Textos na Categoria 'Torá'

Você Deve Estabelecer Juízes Para Si Mesmo

laitman_571_08Torá, Deuteronômio, 16:18: Juízes e oficiais estabelecerás em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus te der entre as tuas tribos, para que julguem o povo com juízo de justiça.

Pergunta: Qual é o papel dos fiscais?

Resposta: Toda a Torá fala do caminho para subir acima da nossa natureza egoísta e se tornar um altruísta com amor pelas criaturas e por meio delas com amor pelo Criador.

Se eu quiser mudar, preciso de fiscais, assistentes e professores que me ajudem a subir acima de mim mesmo.

Os juízes me ajudam, persuadem e pressionam; ou seja, fazem tudo que podem porque eu me tornei meu próprio inimigo já que o egoísmo começa a se manifestar dentro de mim e eu me relaciono com ele como um inimigo. A fim de lidar com ele, eu preciso de um poderoso ambiente.

Por isso, está escrito: estabeleçam juízes, fiscais e ajudantes para si mesmos em todas os portões através das quais vocês entram e saem, subam ao Criador e desçam a partir Dele, pelos degraus da escada espiritual de acordo com o nível de doação, amor ao próximo, e assim por diante. Você deve regular tudo e mantê-lo em suas mãos.

Comentário: Isso contradiz a lógica material de que você estabeleceu  pessoalmente supervisores para si mesmo e eles não foram colocados acima de você por outra pessoa!

Resposta: O fato é que esse é um caminho voluntário onde a pessoa constrói a si mesma. Claro, ela pede ajuda de cima, volta-se ao Criador, a força positiva da natureza, porque sozinha é totalmente negativa, mas faz isso de forma independente.

Se eu entendo que tudo depende do ambiente correto, então ela precisa construir o ambiente próprio. Ela faz isso com a ajuda da força superior, mas através de seus esforços, compreensão e oração.

Os portões que “o Senhor teu Deus te der” é o nível de entrada e de saída: se você se ajusta ao nível de doação, amor e conexão e até que ponto avança em ser semelhante ao Criador. Essa é a sua ideia, sua meta, e seu papel. É assim que você deve avançar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 24/08/16

Um Desejo, Intenções Diferentes

Laitman_632_3Torá, Deuteronômio 19:11 – 19:13: Mas, havendo alguém que odeia a seu próximo, e lhe arma ciladas, e se levanta contra ele, e o fere mortalmente, e se acolhe a alguma destas cidades. Então os anciãos da sua cidade mandarão buscá-lo; e dali o tirarão, e o entregarão na mão do vingador do sangue, para que morra. O teu olho não o perdoará; antes tirarás o sangue inocente de Israel, para que bem te suceda.

Se os desejos de uma pessoa são revelados no nível das ações egoístas intencionais quando ela quer prejudicar e até mesmo assassinar algum desejo, ela precisa de uma correção completamente diferente do que quando usa o desejo anti-espiritual involuntariamente.

Não estamos falando dos desejos da pessoa, mas da intenção com que o desejo é usado. Se alguma das intenções sobre os desejos de uma pessoa operam dessa maneira, essa intenção deve ser morta, isto é, erradicada da manifestação incorreta de suas atividades. Essa é a sua correção.

Se o desejo anti-espiritual não era intencional, ela não tinha nenhuma intenção. Então, a pessoa deve anexar uma intenção correta de doação, amor e conexão com ele.

Se esse desejo for egoísta com uma intenção grosseira para si mesmo, você precisa matar esse desejo primeiro e só então “dar à luz” a uma nova intenção. Está escrito na Torá que isso deve ser feito pelos juízes. Você não tem o direito de matar nada e ninguém, nem desejo, nem intenção. Um desejo não pode ser morto de forma alguma, apenas uma intenção, e isso só funciona através dos juízes.

