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Educação: A Principal Lei Dos Tempos Modernos

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma deve a estrutura da educação integral ser introduzida em uma cidade menor? Deve-se convidar uma equipe preparada de especialistas?

Resposta: É impossível fornecer a uma cidade com uma população de 50.000 um exército de especialistas visitantes. É impossível sondar o incompreensível.

No máximo, uma equipe de 20 deve ser convidada, e todo o resto seria por meio da entrega virtual de conhecimento. Então, as pessoas devem ser reunidas em grandes grupos para palestras e eventos como festivais e festas públicas, sob os auspícios da integralidade.

É necessário, treinar simultaneamente especialistas locais. Da mesma forma como existem trabalhadores municipais em todos os lugares, a cidade também deve ter especialistas em educação integral que irão continuar a educar as crianças, anciãos e toda a população. É necessário fornecer-lhes materiais de mídia e, em geral estabelecer uma base para que esse processo continue infinitamente.

Pergunta: Quando essas medidas acontecem, em primeiro lugar, as pessoas se sentem entusiasmadas conforme se juntam a uma ação comum. Em seguida, os convidados da capital chegam e essa onda de entusiasmo diminui. O que deve ser feito a seguir, para que isso não diminua em nada?

Resposta: Eu acho que a educação integral deve ser aceita como uma lei sem que a qual a sociedade não pode mais existir. Ou seja, ela deve ser a lei mais importante e principal da cidade ou da sociedade, fundada sobre a compatibilidade, integralidade e nos complementos mútuos e participação voluntária.

Tudo que é feito hoje por várias agências e decidido em tribunais, polícia e outras autoridades será decidido num nível completamente diferente. No entanto, um departamento de educação sério é necessário para isso. Assim, é crucial criar um orçamento, incentivos materiais e conteúdo para todo o sistema que estará envolvido na educação.

Pergunta: O departamento de educação é uma agência separada?

Resposta: Eu acho que ele não deveria se relatar a ninguém, somente ao centro de formação comum do país.

Pergunta: E sobre os economistas?

Resposta: Eles não podem fazer nada, porque os departamentos locais ideológicos não se reportam a ninguém, exceto ao centro ideológico principal. Eu não posso imaginar que ele poderia ser de outra maneira.

Os economistas não podem dirigir a educação. Eles não podem interferir no processo de criação e educação nas escolas. Se surgirem problemas, eles devem ser resolvidos em conjunto ou num nível superior, mas não pairar um sobre o outro.

Da “Discussão sobre Educação Integral” #23, 02/03/12

“A Melhor Maneira De Resolver Um Problema…”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Business News Daily): “De acordo com um estudo do coautor Bryan Bonner, professor associado da Escola de Economia David Eccles da Universidade de Utah”, ‘para os grupos serem bem sucedidos, eles devem explorar o conhecimento de seus membros de forma eficaz’.

“A pesquisa, publicada no Journal of Personality and Social Psychology, provou isso ao observar como os indivíduos e os grupos respondem a perguntas difíceis…

“‘As pessoas acham que muitas vezes sabem mais do que pensam que sabem. Elas percebem que podem não saber a resposta completa para o problema, mas há algumas coisas que elas sabem que podem ajudar o grupo a chegar a uma solução’”.

“Por isso, aproveitar o que as pessoas já sabem é a chave para resolver uma série de problemas, de acordo com a pesquisa.

“De acordo com Bonner e o coautor Michael Baumann, professor associado de psicologia da Universidade do Texas, em San Antonio, melhorar a capacidade de transferir antigos conhecimentos a novas situações pode ser tão simples como a tentativa de resolver os problemas com outros. Isto porque, quando várias pessoas se unem para resolver os problemas, o grupo tem diversos pontos de vista a reunir, a fim de chegar a uma solução.

“‘Apesar da enorme quantidade de inteligência necessária para transferir de forma consistente e efetiva o aprendizado do velho para o novo estar além de muitos indivíduos, grupos de pessoas trabalhando juntas podem ser realmente bons nisso”, disseram os pesquisadores.

“Com isso em mente, esta pesquisa pode não apenas mudar a forma como as organizações resolvem os problemas, mas também como as organizações são construídas em primeiro lugar”.

Meu comentário: Em todos os níveis de união, a semelhança com o organismo único da natureza é bom. Reunir pessoas separadas num único organismo imediatamente cria não apenas uma soma simples, mas mais do que a soma delas, exatamente devido à força da semelhança com a unidade, a qualidade do Criador.

