Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Círculo: A Qualidade Do Criador

Dr. Michael LaitmanActualmente, um novo governo tem-se revelado no mundo – o governo “circular”. Mas isso não significa que o governo “reto” (direto) desapareça. Nós precisamos entender como podemos usar a linha reta para preencher os círculos, ou seja, como combinar o indivíduo com a sociedade e que relação construir entre ambos.

 “Eu” preciso permanecer. Eu sou aquele que governa e toma as decisões, percebe, apreende, e aspira “reto” a certo objectivo, mas eu faço tudo isto em prol da doação (circular), do amor, anulando-me.

Isso é  uma aparente contradição, como está escrito, “Aquele que deseja viver mata-se a si mesmo”, ou como o Criador ordenando Abraão a sacrificar o seu filho Isaac enquanto promete que a posteridade inteira irá se originar dele. Não percebemos como isto pode ser, mas é assim como o governo circular é revelado do outro lado. E devido a isso encontramo-nos a nós mesmos em tais estados complicados – quebrados e dúbios. Contudo, ao começar a verificar, analisar e a ficar confusos através deles, fazendo isso, nos aproximamos da espiritualidade!

De facto, o mundo espiritual compreende estas duas formas. Até agora temos existido numa única forma: a forma reta. Eu pressiono, e os outros me pressionam de volta. Assim, todos nós vivemos pela lei do “a força torna reto”. E mesmo se vemos relações opostas, tais como essas entre uma mãe e uma criança, elas também são governadas pela natureza através da linha reta.

Mas o governo circular tem sido revelado apenas nos nossos dias, razão pela qual nos sentimos tão incapazes. Para avançar, precisamos percebê-lo ao menos um pouco. Para isso, precisamos de qualidades como amor e fé acima da razão, que transcendem o governo reto.

Elas são medidas e preenchidas através do trabalho na linha reta, mas as qualidades por si mesmas existem acima do desejo de desfrutar. Quando atingimos o desejo de doar, que se veste dentro do desejo de desfrutar através de uma tela, permanecemos na linha reta tornando-nos contudo semelhantes ao “círculo”.

O círculo é a qualidade do Criador, enquanto que a linha reta é a qualidade da criatura. Mas uma vez que trabalhamos na linha reta com a fé acima da razão e desejamos ser semelhantes ao círculo, nós preenchemos os círculos. O Criador como que abandonou este local e nos deu a liberdade para agir. E não O devolvemos a este local com a nossa exigência; em vez disso, começamos a trabalhar lá como Ele o fez quando estava lá. Isto significa que preenchemos a esfera circular através da linha reta.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/8/11, Talmud Eser Sefirot

No Limiar Da Eternidade

Dr. Michael LaitmanNós temos de criar uma sociedade que permita que todas as pessoas no mundo se movam correctamente no amanhã. Caso contrário, não sobreviviremos. Vemos o que está a acontecer hoje, especialmente em países desenvolvidos. E os restantes estão aproximando-se rapidamente deles. As pessoas estão a começar a sentir que “não há amanhã”. Mas de facto, este é um estado maravilhoso onde estamos egoistamente nos desligando do passado e entrando num estado neutro, como estar num “limbo”.

Agora é exactamente o tempo para mostrar o próximo sistema de relações que nos levará à sensação de um estado completamente diferente. Estamos a entrar na próxima etapa do nosso desenvolvimento. Tal como desenvolvemos a partir de macacos e gradualmente nos desenvolvemos dentro do nosso estado animal, de forma semelhante, hoje começamos a nos desenvolver dentro do nosso estado interior, humano.

Hoje elevamo-nos ao nível chamado “Adão” – o ser humano, que é semelhante à Força Superior da natureza. Esta força quer ensinar-nos a tornarmo-nos integrais com ela, e é por isso que esta crise é global, integral.

Temos de tornar-nos semelhantes à natureza. Concretizando isto, começamos a perceber o mecanismo interno que nos move. O programa interno da natureza está a levar-nos em direcção a um objectivo específico, embora não estejamos conscientes disso. Morremos sem percebermos para que é que vivemos. Nascemos sem saber onde e porquê. Fazemos coisas intuitivamente porque a natureza nos força a fazê-las, e nada mais.

