Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Doação A Prazo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa pode escolher a doação, em vez da recepção?

Resposta: Primeiro de tudo, isto exige preparação da parte dela. Ela tem que desejar que isso aconteça. Mesmo que ela seja desviada do caminho, porque o Criador aumentará  seu desejo egoísta e seus pensamentos discrepantes, a preparação que ela fez ainda fará o seu trabalho.

Em segundo lugar, a pessoa precisa separar um tempo para estudar e fazer coisas relacionadas com a doação. Isso também lhe dará forças para voltar ao caminho.

Em terceiro lugar, uma pessoa deve motivar o ambiente a doar e alcançar a garantia mútua, para que nenhum dos amigos possa parar para pensar nisso, mas sempre aspirará a ascender acima da razão e do egoísmo. O pensamento constante e comum do grupo é a garantia mais segura que pode haver.

Está escrito: “Faça tudo que esteja a seu alcance”.  No final do dia, os nossos esforços comuns despertam a Luz que Corrige. Uma pessoa tem que entender que é necessário obrigar o Criador a dar-lhe a Luz. O Criador constantemente  aumenta seu desejo egoísta, e apenas às vezes desperta na pessoa o desejo de doar, a Luz, a fim de acender sua centelha interior, a qual ela tem que levar ao grupo. No entanto, isso só pode acontecer algumas vezes e não devemos esperar que isso aconteça, pois este tipo de despertar está ligado a um cálculo muito desagradável.

Isso porque o Criador não pode dar-lhe um desejo de doar “de graça.” Portanto, se você está esperando por isso, você terá que experimentar o sofrimento e pagar integralmente pelo apoio. Por outro lado, você pode pedir isto com antecedência, de acordo com o princípio, “Dirija-se a mim e eu darei a você”. Você pode pedir ao Criador as forças de doação e, então, pagar por elas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 4/1/11, Escritos do Rabash

Não Seja Distraído Pelas Curvas Acentuadas

Os estados de “Israel” e “as nações do mundo” constantemente alternam dentro de uma pessoa e este processo não depende dela. Tudo o que ela tem a fazer é “pisar no acelerador”, trabalhando para a frente com tudo o que ela tem. Para isso, é preciso uma forte ligação com o grupo e um pensamento implacável sobre o avanço espiritual no sentido de doação. É assim que o princípio “de Israel, a Torá, e o Criador somos um” é realizado, que é o comando do Criador.

Por mais esforços que uma pessoa faz, mais vezes estes dois estados se alternam. É quando é importante não deixar que nenhum deles a ponha fora do trilho, para não desejar permanecer em seu estado, e não ficar preso em qualquer um deles.

Devemos sempre ver o objetivo na nossa frente e aspirar diretamente a ele, mesmo que o caminho seja tortuoso e curvilíneo. Cada pessoa está rodopiando pelo seu próprio Reshimot como se estivesse avançando por um túnel sinuoso. Não há para onde fugir e você só aspira para frente, não fazendo nenhum cálculo sobre as curvas. [Leia mais →]

A Eterna Busca Pela Espiritualidade

Toda a humanidade, exceto os Cabalistas está alegadamente envolvida em alcançar a espiritualidade, o Criador. Aplica-se até mesmo para o secular que não tem nada a ver com a espiritualidade e levam um modo de vida simples e animalesca.

Entretanto, se você olhar um pouco mais profundo, todas as suas ações te dizem que eles estão procurando por Ele também. Todo mundo está olhando no seu próprio caminho, através da cultura, música e literatura. Mas eles tratam essas coisas como se fossem uma espécie de divindade, algo sublime, grande e eterno. Eles se relacionam à ciência da mesma forma também.

A busca de respostas científicas também é adorar a outros deuses, porque as pessoas estão tentando atingir a espiritualidade através da ciência, descobrindo o que está oculto na natureza. Eles estão à procura do nível dos seus pequenos desejos. [Leia mais →]

Como Posso Avaliar O Superior?

Rabash, “O Que É Um Grande ou Um Pequeno Pecado no Trabalho”: o valor da doação é determinado por a quem nós doamos. Se a pessoa doa a um pequeno rei, isso é um pequeno trabalho. Mas, se a pessoa doa a um grande rei, sua doação adquire valor e lhe traz grande prazer.

Pergunta: Enquanto eu imagino estar doando a um grande rei, eu sinto que eu mesmo estou recebendo. O que devo fazer?

Resposta: Está correto. Primeiro de tudo, valor depende somente de você. O Criador existe, quer você O revele ou não. É com você. Você tem um “sensor” para detectá-Lo? Esse é o problema.

