Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

O Que É A Garantia Mútua?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a garantia mútua?

Resposta: Garantia mútua significa que eu atuo de acordo com como eu entendo e sinto a minha relação com os outros, minha interconexão e interdependência com eles dentro de um sistema único, onde existimos como órgãos de um corpo. Há muitas fases de nossa proximidade um do outro dentro deste sistema, até chegarmos ao estágio em que começamos a agir como células de um corpo, quando, a partir do que chega a mim, eu tomo tudo que é necessário para perceber completamente a mim mesmo em benefício da sociedade.

A sabedoria da Cabalá diz que há 125 degraus de nossa conexão uns com os outros antes de alcançarmos o sistema perfeito. Assim, nós corrigimos a nós mesmos, nosso ego, e obtemos a qualidade de doação e amor para com o próximo em sua plenitude. Isso é chamado de correção completa da pessoa, quando ela se torna global e integral dentro de toda a natureza.

Assim, tendo construído a si mesma com toda a natureza ligada interiormente e afetando todos os níveis inferiores (inanimado, vegetal e animal), a pessoa atinge o nível da natureza global. Podemos chamá-la de força Superior ou Natureza com uma letra maiúscula. Então a pessoa se sente eterna e perfeita como a totalidade da natureza, que não tem começo nem fim, tempo, movimento ou espaço. Sua percepção da realidade muda porque a pessoa se percebe de forma diferente: ela descobre a visão e a percepção de um novo nível.

A garantia mútua pode ser explicada com o exemplo da interação entre todas as partes da natureza: entre os níveis inanimado e vegetal, vegetal e animal, como eles se alimentam e se apóiam mutuamente. Há uma abundância de exemplos de ajuda mútua na natureza: como as abelhas e os pássaros ajudam as plantas a se reproduzirem, como toda a natureza está interligada. Esta é uma ciência muito interessante e especial. É simplesmente incrível como todas as partes da natureza dependem, estão interligadas, e precisam umas das outras.

A maneira mais fácil de explicar de garantia mútua é através do exemplo do trabalho de partes do nosso corpo. Quando eu me sinto mal e vou ao médico, ele examina se estou em equilíbrio ou não, que parte do meu corpo está fora de equilíbrio e não funciona corretamente. Isto é chamado de “doença”. Se uma parte não pode executar o seu trabalho em relação a todas as outras partes, por exemplo, os rins não conseguem eliminar as toxinas, o fígado não consegue limpar o sangue, os pulmões não podem fornecer oxigênio suficiente, isso é “doença”. De acordo com isso, nós verificamos se as pessoas são saudáveis ​​ou não.

É assim que nós temos que verificar a sociedade humana, se ela é saudável ou não, de acordo com quanto cada um recebe e dá, até que ponto ele está em conexão com as outras partes, porque ele deve fazê-lo em benefício dos outros. E isso é missão de todos.

Ou seja, cada um desiste do seu ego dirigido a si mesmo e envolve todos os seus talentos em benefício dos outros. O que ele ganha com isso? Ele obtém a percepção de uma realidade superior, eterna e perfeita, elevando-a ao grau que é muito superior ao seu atual nível animal.

Da Conversa sobre um Novo Livro 11/07/11

Aproximando-se do mundo com a luz

Pergunta: Se eu tentar dirigir o mundo em direção ao objetivo da criação, você poderia dizer que eu dou a garantia para o povo? Existe uma garantia unilateral?

Resposta: Sim, você move as pessoas para a frente. Eles não podem mostrar reciprocidade em troca ainda. No entanto, este é um progresso, e isso é muito importante.

Devemos entender que nossa missão é fazer o mundo avançar, e nosso progresso depende de seus passos. Claro, essa dependência não é direta, mas mover o mundo para a frente requer um esforço sério. Nós não fazemos isso às custas dos nossos esforços internos, no entanto, não seremos capazes de desenvolver internamente sem fazer uma contribuição para o desenvolvimento do mundo integral.