Em outras palavras, você precisa criar um sistema de juízes dentro de você e, por meio dele, julgar a si mesmo e então decidir quais desejos com a intenção para o seu próprio bem devem morrer, isto é, que devem ser erradicados, e quais desejos são neutros, sem intenção anti-altruista.

Desejos com a intenção neutra devem ser corrigidos e desejos com a intenção egoísta precisam ser destruídos primeiro e, em seguida, ser acrescentado um correto.

Isso é chamado de renascimento das almas mortas. Além disso, essa ação pode acontecer dentro de uma pessoa em qualquer grau e não necessariamente no que é chamado de fim dos dias.

Quando nos concentramos na atitude correta em relação a tudo e compreendemos que esses são apenas desejos egoístas que devem ser transformados em altruístas, mudando-se a intenção de “em meu benefício” para “em benefício dos outros”, não temos nenhum problema. Nós só queremos saber como podemos mudar a intenção, e os desejos permanecem inalterados.

Eles devem se manifestar em nós de acordo com a capacidade de restaurar a intenção correta neles, e, portanto, esses desejos estão ocultos. No entanto, uma vez que recebemos a capacidade de mudar a intenção de recepção para doação, eles são revelados gradualmente. A questão é apenas como nos conectamos à fonte da força que corrige nossas intenções.

Pergunta: Isso significa que a correção da intenção ainda vem do Criador? Não consigo corrigi-la sozinho?

Resposta: Não, nosso objetivo é elevar um pedido para nos tornarmos altruístas, portanto, para cada desejo, em vez da intenção “em meu benefício”, teríamos a intenção “ em benefício dos outros” e através deles para o Criador. Afinal, o Criador é uma coleção de tudo o que está fora de mim. Esse é o nosso trabalho.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 07/09/16

Nova Vida # 329 – Paciência

Nova Vida # 329 – Paciência
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

Nós estamos sob uma pressão constante e somos impacientes na maioria das vezes. Por que isso, como esse estado influencia as conexões entre nós, e como podemos alcançar um ambiente mais relaxado e ser mais pacientes?

Nós medimos a paciência e a falta de paciência de acordo com os distúrbios dos outros. Nosso ego está crescendo e, como resultado, ficamos impacientes. Quem interferir no meu prazer, se perde!

Os israelenses são especialmente impacientes porque têm egos muito grandes. Eles querem resultados imediatos.

Na próxima geração, a impaciência crescerá ainda mais. A vida se tornará muito difícil com problemas sociais e problemas de saúde. Devido à impaciência, a unidade familiar está em colapso e as pessoas não querem se casar ou ter filhos.

É possível se relacionar com alguém com paciência apenas se ele é um amigo muito próximo, quando estamos conectados como um só.

Quando eu me sinto bem, as pessoas na sociedade são amorosas, eu não sou pressionado pelo tempo. Eu tenho paciência, sinto-me livre.

Tente desenvolver um pouco de amor para com a pessoa na sua frente, e você verá que tem paciência com ela. Quando você trabalhar em uma equipe em algum projeto, coloque a pressão de lado e tente desenvolver um relacionamento caloroso com eles. Se você colocar a construção do edifício de boas relações antes do sucesso do projeto, você terá sucesso no projeto também.

Na próxima geração, haverá um problema difícil com a paciência. As pessoas não serão capazes de suportar umas às outras. Nós devemos trabalhar na correção da natureza do homem, proporcionando educação sobre a construção da conexão mútua.

A paciência é o padrão. Retardar a gratificação é melhor, colocando algo diferente diante de você e voltando sua atenção para aquilo.

Se uma pessoa é impaciente, é preferível que alguns amigos se juntem a ela para compartilhar a tensão e o estresse.

Todas as soluções virão por meio da conexão com outras pessoas, do desenvolvimento da capacidade de olhar a vida através de vários pontos de vista

De KabTV “Nova Vida #329 – Paciência” 11/12/13

Midrash Raba E A Torá

Laitman_137Pergunta: Há muitas citações do Midrach Raba no livro Os Segredos do Livro Eterno. Que livro é esse?