Falando de forma geral, o que significa “valorizar o Criador”? Rabash cita Rambam quando explica como no começo do seu caminho a pessoa passa por um processo considerado como Lo Lishma (não em Seu Nome). Em outras palavras, eu valorizo o Rei se por estar perto d’Ele eu vou ganhar mais. Como no nosso mundo, eu meço Seu valor em relação ao prazer que eu posso receber d’Ele.

O que então faz eu mudar meus valores? É a Luz que Reforma. Se, por meio do grupo, eu me mantenho pensando sobre a mudança que precisa ocorrer em mim, olhando para frente para a chegada da Luz como um galo antecipando a aurora do que a temendo como um morcego faz, então mudanças chegam, e eu começo a apreciar o Superior porque Ele é o Doador, não porque eu posso ganhar o que Ele me dará. [Leia mais →]

Momentos Comprimidos

Dr. Michael LaitmanO sucesso em alcançar a meta não depende da habilidade especial da pessoa. Nós ainda seremos surpreendidos ao descobrir que nada do que existe atualmente em cada um de nós consegue cruzar para a espiritualidade.

Entra-se no mundo espiritual através de um fino filtro que não permite que você carregue através dele nada do que você possui agora. Tudo permanece dentro do seu desejo egoísta, sua mente corporal; todas as posses do passado desaparecem e nada é preservado.

O sucesso é determinado somente pelo esforço exercido para compensar todas as dificuldades, problemas, e desapontamentos. Se, a despeito de tudo, a pessoa ainda avança e não recua, somente então ela entra no mundo espiritual; e essa é a única coisa que ela tem a permissão de manter. Essa determinação é que dá a ela o direito de entrar. Não há nada mais.

Quando nós deixamos o Egito levando os vasos Egípcios (Kelim) conosco, eles precisam estar completamente vazios: nossos desejos limitados preenchidos com nada. Isto significa que nós jogamos fora todos os bens egoístas acumulados no Egito e não queremos levar conosco nada dele. Nós levamos somente o pão mais básico (Matza) e vasos vazios (desejos) ou será impossível deixar o Egito.

Assim, só há uma sugestão: a despeito de todos os problemas e fardos, desapontamentos e falta de força, continuarmos avançando. Isso só funciona quando a pessoa realmente valoriza seu tempo e tenta preenchê-lo o máximo possível, a fim de simplesmente comprimir cada momento.

É muito importante o quanto ela escreve durante a aula e o quanto ela dissemina durante o dia, isto é, com o que ela está preenchendo seu tempo.

De Conversa Durante a Refeição 24/12/10

Um Par Inseparável: A Luz E O Desejo

Dr. Michael LaitmanO Criador criou algo totalmente novo “a partir da ausência” (Yesh Mi Ain), considerado como “desejo”. Nós não sabemos o que ele é; ele é simplesmente uma sensação de algum tipo de carência, necessidade, mas de que? Visto que o Criador criou esse desejo, ele é a necessidade de senti-Lo.

Experimentá-Lo nos faz sentir prazer, o qual permanece como uma memória naquele desejo criado inicialmente, e o desejo começa a ansiar isso por conta própria. Assim, ele começa a compreender a si mesmo e perceber o que anseia e o que merece desejar. Isso desencadeia o desenvolvimento do desejo a partir dessa primeira carência inicial criada pelo Criador.

A criação é um ato completamente original que só pode ser realizado pelo Criador, pela força da Luz Superior. Todo o processo que se segue torna-se a evolução do ser criado, dirigida pela interação dos dois participantes: o desejo e a Luz. Nada de novo ocorre neste processo. Algo de novo surgiu somente no ponto da “existência a partir da ausência” (Yesh Mi Ain), que é considerado a criatura (Nivra), da palavra hebraica “Bar” (fora do Criador).

Tudo o que vemos aqui, neste mundo, e nos mundos superiores e espirituais é o trabalho desse mesmo desejo de desfrutar. Por um lado, sabemos que todo o trabalho é feito pela Luz. Por outro lado, está escrito que não ocorre nenhuma mudança na Luz, o que muda é apenas o desejo de desfrutar. Nesse caso, quem está trabalhando?

Neste ponto, devemos traçar uma linha clara entre o seguinte:
1. As mudanças só podem ocorrer dentro do desejo de desfrutar;
2. Mas só a Luz pode realizar a ação.

Portanto, este trabalho é mútuo: o desejo está sempre diante da Luz e deve exigir-lhe certas ações. Até que a Luz o afete, o desejo não mudará. No entanto, até que o desejo queira mudar, a Luz não vai afetá-lo. Por isso, eles trabalham juntos, em conjunto.

Este vínculo entre o desejo e a Luz define todas as mudanças e as relações que podem existir entre os seres criados, e entre eles e o Criador nos mundos superiores e neste mundo.