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Como Medir A Aceleração Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: No mundo material, nós sabemos como medir a aceleração. Mas como podemos fazê-lo em nosso progresso espiritual, com a ajuda de quê?

Resposta: Você mede a aceleração avaliando a sua conexão com o grupo. Você não tem mais nada. É por isso que a alma comum foi dividida em muitas almas – assim você teria um meio de mudar, um lugar para trabalhar e fazer esforços, para que você pudesse avaliar o quão longe ou perto você está em relação a elas – e não apenas às pessoas, mas aos seus desejos de revelar a espiritualidade, o Criador. Você verifica se você está entre esses desejos, juntamente com eles, de modo que na conexão direita, na garantia mútua entre vocês, você revelará o Criador.

Portanto, você pode avaliar o seu estado espiritual somente em relação a estes desejos dos seus amigos – o quão perto você está junto com eles em relação ao mundo superior.

Pergunta: Mas onde está a aceleração aqui? Como ela pode ser medida?

Resposta: De um dia para o outro, de uma hora para outra, você avalia esta conexão. Há uma distância entre você e os outros, e você avalia se ela está ficando menor ou não, de que forma, com velocidade constante ou com aceleração. A aceleração é a velocidade que aumenta a cada momento.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/07/11, O Zohar

Para Quem Eu Estou Trabalhando?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut”:  O grau no qual um indivíduo produziu por suas ações, seja grande ou pequeno, em última análise une o futuro ao mover o mundo para uma balança de mérito, uma vez que sua parte foi adicionada e se uniu à mudança.

Cada pessoa tem que cumprir seu próprio trabalho, e fazendo isso a pessoa trabalha não para si mesma, mas para os outros. Essa é a nossa interconexão. A pessoa não tem seu desejo próprio. Seu desejo está em todas as outras pessoas. Ela não tem seu trabalho pessoal, que possa cumprir sozinha. Ela trabalha até que corrija sua inclusão em todos os demais.

Como resultado, nós revelamos certo “quadro holográfico”. Eu estou incluído em tudo e tudo está incluído em mim. Agora mesmo isso está oculto de nós porque de outra forma nós não seríamos capazes de nos mover de onde estamos. Realmente, o que eu tenho para dar aos outros?  Eu não quero estar ocupado com seus problemas, e não quero fazer nada para eles. Eu sou incapaz de realizar o trabalho a menos que todos os seus frutos sejam consumidos pelos outros.

Assim, é como se nós tivéssemos um véu sobre nossos olhos e vivêssemos uma mentira: é como se cada pessoa atuasse para seus interesses próprios e tomasse conta de si mesma. Graças a isso, nesse estágio nós podemos pelo menos nos mover em intenção egoísta de Lo Lishma. Mas, mais tarde, na intenção altruísta de Lishma nós descobriremos que não há nada particular aqui e que tudo pertence a um todo comum. Cada pessoa está incluída em todos e o trabalho de cada pessoa se transfere para todos, para sua conta comum.

Assim, não importa que cálculos possam ser feitos, positivos ou negativos, nós o fazemos somente em relação ao todo comum e avaliamos as ações da pessoa somente em relação aos outros. É impossível dizer que ela atuou bem ou mau a menos que avaliemos os resultados pela influência nos outros: se ela os trouxe para mais perto da meta da criação, ou, ao contrário, os separou dela.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 21/07/11, “A Arvut

A Medicina Para A Vida Eterna

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o geral e o particular são iguais, e é por isso que cada grupo e indivíduo deve se perguntar: se eles têm o maior objetivo na vida, que é subir do nível de um animal para o nível de um ser humano (Adão), “semelhante” ao Criador, isto é, adquirir a qualidade de doação em que eles sentirão a vida em doação, uma vida mais elevada?

