Liberdade Imaginária E Liberdade Verdadeira, Parte 1 – Grilhões Na Liberdade Imaginária
Escritos de Baal HaSulam “A Liberdade”, “Harut (esculpido) nas tábuas”; não pronuncie Harut (esculpido), mas sim Herut (liberdade), para mostrar que eles são libertados do anjo da morte. Essas palavras precisam ser esclarecidas, pois como a questão da recepção da Torá está relacionada com a libertação da pessoa da morte?
Pergunta: Geração após geração, a liberdade tem atraído pessoas. O que isso significa?
Resposta: A liberdade é um conceito amorfo, completamente irrealista, não natural, algo que nos escapa, algo que retratamos em nossas imaginações. O que as pessoas pensam e aceitam como liberdade é derivado de uma falta de compreensão de onde elas existem.
Nós vivemos num volume limitado, numa Terra pequena e fechada, e dentro deste volume tentamos encontrar um estado em que sentimos a menor pressão. Neste estado nós aparentemente nos sentimos livres, independentes, escolhendo e realizando nossas ações, pensamentos e opiniões.
Mas todos nós somos partículas de uma imensa rede interconectada por bilhões de fios de controle e, portanto, não sentimos que estamos num sistema rígido que determina completamente tudo. Sua ocultação de nós é o que nos dá a ilusão de liberdade. Mas, na verdade, não temos liberdade, nem em pensamentos, nem em desejos ou ações.
Pergunta: Será que a necessidade deste sentimento amorfo, constitui uma resposta ao sentimento inconsciente de que não somos livres?
Resposta: Eu acho que a humanidade não compreende que não é livre. Uma pessoa sempre encontra maneiras para contornar sentimentos e pensamentos desagradáveis. Afinal, a nossa principal característica é o desejo de receber e desfrutar, por isso estou constantemente buscando a condição de máximo prazer ou mínimo sofrimento. Esta é a totalidade das minhas aspirações em cada situação.
Não podemos dizer que uma pessoa tem uma grande necessidade de liberdade. Ela quer encontrar trabalho, passar tempo com sua família, ter tudo definido e aprovado para ela. Por um lado, ela acredita que é melhor estar no comando. Então, que tipo de liberdade é essa?
A pessoa se coloca em estruturas específicas. Ela se casa, estabelece uma família e, portanto, é obrigada a trabalhar, alimentar a família, estar preocupada com ela, protegê-la: obrigação, obrigação e obrigação. Então, onde está a liberdade aqui?!
Todas as nossas vidas estão dispostas de tal modo que temos que obedecer a algumas regras. Se eu quero ou não, em qualquer caso, eu estou sob a autoridade de alguns dogmas, gostos, restrições, modas, etc. Quer eu queira ou não, tudo isso me influencia.
Segue-se que eu não sou livre em nada, em absolutamente nada! Então, nenhuma liberdade é contabilizada. Mesmo que uma pessoa vivesse sozinha numa selva, ela ainda estaria cercada por algum tipo de ambiente que força suas limitações e princípios nela.
Como eu posso entender o que é a liberdade? Para isso, nós precisamos superar nossa falta de liberdade e sentir de forma acentuada e clara onde estamos, que forças determinam nossa condição, como a natureza, através de indivíduos e de todo o meu ambiente, me define e molda.
Continua…
De KabTV “A Última Geração” 11/06/15