Textos na Categoria 'Livre Arbítrio'

Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 6 – Verdadeira Liberdade

laitman_527_03Pergunta: “Sair de si mesmo” para o amor ao próximo é a liberdade verdadeira ou a liberdade imaginária?

Resposta: Esta é especificamente a liberdade. É porque quando eu subo acima de mim e saio para o amor ao próximo, eu não apenas mudo a mim mesmo para o próximo, e em vez do meu ego outra pessoa me escraviza.

Não. Ao sair de mim mesmo, eu vou ao próximo nível de existência e, assim, me separo de mim mesmo.

Eu paro de ver este mundo da mesma forma que vejo com meus cinco sentidos egoístas, e começo a olhá-lo com cinco sentidos altruístas: Keter, Hochma, Bina, Zeir AnpinMalchut. Eles são sentidos completamente diferentes.

Eu começo a ver o nosso mundo como eterno, infinito e pleno, e me vejo da mesma forma. E aquele meu pedaço egoísta que sempre me segurou e não me soltou já não pode me prender; eu estou separado dele e começo meu voo livre.

Agora eu não estou limitado de forma alguma, nem em realizar o amor, nem em realizar a minha conexão mútua, e nem em qualquer outra coisa. Eu entro num novo espaço que não está fechado dentro da “panela” deste mundo; meu “eu” é determinado lá pela minha conexão com todos os outros.

Tudo o que se encontra fora de mim é todo meu “eu”, porque eu me mudei para outro espaço dentro de apenas um ponto, o que, em princípio, é o que me desperta. Especificamente neste ponto, graças ao qual eu de alguma forma me senti dentro de uma panela, eu deixo o espaço fechado. Tudo o resto permanece dentro da panela.

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De KabTV “A Última Geração” 11/06/15

Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 5 – Liberdade Depois Da Solução Do Problema

laitman_424_02Pergunta: Quando criança, eu tinha a sensação de que o mundo inteiro era uma panela. O céu era a tampa e eu estava no fundo da panela como um pequeno inseto.

Todas as histórias sobre a Terra ser redonda e grande perdiam a cor em comparação com esse sentimento interno de estar isolado, preso, encerrado sem uma saída. O que é esse sentimento?

Resposta: Este é um sentimento muito real sobre o nosso mundo fechado. Além disso, ele é fechado de modo que, por um lado, nos vemos em algum tipo de espaço imenso, mas, por outro lado, este espaço está morto, não tem nada nele.

E mesmo que não estivéssemos nessa pequena bola, mas em outra galáxia, seria a mesma coisa, eu não seria capaz de escapar de mim mesmo. Só haveria outras condições da natureza inanimada, e o que mais?

Nós realmente estamos numa “panela com uma tampa”, e se não saímos dessa situação, todos nós podemos esperar um final amargo; não há nada a fazer aqui. Mas este sentimento ajuda as pessoas a considerar por que a natureza nos criou como seres inteligentes e nos desenvolveu de uma partícula inanimada até os organismos mais complexos; afinal de contas, não pode ser que isso foi sem propósito.

Ao que parece, por trás do organismo físico, interno e psicológico (que é ainda mais interna), existem outras capacidades e possibilidades, forças e características secretas que devem ser descobertas em nós.

Como o ser humano uma vez surgiu de um macaco, ele deve ter algo mais no seu desenvolvimento interno. Nós estamos indo em direção a isso e a sabedoria da Cabalá nos explica como desenvolvermos isso dentro de nós mesmos.

Hoje, a humanidade já atingiu o sentimento de um confronto final nas suas relações mútuas, e isso deve ser resolvido, porque o aprofundamento constante de confrontos entre nações e povos é muito primitivo, limitado, fechado e não nos permite sair da gigantesca “panela” do nosso mundo.

Assim, o mesmo impulso que hoje domina massas cada vez maiores nos levará a uma solução deste problema. Nós vemos, de acordo com a depressão que impregna o mundo, de acordo com a necessidade de drogas, de acordo com as guerras e desordem sem fim, que a humanidade está à procura de uma fuga, mas não sabe o que fazer.