Nós pensamos que estamos nos dirigindo uns aos outros, enquanto que cada um de nós é um mero desejo de sentir prazer, apelando ao Criador. Só Ele está se escondendo de nós, fazendo-nos experimentar vários seres, atributos, fontes de dor e prazer. Mas, basicamente, além do homem há somente o Criador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/10, “A Liberdade”

Dando Pão Enquanto Esfomeado

Nenhum movimento que tenta unificar as pessoas, sem a sabedoria da Cabala, obterá sucesso. Só essa sabedoria lhe fornece a conexão com a Luz Superior que descreve as ações que executa. Quando você lê sobre essas ações e tem vontade de realizá-las dentro de si mesmo, você começa a mudar constantemente. Não há outros meios.

As pessoas podem montar vários grupos, mas primeiro vamos perguntar: Qual é o seu objetivo e os meios para alcançá-lo? Eles pensam que são capazes de mudar a natureza humana por si? Se sim, onde eles vão tirar o fôlego para fazer isso, se somos todos egoístas? Se não, eles não irão mais longe do que mero falatório.

Existem pessoas que gostam de dar com a sua natureza dita, “altruístas egoístas.” E eles não entendem que eles agem de dentro do seu ego, porque eles não têm um uma segunda natureza, a faísca do Alto. Eles estão realmente dispostos a dar tudo.

No tempo da minha juventude, quando eu morava em Leningrado (São Petersburgo, Rússia), eu tive uma conversa com uma senhora que costumava ser uma revolucionária. Ela me contou como ela costumava dar pão para os soldados que partiam para a guerra. Ela estava morrendo de fome, mas não se dava ao pensamento de sequer querer uma migalha desse pão.

As pessoas estão dispostas a renunciar às suas vidas, pois o nosso ego está acima do nível animal. O ego reside no nível de fala(humano), enquanto a vida do corpo permanece no animado. E se uma pessoa sente que o seu “eu” está ferido, ela ignora o seu corpo. Se ela vê que o corpo animado está tentando superar o humano nela, ela destrói essa besta. Não há altruísmo no presente.
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Da 4a. parte da Lição Diária de Cabala de 19/12/10, “A Escrava Que é Herdeira Da Sua Senhora”

Material Relacionado:
Por Que Todos Nós Devemos Nos Esforçar?
Quem é o Humano dentro de nós?

Uma Marca Do Sistema Superior

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Capítulo “Fechadura e Chave”, Item 42: Essa gravura que foi feita em Bina foi gravada e ocultada dentro dela, como alguém que oculta tudo atrás de uma chave, e a totalidade desta única chave está oculta em um palácio. E, embora tudo esteja oculto neste palácio, esta chave é a mais importante, porque essa chave fecha e abre.

Essa é uma grande pergunta e um grande mistério: Como está organizado o sistema espiritual,com a finalidade de corrigir o desejo egoísta, que é oposto ao Criador em todas as maneiras?

Duas forças totalmente opostas, Bina e Malchut, unidas sob a influência de um terceiro fator, a intenção. Então, eles construíram um sistema que realmente é capaz de facilitar a correção com a ajuda das forças de recepção e doação, produzindo uma intenção nos níveis mais inferiores.

Este mecanismo está nas três Sefirot superiores do Mundo de Atzilut, enquanto que as sete Sefirot inferiores são operadas pela fechadura e chave. O sistema está pronto para ser usado: se nós o ativarmos, ele vai nos influenciar. Nós não  sentimos como a sua Luz nos influencia, mas, entretanto, eles descem, já organizados na combinação certa. Eles são o que muda o nosso desejo para que ele atinja a equivalência com a intenção.

O Livro do Zohar explica o segredo do sistema superior que conecta as forças do Criador e da criação, a fim de tornar-nos semelhantes a Ele. Nós não sabemos como o processo de mudança ocorre conosco e, portanto, estudamos o seu mecanismo como uma “qualidade milagrosa” (Sgula). Cada vez mais passamos a compreender que não entendemos nada. Nós crescemos cada vez mais desiludidos com nossas próprias forças e, sem ver qualquer saída, colocamos nossas esperanças no Sistema Superior; assim, de forma oposta, nos alegramos com essa dependência.

Finalmente, aos poucos começamos a ser incluídos no sistema. Estamos prontos para que ele faça todas as mudanças necessárias, modificando-nos com a finalidade de nos igualar a ele. Se a pessoa manifesta disposição de fazer isso, o sistema começa a influenciá-la.

Desta forma, a nossa primeira ação é inclinar nossas cabeças. Assim, o sistema superior  literalmente “grava” sua forma na pessoa e ela se torna semelhante a Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/12/10, O Zohar

Mostre Que Você Ama!

