Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Sem Transgressão, Sem Mandamento

Dr. Michael LaitmanNas Mitzvot (mandamentos) e transgressões, apenas a intenção é que doa em nosso sistema geral, na revelação da Luz superior, na capacidade de se parecer com o Criador. Claro, isso também inclui as relações simples do mundo corpóreo relativas aos outros, a humanidade, o mundo, a natureza e a ecologia, uma vez que a sua atitude inclui todos os seus sentimentos. Mas as Mitzvot e as transgressões existem apenas em relação à conexão e à semelhança ou não com o Criador.

Isto é assim em cada nível, inanimado, vegetal e animal, enquanto que o último nível, o falante ou humano, é aquele que realiza todas as transgressões. Se o desejo de receber no nível falante, o qual vai se conectar e se assemelhar com o Criador, fizer algo que se oponha à conexão, isso se chama uma transgressão.

“Israel” que anseia pelo Criador, é aquele que faz as transgressões, ao passo que as “nações do mundo” não fazem transgressões. Com elas existem apenas sete Mitzvot dos filhos de Noé. O homem que não entra no caminho da ascensão direta ao Criador, caminho este chamado de “Israel” (direto com o Criador), também precisa se relacionar gentilmente com os outros: manter a natureza, seu equilíbrio e ecologia, ter casas judiciais, prover justiça no nível da humanidade, não comer carne de um animal ainda vivo, etc.

Mas as Mitzvot espirituais e as transgressões pertencem apenas à escada dos níveis espirituais, às linhas direita e esquerda. Sem qualquer sentimento de uma transgressão, você não será capaz de descobrir a sua inclinação ao mal e não vai sentir a sua necessidade da Luz que Reforma. Assim, você chega à linha média.

Assim, é dito, “Não há justo na terra que não tenha pecado”. Nós precisamos descobrir todas as transgressões do nosso ego, uma vez que sem isso não teremos a necessidade da correção. Se está escrito que “o justo está tão cheio de Mitzvot como uma romã”, isto significa que no início ele descobriu dentro dele o mesmo número de transgressões.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 04/02/12, Estudo das Dez Sefirot

Cada Ação Deixa Uma Marca

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Toda ação deixa uma marca”. Nosso avanço ocorre devido à Luz que Retorna. Ela tem impacto em nós conforme os nossos desejos estão prontos para aceitá-la. Assim, a sua estrutura é gradualmente esclarecida.

A estrutura de um desejo que seja equivalente à Luz é, de fato, uma conexão por meio da qual, no final, nós começamos a sentir a Luz. Essa é uma construção permanente, que se expande constantemente. Isso inclui as quatro (4) fases de HaVaYaH; é por isso que é chamada de “revelação dos nomes do Criador”. Inúmeras combinações de desejos denotam qualidades da Luz. Dentro de nossos desejos nós percebemos a Luz como se tivéssemos colocado uma tela diante dela; é assim que reconhecemos o que é a Luz.

Se observarmos através do vidro colorido, nós veremos que a Luz adquire a cor do vidro. É assim que sabemos que a Luz pode ter várias cores. Nós precisamos de ferramentas especiais para descobrir um novo fenômeno. Nós também temos que usar cuidados adicionais que nos permitam determinar algumas qualidades que fazem parte do fenômeno que acabou de ser descoberto.

É disso que se trata o nosso trabalho. A diferença entre a pesquisa científica regular e a prática espiritual é que a exploração científica material envolve o uso de um dispositivo externo, enquanto que na busca espiritual, nós usamos nós mesmos como ferramenta. Nós mudamos a nós mesmos e tentamos aplicar as ações da criação em nós conforme o nível que alcançamos.

Nós não desenvolvemos nossas qualidades antigas, mas sim revelamos novas qualidades; é por isso que o nosso trabalho é chamado de “espiritual”. Nosso esforço deve ser orientado para a formação de novas qualidades que são semelhantes às qualidades do Criador; é assim que revelamos Sua personalidade.

