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A Verdade Sobre O Boicote A Israel, Parte 4

laitman_940No futuro, o mundo irá reconhecer o espírito do mal no qual está se afundando, a humanidade vai descobrir que não tem meios para corrigir a situação, e as nações do mundo também vão sentir em seu subconsciente que o povo de Israel tem a solução. Disso vem o impulso interno para boicotar e o desejo de nos culpar por todos os seus problemas.

A base para isso está latente em cada pessoa, em cada povo, em todas as organizações, e em todas as nações. É impossível enganar a nós mesmos sobre a ilusão do período negro que deve ser passado no caminho para tempos mais brilhante. Conforme continua, isso só vai piorar. Eu já tenho falado sobre isso há muitos anos. O mundo está afundando numa crise general que engloba a educação, cultura, economia e política, e agora nós estamos no limiar de uma tremenda e incessante pressão de todos os lados. Nós nos sentimos como uma fortaleza que está sitiada, e nossa única arma é a unidade.

Isso é possível por meio do método Cabalístico que nos ensina como se conectar em dezenas, centenas, milhares e milhões. Todo o povo de Israel deve passar por esse estudo integral ou Cabalístico. Não importa como o chamamos. No momento da nossa formação e vir à existência, nós nos obrigamos a ser como um homem com um coração. Se consolidarmos esse caminho entre nós, todas as forças superiores que nos administram começarão imediatamente a amaciar e acalmar, e vamos sentir mudanças sem pausa.

Vamos começar a nos unir em círculos de forma correta, e logo em seguida em nossas relações no seio da nação, em nossas relações com os nossos vizinhos, incluindo o Hamas e afins, e nas relações com todas as nações do mundo que tudo vai começar a suavizar. Assim, parece óbvio que tipo de arma nós temos em nossas mãos. Ela não é mortal, mas boa. Ela traz vida. É uma arma para a luta com o nosso egoísmo, com a nossa natureza, e não com as pessoas.

Portanto, eu me volto ao povo de Israel. Aceitemos os estágios que se aproximam com um entendimento de que eles são projetados para nos despertar para o desenvolvimento correto, para a unidade. Se realizássemos isso até alcançar o “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, imediatamente o que foi alcançado entre nós iria se espalhar por todo o mundo através de conexões subterrâneas invisíveis a olho nu, através da quais estamos conectados uns com os outros, e os bons resultados de nossos esforços não tardarão em ser descobertos.

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De KabTV “Sobre o Boicote a Israel” 03/06/15

A Verdade Sobre O Boicote A Israel, Parte 3

laitman_747_03Vamos Entender Nosso Propósito e Nosso Dever, e Realizá-lo

Primeiro de tudo, temos que explicar ao povo judeu que o boicote nesse estágio é apenas o início da pressão, tanto corporal quanto espiritual, que nos espera. Adiante estão situações muito mais graves, como descrito pelos profetas de Israel, e tudo isso é para nos obrigar a tomar medidas corretas como o povo de Israel vivendo em sua própria terra e dar um bom exemplo para o mundo.

Então vamos entender que o antissemitismo está lá apenas para que o povo de Israel tome para si a missão de alcançar o amor fraternal e mostrar a todos como aplicar o método da unidade através da Luz que Reforma.

Afinal, ninguém mais tem esse método e não podem tê-lo. A Luz que Reforma sai para o mundo somente através do povo de Israel. É por isso que essa nação é chamada de “reino de sacerdotes” e “uma nação santa”. Quando as nações do mundo aceitarem os princípios básicos da unidade de nós, o primeiro quantum espiritual da Luz, a sua atitude em relação a nós irá imediatamente mudar diametralmente. Como disse o profeta Isaías, eles vão levar os filhos de Israel em seus ombros e levá-los ao templo em Jerusalém.

Apenas, vai se tomar uma decisão: quando iremos fornecer um verdadeiro exemplo de unidade que o nosso mundo tanto precisa? Na realidade global e integral de hoje, não podemos sobreviver se não nos unirmos uns com os outros numa sociedade igualitária com relacionamentos inteiramente bons. Em tal sociedade, as pessoas se relacionam entre si, se ajudam e mantém relações de amizade e amor.

Como nós alcançamos isso num mundo que se opõe a tais aspirações? Esse trabalho não depende de nós, mas da Luz Superior.