Resposta: O Midrash Raba foi escrito antes do povo de Israel receber a Torá e descreve os eventos mencionados na Torá. Como a Torá nos fala sobre o tempo da correção após o êxodo do Egito, a questão é como aqueles que não entraram no Egito ainda poderiam ter sabido sobre ele. A resposta é que eles sabiam e estudaram, mas ainda não podiam processar essas ações internamente.

Comentário: O Midrash Raba descreve como a força chamada Abraão nasceu, e isso não é mencionado em nenhum lugar da Torá.

Resposta: A Torá fala sobre as ações que sofremos. O resto é secundário, sentido além das ações que são projetadas sobre nós, implícitas nos sons e nas letras em que estão escritas. O texto da Torá inclui tudo, não abertamente, mas como o sutil sentido interno do texto.

De fato, não há pensamento ou ação na história humana, do pior ao melhor, que não esteja incluído na Torá. Tudo na Torá deve ser cumprido pelo menos uma vez em nosso mundo.

Pergunta: Isso significa que você não nega o fato histórico de que Abraão realmente existiu?

Resposta: Não, mas estudando a Torá, nós começamos a entender que condição é essa, quando Abraão nasceu em nosso mundo e, de repente, surge um homem. Quem somos nós? Nós estamos realmente vivendo aqui, ou é algum tipo de modulação de forças que retrata tais figuras? Por que precisamos disso se podemos traduzir tudo em comunicação em um nível diferente sob a forma de campos de força ou informações?

Portanto, no mundo corpóreo, nasceu Moisés, que ensinou o povo, dividiu-o em grupos de dezenas, centenas e milhares. Ele tinha alunos que o ajudavam, e estes tiveram mais alunos, e assim por diante. O grupo inteiro que saiu da Babilônia começou a se formar de acordo com o nível espiritual, que mais tarde foi chamado de nação de Israel.

Todas as intenções desse grupo não eram simplesmente destinadas ao Criador. Eles eram destinados a se assemelhar e ser equivalentes a Ele. Em outras palavras, todas as ações e desejos de uma pessoa em todas as situações da vida visam apenas a se aproximar do Criador, ser mais amorosa e doadora.

Ao mesmo tempo, uma pessoa se eleva acima de todos os problemas, medos, preocupações e fracassos, acima de tudo o que o Criador traz ao longo do caminho de propósito para moldá-la, porque a formação espiritual é cumprida apenas a partir da oposição, do corpóreo e do negativo.

Da Lição de Cabalá em Russo 04/09/16

O Que A Torá Nos Diz?

laitman_527_07É impossível entender o texto da Torá diretamente. Portanto, as religiões e todas as suas distorções surgiram de suas interpretações errôneas, e nos fazem pensar que devemos cumprir seus preceitos em nossas vidas corpóreas.

E a Torá diz que o grupo criado por Abraão desceu ao Egito, ou seja, eles começaram a sentir um egoísmo maior.

Depois decidiram sair do egoísmo, subir acima dele, que é chamado de êxodo do Egito. Eles estão prontos para se conectar entre si para superar seu egoísmo, ou seja, aceitam a condição da garantia mútua.

No entanto, para cumprir essa condição e começar a corrigir o egoísmo, realizando-o na direção da doação e do amor, ainda precisamos da força superior chamada Torá, que significa Luz. E eles a recebem. A Luz deve entrar em seus desejos egoístas e, portanto, eles inevitavelmente constroem o bezerro de ouro.

Moisés é a parte que os une, os eleva acima do monte Sinai, ou seja, a montanha do ódio. Ele divide essa Luz e entra em seus desejos chamados de bezerro de ouro, derrete-os e recebe a mistura de desejos egoístas mútuos muito fortes, dentro dos quais existe a Luz Superior.