No início, a pessoa aspira a ele porque não quer morrer. Ela imagina uma vida espiritual como uma material, apenas um pouco melhor e, mais importante, sem morte. Isso é o máximo que podemos imaginar de uma vida espiritual.

Em outras palavras, eu estudo e penso que estou recebendo algum medicamento que me trará uma vida eterna, preenchida e perfeita, sem nenhum dos problemas que sinto agora. É por isso que a pessoa continua. Na verdade, esta é a única maneira que podemos agora imaginar uma vida que é maior do que o nosso mundo.

Mas mesmo que a pessoa comece a avançar assim, ela decide que deve usar os meios à sua disposição. Ou seja, ela se dirige ao professor que explica como implementar as suas recomendações no grupo e com a ajuda dos livros.

O professor só mostra o que fazer, e a pessoa deve realizá-lo, porque ela não tem mais nada para se apoiar. Toda a realização ocorre por meio do grupo e do estudo. Assim, a pessoa aos poucos descobre a aspiração à qualidade de doação, que se torna seu objetivo, expresso como união, conexão e garantia mútua, tal como um homem com um coração.

Isso significa alcançar a fé, como está escrito: “O justo vive pela fé”, isto é, a revelação da qualidade de doação no coração humano, em todos os seus desejos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalpa 18 /07/11, Shamati # 122

A Revolução Interior

Dr. Michael LaitmanA revelação do método Cabalista ao mundo pressupõe que quatro condições sejam cumpridas:

Condição #1: Que o método de correcção não seja dado a uma pessoa, mas a uma nação inteira.

Hoje, mais e mais pessoas percebem que é necessário mudarem-se a si mesmas e entrar em harmonia com a natureza. No passado pensávamos estar acima da natureza e o nosso egoísmo tinha como objectivo controlá-la, mas agora percebemos quão destrutivo isto é para nós.

Esta sensação está a emergir nas massas em virtude do facto de satisfazermos a primeira condição da revelação da Cabala, onde 600.000 pessoas, “600.000 almas” estudam o método da correcção espiritual. Esta é um conceito condicional que simboliza uma reunião de pessoas que são capazes de atingir uma conexão especial entre elas, chamada “garantia mútua”.

Condição #2: A nação tem de sair da escravatura Egípcia, ou seja, perceber o mal do seu próprio egoísmo.

Condição #3: Cada um dos 600.000 deve concordar em trabalhar em prol da doação.

Condição #4: Todos têm de ter vontade de continuar qualquer acção que lhes leve à conexão com os outros.

A garantia mútua é a preocupação por satisfazer os desejos dos outros. Todos os planos humanos têm de aspirar a isto. Devemos perpetuar uma revolução dentro de nós. O mundo tem tudo para assegurar uma existência favorável pelos habitantes deste planeta, mas há uma coisa em falta – um pensamento comum dirigido a isto. Se aspirarmos a isto internamente, então a abundância tornar-se-á acessível a todos.

Tudo depende da nossa interconexão. Quanto mais forte é a interconexão entre nós, mais intensa é a acção da Luz superior, que irá ordenar o estado dos níveis inferiores do universo. Assim que o grupo de 600.000 pessoas concordar com a condição da garantia mútua, da interconexão, e do amor, receberá imediatamente um suporte enorme de cima.

A única coisa pedida a nós é desejar restaurar a interconexão e a intenção de trabalhar para doar. Precisamente a intenção, e não o progresso tecnológico, causará uma revolução no mundo. Atingiremos gradualmente um estado onde as novas tecnologias serão criadas e controladas pelo pensamento, ou seja, com a intenção e um desejo que é corrigido pela intenção.

A obrigação das pessoas é de cuidar de toda a humanidade. O mundo inteiro está incluído no sistema de garantia mútua, mas primeiro que tudo, isto tem de ser feito por aqueles que têm o entendimento e o desejo de subir ao nível mais alto e revelar o Criador entre eles. O desejo do grupo irá fluir suavemente sobre o desejo do mundo.