As pessoas estão novamente se voltando às religiões e não encontram nada nelas, o que significa que uma oposição está aparecendo entre as próprias massas.

Esta é a procura de uma solução para o problema. É mais profundo do que a liberdade ou a falta de liberdade. Em outras palavras, se eu vejo algum tipo de propósito à minha frente que não fornece nenhuma liberdade, eu vou concordar com isso; e se eu não o vejo, isso já é o fim.

Mas o quanto essa meta está conectada à liberdade, não sabemos. Na verdade, ela está sempre conectada à liberdade, mas hoje não podemos compreender o que é isso.

De acordo com a Cabalá, se você quer ser livre, deve parar de se preocupar em ir mais fundo dentro de si e deve começar a trabalhar fora de si, para o bem dos outros.

E quando, em vez de se preocupar consigo mesmo, você começar a se preocupar com os outros, em vez de amar a si mesmo, você ama e sente-os, e eles se tornam sua única fonte de preocupação e amor, seus pensamentos e impulsos, então você estará livre. Livre do quê? Livre de si mesmo. É apenas neste caso que nós temos uma possibilidade de sair de nós mesmos.

Caso contrário, estamos sempre nos enganando, dizendo que não somos egoístas, somos livres e coisas assim. Uma vez que o ego nos envolve na “panela” geral, é natural que ele é o senhor dos escravos aqui.

Continua …

De KabTV “A Última Geração” 11/06/15

Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 4 – Escravos do Ego

Laitman_115_06Pergunta: Uma subida acima do egoísmo é lógica para a pessoa comum?

Resposta: O que se entende por uma pessoa comum ou uma pessoa incomum? Hoje, uma pessoa comum é mil vezes mais desenvolvida do que um sábio de dois mil anos atrás. Assim, o termo “comum” é relativo. De qualquer forma, todos nós devemos chegar a um estado em que temos que ser elevados acima do egoísmo que nos mantém em seu pequeno mundo, obrigando-nos a pensar só em nós mesmos, limitando assim as nossas possibilidades.

Através de seu constante desenvolvimento, o egoísmo está nos levando a uma crise. Hoje, milhões de pessoas, especialmente em nações desenvolvidas, o sentem,  e ele é sentido no nível da sociedade e no nível da produção.

Se isso ainda não é sentido nas nações menos desenvolvidas, é só uma questão de tempo, na medida em que a interpenetração na humanidade acontece muito rapidamente. Em última análise, todos sentirão o mesmo, incluindo as pessoas mais comuns.

Elas vão entender que existir no âmbito da atual natureza egoísta significa ser um escravo das configurações que são impostas a você, todos os tipos de tendências, modas, etc. Elas vão começar a sentir que a sensação de falta de liberdade depende do crescimento de seu egoísmo. Afinal, com o desenvolvimento ele revela como é limitado e é apenas a escravidão humana.

Baal HaSulam comparou a saída do egoísmo a um verme vivendo dentro de um rabanete. Ele sente como seu mundo é amargo e escuro, e, ao rastrejar para fora, de repente vê um mundo cintilante completamente diferente. Mas o que o motiva a se arrastar para fora do rabanete? É o ego em desenvolvimento, que funciona como o seu próprio coveiro. O rabanete amargo representa o sofrimento que nos empurra para fora do nosso mundo fechado.

Nós não podemos mais permanecer aqui e de alguma forma devemos sair dele porque há um programa da natureza; nosso estado final existe inicialmente. Nós só precisamos nos descobrir dentro dele. Isso depende dos impulsos interiores em direção ao desenvolvimento de nosso desejo, das conexões entre nós.

Continua.

De KabTV “A Última Geração” 06/11/15

Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 3 – Liberdade Absoluta

laitman_596Pergunta: Para onde a evolução está nos levando?

Resposta: A evolução está nos levando à percepção de que não somos livres.

