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Longo Caminho Para O Templo, Parte 8

Dr. Michael LaitmanO Mundo Inteiro Como Uma Nova Babilônia

Os judeus transferiram seus conhecimentos para as nações do mundo. Em troca, obtiveram desejos, necessidades e pensamentos das outras nações: formas especiais de egoísmo que os judeus não possuíam originalmente. Como resultado, o povo judeu desceu ainda mais.

As nações do mundo representam os babilônios que não aderiram a Abraão em sua elevação espiritual. Como os judeus foram espalhados entre as nações do mundo por milhares de anos, eles adquiriram o egoísmo desenvolvido naturalmente de outros povos que originalmente não tinham.

Hoje, todos possuem um enorme egoísmo. O conhecimento que o povo de Israel transferiu às nações do mundo ajudou-as a se desenvolver, de modo que agora elas dependem do povo judeu, forçando Israel a cumprir sua missão.

As nações do mundo constantemente anunciam que a razão para todos os problemas do mundo são os judeus, embora estes últimos correspondam a menos de um por cento da população mundial. No entanto, os judeus estão espalhados pelo mundo e ocupam posições-chave na indústria, ciência, bancos, com muitos judeus entre os ganhadores do Prêmio Nobel.

Os judeus têm um impacto de longo alcance, mas, na opinião dos antissemitas, sua influência é prejudicial. O que pode ser feito? Neste ponto, o Livro do Zohar, que foi escrito no início do último exílio há 2000 anos, nos ajuda a entender ao explicar que os judeus devem se unir.

Agora chegou a hora de alcançar a unidade, porque o mundo inteiro atingiu o estado da antiga Babilônia quando todos estavam conectados e interconectados. Os judeus levaram a humanidade à interdependência através da implementação da metodologia da unidade na indústria, cultura, educação, bancos, etc.

Portanto, a ideia da conexão mútua desceu a este mundo através dos judeus que a receberam da força superior, a força da conexão, que foi transferida a eles de Abraão. Se não fosse por essa continuidade, isso nunca teria acontecido. A força existia na Babilônia antiga em seu estado mais natural e original. No entanto, na medida em que a sociedade continuou a avançar, a força continuou desaparecendo, deixando a humanidade fragmentada e isolada.

As pessoas estavam contentes por estarem separadas, não importa se estavam na floresta ou deserto. Na medida em que se esforçavam para se afastar de seus vizinhos, um estado de unidade só era possível devido aos judeus que conseguiram desenvolver a indústria, cultura e educação.

Isso explica por que hoje os judeus são os que devem apresentar uma nova metodologia de unidade ao mundo. Na antiga Babilônia, Abraão não conseguiu atrair a maioria dos babilônios a sua metodologia, enquanto que hoje, é nossa obrigação atingir esse estado. Hoje, os judeus estão realmente em dívida para com o mundo, e, assim, devem sair e ter sucesso em seus esforços de transferir a metodologia da conexão com o mundo.

De KabTV “Uma Nova Vida” 05/07/15

O Povo De Israel Na Terra De Israel

laitman_933Baal HaSulam escreve no artigo, “Herança da Terra”, que nós herdamos a terra de Israel quando estamos acomodados nela e nos tornamos o povo de Israel. Isso não significa apenas vir para Israel, receber a cidadania e pronto, você já é um habitante de Israel. Um habitante é uma pessoa que tem um lugar nesta terra.

Eretz Yisrael” (a terra de Israel – “Eretz“, da palavra “Ratzon” – desejo) é o desejo de estar junto com todos, porque Israel é um encontro de pessoas que estão conectadas e unidas, como está escrito: “Todos em Israel são amigos”, caso contrário, isso não é chamado “Israel”. Portanto, nós estamos no exílio, fora da terra de Israel, e não somos chamados de povo de Israel. “O povo de Israel na terra de Israel” é um conceito de unidade, união e conexão, porque só assim é possível estar num estado chamado de “O povo de Israel na terra de Israel”

A questão é: como podemos alcançar um desejo como este, transformando-nos para nos tornar um todo? E como é possível ter um único desejo? Afinal, cada um de nós é muito diferente dos outros. Isto é particularmente importante em Israel: há tantas perspectivas, pontos de vista extremos. É como uma torta dividida em milhares e milhares de pedaços. E o que pode ser feito com eles?