Na esfera material, temos a tendência de adquirir conhecimentos práticos sobre o que está acontecendo ao nosso redor e quem somos nós. Para esse efeito, ampliamos nossas características naturais através do desenvolvimento da ciência e do progresso tecnológico. Esta é uma diferença básica: quando atingirmos um estágio final de desenvolvimento neste plano, acabaremos por ver que não chegamos a lugar algum. Além disso, vemos que chegamos a um beco sem saída. Nosso crescimento nos levou apenas ao enorme egoísmo; nós conseguimos revelar nossa natureza perversa na medida em que ela se tornou insuportável.

Nós descemos ao fundo do ciúme, da ambição do ódio, e de os todos os tipos de más condições que atravessamos em relação ao nosso próximo. Anteriormente, pelo menos, tínhamos a ilusão de que ficaríamos mais amáveis e construiríamos uma sociedade melhor para todos. Neste momento, vemos que apenas o medo da punição nos impede de utilizar os outros de forma egoísta e farta.

A diferença é que ao trabalhar espiritualmente, descobrimos novas qualidades e chegamos mais perto do Criador, enquanto que quando trabalhamos materialisticamente, só começamos a explorar a natureza tangível deste reino. No entanto, neste plano material, bem como durante a nossa elevação daqui para o Criador, nós ainda atravessamos os mesmos quatro estágios de HaVaYaH, como se diz “Eu, HaVaYaH, não mudo a Mim mesmo”. É por isso que cada ação nossa nos aproxima da meta.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/12, Shamati #190

Um Detector Para Sentir O Criador

Dr. Michael LaitmanA pessoa julga a si mesma de acordo com o que ela sente.

Se eu aceitar as condições: “Não há outro além Dele”, o Criador é absolutamente bom, Ele é o bom e benevolente, Ele preenche totalmente tudo, e eu estou na Luz Superior, então eu O sinto de acordo com a minha equivalência a Ele, segundo a lei da equivalência de forma. E se eu sou contrário a Ele, eu sinto que sou ruim ou sinto que a Luz Superior é ruim; não há diferença. Quem culpa alguém, está, na verdade, culpando a si mesmo e seus próprios atributos.

Mas, se eu aceitei o fato de que “Não há outro além Dele”, o Criador é absolutamente bom, Ele preenche tudo e eu me sinto bem, então eu realmente estou nessa bondade, eu realmente a sinto.

Como? Na conexão com meus amigos. Porém, que detector, que sentido eu uso?

Nós devemos compreender claramente onde sentimos o surgimento do Criador, a revelação da Sua Providência, Sua atitude para conosco!

Se eu a sinto em mim, é um sentimento egoísta, eu simplesmente me sinto bem hoje, estou de bom humor, eu dormi bem, acordei e está tudo bem.

Nós devemos entender como sentimos isso no sentido chamado de “alma”. A “alma” é a adesão, a conexão dos nossos pontos no coração, dos nossos anseios mútuos no grupo, da nossa atitude em relação ao mundo, à humanidade, a tudo.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

Tudo Vem Do Criador

Dr. Michael LaitmanComo resultado do processo da interação correta no grupo, a pessoa sente mais que é uma grande pecadora e egoísta, que odeia os outros, e que tem todos os tipos de desejos e pensamentos negativos, intrigas, etc.

Ela revela isso em si mesma a tal ponto que começa a clamar ao Criador para corrigi-la. Ela começa a perceber que só o Criador pode corrigi-la, porque sente que tudo vem do Criador, e que não pode haver nenhuma outra fonte de onde isso tenha vindo, até mesmo de sua própria natureza.

Ela revela o Criador na forma oposta, como o Criador de algo ruim. Mas, ao mesmo tempo, ela revela que o Criador criou o mal nela de propósito, a fim de forçá-la a se voltar a Ele, e então o Criador a corrige.

Por que foi necessário ir por esse caminho: criar o mal de modo que a pessoa gradualmente o revele em si e se volte ao Criador com um pedido de correção?

Da Convenção de Vilnius 2012/03/24 , Lição 4

Protegido Pela Escudo Seguro Da Mãe

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a disseminação dos atributos de Bina para baixo, que ajuda o inferior?

Resposta: Bina se espalha para baixo e muda nossos atributos, permitindo-nos sentir a Luz de Hassadim, doação. A influência de Bina fornece proteção à pessoa, um escudo, como uma mãe que protege seu filho. Quando um bebê está nos braços de sua mãe, ninguém pode prejudicá-lo, graças à sua Luz de Hassadim que afugenta as forças de impureza, as cascas (Klipot).