Uma Nova Pessoa Para Uma Nova Época

Dr. Michael LaitmanO grande problema actualmente é o aumento acentuado no desemprego causado pela crise económica. Afinal, construímos uma sociedade de tal forma que está a produzir mais e mais produtos e enchendo cada pessoa com tudo o possível. Ao fazer isso, abusámos das nossas capacidades e produzimos uma interminável corrente de coisas que as pessoas atiram fora assim que possível para comprar novas, tudo para o enriquecimento dos produtores.

Contudo, a crise chegou e a procura já não é mais o que devia ser numa grande sociedade de consumo e em desenvolvimento. Pelo contrário, a sociedade está a reduzir os seus consumos e como resultado tudo está a abrandar e a desmoronar-se. A indústria está a enfraquecer, as companhias estão a ir à falência e arrastando o sistema financeiro: bancos, seguros e empresas de investimento. Como resultado, os especialistas estimam que apenas 10% da população mundial trabalhará para nos fornecer todas as necessidades da vida, e o trabalho de outras pessoas simplesmente não será necessário.

Então, de repente, encontramos milhões de pessoas que continuam sem trabalho. Contudo, existe um método de acordo com o qual milhões de trabalhadores industriais e de escritórios que estão a deixar o mercado de trabalho e a tornarem-se livres do trabalho, serão capazes de começar um novo trabalho. De agora em diante a sua tarefa será formar o nosso equilíbrio com a natureza, iniciar mudanças sociais e humanas. É necessário criar um novo ser humano para a nova era que estamos a entrar.

De KabTV  “Uma Nova Vida” #20, 28/3/12

Não Afunde Os Outros Hoje, Para Que Eles Não Afogarem Você Amanhã

Dr. Michael LaitmanEu passei a minha vida inteira cuidando de mim mesmo, tanto interna e instintivamente, quanto conscientemente, intencionalmente e deliberadamente. Neste caso, como eu faço para mudar completamente a minha natureza? Como posso aprender a amar o próximo? Afinal, amar o próximo significa pensar apenas nele, colocar todo o meu corpo ao seu serviço, todos os meus meios, habilidades e geralmente tudo o que eu tenho. E fazer isso a tal ponto que não vou ter nada exceto esse ponto do desejo de doar para ele e implacavelmente cuidar dele para que ele se sinta tão bem quanto possível.

É assim que uma mãe cuida de seu filho. A própria Natureza a dirige incansavelmente para cuidar da criança, e a única coisa que lhe interessa na vida é que esses quilos de carne se sintam bem. Ela só pensa em como arrumá-lo confortavelmente, com que alimentá-lo, quando mudar a fralda, e no geral, o que fazer com ele para que ele se sinta ainda melhor. Não existe outro cuidado para ela.

Como podemos seguir o seu exemplo para que possamos tratar toda a humanidade da mesma maneira, com a mesma devoção? Isso é impraticável!

Mas, poderia a Natureza realmente definir condições impossíveis diante de nós? Por que, então, chegamos a um estado completamente oposto? Por que estamos totalmente imersos no interesse próprio? Além disso, embora os animais constantemente também se preocupem consigo mesmos, as pessoas, além disso, querem lucrar à custa dos outros, usá-los, impor seu poder e opiniões sobre eles, dobrá-los à sua vontade. Uma pessoa se deleita em se elevar sobre os outros. Além disso, ela gosta quando se sentem um pouco pior do que ela, quando ela está num estado mais vantajoso em relação a eles. Uma pessoa avalia constantemente a si própria em relação àqueles em torno dela, e só através disso é que ela estabelece a extensão da sua satisfação.

Se o egoísmo me levou ao ponto onde me sinto acima de todos e onde preciso deles somente para sentir a minha superioridade, como posso mudar essa natureza e mudar para um estado oposto? Talvez seja vantajoso para eu imaginar uma situação utópica em que me preocupo com meu próximo e recebo prazer disso, como uma mãe que cuida de seu bebê? Suponha que eu amasse os outros da mesma forma que ela faz e gostasse de estar constantemente cuidando deles, então, talvez, eu sentiria absoluta realização pessoal com isso?

No entanto, não vejo qualquer meio para conseguir isso. O que me obrigaria a isso?

Na verdade, a humanidade ponderou isso por milhares de anos. Ao longo da história, muitos livros foram escritos, muitas tentativas foram feitas para implantar algo semelhante: construir um bom ambiente, formar organizações correspondentes. Mesmo centenas de anos atrás, os utopistas tentaram criar as condições para as boas e afáveis relações entre as pessoas em diferentes cantos do mundo. No entanto, eles não tiveram sucesso na implantação dessas iniciativas.

