Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Estágios Da Formação Da Mente: Despertando Vida Na Pedra

Dr. Michael LaitmanA fase dois, Bina, é caracterizada pela sua compreensão. Portanto, a pessoa que a alcança em seu desenvolvimento começa a se relacionar de forma diferente com o que sente. Mesmo quando ela sente que está na escuridão, quando se sente mal no endurecimento do coração, é como se ela estivesse numa névoa ou numa nuvem escura, mas ao mesmo tempo, ela começa a adquirir poderes, a fim de separar -se de seus sentimentos e esclarecê-los de forma independente.

Isto lhe permite concordar com o que o Criador faz com ela e justificar as ações do Criador, uma vez que Ele quer elevá-la acima de seu sentimento e deixá-la vê-lo de lado. Isso porque ela está numa situação difícil agora, sentindo dor, é ela pode esclarecer isso com a mente acima dos seus sentimentos. Então, ela consegue aceitar este estado duplo prazerosamente, uma vez que baseado nesta dupla atitude pode construir um novo estado, que é maior do que o estado anterior, e superior ao seu desejo.

Assim, a pessoa atinge a segunda fase (Behina Bet) em vez da primeira fase (Behina Aleph). Ela sobe para o nível vegetal e começa a se mover de forma independente. Ela não apenas sente o bom e o mau que se apresentam como uma pedra sem vida que não pode responder, mas começa a determinar por si mesma o estado em se encontra.

Ela justifica as ações que a ajudam a avançar e estabelece uma relação com o Criador, e determina o tratamento do Criador como o “bom e benevolente” em cada estado, incluindo os estados em que se sente bem ou mal em sua percepção egoísta. Agora, ela está em contato com o Criador acima de todos esses estados.

Mas eu quero continuar a me desenvolver e alcançar um estado tal para me “restringir” acima da escuridão. Isso significa que eu não me importo com o que sinto no meu desejo de receber; ele não afeta o que sinto com respeito ao Criador, a fonte. Eu não me relaciono com a Luz como a um prazer, como na primeira fase, que sente apenas prazer ou falta de prazer. Eu doo à Luz como na fase dois, eu elevo a Luz de Retornno ainda mais alto, não por causa de um sentimento bom, mas para me aderir ao Criador acima deste sentimento.

Isso significa que eu me uno com o processo que a Luz me faz passar, porque ele me ensina a estar constantemente conectado a ela, aos seus planos, acima de todo bem e mal. Então, eu me uno a Ele acima do meu sentimento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, Shamati #121

Boas Intenções E A Intenção Correta

Dr. Michael LaitmanPor um lado, os mandamentos “entre uma pessoa e seu amigo” são mais importantes que os mandamentos “entre uma pessoa e o Criador”, já que do amor pelos seres criados chega-se ao amor pelo Criador. Mas, por outro lado, não devemos esquecer o objetivo final: nós temos que construir corretamente as nossas relações mútuas apenas para nos conectar com o Criador.

Caso contrário, nós demonstraríamos simplesmente “idealismo”, tentando superar a crise, melhorar o sistema educacional, nos tornar pessoas melhores e mais felizes… Tudo isto está repleto de mal e leva a um colapso ainda maior. Afinal, através disso desviamos a humanidade da sua parte interna, levando-a para uma estrada lateral. Assim, as pessoas poderiam sentir um sofrimento ainda maior tentando deixar essas tentativas, não importa o quão maravilhosas possam parecer.

Nós queremos parar a fome e tornar todos saudáveis, encher todos de alegria. Mas, se ao mesmo tempo não visarmos à adesão com o Criador, com a meta da criação, se não tivermos a intenção de dar alegria ao Criador e capacitá-Lo a revelar-se, então, em vez de um caminho direto para cima, estamos escolhendo uma estrada lateral, e depois mais sofrimentos serão necessários para voltarmos ao caminho. Assim, através de nossas ações aparentemente boas, podemos somar resultados negativos, como foi dito: “É melhor sentar e não fazer nada”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

O Dia Do Senhor E A Noite Do Senhor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Do artigo do Baal HaSulam do livro Shamati, O que é o Dia do Senhor e a Noite do Senhor no Trabalho”, por favor esclareça o que significa “o dia do Senhor e a Noite do Senhor ” em oposição aos nossos dias e noites?

