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Quando O Mundo Apoiará Israel?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se compararmos Israel a outros países, podemos ver que não é pior aqui do que em outros lugares, e é ainda melhor.

Resposta: O problema é que você está nos comparando com outros países. É claro que em muitos aspectos Israel é um lugar melhor e as relações entre as pessoas são mais calorosas, mas isso em comparação com outros países.

Eu comparo a gente com o que deveríamos ser e com o que o mundo exige de nós.

Se não nos unirmos, a natureza vai nos levar à felicidade com a vara da aflição: através de outro Holocausto, pogroms, guerras e outros sofrimentos. A Cabalá nos adverte. Mas nós podemos ter êxito e nos unirmos de forma rápida e confortável. Depende apenas de nós, e o resto do mundo nos seguirá. Em consonância com isso, vamos receber apoio ou golpes do mundo.

Muitos Cabalistas escreveram sobre a unidade da nação. O último Cabalista que falou sobre isso de uma forma que esteja mais próxima de nós é o grande Cabalista Baal HaSulam que viveu na primeira metade do século XX.

Em seu livro A Última Geração, ele descreve um sistema social completo de segurança social, proteção e assistência mútua, um sistema em que cada um se preocupa com o outro.

Isto é basicamente o que Marx escreveu em seu tempo, mas ele não foi devidamente entendido. A interpretação Marxista da evolução humana estava bem perto da verdade. Esta é a razão porque Baal HaSulam nos diz como devemos entender Marx corretamente, porque Marx foi seguido por vários movimentos oportunistas que distorceram totalmente suas ideias.

De acordo com Baal HaSulam, é preciso primeiro educar as pessoas e só então ensiná-las a cuidar umas das outras, a responsabilidade mútua, que é o que chamamos de garantia mútua, Arvut.

É claro que essa não é uma transição instantânea para um futuro mais brilhante. Mas assim que começarmos a nos mover em direção ao outro, com apoio e cuidado mútuo, rumo a uma sociedade redonda, o nosso mundo vai começar a mudar imediatamente.

Você quer que a Intifada acabe? Comece dando os primeiros passos em direção ao outro e você vai ver como todos os nossos inimigos de repente vão desaparecer. O inimigo de hoje virá ajudá-lo amanhã e vai fazê-lo de todo o coração, porque o mundo é um sistema comum, e você controla a força do bem entrando no nosso mundo para criar a sua harmonia com o poder do mal, o egoísmo.

As pessoas vão começar a sentir que são uma família, vão parar de se atravessar na estrada, vão parar de tramar contra os colegas de trabalho, e cercar-se mutuamente com cuidado e atenção. Em seguida, todas as outras nações vão se sentir à vontade; tensões irão diminuir. E tudo isso será graças a nós. Hoje elas dizem que somos os culpados por todos os seus problemas.

Comentário: Mas quanto melhor formos, pior elas vão se sentir. Elas vão ver isso e vão querer nos destruir.

Resposta: Não, o bom estado entre nós vai ser transmitido a elas. De repente, elas serão capazes de equilibrar o seu sistema social e político, as relações em suas famílias, na sociedade e em todos os lugares. Caso contrário, elas não terão sucesso e vão continuar seus ataques contra nós.

De Kab TV “Confronto. Como isso funciona na realidade” 28/10/15

A Solução Para O Terror, Parte 1: A Arma Secreta da Unidade

laitman_943Pergunta: Você diz que o único meio contra o terror é a conexão e a unidade do povo judeu através do método da Cabalá. Isso significa que em vez de soldados precisamos de pessoas religiosas que estudem a Torá?

Resposta: Baal HaSulam explica a diferença entre aqueles que estudam a Torá no sentido religioso comum e aqueles que estudam a verdadeira parte interior da Torá, ou seja, a sabedoria da Cabalá, pela qual corrigem o mundo.