A pessoa mudará gradualmente a sua atitude para consigo mesma, para com a sociedade e a natureza, e irá receber satisfação por estar no sistema da interconexão mútua. Ela será “alimentada” pela Luz superior, que a preenche e a satisfaz.

É assim como mudaremos as economias de consumo inteligente, porque ficaremos satisfeitos apenas com as necessidades vitais. Ao começar a trabalhar pelo princípio do “tudo é para todos”, atingiremos o estado da garantia mútua. E as mudanças interiores no homem implicarão na reconstrução do mundo inteiro.

Da Lição Virtual 17/7/11

A Luz Do Outro Lado Da Imagem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz nos une? Como podemos avançar juntos enquanto existimos no mal?

Resposta: Nós trabalhamos para superar isso. Nós compreendemos o nosso estado e o examinamos, e devemos nos apoiar mutuamente na garantia mútua. Então, a Luz se estabelecerá entre nós.

Isso também nos ajuda agora. Se a Luz não nos trouxesse satisfação no nível mais ínfimo, não sentiríamos os desejos que estão sendo revelados em nós.

Afinal, nós, todas as pessoas e toda a realidade, existimos em um sistema perfeito. Agora, um pouco de Luz está aparecendo em algumas pessoas, e elas estão começando a sentir onde estão, porque, e para que finalidade. Elas estão começando a receber a Luz na forma de uma conexão com o ambiente, na forma de um mentor. Elas estão começando a sentir a Luz em seus vasos como se fossem livros de estudo no grupo. Tudo isso está acontecendo “como se” porque a materialidade não existe.

Na realidade, tudo isso é a revelação da Luz. Não existem pessoas, grupo, mentor ou livros. Estas são as formas onde você revela a Luz que é apresentada a você como o meio de progresso espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11,Arvut (Garantia Mútua)”

O Colapso Do Egoismo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Se parte da nação não quer manter a Arvut, mas antes escolhe rejubilar-se no amor próprio, eles fazem com que o resto da nação permaneça imersa na sua sujeira e baixeza sem que alguma vez encontrem uma forma de sair da sua sujeira.

Pergunta: Como posso corrigir o meu desejo pela sujeira e baixeza?

Resposta: Eu actuo em relação aos amigos, e os amigos actuam em relação a mim. Isto significa que eles me corrigem? Sim, corrigem-me. E eu corrijo-os a eles? Sim, corrijo. Como posso corrigir-me a mim mesmo? Eu corrijo-me através da correcção deles.

É isto o que significa a garantia mútua. Ninguém faz isto sem os outros, e ele depende dos outros em todas as suas acções no sentido positivo e negativo, na alegria e tristeza. Ele depende das boas e más acções deles, e eles dependem de suas boas e más acções.

Hoje, isto está a tornar-se uma realidade que se manifestará no nosso mundo de uma forma muito desagradável. Se algo mau ocorre num país, os outros países sentirão logo isto. Por outro lado, se algo bom ocorre em outro lugar, os outros mudarão igualmente para melhor.

Este é um verdadeiro colapso para o meu egoísmo. Eu quero que os outros se sintam mal e que eu me sinta bem, ser um vencedor em comparação a eles. Quero o que é pior para eles em vez de para mim, e isto magoa o meu coração. Mas agora, vemos como a integridade da natureza nos compele a pensar diferente. Ensina-nos que ninguém pode se beneficiar sozinho. Se é bom para alguns, será também bom para outros. Não há tal situação em que é bom para alguns e mau para outros.

Gradualmente, aproximamo-nos desta imagem do mundo. Vejam o que está a acontecer nos países desenvolvidos. Se existe uma derrocada num deles, o resto não sabe o que fazer, e eles caiem logo após. Atingimos uma ordem económica tal, isto é, tal egoísmo, que todos dependem de todos os outros. Esta é a garantia mútua, e assim é como ela se manifesta.