Resposta: Diz-se, para que desejais o dia do Senhor? Ele é trevas e não luz. A pergunta é: O que é o dia do Senhor? Se a pessoa se esforça em alcançar semelhança de propriedades com o Criador, então o dia do Senhor é um estado em que ela é capaz de doar. Não se trata de realizar seus desejos, mas sim um estado que é contrário a um desejo satisfeito, quando a pessoa exige apenas uma coisa: obter a qualidade de doação, a propriedade da fé acima da razão.

Em outras palavras, dentro de desejos em constante mutação, a pessoa sente escuridão e não se quer que a Luz brilhe neles, porque isso significaria que ela está em um estado chamado “dentro da razão”. O Criador quer que obtenhamos uma nova natureza, que irá permitir-nos sentir que somente quando nos elevamos acima a sensação de escuridão podemos realmente aprender a doar a Ele.

O que podemos doar? Apenas a nossa aspiração! Este é o ponto em que começamos a agradecer ao Criador por nos fazer egoístas, concedendo-nos enormes desejos individuais com os quais podemos brincar, e ao fazê-lo, aprender a ir contra eles. É como se o Criador quisesse preencher os nossos desejos egoístas e nós tivéssemos medo de receber Dele. É assim que subimos acima de nossos desejos; este processo dá-nos a chance de receber um “presente”, uma ajuda do Criador, que por sua vez, permite-nos perceber que o poder da nossa oposição faz o papel da verdadeira ajuda. É a nossa doação tangível para o Criador.

Nosso apelo nunca é verdadeiro, uma vez que os desejos que surgem em nós são completamente egoístas. Portanto, mesmo se nós orarmos para adquirir a qualidade de doação, nossas ações ainda são originárias do desejo de receber corrompido, o desejo que trazemos dentro de nós mesmos, o desejo de receber “por nossa causa”. É por isso que nossas demandas não são autênticas e são chamadas de “miskhak”, um jogo (brincadeira).

Por outro lado, o Criador também joga (brinca) com a gente, como é dito: Ele joga (brinca) com Leviathan. Isso significa que o propósito, que é a conexão do Criador com as criaturas, é só no jogo; não é uma questão de desejo e necessidade. Consequentemente, torna-se possível invocar e exigir que Ele nos conceda a qualidade de doação de uma maneira “não-séria”, tornado assim a Sua e a nossa seriedade equivalentes. Isso promove a nossa semelhança com Ele, a equivalência de forma.

Tudo o que temos que pedir é que na Luz constante do Criador fluamos acima de nossas condições internas que ocorrem por causa das Reshimot. Não há nada para pedir, exceto “boiar” acima das Reshimot, como se estivéssemos flutuando sobre as ondas, acima de quaisquer desejos que surjam em nós e todas as propriedades que temos. Nós devemos nos esforçar em superá-los, a fim de sermos capazes de doar ao Criador.

Esta é a única coisa que podemos dar a Ele; não há mais nada que possamos dar. Se não recebermos o poder de doação Dele, não seremos capazes de gerar estas propriedades por conta própria.

Se a pessoa fosse informada que o conhecimento formal iria ser sua recompensa por observar Torá e Mitsvot, (em vez de autossatisfação) ela diria, “Eu considero isso trevas, não luz”, uma vez que este conhecimento leva a pessoa à escuridão.

A Nação Que Se Une Acima Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Assim, em virtude da necessidade acima, a Torá foi dada especificamente à nação de Israel, apenas para os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, pois era inconcebível que qualquer estranho tomasse parte nela. Por isso, a nação de Israel tinha sido construída como uma espécie de porta de entrada pela qual as centelhas de pureza iriam brilhar sobre toda a raça humana em todo o mundo.

Não se trata apenas de uma das nações a quem, de repente, foi dada a Torá. A “nação israelita” é um conjunto de pessoas que saíram da Babilônia antiga. Elas se conectaram sob a liderança de Abraão, que as ensinou a se conectar através de laços de amor acima do ódio. Claro, elas não queriam isso, assim como todos os outros babilônios, mas aceitaram o método de Abraão. Graças à “centelha” que está oculta nelas, elas entenderam que na verdade é um método de correção e que a natureza egoísta, o ódio, foi dada para que nós nos unamos acima dela e construamos um grupo no qual haverá estes dois discernimentos, um oposto ao outro: o ódio abaixo e o amor acima. Assim, elas chegaram ao “Monte Sinai”, ao estado onde revelamos a força superior.