Não se trata de manter as Mitzvot (mandamentos) corporais, mas da principal Mitzva da Torá, que é o amor ao próximo: o amor de todo o povo de Israel. Nosso trabalho principal está na nossa intenção.

Baal HaSulam divide a nação de Israel em indivíduos não-religiosos e aqueles que estão conectados à força superior. Estes últimos são divididos entre aqueles que se ocupam com a parte interior da Torá, ou seja, a sabedoria da Cabalá, e aqueles que se ocupam com as Mitzvot corpóreas.

Quando falamos sobre o método de unir o povo de Israel, falamos apenas sobre a intenção interna, e não sobre as Mitzvot corpóreas.

Pergunta: Você não acha que há uma solução muito mais simples, como fechar Gaza, que irá pôr fim ao terror?

Resposta: Eu não sou um especialista em estratégia militar, mas só sei de uma coisa: mesmo se tivéssemos todas as armas e todo o dinheiro do mundo, e o resto do mundo não tivesse nada exceto o ódio que eles sentem em relação a nós, também não seríamos capazes de viver em segurança.

Afinal, o ódio que o mundo sente em relação a Israel é inflamado desde cima, a fim de guiar toda a criação rumo à adesão com o Criador. Portanto, qualquer ação neste mundo, seja econômica, social ou militar, não vai ajudar, exceto uma: a nossa intenção de unir todo o povo de Israel.

Um grupo que acrescenta a intenção correta de dar satisfação ao Criador, isto é, concretizar o Seu desejo de fazer o bem às Suas criaturas, deve liderar este processo unidade. A fim de fazer isso, nós precisamos nos voltar a toda a humanidade e conectar todos com a força superior, como está escrito: “A Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/11/15, Escritos do Baal HaSulam

Sobre Que Tipo De Unidade A Sabedoria Da Cabalá Nos Conta?

laitman_944Pergunta: Eu tenho 40 anos e sou a quarta geração da nossa família em Israel. Eu servi no exército e tenho visto unidade entre as pessoas e garantia mútua. Também agora nas ruas de Israel, eu vejo que a nossa nação é bastante unida: se alguém tem um acidente ou se algo acontecer com qualquer pessoa na rua, todos correm em seu auxílio.

É o mesmo em tempos de guerra. Não há unidade e ajuda mútua como em nossa nação. Eu não entendo o que você está falando: o que é a garantia mútua que devemos alcançar?

Resposta: É verdade, por um lado, os judeus sentem que estão “no mesmo barco”, pertencem à nação, ligados na unidade. Eles se sentem especialmente perto uns dos outros, como resultado da nossa história e dos tempos difíceis que compartilhamos. Nós somos irmãos de infortúnio. Isso é o que nos une. Mas isso não significa que sejamos assim nos bons momentos.

A unidade sobre a qual a sabedoria da Cabalá nos conta e que a Torá exige de nós é o de sermos “como um homem em um coração”, “todos de Israel são amigos”. A palavra “amigo” (Chaver) em hebraico vem da mesma raiz da palavra “conexão” (Chibur).

O princípio de “ama teu amigo como a ti mesmo”, não é um sonho ou apenas palavras agradáveis, mas uma condição real, pela qual podemos alcançar uma vida muito especial quando ascendemos a um nível totalmente diferente de existência, para uma dimensão totalmente diferente, para a eternidade e plenitude. Isso não é o que vemos no povo de Israel hoje…

Mas se nós estivéssemos ao menos um pouco mais perto de tal unidade em tempos de paz, e não apenas em tempos de guerra ou Intifada, ninguém viria até nós com quaisquer queixas, nem os nossos vizinhos nem as nações do mundo.

Pergunta: Então, se fôssemos irmãos “habituais”, não precisaríamos ser irmãos “em perigo”?

Resposta: Claro!