Dr. Michael LaitmanNós temos que entender que quanto mais tentamos nos aproximar uns dos outros, mais cada um de nós descobre que odeia os outros. Isso porque toda vez que eu me aproximo de você, eu descubro quão oposto você está de mim. E quanto mais eu me aproximo de você, mais eu abandono o lugar de onde eu vim quando estava sozinho.

Suponha que eu me aproxime de você, o que significa que eu me familiarizo cada vez mais com você. Quanto mais eu conheço você, mais o meu ódio por você cresce. Por quê? Porque eu compreendo mais o quão oposto você está em relação a mim. Isto representa um obstáculo ao progresso.

O segundo obstáculo é que, quanto mais eu me aproximo de você, mais longe fico de mim mesmo. A fim de me familiarizar com você, eu tenho que abandonar minhas qualidades e obter as suas.

Digamos que você seja um vendedor e eu um cliente. Você dá o seu preço e eu ofereço o meu, e gradualmente, nós barganhamos, até chegarmos a um meio termo. Mas quanto mais eu for na sua direção, mais longe eu me distancio das minhas palavras iniciais. Isso se torna cada vez mais difícil para mim, porque eu deixo a minha opinião anterior, a fim de me aproximar de você. Mesmo que você também se distancie da sua opinião, isso não me importa. Eu só estou preocupado comigo.

Assim, conforme eu me aproximo de você, eu descubro: 1) sua oposição, 2) o distanciamento de mim mesmo. Portanto, quanto mais nós avançamos e nos aproximamos do Criador, das correções, mais a nossa Aviut ou espessura do desejo aumenta, e o peso que sentimos também cresce exponencialmente. Isso se torna cada vez mais difícil para mim devido à compreensão de que você está em oposição a mim e que eu tenho que me distanciar mais de você.

Conforme nós avançamos, nós sempre adquirimos Kelim (vasos) adicionais, desejos pela correção, e os aumentamos. De repente, descobrimos que os desejos são muito maiores do que pensávamos antes. E isso é bom, porque assim eu tenho o que corrigir, e tenho muito mais do que antes. Antigamente eu pensava: “Quem se importa, eu preciso corrigir apenas 10 gramas”. Mas, de repente, eu descubro que não são 10 gramas, mas 50 quilos. No entanto, ao corrigí-los, eu ganho 50 quilos de Luz.

Pergunta: Então, quando acontece a correção?

Resposta: A correção acontecerá quando você rejeitar o grande ódio que sente e desprezar a grande separação de si mesmo, porque a coisa mais importante para você será se conectar comigo. Esta é uma rejeição de nós dois. Você quer existir no amor? Então mostre que você ama! Como? Ao rejeitar o ódio e desprezar a separação de si mesmo. No nosso mundo tudo é simples: você compra um anel para sua noiva e ela é sua. Mas na espiritualidade esta rejeição é muito difícil.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 20/12/10, Talmud Eser Sefirot

Tempo = Movimento = Lugar

Dr. Michael LaitmanTalmud Eser Sefirot, Volume 3, Parte 8, Questão 36: “Lugar”. Tempo, movimento e lugar local têm praticamente a mesma idéia, a qual determina a mudança relativa e a renovação da forma (desejos). No entanto, quando nós estamos falando do fim da descida dos níveis, isso é chamado de mudança de “lugar”, ao passo que quando estamos falando de causa e efeito, é chamado de “fim dos tempos”.

Por que o tempo, o movimento, e o lugar têm praticamente a mesma noção? Porque eles são mudanças que estão ocorrendo em nossos desejos (Kelim). O desejo de desfrutar sofre mudanças. Porém, por que eu penso e sinto uma mudança como o fluxo do tempo, e outra como uma mudança de lugar, de movimento? Por que eu percebo tudo o que acontece como mudanças no tempo, movimento e lugar?

O movimento não é um lugar? Afinal, se eu mudo de lugar, isso significa que estou em movimento. No entanto, segundo me disseram, “Não, esta é uma categoria completamente diferente”. Entretanto, todas as categorias são mudanças que ocorrem no desejo de desfrutar. Em relação a quê? Somente em relação à qualidade de doação que ele tem, ou seja, no grau de sua inclusão em Bina .

Malchut pode ser incluída em Bina de três formas, que são chamadas de “tempo, movimento e lugar”. Elas dão à Malchut diferentes sensações. De que tipo? Quando nós estamos falando da ordem de descida dos níveis, ou seja, das sucessivas mudanças de estados, isso é chamado de mudança de “lugar”, quando o nível ou os estados internos da pessoa mudam. Enquanto que, quando estamos falando de causa e efeito, do que acontece primeiro e o que acontece depois, isto é, que não é o lugar que muda, mas a sua ordem, isso se chama “ordem de tempo”. E se falamos de que tipo de estado esteve presente em cada lugar, isso é chamado de “lugar”.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/12/10, Talmud Eser Sefirot