Não penso que dependa, digamos, da França. O que é que eu tenho a ver com a França? Contudo, agora devo cuidar que nenhuma falência ocorra lá. Se a França for à bancarrota, então indubitavelmente, irá afectar o meu bolso dois dias depois. Além disso, irá afectá-lo negativamente. Se eu colhi benefícios disso, deixarei que vão à bancarrota. Mas não funciona dessa forma: eu magoo-me também.

Além disso, anteriormente, os problemas dos outros trouxeram benefícios. Antes do mundo se conectar num sistema integral, todos agiam no seu próprio interesse, não considerando os outros. Cada país preocupava-se apenas com o seu próprio ganho. Cada vez, fazíamos análises vigorosas e egoístas para ganhar à custa dos outros. Mesmo se isto requeresse começar uma guerra contra eles e destruir o outro lado até ao chão, era melhor para mim.

Hoje, gostaríamos de seguir ao longo das mesmas linhas, mas não podemos. Em breve, descobriremos que uma guerra não pode ser começada. Dependemos uns dos outros em tal medida que eu não consigo fornecer algo a mim mesmo sozinho. Faltar-me-á qualquer coisa que eu destruir aos outros.

É a isso que chegámos. Desejando o bem para nós próprios, para nossa nação, o nosso país com as suas estruturas e instituições, eu devo tomar conta de toda a gente. Apenas então será bom para mim.

Este mecanismo age na doação entre Partzufim, entre pessoas, e entre a pessoa e o Criador. Tenho de tomar o desejo do meu amigo com o objectivo de satisfazê-lo e colocar o meu desejo ao seu serviço. Apenas sob a condição de que eu satisfaça e tome conta dele, fluirá toda a abundância através de mim e revelar-se-á em mim 620 vezes maior.

O mundo não percebe ainda em que sistema estamos a entrar. Para tal acontecer, precisamos dizer isto às pessoas assim que possível. Caso contrário, o desespero delas irá levá-las à guerra. Elas simplesmente não terão escolha.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/7/11, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Foco Na Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós não percebemos a garantia mútua entre nós e influenciamos o mundo inteiro? O que nós queremos dos outros?

Resposta: Você está certo. Nós temos que experimentar isso primeiro. Por exemplo, está escrito no artigo “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Na medida em que os filhos de Israel se unem ao manter a Torá, dessa forma eles passam o seu poder para o resto das nações.

Portanto, nós temos dedicado muitos anos, toda a nossa vida, na organização de grupos e simpatizantes em todo o mundo. Devemos continuar o que começamos. Por um lado, isso nos leva à garantia mútua, mas por outro, a disseminação não deve ser apenas interna, mas também externa. Uma não anula a outra.

Obviamente, o nosso foco principal é o trabalho interno.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/07/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Reconhecer A Escuridão No Ponto Negro

Dr. Michael LaitmanA entrega da Torá, o método de correção, é impossível sem a garantia mútua, a qual representa um modelo, a implementação deste método. Você só revela a Torá, trabalha com ela e percebe este ensinamento na garantia mútua.

Hoje, ao ler o artigo do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”, nós tentamos encontrar cada vez mais formas de realizar a meta da criação. Nós estamos no desejo egoísta e devemos convertê-lo na forma de doação. Em vez de permanecer no egoísmo, que assume a forma do desejo de receber aumentado, devemos perceber o mal dessa forma.

A realização (compreensão) do mal pode vir através de problemas ou por meio da mente. Uma variação combinada também é possível. Isso depende do quanto podemos empregar nossa mente para aumentar a consciência do mal, sem esperar pelos problemas. Um problema simplesmente prolonga o tempo e nos leva a guerras e mortes pelo caminho do sofrimento, através de condições realmente trágicas.