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 25/10/15

É Impossível Recusar Ser O Povo Escolhido

laitman_556Baal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)” Item 26: Tenha em mente que essas coisas são óbvias para toda pessoa instruída no convite que Deus enviou a Israel através de Moisés antes da recepção da Torá.

É como está escrito (Êxodo, 19: 5): “‘Agora, pois, se diligentemente ouvirem a Minha voz e guardarem a Minha aliança, então serão Meu próprio tesouro entre todos os povos, pois toda a terra é Minha; e serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Estas são as palavras que falarão aos filhos de Israel’.

E Moisés chamou os anciãos do povo e expôs diante deles todas essas palavras que o Senhor havia falado, e todas as pessoas responderam juntas, e disseram: ‘Tudo aquilo que o Senhor falou, nós faremos’. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo”.

Será que todo o povo de Israel realiza a promessa dada ao Criador, ou ao menos parte dele?

O Criador prometeu que iríamos garantir um relacionamento especial com Ele, chamado de uma aliança (ou pacto), enquanto mantivéssemos Suas condições. O Criador diz que escolheu o nosso povo dentre todos os povos, e que devemos nos tornar isso, quer queiramos ou não, porque é isso que o Criador decidiu.

99,9% de nós se recusaram a ser o povo escolhido, um povo especial. Quem precisa disso? Nós sofremos bastante com isso durante toda a nossa história. Todos podem confirmar que essa aliança não nos trouxe nenhum bem; pelo menos, é assim que nos parece à distância. Mas a aliança foi decidida desde cima, e devemos aceitá-la; não há nada para discutir.

O Criador diz: “…serão Meu próprio tesouro dentre todos os povos”, o que significa que devemos nos tornar um elo entre o poder superior e toda a humanidade de modo que possamos transmitir a gestão superior ao mundo.

“Pois toda a terra é Minha”, toda a criação, todo o desejo de receber que foi criado está sob o controle do poder superior. No entanto, o Criador quer passar o controle ao povo de Israel que foram escolhidos por Ele para esse papel. O Criador nos escolheu, e nós temos que assumir o controle sobre o nosso desejo egoísta.

“E serão para mim um reino de sacerdotes”, o que significa que vocês vão realizar este trabalho. E o trabalho é transferir todas as centelhas de doação a todos os povos, para que todos cheguem à doação e descubram o Criador dentro dela, “pois todos Me conhecerão, do menor ao maior deles” (Jeremias 31:33). Através deste trabalho, nós nos tornamos uma “nação santa”.

“Estas são as palavras que falarão ao povo de Israel”. Isto é, cada um recebeu a ordem do Criador, não pessoalmente, mas através do ponto no coração, que é chamado de Moisés; eles ouviram a voz do Criador não diretamente com claro conhecimento e sentimento, mas através de um emissário.

Moisés transmitiu esse comando aos filhos de Israel. Todos sabem da Torá que foi difícil para Moisés levar a cabo essa missão e obter o consentimento do povo. Mas, por fim, o povo concordou em trabalhar junto como um só homem, e eles proclamaram: “Tudo aquilo que o Senhor falou, nós faremos”, e, depois, “Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo”.

Isso significa que o consentimento mútuo já está em nossas raízes. Ele atua e funciona mesmo se não sentimos isso. Agora ninguém pede para receber e assinar essa aliança novamente, mas apenas renová-la de acordo com o nível do nosso desenvolvimento atual.

Mesmo que cortássemos essa conexão do nosso lado, isso não diminuiria a nossa conexão mútua e com o poder superior. Apenas que uma descida profunda ocorreu que possibilitou que descobríssemos todo o mal entre nós para que pudéssemos corrigir e santificá-lo, ou seja, que alcançássemos o nível de doar em prol de doar e até mesmo ao nível de receber em prol de doar. Isso é o que o povo de Israel deve fazer.