As forças egoístas recuam diante da Luz de Hassadim (Misericórdia), pois elas estão com medo da mãe. Afinal, ela brilha com a Luz de doação que é totalmente oposta à elas, e elas não podem entendê-la e estar ao seu lado.

Tente parar uma pessoa na rua e dizer que ela deve amar os outros. Você consegue imaginar a resposta negativa que encontraria, porque esta é a coisa mais odiosa e repugnante para uma pessoa? Assim, Bina nos protege.

Você consegue ver como o mundo espiritual se protege de nós, os egoístas? Se você realmente quiser a espiritualidade, por favor, venha e doe! Mas se você quiser receber a espiritualidade, essas duas coisas não andam juntas. A espiritualidade é a doação.

Então, até que estejamos prontos, ela se protege de nós com um escudo. Nós não podemos nem chegar perto do mundo espiritual, porque ele nos repele como os dois polos de um ímã.

Por que eu deveria me aproximar de algo assim, se não há nenhum benefício nisso, apenas perdas? Como posso me aproximar de algo que significa a morte para o meu ego?

Portanto, ao se espalhar no Partzuf inferior, a mãe (Ima) cobre todos os seus vasos, garantindo assim que eles permanecerão em santidade. A intenção “a fim de receber” não pode ser evocada em tal lugar quando a mãe nos protege desta maneira.

Então, a beleza da mãe é revelada, Hochma, e ela se torna atraente, como uma mulher, uma noiva, uma irmã. No entanto, isto ocorre quando Hochma é revelada dentro de Bina. Bina, em si, não é atraente, mas apenas fornece proteção.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá, 23/04/12, O Estudo das Dez Sefirot

Agradando Ao Criador

Dr. Michael LaitmanAo eliminar o nosso próprio “eu”, e dar oportunidade para a Luz superior inundar toda a parte, preencher tudo e se manifestar em todos os lugares, nós estamos dando enorme alegria ao Criador, alcançando nosso propósito e começando a nos tornar equivalente a Ele. Nós superamos a nossa velha natureza, a anulamos e nos tornamos nada. É assim que começa o nosso desenvolvimento espiritual, como um começo, como uma semente dentro de uma mãe que começa a desenvolvê-la.

Agora, nós precisamos pensar no prazer que damos a Ele de modo a recebermos prazer disso, de modo que a aspiração em agradá-Lo se tornaria nossa realização.

Deste modo, nós gradualmente entramos na Luz Superior. Isso é ainda pouco perceptível, mas já estamos descobrindo quais acontecimentos em nossas sensações vamos percorrer, a fim de começar a revelá-Lo em ação.

Se a minha realização vir de eu fornecer um lugar para o Criador surgir e revelar a Si mesmo, de dar-Lhe prazer, agradá-Lo, então essa vai ser toda a minha alegria. Nosso trabalho começa com isso. A partir desse ponto de partida, nós nos encontramos num estado de “Não há outro além Dele”, anulando-nos mesmos e criando uma oportunidade única para que Ele preencha todos os nossos sentimentos, todos os nossos pensamentos. E, de fato, neste caso, só Ele nos preenche.

Nós precisamos ter certeza de que, movendo-nos desta forma, vamos aos poucos começar a entrar num contato ainda maior com Ele, vamos começar a sentir mais claramente o que nos satisfaz. Do nada, como resultado ocultação, Suas propriedades e Seu governo sobre nós serão revelados cada vez mais. Vamos começar a sentir como desejos e pensamentos são criados dentro de nós. E nós iremos, juntamente com esses desejos e pensamentos, entender que tudo vem Dele, e concorda com Ele. O principal é mostrar e revelar o Criador dentro de nós cada vez através da nossa união comum, através de todos no mundo. Vamos tentar trazer o mundo inteiro para este estado. Nós estamos confiantes de que vamos conseguir isso.

