Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

O Direito da Existência da Alma

A única maneira de aproximar-se e observar o princípio do amor ao teu próximo está sob a condição da garantia mútua. E para alcançá-la, precisamos seguir os conselhos dos “cabalistas”, caso contrário não teremos êxito.

Baal HaSulam escreveu em uma de suas cartas que se uma pessoa desvia-se um pouco que seja do caminho certo, maior vai ser o seu desvio, engano. É desta forma que ela se desvia totalmente da direção para a meta, embora ela não sinta que tem desviado do caminho porque ela desviou se um pouco de cada vez. Mas no final, todos esses desvios somam-se tornam-se um grande e amargo erro.

É por isso que as pessoas que decidem ir para este objetivo deve ter uma ordem, uma meta.É como Rabash escreveu: “Estamos aqui reunidos para estabelecer uma sociedade…” E o princípio é para que todos possam se conectar com a finalidade de anular a si mesmo diante do resto, acima de todos os obstáculos e as perturbações que vêm do alto, a força superior, quer a vemos ou não. [Leia mais →]

Você Quer Envolver As Pessoas? Então, Eduque-as!

Dr. Michael LaitmanCom relação ao movimento de protesto em Israel, nós temos que dar às pessoas uma explicação do que está por trás das exigências que elas estão entregando ao governo hoje. Em essência, nós estamos dando a elas conceitos reais e sensíveis, de modo que elas entendam a essência de seus slogans.

Qual é a razão de simplesmente gritar pela igualdade? Afinal, isso só pode ser relativo, limitado.

Qual é a razão de gritar slogans de união se nós somos egoístas e odiamos um ao outro? Segue-se que nós temos que nos unir acima do nosso egoísmo, e para isso precisamos de um objetivo elevado. É como em tempos de guerra, quando queremos nos salvar, onde nos sentimos mais próximos, mesmo que esta não seja ainda a verdadeira união.

Qual é a razão de todos ficarem sensíveis à garantia mútua? O que isso significa? A garantia bancária? Não, isso significa que na nossa sociedade, todos estão juntos e é impossível evitar isso. Então, a contragosto, sem ter outra escolha, para evitar cortar as gargantas uns dos outros, nós criamos uma dependência chamada de garantia mútua.

A natureza já implantou essa conexão no sistema, mas a humanidade ainda não está ciente disso. De nossa parte, nós já sentimos e compreendemos que todos estão em “uma panela” e não temos qualquer outra possibilidade além de observar a lei integral da garantia mútua.

No entanto, a garantia mútua exige que antes de tudo sejamos responsáveis: cada pessoa dá aos outros e depende deles. É o mesmo que numa família: eu dependo dos filhos, e eles dependem de mim. Nós estamos conectados pela força do amor e da interdependência, para o bem ou para o mal. E agora, nós tornaremos esta conexão indivisível entre nós boa e agradável, de modo que ela abrirá o futuro para nós. Não importa como você olha para ela, nós já estamos nessa situação. Portanto, vamos torná-la desejável.

Se eu lamento em relação ao fato de que dependemos uns dos outros, então é mais fácil para eu abandonar a todos e fugir. Mas nós estamos nos elevando a um nível diferente: nós queremos esta conexão, e mesmo que ela não esteja lá, nós ainda construiremos a garantia mútua entre nós a partir do zero.

Na Cabalá, isso é chamado de “como um homem com um só coração”. Se os nossos manifestantes querem esse tipo de união – vá em frente, é todo seu. No entanto, primeiro é necessário explicar tudo a eles. Na garantia mútua, cada pessoa recebe as necessidades e dá tudo à sociedade, e sem essa doação, a sociedade não pode existir. Esse é o significado da garantia mútua. É assim que nós devemos cuidar dos outros.

Comentário: Alguns dos manifestantes têm exigências claras. Por “justiça social” eles querem dizer educação gratuita, preço normal do aluguel, preocupação com o bem-estar geral, serviço médico acessível para cada pessoa, um salário digno para os médicos e transparência das ações do governo…

Resposta: Muito bem. No entanto, isso exige que toda a nação se eleve a um nível onde as pessoas entenderão como os poderes legislativo e executivo operaram, como as leis são aprovadas e implementados na vida. Cada pessoa deve entender o que significa analisar uma situação, tomar decisões, e realizá-las na prática.