Além disso, na medida do nosso desenvolvimento, quando estamos passando por tantos estados diferentes, especialmente nos últimos anos, cada um de nós sente o quanto seu ego cresceu, até que ponto ele é dos outros. Basicamente, em vez de nos aproximarmos, estamos nos afastando. Então, quando e como podemos nos transformar para nos tornar, “como um homem com um coração”, “todos em Israel são amigos”?

Nós vemos que outros povos se dão mais ou menos bem uns com os outros. Mas argumentos e problemas surgiram conosco, mesmo no momento em que nos reunimos nesta terra. E estes problemas não desapareceram, pelo contrário, tornaram-se cada vez maiores, e nós não sabemos o que fazer com eles. Assim, nosso problema é: como podemos vencer nosso ego que infla e irrompe em todos? E nós vemos como o ódio mútuo está fora de controle.

Aqui a sabedoria da Cabalá fornece uma solução. Primeiro, ela explica por que a natureza nos desenvolveu na direção do crescimento da inclinação ao mal, o ego, do fortalecimento das explosões de raiva em cada pessoa na sua atitude para com outros que não são como ela. Ano após ano, todas essas revelações só aumentam. Houve uma época em que as relações entre religiosos e seculares, as relações entre os próprios seculares, e as relações entre todos os religiosos eram mais pacíficas. Hoje, as relações estão se tornando cada vez piores.

A sabedoria da Cabalá explica que essa é uma correção da natureza. Para avançar uma pessoa na sua evolução, a natureza desenvolve o ego na pessoa, o desejo de prazer, a agressão, na medida em que essas tendências são necessárias para a pessoa crescer, mas apenas na condição de que ela sabe como usar todas as coisas extremas que são despertadas nela. Assim, o sofrimento que sentimos quando não conseguimos atingir o desejado é necessário. E se isso é assim, como é possível que cada um, tendo um grande ego, pode finalmente se colocar com outros e se conectar com eles num único conjunto?

Afinal, está escrito que o povo de Israel pode alcançar a paz e ser um povo poderoso reconhecido por todos, e o mundo inteiro vai se acalmar em relação a nós e parar de nos atacar, pressionar e odiar, apenas com a condição de que nos tornemos como um único conjunto. Portanto, como podemos nos transformar para nos tornar um todo único, tanto interna como externamente, se o nosso ego está crescendo o tempo todo? À primeira vista isso parece contraditório.

Pergunta: O que significa que “o ego cresceu”?

Resposta: Ano após ano eu sinto que quero mais e mais, que não estou preparado para aceitar os outros com mais delicadeza, compreensão, concordância. Em cada um de nós o mesmo agressor está escondido, mas em alguns indivíduos essas inclinações são encontradas em menor escala e nem sequer são sentidas; eles pensam em si mesmos como pessoas boas; enquanto que outros surtam, exigem uma ação, e assim matam e queimam casas. Mas, em princípio, este é um problema de todos. Não existe tal coisa em que algo acontece com uma pessoa que não é encontrado em outras. Todas as tendências, todas as características são encontradas em todos.

Então, aqui reside a questão: como podemos chegar, em última análise, à correção? A correção é que nos tornamos tão próximos uns dos outros que todos aceitam os outros, cada um está incluído nos outros, ainda mais do que hoje, a tal ponto que eu compreendo o sofrimento dos outros, a sua natureza, o seu comportamento necessário, e os aceito como eles são.

Pergunta: Mas isso não é contrário ao nosso ego crescente?

Resposta: Se deixarmos tudo como está agora, só vai ser pior. Há algo a se pensar aqui, e nós vemos isso em muitos estudos de psicólogos e sociólogos. Assim como a sabedoria da Cabalá diz, para chegar à aceitação mútua precisamos de educação, uma educação integral para todas as pessoas. Só com a ajuda de uma educação consistente e constante que englobe todas as pessoas, que coloca todos os problemas do povo e da nação no topo, vamos descobrir e saber não apenas como nos complementar, mas também nos tornar um todo único.

Neste único todo estão tanto a Esquerda como a Direita, o secular e o religioso, gays e heteros, todos os tipos de partidos e facções; não importa quem ou o quê. Mas, especificamente graças a essa educação integral e única que a sabedoria da Cabalá recomenda, nós não aprendemos apenas a nos complementar, a conceder um ao outro; em vez disso, vemos que todas essas diferenças devem existir. Pois o ego que cresceu em todos se tornou ainda mais oposto aos outros e não os aceitaria, de tal forma que cada um está pronto para matar o outro, devido ao ódio infundado, como era antes no momento da destruição do Templo.