Quando elas se conectaram, elas começaram a trabalhar através da conexão, de acordo com método de Abraão, de Isaac, e depois de Jacob, o que significa em “três linhas”. Nesse processo, elas receberam um crescente “endurecimento do coração” e no seu trabalho atravessaram as fases de HBD, HGT e NHY, incluindo o exílio no Egito. Isso significa que sentiram os difíceis estados internos e os superaram elevando-se acima do seu ego e alcançando a necessidade de adesão. O ego separou-as muito, e elas ainda tentaram se segurar, tanto quanto podiam, pelo menos mantendo sua inclinação pela conexão.

No final, a tensão necessária entre elas foi criada. Por um lado, o ego que surgiu sob a forma das “dez pragas do Egito” e o “Faraó” inacessível no interior, e por outro lado, o reconhecimento da necessidade da conexão, que elas construíram acima delas. Elas estavam mesmo dispostas a ir ao deserto sem qualquer recompensa, apenas para ter a chance de servir ao Criador. Isto é o que elas exigiram do Faraó quando Moisés deu-lhes a mensagem do Criador: “Deixe o meu povo ir, para que eles me sirvam”.

Então, elas chegaram ao estado em que poderiam receber a Torá, o que significa a Luz que Reforma. Havia tensão suficiente entre o ego que foi revelado e a pressão destinada à conexão. Elas receberam condição de se tornar “um homem com um coração”, de “amar ao próximo como a si mesmo”, e elas aceitaram, dizendo: “Faremos e ouviremos”. Então, a revelação da Luz que Reforma começou, o que significa que elas receberam a Torá.

Assim, elas se tornaram uma nação. Agora, elas tinham uma infraestrutura coletiva que as unia: a Luz as unia. Sem a Luz, não existe nenhuma conexão entre elas, o que significa que não há nação. Portanto, Baal HaSulam diz que Israel no exílio não é uma nação, mas “um saco de nozes”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Um Passo em Frente

Devemos sempre tentar lembrar que tudo que nos acontece não é um destino cego, mas vem do Criador, e não há outro além Dele. Se eu de repente me lembro do Criador, tampouco é por acaso também, mas é porque isso é o que o Criador quer, e assim Ele me lembra isso. Portanto, eu deveria ser grato que me é dada a sensação do tratamento especial que me é dada do Alto, e eu deveria responder em conformidade. Isto significa que o Criador me trouxe para perto Dele.

Esta aproximação pode ser sentida como boa ou ruim. O sentimento está no desejo de receber, e se é um sentimento bom, eu tenho que trabalhar acima dele e tentar fazer algo para o benefício do Criador. [Leia mais →]

Sob o Comando de Ocultação

Estamos sob o controle de ocultação, o que significa que nós não sentimos o Único operando e nos gerenciando, Aquele que desperta nossos pensamentos e desejos. Assim nos sentimos como se nós mesmos estivéssemos operando a partir de dentro de nossos pensamentos e desejos.

Isto significa que se eu faço alguma coisa e consigo, então isso é o meu sucesso. Se eu não conseguir, então a culpa é minha ou do meu ego, eu começo a culpar o meu destino, ou o que me rodeia.

A ocultação é dada a nós para superá-la e descobrí-la. Aquele que nos está operando e não apenas opera em nós, mas nos opera amavelmente. Isto significa que a ocultação tem vários tons, e precisamos descobrir a força que nos opera. Assim, se queremos a liberdade de escolha em nossos esforços, empenhos e ações que estão sendo nossos, só é possível se agirmos para a revelação do Criador.

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Os Devedores

Dr. Michael LaitmanPergunta: A divisão em partes internas e externas entre “Israel” e as “nações do mundo” deve ser mantida quando o mundo inteiro atingir o fim da correção?

Resposta: Não. As letras da palavra hebraica “Israel” significam Li Rosh (eu tenho uma cabeça). Esta é a ordem da correção geral, aquela que é evocada e a qual é dado um desejo especial chamado “Israel”, e ela deve cuidar de todo o mundo servindo como elo entre o Criador e os seres criados. Não é um desejo comum já que o “ponto no coração” o gerencia pela conexão com o Criador. O atributo de doação foi inserido neste desejo, a parte posterior de Nefesh da Santidade. Este é o significado de “Israel”, Yashar El (direto ao Criador). Não se trata de certas pessoas, mas sim de um tipo especial de desejo que está conectado ao Criador, uma vez que tem o discernimento do que é doação. Apesar de ter sido oculto e fragmentado, ele ainda existe.

Como os desejos onde esta centelha (o discernimento de doação) não existe podem ser corrigidos? É possível se eles adicionarem Israel como sua “cabeça”; se as duas partes se conectarem e trabalharem juntas.