Em realidade, existe todo um programa de acções, uma relação causal! Cada parte da natureza tem uma causa, consequência, e objectivo. Nada existe sem propósito. E da mesma forma, nós também não existimos sem razão. Podemos ver isto porque a natureza está agora a elevar-nos a este nível – ao próximo nível de desenvolvimento.

No nível actual, estamos apenas agora a perceber o nosso egoismo animal no qual fomos criados e que se desenvolve em nós. Ao ascender ao nível seguinte, que é global e integral, e ficando globalmente conectados à natureza, mudando-nos de acordo com ela, começamos gradualmente a apreender o mecanismo interior, o pensamento interno da Força Superior da natureza. Como os astrofísicos dizem, o universo inteiro é um pensamento. Quando uma pessoa se torna consciente disso, ela começa a sentir a eternidade.

No Limiar Da Cabalá Prática

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a “Cabalá prática”?

Resposta: A “Cabalá prática” é quando você age na prática e não apenas dentro de si mesmo. No entanto, o trabalho interno é também chamado de Cabalá prática, quando você cria uma intenção, adesão (Zivug) e recepção da Luz em prol da doação. É quando você não apenas lê sobre isso num livro, mas atinge o instrumento de doação chamado “tela” e pode usá-lo para realizar ações práticas.

Você tem a matéria na qual você tem que trabalhar. Este trabalho só é possível com a ajuda de uma tela. Você recebe uma tela em virtude da Luz que corrige. Tudo isso é chamado de Cabalá prática. Não há outras ações práticas além de dar à matéria a forma da doação. O desejo de desfrutar deve adquirir a intenção em prol da doação. Esta é a única ação em operação no mundo.

Além da ciência da Cabalá, nada pode realizar isso, porque esta ciência fala sobre como o sistema geral funciona e como temos que agir dentro dele. Se eu tomo toda esta ciência e começo a realizá-la, isso é chamado de “Cabalá prática”.

É semelhante à forma como existe a física teórica e prática, física aplicada. Na parte teórica, você pode pensar sobre as coisas e pode entendê-las ou não, mas então você chega à realização prática, onde realiza todos os tipos de experimentos, estuda e mede as coisas, e verifica se elas existem de uma forma ou de outra. É semelhante a crianças que brincam a fim de crescer, e uma vez que elas se tornam adultos, elas executam essas ações corretamente na vida real. É para isso que se destina o experimento científico ].

A verdadeira prática já é a realização dos avanços científicos na vida. O mesmo é verdadeiro na ciência da Cabalá. Se você estudar a fim de realizá-la na prática, isso significa que você já está no limiar da Cabalá prática, mesmo que possa levar muito mais tempo para adquirir uma tela e iniciar a realização dessas ações. Ainda assim, de acordo com sua direção e objetivo, já se considera que você está lidando com a Cabalá prática.

A única ação prática que existe na realidade é a adesão com a Luz (Zivug de Hakaa), o grau de equivalência de forma que nós alcançamos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/08/11, “A Nação”

Um Pequeno Passo Para Uma Pessoa, Um Passo Gigante Para a Humanidade

A fim de atingir o equilíbrio com a integralidade da natureza, temos que começar a tratar uns aos outros de forma diferente em todas as áreas da nossa atividade. Mesmo que a mudança seja pequena, mesmo que seja 1%, mas se isso acontecer em todo o mundo, ela vai trazer mudanças enormes e radicais para melhor.

Em geral, subestimamos as coisas pequenas. Por exemplo, nos últimos 50 anos, a temperatura mundial aumentou 0,1%, e olhe que tipo de mudanças que isso causou: as geleiras no Alasca e outros locais estão derretendo, o nível do oceano subiu vários centímetros, e o clima está mudando . E tudo isso foi causado por uma simples mudança de 0,1%, porque isso está acontecendo em todo o mundo.

Da mesma forma, a pequena mudança em cada indivíduo será multiplicada por sete bilhões de almas que são absolutamente interconectadas umas com as outras, uma circunstância que não estava presente antes. Já existe proximidade universal entre nós em algum respeito, e, portanto, este pequeno movimento fará grandes mudanças, transformando o mundo de uma forma extraordinária. [Leia mais →]

Por Que os Manifestantes São Tão Agressivos

Pergunta: De onde os desordeiros e saqueadores na Inglaterra e mais cedo – na França, arranjam uma força tão grande de agressão?

Resposta: Pela primeira vez na história, a geração mais jovem, juntamente com a geração anterior – seus pais, perceberam ambos que a geração mais jovem terá uma vida pior do que a anterior. E, além disso, é incerto se ela vai viver e por quanto tempo.

