Textos na Categoria 'Economia'

Distribuição Ao Invés De Ajuda

Dr. Michael LaitmanOpinião (Oxfam): “As 100 pessoas mais ricas do mundo ganharam no ano passado o suficiente para acabar com a pobreza extrema das pessoas mais pobres do mundo, quatro vezes mais, disse a Oxfam”.

“A instituição de caridade afirma que ‘uma explosão de riqueza extrema’ foi prejudicando os esforços para combater a pobreza, num informativo publicado antes do Fórum Econômico Mundial da próxima semana, em Davos, na Suíça”.

“Ao liberar o ‘Custo da Desigualdade: Como a Riqueza e Ganhos Extremos Prejudicam Todos Nós’, a Oxfam disse que o lucro líquido das 100 pessoas mais ricas no ano passado foi de 240 bilhões de dólares”.

“Em contraste, as pessoas em ‘extrema pobreza’ vivem com menos de 1,25 dólares por dia, e a instituição de caridade exigiu que os líderes mundiais se comprometam em reduzir a desigualdade aos níveis vistos pela última vez em 1990”.

Meu comentário: Instituições de caridade não podem corrigir a situação, e o que chega à população faminta não contribui para o seu desenvolvimento, mas leva à sua degradação, porque não é acompanhado da educação integral. Assim, mesmo que todos os ricos tivessem compartilhado com todos os pobres, o mundo não teria se tornado melhor. Pelo contrário, ele teria se tornado pior.

Até nós eliminarmos a causa principal dos nossos problemas – nossa natureza egoísta – todas as nossas ações, sendo egoístas, sempre trarão um resultado negativo. O único problema é que a ação está muito longe do resultado e nós não vemos a sua conexão. Nós precisamos inicialmente combinar ajuda com educação integral, não só educação. Assim nós atingiríamos o desenvolvimento da humanidade, que seria capaz de se estabelecer num novo mundo.

O Modelo Social Europeu Contradiz A Integração

Dr. Michael LaitmanOpinião (Daniel Gros, diretor do Centro para Estudos de Política Europeia, em Bruxelas): “Em reuniões de alto nível da elite da União Europeia de elite, muitas vezes ouve-se o seguinte tipo de declaração: ‘A Europa deve se integrar e centralizar a governança econômica, a fim de defender o seu modelo social numa era de globalização’”…

“Mas a afirmação de que somente uma integração mais profunda da UE pode salvar o modelo social ‘europeu’ do ataque dos mercados emergentes não é verdade. Sim, a globalização representa um desafio para todos os países membros da UE, mas não está claro como a maior integração iria ajudá-los a enfrentá-la. Mais governança econômica europeia não é uma panaceia”.

“Na verdade, não é sequer claro qual modelo social europeu precisa ser salvo. Há diferenças enormes entre os membros da UE em termos do tamanho de seus setores públicos, a flexibilidade dos seus mercados de trabalho, e quase qualquer indicador socioeconômico que se possa pensar. Os elementos comuns que são normalmente identificados com o modelo social ‘europeu’ são a busca de igualdade e um Estado social forte”.

“Mas nenhum dos principais problemas enfrentados pelos sistemas europeus de previdência social: o lento crescimento econômico e o envelhecimento da população (uma função da baixa fertilidade) – podem ser abordado a nível europeu”…

“A chave para assegurar o futuro dos sistemas europeus de previdência social e, assim, o seu modelo social, é crescimento mais rápido. Novamente, é difícil ver o quanto mais a Europa melhoraria a situação. Os obstáculos ao crescimento são bem conhecidos, e existem há muito tempo, sem ser removidos. A razão é muito simples: se houvesse uma forma politicamente fácil de gerar crescimento, ela já teria sido implementada”.

“Além disso, os formuladores de políticas nacionais têm a tendência de culpar ‘Bruxelas’ por todas as suas escolhas difíceis, criando assim a impressão em casa de que a economia melhoraria se assuntos econômicos pudessem ser geridos sem a ingerência da UE. Mais integração é pregada a nível europeu, mas implicitamente retratada em casa como um obstáculo ao crescimento”.

“Este discurso duplo de parte das elites políticas nacionais é percebido como tal pelos eleitores, cuja confiança nas instituições nacionais e da UE está naturalmente em declínio. A alegação de que a Europa precisa de mais integração para salvar o seu modelo social há muito perdeu a credibilidade. A integração é irrelevante para essa pergunta, e nas áreas em que uma integração mais profunda realmente beneficiaria a Europa, parece ser a última coisa que os líderes nacionais querem”.