O mundo inteiro é a essência do desejo de receber que deve ser corrigido. Mas ele só pode fazê-lo através da conexão com outro desejo onde há uma centelha de doação. Portanto, as “nações do mundo” não são obrigadas a se corrigir. Por outro lado, sentem tristeza e dor, pois “Israel” não as corrige.

Este é o lugar de onde deriva o ódio que o mundo sente em relação a Israel. Claro, ninguém percebe isso, mas inconscientemente, de acordo com sua natureza, essas pessoas o sentem e expressam suas reivindicações abertamente.

A correção é o papel daqueles que pertencem a “Israel”. Eles têm que corrigir a sua atitude para com as nações do mundo o mais rápido possível. Na verdade, não há nada a corrigir em “Israel”, exceto a parte das “nações do mundo” neles. Se “Israel” processar corretamente esses desejos neles, elas vão entender como tratar os outros. Falando em termos cabalísticos AHP de Bina explica a Bina a forma como ela deve tratar ZON.

Assim, devemos primeiro corrigir “as nações do mundo” em nós, nossa parte externa, que nos permitirá conectar com a parte interna do mundo. Esta é a ordem da correcção. É nosso dever, e se não fizermos esforços para realizá-lo o mais rapidamente possível, os problemas logo chegarão. Chegou a hora, e as nações do mundo vão começar a nos pressionar, uma vez que a inclusão mútua que foi criada como resultado do exílio lhes permite sentir que Israel lhes deve.

Diz-se: “Por que foi chamado Monte Sinai? Uma vez que o ódio das nações do mundo desceu dele”. “Uma vez que Israel recebeu o método da correção. Então de onde é que todos os nossos problemas vêm? De Israel, uma vez que ele não cumpriu o que recebeu”. O método da Torá, obriga-nos imediatamente, enquanto a força superior gerencia as nações do mundo, e assim seu ódio é justificado.

Mas nós estamos avançando “contra a corrente”, esperando que os problemas desapareçam por si mesmos, sem a correção da nossa parte. É um absurdo. Afinal, estamos lidando com a força que evoca a correção. Não devemos nem pedir ou orar para que o ódio que as nações do mundo sentem por nós desapareça do mundo; só devemos nos esforçar para que ele seja corrigido. Aqui, também, não é porque seja um fenômeno desagradável, mas, pelo contrário, temos que ser gratos por ele, já que ele nos incita a nos voltar para o Criador.

Portanto, é um paradoxo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 05/06/12,“A Arvut (Guarantia Mútua)”

Infância Feliz Na Sombra Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa trabalhar acima da razão?

Resposta: Trabalho acima da razão significa doação, ou seja, eu quero assumir a forma de um doador, como o Criador, para me tornar uma pessoa amorosa, para deixar meu ego e fazer uso de mim para o bem do meu próximo, para me unir com outros a fim sair de mim mesmo. Isso significa que eu aprecio mais a doação do que minhas próprias qualidades de recepção.

Primeiro de tudo, eu quero me livrar do poder dos meus desejos egoístas e subir acima dele. Isso significa escapar da “escravidão do Egito” e alcançar a qualidade de Bina acima de Malchut. Quando eu me tornar livre e superar meu ego, que não pode mais pegar minhas pernas e me arrastar para trás, eu poderei até começar a trabalhar com esse desejo dentro dele.

Os estágios de embrião (Ibur) e alimentação (Yenika) representam a subida acima do meu desejo de desfrutar, mas o estágio de maioridade (vida adulta) está trabalhando dentro deste desejo. O trabalho sobre o desejo de desfrutar é com temor, doando a fim de doar (Hafetz Hesed), nas qualidades de Bina, tornando-se incluído no Criador, permanecendo na sombra Dele como um bebê agarrado a sua mãe, confiando totalmente nela e recebendo assim o poder de subir acima do seu ego.

Então, quando a criança cresce, ela pode entrar em contato com seu egoísmo e começar a trabalhar com ele. Isso é chamado de volta ao amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, Escritos do Rabash

Um Sistema Para A Injeção Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se os nossos antepassados estivessem correctos e os filhos atingisem a garantia mútua, a quem foi então dada a Torá, o método, realmente? Para quem é que ela se destina: para Israel ou às nações do mundo?