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De KabTV “Sobre o Boicote de Israel” 03/06/15

O Boicote A Israel: Apenas Antissemitismo Ordinário

laitman_547_05Nas Notícias (de cursorinfo.co.il): “O boicote não tem nada a ver com os territórios ocupados ou o processo de paz que está parado, nem a crise nas relações americano-israelense, o futebol palestino ou a situação na Faixa de Gaza. É, na verdade, antissemitismo ordinário ou o moderno conceito anti-israelense que é muito difícil aceitar, considerando a rápida conversão europeia ao Islã.

“A situação não deve ser esclarecida com o sindicato dos estudantes britânicos – BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) – nem com as Nações Unidas ou a União Europeia, mas com organizações independentes que se dedicam a incitação e demonização do nosso Estado. Nenhuma concessão territorial, política ou ideológica pode mudar a situação. Se Israel mesmo tem medo de seu caráter judeu, a falta de caráter se transforma em falta de princípios básicos.

“O boicote pode destruir Israel. Se Israel, sob pressão internacional, começar a tomar o país sob o pretexto de um acordo, ele vai se destruir mais rápido do que quaisquer sanções económicas e políticas. E sempre haverá uma nova razão para um boicote”.

Meu Comentário: Tudo é verdade, mas não existe uma solução! Ceder aos antissemitas não é a solução para a situação. A razão para o antissemitismo é a perspectiva natural de que os judeus são responsáveis ​​por todos os problemas do mundo. Isso é também o que a Torá diz: “Qualquer calamidade que vem ao mundo é a favor de Israel”. Nós temos que ouvir o que os nossos sábios disseram. Afinal de contas, eles nos dizem como devemos agir. A força especial que preenche o nosso mundo com paz e abundância é resultado de nossa unidade. O ódio em relação a nós surge na medida em que nos afastamos um do outro. Vide a “Introdução ao Livro do Zohar“, itens 66-71.

Comunismo: Utopia Ou Realidade, Parte 10

laitman_947Pergunta: O grande cabalista Baal HaSulam estava muito à frente de seu tempo quando escreveu o artigo, “A Última Geração”, no início do século XX sobre a humanidade inevitavelmente alcançar uma sociedade comunista?

Resposta: Um Cabalista não está à frente de seu tempo. Em vez disso, ele vê tudo de ponta a ponta. Para ele o tempo não existe! Ele simplesmente sobe ao próximo nível a partir do qual é possível entender o que está acontecendo conosco. Na verdade, a sabedoria da Cabalá nos possibilita subir a um nível superior, onde vemos claramente que precisamos nos reeducar, como fazer isso, e o que devemos alcançar. Ela ensina com precisão por qual caminho é possível alcançar a meta de modo que trabalhemos corretamente em nós mesmos.

Pergunta: No artigo, “A Última Geração”, Baal HaSulam preparou uma resposta para todas as perguntas. Cabe a nós pesquisar esse artigo e realizá-lo juntos. Nós esperamos que isso nos ajude a encontrar a resposta para a pergunta: “O que podemos esperar?”

Resposta: O que nos espera é o que escolhemos. As pessoas devem entender a necessidade de desenvolver uma conexão mútua, que aumenta a sensibilidade da pessoa ao seu ambiente, e se tornar como o sistema geral sobre o que a sabedoria da Cabalá fala. Mesmo que a pessoa não veja esse sistema, com a ajuda de um treinamento especial e exercícios especiais chamados mesas redondas ou círculos de discussão, ela pode sentir que isso revela uma nova força positiva nos níveis inanimado, vegetal e animal.

Na natureza, o positivo e o negativo estão equilibrados, de modo que todos os seus objetos agem instintivamente, acomodando-se à influência da natureza, enquanto num ser humano só há uma força negativa. Então, ele precisa descobrir a força positiva da natureza, equilibrar a força negativa através dela, e avançar no equilíbrio e harmonia da linha média. Assim, ele é chamado Adão (Homem), ao passo que, agora, ele está no nível da besta.

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De KabTV “Sobre a Nossa Vida” 11/05/15

A Verdade Sobre O Boicote A Israel, Parte 2

laitman_570Nós devemos entender que a governança superior desperta uma atitude negativa dos povos em relação a nós, porque nós, de nossa parte, não geramos nada de positivo.

Nós precisamos nos tornar um “reino de sacerdotes” e uma “nação santa”. Baal HaSulam fala sobre isso nos artigos “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, “O Arvut (Garantia Mútua)”, e outros. Este é o nosso destino, mas nós não o executamos

Até à data, o processo da formação do Estado moderno de Israel se esgotou. Nós não criamos uma nação cujo projeto seja consistente com o conceito de “povo de Israel”. Como resultado, nosso país não pode ser chamado de “nação de Israel”. No que diz respeito à cultura e à educação, nós não nos correlacionamos com o que deveria ter sido.