Da Lição Diária de Cabalá 19/10/15, Escritos do Baal HaSulam

“A Resposta Ao Terrorismo – Reforçar As Bases Da Nação”, Publicado No Ynet


Publicado recentemente na minha coluna no Ynet, “A Resposta Ao Terrorismo – Reforçar As Bases Da Nação” (em hebraico)

Nestes tempos difíceis e urgentes dos “ataques diários” só há uma resposta para aqueles sedentos de sangue que se levantam para nos aniquilar: fortalecer as bases da nossa nação.

Mesmo um roteirista talentoso teria dificuldade em escrever uma cena mais complicada. Dentro de um raio de poucas centenas de quilômetros, uma coleção das organizações terroristas mais extremas da humanidade se reuniu, e eles nos cercaram de todas as direções. Os ataques terroristas estão se transformando numa rotina diária, e com elas cenas difíceis. Assassinos sanguinários tentam ferir, esfaquear e cruelmente eliminar tudo em seu caminho. É impossível nos reconciliarmos com essa situação.

Nós só podemos ir contra esse ódio selvagem e frenético, e contra o extremismo, se conseguirmos revitalizar as raízes da nossa nação: a unidade. Só nossa união tornará nosso país novamente uma casa segura. Se perdermos a oportunidade de nos reunir, e formos um contra aqueles que nos odeiam, o anel em torno de nós pegará fogo e perderemos a capacidade de ser um povo livre em nossa terra. Isso é exatamente o que nossos inimigos desejam.

Apesar da gravidade dos aspectos, e nos piores eventos que experimentamos diariamente, nós continuamos a nos afastar uns dos outros, cada um confinado em seu próprio mundo, agachado em seu canto, avançando apenas os interesses estreitos dos seus constituintes.

Com o perigo que está à espreita em cada esquina, temos que aproveitar o benefício de um processo amplo que levaria o país à unidade, acima de toda separação.

Harmonia num Único Corpo

Interações numa nação são semelhantes às inter-relações entre os vários órgãos do corpo humano. Existe harmonia no corpo humano: o cérebro é responsável pelo pensamento, os olhos pela visão, as pernas pelo nosso transporte, e assim por diante. A nação também é composta de líderes, consultores, gestores e trabalhadores que devem operar em completa harmonia como uma condição necessária para a manutenção da vida normal.

O enfraquecimento da nação é resultado de relacionamentos deficientes entre os seus “órgãos”. Nossos sábios disseram, “Jerusalém só foi destruída por causa do ódio infundado” (Yoma 9b). Ódio e divisão são uma doença que debilita o corpo da nação, desintegrando-o desde dentro, como uma doença mortal, que é o resultado de uma falta de harmonia entre os órgãos.

A Unidade em Resumo

A única maneira de revigorar a nação de Israel nos dias de hoje é criar um senso de conexão, um vínculo mútuo e Arvut (garantia mútua) entre nós. Nós temos nos impulsionar juntos e compreender que a felicidade pessoal de cada um de nós depende da felicidade de toda a nação. E a fraqueza pessoal depende também da fraqueza da nação; assim o fortalecimento da rede de conexões sociais entre nós e o cultivo do nosso capital social, nos dará força, e num período de crise como esse, eles estão em nossa psique.

Durante os anos de exílio, nós perdemos o sentimento de nacionalismo natural. Os laços de amor que nos unem se atrofiaram e se desprenderam de nossos corações. Ao contrário de todas as outras nações do mundo, o sentimento nacionalista que ainda permanecia em nós vem do sofrimento comum que passamos e ainda experimentamos. As guerras, dificuldades e desastres são o que nos consolida: nós somos irmãos apenas quando há problemas.

A unidade cuja fonte está num sofrimento externo comum não é verdadeira unidade; é uma “unidade num momento de emergência” e não tem o poder de construir uma nação que seja forte, mesmo em tempos de normalidade. Nós somos como uma coleção de nozes com casca dura juntas num único saco. Dentro do saco cada um é fechado dentro de sua casca. O saco cria uma unidade artificial entre as nozes e não as consolida num único corpo. Quando o saco desaparece, a unidade desaparece.