Agora eles podem começar a trabalhar com essa mistura terrível, extraindo gradualmente as partes necessárias dela e conectando-as no sistema correto.

Isso ocorre quando Moisés desce do Monte Sinai pela segunda vez com as novas Tábuas da Aliança em Yom Kippur (o Dia da Expiação), dez dias depois de Rosh HaShanah (Ano Novo), ou seja, após a realização da convulsão interna e da entrada de objetivos, pensamentos e forças completamente diferentes para a correção: a existência de um novo sistema.

Em outras palavras, em dez dias, ou seja, em dez Sefirot depois de Keter, eles alcançam Malchut e atingem completamente o sistema onde eles existem. Portanto, no Yom Kippur eles julgam a si mesmos, compreendendo o que precisam fazer e decidindo como continuar a existir. E a verdadeira correção começa após o Dia da Expiação.

As primeiras Tábuas da Aliança são a sólida Luz de Hochma, a Luz mais forte, que finalmente deve preencher todos os desejos e alcançar o estado do mundo do Infinito, realização infinita. Elas simbolizam o Tzimtzum Aleph (a primeira restrição).

As Segundas Tábuas da Aliança são construídas sob a condição do Tzimtzum Bet (a Segunda Restrição) quando podemos completamente, destemidamente, sem cometer erros, nos corrigir, porque a Luz Superior vem até nós não com a mesma força da primeira vez, e nós começamos a sentir que desejos podem ser conectados entre si e como podemos nos corrigir corretamente.

Em outras palavras, as Segundas Tábuas simbolizam o estado de pequenez, durante o qual corrigimos nossa natureza através de ações graduais. Todo o vagar pelo deserto fala exatamente desse caminho.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 31/8/16

Um Milhão Para Segurança

Laitman_632_1Nas Notícias (Jewish Press): “Dois novos caças ‘Adir’ F-35 de Israel aterrissaram em Israel na segunda-feira à noite, com grande pompa na Base Aérea de Nevatim no Negev. Eles foram recebidos com grande cerimônia pelo governo de Israel, incluindo o presidente Reuven Rivlin, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Avigdor Liberman, a secretária de Defesa dos EUA, Ash Carter, o chefe de Estado-Maior das IDF Gadi Eizenkot, o comandante da Força Aérea israelense Amir Eshel e altos funcionários da IAF.

“‘O caça Adir redefine as habilidades de dissuasão de Israel. Ele redefine o braço longo do IDF. Ele redefine o reino de nossa capacidade de operar’, observou o presidente Rivlin.

“‘Qualquer um que pensa em nos destruir coloca-se em perigo de extinção’, disse o primeiro-ministro durante a cerimônia de boas-vindas para os “poderosos” caças Adir.

Pergunta: Qual é a sua opinião sobre as grandes esperanças que estão inseridas nessa aquisição?

Resposta: Eu não acho que quaisquer grandes esperanças estejam conectadas a isso. Esses aviões constituem um elemento dissuasor, assim como uma arma nuclear. Por outro lado, é perigoso porque quando você tem uma arma desse tipo: ela incentiva você a usá-la. Mas um elemento dissuasor como esse é realmente imperativo estar em seu poder e não em poder dos seus inimigos.

Em princípio, isso não indica nada. Nós só nos fortaleceremos quando fortalecermos nosso espírito. Afinal de contas, os filhos de Israel sobrevivem não porque temos uma arma estrangeira ou algo semelhante, mas porque estamos conectados com as nossas raízes, que devemos levar ao seu estado final, o que significa que temos que levar todos os povos do mundo a uma boa conexão entre eles.

Assim, os aviões não nos ajudarão, mas sim a compreensão adequada de nossas tarefas ideológicas. Se sairmos especificamente com essa arma e com o poder do espírito, podemos vencer todas as forças do mal e trazer o mundo ao estado correto.