Mas com a ajuda da educação que a sabedoria da Cabalá nos recomenda como uma correção, vemos quão importante é cada um, como ingredientes numa salada. Cada um tem o seu lugar e, especificamente, com a aceitação e não a correção das características de alguém. Só a educação vai nos ajudar; ela sabe como nos conectar. E ninguém precisa mudar; todos precisam receber essa educação, por isso é chamada de integral. Então, vamos ver o quão importante é cada um, e não vamos pensar que, se corrigíssemos alguém as coisas seriam melhores para nós, como às vezes acontece numa família. De repente, veremos que todos nós somos uma família, todo mundo tem seu papel e todos se complementam. Mas a educação é que deve dar isso para nós.

A Educação Integral, que a sabedoria da Cabalá oferece, pode nos dar uma visão como essa. Assim, todos de forma gradual, com compreensão, começarão a aceitar uns aos outros, saberão por que o nosso ego ficou tão forte, pois este é o programa superior da natureza que se realiza em nós desta forma, e em qualquer caso, nos obriga a nos complementarmos mutuamente; caso contrário, vamos simplesmente nos matar.

É assim que entendemos por que o nosso ego está crescendo o tempo todo, de modo que a nossa conexão seja muito mais poderosa, forte, conflitante, de modo que dentro deste conflito, nós criemos o povo unido de Israel, um único conjunto. Então, vamos sentir que existimos como o povo de Israel na terra de Israel, que realmente retornamos à nossa terra como um povo unido.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 02/08/15

Israel Deve Usar A ONU

laitman_547_04Opinião (Dr Guy Bechor): “No quinto ano da destruição do Oriente Médio, que vai durar décadas, é hora de determinar que a ONU se tornou irrelevante aqui, exceto no que diz respeito a um país, que é o último remanescente da velha ordem regional – Israel. É hora de usar a ONU como um instrumento ofensivo, não apenas como uma ferramenta defensiva.

“É hora de mover a guerra em território inimigo. A partir de agora, as instituições da ONU devem ser inundadas com reclamações, relatórios e informações sobre a destruição que ocorre a nossa volta… Nós devemos constrangê-los, assim como eles tentam nos constranger… Israel não deve se defender, deve atacar. Dessa forma, ele será capaz de ‘negociar’ pela primeira vez em sua história na ONU – em outras palavras, reduzir a dose de ofensa em troca de uma redução semelhante da dose entre os partidos árabes, que sabem exatamente o que vai acontecer quando a verdade sobre eles for revelada no Ocidente… o mundo vai entender que Israel é uma fortaleza da democracia e dos direitos humanos… Dessa forma, o mundo vai entender onde está o paraíso do Oriente Médio e onde está o seu inferno”.

Meu Comentário: Que ingenuidade! O mundo é bem consciente e justifica completamente todos estes crimes, porque a oposição aos judeus e a Israel não é crime, mas uma conduta correta e valente.

O mundo inteiro está conspirando para aniquilar Israel. Por outro lado, eles não precisam chegar a um entendimento mútuo em relação a isso; isso é instintivamente compreendido entre as nações do mundo como tem sido ao longo da história.

Só através da nossa correção (união e conexão entre nós) nós podemos transferir esse estado para o mundo e, assim, e só então, eles vão começar a nos respeitar e vir até nós, porque podemos dar ao mundo o que é tão necessário, e que ninguém mais pode dar além de nós: a união e a revelação do próximo nível de desenvolvimento da humanidade dentro dessa união.

Pesquise Numa Caixa De Areia De Crianças

Laitman_079_02Pergunta: Por que os Cabalistas impediram a propagação da ciência comum entre a nação de Israel?

Resposta: Os Cabalistas não impediram a propagação da ciência, ela simplesmente se desenvolveu na medida em que isso era necessário. Afinal, antes da destruição do Templo toda a nação estava envolvida na realização espiritual em devoção absoluta. Por que eles tinham que estudar insetos na selva ou eletricidade?

A ciência externa explora como devemos trabalhar com diferentes expressões da Luz neste mundo, no nível mais baixo. Isso é inútil, se eu posso trabalhar diretamente com o Criador, com os mesmos fenômenos, num nível superior. Lá eu estou realmente incorporado nas ações e trabalho com o fenômeno, e essa é uma enorme diferença.

Em comparação com este trabalho sublime, a ciência externa é simplesmente um jogo numa caixa de areia de crianças. Esta é a razão porque a nação de Israel não se envolveu com a ciência além do que era necessário para construir ou satisfazer as necessidades do corpo. Que propósito há em lidar com ela mais do que isso?