Meu comentário: É necessário olhar para a pressão colocada sobre nós pelas forças naturais objetivas do nosso desenvolvimento. Nenhum problema pode ser resolvido internamente num país, mas apenas através da sua integração completa. Mas isso pressupõe uma mudança preliminar do pensamento: de egoísta para integral. Isto pode ser alcançado dentro de alguns meses pelo método da educação integral, o qual não foi realizado antes da formação da UE. Obviamente, a alegação de que a integração não vai salvar a UE é um erro profundo.

“Mulheres E Meninas Têm Sido As Mais Atingidas”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Plan and the Overseas Development Institute): “As meninas estão carregando a carga mais pesada da recessão econômica mundial: com maior probabilidade de experimentar a pobreza, uma expectativa de vida reduzida e o abandono escolar, de acordo com um novo relatório do Plan and the Overseas Development Institute (ODI)”…

“Ele diz que a pobreza atinge mais duramente as meninas da família – com uma queda de apenas 1% no PIB há um aumento da mortalidade infantil de 7,4 mortes para cada 1.000 meninas contra 1,5 para os meninos”.

“Os achados também indicam que a escassez de alimentos e a desnutrição são mais comuns entre as meninas do que nos meninos. As mulheres também reduzem seu próprio consumo de alimentos para se tornarem “amortecedores” para a segurança doméstica”.

“Como as mulheres saem para trabalhar mais horas por menos dinheiro, mais meninas são colocadas para fora da escola para preencherem as lacunas em casa com trabalho doméstico, no perigoso trabalho infantil ou até mesmo transações sexuais”.

Meu comentário: A educação integral nos leva a construir uma sociedade de iguais, provendo a todos com as necessidades básicas, e o direito de todos de participar da sua própria correção (educação e formação). Se pararmos de produzir mais do que é essencial para a existência, vamos nos livrar do trabalho desnecessário e prejudicial e seremos capazes de nos elevar ao nível seguinte ditado pela natureza, o nível da humanidade integral.

Os Espanhóis Estão Dispostos A Trabalhar De Graça

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Espanarusa.com): “A crise econômica tem decepcionado tanto os espanhóis que 14% dos desempregados com mais de 30 estão dispostos a trabalhar de graça, sem recompensa financeira. A pesquisa revelou que, entre os espanhóis que têm um emprego, 18% não recebem um salário. Três em cada quatro explicam que trabalhar de graça vai ajudá-los a encontrar uma posição paga no futuro”.

Meu comentário: A sociedade não é obrigada a fornecer trabalho a todos, mas deve cuidar de prover as necessidades básicas a todos. Ela também deve cuidar da educação integral para todos os cidadãos, a fim de trazer a sociedade ao equilíbrio com a natureza.

23 De Janeiro De 2013, Davos: Fórum Econômico Mundial

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do Business Inquirer): “A elite política e empresarial do mundo se reuniu num resort coberto de neve de Davos na quarta-feira, com o objetivo de incutir alguma confiança na economia global em meio a sinais de recuperação”.

“Cerca de 45 líderes mundiais vão conviver com cerca de 2.500 lobistas, jornalistas, capitães da indústria e economistas no resort de esqui suíço para a reunião anual de cinco dias do Fórum Econômico Mundial (FEM) “…

“Os organizadores escolheram o tema ‘dinamismo flexível, que reflete a necessidade de uma melhoria na estrutura da economia global para resistir a emergências repentinas, como a crise da dívida da zona do euro”.

Meu comentário: Enquanto os políticos e economistas não estiverem cientes do beco sem saída do desenvolvimento protecionista egoísta, não reconhecerem que o futuro do mundo está no desenvolvimento integral global, na produção e consumo sustentáveis, evitando a produção excessiva, e aceitarem a necessidade do consumo racional igualitário por todas as pessoas no mundo, até o ponto da integração plena de toda a humanidade, como o próximo estágio do nosso desenvolvimento, a crise vai inevitavelmente nos forçar a reconhecer os nossos erros através de suas manifestações dramáticas.

“A União Européia É A Vítima Da Crise, E Não A Causa Da Crise”

Dr. Michael LaitmanOpinião (José Barroso, Presidente da Comissão Europeia): “‘Essa crise não foi criada pela União Europeia. Esta crise foi criada pela dívida pública insustentável criada pelos governos nacionais e pelo comportamento financeiro irresponsável tolerado pelos supervisores nacionais’, diz ele. ‘A União Europeia é vítima da crise, não a causa da crise. Nós não somos o problema. Nós somos parte da solução’”…

“‘Às vezes no debate isso é apresentado como uma crise do euro, o que não é. A realidade é que os países que não estão no euro são alguns dos mais afetados’, diz ele. ‘Por exemplo, o país que mais mobilizou dinheiro dos contribuintes para apoiar os bancos foi a Grã-Bretanha, e não um país da área do euro. Não vamos esquecer o caso da Islândia’”.

