Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Todo Dia É Um Novo Céu E Uma Nova Terra

Se eu não revelar uma nova “letra”,” palavra “,” sentença “ou” página “no meu” Livro da Vida “em cada momento, eu deveria estar preocupado: Por que eu não tenho nenhum sentimento de renovação, e por que eu desço a uma existência animal? A humanidade está constantemente à procura de nova realização (pelo desenvolvimento da ciência, tecnologia e diferentes tipos de entretenimento), apenas para sentir que a vida passa e tudo muda. No entanto, quando uma pessoa recebe algo novo, ela vê que isso falha em completá-la. Isto é porque a natureza nos impulsiona a desenvolver um novo Reshimot a medida que nos aproximamos de um novo mundo.

Nossa história será renovada e vai evoluir. Haverá novos céus, o que significa também uma nova terra, ou um novo desejo. Os céus significa Bina, e se esta força que vem do céu (a força da Bina) desperta a Luz em nós, dentro de Malchut, isso vai nos trazer a sensação de renovação na vida. [Leia mais →]

Olhando Dentro Do Livro da Vida

O Criador nos criou com o desejo de receber prazer. A satisfação que sentimos nele (ou dentro dele – a realização egoísta, ou em outros – por causa da doação) é, de fato, chamado a nossa vida ou para ser mais preciso, “nosso livro da vida”, uma vez que constantemente precisa ser renovada.

Esse “livro” é renovado de acordo com os dados (Reshimot) que estão implantados em nós. Se eles são revelados através de seus próprios meios naturais isso quer dizer que estamos avançando ao longo da vida “em devido tempo” (Beito). No entanto, se nós mesmos despertarmos a força que acelera a revelação de novas ocorrências (Reshimot), isso significa que estamos avançando ao longo da vida “acelerando o tempo” (Achishena). [Leia mais →]

Na Espiritualidade, Você Pode Apenas Ser Bom ou Mau


Uma pergunta que recebi: O que significa que eu causo mal ao meu amigo?

Minha Resposta: Se for um amigo num grupo Cabalístico, então eu causo mal simplesmente ao não me preocupar em me unir a ele, porque desta forma eu faço um furo no nosso “barco” comum, nosso recipiente (vaso) espiritual comum. Logo, ao ser ocioso eu já estou a causar-lhe mal.

Se eu não estou a trabalhar para aumentar nosso Kli espiritual partilhado, ou até se eu sou um pouco preguiçoso, eu inflijo mal aos outros. Porém, parece-nos a nós que se não estivermos a bater em alguém, a matá-los, ou roubar deles, então tudo está bem e o que mais pode alguém nos pedir? Nós não compreendemos que nós podemos infligir mal até mesmo quando somos perfeitamente “bons cidadãos”. Todavia, isto é insuficiente na espiritualidade. Na espiritualidade, se eu não gasto cada momento preocupando-me sobre como criar um recipiente (vaso) comum espiritual, então eu não tenho uma boa atitude em relação aos outros. No momento em que eu me esqueço sobre a preocupação em relação ao Kli comum, eu torno-me um infrator.

Não há um estado intermédio, mas apenas bom ou mau. Essa é a lei do Sistema Superior da nossa conexão.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 27/04/10, “Matan Torá”

O Lado Prático da Cabalá: A Convenção Mundial do Zohar


Uma pergunta que recebi: Os estudantes experimentam o lado prático da Cabalá nas convenções. Qual é o lado prático da Cabalá?

Minha Resposta: Nós nascemos, e fomos criados num estado em que o ego nos separa. De acordo com o plano da criação, nós devemos nos conectar em amor fraterno. Isto é algo que é impossível de realizar usando nossa própria força, porque nós somos simples egoístas.

Egoisticamente nós podemos sentir apenas este mundo. É isso que qualquer individuo percepciona nos seus pequenos egos. Assim que a pessoa sai do ego e realmente começa a sentir os outros, ela começa a sentir, nesta nova atitude para com eles, uma realidade chamada mundo espiritual, ou o próximo mundo, ou a realidade superior.