Se não tivéssemos a sensação imaginária de liberdade, não poderíamos nos desenvolver e não gostaríamos de viver. No entanto, essa ilusão sempre desperta emoção e nos concede algum tipo de esperança no futuro.

A necessidade de ser livre existe em nós, mas essa é a necessidade egoísta de uma liberdade egoísta. Na mesma proporção que o ego se desenvolve, a pessoa sempre se sente em carência, falha, não é livre. Essa é a dinâmica do desenvolvimento do nosso ego, que estabelece estruturas cada vez mais amplas para si.

Por outro lado, nós nos inserimos deliberadamente em novas estruturas porque não nos sentimos confortáveis sem elas. Cada pessoa quer ter conexões particulares com o ambiente que a rodeia, com a sociedade, e isso já indica que ela não é livre. E nada é feito aqui; nós estamos constantemente jogando com coisas assim.

A liberdade absoluta se resume em ascender sobre a nossa natureza atual. Se nós subimos sobre o ego, ele já não pode mais exigir que nos coloquemos nas estruturas de sua realização. Quando subimos acima do ego, entramos em outro espaço onde não estamos sob o controle de nossa natureza; em vez disso, estamos incluídos em outra, a natureza superior. Este estado é determinado por nós como plena liberdade.

Nós a sentimos quando adquirimos a característica de doação e amor pelos outros, não por nós mesmos. Nós começamos a implementar essa propriedade e nos sentimos livres de nosso ego pessoal, das exigências e limitações pessoais. Quando saímos para este nível e fazemos tudo com a intenção em prol da doação, nos tornamos verdadeiramente livres.

Certamente é possível ter dúvida: “Que tipo de liberdade é essa? Será que o amor pelos outros não nos escraviza como uma mãe que perpetuamente gira em torno de seu bebê?” Por um lado, isso é correto. Mas, por outro lado, a partir dessa relação para com os outros, nós obtemos quantidades ilimitadas de energia, sensações positivas, a descoberta de espaços e mundo completamente novos.

Essa é uma liberdade que está conectada ao amor, com a participação e saída de mim mesmo, saída do meu pequeno e fechado mundo egoísta, e eu estou incluído no mundo geral, eterno e ilimitado. Todos os meus sentimentos e pensamentos saem de mim agora.

Em vez de absorver “internamente” tudo dentro de mim, eu trabalho numa direção “externa” e realmente me sinto totalmente livre.

Continua…

De KabTV “A Última Geração” 11/06/15

Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 2 – Escravidão Avançada

laitman_436Comentário: Uma pessoa sempre quer ser livre: as pessoas querem ser libertadas da escravidão para adquirir liberdade; a palavra “liberdade” é ouvida em todos os hinos nacionais, está inscrita em todas as bandeiras. De repente, você está dizendo que uma pessoa não é livre, que ela vive na prisão deste mundo.

Resposta: Na Idade Média, as pessoas concordavam de boa vontade em ser escravas porque sabiam que seriam cuidadas; elas receberiam um teto sobre sua cabeça, comida, e se casassem, poderiam alimentar a sua família. O senhorio cuidaria disso, e em troca elas dariam seu trabalho. Mas como o nosso egoísmo se desenvolveu, de repente nós começamos a nos sentir acorrentados; sentimos uma necessidade de remover as correntes. E quando arrancamos essas correntes, aparentemente nos tornamos um povo livre.

Mas essa liberdade é imaginária, porque de qualquer forma, você deve arar, colher, vende, pensar na casa, na família e fazer mil coisas diferentes. E se você ficar doente, não há mais nenhum senhorio para cuidar de você, ele não vai chamar um médico porque você não é sua propriedade (afinal, houve um tempo quando você era uma propriedade valiosa para ele), agora você deve pensar em tudo sozinho. No entanto, este foi um desenvolvimento progressivo porque sob o capitalismo havia o crescimento do trabalho, o aumento da sua produtividade, isso foi benéfico para a sociedade e ela aceitou isso.