As pessoas sempre acreditado que a vida de “nossos filhos será melhor do que a nossa.” Particularmente a partir de meados do século 20 em diante, a geração seguinte viveu muito melhor do que a anterior. Mas essa tendência terminou com a conclusão do crescimento do egoísmo e seu fechamento em um sistema integral, que não corresponde. Portanto, não sabemos como viver daqui em diante.

Um enorme sentimento de incerteza tem surgido, que evoca sentimentos de medo e, em seguida, a agressão e a vontade de fazer qualquer ação só para trazer o que está acontecendo à luz. A solução para o problema reside na educação, ou seja, uma explicação do fato de que, se nos tornamos semelhantes à natureza, nos tornamos onipotente como ela.

Equivalência à natureza significa trazer a nossa unificação, involuntária egoísta para uma altruísta, voluntária, mútua, até que alcancemos o amor universal. Dentro desse amor, vamos revelar nossa eternidade e perfeição, que estão presentes na fundação da natureza.

[51170]

 

Governado Por Ídolos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: As pessoas dividiram e separaram cada ação geral em si mesma, isto é,  a força, a riqueza, a dominação, a beleza, a fome, a morte, a doença e assim por diante. Elas designaram a cada uma seu próprio supervisor e expandiram o sistema à vontade.

Eu quero alcançar todos os tipos de coisas na vida. Para conseguir isso, eu peso cada qualidade que é boa para mim e procuro o apoio da natureza quando tento obtê-la. Eu atribuo uma força específica para a natureza que me ajudará. Por exemplo, eu não tenho coragem. Isso significa que eu preciso do deus da guerra. A fim de ter um monte de dinheiro, eu preciso de um deus responsável pela riqueza. É assim que eu “encontro” forças auxiliares na natureza para mim.

Se eu não conseguir alguma coisa, então, aparentemente, existem divindades ruins na natureza que devem ser cultivadas e bajuladas para que elas respondam da mesma maneira.
O desejo egoísta cresce constantemente e me traz cada vez mais decepções, enquanto que em resposta a pessoa desenvolve este tipo de atitude “mitológica” para com a natureza, atribuindo independência às suas diferentes forças chamando-as de divindades.

De certa forma, a humanidade já passou por esta fase por meio das religiões, embora ela ainda esteja imersa em superstições. As pessoas acreditam em todos os tipos de forças, sinais de sorte e azar. De que forma a compra de uma fita vermelha difere de fazer um sacrifício para algum deus através de uma árvore “sagrada”? É a mesma coisa, o mesmo nível.

É aqui que a humanidade se encontra em nossa época “progressista”. As pessoas começaram esta prática há milhares de anos e não mudaram até hoje. Da mesma forma como antes, elas ainda acreditam na ajuda de objetos especiais que são vendidos a elas, e no efeito de contribuições monetárias que, aparentemente, vão diretamente para a conta de certo deus que pagaria com a ajuda milagrosa. Todos os credos e religiões são construídos sobre estes esquemas.

Sem a correção interior do homem, que o levará ao nível de conexão com a força superior da natureza, tudo o resto é essencialmente “adoração de ídolos”, na terminologia da ciência da Cabalá. Afinal, eu não quero mudar a mim mesmo, mas alguma força externa, de modo que ela se torne mais graciosa para mim.

É assim que nós devemos sucessivamente passar do materialismo para a fé, que atribui um pensamento, uma vontade, um plano para a natureza. E pareço ser capaz de mudar tudo isso por meio de certas ações externas. Acontece que uma cerimônia simples me permite “modificar” o objetivo e o programa da criação.

Portanto, que deus é esse que pode ser mudado? Que tipo de “todo-poderoso” é ele, se a sua atitude bondosa pode ser comprada com “dinheiro”? Assim é o quão baixo está o nível atual da humanidade.

Apenas se a pessoa obtém forças e usa todo um complexo de meios para mudar a si mesma, subindo ao nível de Deus, o Todo-Poderoso, a força superior, é que este método é prático, autêntico e correto. Somente ele é realmente realista. Simplesmente não existem outros caminhos além dele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 1/08/11, “A Paz”

A Ocultação da Perfeição e Até Mesmo de sua Ausência

Nos originamos do estado de perfeição total, chamado de “o mundo do Infinito.” A única coisa que falta nele é a realização desta perfeição. E só pode ser revelada como “a vantagem da Luz e das trevas”, que significa, em primeiro lugar, revelar a falta de perfeição, e dentro dela – a perfeição.