Por conseguinte, nos últimos anos, a pressão externa tem crescido. Não faz diferença quem está por trás dela, se é o presidente norte-americano, o primeiro-ministro da França ou da Inglaterra, uma organização estudantil, ou os nossos vizinhos árabes.

Além disso, nós temos sentido recentemente a pressão de todos os lados. Hoje, chegou-se à conclusão que nenhum país, povo ou partido elevará a sua voz a favor de Israel. Esse é um sinal claro do esgotamento da quantidade de tempo que foi atribuída a nós para nos organizarmos para nos tornarmos verdadeiramente o que deveríamos ter nos tornado: “Uma Luz para as nações”.

Além disso, nós só podemos ser uma Luz para as nações com a condição de que nos unamos entre nós. Afinal, a nossa nação, ao contrário de outras, não foi fundada numa base genética. Nossa nação é um grupo de pessoas unidas por ideologia, em vez de biologia.

É necessário levar em conta o que é dito na Torá e o que os Cabalistas dizem: nós temos um papel especial, e precisamos implementá-lo corretamente, em primeiro lugar, no que diz respeito ao povo no Estado de Israel.

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De KabTV “Sobre o Boicote de Israel” 03/06/15

Em Vez De Boicotar: Amor

laitman_568_01Pergunta: A atitude hostil da Europa em relação a Israel nos dias de hoje me assusta. Nos últimos anos há um verdadeiro boicote de Israel por todos os lados. Tanto assim que mesmo a FIFA ameaçou proibir Israel de ir à Copa do Mundo.

Por que eles não nos querem? De onde vem todo esse ódio que alcançou até o esporte? Afinal, o esporte sempre aproximou as nações.

Resposta: Essa atitude negativa tem sido sentida por muito tempo. Os judeus geralmente não são bem-vindos em nenhum lugar. Mas o problema é que nós não queremos admitir isso. Afinal, se nós reconhecêssemos isso e quiséssemos resolver esse problema, nós exploraríamos a raiz desse ódio. A sabedoria da Cabalá nos diz que o antissemitismo decorre do fato de que os judeus têm a chave para a vida boa e feliz em todo o mundo.

Isto é especialmente evidente hoje, quando nós aprendemos cada vez mais sobre o nosso mundo, em que medida ele está integralmente conectado, e como todos nós estamos conectados um com o outro. Nesse sistema integral, nós precisamos de um plano especial, de uma educação correta, que nos ajude a estabelecer boas relações entre nós. Caso contrário, vamos simplesmente devorar uns aos outros.

A humanidade está descobrindo a nova lei da integralidade no mundo, o que significa completa interdependência mútua, e a humanidade está desesperada com o desamparo que está enfrentando. Todos os sistemas que construímos nos últimos três séculos não funcionam.

Nós sabíamos como viver num mundo que era formado por individualistas, onde todos viviam por conta própria. Mas hoje estamos descobrindo que somos totalmente dependentes um do outro. É impossível se mover sem tocar os outros, e os laços entre as nações são tão apertados que precisamos de outro estilo de vida. Nós ainda não conseguimos estabelecer relações de amizade no seio da família; todos estão em conflito com os outros, filhos, pais, etc., tudo está desmoronando porque não há força de conexão entre nós, a cola que pode nos manter juntos. Essa força vem através de uma conexão especial de acordo com a sabedoria da Cabalá.

A nação de Israel foi estabelecida por um grupo de estudantes de Abraão que ele reuniu na antiga Babilônia e ensinou como se conectar e unir. No entanto, milhares de anos mais tarde, a nação de Israel perdeu os princípios de que todos em Israel são amigos, ama o teu próximo como a ti mesmo, e a garantia mútua de ser como um homem em um só coração.

Apenas as palavras permanecem, mas nós não sentimos qualquer conexão entre nós. Quando voltamos para a terra de Israel, não construímos a nós mesmos como a nação de Israel deve ser: unidos como um só homem.