Isto é precisamente a coisa mais prática que nós podemos fazer juntos neste tipo de convenção. É através dessa conexão entre nós. Nós podemos senti-la de forma tangível. Compreender isso realmente é o que pretendemos fazer.

Eu realmente espero que isso venha a acontecer, e se não for nesta convenção, então talvez na próxima. Mas nós estamos indo nessa direção, e o que nós vamos fazer são coisas muito tangíveis e práticas sobre as quais a sabedoria da Cabalá escreve, sobre as quais O Zohar escreve, aqui e agora, na face da terra, entre seres humanos.

De uma Entrevista com o Director do Centro de Treinamento 5/4/10

Não Há Espaço Vazio, Tudo é Preenchido Com Desejos

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Se eu odeio o “Egipto” dentro de mim, como eu lido com isto, uma vez que ele também é uma parte de mim?

Minha Resposta: O mundo inteiro é uma parte dentro de mim. Eu preciso examinar com que desejos, aspirações, inclinações e forças eu posso trabalhar agora para avançar à meta; e que desejos, pensamentos, e qualidades eu preciso abandonar, separar-me, de forma a chegar mais perto da meta. Eu preciso elucidar o que quero afastar e o que quero aproximar. O meu movimento é determinado por aquilo que eu me separo, e o que eu me conecto.

Uma vez que estamos a falar sobre todo o nosso desejo comum, com o qual eu não sei o que fazer, eu preciso de clarificar com quais desejos eu desejo me unir e com quais não. Nosso quadro do mundo espiritual, o qual nós imaginamos para nós mesmos, parece similar ao nosso mundo, onde nós nos movimentamos de um objecto ou lugar para outro. Contudo, no mundo espiritual, eu existo dentro de um enorme desejo compreendido de muitos desejos diferentes. Eu estou situado num lugar preenchido com desejos que não ocupam espaços vazios entre eles. Não há qualquer espaço sem desejos. Desta forma, enquanto eu estou no extremo mais profundo deste campo de desejos, em que, excepto eles, nada existe, eu simplesmente preciso de classificar esses desejos: com quais desejos eu me conecto e com quais não. Isto é chamado de movimento.

Afinal, toda a realidade é um desejo, uma Sefira, dentro da qual eu existo. Não há nada mais. Existem alguns desejos com os quais eu estou mais conectado, e outros com os quais estou menos conectado, e alguns desejos eu rejeito. Isto é o movimento no mundo espiritual. À medida que eu clarifico mais e mais desejos e me uno com eles, isto é uma “ascenção.”

Eu existo entre todos esses desejos, dentro da matéria em que fui colocado juntamente com uma pequena centelha de Luz. Esta centelha permite-me analizar os desejos. Todo o nosso trabalho consiste em clarificar os desejos dentro dos quais nós existimos: que desejos posso eu usar em prol da doação e quais desejos eu sou incapaz de usar em prol da doação e preciso recusar usar.

Afinal, nós não podemos sair deste campo de desejos; não há um espaço vazio entre eles. Espaço livre é o que nós chamamos um desejo que não é claro, que não foi elucidado, o qual você não vê e não pode fazer nada nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 20/04/10, O Zohar

Eventos Espirituais se Manifestam No Nosso Mundo

Uma questão que recebi: A nação inteira existia na realização espiritual, durante o Primeiro e o Segundo Templos. Por que não era possível atravessar a destruição dos Templos apenas na espiritualidade e alcançar o Terceiro Templo, sem a manifestação material de destruição?

Minha Resposta: Todas as descidas e subidas das almas têm que ser refletidas no nível mais baixo inanimado – nosso mundo. Até o fim da correção, altos e baixos das almas têm que passar por todas as camadas do desejo de receber, através de toda a sua profundidade, que termina neste mundo material.