A fim de criar a sensação de imperfeição, muitos detalhes de ocultação desdobram-se no mundo do Infinito como uma preparação para nós. O maior desejo é aquele em que estamos agora, neste mundo, no último nível de ocultação depois de 125 níveis do mesmo. Portanto, esses níveis são chamados de “mundos” – Olamot, originário da palavra Olama, ocultação.

Tudo o que temos a fazer é revelar o mundo do Infinito, a perfeição que estamos de acordo com o plano da criação “para encantar as criaturas” a fim de compreender que este estado é realmente o mais perfeito, maravilhoso, e melhor de todo os estados possíveis. [Leia mais →]

Uma Discrepância Sistemática

Nunca estivemos na situação que estamos hoje. Nós nunca enfrentamos uma discrepância entre os dois sistemas. Hoje todos nós, juntos, constituímos um sistema comum e integral (“Nós”), mas é egoísta. E, ao mesmo tempo, estamos dentro do sistema natural, que é permeado por doação e amor. A diferença ou falha entre estes dois sistemas é o que cria a sensação de uma crise.

Essa diferença continua a crescer porque estamos desenvolvendo-a no nosso egoísmo, enquanto o sistema superior está chegando perto de nós. Em particular, a crise está sendo expressa, precisamente devido à revelação da natureza.

No passado, ampliamos o nosso sistema ao longo da história, até chegar hoje. Integralidade e interligação. No entanto, cada pessoa continua a operar dentro dos seus interesses estreitos, mesmo que ela não possa mais esconder a fusão mundial e é totalmente dependente das outras. [Leia mais →]

A Fruta Amadureceu

Por que precisamos da ciência da Cabalá? Qual a necessidade disso?

Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. Nós vemos a “imagem” deste mundo, vivemos nele, e organizamos nossas vidas nele. Nós desenvolvemos as ciências, a fim de atingi-lo. Temos mente suficiente e sensação para isso. Nós estudamos o mundo e nos acomodamos a ele tempos alegres e difíceis. Então, por que precisamos da ciência da Cabalá, mesmo se não for fantasias ou mentiras? É para saber quantos anjos existem no céu? Ou se familiarizar com a força superior, o mundo superior? …. Talvez seja hora de ir visitar um médico?

 

Não entendemos por que precisamos disso. Mesmo as pessoas que admitem que a Cabalá fala sobre o mundo espiritual ainda não sentem uma necessidade para ela. Algumas pessoas tem um pouco de medo dela, alguns sentem repulsa por ela e estão negativamente dispostas a isso. Há uma abundância de obstáculos. E ninguém os coloca lá deliberadamente. É que é assim que somos construídos, esta é a nossa natureza. Erguemos os obstáculos no caminho nós mesmos: nós negligenciamos, não desejamos, e rejeitamos. Afinal de contas, somos movidos pelo desejo egoísta, que está longe do mundo espiritual e oposto a ele.

[Leia mais →]

Na Zona Neutra Entre o Bem e o Mal

Nós não temos qualquer liberdade de vontade neste mundo. É um mundo de resultados, e é isso que torna tão diferente do mundo espiritual, porque quando uma pessoa sobe lá, tendo alcançado um nível espiritual, ela ganha a liberdade da vontade no pensamento, decisão e ação. Isso porque ela tem todas as forças, enquanto o nosso mundo contém apenas os seus resultados.

Aqui nós já recebemos as imagens prontas e não podemos mudar nada nelas. Se queremos agir por nossa conta, temos que subir para o nível espiritual, o nível do livre arbítrio, o nível de forças. Quando nós revelarmos essas forças dentro de nós e as sentimos (considerando que tudo que se revela apenas no interior de uma pessoa), então ganhamos a capacidade de agir por nosso próprio livre arbitrío e decidir por nós mesmos que força ativar – estas ou outras.

Este trabalho é chamado de obra do Criador. Afinal, ganhando a capacidade de fazer a escolha certa em todas as suas ações, ele substitui gradualmente o Criador em controlar as forças da natureza. É assim que ele gradualmente atinge um ponto em que toda a realidade vem sob o seu poder.

[Leia mais →]