De uma forma ou de outra, nós devemos perceber o mal na íntegra, o que significa tornar-se ciente de que estamos no egoísmo, no desejo de receber, e que cada um procura apenas a sua própria vantagem em detrimento dos outros. Se nós não percebermos isso agora, imaginem o quanto mais nós teremos que trabalhar sozinhos na realização do mal .

Quantos golpes adicionais eu tenho que experimentar para ver e perceber que todos os meus desejos são egoístas? Eles são egoístas a tal ponto que eu não considero ninguém, incluindo meus familiares, parentes e filhos.

Este é um estado terrível. Está escrito nas Escrituras: “As mãos das mulheres compassivas cozeram seus próprios filhos”. Isso é o que significa o reconhecimento do mal. Nós não sabemos o que ele é.

A fim de não chegar aos extremos, para economizar tempo, e ser salvos de grande sofrimento, podemos usar a ciência da Cabalá, a Luz que Corrige e o trabalho do grupo. É por isso que esta ferramenta foi dada a nós. Então, numa combinação de sofrimento e Luz que Corrige, perceberemos o mal mais cedo.

Nós não precisamos de mais nada exceto essa consciência. O Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “A Essência da Cabala e Seu Propósito”. Por que nós a recebemos? Nós a recebemos para acelerar nossa realização do mal. Se eu usar corretamente o seu poder em cada oportunidade recebida, serei capaz de conduzir esta análise e tirar conclusões, mesmo que eu tenha que passar por algum sofrimento para avançar ao estado de análise.

O Baal HaSulam escreve que vivemos na época do Messias e, portanto, considerando as oportunidades disponíveis para nós, precisamos ir em frente, começar a agir. Tudo depende de nós, na medida em que atraimos a Luz que Corrige.

No entanto, primeiro ela tem que nos trazer o reconhecimento do mal. E familiarizar-se com o nosso próprio ego é desagradável. Nós precisamos do apoio do ambiente e estudar; devemos nos tornar mais fortes internamente para suportar esse ego que nos é revelado. O fundamental é que ele esteja sendo revelado e, por isso, eu com certeza avançarei à meta. Se eu rejeitar a revelação de ego, porque é desagradável para mim, ele virá pela “porta dos fundos” e me trará condições realmente trágicas.

A humanidade pode avançar por um caminho bonito, experimentando muito pouco mal. De uma gota de veneno, de um minúsculo pedaço de mal, eu construirei uma enorme estrutura de análise. Eu vejo como este mal me impede de me conectar com os amigos no grupo. Se eu utilizo plenamente uma pequena porção do mal, eu não preciso de mais nada. Um ponto negro é o suficiente, e eu já entendo o que ele significa.

Nós só conseguimos tudo isso com a força da garantia mútua, quando queremos construir juntos um sistema de doação mútua, para nos unir como um homem com um coração e, assim, ajudar uns aos outros. Neste caso, nós reconhecemos o mal.

Agora, imagine que o mundo reconheça hoje um pouco do mal. Olhe para os desenvolvimentos: revoluções, manifestações e tumultos. Dia após dia, a situação está piorando e se aproximando de Israel. Nenhum outro país está sob tal pressão externa. No entanto, a pressão interna em breve será também aparente.

Portanto, devemos entender que a garantia mútua, a união, e a análise que leva à realização do mal são uma questão de vida ou morte para nós. Não precisamos de mais nada exceto o reconhecimento do mal, porque à medida que você se conscientiza dele, você quer se livrar dele e não mais esquecer da Luz que Corrige. Você é como uma pessoa gravemente doente que pensa em um remédio que possa salvá-la. A realização do mal impede você de usá-lo e afasta-o de encontrar a correta aplicação.

Se hoje os países e todo o tipo de organizações reconhecessem o mal, eles imediatamente transformariam o mundo no Jardim do Éden. Por que eles criam as coisas tolas de hoje? Os acontecimentos do mundo atual dexiam claro que estamos nos aproximando de estados críticos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”