Portanto, nós não temos nenhuma possibilidade de escapar dos eventos que ocorrem no mundo – ou seja – no nosso desejo egoísta que sentimos como “este mundo.” Nosso grande ou não tão grande sucesso no mundo espiritual, nas nossas relações com o Criador, serão sempre sentidas como os eventos que acontecem neste mundo. [Leia mais →]

Quebrando a Muralha Entre os Mundos

Dr. Michael LaitmanHá algum tempo atrás (antes da destruição do Templo) a nação de Israel estava num nível espiritual, e os mandamentos eram acções espirituais para eles – os Tefilin não eram uma caixa preta, mas a Luz de um estado exaltado, que brilha “na testa” do Partzuf espiritual (dez Sefirot). Não era uma raiz e ramo para eles; estava unido como um todo. Eles não viviam em dois mundos, mas numa realidade comum. Desta forma, a questão relativa a levar a cabo ou não os mandamentos no material não surgiu para eles; para eles a execução interna e externa dos mandamentos eram expressões da mesma acção.

Então uma “quebra e uma descida” ocorreu; nossas sensações do mundo espiritual foram ocultadas. Com esta ocultação, nós não mais sentimos o que acontece no mundo espiritual. Nós estamos “cortados” dele, e não mais existimos num grau espiritual de “Tefilin” por exemplo ou “Talit” (Luz circundante, revestida em Zeir Anpin do mundo de Atzilut); desta forma, estes mandamentos transfomaram-se de acções espirituais em acções mecânicas, chamadas “tradições” ou “costumes.”

Antes, elas eram verdadeiras acções espirituais, em vez de meras tradições como são agora. Anteriormente, eu “colocava um Tefilin” no espiritual e no material. Eles eram a mesma coisa para mim; a realidade era um todo. Como resultado do nosso desenvolvimento egoísta, nós descobrimos a nossa “quebra e descida,” a destruição da alma comum. Agora, chegou a hora de quebrar esta divisão, de modo que haverá, uma vez mais, um mundo único e pleno.

Devem todas as pessoas estudar estas tradições e costumes? Não, nós precisamos apenas de quebrar esta divisão, e quando ela cair, gradualmente com nossa correcção, a realidade material irá começar a desaparecer. Se toda a humanidade estiver corrigida, em vez de apenas a pequena parte que saiu da Babilónia e que era chamada nação de Israel, então, à medida que o mundo começar a ficar corrigido, ele irá “perder” as suas sensações da forma material. A camada inferior, que você corrige para doar, torna-se espiritual, e você não mais a percebe como matéria. Ela gradualmente parece desaparecer das suas sensações, até que todo o mundo material desaparece, dado que ele é imaginário (Olam Amedume). Desta forma, tudo o que a Cabala nos ensina é como quebrar a “muralha de ferro” (veja Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, Item 1), que nos separa do mundo espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 12/04/10, “Exílio e Redenção”

Adquirindo Um Dicionário Espiritual

Uma pergunta que recebi: Por que é tão importante na Cabala conhecer o significado dos termos? Qual é o beneficio disso? Afinal de contas, nós vemos que uma pessoa precisa de estudar durante muito tempo de forma a perceber o facto que palavras aparentemente familiares a ele têm um significado completamente diferente. Isto é muito difícil para um principiante.

Minha Resposta: Até conhecer os significados completamente diferentes de palavras familiares é ainda assim muito importante, pois através disto nós transitamos de um vocabulário corpóreo para o espiritual. Certamente, as palavras são familiares: “sol, lua, Terra, homem, partes do corpo humano, animais, bestas, família, acoplamento (Zivug), beijo, abraço” – todas estas são palavras deste mundo (no desejo de receber) que nós usamos no mundo espiritual (o desejo de doar). Nós acrescentamos um significado diferente e a interpretação a cada palavra.