Fortalecer os Músculos Nacionais

Há apenas uma maneira de parar a terrível onda de terror e garantir o nosso futuro como uma nação forte: iniciar um processo social e educacional de alcance nacional que vise unir o povo. Nós precisamos reviver mais uma vez os músculos nacionais que têm estado inativos em nós nesses dois mil anos.

O capital social é a nossa força. A unidade é a condição básica para a reconstrução do povo de Israel na terra de Israel. Sem unidade, não podemos garantir o bem-estar e o futuro do Estado de Israel. Sem ela nós somos como um edifício sem uma base sólida, que está ameaçado de cair com qualquer vibração.

Nossa preocupação com o renascimento da nação de Israel deve priorizar todas as outras preocupações. Apenas um processo educativo, cujo objetivo é incutir a unidade entre o povo de Israel, vai levar ao sucesso, prosperidade e segurança. Não podemos continuar a fechar os olhos. Nossa unidade é a base do edifício; é a única coisa que determinará a estatura do Estado de Israel e as realizações que vamos alcançar.

Este artigo foi escrito de acordo com o jornal A Nação publicado por Baal HaSulam, o rabino Yehuda Ashlag, em 5 de junho de 1940.

Publicado no Ynet 04/11/15

De Quem Depende O Mundo Inteiro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nos países árabes houve uma série de revoluções que ocorreram com a ajuda de redes sociais como Facebook, Twitter, etc. Mesmo agora, a mesma coisa está acontecendo com a gente. Em outras palavras, nossos inimigos estão usando as mesmas conquistas do mundo moderno sem declarar guerra contra nós. Será que precisamos conduzir uma guerra cultural como essa com eles?

Resposta: Você pode fazer o que quiser. Mas nada vai ajudar! Somente se houver realmente uma ameaça a vida e a morte, é que é necessário se defender sem considerar qualquer outra coisa. Mas, ao mesmo tempo, depende de você mover o povo rumo a unidade interna.

Então, todo mundo irá gradualmente começar a mudar a sua opinião sobre você, porque através da conexão e unidade, você estará conectado ao mundo inteiro. Então você vai canalizar completamente novas forças do bem, conexão mútua e unidade para o mundo inteiro, que o mundo tanto precisa. E sem o poder de conexão e unidade, isso irá se mover rumo a guerra.

Todo mundo entende e sabe disso, mas eles não podem fazer nada, porque além do povo de Israel, ninguém tem liberdade de escolha. Assim, o mundo inteiro condena os judeus. Os povos do mundo sentem inconscientemente que dependem de nós. E não é só que eles nos culpam por todos os problemas, é um sentimento interno de dependência. Por exemplo, se eu sinto que dependo de uma pessoa em particular, eu tenho medo dela, a odeio, ela não sai da minha mente, e eu não sei o que fazer com essa conexão. Isso é precisamente o que as nações do mundo sentem sobre nós. Isso é um fato.

Pergunta: Isso significa que eles têm medo de nós?

Resposta: Eles estão assustados, o que significa que sentem que não podem nos aniquilar. Se pudessem, nos eliminariam da face da Terra. Eles tentaram, mas não funcionou. Mas essa não é a ideia; ao contrário, é o sentimento de impotência diante de Israel que todos sentem inconscientemente. Eu tenho viajado por todo o mundo, dado entrevistas e palestras em dezenas de universidades, grandes jornais, nos meios de comunicação de massa, e tenho conversado com cientistas, políticos e sociólogos. Isto é o que as pessoas sentem.

Pergunta: Será que isso significa que o povo de Israel e a própria nação não podem ser destruídos?