Vá em frente, envolva a nação. É assim que os problemas costumavam ser resolvidos antes, “por todos”. No entanto, milhões de pessoas não podem ficar juntas para uma reunião; é por isso que as pessoas têm dado um mandato para representantes em separado ou aceitado o poder do “senhor”, jogando o peso da responsabilidade fora de seus próprios ombros.

Se nós queremos fazer com que as pessoas tomem decisões inteligentes de caráter social, nacional, devemos introduzir a educação correspondente. Hoje não basta ter apenas conhecimento sobre a estrutura do governo. A pessoa tem que fazer parte do processo decisório no âmbito da garantia mútua e da união entre todos.

Se você quer justiça – vá em frente: una-se como se exige. Só então você será capaz de analisar e compreender a situação. Só então você entenderá e cumprirá a lei da justiça.

De uma forma ou de outra, nós nos deparamos com a necessidade da educação. Esperemos que as pessoas entendam isso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, “A Paz”

Passando O Bastão Do Despertar

Dr. Michael LaitmanNos artigos “A Entrega da Torá” e “A Garantia Mútua”, o Baal HaSulam explica que a regra de “amar ao próximo como a si mesmo” é a fórmula da nossa correção. Nós só conseguimos nos corrigir na conexão com os outros.

Por outro lado, sem esta conexão, você não tem a oportunidade nem o lugar para a correção. O que pode fazer uma pessoa privada da conexão com os outros? É exatamente por isso que ocorreu a quebra e a inclinação ao mal foi criada, de modo que acima dela, estendêssemos nossos laços uns com os outros. Isso é tudo o que é exigido de nós.

No primeiro estágio, nós nos unimos como ensinou Hillel, o sábio: “Não faça ao amigo o que é odioso a você”. Depois, nós vamos para o que o rabino Akiva aconselhou: “Ama ao próximo como a si mesmo”. Assim, nós chegamos ao final da correção e percebemos a nós mesmos de acordo com o Pensamento da Criação.

“A Torá”, o método de correção, nos é dada se concordamos em nos tornar como “um homem com um coração”. Com este método, através do trabalho em grupo, nós podemos exigir a correção da força superior, a Luz, ou o Criador.

Basicamente, o processo de correção pode ser chamado de conquista da garantia mútua, que é certa conexão entre todas as almas. As “almas” são os desejos de doar nas pessoas. Se as pessoas criam um vínculo e desejam doar umas para as outras, a forma dessa conexão é chamada de “garantia mútua”.

Há pessoas no mundo cujo desejo se acende com uma centelha, uma semente de desejo altruísta. Se elas se unem para inflar estas centelhas em todas elas, se elas se apoiam e se ajudam para aumentar as forças de germinação, a fim de se ligar, elas formam um sistema que preenche as condições da garantia. Neste sistema interligado e integrado, todas elas são como “um homem com um coração”, de acordo com a condição na qual elas haviam recebido o método.

Assim, elas alcançam a qualidade da garantia mútua, e nela é revelada a força superior. Foi especificamente esta força que lhes deu o desejo, plantou as centelhas e presenteou-as com o método de correção que permite que os amigos se tornem semelhantes a ela em qualidades. Ela é revelada neles precisamente de acordo com a magnitude dessa equivalência.

Assim, no trabalho coletivo de corrigir o mundo, algumas pessoas despertam antes de outras. Essas pessoas aspiram a corrigir-se, para alcançar a união e a garantia, a fusão entre elas e, consequentemente, mesclar-se com a força superior. Elas aspiram diretamente ao Criador (Yashar El) e querem realizar o seu desejo em sua relação, bem como todas juntas diante Dele. É por isso que elas são chamadas de Israel, pois são especiais e devem dar o exemplo, como uma força de educação para o resto do mundo.

Em todas as outras pessoas essa centelha (o impulso de doar) não emerge de dentro. Somente as tristezas da vida as farão perceber a necessidade da auto-correção, mas ainda assim elas não podem abrir mão daqueles que são chamados de “Israel”, aqueles que alcançam certo grau de conexão, que implementam o método da correção. É por isso que no final do artigo “A Garantia Mútua”, o Baal HaSulam cita a Bíblia, que os filhos de Israel devem se tornar o “reino de sacerdotes” e uma “nação santa”. Os sacerdotes não têm posses: eles só nutrem o povo, o ajudam e organizam.

Assim, nós, os que anseiam ao objetivo da criação, temos que entender que transformando-nos em doação mútua, estamos apenas nos preparando para o trabalho real, para a doação ao mundo. Este é o nosso destino, e por isso fomos despertados antes dos outros.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”

A União É Uma Caixa De Jóias Com Um Segredo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós temos a base da correção: a pergunta sobre o sentido da vida. Que base as massas possuem?