Havia pessoas que sabiam como processar o couro, preparar comida e construir casas, como fazer qualquer coisa que fosse uma necessidade básica, mas não mais do que isso: para ganhar a vida, para a família, para a próxima geração. Era impossível viver sem isso e então eles tinham que fornecer essas necessidades.

Mas dinheiro, respeito e conhecimento são desejos humanos que levam a uma quebra na sociedade e, portanto, foram mantidos num nível mínimo. Só depois que a nação de Israel foi exilada é que eles gradualmente começaram a descer mais e mais.

Eles não podiam se envolver em qualquer outra coisa quando estavam no exílio e, assim, se engajaram em qualquer coisa que fosse possível, especialmente no comércio e no desenvolvimento do sistema bancário, uma vez que podiam se envolver nisso em toda parte e isso deu-lhes uma sensação de segurança. Eles poderiam garantir seu futuro desta maneira.

Graças ao fato de que os Judeus se dispersaram por toda a Europa e no Oriente Médio, eles poderiam estabelecer uma rede semelhante à moderna rede integral no comércio, indústria e finanças. Eles começaram a construí-la há mais de 2000 anos. Se um Judeu da Espanha chegava no Egito, Marrocos, Turquia, ou nos países do norte da Europa ele sempre poderia encontrar lá Judeus com quem tinha uma língua comum; ele poderia encontrar um lugar para viver, entender suas vidas e eles podiam entendê-lo.

Este não era o caso, entre outras nações. Havia apenas pequenas aldeias na Europa que ficavam muito longe umas das outras. Por outro lado, era fácil para os Judeus construir tais sistemas, porque eles sentiam que pertenciam a uma nação, a um Criador; eles estudavam dos mesmos livros e liam as mesmas orações. Além disso, eles nunca sabiam o que o futuro traria. Se você é uma pessoa que pode ser considerada porque teme o Criador, eu posso deixar uma soma de dinheiro que tenho guardado para momentos de dificuldade. Se algo acontecer, eu sempre posso vir até você e você vai me dar de volta o que é meu.

Esta é a forma como os sistemas de comércio e indústria se desenvolveram. Não havia necessidade de ciências externas, porque eles tinham o seu próprio sistema. Livros eram transferidos de um lugar para outro. Era uma rede muito forte. Foi realmente assim que a humanidade começou a despertar e avançar da idade da barbárie.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Quem Determina O Estado Do Mundo?

laitman_259_02Nas últimas décadas, o mundo entrou num período de crise, assim como o mundo experimentou na antiga Babilônia. Especificamente aí os judeus começaram a existir como um único povo unido, e depois disso caíram deste nível e foram espalhados por todo o mundo.

A sabedoria da Cabalá adverte sobre a recorrência da crise mundial geral, de modo que oferece simultaneamente um manual de instruções, um guia, que explica o que os judeus devem fazer para atingir novamente a união, tornando-se um farol para as nações e levando o mundo para o bem.

Se agora, quando nos tornamos separados, nós voluntariamente começarmos a nos conectar, isso irá estabelecer o bom caminho para o mundo cumprir a sua missão. Todos os líderes antissemitas entendiam muito bem que podemos determinar o estado do mundo; eles nos repreendiam e condenavam por não cumprirmos o nosso papel. Portanto, se desejamos o bem para nós e para toda a humanidade, e queremos colocar um fim no antissemitismo, precisamos lembrar que tudo depende apenas de nós, e não do mundo. O mundo é apenas o resultado de nosso estado interno.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/07/15

Não Corrijam, Unam-se!

laitman_936Pergunta: Você diz que nós não precisamos corrigir ninguém, a fim de nos unir. O que isso significa? Nós temos testemunhado atrocidades terríveis de assassinos e criminosos recentemente. Nós não temos que corrigir essas pessoas?

Resposta: Não, nós só devemos deixar essas pessoas entenderem que elas precisam de todos os demais, e todos devem permanecer do jeito que são e só devem se conectar e unir. Se uma pessoa odeia alguém, ela tem que subir acima do sentimento de ódio e não tentar removê-lo ou se livrar dele, matando os outros, pois se faz isso, ela não se livra do ódio, mas sim o intensifica ainda mais. Está escrito: “O amor cobrirá todos os pecados”. Pecados se referem às diferenças entre nós, que permanecem, mas que cobrimos com o amor.

Veja como a natureza funciona: negativo e positivo se conectam; moléculas são formadas e suas combinações geram diferentes criaturas, corpos proteicos, etc. Todas as diferenças, oposições e contradições entre si permanecem, mas elas sabem como se conectar corretamente a fim de se complementar. Este é todo o segredo.

