhe traz esses bons pensamentos e ações.

Por isso, está claro que nós temos liberdade para construir, acima do nível de “animal”, o grau humano, o Ser Humano, que vai colocar a sela no “animal” e gerir a sua natureza. Para fazer isso, a pessoa também vai usar duas forças, mas elas serão diferentes: agora ela vai definir o bem e o mal por meio de um bom ambiente que a satisfaz.

Assim, o Criador controla a pessoa no nível da “razão”, mas a autogestão é realizada “acima da razão”.

O importante aqui é o quanto eu me torno integrado ao ambiente correto e sou absorvido por ele. Meu bom futuro depende somente disso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/13, Preparação para a Convenção de São Petersburgo, “Princípios para a Construção de um Ambiente Melhor”, Lição 4

Ver A Unicidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanO tema da primeira aula da Convenção em São Petersburgo é “Não há outro além Dele”. Este é o tópico principal que nós sempre estudamos.

Em princípio, nós estamos numa realidade especial chamada “Criador” e temos que revelá-Lo. O “Criador” (Bore) significa “venha e veja” (Bo-re em Hebraico). Se nós já habitamos Nele, na Luz branca superior, então só Ele age e não há outro além Dele. Apenas Ele nos “delineia” e nos forma; Ele é o primeiro e Ele é o último. Todos os nossos pensamentos e atos decorrem das ações desta Luz superior. Não existe nada exceto Ele.

Nós observamos as formas inanimadas, vegetativas e animadas nas quais o Criador age de forma plena, obrigando-as a fazer todos os movimentos. Elas não têm nenhum livre arbítrio, estão inteiramente sob Sua influência direta.

Por outro lado, nós temos certo ponto, criado por Ele, aparentemente existente fora Dele. Este ponto nos dá a oportunidade de conhecer o Criador, o único que nos afeta. Na verdade, desta forma nós não vamos a algum lugar lá fora, não nos tornam distantes Dele e não violamos quaisquer das Suas ações. A realidade permanece a mesma: não há outro além do Criador. No entanto, devido a este ponto que parece ser abstraído Dele, eu posso analisar a mime mesmo e a Ele, eu posso deliberadamente e conscientemente chegar ao único estado existente no qual não há outro além Dele.

Eu alcanço o Criador devido a este trabalho. Eu atribuo cada fragmento de realidade à Sua unidade, e assim eu alcanço todos os Seus atos, todos os passos, diretos e opostos a Ele, que Ele dá. Assim, retornando ao estado de unidade e unicidade do Criador, eu fico em todo o poder que Ele tem me dado e percebo que realmente não há outro além Dele.

Assim, eu dou prazer a Ele, e este é o maior prazer que posso Lhe dar, isto é, eu mesmo. Afinal, não há outro além Dele.

Portanto, agora nós precisamos, contra nossa vontade, nos tornar incluídos razoável e deliberadamente no conceito: “Não há outro além Dele”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/13, Preparação para a Convenção em São Petersburgo

Ser Grato Por Pensamentos E Desejos

Dr. Michael LaitmanTodos os desejos e pensamentos que surgem numa pessoa em relação ao trabalho espiritual, a favor ou contra, vêm somente do Criador. Nós somos sempre uma consequência, enquanto Ele é sempre a causa. Ele é sempre a fonte, a raiz, o primeiro, e nós somos a consequência, criados, os segundos.

Portanto, nós devemos perceber que sempre sentimos nossa resposta à Sua influência, e de acordo com esse entendimento, nós devemos responder. Ou seja, se Ele nos dá desejos e pensamentos corretos, nós devemos ser gratos. Se há pensamentos e desejos incorretos, mas ao mesmo tempo, Ele lembra que Ele faz isso, então devemos pedir e ser gratos pelo lembrete.