Comentário: Apesar de tudo, isso relaxa de certa forma a pessoa. Ela pensa: “Nós já temos aviões, temos a Cúpula de Ferro. Em geral, esse é algum tipo de proteção”.

Minha Resposta: É verdade, mas isso é uma pequena compensação pelos danos espirituais que estamos causando a nós mesmos. Não podemos cobrir isso com aquilo porque precisamos levar o mundo a uma boa conexão.

E nós estamos fazendo exatamente o oposto. Assim o ódio contra nós crescerá, nossos oponentes se tornarão mais fortes; eles estão cada vez mais perto de nossas fronteiras e estão equipados tanto quanto nós. Portanto, nós precisamos pensar no que estamos fazendo com tudo isso. Eu transformaria os cem milhões de dólares gastos com o avião em educação. Isso proporcionaria benefícios e segurança muito maiores.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/12/16

Para Evitar A Morte Espiritual

Laitman_632_3Torá, Deuteronômio, 18:16 – 18:18: Conforme a tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembleia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então o Senhor me disse: Falaram bem naquilo que disseram. Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.

A mais elevada qualidade corrigida em uma pessoa do lado direito é o “Profeta”, do lado esquerdo é o “Rei”, e na parte inferior é o “povo”. Portanto, as pessoas, ou seja, as qualidades de uma pessoa que ainda estão em processo de correção, não podem estar conectadas ao Criador no nível do Profeta.

Os desejos do povo não podem apreciar o Profeta e o Rei. Essa é uma subordinação muito séria.

Está escrito: “Não ouvirei mais a voz do Senhor teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra”. Isso significa que a pessoa deve ter medo para não ir além do nível onde não pode resistir.

Por exemplo, se hoje eu não comi nada, ainda sou capaz de me segurar e não tomar nada da mesa. No entanto, se eu estivesse com fome por vários dias, eu pegaria qualquer coisa como uma fera fome, sem prestar atenção a ninguém.

Portanto, “para que não morra” significa não receber para mim mesmo, porque exatamente isso significa a morte espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/09/16

Do “Deserto” À “Terra De Israel”

laitman_747_01A entrada para a terra de Israel é uma subida ao nível da implementação do livre arbítrio. Os 40 anos de peregrinação no deserto antes da entrada na terra de Israel, significa estar em certos desejos chamados Bina, que é um nível elevado, mas o livre arbítrio é implementado lá em um nível muito fraco, podemos até mesmo dizer de uma criança – apenas faça o que lhe dizem e tudo ficará bem.

O estado da terra de Israel representa o pior lugar do mundo, o lugar mais terrível, odiado, causando constantes disputas e fúria, a terra que foi dita para engolir aqueles que nela vivem. Mas se você realiza esse desejo (terra – Eretz, da palavra “Ratzon” – desejo) corretamente, você revela o Criador nele.

Em princípio, uma pessoa que se move do estado interior de “deserto” para o estado espiritual de “terra de Israel” sobe para os maiores desejos egoístas e pode implementar o seu livre arbítrio no próximo nível, mais pesado. Os terríveis problemas, e a oposição entre o bem e o mal, são revelados nesse nível e ela deve resolver esses problemas dentro de si mesma.

Ao entrar na terra de Israel, a pessoa descobre novas profundidades e novos miasmas nela. Ela é obrigada a examiná-los e a escolher o amor sobre o ódio, o que é muito difícil porque ela precisa pagar por ele com sua liberdade “animal”.

Comentário: todo o drama se desenrola diante do povo. Por exemplo, Moisés sabe que não entrará na terra de Israel, mas envia seus filhos para lá.

Minha Resposta: Claro, é um estado assustador quando você estava pronto para ir com o seu povo, mas não tem permissão para isso. O que vai acontecer com eles? Você não sabe. Você os libera e eles se tornam independentes a partir desse momento.