Assim, nós chegamos aos dias de hoje; nós sentimos em cada passo a necessidade de um novo nível de liberdade. Mas, na verdade, isso não é liberdade.

Continua…

De KabTV “A Última Geração” 11/06/15

Quem Controla E Governa Nossa Mente?

Laitman_733Pergunta: Se o nosso cérebro não decide nada, qual é a sua função num vasto sistema da natureza?

Resposta: O nosso cérebro recebe comandos e depois aciona o nosso corpo. Mas isso não significa que o cérebro tenha independência.

Ele é totalmente dependente e conectado a todo o sistema, como um microcomputador que se ocupa apenas em nos conduzir à ação, mas que está conectado a um computador muito maior com um enorme cérebro e memória.

Pergunta: Se nós somos totalmente geridos de cima como máquinas, o que significa ser independente? O que significa ser livre? O que é o livre-arbítrio?

Resposta: Na medida em que começamos a entender o sistema superior, a alcançar e senti-lo, nós começamos a adquirir o livre arbítrio e a liberdade de agir. Mas, para fazer isso, nós temos que ascender a um nível que seja mais elevado do que o nosso atual, porque agora somos totalmente controlados.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 12/04/15

Onde Está Escondida Nossa Liberdade De Escolha?

Laitman_167Pergunta: Será que nós temos liberdade de escolha?

Resposta: Cada pessoa que se sente a necessidade de liberdade de escolha pode alcançá-la. E com os judeus, como os portadores de duas linhas, esta necessidade está sempre lá porque eles a receberam inicialmente na antiga Babilônia.

Mesmo hoje em dia, cada pessoa que sente o imperativo da liberdade de escolha pode juntar-se ao método de Abraão como seguidores se juntaram a ele em seu tempo, deixaram a antiga Babilônia, e receberam orientação dele sobre o desenvolvimento espiritual correto. No nosso tempo, todos podem se juntar ao estudo da Cabalá porque ela fala sobre almas e sobre como desenvolvê-las.

A entrada no judaísmo é muito simples: alguém que quiser, por favor; a nacionalidade não importa. Os judeus não julgam as outras pessoas de acordo com sua nacionalidade porque eles próprios não têm uma. O único critério é o autodesenvolvimento com a ajuda do método de ascender e conectar tudo em prol do amor mútuo. E toda a humanidade pode participar nisso sem qualquer limitação.

Comentário: De acordo com suas palavras, o processo de conversão é muito simples.

Resposta: Houve algum processo de conversão para os povos antigos? Quando um estrangeiro veio a Hillel, o Velho, e perguntou-lhe: “Qual é a sua Torá, Judaísmo?”, Hillel, o Velho, respondeu-lhe: “O que é odioso para você, não faça ao seu amigo”. É isso; não é necessário dizer mais nada!

Pergunta: O que é a liberdade de escolha dos judeus?

Resposta: A escolha é apenas estar ligado e conectado entre eles, apesar de seu ego, e criar a característica de doação e amor dentro deles. Todos aqueles que estão envolvidos com isso são chamados de judeus, eles sobem acima do ego e se unem para trazer uma força positiva para o mundo. Se uma pessoa tem esse imperativo, é sinal que um gene espiritual está escondido dentro dela. Assim, ela é totalmente igual ao povo judeu a respeito da questão da liberdade de escolha.

Pergunta: Será que isso significa que ela pode passar este gene para seus filhos?

Resposta: Isso não é passado como uma herança, mas é o resultado da educação. Alguém é chamado um judeu não porque nasceu de uma mãe judia como todo mundo está acostumado a pensar, mas sim alguém que se prepara para uma transição (Ever) do paradigma egoísta para o altruísta.

Comentário: Mas a maioria do atual povo judeu não tem ideia disso…

Resposta: Eles têm uma inclinação interior que é chamada de Reshimo (reminiscência), um registro de informação sobre isso, que eles podem desenvolver o gene espiritual que tem estado neles desde o início, desde os dias de Abraão. Cada pessoa que se junta ao povo judeu à procura de amor ao próximo e está pronta para se engajar nesse método, transmite para sua progênie a mesma inclinação espiritual.