Resposta: O povo não, a nação sim. Nós poderíamos tranquilamente ser expulsos daqui. Nesse meio tempo, um mundo supostamente bilateral ainda existe, mas não temos necessidade de ninguém. Se não houvesse uma supervisão superior através da qual precisamos nos unir nesta terra, já não estaríamos aqui.

No entanto, a cada dia eu vejo como o povo de Israel está se tornando cada vez mais consolidado internamente, mais sensível, e entende que nada vai salvá-lo, exceto a conexão e unidade entre nós. Eles estão cada vez mais preparados para compreender, perceber e ouvir essa ideia, e nossa organização é cada vez mais capaz de explicar isso e dar um exemplo.

De KabTV “Confronto. Como funciona na realidade” 28/10/15

Como Podemos Mudar A Situação Em Israel Para Não Ser Um Fardo Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanComentário: Se não provermos a humanidade com a chave para a felicidade, ninguém nos ajudará. Mesmo os EUA que sempre nos ajudaram não nos protegerão agora.

Resposta: Se não for do interesse americano a ficar contra a Rússia, Europa ou qualquer outro país, vamos nos tornar inúteis e sem sentido para eles e eles não vão nos levar em conta, nem por um segundo.

Os judeus americanos também não vão dizer uma palavra em nosso favor. Os americanos compreendem perfeitamente que esse lugar no planeta é importante apenas do ponto de vista político, como oposição a outras estruturas do mundo.

Se essa oposição não existir, Israel desaparecerá, e não tomará o seu lugar no mundo tornando-se seu centro ideológico, o qual o mundo precisa tão desesperadamente. Hoje, o mundo não precisa de nós; somos apenas uma ferramenta de resistência entre os diferentes sistemas do mundo. Representantes militares americanos em Israel dizem candidamente que essa é a única razão pela qual eles precisam de nós, enquanto em todos os outros sentidos, somos simplesmente um fardo para eles.

De KabTV “A Atual Situação de Emergência em Israel” 14/10/15

Prevenir A Terceira Guerra Mundial – Parte 1 “Por Que Há Conflitos?”

laitman_626Comentário: Dez anos atrás, você disse que o confronto entre Israel e a facção radical da comunidade árabe não era um conflito local, que os extremistas iriam começar um confronto com Israel e, mais cedo ou mais tarde, isso iria chegar a um confronto com o mundo inteiro, e que este seria o início da Terceira Guerra Mundial, que só vai continuar a crescer.

Então, isso me pareceu um capricho cabalístico, mas hoje eu entendo que é necessário começar a ouvir as previsões cabalísticos mais atentamente, com particular preocupação.

Resposta: Infelizmente o que é dito na sabedoria da Cabalá foi realizado ao longo de toda a história com precisão matemática. Pode haver uma diferença no tempo, mas, em princípio, mesmo isso não acontece.

Quarenta anos atrás o meu professor me disse que por volta do ano 1995, a revelação da sabedoria da Cabalá logo começaria entre as massas, depois haveria um outro período, etc. Tudo isso iria acontecer precisamente, e despertar grande medo entre todos aqueles que estão cientes das previsões.

Uma terceira guerra mundial não seria como as guerras anteriores; é a soma de um grande número de conflitos locais lentos e intermináveis, esgotando toda a humanidade.

A ideia é que a humanidade está chegando a um limite em seu desenvolvimento. Eles vão começar a entender que não conseguiram se dar bem uns com os outros ou com as leis da natureza, que determinam suas vidas.

Não só não estamos cientes das leis da natureza, mas não podemos sequer controlar nossa sociedade, em qualquer área da vida. A ciência está num beco sem saída, as famílias estão se separando, e as pessoas preferem fugir com drogas e tranquilizantes.

A humanidade está confusa. O forte neste mundo não sabe o que fazer. Geralmente, o mundo em que estamos habituados a viver com sucesso tornou-se totalmente incerto. Então, conflitos e confrontos começaram.