Todas as nações estão com raiva de nós precisamente porque não estão conectados com os laços corretos e, portanto, não constituímos um exemplo para os outros. Se a nação de Israel estabelecesse boas relações entre seu próprio povo, nos sentiríamos como a felicidade e a prosperidade fluem para o mundo, a boa força de união. Isso significa que a nação de Israel se tornará uma Luz para as nações do mundo ao estabelecer um exemplo para todos de como eles devem se conectar. Essa é a razão que, agora, a coisa mais importante é alcançar a unidade entre a nação de Israel. Então, o mundo inteiro vai querer seguir esse exemplo. Se o mundo exigisse que Israel desse um exemplo deste método de unidade todos os dias, teríamos que aprender a ser esse exemplo.

A Natureza nos une juntos, mas nós mesmos temos que transformar esses laços em bons laços. A missão da nação de Israel é a de ensinar todas as nações do mundo como fazer isso. A fonte do antissemitismo é, na verdade, o fato de que Israel não revela o método de unidade ao mundo.

Se a nação de Israel se unisse, todas as nações do mundo sentiriam isso e aprenderiam conosco. Isso significa ser um reino de sacerdotes e uma nação santa. A atitude do mundo em relação a Israel mudaria imediatamente do ódio ao amor e gratidão pelo bom exemplo. As pessoas viriam até nós para aprender como alcançar a unidade.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 17/05/15

A Verdade Sobre O Boicote A Israel, Parte 1

Dr. Michael LaitmanDiante de nossos olhos um fenômeno global está ganhando força, uma nova frente contra Israel: diferentes organizações estão boicotando Israel.

O boicote abrange diversas esferas, como a cultura e a economia. A organização que patrocina tais iniciativas é chamada de BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) especificamente criada para pressionar o Estado de Israel.

Alguns exemplos recentes:

– Na Austrália donos de lojas foram ameaçados de morte se continuassem a vender mercadorias importadas de Israel.

– A Associação Britânica de Jornalistas foi chamada a boicotar produtos israelenses e impor sanções a Israel.

– Estão sendo tomadas medidas em Haia para iniciar uma investigação de “crimes de guerra” de Israel na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

– Na América do Norte o sindicato de trabalhadores dos correios, universidades e campus iniciaram um boicote a Israel.

Eu vejo isso como um fenômeno lógico natural e legal. A tendência geral é que, no final, todos os países se voltem contra nós porque não estamos realizando nosso dever no mundo.

Como Baal HaSulam escreve: nós recebemos certo período de tempo para organizar e construir uma nação de modo que sejamos capazes de cumprir nosso objetivo. Os Cabalistas explicam que nós temos que abrir os olhos das pessoas para que elas possam compreender que mundo nós vivemos e qual é o propósito da existência.

Nossa tarefa é definir um exemplo de unidade que nos permita descobrir a força superior na conexão entre nós. Mas nós não estamos fazendo isso. Como resultado, a humanidade sofre porque a força superior não é revelada; em vez disso, ela afunda em estados difíceis que continuamente substituem um ao outro e só aumentam a negatividade. As pessoas sentem no seu subconsciente que tudo acontece por causa da nação Israelense. Hoje eles culpam o Estado de Israel e, no passado, quando ele não existia, eles culpavam os judeus que estavam dispersos por todo o mundo.

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De KabTV “Sobre o Boicote de Israel” 03/06/15

Hora De Sair Do Esconderijo

laitman_533_02Nós sabemos quanto sofrimento passaram as pessoas que se envolveram com a disseminação da sabedoria da Cabalá desde o tempo que o método do Ari começou a ser introduzido nesse mundo. E isso não é por causa da má vontade de alguém, mas porque nós existimos num sistema quebrado.

No momento em que você começa a sair com sua ideia espiritual que é dirigida à conexão entre as pessoas, você imediatamente se colocar sob o fogo de todas as direções.

Alguém que era neutro e até mesmo apoiava você também vem contra você. Afinal, você está despertando forças anti-egoístas, e o egoísmo é a natureza do mundo inteiro. Assim, vemos que não há quaisquer pessoas nas quais o antissemitismo não esteja se escondendo, afinal de contas, ele vem da natureza. É possível acender o fogo desse ódio em todos.

Do mesmo modo, qualquer pessoa que ouve sobre a sabedoria da Cabalá a odeia, porque está na natureza dos desejos quebrados. E se ela é atraída para a sabedoria da Cabalá, é somente por curiosidade. Mas, na verdade, ela a odeia, e na medida em que ela se aproxima, ela odeia cada vez mais, até que a abandona.