De KabTV “Sobre Nossa Vida” 04/06/15

Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 1 – Grilhões Na Liberdade Imaginária

laitman_423_02Escritos de Baal HaSulam “A Liberdade”, “Harut (esculpido) nas tábuas”; não pronuncie Harut (esculpido), mas sim Herut (liberdade), para mostrar que eles são libertados do anjo da morte. Essas palavras precisam ser esclarecidas, pois como a questão da recepção da Torá está relacionada com a libertação da pessoa da morte?

Pergunta: Geração após geração, a liberdade tem atraído pessoas. O que isso significa?

Resposta: A liberdade é um conceito amorfo, completamente irrealista, não natural, algo que nos escapa, algo que retratamos em nossas imaginações. O que as pessoas pensam e aceitam como liberdade é derivado de uma falta de compreensão de onde elas existem.

Nós vivemos num volume limitado, numa Terra pequena e fechada, e dentro deste volume tentamos encontrar um estado em que sentimos a menor pressão. Neste estado nós aparentemente nos sentimos livres, independentes, escolhendo e realizando nossas ações, pensamentos e opiniões.

Mas todos nós somos partículas de uma imensa rede interconectada por bilhões de fios de controle e, portanto, não sentimos que estamos num sistema rígido que determina completamente tudo. Sua ocultação de nós é o que nos dá a ilusão de liberdade. Mas, na verdade, não temos liberdade, nem em pensamentos, nem em desejos ou ações.

Pergunta: Será que a necessidade deste sentimento amorfo, constitui uma resposta ao sentimento inconsciente de que não somos livres?

Resposta: Eu acho que a humanidade não compreende que não é livre. Uma pessoa sempre encontra maneiras para contornar sentimentos e pensamentos desagradáveis. Afinal, a nossa principal característica é o desejo de receber e desfrutar, por isso estou constantemente buscando a condição de máximo prazer ou mínimo sofrimento. Esta é a totalidade das minhas aspirações em cada situação.

Não podemos dizer que uma pessoa tem uma grande necessidade de liberdade. Ela quer encontrar trabalho, passar tempo com sua família, ter tudo definido e aprovado para ela. Por um lado, ela acredita que é melhor estar no comando. Então, que tipo de liberdade é essa?

A pessoa se coloca em estruturas específicas. Ela se casa, estabelece uma família e, portanto, é obrigada a trabalhar, alimentar a família, estar preocupada com ela, protegê-la: obrigação, obrigação e obrigação. Então, onde está a liberdade aqui?!

Todas as nossas vidas estão dispostas de tal modo que temos que obedecer a algumas regras. Se eu quero ou não, em qualquer caso, eu estou sob a autoridade de alguns dogmas, gostos, restrições, modas, etc. Quer eu queira ou não, tudo isso me influencia.

Segue-se que eu não sou livre em nada, em absolutamente nada! Então, nenhuma liberdade é contabilizada. Mesmo que uma pessoa vivesse sozinha numa selva, ela ainda estaria cercada por algum tipo de ambiente que força suas limitações e princípios nela.

Como eu posso entender o que é a liberdade? Para isso, nós precisamos superar nossa falta de liberdade e sentir de forma acentuada e clara onde estamos, que forças determinam nossa condição, como a natureza, através de indivíduos e de todo o meu ambiente, me define e molda.

Continua…

De KabTV “A Última Geração” 11/06/15

Peças No Tabuleiro Da Vida

Laitman_907Pergunta: Eu estou profundamente perturbado com as tentativas de boicotar a seleção de futebol de Israel, impedindo-a de participar do campeonato mundial. Parece tão sem importância, apenas o futebol, apenas um jogo, mas isso provocou uma profunda preocupação com a própria existência do Estado de Israel.