No curso de nosso desenvolvimento, estamos nos tornando mais inteligentes e conhecendo a natureza humana cada vez melhor, e agora entendemos que somos incapazes de nos levantar acima da nossa própria natureza. Talvez seja mesmo uma coisa boa. Talvez isso nos dê algo especial. Mas, a construção de tal sociedade é impossível: uma ideia utópica, de fato.

É por isso que em nossas sociedades nos limitamos às leis de conduta, de modo a não prejudicar muito o nosso próximo. Nós temos advogados, contadores, sociólogos, psicólogos, políticos, e assim por diante, e eles padronizam as leis sociais. Nós nos unimos com os outros, mas apenas a fim de receber serviços. Por exemplo, um município se preocupa com a ordem na cidade, com a limpeza do lixo e outros serviços, como creches, escolas, centros culturais e assim por diante. Nós estamos dispostos a contar com as necessidades de todos e, neste caso, vale a pena nos unir. Afinal, graças a isso cada um paga uma quantia relativamente pequena para uma ampla gama de serviços. Essas coisas são claras para nós, pois através delas recebemos um benefício real, calculável.

Mas, quando se trata de mudar as atitudes das pessoas no reino dos sentimentos e emoções, de modo que a pessoa leve em consideração o seu próximo ao invés de ouvir seu próprio coração, isso é algo que não podemos fazer.

E aqui chegamos a um entendimento do estado especial da crise que estamos hoje. É uma crise muito estranha, e em sua essência, ela pertence às relações entre nós. Usando todas as mesmas formações egoístas já tentadas, buscou-se construir uma sociedade mais confortável para todos, tendo em conta os interesses comuns de uma forma ou de outra. Nós entendemos que um excesso de pessoas descontentes vai levar a confrontos e conflitos irreconciliáveis, e isso ameaça provocar guerras civis. Ao longo de todas as épocas, temos tido conhecimento de que o nosso egoísmo precisa ser bem refreado para que não nos devoremos uns aos outros.

No entanto, todos esses cálculos foram construídos sob um “guarda-chuva egoísta”: Nós entendemos que essa é a nossa natureza e que temos de nos conter dentro de certos limites. Mesmo que nosso mundo brilhe com facetas egoístas, ele ainda requer um mecanismo único, a fim de evitar os surtos que ameaçam destruir todas as nossas realizações. Foi assim que a humanidade chegou a criar o Banco Mundial, a ONU e outras organizações internacionais, e como chegamos a uma maior comunicação e a contabilidade mais completa de interesses.

Em particular, durante o último século percebemos que é necessário levar mais em consideração o outro. As duas guerras mundiais mostraram-nos que ninguém ganha na guerra desenfreada, pelo contrário, todo mundo sofre uma perda como resultado, e todo mundo paga um preço caro por isso.

É por isso que a humanidade criou todos os tipos de comunidades e canais de comunicação. Há ainda “botões vermelhos” em Moscou e Washington para o estabelecimento de contato de emergência em caso de uma ameaça global. Existe certa forma de confiança aqui simplesmente porque está claro para todas as partes envolvidas que ninguém sairia de um conflito incólume e proveitosamente. Assim, percebendo que não há alternativa, armados com uma base acumulada, podemos agora estabelecer certas interações e comunicação.

Por um lado, essa ainda é uma abordagem egoísta, mas por outro lado, tal processo ainda leva à proximidade entre nós. Mesmo que cada vez mais nós nos odiemos e queiramos matar os outros, está se tornando claro que eles são tão fortes, e, portanto, é vantajoso levarmos o outro em consideração.

De KabTV “Uma Nova Vida” #13, 11/01/12

O Fim Do Desenvolvimento Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanNós sempre fomos empurrados egoisticamente para frente pela Natureza; nós sempre a seguimos cegamente; em outras palavras, fomos instintivamente impulsionados por nosso desejo de nos satisfazer, e como ele continuou se manifestando em nós, nós aspiramos à riqueza, fama, poder, conhecimento: a tudo.

Como resultado, chegamos a certa saciedade, e o nosso egoísmo chegou a um beco sem saída; nós nem podemos dizer que ele continua crescendo. Por um lado, há certa linha de reavaliação dos nossos valores: “É correto continuar a lutar pela conquista de fama, conhecimento, riqueza e poder? Este é o significado do nosso desenvolvimento?”.