Nós temos que fazer o mesmo no nível humano, em nossa consciência, e, assim, a nossa vida vai ser maravilhosa. Na verdade, é na conexão entre toda a humanidade que difere tanto entre si que o estado superior é revelado. Vamos descobrir o mundo futuro, a vida de acordo com a alma, não de acordo com o nosso corpo físico, acima de nossa proteína vida corporal. Na verdade, é por nossos pensamentos, desejos e nossos diferentes atributos que um corpo chamado a alma, que é um para todos, é construído quando eles se complementam, a fim de se conectar. Então, todo mundo começa a sentir o estado superior, o mundo superior.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 02/08/15

A Mercadoria Essencial Dos Judeus

laitman_214Nós estamos nos aproximando de uma grande crise – financeira, militar, política e de liderança – uma crise universal carregada com o colapso dos sistemas centrais. Todas as principais universidades, um enorme exército, os principais bancos e milhares de toneladas de ouro nos cofres: nada disso vai ajudar.

Se a conexão entre os sistemas é cortada, tudo se desmorona. Da mesma forma, um organismo também morre se os órgãos saudáveis ​​são privados de interconexão devido a uma falha do sistema nervoso, circulatório ou linfático.

Isso é exatamente o que está acontecendo hoje em todos os países e nas relações entre os países, e nós só podemos trazer de volta à vida os sistemas vitais do corpo global. Nós somos médicos que os conectarão a um soro e reviverão as conexões, nacionais e internacionais. Esta é a única maneira do mundo poder sobreviver.

Este método está enraizado em nós, na sabedoria da Cabalá, e nós estamos nos aproximando da fase em que será necessário implementá-lo no povo de Israel, e, depois, a título de exemplo, passá-lo aos outros. Todo mundo vai ter necessidade dele: Estados Unidos, China, Índia, Rússia, o mundo islâmico e a Europa. Ele vai se tornar nossa principal mercadoria (commodity).

Eu espero que nos próximos dois ou três anos, se não mais cedo, a humanidade perceberá que essa é a única coisa que precisa. Além disso, as pessoas vão ver que somente os judeus a têm, e virão até nós com a demanda mais importante, a queixa milenar dos antissemitas, “Isto é o que vocês têm, mas não estão dando para nós”. Finalmente, teremos o maior prazer de compartilhar nossos ativos.

Pergunta: O que é exatamente essa mercadoria?

Resposta: É o método de conectar as pessoas do qual surge a unidade do povo e dos governos, de todas as partes de uma nação, de todos os partidos e movimentos. Que todos tenham sua própria opinião e sua própria direção, mas aprendamos a nos unir acima de tudo, como está escrito, “o amor cobre todas as transgressões”.

Então, cada país será unificado como um, após o que vai entender como pode complementar os outros, e, assim, surgirá uma unidade internacional. Assim, toda a humanidade se tornará verdadeiramente um todo.

Está escrito sobre isso, “… pois todos Me conhecerão do menor ao maior deles” e “… A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. Isto é o que nós precisamos alcançar. Aí está a salvação da nação de Israel. Não é com os EUA, mas um com o outro que precisamos construir relacionamentos corretos, e só então nós salvaremos a nós mesmos e o mundo inteiro.

Nossa verdadeira arma, os verdadeiros meios de salvação, é o método da conexão, a sabedoria da Cabalá. Ela estrutura nossa relação com o mundo através de um sistema superior de governo e através da providência da própria natureza, a natureza da criação. Através dela, nós podemos realmente influenciar todo o mundo para melhor.

As pessoas nos acusam de empunhar um poder secreto sobre o mundo, e, na verdade, nós realmente somos capazes de liderar, mas apenas com a condição de que fazemos isso de forma responsável, se levarmos a humanidade a uma boa interconexão e uma verdadeira unificação universal.

De KabTV “Uma Nova Vida” 04/08/15

Rav Laitman No Ynet – Quem É Você, Povo De Israel?


Olá Caros Leitores,

Convido vocês a ler o meu artigo publicado no Ynet sobre o tema do papel do povo de Israel.

“Quem é Você, Povo de Israel?”

Por vezes, os judeus são perseguidos e aterrorizados. Sendo judeu, eu muitas vezes reflito sobre o propósito desta agonia implacável. Alguns acreditam que as atrocidades da Segunda Guerra Mundial são inimagináveis ​​hoje. No entanto, nós vemos quão fácil e abruptamente o estado de espírito anterior ao Holocausto é emerge novamente, e gritos de “Hitler estava certo” são ouvidos com muita frequência e muito abertamente.