Qual é o papel do jogo em nossas vidas? Afinal de contas, nós nos levantamos de manhã sem entender que jogos a vida joga conosco, quem move “as peças no tabuleiro de xadrez”.

Resposta: Como disse Shakespeare: “O mundo inteiro é um teatro e as pessoas nele são atores”. O problema é que nós não entendemos que jogos estamos jogando, qual o papel que estamos realizando e quem é o diretor. Nós não sabemos quem move as peças no tabuleiro de xadrez da vida.

Cada segundo novos desejos, pensamentos, medos, ansiedades e cálculos aparecem, nos puxando em diferentes direções. Nós supostamente escolhemos para onde ir e pensamos que essas escolhas determinam nosso próximo instante. Mas será que realmente tomamos decisões por conta própria, ou alguém faz isso por nós?

Em essência, nós estamos num grande campo de força que nos impulsiona ao nos unir e separar uns dos outros. É assim como toda a nossa vida continua.

Tudo o que acontece conosco é determinado por um campo de força especial chamado de “Criador”, a natureza. Esse campo enche o universo inteiro, e nós nadamos nele, como se estivéssemos num oceano de água.

Esse campo joga conosco, como é dito no Livro do Zohar, “O que o Criador faz? Ele se senta e joga com o Leviatã”, com todo o enorme desejo da criação: a natureza inanimada, as plantas, os animais e as pessoas.

A diferença entre essas quatro fases da criação reside no nível de seus desejos, o seu grau de egoísmo, com que o Criador joga. Esse é um jogo real em que não somos apenas espectadores, mas temos uma parte direta.

O jogo da vida é um assunto muito sério. É um jogo em que estamos constantemente desempenhando diferentes papéis: que alguém joga comigo, e eu jogo com alguém de volta. Nós temos que saber as regras do jogo, ver quem realmente move “as peças” ao redor, qual é o objetivo do jogo, e que tipo de “performance” nós vivemos…

Pergunta: Quem somos nós neste show: peões indefesos ou atores?

Resposta: Nós somos atores, mas estamos seguindo o programa predefinido. Nós não temos nenhuma liberdade. Como podemos ser livres se não sabemos o que vai acontecer conosco num momento ou em mil anos?

Nós não sabemos nada! É por isso que não podemos dirigir o jogo. Se quisermos ter algum controle do show, devemos nos familiarizar com o Diretor (o campo de força global) e entender para onde nos leva.

Então, seremos capazes de participar do jogo da vida de forma consciente, racional e responsável. Essa é a única maneira de ganharmos a liberdade de escolha; caso contrário, permaneceremos para sempre peões sem importância.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 31/05/15

Quem É O Nosso Mestre?

Laitman_069_01Nas Notícias (de thetheoryandpractice.ru): “Os genes determinam tudo para nós! Eles encontram o melhor parceiro na vida para nós, para que possamos nos reproduzir com uma prole saudável. Um teste inconsciente de DNA para compatibilidade ocorre com a troca de saliva no primeiro beijo. Genes também escolhem amigos para nós: os amigos têm 1% dos mesmos genes, o mesmo que os parentes de quinta geração.

“As pessoas preferem se associar com aqueles com quem têm a mesma percepção de olfato, ainda que imunidade diferente (para que todos não fiquem doentes ao mesmo tempo). Os genes escolhem o ambiente adequado para a sua própria distribuição – eles nos empurram para uma determinada sociedade. Características da natureza humana são resultado dos genes.

“As bactérias podem liberar substâncias psicoativas que aumentam os sentimentos religiosos. Existem trilhões de bactérias que vivem dentro de nós que usam o corpo humano exclusivamente para seus próprios interesses. Três mil espécies de bactérias vivem dentro do corpo humano. A maioria delas povoa o sistema digestivo, e é alimentada pela mesma comida, e elas têm suas próprias preferências de gosto.