Da Convenção de Vilnius 24/02/12, Workshop 2

Uma Rede De Segurança Para O Acrobata

Dr. Michael LaitmanOs quatrocentos anos de exílio foram dados a nós para que pudéssemos gritar e chegar a uma oração verdadeira. Quando você finalmente gritar “Socorro!”, você sai do exílio.

Assim, o conflito entre a “casca” e a “santidade” diz respeito a pergunta: Quem vai governar? A parte humana na pessoa ou o Criador que existe na pessoa?

Este é o ponto médio e neutro, chamado de “terço médio de Tifferet”, a Klipat Noga (Casca de Noga). O Criador governa a parte superior, como está escrito: “Não há outro além Dele”, e abaixo, o Faraó, ou eu mesmo.

Aqui, no ponto livre e neutro, nós devemos esclarecer muitas coisas, porque cada vez, o Faraó fica mais forte e nega controle do Criador. Isso ocorre depois de você ter decidido que o Criador deve governar e que você está totalmente sob o domínio do Alto que faz tudo. Por um momento eu imaginei todo esse quadro em minha mente.

Isto não é fácil, pois estou constantemente confuso sobre quem é o Criador, quem governa, e onde é o meu lugar e o lugar dos outros. Aqui, é muito difícil manter as coisas equilibradas, como se ficássemos numa perna só numa vara alta no circo, tentando constantemente manter o equilíbrio, tentando não cair.

Aqui, eu preciso da ajuda do Criador, que Ele me dará a força de doação, a qual vai me tornar independente do meu desejo de receber. Caso contrário, vou constantemente necessitar estabilizar o quadro da realidade em mim que é totalmente impossível, e terá que se equilibrar numa perna numa trave como um artista de circo. Somente o poder de doação pode me fornecer tal rede de segurança e equilíbrio.

Assim, o nosso ponto de liberdade, “Klipat Noga“, é revelado no nível mais inferior, “o terço médio de Tifferet“, que nos obriga a responder à pergunta sobre quem vai governar e “Quem é o Senhor a quem eu deveria ouvir Sua voz?”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/12, Escritos do Rabash

O Ponto De Referência Espiritual

Dr. Michael LaitmanDiz-se: “Aqueles que amam o Criador, odeiam o mal”. Isto é, nós recebemos um ponto de referência: se você está no estado de amor pelo Criador, você odeia o mal, o ódio, o egoísmo e isso deve ser sentido simultaneamente; caso contrário, você está se desviando do caminho, da direção. Você vai pensar que ama o Criador, mas se ao mesmo tempo você não sente o ódio pelo egoísmo, então, você não tem direção, ele desaparece. A fim de alinhá-lo, para torná-lo uma linha reta, por um lado, você tem que fortalecê-lo no ódio pelo mal, e depois o segundo ponto será precisamente dirigido ao amor pelo Criador. Nós não sabemos o que é o Criador e o amor por Ele. Mas se começarmos com o ódio pelo egoísmo, isso já é uma direção.

Diz-se neste caso: “Aqueles que amam o Criador, odeiam o mal”, e são estes que o Criador salva deste mal. Portanto, nosso trabalho é rejeitar e repelir o egoísmo e atrair o bem, a doação e o amor.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5

A Parte Humana Do Motor

Dr. Michael LaitmanTente sempre ver dois estados: o estado real que você vê e o estado desejado. Na maioria das vezes nós estamos num estado bastante latente, e a maneira como a pessoa define a si mesma depende dela. Se você recebe do Alto despertares positivos ou negativos, você começa a agir. Mas se você não é empurrado por trás, você está meio adormecido, como num sonho. É aqui que se concentra o maior trabalho, a busca de como se estimular. Isto ocorre para ver o seu estado na Luz verdadeira e imaginar o estado desejado, de modo que a distância entre eles mostre o quão errado você é e quanto mais há para fazer. Então você começa a procurar os meios para mudar seu estado.

Tudo depende do despertar de baixo, mas você recebe energia para isso de fora, porque não há nada em nós, exceto uma máquina que desperta sob a influência de uma força externa. Assim como um motor, que funciona apenas se recebe continuamente combustível ou eletricidade. No momento em que o fornecimento de energia é cortado, ele para imediatamente. Esta energia operacional pode vir da fonte real, do Criador, e obrigar o nosso motor a funcionar, ou pode vir quando a pessoa a atrai por si mesma. Esta é a parte humana do motor, quando a pessoa se conecta a rede de energia elétrica e age por si mesma.

Você só pode agir por si mesmo através do grupo, da equivalência de forma. Quanto mais você é adaptável à fonte de energia superior, o fornecedor de eletricidade, na doação e no desejo de fazer bem aos outros e ao Criador, mais facilmente você é capaz de se conectar à fonte de energia elétrica, à Luz. Então, a Luz vai influenciá-lo e operar o seu motor.

A energia da vida sempre vem de fora, da luz. Nós estamos constantemente recebendo uma pequena centelha de vitalidade que nos reanima e nos permite existir. Além dessa centelha, nós recebemos um despertar do Alto, de acordo com o tempo, com os diferentes períodos e mudanças individuais e globais que a pessoa deve passar.

Tudo depende sempre do nosso despertar de baixo que é a parte principal. Todo o nosso avanço é pelo despertar de abaixo, todos os 125 passos que temos que atravessar, à medida que percebemos uma deficiência de nossa parte. Nós temos que operar sozinhos nossa máquina, pelo desejo de doar. Ao operar dessa forma, nós avançamos passo a passo e a cada vez nossas ações se tornam mais qualitativas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/04/12, Escritos do Rabash

Cirurgia Espiritual

Dr. Michael LaitmanA coisa mais importante no trabalho espiritual é dirigir-se rumo à meta usando muitos parâmetros, levando em conta as diversas condições que o cercam e guiam diretamente ao alvo.

É o mesmo em nosso mundo. Digamos que eu sou um artilheiro atirando em um alvo distante. Eu não consigo ver o alvo, já que está a 15 quilômetros de distância de mim. Tenho que calcular a quantidade de explosivo que preciso usar em relação à massa do projetil, de modo que este atinja o alvo. Além disso, eu preciso levar em conta a umidade do ar, vento, temperatura e milhares de outros parâmetros. Anteriormente, utilizavam-se tabelas, mas hoje todas estas numerosas condições são programados num computador. Isto não é simples.

Em nosso mundo, nós primeiro disparamos alguns testes, usando-os para determinar o tangenciamento, e só depois é que vamos realizar o tiro no alvo.

Mas não há tal coisa na espiritualidade; não podemos “disparar” e calcular o nosso erro, verificando se “atingimos” ou não o Criador. Precisamos nos dar conta de todas as condições. O grupo é criado para esse propósito, e todos os componentes necessários existem para fazer os cálculos para atingir o objetivo. É por isso que a sabedoria da Cabalá é uma ciência sobre como chegar à possibilidade de revelar uma nova propriedade dentro de nós: a propriedade da revelação do Criador.

Avançar não é suficiente para nós, porque eu não consigo ver nada à minha frente. Eu estou num estado tal que não sei o que significa “avanço”. Eu não o vejo! Talvez eu esteja me movendo numa direção completamente oposta! Um grande ponto de interrogação paira sobre tudo isso. O que pode ser feito?

É por isso que o nosso egoísmo existe, de modo que, empurrando-o, poderemos determinar “o que exatamente é isso, esse algo que ‘não é’ o nosso egoísmo?”. E nesse ‘não é’ é precisamente onde estaria o Criador. Ou seja, o egoísmo age em tudo, exceto em uma direção, aquela oposta a ele.

A fim de encontrar o primeiro e único objetivo, a propriedade de doação e amor, que é chamada de “Criador”, começamos a partir do seu oposto. Nós não a conhecemos, porque todos os nossos desejos, inclusive o amor e a doação em nosso mundo, são todos egoístas e não têm nada a ver com a espiritualidade, com a verdadeira e genuína propriedade de doação e amor. Nós podemos esquecer isso, nós não estamos nela de forma alguma; de qualquer maneira, ninguém está!

A fim de nos levar para o mundo espiritual e nos orientar corretamente, nos foi dado o egoísmo, o grupo, o estudo e, finalmente, a Luz superior, que em última análise, realiza esta cirurgia espiritual. Ela “opera” em nós com seu raio e liberta a alma, “liberando-a para fora”.

Da Convenção de Vilnius 25/03/12, Lição 5