Resposta: A Torá foi sem dúvida destinada às nações do mundo. Diz-se que o Criador se voltou para setenta nações e ofereceu-lhes a Torá, mas nenhum destes desejos egoístas – aqueles que não têm a centelha espiritual, que não são capazes de se corrigir a si próprios mantendo-se em contacto com a Luz, e que não conseguem responder a ela correctamente – foi capaz de recebê-la. A “matéria” do desejo de receber não consegue perceber o processo de ascenção e a mudança trazida pela Luz se não tiver uma centelha.

Portanto, como pode a centelha ser inserida? Para isso, existe outro sistema chamado “o povo de Israel”, sem o qual é impossível voltar-nos para o desejo egoísta e começar a trabalhar com ele. Mesmo bilhões de anos de evolução não ajudarão se não houver a centelha de Luz dentro do ego. Os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza não conseguem elevar-se; eles são tipos de desejo que não conseguem fazer isso.

Contudo, existe um tipo de desejo (Israel) que deseja ser Yashar El (directo ao Criador). O mundo inteiro reconhece o facto de que é diferente e detesta-o sem sequer saber porque.

As crianças de Israel, por seu turno, descobrem que são diferentes, embora tentem ser como todos os outros. Existem mesmo aqueles que acreditam ser uma raça diferente, e existe um grão de verdade nesta suposição, embora seja num nível diferente. Toda a nossa história prova que existe algo especial aqui, um fenômeno especial, natural. Da mesma forma, o ódio que as nações do mundo sentem é também um fenômeno natural, e não há nada que possamos fazer acerca disso. Mesmo aqueles que nunca estiveram em contacto com os Judeus detestam-nos. Isso vem de dentro. Mesmo a pessoa que nunca ouviu nada sobre a causa de sua repulsa sente simplesmente que é diferente.

Este ódio está enraizado nas religiões, que apenas apressam o processo ao enfatizar externamente a diferença entre os grupos. Tudo deriva da diferença entre o desejo geral de receber e a parte na qual a Luz se veste, que tem de ser a ligação aos outros. Esta é a sua única regra.

Portanto, como está escrito, “O Senhor vosso Deus escolheu-vos”. Faça o que quiser, Ele escolheu-o, e pronto. Não interessa como você encare a sua missão, você irá concretizá-la de qualquer forma porque é Sua Escolha.

Não há nada de especial em você, mas é simplesmente que, depois da divisão em “povo de Israel” e “nações do mundo”, todos têm um papel, seu trabalho, seu livre arbítrio. Tudo isto é predeterminado de Cima, e ninguém é melhor que outro.

Assim, as crianças de Israel devem ensinar o método da correcção aos outros. Na verdade, de que outra forma pode você dar satisfação ao Criador se Ele inicialmente se virou para as nações do mundo? O Criador quer corrigir o desejo básico de receber, mas Ele tem de construir um sistema através do qual o processo inteiro vai passar. Assim, Israel é o sistema; portanto, faça o que tem de fazer.

Claro, este gigante desejo de receber tem de ser revelado nos vasos das nações do mundo, mas não deve haver diferença entre nós e eles, uma vez que é um vaso inteiro. No final, tudo é revelado no vaso colectivo à medida que todas as suas partes se conectam. Como está escrito, “Ele é Um e o Seu nome é Um”. No vaso geral, tudo se torna “redondo”, inseparável.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Escapando Do Rei Tolo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu já sinto a importância do Criador, o que devo fazer para conectar-me a Ele?

Resposta:  Há uma luta constante em nós sobre quem irá controlar: o Criador ou o Faraó (o nosso ego). Mas se a pessoa já sente a importância do Criador, não há dúvidas. Ela fará tudo o que pode para reforçar constantemente o sentimento da importância. Então, seu desejo vai se concentrar no trabalho do Criador para deixar de se preocupar consigo mesma.

Se eu acho que doar é importante, eu imediatamente penso em diferentes formas de trabalhar a fim de doar e não tenho dúvidas sobre o que eu deveria fazer. O sentimento de importância abre todos os caminhos e meios para mim.

Antes disso, o desejo de receber me manteve acorrentado, e eu trabalhei só para ele. Se eu descubro a importância do Criador, em vez da importância do meu ego, já posso trabalhar para ele.

Tudo é determinado pelo desejo da pessoa, que é a matéria da criação. Este desejo pode trabalhar apenas para aquilo que vê como importante. Então, todo o nosso trabalho é esclarecer o que é a coisa mais importante para nós: um rei velho e tolo sob cujo domínio nós nascemos, ou uma criança pobre inteligente, o que significa o desejo de doar e o sentimento da grandeza do Criador, que pode se desenvolver dentro de nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/12, Escritos do Rabash