“Se a composição do alimento – a proporção de proteínas, hidratos de carbono e outros nutrientes – for adequada para o desenvolvimento das bactérias, elas favorecem o seu hospedeiro ao liberar substâncias que melhoram a saúde da pessoa. Se a composição alimenta não for do gosto das bactérias, elas liberam toxinas. Desta forma, as bactérias moldam o nosso sentido do paladar e determinam nossa dieta.

“A atividade do cérebro depende de quarenta genes e é ativada pela bactéria.

“Numa colher de água, há cinco milhões de bactérias e cinco milhões de vírus. As bactérias representam 80% da biomassa total da Terra. Toda a biosfera é um sistema para a troca de genes entre diferentes microrganismos.

“Parasitas danificam árvores, flores, animais, toda forma de vida. Se o comportamento do sujeito torna-se diferente, se ele se coloca em perigo, é porque o parasita controla ativamente o sujeito através de vários produtos químicos.

“Um verme é tão ansioso para sair do corpo do rato para o corpo da raposa que ele transforma o rato em presa para qualquer predador, lenta, mas seguramente. Nematóides colorem as formigas como as bagas vermelhas com as quais se satisfazem as aves em que pretendem passar.

“O toxoplasma primeiro habita roedores; deles passa para os gatos, e de lá para um ser humano. As pessoas que estão infectadas com toxoplasmose se destacam em seu comportamento: elas muitas vezes perdem o autocontrole e são incapazes de ser libertadas de preocupação. Além disso, o toxoplasma retarda o tempo de reação de uma pessoa. Por isso, algumas pessoas preferem aventura, adrenalina e busca eterna, enquanto outras estão satisfeitas com o controle remoto da televisão.

“Neurônios. Uma pessoa toma uma decisão muito mais tarde do que é feito pelos neurônios. O cérebro sozinho decide como agir. A escolha consciente de uma forma de comportamento é apenas uma ilusão que esconde os verdadeiros processos que estão acontecendo dentro do cérebro humano, sem qualquer conexão com ele mesmo. A aceitação de uma decisão é a realização do limiar ativo de neurônios específicos que sinalizam o córtex motor do cérebro para lançar um comportamento racional ou emocional.

“Neurotransmissores. Neurônios determinam nossos desejos. A fonte dos diferentes sentidos são os neurotransmissores: substâncias químicas que proporcionam a passagem de corrente elétrica às sinapses que se conectam entre as células nervosas.

“A sensação de alegria depende da quantidade de serotonina no tecido cerebral, e a depressão é resultado de uma falta dessa substância. Outro neurotransmissor, a dopamina, nos faz ansiar por comida e sexo, e não por objetivos mais elevados. Quanto mais o nível de dopamina aumenta, mais o sistema de ‘recompensa e punição’ se desenvolve.

“A estimulação do neurotransmissor norepinefrina influencia o nosso comportamento. Nossa capacidade de concentração, o nosso nível de energia, a nossa motivação para agir, o relaxamento, a memória, o bom humor e nosso comportamento em tempos de perigo dependem da norepinefrina. A descoberta dos neurotransmissores nos leva a concluir que não somos os mestres de nossas emoções”.

Meu Comentário: A sabedoria da Cabalá explica tudo de uma forma simples: nós não temos liberdade de escolha; nada do que acontece depende da nossa vontade. Nós somos obrigados a fazer tudo, mesmo que pareça que é o nosso desejo.

A cooperação entre as forças superiores que estão escondidas de nós gere as substâncias biológicas em nossos corpos e desperta desejos, pensamentos, decisões e ações em nós.

A liberdade de escolha é dada apenas para possibilitar a aceleração do desenvolvimento espiritual pessoal. A sabedoria da Cabalá explica como podemos realizar isso. Com tudo o resto, nós sempre ficamos com a ilusão de liberdade de escolha em nossas decisões e ações. E isso ocorre apesar do fato de que a ciência vai continuar a nos provar o quanto não temos liberdade de ação.

Em geral, a sabedoria da Cabalá define nossas vidas como a existência no nível animal e no nível de Adão; este é o nosso único desenvolvimento espiritual, no sentido rumo à equivalência com o Criador.