“‘Austeridade, ele argumenta, também tem sido erroneamente caracterizada como uma política europeia’”.

“‘Algumas pessoas tentam vincular a política de rigor das finanças públicas ao euro. Isso é um mito. A Grã-Bretanha está tendo o orçamento mais restrito desde a segunda Guerra Mundial e não é membro do euro. É verdade que a estabilidade financeira na área do euro, por causa das diferenças entre os 17 países, coloca desafios específicos e isso é o que estamos tentando resolver’”.

Meu comentário: Sem entrar em discussão com Barroso, nós podemos dizer que existem leis objetivas da natureza. Conforme a semelhança com elas, nós ganhamos, e conforme a nossa diferença com elas, nós perdemos. Quanto mais nos desenvolvemos, mais sentimos a recompensa ou a punição conforme a nossa semelhança com a Natureza. Desculpas não vão nos ajudar. É possível se esconder temporariamente das críticas, mas a Rússia está pagando por seu passado “socialista”, e a Europa terá que pagar por um longo tempo pela sua unificação criada incorretamente.

“A Europa Em 2013: Um Ano De Decisão”

Dr. Michael LaitmanOpinião (George Friedman, presidente da Stratfor): “É a dimensão política que se tornou a mais importante, não a financeiro. Pode muito bem ser que a União Europeia esteja no processo de lidar com seus problemas bancários e possa evitar outros problemas da dívida soberana, mas o preço que pagou é uma recessão e, muito mais grave, o desemprego numa taxa maior do que nos Estados Unidos, e muitíssimo mais elevada em alguns países.

“Nós podemos dividir a União Europeia em três categorias, medindo-a em relação à taxa de desemprego nos EUA, que é de cerca de 7,7 por cento. Há cinco países da UE significativamente abaixo deste valor (Áustria, Luxemburgo, Alemanha, Holanda e Malta). Há sete países com desemprego em torno da taxa dos EUA (Roménia, República Checa, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Reino Unido e Suécia). Os 15 países restantes estão acima dos níveis de desemprego nos EUA, 11 têm taxas de desemprego entre 10 e 17 por cento, incluindo a França em 10,7 por cento, a Itália 11,1 por cento, 14,7 por cento na Irlanda e em Portugal de 16,3 por cento. Dois outros são incrivelmente maiores – Grécia em 25,4 por cento e 26,2 por cento na Espanha. Estes níveis estão próximos da taxa de desemprego nos Estados Unidos no auge da Grande Depressão.

“Para países industrializados avançados – alguns dos mais poderosos da Europa, quanto a isso – estes são números impressionantes. É importante considerar o que esses números significam socialmente. Tenha em mente que a taxa de desemprego sobe para os trabalhadores mais jovens. Na Itália, Portugal, Espanha e Grécia, mais de um terço da força de trabalho com menos de 25 anos está declaradamente desempregado. Vai se levar uma geração para trazer a taxa para um nível aceitável na Espanha e Grécia. Mesmo para os países que permanecem em cerca de 10 por cento durante um período prolongado de tempo, o período de tempo será substancial e a Europa ainda está numa recessão.

“Considere alguém desempregado em seus 20 anos, talvez com um diploma universitário. Os números significam que há uma excelente chance dele nunca ter a oportunidade de prosseguir a sua carreira escolhida e possivelmente nunca conseguir um emprego no nível social que previa. Na Espanha e na Grécia, os jovens – e os velhos também – estão enfrentando uma catástrofe pessoal. Nas demais, o percentual enfrentando uma catástrofe pessoal é menor, mas ainda muito real. Lembre-se também que o desemprego não afeta apenas uma pessoa. Ela afeta a família imediata, pais e possivelmente outros parentes. O efeito não é apenas financeiro, mas também psicológico. Isso cria um efeito sombrio, um sentimento de fracasso e medo.

“Também cria jovens extirpados cheios de energia e raiva. O desemprego é a raiz de movimentos contra o Estado à esquerda e à direita. Os que estão desempregados há muito tempo e que não têm esperança, pouco têm a perder, e acham que têm algo a ganhar por desestabilizar o Estado. É difícil quantificar que nível de desemprego gera esse tipo de inquietação, mas não há dúvida de que a Espanha e Grécia estão nessa zona e que outras poderiam estar.