Mas há esperança. Nós podemos inverter esta tendência, e tudo o que se exige é que tomemos consciência do quadro maior.

Onde Estamos e De Onde Viemos

A humanidade está numa encruzilhada. A globalização nos tornou interdependentes, enquanto as pessoas ficam cada vez mais odiosas e alienadas. Esta situação insustentável, altamente inflamável, requer a tomada de uma decisão sobre a futura direção da humanidade. No entanto, para entender como nós, o povo judeu, estamos envolvidos neste cenário, é preciso voltar para onde tudo começou.

O povo de Israel surgiu cerca de 4000 anos atrás na antiga Babilônia. A Babilônia era uma civilização próspera cujo povo se sentia conectado e unido. Nas palavras da Torá, “Toda a terra tinha uma só língua e mesma fala” (Gênesis, 11: 1).

Mas, assim como os seus laços ficaram mais fortes, também ficaram seus egos. Eles começaram a explorar um ao outro e a se odiar. Assim, enquanto os babilônios se sentiam conectados, também ficavam mais alienados um do outro. Preso entre uma rocha e um lugar duro, o povo da Babilônia começou a procurar uma solução para a sua situação.

Duas Soluções para a Crise

A busca por uma solução levou à formação de dois pontos de vista conflitantes. A primeira, sugerida por Nimrod, rei de Babilônia, era natural e instintiva: a dispersão. O rei argumentava que quando as pessoas estão longe umas das outras, elas não brigam.

A segunda solução foi sugerida por Abraão, um renomado sábio babilônico. Ele argumentava que, de acordo com a lei da Natureza, a sociedade humana está destinada a se tornar unida, e, portanto, ele se esforçou em unir os babilônios acima dos seus crescentes egos.

Sucintamente, o método de Abraão era uma maneira de conectar pessoas acima de seus egos pessoais. Quando ele começou a defender seu método entre seus camponeses, “milhares e dezenas de milhares se reuniram em torno dele, e… Ele plantou este princípio em seus corações”, escreve Maimônides (Mishneh Torah, Parte 1). O resto do povo escolheu o caminho de Nimrod: a dispersão, semelhante a vizinhos briguentos tentando ficar fora do caminho um do outro. Essas pessoas que se dispersaram gradualmente se tornaram o que hoje conhecemos como “a sociedade humana”.

Só hoje, cerca de 4000 anos após, nós podemos começar a perceber quem estava certo.

A Base do Povo de Israel

Nimrod forçou Abraão e seus discípulos a sair de Babilônia, e eles se mudaram para o que mais tarde ficou conhecido como “a terra de Israel”. Eles trabalharam na unidade e coesão de acordo com o princípio “Ama o próximo como a ti mesmo”, conectados acima de seus egos e, assim, descobriram “a força da unidade”, o poder oculto da Natureza.

Cada substância é composta por duas forças opostas, conexão e separação, que se equilibram. Mas a sociedade humana está evoluindo usando apenas a força negativa: o ego. De acordo com o plano da Natureza, nós somos obrigados a equilibrar conscientemente a força negativa com a força positiva: a unidade. Abraão descobriu a sabedoria que permite o equilíbrio, e hoje nós nos referimos a sua sabedoria como “a sabedoria da Cabalá”.

Israel Significa Direto ao Criador

Os discípulos de Abraão denominaram-se Ysrael (Israel) após o seu desejo de ir Yashar El (direto a Deus, o Criador). Isto é, eles queriam descobrir a força da unidade da Natureza, de modo a equilibrar o ego que se interpunha entre eles. Através de sua unidade, eles se encontraram imersos na força de união, a força superior, a raiz da realidade.

Além de sua descoberta, Israel também aprendeu que, no processo de desenvolvimento humano, o resto dos babilônios – que seguiram o conselho de Nimrod, dispersaram-se por todo o mundo e tornaram-se hoje a humanidade – também teriam de alcançar a unidade. Esta contradição entre o povo de Israel, que se formou através da união, e do resto da humanidade, que se formou como resultado da separação, é sentida até hoje.

Exílio

Os discípulos de Abraão, o povo de Israel, experimentaram muitas lutas internas. Porém, sua unidade prevaleceu por 2000 anos e era o elemento-chave que os unia. Na verdade, os seus conflitos serviam apenas para intensificar o amor entre eles.