Moisés conduziu o povo pelo deserto. O deserto é um nível muito mais baixo do que a terra de Israel porque todas as contradições reveladas dentro de uma pessoa no deserto eram bem insignificantes em relação ao próximo nível.

Além disso, Moisés estava no deserto com eles como um intermediário entre o povo e o Criador, ou seja, o sistema de governança. No entanto, esse sistema já não existe na fronteira com a terra de Israel. Isso é revelado diante de nós de tal maneira. Esses são realmente estados difíceis. Infelizmente, nós os entendemos apenas no nosso nível material, não no sentido Cabalístico.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/08/16

No Ponto De Escolha

laitman_760_2Em qualquer ponto de nosso estado espiritual há dois caminhos. Portanto, a frase “Eis que hoje vos proponho uma bênção e uma maldição” (Deuteronômio, 11:26) é repetida muitas vezes na Torá.

Essa frase é relevante em qualquer momento porque as pessoas recebem livre-arbítrio. Um homem é uma criatura que entende, sente, sabe e é capaz de realizar a liberdade de escolha.

Se em cada momento de sua existência ele não vê que há dois caminhos a sua frente e não está certo qual deles é uma bênção e qual é uma maldição, então ele não é um homem, mas um animal que é impulsionado pelo desenvolvimento evolutivo na medida em que uma vara o cutuca por trás.

Mas ele se considera um homem porque está em ocultação, e nem sequer percebe que não decide nada por si mesmo. Ele é como uma marionete nas mãos de um artista.

Por isso, as palavras “Eis que eu vos proponho hoje uma bênção e uma maldição” são dirigidas somente a uma pessoa que, através do estudo e implementação da Cabalá, alcançou a compreensão dos caminhos que estão à sua frente: uma bênção e uma maldição, e pode escolher apenas um deles. Ela não tem outra alternativa se estiver no nível da implementação do livre-arbítrio. E se não perceber, não é um homem.

Portanto, está escrito sobre todas as pessoas no mundo que elas são como animais, com exceção daquelas que, com a ajuda da Cabalá, alcançam o nível do livre-arbítrio.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 10/08/16

Ler A Torá Todos Os Dias De Sua Vida

laitman_527_02Torá, Deuteronômio, 17:18 – 17:19: Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, então escreverá para si duas cópias dessa Torá, um rolo desta lei, do original que está diante dos sacerdotes levitas. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, para cumpri-los;

Cada pessoa deve ser um rei, a fim de comparecer perante o Rei superior, o Criador. Para isso, ela deve ter adquirido duas Luzes superiores, duas restrições especiais, os Cohanim e Levitas (a linhas direita e esquerda), e em termos de Hassadim e do ponto de vista de Hochma.

Com ambas as mãos, ou seja, em duas linhas, ela deve aceitar tudo o que lhe é dado de cima e reagir corretamente a isso.

Um rei em uma pessoa é a Keter (Coroa) que aceita a força superior e se transforma através de todos os seus outros desejos e qualidades. Em outras palavras, a conexão com o Criador se estende a todas as pessoas através da pessoa que recebe a natureza superior.

Como está escrito, “Escreverá para si duas cópias dessa Torá”, o que significa que deve escrever sobre os seus desejos para que eles sejam formados corretamente de acordo com o sistema superior

Em, “E nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus”, ler significa explorar os seus desejos cada vez mais profundamente dentro de um egoísmo em constante evolução, reescrito com novos pontos e sinais. Esse é um trabalho sem fim até a completa correção da pessoa, enquanto ela existe nesse mundo, passando de reencarnação em reencarnação.

Ela continua lendo o mesmo livro porque a Torá descreve a profundidade de nossas correções até que terminemos completamente o trabalho.

Além disso, o que temos em mente não é a leitura do texto, mas que todos escrevam os rolos da Torá em seus corações, ou seja, formem todos os seus desejos de acordo com as leis superiores de convergência, conexão, até o amor.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 05/09/16