O mundo tornou-se integral, redondo; diferentes leis estão operando nele: as leis da conexão integral entre todos. Cada pessoa influencia o mundo inteiro, e o mundo inteiro a influencia; tudo está entrelaçado. Nós ainda não vemos essa rede de forças, mas ela nos conecta muito fortemente, como as células do corpo da humanidade. Na sabedoria da Cabalá, isso foi escrito há milhares de anos.

Mas o problema é que somos construídos de acordo com um princípio egoísta individualista e não de forma integral. Não podemos abranger todo esse sistema; não pode cooperar de forma correta e mútua uns com os outros; não visamos receber e doar juntos.

O ser humano é a única criatura na natureza criada no princípio egoísta. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza existem instintivamente; eles não têm liberdade de escolha. Mas o ser humano é construído de acordo com outro princípio; só o egoísmo opera dentro dele.

Assim, conclui-se que, se as partes inanimada, vegetal e animal da natureza estão num equilíbrio dinâmico (positivo-negativo, quente-frio, escuridão-luz), nossa natureza egoísta interior não é equilibrada por uma boa força, mas apenas carrega um caráter negativo.

Pergunta: Mas há pessoas que se oporiam: “Desculpe-me, ontem eu ajudei uma velhinha a atravessar a rua”. Outra dirá: “Desculpe-me, mas há dez anos não podíamos sequer imaginar que uma rede social incrível como o Facebook seria criada!” Então, não temos uma direção positiva de desenvolvimento?

Resposta: Sim. Mas isso também é gerenciado pelo nosso ego.

Acontece que não podemos simplesmente fazer o bem, sem mencionar a realização do principal mandamento de amar o próximo. A pessoa precisa de uma força positiva interior que irá equilibrá-la.

Esse problema é sentido em todos nós, porque somos basicamente guiados apenas pela força negativa. Onde podemos atingir uma força positiva para gerenciar a nós mesmos e o mundo com sucesso? Este é o desafio mais proeminente que a humanidade enfrenta hoje.

Continua…

De KabTV “Conversas com Michael Laitman” 23/10/15

O Inimigo Está Entre Nós!

laitman_278_01Pergunta: O atual conflito entre árabes e israelenses afeta a todos. Hoje, vinte por cento da população em Israel são, na verdade, inimigos que vivem no país.

Se eles realmente se revoltarem, isso vai levar a um derramamento de sangue que não pode ser interrompido. Portanto, há duas opções: integração ou expulsão?

Resposta: Eu acredito que não seja nem uma opção. Eu concordo totalmente com você: o inimigo está dentro de nós.

Dentro de cada um de nós existe um inimigo que não nos permite conectar e unir, e por isso estamos numa guerra contínua, não só com os árabes, mas com o mundo inteiro. Agora a Europa e os EUA estão começando a se levantar contra nós, e o resto do mundo logo os seguirá.

Nós temos que olhar para tudo de uma perspectiva muito mais ampla. A questão não é que os israelenses devem chegar ao supermercado com segurança e voltar ilesos para suas casas, mas que o mundo está avançando em direção a um fim especial e nós somos parte ativa neste processo. Todo mundo está olhando para nós, quer gostemos ou não, apontando para nós e acusando-nos.

Nós temos que entender o que realmente é isso, e não continuar negando, pedindo que o mundo nos considere como todas as outras nações. Isso não vai acontecer! Nós somos únicos;  somos responsáveis ​​por alguma coisa. O que exatamente? Nós precisamos entender o quê.

Essa é a razão que nenhuma expulsão ou integração dos árabes que vivem em Israel ajudará. Só uma coisa pode nos ajudar: as boas relações mútuas entre nós, a correta rede de conexão entre os judeus.

Só então arrancaremos a inclinação alarmante de uma guerra interna e externa no nosso país e no mundo. Nenhuma ideologia ou política, nenhuma outra solução, pode ajudar aqui.