No entanto, cerca de 2000 anos atrás, o ego irrompeu entre eles com tal intensidade que não puderam manter sua unidade. O ódio infundado e o egoísmo emergiram entre eles e infligiram um exílio sobre eles. Este exílio, mais do que qualquer outra coisa, é o exílio da unidade. A alienação dentro da nação de Israel levou-os a se dispersar entre as nações.

De volta ao presente, hoje a humanidade está se aproximando de um estado muito semelhante ao da antiga Babilônia, um estado de dependência mútua, por um lado, e de ódio mútuo e alienação, por outro lado. Como nós somos completamente interdependentes na “aldeia global”, o método de separação de Nimrod não é mais viável. Para alcançar o equilíbrio, nós somos agora obrigados a utilizar o método de Abraão; é por isso que a nação de Israel deve liderar a cura das dores da sociedade humana. A menos que nós, o povo judeu, o façamos por nossa própria vontade, as nações do mundo nos coagirão a fazê-lo, pela força.

Dessa forma, é interessante ler as palavras de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, um antissemita notório, em seu livro, O Judeu Internacional – O Maior Problema do Mundo: “A sociedade tem uma grande reclamação contra ele [judeu], de que ele… comece a cumprir… a antiga profecia de que por meio deles todas as nações da Terra seriam abençoadas”.

As Raízes do Antissemitismo

Depois de milhares de anos se esforçando para construir uma sociedade humana bem-sucedida usando o método de Nimrod, as nações do mundo estão começando a entender que a solução para os seus problemas não é nem tecnológica, nem econômica ou militarista. Inconscientemente, elas sentem que a solução está na unidade, que o método de conexão existe no povo de Israel, e, portanto, reconhecem que são dependentes dos judeus. Isso faz com que elas culpem os judeus por todos os problemas do mundo, acreditando que os judeus possuem a chave para a felicidade do mundo.

De fato, quando a nação de Israel caiu de seu ápice moral de amor ao próximo, o ódio a Israel entre as nações começou. Assim, por meio do antissemitismo, as nações do mundo nos incitam a revelar o método da conexão. O Rav Kook, o primeiro rabino-chefe de Israel, apontou para esse fato com suas palavras, “Amalek, Hitler, e assim por diante, nos despertam para a redenção” (Ensaios do Raiah, vol. 1).

Mas o povo de Israel não sabe que está segurando a chave para a felicidade do mundo, e que a própria fonte de antissemitismo é que os judeus estão carregando dentro de si o método de conexão, a chave para a felicidade, a sabedoria da Cabalá, mas não estão revelando isso a todos.

Revelação Obrigatória da Sabedoria

Na medida em que o mundo geme sob a pressão de duas forças conflitantes – a força global de conexão e a força de separação do ego – nós estamos caindo no estado que existia na antiga Babilônia antes de seu colapso. Mas hoje, nós não podemos nos afastar uns da outra forma, a fim de acalmar os nossos egos. Nossa única opção é trabalhar em nossa conexão, em nossa unidade. Nós somos obrigados a acrescentar ao nosso mundo a força positiva que equilibra a força negativa do nosso ego.

O povo de Israel, descendentes dos antigos babilônios que seguiram Abraão, deve implementar a sabedoria da conexão, ou seja, a sabedoria da Cabalá. Eles são obrigados a estabelecer um exemplo para toda a humanidade, e, assim, tornar-se uma “luz para as nações”.

As leis da Natureza ditam que todos nós vamos atingir um estado de unidade. Mas há duas maneiras de chegar lá: 1) pelo caminho do sofrimento mundial, guerras, catástrofes, pragas e desastres naturais, ou 2) pelo caminho do equilíbrio gradual do ego, o caminho que Abraão plantou em seus discípulos. Este último é o que sugerimos.

A Unidade é a Solução

Está escrito no Livro do Zohar, “Tudo está no amor” (Porção VaEtchanan). “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é o grande princípio da Torá, e também a essência da mudança que a sabedoria da Cabalá está oferecendo à humanidade. É obrigação do povo judeu se unir a fim de compartilhar o método de Abraão com toda a raça humana.

De acordo com o Rav Yehuda Ashlag, autor do comentário Sulam (Escada) sobre O Livro do Zohar, “Cabe à nação de Israel qualificar a si mesma e todas as pessoas do mundo… desenvolver-se até que tomem para si o sublime trabalho do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da Criação”. Se conseguir isso, vamos encontrar soluções para todos os problemas do mundo, incluindo a erradicação do antissemitismo.