“É interessante que, enquanto a Grécia já desenvolveu um movimento de direita radical de certo tamanho, o sistema político da Espanha, embora experimente um estresse entre o centro e as regiões autônomas, permanece relativamente estável. Eu diria que essa estabilidade é baseada numa crença de que haverá uma solução para a situação de desemprego. Sua completa enormidade ainda não afundou, nem o fato de que este tipo de problema do desemprego não é corrigido rapidamente. É profundamente estrutural. A taxa de desemprego nos EUA durante a Grande Depressão foi atenuado num grau limitado pelo New Deal, mas exigiu a reestruturação da Segunda Guerra Mundial para realmente resolver.

“É por isso que 2013 é um ano crítico para a Europa”.

Meu comentário: Embora o ano de 2013 não seja esperado como crítico, mas passando calmamente, o tempo enfraquece a União Europeia e o mundo. Há mais problemas sociais, e não econômicos, mas eles não podem ser resolvidos senão pela educação da sociedade, porque ela está perdida, não tem orientação, líderes ou objetivos. As pessoas não podem ser geridas nessas condições, mas nada de novo pode ser oferecido a elas. É por isso que os líderes desaparecem, e o barco está balançando no meio do oceano…

Onde Está Você, Europa Comum?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Daniel Innerarity Grau, filósofo espanhol e professor de filosofia na Universidade de Zaragoza, Espanha): “O poder é a capacidade de definir uma situação, isto é, de impor pela força e a manipulação, ou de forma argumentativa, a visão de alguém. Na UE, todos os membros participam disso.

“A crise do euro causou o desmembramento da fraca união que se formou em torno de certos objetivos comuns e medos igualmente compartilhados. Mas esta união era frágil e cedeu à voz poderosa de alguns Estados. Não há solução para a crise institucional da UE até que todos os Estados membros se convençam de que não são autônomos, mas interdependentes e, portanto, estão obrigados a cooperar como um todo.

“A compreensão e aceitação destas funções exige um sentido de co-pertencimento que nenhuma distinção histórica ou órgão administrativo parece capaz de proporcionar.

“A União Europeia é o verdadeiro desafio para a ideia de que um Estado nacional é a única forma de comunidade e identidade política. Uma identidade nacional uniforme não é uma exigência tanto para a democracia ou para a solidariedade. …O experimento democrático europeu é justamente uma tentativa de compartilhar direitos e responsabilidades, custos e benefícios, mas sem a garantia de uma interação nacional do estilo antigo.

“Consequentemente, a Europa é estabelecida não só através de reformas institucionais, mas também através de práticas compartilhadas. …Os governos têm que acabar aceitando, embora com relutância, o fato de que a Comissão Europeia vai ter mais poder.

Meu comentário: A abordagem egoísta de cada país em relação a EU destroça esta união, e está rapidamente caminhando para o seu colapso. A salvação reside apenas na intensa integração. Mas isso só é possível sob a condição de educar todos os membros da UE no espírito de unidade. Sua ausência antes da criação da UE trouxe todos os problemas. Mas este defeito ainda não foi corrigido. É necessário implantar a educação integral para a EU; caso contrário, vamos testemunhar o seu colapso…

Especialistas: O Desemprego Aumentará Na Zona Do Euro

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da Global Talent Strategy): “De acordo com a Ernst e Young Eurozone Forecast (EEF), 2013 será um ambiente operacional difícil para os líderes de negócios e políticos. As empresas precisam se planejar para uma “década europeia perdida”, à medida que o crescimento continuará atenuado e o desemprego vai continuar subindo ao longo de 2013, atingindo um máximo de cerca de 20 milhões. Espera-se que o pico de desemprego seja maior e mais lento, estendendo-se nas economias periféricas, onde a taxa de desemprego deverá atingir mais de 28% na Grécia, 26% na Espanha e quase 17% em Portugal”.

Meu comentário: Inevitavelmente, eles devem se envolver com a educação integral; caso contrário, a agitação vai se espalhar e incendiar toda a UE; ou seja, o erro em não implantar a educação integral obrigatória, que foi permitida quando a UE foi criada, precisa ser corrigido. O mesmo erro continua até hoje com a recepção de imigrantes; eles não são obrigados a estudar e aceitar as leis e regras que existem na sociedade para a qual imigram.

A Recuperação Da Crise Está Em Autocorreção

Dr. Michael LaitmanOpinião (Lucrezia Reichlin, professora de economia na London Business School): “‘A economia é falada em toda parte após a crise de 2008. Parecia que as coisas se recuperariam, mas na realidade, na Europa em recessão, as coisas ficaram piores desde o Verão de 2011’…

“‘Se a Europa, incluindo a Alemanha, não resolver o problema e buscar investir em “educação”, se o capital humano não for reforçado, e se o problema da corrupção não for resolvido, eu me preocuparia muito'”.

Meu comentário: Educação e corrupção não podem ser curadas sem a introdução de uma abordagem integral para a humanidade e sua reeducação.