Resposta: Nós atribuímos a nossa pergunta sobre o sentido da vida diretamente à falta de união. A Luz se manifesta na união, e, portanto, nós que cuidar particularmente da nossa união. Acontece que o sentido da vida para nós é estarmos conectados uns com os outros.

Quanto aos outros, para eles o sentido da vida ainda ocorre em vários objetivos egoístas. Na primeira fase, eles devem entender que o meio para alcançar esses objetivos é a união. Ao tornarem-se unidos, eles conseguirão o que querem.

Então, no caminho eles começarão a entender, a perceber: “Habitação a preços acessíveis é importante, mas a união é mais importante”. Então, eles chegarão à correção.

Nossas explicações começam do ponto em que a união deve ser usada como meio apropriado para se ter sucesso na vida. Assim, fica claro que estamos falando da melhor e mais importante ferramenta que temos. Na linguagem da Cabalá, esta intenção é chamada de “Lo Lishma“: nós queremos usar o poder da nossa união para fins egoístas.

Então, ao começar a apreciar a união, nós encontramos na conexão entre nós um “valor adicional”, o que por si só fornece um status especial e incomparável, um sentimento sem precedentes. Assim, nós revelamos a “adição” na união: de repente começamos a gostar de cuidar um do outro; encontramos um charme único na doação mútua, na garantia mútua.

Este prazer da doação mútua é o próprio prazer que o Criador originalmente desejou nos dar no Pensamento da Criação. O Baal HaSulam escreve sobre isso no livro Ohr Bahir (Livro da Iluminação), que o propósito da criação é trazer prazer às Suas criaturas através da Luz da doação mútua entre elas e o Criador.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/11, “A Paz”

Restringir-Se A Um Ponto

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que queremos dizer com “união” quando falamos para o mundo?

Resposta: Unir-se de acordo com a condição da garantia mútua significa ser como um homem com um coração. Para unir os corações em um, para unir todos os desejos em um único desejo, do jeito que era antes da quebra dos vasos, nós passamos por duas fases.

Na primeira fase nós neutralizamos o desejo de receber em prol da recepção e, assim, realizamos a condição de Hafetz Hesed: “Não faça aos outros o que é odioso para si mesmo”. Em virtude disso eu já não machuco o meu próximo. Eu já não julgo a pessoa pelo quão boa ou má ela é, o quanto eu posso usá-la, controlá-la e enganá-la.

Eu já não busco o lucro do mundo. Eu simplesmente não quero nada. Depois que eu alcanço toda a magnitude e engano o meu mal, que me empurra para prejudicar os outros a cada segundo, eu anseio ao máximo minimizar o uso de meus desejos. Eu só peço pelas coisas que não posso prescindir, as necessidades básicas, esperando que depois alcançarei a qualidade de doação.

Eu quero me tornar um ponto, como Malchut que se incluiu em Bina. Apenas um ponto. É como se eu não existisse. O meu “eu” está incluído em Bina e dedicado a ela, como um embrião no útero. Por enquanto eu sou apenas um embrião que não existe em virtude de si mesmo, mas por conta do superior.

Esta é a primeira fase, onde os nossos corações ainda não estão unidos, mas também não são repelidos um pelo outro.

Na fase seguinte, eles começam a se aproximar, como está escrito: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Com todo o meu coração (porque eu não tenho outros instrumentos), eu verifico o coração do próximo e vejo o quanto posso satisfazê-lo e receber dele. O meu coração trabalha inteiramente para servir e preencher o seu coração, e ele me trata da mesma maneira. Esta é a união dos corações que nós alcançamos, realizando o princípio do “amar ao próximo como a nós mesmos”, tornando-nos assim como um homem com um coração.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/11, “A Paz”

Escapar A Qualquer Custo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (A Garantia Mútua)”: O mandamento de “amar ao próximo como a si mesmo”… não pode ser observado por um indivíduo, mas apenas através do consentimento de uma nação inteira. E é por isso que demorou até que eles saíssem do Egito, quando se tornaram dignos de observá-lo.

A medida plena do grande desejo do homem, bem como a medida plena de sua aversão aos outros têm que se manifestar dentro dele. A magnitude de seu desejo é o Faraó, a extensão de sua rejeição é o Monte Sinai, e a medida de sua aspiração direta ao Criador é Moisés. Assim, toda a história Bíblica do êxodo do Egito é descrita na alma do homem.