Por outro lado, vemos que a nossa dependência mútua obriga-nos a apresentar algumas outras fórmulas econômicas internacionais, que devem levar em consideração a nossa interdependência; em outras palavras, se eu vou sofrer, você também vai sofrer, não importa o quão egoísta isso possa parecer agora. Mesmo hoje, eu ainda tento construir a minha felicidade na opressão dos outros, baseio meu poder sendo mais forte do que outros, juntando mais.

No entanto, a própria Europa é um exemplo brilhante de como a dependência mútua determina os destinos de todos hoje, e é impossível desconectar apenas um país da UE, não importa o quanto se possa querer que isso aconteça. Talvez os economistas não percebam isso ainda. Não podemos nos desconectar do mundo inteiro.

Esta dependência existe dentro de Natureza, dentro das conexões internas entre nós. E a economia, que representa apenas nossas relações externas egoístas, não pode mais continuar descrevendo-as da mesma forma que fazia antes: o que eu dou a você, o que você dá para mim, uma porcentagem de uma porcentagem, etc. Indústria, comércio e relações internacionais já não podem continuar se desenvolvendo da mesma maneira.

Nós devemos levar em consideração a integração do mundo. E se não correspondermos a essa integração, não seremos capazes de compreender a forma como devemos avançar: de acordo com o mundo e a Natureza. Hoje nós sentimos o desafio da Natureza, a sua pressão sobre nós, com o único propósito de fazer-nos aos poucos começar a mudar para nos tornar como ela. Isso nunca aconteceu antes.

Se fôssemos olhar para ela de uma perspectiva ontológica, veríamos que a Natureza sempre nos empurrou para o desenvolvimento egoísta. Agora, pelo contrário, ela está nos mostrando que o desenvolvimento egoísta chegou ao fim; em outras palavras, nós completamos nosso desenvolvimento nos níveis inanimado, vegetal e animal, quando fomos empurrados para frente, instintivamente, pela Natureza; é por isso que este nível do desenvolvimento humano é chamado animal.

Mas agora nós temos que começar a nos desenvolver no nível “humano”, quando entendemos e percebemos o mundo circundante, a ponto de mudar a nós mesmos para adequá-lo. Nem o mundo nem a Natureza estão nos forçando a mudar instintivamente, evocando esses desejos em nós, que nos obrigaram a construir a sociedade, economia, tecnologia, etc. Isso não existe mais hoje.

Obviamente, a próxima etapa do nosso desenvolvimento é quando a Natureza se mostra a nós numa forma nova e integral, a maneira como ela realmente é: tudo está interligado nela e ela é apenas a Natureza sozinha. Mas nós, sendo seus componentes, não correspondemos a ela, e devemos alcançar a mesma forma integral na estrutura da nossa sociedade: na política, economia, finanças, em tudo.

De KabTV “Crise Global – Déficit de Recursos” 01/03/12

Uma Transição Verdadeira

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que parte da população precisa participar da educação integral, a fim de mudar a consciência de toda a sociedade?

Resposta: Eu acho que quando 20 a 30% da população se inspirar com a ideia anticrise – eu a chamaria inclusive de ideia da nossa salvação de um estado crítico – isso automaticamente se espalhará para os outros, que também vão se interessar, entender e compreender a necessidade de estudar o método integral. Além disso, à medida que as empresas e a demanda por determinados serviços continuarem a cair como consequência do esgotamento das capacidades materiais da população, as pessoas vão entender que realmente precisam pensar em certa transição.

Se houver um sério trabalho explicativo na população com relação à crise, suas causas, curso e consequências, e as formas de resolvê-la em escala local, regional e mundial, as pessoas vão realmente escutar. É por isso que, quando for oferecido às pessoas um método de educação integral como um meio para sair da crise, as pessoas vão leva-lo bastante a sério.

É necessário organizar discussões interessantes, convidar pessoas com pontos de vista diretamente opostos, onde elas vão tentar descobrir coisas durante o debate.

De KabTV “Cidade Experimental – Solução para a Crise” 02/03/12

Quem é Maior ou Quem é Melhor?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Michelle M. Duguid, Washington University e Jack A. Goncalo, Cornell University):“A altura é uma metáfora habitualmente utilizada para poder: pessoas poderosas “sentem-se como pessoas importantes do campus” e “pessoas olham alto para elas”. Psicólogos do desenvolvimento sugerem que uma associação metafórica entre poder e altura pode ter origem muito cedo, como, por exemplo, quando as crianças são confrontadas com pais mais altos que têm o poder sobre elas, e durante a adolescência crianças mais altas usam a sua forma para coagir fisicamente crianças menores. Esta associação continua a ser reforçada uma vez que pessoas mais altas que ganham maiores salários podem ser mais facilmente encontradas em cargos de chefia, ascender como líderes ou ganhar eleições presidenciais.