O mundo inteiro está em guerra porque os judeus estão lutando entre si. Nós estamos num estado de ódio infundado. Olhe o que está acontecendo em todos os lugares! Nós não estamos no estado que devemos estar!

Nesse meio tempo, temos que mostrar ao mundo inteiro que há uma opção de cooperação mútua integral uns com os outros, a incorporação mental e espiritual no outro. Nós não sabemos isso ainda, mas a natureza ainda exige isso de nós.

De KabTV “Confronto. Como funciona na realidade” 28/10/15

O Berço Do Bem Está No Coração

laitman_940Pergunta: O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou recentemente o falecido Mufti de Jerusalém de convencer Hitler a aniquilar os judeus. Por que essa ideia preocupante de nos aniquilar se repete de tempos em tempos?

Resposta: Esta ideia surgiu logo após a era dos antepassados. Os judeus sempre tiveram que lutar por sua sobrevivência, desde o tempo em que eram escravos no Egito. O povo judeu sempre foi odiado, especialmente desde que caímos de nossa altura espiritual, desde o nível espiritual chamado “ama teu amigo como a ti mesmo”. Nós caímos do amor ao próximo ao ódio infundado no tempo do rabino Akiva, e temos sido odiado desde então.

Pergunta: Eu não sei de qualquer outra nação que outras nações estejam constantemente tentando destruir. Por que é assim?

Resposta: Nenhuma outra nação tem obrigação para com a humanidade de trazer a força positiva para este mundo que equilibrará a força negativa agindo no homem e que trará paz, equilíbrio e harmonia para o mundo. Nós temos que trazer a Luz às nações do mundo, o que significa a força positiva, mostrando-lhes um exemplo da conexão e unidade correta. Então, todo mundo vai se conectar de acordo com o nosso exemplo. Vamos fazer isso, porque o mundo inteiro está ansioso para se tornar nossos alunos. As nações do mundo têm esse desejo inconsciente.

Há estudantes de todo o mundo em nossos centros de Cabalá, pessoas de 127 países que estão dispostas a estudar e que nos amam como irmãos. Elas invejam aqueles que nasceram judeus e que podem viver na terra de Israel. É o seu sonho. Este é um exemplo do que acontece se mostrarmos ao mundo um bom exemplo de conexão e unidade, e o método que nos permite atingi-las. Se começarmos a ensinar a sabedoria da Cabalá às nações do mundo, elas se tornarão pessoas maravilhosas. Tudo depende apenas de nós.

Eu tenho viajado por todo o mundo e falado com muitas pessoas de diferentes países. Eu posso confirmar com a minha experiência que o momento em que abrirmos a oportunidade de falar com as pessoas sobre o método que nós judeus temos que trazer o mundo, e deixá-las senti-lo um pouco, elas estarão prontas para fazer qualquer coisa. Afinal de contas, elas sentem até que ponto o mundo carece da força positiva muito mais do que nós. As pessoas querem se unir, mas não podem fazê-lo porque a nação de Israel não transmite essa força a elas. Elas sentem isso inconscientemente em seu coração e, portanto, culpam os judeus por todos os seus problemas.

Pergunta: Há países que têm enormes reservatórios de petróleo, como os países do Golfo, e todo o seu poder está nesse óleo. Qual a fonte de poder da nação de Israel?

Resposta: A nação de Israel tem poços cheios de bondade e prosperidade.

Pergunta: Como você os encontra?

Resposta: Nós temos que procura-los através da conexão entre nós. Nós só precisamos nos conectar, um judeu com o outro, e parar de tratar mal uns aos outros, e uma fonte de energia boa vai surgir entre nós.

Pergunta: Onde podemos cavar para encontrar o berço da força positiva?

Resposta: Todo mundo tem que cavar seu próprio coração. Esse é o local de nascimento do bem. Se você abrir o seu coração, vai descobrir o poço da água da vida.

Do Programa da Rádio Israelense 103FM, 25/10/15