Deve haver grande ajuda de cima e trabalho nesse mundo, para que juntos eles influenciem uma pessoa, e ela atravesse a Machsom (barreira) potencial diante dela, salte sobre ela, e suba ao seu primeiro nível espiritual.

Nós sabemos como os primeiros Hassidim sofreram; eles foram presos na Rússia e na Ucrânia. Contra eles estavam os Mitnagdim (o movimento contra o Hassidismo). Esses judeus religiosos odiavam os Hassídicos que queriam disseminar a sabedoria da Cabalá, tanto que se esforçaram em prendê-los e condená-los à morte. O fogo do ódio queimava nos judeus religiosos sobre aqueles que tentavam abrir a sabedoria da Cabalá e que falavam sobre conectar pessoas e revelar os corações, de modo que esse ódio é sentido até hoje, apesar do Hassidismo moderno não ser uma ideologia como antes, e, portanto, não há tanta oposição a ele.

Nós sabemos o quanto Baal HaSulam sofreu. Quando ele publicou o jornal, A Nação, este foi imediatamente fechado. Ele planejava escrever 50 artigos continuando com “Matan Torá (A Entrega da Torá)”, “O Arvut (Garantia Mútua)” e “Paz no Mundo”. Mas, em vez de 50 artigos, ele publicou apenas quatro, na medida em que foi forçado a parar porque o jornal foi fechado. Ele disse: “Dessa forma, a geração não está pronta para isso, e não há ninguém para quem escrever!” Quantas novas ideias teríamos recebido se ele não tivesse parado?

Mesmo durante a minha vida com o Rabash eu vi o quanto era difícil estar envolvido com o estudo da Cabalá. Hoje em dia existem muitos desses grupos, e se você se sentar em seu canto e não sair, está tudo bem, não haverá oposição. Mas, no momento em que você sair, você receberá golpes. Como os judeus que viviam no exílio nos guetos fechados, os Cabalistas viviam entre os judeus.

Mas chegou o momento em que devemos sair do esconderijo, não por causa de alguma ideia abstrata, mas porque a correção em nossa geração só é possível com a inclusão das massas de pessoas. A conexão entre elas é a única condição necessária para a revelação. Resulta que, se eu não me conecto aos outros, não crio as condições, os meios, a base, o portador em que a Luz pode ser revelada.

Então, todo o meu estudo seria em vão; ele não traria qualquer valor agregado que me permitiria a perceber a mim mesmo e verdadeiramente merecer a descoberta da Luz, a revelação do Criador, elevando-me ao primeiro nível espiritual. Isso só é possível se milhares mais se conectarem com isso. Mesmo que o poder de cada um seja mínimo, juntos eles são fortes em quantidade que trabalha em conjunto com a força qualitativa que agia em gerações anteriores.

Assim nós recebemos a oportunidade de preencher o desejo que está queimando dentro de nós. Ele queima um pouco em cada um, como uma vela fina. Mas se conectarmos muitas velas juntas, um incêndio gigantesco é criado que está preparado para iluminar com a Luz espiritual.

Da Conversa sobre a Importância da Disseminação 19/03/14

A Revolução Do Século XXI: “Descer Às Bases” Não É O Nosso Método

laitman_547_06(Continuação de “A Revolução Do Século XXI: Homem Rico, Homem Pobre”)

Tendo engajado as pessoas, o método integral levará, de fato, à redução do fosso entre ricos e pobres; ele vai se tornar aceitável e ninguém vai vê-lo como insuportável. O sentimento familiar, como se os ricos nos roubassem, desaparecerá.

Como parte do novo relacionamento, sem quaisquer incentivos negativos, os próprios ricos estarão dispostos a compartilhar mais do que você pode imaginar hoje. A sua contribuição para a sociedade será enorme.

Nós estamos falando de pessoas bem-sucedidas que, sob as novas condições, serão capazes de administrar a sociedade de forma correta e integral, incluindo os interesses dos setores mais fracos da população. Os pobres são incapazes disso. Apenas seus filhos e netos serão capazes de se tornar bons gestores.

Assim, além do aprendizado social, nada mais vai ajudar. É um ou outro. Gradualmente, os pobres vão perceber que precisam das competências e habilidades dos ricos, e os ricos vão perceber que devem servir aos pobres. Como resultado, ambas as partes da sociedade serão imbuídas de unidade e amor, e confiança no futuro.

Não há outra solução.

Por exemplo, na Rússia, a Revolução de Outubro destruiu completamente o sistema anterior até as bases, e as terríveis consequências disso ainda se fazem sentir. Você não pode colocar uma dona de casa na liderança do país.