Até então, ele não precisa do método Cabalístico; ele não precisa de correções. Ele não se esforça pela atualização, não está pronto para ser “como um homem com um coração” com todos, e não pede ajuda do Criador.

Este grito está ainda por emergir no grupo, mas nós devemos chegar a ele. Então, nós descobriremos que estamos realmente lidando com um método aqui: o meio de corrigir o desejo.

Então, eles foram primeiro perguntados se todos da nação concordavam em realizar esse mandamento. E uma vez que concordassem com isso, eles receberiam o método.

Que pergunta é esta que é feita a todos? Na verdade, é o Criador perguntando a eles. E o que significa o consentimento deles?

Em outras palavras, um desejo, uma falta, que visem precisamente à correção devem se manifestar dentro do homem. “Você gostaria de corrigir a sua natureza para essa de doação ou não? Você tem certeza que é isso o que você quer? Você está pronto para se unir com os amigos? Você é incapaz disso, mas deseja a unidade ou não?”.

Aqui você precisa querer fugir do ego (o Faraó) a qualquer custo, mesmo que isso signifique atravessar o Mar Final (Mar Vermelho). “Escapar a qualquer custo”, isso é o que todos devem sentir. Se for esse o caso, então nós estamos prontos para nos unir e receber a força de união chamada de “Luz que Corrige”. Isso é o que nós chamamos “a entrega do método”, a entrega da Torá no Monte Sinai.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Desperte Os Amigos Dentro De Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como deve ser expressa a minha necessidade da garantia mútua?

Resposta: Sacudindo os outros, acordando-os, e fazendo isso dentro de você e não com palavras. As palavras realmente enfraquecem o significado. Todo o nosso trabalho é feito no interior ao invés do exterior. O importante é o quanto eu tento sacudir os amigos dentro de mim para que juntos possamos partir em direção à garantia mútua.

Nós não alcançamos isso com nossas próprias forças, mas exigimos a revelação do Criador. Afinal, a garantia mútua é a força do Criador que nos conecta com o outro. Sozinhos nós não podemos estender os fios de conexão e realizar a doação um ao outro. Nada funcionará a menos que a Luz se revele entre nós.

Hoje nós estamos conectados somente através do ódio. Mas se a Luz se estabelecer entre nós, nós nos uniremos em amor e doação. A doação mútua, onde o Criador preenche o espaço das nossa relações, é a garantia mútua.

Nós temos que aspirar a ela, mesmo que não possamos alcançá-la sozinhos. Tudo virá através da escuridão se nós realmente desejarmos  revelar a garantia mútua em prol do Criador. “Em prol do Criador” significa em prol da qualidade da doação absoluta.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, “Arvut

Sem Possibilidades, Mas Com Uma Escolha

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Arvut“: “A nação santa” é a recompensa em sua forma final da Dvekut (adesão) com Ele, que inclui todas as recompensas que possam ser concebidas.

Há uma parte da humanidade que recebe o despertar espiritual: o grupo (BB). Essas pessoas são obrigadas a realizar a correção dentro delas, para adquirir a força da garantia mútua e, em virtude dessa força, começar a doar a todos os outros.

Além disso, elas devem observar a lei que é descrita pelo verso: “Você será um reino de sacerdotes para Mim”. Dito de outra forma, isso está falando do estado de Hafetz Hesed: os sacerdotes não possuem sua própria qualidade. Como Bina, eles aspiram apenas à doação. Esta é a qualidade que nós também devemos adquirir.

Quanto à qualidade da “nação santa”, essa já é o desejo de receber que usamos e elevamos ao nível da santidade. Assim, ele adquire uma intenção em prol da doação e atinge a adesão.

Esta união, esta força, ou este estado deve reinar no grupo. Não há outras possibilidades aqui. Nós estamos falando das leis da natureza. Se nós não quisermos realizá-las pelo bom caminho, seremos forçados a fazê-lo da maneira ruim – através do sofrimento. Não existem acordos aqui, mas um programa que se realiza com apenas um parâmetro de livre escolha: você pode acelerar o seu desenvolvimento antes que você seja obrigado a fazê-lo pela força especial e sistemática.

Em cada fase, esta força obrigatória desce até nós e começa a avançar-nos para a frente. No entanto, podemos avançar mais rápido do que ela, e nesse caso atingiremos a meta pelo caminho bom e rápido, sem golpes por trás.