O Baal HaSulam escreve em O Estudo das Dez Sefirot (“Reflexão Interna”) que nós devemos mudar para a espiritualidade as definições e significados das palavras, de forma que elas fiquem incrustadas nas nossas mentes como uma caixa, para que nós compreendamos o significado espiritual da palavra no momento em que a escutamos. Ao usarmos as mesmas palavras que são familiares, e tentando acrescentar significado diferente a elas, nós mudamos de uma tela que desenha para nós as imagens deste mundo para uma tela descrevendo o próximo mundo espiritual.

Nós não temos quaisquer outras palavras para exprimir o Mundo Superior, o mundo de forças e acções. Mas como estas forças e acções são actualizadas no nosso mundo, nós chamamos a estas forças e acções (raízes) pelos nomes das suas consequências (ramos). Desta forma, nós devemos conhecer seus significados espirituais. Isto é realmente muito difícil para os principiantes, até que eles se libertem do conteúdo corpóreo anterior da palavra e a preencham de novo.

À medida que as pessoas mudam, nós damos às palavras novo sentido. As palavras “beijo”, “pés” ou “cabeça” de um Partzuf irão permanecer termos psicológicos, mas elas irão tomar o significado espiritual de suas raízes. De acordo com esta mudança, você também irá testemunhar as mudanças que você atravessa.

Derradeiramente, toda a sabedoria da Cabala é dirigida a lhe dar um dicionário espiritual para substituir o seu corpóreo. O que é este “dicionário”? Você irá começar a interpretar palavras na sua sensação interna. Você irá sentir e ,então, perceberá imediatamente a palavra diferentemente. Nestas palavras você próprio transita do ramo para a raiz.

Continue a avançar e a mudar internamente, e você irá ver a extensão a que você muda o sentido das palavras. Esta mudança é automática. Toda imagem espiritual é muito mais forte que a corpórea, e assim ela irá substituir a corpórea e todas suas definições pela sua mesma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala12/04/10, Artigo “Exílio e Redenção”

Conquista Pessoal É A Única Prova


Uma pessoa anda na escuridão sem saber o que fazer e que deseja ascender espiritualmente, para se deslocar da recepção para doação. Até o momento da revelação em primeiro lugar – que atravessa o Machsom e encontra a Luz -, ele não tem exemplo de como isso acontece. Depois que isso ocorre, a sua própria experiência dará sentido de uma nova realidade, em vez de confiar em alguém com palavras. No entanto, até que uma pessoa revele o correto desejo espiritual (kli) dentro de si mesma e os contactos da Luz diretamente, é impossível provar qualquer coisa para ela.

A sabedoria dos cabalistas não vai afetar uma pessoa que não possui experiência espiritual. Ela começa do zero. Ela lida com algo que está acima da sua natureza e existe além das fronteiras da morte.

Enquanto ainda estamos vivos, temos de elevar a um nível de existência que está acima da morte, chamado de “o mundo vindouro.” Nada pode substituir esta realização ou provar isso para nós. Para chegar a essa revelação, precisamos corrigir nossos desejos e obter “vista” espiritual, a Luz de Hochma que se reveste no nosso desejo de receber. [Leia mais →]

Seguindo o Exemplo do Criador


A cada instante nos são enviados estados diferentes (desejos e pensamentos) do Alto. Em todos os momentos, precisamos buscar maneiras para nos mantermos em harmonia com a natureza, na revelação do Criador, para revelar a qualidade de doação em nós. Desta forma, começamos a cultivar a nós mesmos.

É assim que as crianças crescem no mundo. A criança procura constantemente formas de aprender sobre o mundo. A criança olha para as qualidades e conexões, como ela pode relacionar com o mundo, e como ela pode tomar parte nele.

Precisamos fazer a mesma coisa com os nossos desejos e pensamentos. A necessidade de compreender que tipo de forças nos influência, como reagir a elas de forma adequada, e como revelar a sua fonte. A fonte é revelada na aspiração para identificá-la em tudo no mundo, como “não há outro além d’Ele” e Ele é bom que faz o bem. [Leia mais →]