“Esta corrente de pesquisa sugere que observadores sociais julgam os mais altos como mais poderosos que os mais baixos. Por exemplo, quando as pessoas se expandem para ocupar mais espaço, os observadores assumem que elas são dominantes, enquanto que quando se restringem, são entendidos por outros como submissas. …

“Em resumo, há uma forte evidência de uma associação positiva bem conhecida entre poder e altura. Uma previsão óbvia baseada nesta pesquisa é que observadores podem usar o tamanho do seu alvo para inferir o seu poder; não é um pressuposto irracional, dada a correlação robusta entre altura e poder em definições naturalistas”.

“Aqui, consideramos uma implicação mais inesperada da associação poder-altura; em que a experiência psicológica de poder pode fazer com que indivíduos se sintam de facto mais altos que uma medição objectiva possa indicar que sejam”.

Meu Comentário: No nosso mundo egoísta tudo é medido de forma quantitativa, sendo a medida do egoísmo “quanto você recebe” (altura, peso, distância, tempo, salário, etc.), enquanto que no mundo espiritual altruísta, tudo é medido qualitativamente – a medida de doação. A diferença é que receber no nosso mundo egoísta está no desejo da própria pessoa, enquanto que no mundo espiritual está no desejo dos outros. Desta forma, não existem sensações terrenas no mundo superior, e é por isso que o sentimento do gradual “desaparecimento do corpo” é alcançado aqui.

A Terra Pode Vir A Livrar-Se Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanOpinião:(Dr. Alexei Yablokov, membro da Academia de Ciências Russa, Centro para a Política Ambiental e Ecológica): “A implicação chave do conceito de biosfera do Professor V. Vernadsky é que a Terra é um organismo vivo peculiar, no qual as menores instabilidades nas suas camadas mais finas podem originar graves consequências geológicas.

“Mais tarde, o cientista britânico James Lovelock falou também sobre a Terra como uma criatura viva. Ele expôs um conceito chamado “Teoria Gaia” ou “Princípio Gaia” (“Gaia” refere-se à deusa da Terra na Grécia antiga).

A Terra (Gaia) pode “cortar” a humanidade como um tumor cancerígeno perigoso. A população da Terra faz tudo para força-la a livrar-se de nós: o uso abusivo dos recursos naturais não renováveis, a extracção abusiva da terra, madeira e água, a poluição da biosfera através de substâncias químicas e radiactivas…

“A abordagem dos ecologistas para com os recursos do nosso planeta leva em consideração consequências a longo prazo, em vez de meros “benefícios” do dia de hoje. Quanto aos economistas, eles olham apenas 10 anos na frente. O pensamento dos políticos é limitado ao intervalo de tempo entre dois ciclos eleitorais (4 – 6 anos). Discrepâncias em cálculos de tempo causam contradições em vários pontos de vista. Os políticos não conseguem concordar com o argumento dos ecologistas que “daqui a 20 anos será muito pior”, uma vez que o principal para eles é obter a aprovação dos seus eleitores no futuro próximo.

“A sociedade baseada no consumo tem de perceber que em certo ponto do seu desenvolvimento irá esgotar-se. As pessoas comuns dão os seus votos a políticos que tomam decisões ecologicamente perigosas para atrair votantes. A única forma de eliminar a ameaça ambiental é espalhar informação ecológica e conhecimento o mais amplamente possível. A pior coisa que pode acontecer-nos será falhar “o ponto sem retorno”.

“O pensamento orientado para a ecologia deve levar as pessoas a agir de forma consciente, a manter o ambiente seguro e a encontrar o nosso lugar na magnífica biosfera em que vivemos. A ecologia é uma ciência sobre como manter a nossa casa são e salvo. Até agora, a grande maioria dos habitantes da terra não perceberam que a nossa casa é o planeta inteiro”.