O Mundo Está Esperando A Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que torna o povo judeu o povo escolhido de acordo com a sabedoria da Cabalá?

Resposta: O povo judeu é considerado o povo escolhido, porque eles são os primeiros que tem que aprender e adotar o método Cabalístico e levá-lo a toda a humanidade.

Mas, por enquanto, o fato de sermos o povo escolhido se reflete negativamente sobre nós, porque não cumprimos o nosso papel. Esta é a razão de sentirmos a atitude negativa do mundo em relação a nós. Nós precisamos entender por que somos excomungados, por que temos sofrido ao longo da história, e por que todos nos odeiam, incluindo países que nunca tivemos qualquer contato, e por que esse ódio surge uma e outra vez. Nós temos que prestar muita atenção nisso, pois essa atitude em relação a nós vem da lei geral da natureza.

Se examinarmos isso como um processo natural e começarmos a estudar e explorá-lo, a sabedoria da Cabalá explica tudo de forma muito simples: nós temos que trazer o método de unidade para o mundo, especialmente neste momento em que a humanidade está tão dividida. O mundo está em crise: famílias se dividem, países são destruídos, tudo está se desintegrando, e o homem é abalado internamente. É realmente nestes tempos, de acordo com todas as fontes, que o método Cabalístico é mais vital e necessário.

Mas como não o trazemos para o mundo, a humanidade irá aumentar as suas alegações de que somos a razão para todas as aflições porque não trazemos a felicidade ao mundo, porque somos os únicos que podem fazer isso.

De uma Entrevista na RTN, Nova Iorque, 21/7/15

A Causa Do Antissemitismo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O povo judeu faz um monte de coisas boas e boas ações. Mas eu vejo que os não-judeus veem isso negativamente e, em vez de nos ver como bons, nos veem como maus. Por Quê?

Resposta: Que bem nós, as pessoas mais inteligentes e mais educados, fizemos pelo mundo? Será que realizamos nossa missão de ser a luz para as nações? Por que elas deveriam nos amar?

A humanidade sente intuitivamente que trazemos prejuízos e ódio no mundo. Não podemos imaginar como isso poderia ser possível, portanto perguntamos: “O que estamos fazendo de errado? Nós não desejamos mal a ninguém! Por que todos nos odeiam e não as pessoas que procuram destruir os outros? Por quê?” Comecem a investigar isso e tentem encontrar a verdadeira causa desse fenômeno.

Por que a Coreia do Norte, com quem nunca tivemos qualquer relacionamento, mantém o primeiro lugar no mundo para o antissemitismo? Por que tanto ódio?

Porque o antissemitismo existe na natureza, é sua lei, e não há nada que possamos fazer sobre isso. Nenhuma quantidade de lógica nos ajudará. Se este fenômeno tem sido observado por milhares de anos, nós devemos leva-lo a sério, e não no nível dos sentimentos. Nós temos que chegar ao fundo da razão por que ocupamos um lugar na natureza e o resto do mundo outro.

Eu tenho estudado as leis da natureza nos últimos 40 anos. Antes disso, a minha especialidade era biocibernética. Mas, ao longo destes 40 anos, eu tenho percebido que a unidade é a base principal que existe em toda a natureza, e não há nada que se possa fazer sobre isso, porque não podemos ir contra uma lei da natureza.

Abraão não era judeu, mas um antigo babilônico que adorava ídolos. Mas ansiando em entender por que havia tal desconexão em sua sociedade, ele revelou que, na natureza, há uma lei de unidade e que a humanidade precisa chegar à unificação. Toda a natureza se esforça pela unidade dentro de si desde o momento do Big Bang até a correção final, e tendo revelado esta lei, Abraão começou a ensiná-la a qualquer um que quisesse aprender.

As pessoas mais sensíveis, desenvolvidas e responsivas se juntaram a ele. Com elas, ele saiu da Babilônia. Eles começaram a se chamar Yehudim, da palavra “Yichud” (unidade) ou Ivrim da palavra “Laavor” (atravessar).

Antes da destruição do Segundo Templo, este grupo cumpriu sua missão. Mas, desde o momento em que o último exílio surgiu, eles não têm cumprido. E até nos reunirmos e entendermos a nossa missão, até agarrá-la e anunciá-la ao mundo inteiro, não podemos esperar nada de bom.

Porque, em última análise, todos os babilônios, ou seja, toda a humanidade, devem chegar à unificação. E somos nós que temos que trazer esta unidade para o mundo.

De uma Palestra Pública em Nova Iorque, 20/07/15