A mesma coisa está acontecendo no Knesset israelense: Alguns jornalistas se tornam políticos e legisladores. Além disso, eles se esforçam em se tornar o primeiro-ministro. Com que base? Na verdade, a pessoa deve primeiro se formar em várias universidades, fazer cursos especiais e ganhar experiência.

No Ocidente, é feito dessa forma. Nem todo mundo pode ser um bom chefe de estado ou um ministro ou membro do parlamento. No entanto, aqui a eloquência substitui verdadeiras qualificações.

De KabTV “Uma Nova Vida” 14/05/15

A Revolução Do Século XXI: Riqueza E Pobreza Na Sociedade Israelense

laitman_559(Continuação de “A Revolução Do Século XXI: Homem Rico, Homem Pobre”)

Nós não passamos pelos estágios que os regimes capitalistas-burgueses passaram em outros países. De forma geral, o período dos nossos dois mil anos de exílio afetou as nações de maneira bem diferente.

Nós sempre nos sentávamos no canto, incapazes de levantar a cabeça. E como os nossos valores eram determinados pelo estudo da Torá, um “sábio discípulo” era premiado mais altamente, mesmo sem ter um centavo.

Então, 200 a 300 anos atrás, um novo período começou, e havia todos os tipos de Rothschilds. Verdade, no início, eles eram poucos em número, mas cerca de 150 anos atrás, o acesso a universidades europeias foi aberto aos judeus, e isso permitiu-lhes adquirir várias profissões.

Em suma, nós não atravessamos inteiramente o processo pelo qual o mundo passou, e de repente, nos encontramos em Israel, onde moramos como aqueles em todos os países capitalistas do Ocidente. Nós aprendemos com eles, adotamos sua experiência de governo e construímos os mesmos formatos que foram dados a eles por séculos de desenvolvimento. Mas estávamos indo por outro lado.

Além disso, nossa sociedade é muito diversificada. Ela é tecida de uma colcha de retalhos recolhida do Ocidente e Oriente, de vários lugares, até mesmo da África. Cada setor tem sua abordagem, sua própria cultura, seus costumes, e estas diferenças estão enraizadas em nossos genes. Crianças nascidas em famílias de imigrantes de diferentes países adotam o patrimônio genético dos seus antepassados.

Em geral, nós estamos falando do desejo egoísta que está crescendo de um jeito especial de geração em geração. Quer queira ou não, eu herdei certo pacote de qualidades de meus pais que mal posso me lembrar.

Como resultado, hoje somos confrontados, pelo nosso povo, com um fenômeno sem precedentes que nunca o caracterizou. Nós criamos uma sociedade capitalista moderna, e, ao mesmo tempo, olhamos para nós mesmos através dos olhos dos nossos antepassados que viveram uma vez no exílio. Do Marrocos e Iêmen, Rússia e Europa, nós trouxemos para aqui [Israel] uma bagagem cultural e educacional muito colorida.

Afinal, lá nós ainda “cozinhávamos” nas relações entre os Judeus, não como aqui. Lá, em qualquer caso, não esquecemos do nosso judaísmo, de nossas tradições e nossa pequena comunidade.

Aqui, todos os bloqueios são removidos; não existem limites. Normas de comportamento e tradições passadas são violadas. Tudo é permitido: mentir aos outros, usá-los e assim por diante.

Anteriormente, entre as nações do mundo, sempre ajudamos uns aos outros. Era possível deixar uma criança judia na mão? Qualquer infeliz recevia abrigo e família. No entanto, isso pe no exterior. Aqui, não se aplicam as leis antigas.

Portanto, em Israel, estamos passando pelo mesmo processo que levou centenas de anos para passar no Ocidente, e não é de estranhar que exista um ódio dos ricos que não nos levam em conta. Eles estão prontos para nos mergulhar nos modos de sobrevivência se só lhes permitirmos ganhar mais e mais. E eles não podem fazer nada sobre isso porque o egoísmo continua a agir.

Acontece que nós estamos num período semelhante ao dos dias anteriores à Revolução Francesa. Além disso, a elite simplesmente é incapaz de se comportar de forma diferente.

Como consequência, o ódio do povo aos ricos crescerá, mas eles ainda não serão capazes de dividir o que acumularam. Enquanto muitos são ricos, o país é pobre, então o problema vai ser agravado ainda mais.

De Kab TV “Uma Nova Vida” 14/05/15