Meu Comentário: Há dezenas de anos, os ecologistas têm apelado a nós, mas uma vez que os políticos e investidores são aqueles que delineiam a nossa vida, nunca houve mudanças. Eles nunca investirão em qualquer iniciativa que não lhes traga resultados políticos ou económicos visíveis e imediatos. Existe alguma saída desse circuito? A resposta é educar todas as camadas da nossa sociedade dando particular atenção à expansão dos horizontes das pessoas comuns, uma vez que as camadas superiores da sociedade nunca permitirão voluntariamente uma educação integral, porque o seu objectivo é manter as massas em frente dos aparelhos de TV.

Ser O Meu Próprio Instrutor

Dr. Michael LaitmanNós esperamos que gradualmente alcancemos um nível de concordância na sociedade (no Estado), e entre as pessoas, quando elas começarem a entender que ninguém pode mudá-las, exceto elas mesmas, e que não serão capazes de mudar o mundo sem mudar a si mesmas; que o mundo é a percepção da pessoa, o seu próprio reflexo, e é por isso que é necessário jogar como se estivesse no futuro, de modo que este futuro se torne o presente. Como Kozma Prutkov disse uma vez: “Se você quer ser feliz, seja feliz”. Em geral é assim que é.

É por isso que um instrutor deve ser também um tipo de psicoterapeuta. Ele deve entender as pessoas muito bem e saber tudo sobre isso. Os instrutores devem concluir cursos e terem muita experiência. Eles precisam estudar fórmulas exatas de comportamento, mudança e reações humanas. Em outras palavras, o fundamento da sua experiência deve conter cenários específicos com entradas e saídas apropriadas. Eles devem entender o que estão fazendo com as pessoas e os tipos de reações que as pessoas podem ter, e precisam saber exatamente o que precisam para alcançar a saída.

Além disso, ao trabalhar com um grupo de adultos, também temos que transformá-los em instrutores enquanto trabalhamos com eles, porque cada pessoa, em geral, é seu próprio instrutor. E quando ela interage com os outros, verifica-se que todos estão instruindo uns aos outros. Em outras palavras, este trabalho tem dois lados, é o trabalho da parceria entre todas as pessoas.

E mesmo que no início haja instrutores, educadores, professores e metodólogos trabalhando com o grupo, o grupo recebe todo o método deles, toda a cadeia de mudanças que deve experimentar, todo o programa, todas as leis exatas de comportamento, as leis de influência e de permuta entre si. No final, todos no grupo chegam a um ponto em que podem aplicar este método em si e nos outros, e ativamente interagir com o restante, tendo compreensão exata de como se transformar sob a influência do grupo.

Em outras palavras, quando uma pessoa termina em qualquer cenário, ou até mesmo num cenário ocasional, ela sente exatamente como se comportar e corrigir esta situação para que ela possa influenciá-lo e fazê-lo ter uma influência correta sobre ela. Desta forma, ela sempre será capaz de trabalhar corretamente com o ambiente e, simultaneamente, torná-lo um instrumento para si e para o grupo que ela influencia.

Da “Conversa sobre Educação Integral” 27/02/12

A Solução Encontra-se Na Educação Das Mulheres?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Ashok Gadgil,Diretor da Divisão de Tecnologias em Energia Ambiental do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley): “Somos uma civilização global, temos operações globais, atividades econômicas globais, e somos dependentes dos recursos do planeta. Nossa civilização é tão grande e poderosa que podemos estupidamente destruir uma fina película de vida em nosso planeta…

“Como resultado, a tarefa principal, na minha opinião, é descobrir quais devem ser as leis da nova economia: consumo, população, indústria, gestão da sociedade.

“Estudos mostram repetidamente que a melhor maneira de controlar a população é educar as mulheres. A educação para a opressão da mulher e resolve um monte de problemas sociais.

Na natureza, toda espécie quer multiplicar e prosperar, mas todos os tipos convivem em harmonia com outras espécies, das quais dependem. Apenas o ser humano quer tomar tudo.

“Este comportamento não pode ser um padrão de comportamento a longo prazo. Nós temos que evoluir, em vez de aumentar o consumo, destruindo o mundo. Hoje, poucas pessoas pensam nas futuras gerações, todo mundo pensa no momento atual”.

Meu comentário: A Cabalá diz que se liberássemos as mulheres do trabalho e as enviássemos para os “cursos de educação e formação integral”, teríamos:

– nos libertado do fardo do desemprego;
– deixado de produzir bens indesejados,
– parado de esgotar os recursos,
– parado de poluir o planeta.

E as mulheres, livres do trabalho desnecessário, e com base no conhecimento adquirido, cuidariam da educação e formação de seus homens e filhos, e teríamos encontrado uma solução para a crise em todas as áreas.