Assim, nós temos duas possibilidades para escolher o meio de progresso. Mas o avanço em si é imutável, porque no estado final, o programa de desenvolvimento já está realizado por completo. As duas fases desta realização são “o reino de sacerdotes” e “a nação santa.” Elas nos exigem alcançar a doação mútua, o amar ao próximo como a si mesmo e, assim, a adesão com a Luz superior, o Criador.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, “Arvut

Quem Tem Um Maior Desejo De Se Unir?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o nosso trabalho na garantia mútua está conectado com o resto do mundo?

Resposta: As pessoas do mundo têm uma necessidade de garantia mútua, que vem da quebra, de estar em mau estado, de sentir a crise.

Mas nós não temos essa necessidade. Nós nos sentimos bem porque adoçamos nosso egoísmo com o material de estudo, e assim o “entupimos”. Mesmo os desejos do mundo exterior passam por nós e nós não os sentimos. As pessoas sentem falta de comida, sexo, relacionamentos familiares, dinheiro, honra, poder e conhecimento, mas nós estamos bem porque algo muito maior está prometido para nós. É verdade que nós não alcançamos isso ainda, mas já estamos “flutuando” acima dos desejos materiais.

Assim, verifica-se que a necessidade do mundo externo pela garantia mútua, pela união, é muito maior do que a nossa. As pessoas perambulam de manhã à noite, sem saber o que fazer e não tem uma solução, mas nós estamos bem. Tudo está claro para nós e somos quase justos.

Então, quem está pior? Quem está mais longe da meta da criação por seus desejos: eles ou nós? Nós estamos pior. Portanto, a fim de forçá-lo a ajudá-los, para corrigi-los, eles estão transformando seu ódio em você. Eles são levados a isso por forças que operam no sistema comum. A Luz influencia as pessoas para que elas possam, por sua vez, influenciá-lo. Afinal, o desejo delas é maior que o seu. Assim, elas vêm até você com ódio, cujas consequências se revelarão muito grave se você continuar demorando muito.

Pergunta: Será que eu posso fazer alguma coisa além de trabalhar na garantia mútua no grupo?

Resposta: O que é necessário é justamente o seu trabalho no grupo na garantia mútua, a fim de respingá-la no mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, “Arvut

Um Guarda-Chuva Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma“, Item 759: Uma vez que Nukva foi adornada – ou seja, construída por (Partzuf) AVI (Aba ve Ima) -, e ZA e Nukva voltaram a ser PBP (Panim ve Panim), essa forma do homem (ZA) veio pelo desejo por Nukva. Lá, na Nukva , o segundo homem de Beriafoi gravado e exibido, como sua forma. Está escrito sobre ele, “E gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem”.

O Livro do Zohar fala apenas do que está acontecendo na rede que conecta as almas. A soma total de todas essas conexões entre nós é chamada “mundo superior”, cujas imagens são descritas pelo Zohar, incluindo as forças, Luzes, formas e imagens. Não há mais nada para nós imaginar, porque é isso que estamos vivendo!

Cada um de nós é um desejo de desfrutar, e fora de cada um de nós, nas conexões entre nós, há o mundo superior, cheio de Luz. Portanto, eu tenho que “embrulhar” o desejo de desfrutar, cobri-lo como que numa sombra, realizar uma restrição sobre ele e criar uma tela e a Luz refletida, e depois existir fora dele, nas minhas relações com os outros.

É exatamente disso que O Zohar fala: que forma ou imagem eu assumo em relação aos outros. Se eu fizer isso, eu revelo tudo que lemos no Zohar. Caso contrário, eu estou dentro de mim, no meu desejo de desfrutar, e sinto apenas este mundo.

Nós podemos perceber tanto dentro de nós quanto acima de nós, fora de nós. “Fora de nós” significa na atitude para com o próximo, onde “próximo” são as pessoas com quem eu quero construir uma rede de conexão. Isso é chamado de “grupo”. Se eu me relaciono com o mundo inteiro desta forma, o grupo é o mundo inteiro.

Enquanto eu corrijo minhas qualidades, se eu desejo revelar a força que fundou tudo, eu a revelo de acordo com a lei de equivalência de forma. Assim que minha rede de conexão com as outras pessoas adquire uma forma espiritual, uma essência espiritual, a verdadeira doação mútua, o primeiro nível da garantia mútua, em seguida, dentro dela, eu imediatamente sinto o Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar