Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

O Sistema Decimal De Círculos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a próxima etapa do trabalho será a união entre os grupos? Como isso está conectado à união dentro de cada grupo e ao trabalho individual da pessoa?

Resposta: Na verdade, a união começa com um grupo de dez pessoas. O ser humano é construído de tal maneira que ele pode apreender especificamente esta quantidade de pessoas. Dez é um número “redondo” conveniente, nem muito grande nem muito pequeno. Ele é chamado de “Minian“, ou seja, que pode ser “contado” (Limnot). Nossa percepção é estruturada de tal forma que compreende apenas esse tipo de sistema, uma vez que veste completamente nossa estrutura interna (dez Sefirot).

No entanto, na lição, quando não estamos falando de nossas próprias impressões, mas geralmente estamos lendo artigos e discutindo o material, um grupo muito grande pode participar disso, incluindo todo o mundo. Portanto, durante os workshops nós nos sentamos em grupos de dez, enquanto na aula há qualquer quantidade de pessoas capaz de tal esclarecimento e discussão usando a linguagem Cabalística.

Nós só precisamos nos preocupar que isso não se transforme numa rotina. Para isso nós precisamos aumentar constantemente o desejo dentro de nós e a importância da meta. Cada vez nós estaremos falando de um novo aspecto da revelação do Criador.

Ao nos unirmos ao grupo, estamos criando o “Um”, a comunhão de todos nós, que não pertence a nenhum de nós, mas somente a todos nós juntos. É a essência superior, o “amálgama”. Não é simplesmente a nossa soma, mas uma espécie de adição a ela. Isso porque, a fim de chegar a esta soma, cada um deve se livrar de seu egoísmo. O conceito de Um, estando acima de nós, é composto de todas essas anulações pessoais do egoísmo. É assim que construímos o nosso nível superior.

Se nós nos uníssemos simplesmente como egoístas, por um lucro comum, a fim de construir algo em conjunto ou para ganhar algo, como um time de futebol, então o resultado seria a soma vazia de nossos esforços. No entanto, se estamos anulando o nosso ego, então estamos construindo um novo vaso comum, acima de todos nós.

Ele pertence a todos nós, aqueles dez que estão sentados num círculo tendo uma discussão e que estão se anulando e exaltando o grupo e os amigos. A Sefira mais elevada, Keter, é definida pela forma como eu escuto todos os outros, como eu coloco o grupo, o Criador e a meta acima de mim mesmo. Eu me valorizo como inferior e me rebaixo em relação aos meus amigos. É assim que minha Malchut é definida.

Depois que cada um esclareceu estes dois pontos, Keter e Malchut, nós unimos todas essas Keters e Malchuts juntas. E se cada um fizer isso com capacidade suficiente para o primeiro nível da revelação da Luz, esta se revela no hiato entre as Keters, unidas numa só, e as Malchuts unidas. Uma luminescência interna ocorre entre elas, uma vez que nos anulamos.

Embora isso ainda não seja a restrição ou tela, a Luz já está sendo revelada e está começando a agir conforme o nosso desejo de nos unir e a nossa oposição ao nosso egoísmo. Isso porque esses dois princípios já são espirituais. Nós estamos exaltando a espiritualidade, a doação, e estamos negligenciando a materialidade, a recepção; nós estamos tomando as medidas cabíveis, como crianças pequenas.

Então, as dez pessoas, complementando-se e prontas para se unir, criam uma enorme tensão, uma distância entre a Keter unida e a Malchut unida, construindo assim nosso vaso espiritual comum. Quando nós o construímos entre os dez, entendemos que os demais amigos ao redor do mundo estão realizando os mesmos esforços agora. Todos os nossos esforços conjuntos são combinados, independentemente do tamanho de cada grupo.

Se depois de nossos esforços em nos unirmos em nosso círculo nós quisermos incluir o resto dos grupos dentro de nós, então estamos unindo todos juntos. Assim, um vaso realmente enorme e poderoso está sendo formado, capaz de revelar o primeiro nível da Luz, de acordo com a equivalência de qualidades. Quanto maior a distância que há entre Keter comum e Malchut comum, maior o vaso, e, possivelmente, ele já será suficiente para a primeira revelação da Luz.

A Luz é revelada de forma discreta, em porções: Nefesh, Ruach, Neshamah, e assim por diante. Se nós a revelarmos, ela será revelada em cada grupo e em cada um de acordo com os esforços pessoais, mais em uns e menos em outros, na medida dos esforços investidos.

É por isso que nós precisamos de tempo para conectar todos os grupos e amigos separados de nós, e mesmo o mundo inteiro, uma vez que ele tem um vaso enorme. É lá que reside o verdadeiro desejo de desfrutar, e se ele se juntar a nós, mesmo de forma passiva, ele irá adicionar um monte de matéria a nós. E se nós, com o nosso anseio pela espiritualidade, estivermos trabalhando nesta matéria, nós estaremos recebendo uma enorme capacidade adicional.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, “Discussão sobre Convenções Passadas”

Detalhes Sobre O Retrato Do Criador

Dr. Michael LaitmanEstando deste lado da Machsom (barreira), nós não vemos as razões para as nossas ações e pensamos que somos independentes. No entanto, o resultado realmente está predeterminado e convoca as ações que levarão a ele.

Pergunta: Mas é dito que mesmo que a recompensa seja garantida, ainda temos que fazer nosso trabalho. Portanto, esta é a nossa independência, nosso livre arbítrio?

Resposta: Eu gostaria que chegássemos a isso e víssemos que o mundo inteiro de Ein Sof (Infinito) se espalha diante de nós. Não importa o que você faça, o Criador lhe dá tudo o que é bom, mas como um convidado sentado diante do anfitrião, você está preparado a receber Dele somente através da “restrição” e da Masach (tela).

Pergunta: E cada vez a pessoa tem que decidir: “Estou indo agora fazer o que deve ser feito?”.

Resposta: Claro. Então você descobre a doação por parte do Criador.

Ele quer ensiná-lo a receber a fim de doar. Da parte do Criador não há limitações, mas Ele faz isso a fim de levá-lo ao seu nível, onde você irá adquirir a compreensão e o reconhecimento, e não apenas a satisfação que é só o meio. Se você receber mais ou menos, é apenas o meio, enquanto a meta é chegar à adesão.

A adesão não é o que satisfaz, mas o prazer de ser semelhante ao Criador. É acima do jogo das “Luzes e vasos” e esta é a satisfação do “ponto no coração”, é o maior prazer.

Por um lado, nós dizemos que o objetivo do nosso desenvolvimento é a adesão. Por outro lado, dizemos que o objetivo da criação é o prazer e deleite. Assim, verifica-se que a adesão é igual a prazer.

Na verdade, trata-se sempre de níveis de prazer, já que o desejo (o vaso) não sente nada disso. O prazer está por trás de cada detalhe da minha percepção. Por exemplo, eu diferencio cores na medida em que elas me trazem prazer.

Em qualquer situação nós podemos medir os prazeres e geralmente conectamos de acordo com suas formas, porque temos uma forma similar. Para cima e para baixo, força e fraqueza, calor e frio, nós verificamos tudo de acordo com este princípio, e tudo isso decorre da impressão do desejo a partir da satisfação ou da falta de satisfação.

Nosso desejo é dividido em muitos discernimentos e tons que são determinados pelos nossos cinco sentidos de acordo com faixas e níveis paralelos. De uma forma ou de outra, não há nada exceto o desejo. Tudo é medido pela minha sensação, até as coisas mais neutras. Eu não sinto e não identifico nada que não toque a minha sensação. Cada discernimento que eu faço recebe um “sinal emocional”, que eu meço. Por trás de todas as palavras e nomes há emoções, o estado em que se encontra o meu desejo. É nisso que se baseia a nossa língua.

Pergunta: Eu sei os prazeres que me satisfazem. Eu sei o que anseio. Mas o que significa “assemelhar-se ao Criador”? Que tipo de satisfação é essa? O sentimento de pertencer a algo grande?

Resposta: Se você tomar a interioridade do seu coração, algo que é muito profundo e pessoal, e tentar conectar essa centelha oculta ao centro do grupo, você vai satisfazer o seu “ponto no coração”.

Pergunta: E isto significa assemelhar-se ao Criador?

Resposta: Sim, porque o centro do grupo é a representação do Criador. Esta é a imagem que é retratada em seus vasos. Você não sabe o que é a Luz por si só. Para você a Luz é um fenômeno que você descobre no vaso. Quando nossos vasos estão conectados, quando cada um anula a si mesmo e quer chegar à conexão de todos os pontos em um só, esta é a representação do Criador. Isto significa que estamos aderidos a ele.

Assim, se eu estou aderido ao grupo, estou aderido ao Criador. Lá dentro, entre os amigos, estão todos os discernimentos de Seu retrato.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/12, Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Todas As Mudanças Ocorrem Dentro De Mim, Não Fora

Dr. Michael LaitmanA humanidade tem se desenvolvido por eras, mas em qual direção? Se olharmos a natureza, vemos que ela tende ao equilíbrio. Calor e pressão, frio e vácuo, equilibram-se.

Todos os fenômenos naturais tendem ao equilíbrio de forças e à inclusão mútua, pois este é o estado mais constante e estável, livre de pressão. No final, tudo vai se equilibrar. Por isso, nós conseguimos entender o que os Cabalistas nos dizem sobre a nossa situação e sobre o fato de que devemos chegar a um estado de equilíbrio com o Criador, com a natureza em geral, uma vez que o Criador e a natureza são a mesma coisa.

O que significa chegar a um estado de equilíbrio com Ele? O Criador é o atributo de doação e amor, e nós devemos chegar a mesma coisa quer gostemos ou não. O Criador constantemente nos doa, e desde dentro, opera o “motor” do nosso ego crescente, de modo que estamos constantemente sentindo que estamos sob uma crescente pressão, num estado que está cada vez mais desequilibrado com o Criador.

Isso nos obriga a fazer alguma coisa. Até agora e durante toda a nossa história, ou seja, durante o nosso desenvolvimento, temos tentado equilibrar a pressão com a ajuda de diferentes tecnologias, estruturas sociais, hábitos e meios para nos proteger do calor e do frio, da pressão e outras mudanças.

A natureza é constante, enquanto nós estamos constantemente nos desenvolvendo desde dentro por uma cadeia de Reshimot (reminiscências) que mudam constantemente. Nossa resistência em relação à natureza cresce constantemente.

Todas as mudanças ocorrem dentro de nós. Mesmo que vejamos um mundo externo que muda, tais como os períodos geológicos e históricos, as gerações, ou o que quer seja, tudo ocorre dentro de nós.

Nós irradiamos esta realidade para fora, apesar de não existir nada do lado de fora. A pessoa é uma “caixa” fechada e a imagem do mundo é retratada no seu interior. No entanto, ela sente esta imagem como se estivesse do lado de fora.

Da mesma forma, os nossos olhos invertem esse quadro de cabeça para baixo. O olho capta o mundo inteiro de uma maneira oposta, e depois o cérebro converte-o novamente. Se nós tivéssemos que colocar óculos especiais que fixassem a mesma coisa, depois de um tempo o cérebro se acostumaria com isso e converteria a imagem na direção certa. Isto ilustra o fato de que todas as alterações ocorrem dentro de mim, e não fora.

É por isso que nós dizemos que, como está escrito, “Não há outroalém dele” é a única força constante que age e me influencia. Ele preparou todas as Reshimot (genes informativos) dentro de mim, e tudo o que descubro em minha vida, no meu mundo, na minha realidade, é resultado das Reshimot. Elas são responsáveis ​​por tudo que eu posso ver, ouvir, saborear e sentir.

Eu sempre devo tentar me lembrar de que se algo precisa ser mudado, sou eu. O método Cabalístico não é para a correção do mundo, mas, com a sua ajuda, a pessoa corrige a si mesma e a sua percepção. Assim, apesar do conhecimento comum, se a pessoa quer entrar na imagem espiritual, ela deve reorientar sua visão.

Estereogramas baseiam-se no mesmo princípio. Para vê-los, a pessoa deve reorientar sua visão. Como podemos mudar o foco a fim de discernir a nova camada da realidade? É muito simples. Nós temos que aceitar o mundo como uma realidade que é gerida por uma força e que todas as mudanças estão ocorrendo através das minhas Reshimot.

Eu constantemente tento perceber e compreender a situação, para lembrar que estou sempre enfrentando a única força dentro de mim e que as Reshimot que estão constantemente mudando dentro de mim são opostas à essa força. Então, eu devo atingir o equilíbrio que falamos em cada momento da minha vida.

A principal lei da natureza é que, apesar de tudo que é evocado dentro de mim, eu construo a mim mesmo de modo que eu possa ser o mais semelhante possível ao Criador, e não diferir Dele em meus atributos. Isso é o mais importante.

Ao atingir o nível atual, eu subo ao nível seguinte. Assim, eu me equilibro com o Criador em todos os parâmetros, em todos os 125 graus, tornando-me totalmente igual e semelhante a Ele, e alcançando o equilíbrio total.

No seu conjunto,esse é um esquema simples. O mundo é constante, mas ele muda dentro de mim, sempre com novas cores, e eu devo estar equilibrado com a força que dá e estabiliza o quadro atual para mim.

Da Convenção One em Nova Jersey 12/05/12, Lição 3

Olhando Para Nós Mesmos, Os Estranhos, A Partir Da Linha Média

Dr. Michael LaitmanPor que o Criador criou tudo de forma tão estranha? Ele construiu um palácio, convidou todos os Seus convidados queridos e, em seguida colocou guardas e policiais ao redor do palácio que estão testando e verificando os convidados, não os deixando passar e causando-lhes dor e sofrimento. O Criador sabia de antemão quem seria leal a Ele, quem O amaria e quem não?  Por que o Criador rejeita todos nós? É assim para que somente aqueles que conseguem superar todos os obstáculos passem, a fim de provar sua lealdade e prontidão?

A questão é que é nessa luta que o nosso desejo é formado; um vaso para receber a satisfação no palácio do Rei é construído e estabilizado. Caso contrário, como poderíamos ser capazes de construir o vaso? Afinal, ele não nos foi dado de antemão pelo Alto. Se não podíamos passar sem uma razão, isso teria que ser justificado? É como se eu ansiasse pelo Criador com todo meu coração, e aqui alguns guardas me jogassem montanha abaixo.

O ponto é que eu sou totalmente oposto aos atributos necessários para atingir o topo da montanha. Eu não sou a pessoa que eu deveria ser para me tornar um hóspede no palácio do Rei. É apenas graças aos guardas que eu mudo constantemente, ao me tornar cada vez mais adaptado.

Estas forças, certamente, são retratadas no meu ego como guardas naus e cruéis que não me deixam passar. O Criador é o mais cruel de todos eles, porque Ele é o único que colocou todos estes guardas e policiais. Ele criou a minha inclinação ao mal e todos os problemas e sofrimentos que se relacionam com ela. É como se Ele tivesse dado à luz uma criança pobre, doente e em vez de sentir pena dela. Ele mesmo batesse nela, como se a criança fosse culpada de alguma coisa.

Aparentemente, todas as nossas queixas são justificadas, mas a questão é que a única maneira de construir o vaso correto é com a ajuda dos atributos certos que nós recebemos, que não temos desde o início. Assim, a abordagem correta é dividir-me em dois. De uma perspectiva você vê o que há em seu desejo egoísta. A partir de uma segunda perspectiva, você vê o que há em seu desejo de doar, em sua ânsia de se parecer com o Criador, ou seja, de acordo com a subida da montanha, no topo da qual existe o palácio do Rei.

Seguir estas duas perspectivas chama-se “linha do meio”. Com relação ao seu desejo de receber essa é a maneira mais terrível na qual não há justiça, mas apenas o oposto! Você não será capaz de justificar o desejo de doar ou apoiá-lo tanto. Isto é porque nós devemos nos esforçar em ambos os lados, tanto do lado do ego quanto do lado da aspiração pela doação.

O importante é que você está olhando para estes dois pontos de forma independente, a partir de uma zona neutra. É como se você subisse a Keter e de lá você estivesse assistindo a esta máquina, como o Criador. Ela não pertence a você, mas é sua somente se isso ajuda você a se parecer com Ele. Graças a ela, você pode se tornar semelhante a Ele, chegar à adesão com Ele, e olhar para tudo como um meio para alcançar isso.

Assim, você pode justificar, compreender e passar por todas esses testes “acima da razão”: tanto como egoísta bem como aquele que doa. Isto porque a doação também é totalmente baseada na recepção.

Você quer se aderir ao Criador em vez de estar consetado ao seu desejo de receber. O desejo de receber é apenas uma ferramenta para você alcançar o Criador. Com a ajuda da Torá (a Luz que Reforma) você tem que transformar essa inclinação ao mal em uma inclinação ao bem com a qual você irá se aderir ao Criador.

Para se aderir ao Criador, você precisa da inclinação ao bem, mas para que esta inclinação ao bem seja capaz de ajudá-lo a se aderir a ela, você deve abordá-la a partir da inclinação ao mal usando a Torá. Toda a criação foi criada para alcançar a adesão com o Criador. A partir desse ponto de adesão, que queremos alcançar, temos que olhar todo o processo pelo qual estamos passando. Então, você vai se desprender da perspectiva egoísta e não vai olhar para si mesmo através do seu desejo de receber, através do seu ego. Você vai sempre estar acima dele e olhar para ele de fora, como um meio para atingir a meta.

É por isso que é tão importante elevar constantemente a grandeza da meta, o Criador, o grupo e os amigos. Porque isso vai ajudá-loca se relacionar com todos como com as ferramentas.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, O Estudo das Dez Sefirot

Descida É Apenas Na Subida!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos tratar o grupo melhor e trabalhar juntos de forma mais eficaz, a fim de minimizar nossas descidas?

Resposta: É impossível evitar as descidas. Nós temos que senti-las plenamente, mas com a condição de que nos elevemos constantemente acima delas. Isso significa que eu tenho que sentir a descida na subida! Isso significa que eu não sinto o “negativo” em si, mas sim o “negativo” na medida em que tenho que subir acima dele até o “positivo”.

É semelhante à técnica na qual não medimos o resistor em si, mas apenas a sua resistência à corrente eléctrica. É assim que o medimos. Medimos o fenômeno em si e não a essência do objeto onde isso ocorre, porque o fenômeno em si é inatingível.

Portanto, nós sempre almejamos subir, e em relação a isso nós medimos nossas descidas. Nós estamos constantemente nos elevando acima delas. Eu perguntei sobre isso no workshop durante a Convenção em Nova Jersy: “De onde vem a inclinação ao bem?”. Ela não existe por si só, já que o Criador não criou duas inclinações diferentes. Quando nós corrigimos a inclinação ao mal, ela se transforma na inclinação ao bem. As duas inclinações numa pessoa indicam que ela conseguiu transformar parte de sua inclinação ao mal na inclinação ao bem.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

A Reserva Comum De Energia Espiritual

Dr. Michael LaitmanNão importa o quão difícil pareça ser a realização espiritual; na realidade, não há nada mais simples. Imagine um sistema que seja completamente unificado, saudável, conectado entre todas as suas partes, nos mínimos detalhes. Tudo funciona em harmonia absoluta e aspira a uma única meta – tudo se destina à conexão, a fazer uma análise comum; em outras palavras, ao Criador que existe entre nós.

Nós O revelamos como uma consequência da harmonia que surge entre nós, através de nossos esforços constantes para nos conectar harmoniosamente. Como resultado do encontro da harmonia dentro de nossos desejos, nós revelamos a Luz que os preenche.

O Criador está em nós! Nós estamos no mundo do Infinito. Portanto, vamos pelo menos revelar o primeiro grau deste estado perfeito, o menor e mais fácil dos graus. Revelá-lo significa corresponder-se a ele, tornarem-se iguais em qualidades, atingir o equilíbrio com a Luz que preenche pelo menos o primeiro grau: Nefesh de-Nefesh de-Nefesh do mundo de Assiya.

Para isso é necessário atingir a igualdade de todas as partes do vaso comum. Mas como isso pode ser alcançado quando a igualdade não pode ser medida? A única coisa que pode ser medido é a diferença entre um e outro, o delta. Mas quando as coisas são idênticas, nós não conesguimos avaliá-las, porque perdemos a escala para medi-las. Como pode duas cores absolutamente pretas ser comparadas, ou como alguém pode comparar branco com branco? Nós precisamos de certa diferença para avaliar as coisas.

No entanto, nós devemos verificar a nossa igualdade, porque se eu não sou completamente igual a outro, eu não posso considerá-lo meu amigo, eu não estou conectado a ele por uma conexão mútua, aberta. É por isso que precisamos de duas qualidades: recepção e doação. Eu devo doar ao grupo como alguém grande em relação àqueles que são pequenos, dando-lhes a grandeza da meta, o reconhecimento da importância do Criador e amigos. Por outro lado, eu devo me rebaixar na mesma medida em relação a eles, a fim de receber a influência e apoio deles, à medida que os percebo como os maiores da geração.

Em outras palavras, eu alcanço o máximo de doação e o máximo de rebaixamento de mim mesmo. Esses dois extremos levam a minha igualdade. Eu não posso construir a igualdade sozinho, apenas considerando-me igual: esta igualdade não vale nada. A igualdade só é revelada como conseqüência de dois estados extremos: o mais alto e o mais baixo.

Quando todos no grupo agem da seguinte maneira: no máximo e no mínimo, dando tudo para o grupo e recebendo a força, o despertar, e a inspiração deles, então, é como se eles estivessem se conectando por um único tubo (canal) aberto. Antes, nós estávamos acostumados a nos conectar uns com os outros através de tubos, através dos quais fluia a energia, mas agora, todos eles se fundem e nós temos um grande lago; um reservatório comum está sendo descoberto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/12, Escritos do Rabash

Os Construtores De Uma Nova Realidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o Criador é revelado entre nós, e não em cada pessoa individualmente, como cada pessoa sente este campo de uma única força?

Resposta: A espiritualidade é doação. A doação é algo que se revela fora de cada pessoa e não dentro. Dentro de nós, nós só podemos sentir o que sentimos agora: a imagem que chamamos “este mundo”.

Portanto, se eu quiser revelar algo sobre a minha existência corpórea, algo fora do que acontece no meu corpo animal, eu preciso construir um corpo novo, diferente. Esse corpo é chamado de unificação entre as pessoas. Como elas também são criadas a partir de corpos animais, nós construímos um novo corpo entre nós, que surge entre nós e sente a nossa realidade fora do corpo.

Essa realidade se chama mundo espiritual ou realidade superior, uma vez que contém todas as forças e qualidades, o programa da criação e seu objetivo. Tudo fica ali, entre nós. Esse campo, a força superior, nos controla. É chamado de Luz, Criador, Elokim, e muitos outros nomes.

Assim, nós não temos escolha, exceto construir a união entre nós. Ao nos esforçarmos por esta união, mesmo egoisticamente, despertamos certa influência dela sobre nós e começamos a senti-la no grau chamado de Lo Lishma. Então, ela nos afeta cada vez mais, e começamos a senti-la no primeiro grau espiritual, e, depois, com intensidade cada vez maior. O poder da nossa unificação determina o poder da Luz que Reforma, a sensação de doação que está sendo revelada. No entanto, tudo isso é revelado entre nós.

Esse é o nosso trabalho. Nós só precisamos tentar imaginar constantemente este estado de uma maneira mais autêntica e real, e juntar a isso tudo o que sabemos da psicologia, ciência, e das relações entre nós. Então, vocês verão como isso é verdade. De repente, tudo se unirá.

Da Lição em Nova Jersey 10/05/12, Shamati

Recusa Com Uma Mensagem Oculta

Dr. Michael LaitmanO grupo existe apenas para revelar o Criador, a força que doa e opera em nós. Ao aderir a Ele, nós ascendemos acima da nossa existência corpórea e sentimos a vida eterna que flui em seu fluxo infinito. Os corpos mudam de uma geração para outra, mas nós regulamos a conexão com a alma e existimos nela unidos para sempre.

Nós só podemos atingir isso através da conexão e união. Embora não esteja no nosso poder unir, a Luz superior, o Criador é o único que nos une, mas com a ajuda do grupo nós podemos descobrir a necessidade para isso. Precisamos de um grande desejo, uma grande necessidade pela Luz para nos unir. Então, em que circunstâncias é que vamos querer isso? No estado de separação.

É por isso que a negatividade é revelada no grupo: conflitos, separação e alienação entre os amigos. Temos que estar prontos, temos que saber que todas essas coisas são reveladas de modo que ajustaremos a conexão entre nós e nos uniremos acima delas.

No final, a seguinte imagem é descrita: Abaixo há o ego (Ego) que separa os amigos, e nós nos conectamos acima dele pelo nosso amor mútuo (Amor). Ao mesmo tempo, não perturbamos uns aos outros. Mesmo se eu não me dou bem com os amigos, mesmo que haja conflitos, por diferentes razões, tudo acontece no nível do ego humano que nos separa. Acima dele vamos construir as conexões de amor.

O ego cresce constantemente, e nós temos que fazer maiores esforços para estarmos conectados acima dele, acima da inveja, ódio, paixão, orgulho e dominação. Eu abraço o amigo internamente, apesar de tudo que sinto contra ele.

O principal é que o amor não anula o ego, de modo que ambos irão crescer mais forte em sua resistência. O ego é Malchut (M), e o amor é Keter (K). Nós não sabemos com antecedência que tensão, que intervalo haverá entre eles (Δ), mas no final (℧) ela deve construir as primeiras dez Sefirot. Então, eu recebo um vaso onde sinto o mundo espiritual, o Criador, a Luz.

Isso acontecerá somente se Keter já cresce dentro de mim, o que significa que o desejo de amar o amigo acima do grande ódio é grande o suficiente para criar as primeiras dez Sefirot.

Todos os problemas em nossos relacionamentos devem ser examinados como apelos que nos empurram para frente. Cada “mau funcionamento” indica que somos dignos de intensificar o amor e a conexão entre nós. Se uma pessoa não pode fazer isso, se ela não conhece a ferramenta que lhe permite construir a conexão acima da repulsa, seu ego não é aumentado e ela vive uma vida normal. É somente a partir de nós que o ego crescente constantemente exige estar nas conexões mútuas.

Nós fizemos um grande trabalho nos conectando durante a convenção. Sentimos o que significa estar juntos no calor da cooperação mútua. Mais tarde, vamos sentir como nosso desejo fica mais fraco, como a tensão diminui, e como a indiferença toma conta. Assim, nosso ego cresceu, fazendo uma “pergunta lógica”: “Pra que você precisa de tudo isso? Nós já comemoramos o suficiente…”.

Este é um sentimento perfeitamente natural para a pessoa, e ela não sente que está sendo manipulada de cima e que seu ego está sendo aumentado intencionalmente com a atração da rejeição, indiferença e fadiga. Tudo é feito de propósito, para que a pessoa supere os obstáculos. Tente não esquecer isso, faça um sinal para si mesmo, tente ver como a única força que existe acima está mentindo para você e lhe confunde, de modo que você vai começar a entender acima do seu humor “em que direção o vento está soprando”, e vai alacançá-Lo.

Ao rejeitar-nos, esta força quer que nós O queiramos. É como uma mulher que está cortejando um homem e parece mantê-lo afastado, rejeitando-o, apenas para inflamar o seu desejo. A sabedoria da Cabalá chama isso de “dança”: nós estamos nos aproximando e nos afastando, uma e outra vez, até que o desejo fique forte para ser 10 Sefirot completas. Então, o Criador vai ser revelado em nós e vamos nos aderir a Ele numa verdadeira conexão.

Da Convenção no Brasil 06/05/12, Lição 5

Como Podemos Alcançar Atzmuto?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Criador nos dá tudo; Ele oferece tradutores, salas de estudo, centros de aprendizagem, etc. Por que Ele não pode nos conceder a correção?

Resposta: O Criador pode nos dar tudo, mas Ele não pode fazer a criação alcançá-Lo e tornar-se semelhante a Ele.

O que isso significa que o Criador nos concede assembleias e nos dá a terra? Por que Ele cria nossos congressos e os países em que vivemos? Pra que nós precisamos deles? Nós poderíamos ter ficado no Mundo do Infinito e pronto. Por que descemos através de cinco mundos até este reino? Para detectar os problemas e experimentar os estados que todos nós passamos? Quem precisa deles? Se você perguntar a qualquer pessoa no mundo, você vai ver que ninguém os quer.

O Criador criou apenas uma coisa: um ponto! Nada mais. A Luz entrou no ponto e começou a interagir com ele. A qualidade da Luz é a doação; a qualidade do ponto é a recepção. Eles constituem dois estados opostos: positivo e negativo, o poder microscópico da Luz (doação) e uma pequena força de recepção contrária a ela. Estas duas forças continuam constantemente a evoluir.

O Criador criou somente isso. O Criador é algo intermediário, externo, que é chamado de Atzmuto (Por Si mesmo). A fim de atingir as qualidades de Atzmuto e ser capaz de percebê-Lo, nós temos que combinar as duas qualidades em conjunto para que elas se tornem iguais, semelhantes entre si; a qualidade de recepção deve se tornar idêntica à qualidade de doação. Em outras palavras, a qualidade de recepção deve aprender a doar como o poder de dar o faz.

Quando nos tornamos igual à qualidade de doação (a Luz) nós começamos a nos equilibrar entre essas duas forças, experimentando assim a força chamada de Atzmuto, que criou a Luz e o desejo. A Luz se origina diretamente de Atzmuto e é de fato sua qualidade chamada de “existência a partir da existência”, enquanto que o desejo egoísta representa “existência a partir da ausência”. Ainda assim, ambos derivam do Criador.

Portanto, tão logo alcançamos a equivalência entre o desejo e a Luz, tornando-os paralelos entre si, nós começamos a sentir uma terceira força.

Na Cabalá, essa noção é expressa pela ideia das três linhas. A linha da esquerda representa a força do desejo (egoísmo), a linha direita significa a força da Luz (doação), enquanto a linha do meio é a terceira força que emerge da comparação entre as duas primeiras.

Quando recebemos a parte que pertence ao desejo e, ao mesmo tempo, obtemos outra parte da Luz, nós as comparamos dentro de nós de forma que elas se tornam equilibradas e equitativas; é assim que revelamos o Criador, utilizando a linha do meio.

Nós estamos falando de leis físicas aqui; não há nada além delas. É como em qualquer ciência; nós usamos o método de comparação, a fim de encontrar um terceiro parâmetro, o valor inicial. De que outra maneira podemos defini-lo?

A fim de sermos conhecidos, nós precisamos demonstrar ao menos duas das nossas qualidades opostas, de modo que ao compará-las outra pessoa possa reconhecer e entender quem somos. Apenas contrastando várias qualidades é possível compreender, medir e pesar alguma coisa.

Esta é a razão pela qual o Criador nos deu a possibilidade de existir entre o “positivo e o negativo”. Ao receber Dele e comparando o que recebemos, nós O alcançamos. Isso se aplica a todas as esferas da nossa vida. Em tecnologia, nós determinar qual é a fonte de energia sabendo quem é o consumidor. Sem o egoísmo ou a Luz que flui através do nosso ego, não podemos perceber ou sentir com quem lidamos.

Após o Criador gerar um ponto negro que é oposto à Luz, duas qualidades (positivo e negativo) continuam a evoluir por conta própria. Não há nada mais acontecendo. O ato da criação parou naquele ponto; além disso, nós vemos que o progresso acontece por si mesmo e origina os dois opostos. Não há mais interferência em Seu nome desde Atzmuto (Ele, Ele mesmo).

Nossa natureza evolui constantemente. Isso significa que podemos pronunciar: “O Criador não existe!”. Nós vemos que tudo à nossa volta está em conformidade com certas normas; a vida é definida por leis rígidas que existem universalmente.

No entanto, se nós nos esforçamos em encontrá-Lo (atingir o nível superior), nós temos que começar a equacionar. Como? Somente nos posicionando entre “o positivo” e “o negativo”. Como podemos nos colocar em tal condição? Somente se associarmos o nosso “negativo” ao nosso ego e conseguirmos ligar o “positivo” ao grupo.

Sujeito ao “nosso ego” não significa o desejo de se divertir, beber, comer ou ter muito tempo de lazer. Não. Nós queremos dizer a nossa resistência em nos conectarmos com os nossos companheiros de grupo. Este é o único fator que faz a diferença. Se continuarmos tentando nos unir com os nossos amigos além do nosso ego, acabaremos ficando com um dipolo, a força de um campo magnético, que seremos capazes de revelar o Criador dentro dele. Neste nível de fusão com o grupo, a qualidade de Atzmuto emerge.

Eu estou falando de condições e leis físicas elementares. Nós não podemos ignorá-las. O problema é que temos de estar situados dentro deste esquema. Vamos tentar!

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição 1

Verificando A Conexão Com O Grupo

Dr. Michael LaitmanNós temos que entender que existem apenas dois estados na nossa vida, em nossa realidade: um estado de escuridão, uma sombra, ou um estado de Luz, conexão, a revelação do bom e benevolente. Não há nada entre eles. Se ao ouvir sobre ele a pessoa constantemente tenta esclarecer o estado que atravessa, se é uma sombra ou a revelação do Criador, ela avançará pela linha do meio.

Baal HaSulam, Shamati, artigo 8: ” Qual é a diferença entre a Sombra Kedusha e a sombra de Sitra Achra“: “Em vez disso, todas as mudanças são nos receptores. Devemos observar dois discernimentos nesta sombra…”.

A primeira é quando a pessoa ainda consegue se unir com os amigos, superando os pensamentos sobre a separação e a “confusão” dos sentidos. Ela ainda consegue superar a escuridão e a ocultação; ela ainda entende que perdeu a meta, o caminho para o Criador.

Mas, no geral, ninguém realiza uma verdadeira autocrítica: “Por que me sinto assim? De onde vem este sentimento?”. Eu não sou o meu próprio psicólogo, eu simplesmente me sinto bem ou mal, como uma criança. Eu não calculo quem me envia esses pensamentos e sentimentos. Eu os “cozinho”, e afundo em meu corpo, como uma criança pequena.

No entanto, a pessoa deve conhecer e examinar a si mesma: “O que atraiu meus sentimentos e pensamentos? Como posso subir acima de mim mesma, do estado atual? Como posso sair deste pântano puxando-me pelo cabelo?”. A pessoa sempre olha para si mesma de lado: “Sim, estou no fundo do meu desejo egoísta. Sim, ele me controla. É verdade, ele não me permite conectar, não me deixa me levantar para a lição, me obriga a desconectar, torna a vida diária, com todas as suas relações, parecer mais importante. Mas eu vejo que estou neste estado e que ele é oposto ao objetivo”.

Como eu posso compreender e reconhecer isso? Quando eu ainda estou conectado a algo externo, ao grupo. Aí vem o momento da verdade, eu posso verificar se estava realmente conectado ao grupo ou não. Se eu não estou conectado, eu só sinto a mim mesmo: eu me sinto mal, não quero nada, etc. Além disso, eu nem dou satisfação e simplesmente sigo o fluxo, sem quaisquer pensamentos especiais ou desejos.

Mas se eu estivesse ligado ao grupo, se eu tivesse uma aliança com os amigos, segundo a qual eles devessem me ajudar, mesmo se eu caísse e me virasse para outra direção, as conexões internas seriam mantidas, eu me importaria com a forma que eles me veem, e eu não esqueceria do meu compromisso. Eles me apoiariam e eu seria capaz de me ver de lado e esclarecer meus sentimentos.

Assim, eu serei dividido em dois: o meu próprio eu e a minha atitude para com o grupo. Só então, ao me agarrar à conexão com os amigos, eu serei capaz de esclarecer e verificar a mim mesmo, e com isso iniciar a subida que se segue à descida. Caso contrário, eu não tenho chance, eu simplesmente caio e saio. Assim, a pessoa pode superar o primeiro tipo de sombra, justificando o estado atual e a compreensão de que ele foi enviado a ela pelo Criador. Então, ela pode pedir ajuda ao Criador.

Por que eu me volto a Ele? Não para me sentir melhor, porque aí eu estaria pedindo para anular a minha inclinação ao mal, que Ele criou, adicionando a Torá como tempero para ele. Então, eu deveria pedir o tempero, para que o poder do amor e doação, o poder de conexão, venha de Cima e me permita avançar em direção à outra linha.

“Quando alguém ainda tem a capacidade de superar as trevas e a ocultação que sente, justifica o Criador e ora ao Criador, para que Ele abra seus os olhos para que ele veja que todas as ocultações que sente vêm do Criador”.

Quando a pessoa fica impotente e não vê saída, quando ela amaldiçoa o Criador, os amigos e a vida, ela ainda está olhando para si mesma de lado e, de repente, vê uma chance para um grande avanço, e pode exigir que o Criador a salve. Por quê? Porque ela não aceita o estado quando a providência do Criador parece ruim, e não pode justificá-lo. A pessoa se sente mal porque pensa coisas ruins do bem e benevolente, por estar oposta à Ele. Se a vida parece ruim, é um sinal de que sou oposto ao Criador.

Nós temos que construir uma Masach (tela) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) acima de todas as situações difíceis. Mesmo nas piores situações eu preciso ver o Criador como fonte, como a Luz que está cheia de toda a abundância infinita, mas que está quebrada dentro de mim e se transforma num sentimento ruim, numa sombra, na escuridão, já que meus atributos são opostos ao bom e benevolente, oposto ao atributo de doação e amor.

Assim, nós podemos avançar cada vez que esclarecemos as coisas corretamente. O principal é descobrir constantemente este ponto: “O que eu sinto? Quem está me enviando esse sentimento? Por que estou enfrentando esse sentimento?”. Este é o princípio geral do nosso trabalho e isso é o que divide a humanidade em 1% e 99%.

Da Lição do Brasil 03/05/12 , Shamati # 8