Textos na Categoria 'Amor'

Não Há Nenhum Esquecimento Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, “O Segundo Mandamento”, Item 203: … Então, o temor se agarra de ambos os lados, do lado do bem e do amor e do lado do Din (rigor) duro, e ele está incluído neles. Se o temor está incluído no lado do bem e do amor, ele é amor completo, como deveria ser. … uma vez que existe amor somente em dois lados – GAR e ZAT de Bina – e o amor está incompleto em qualquer dos dois lados, a menos que haja temor em cada um deles, já que não pode haver Hochma sem Bina, que é o amor sem temor.

Isso explica a conclusão de todo o nosso trabalho: como alcançar o amor nos Kelim ou desejos de doação, e também nos Kelim de recepção. Em essência, isso já é a correção completa da criação em Malchut, a qual se une à Bina de tal forma que atinge Keter, onde a sua doação é perfeita em todos os seus Kelim.

Pergunta: O que é o temor?

Resposta: O temor é o primeiro mandamento, ou seja, a primeira correção que temos que passar. É a preocupação e o temor da pessoa: será que ela é capaz de alcançar a doação para com o Criador? Este é o temor: “Será que eu atingirei isso? Eu sou capaz disso? Será que algum dia eu desejarei isso?”. Então, a pessoa tem um trabalho.

Como regra geral, o nosso trabalho visa manter o que alcançamos. O Baal HaSulam escreve sobre isso na Carta nº 2 de 1920:

A sabedoria só vem com a experiência. Eu lhe aconselho a despertar o temor interno, pois o amor entre vocês pode esfriar, mesmo que a mente rejeite esta visão das coisas. De qualquer, você deveria atravessar essa dificuldade. Se alguém tiver a oportunidade de acrescentar mais amor, mas não o faz, isso será considerado uma falha.

É semelhante à forma como a pessoa dá ao seu amigo um grande presente. O amor por seu amigo, que se revela no momento da ação no coração do receptor do presente, não é semelhante ao amor que permanece em seu coração quando a ação for concluída. Dia após dia ele esfria, até que ele possa atingir o esquecimento total do presente do amor. Isto é porque a pessoa que recebeu o presente tem que inventar truques de forma a olhar para ele com novos olhos a cada dia.

A Espiritualidade é construída sobre o fato de que nós não esquecemos a inspiração que alcançamos, e nós constantemente mantemos a mesma inspiração enquanto a expandimos cada vez mais.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, O Zohar

Kabbalah é a Ciência do Amor

Uma pessoa chega a Cabala após ter despertado a necessidade de aprender sobre a Força Superior escondida, o objetivo e a razão de sua existência, e o significado da sua vida. Como uma pessoa passa por diversas etapas de seu desenvolvimento espiritual, ela chega a um ponto crítico e começa a pensar sobre as maneiras de alcançar o mundo espiritual. Anteriormente, ela costumava pensar que a espiritualidade podia ser atingida com o que ela tem, o que significa os cinco sentidos, da mente e da percepção comum da realidade.

Mas a uma certa altura, ela começa a sentir que o mundo espiritual não pode ser revelado desta maneira e que para fazê-lo, ela precisa mudar a si mesma. Foi quando se lembrou de um famoso ditado: “Eu criei a má inclinação e a Torá para a sua correcção, porque a Luz nela contida retorna um a fonte.”

Cada pessoa encara o mundo espiritual de sua própria forma. A sabedoria da Cabala define a propriedade de amor e doação, onde uma pessoa sai de suas propriedades egoístas e começa a revelar a realidade mais elevada nas propriedades de doação que são opostas à sua. [Leia mais →]

Doar? Para Quê?

Pergunta:Por que a pessoa, por acaso, desejaria a correção visando a doação?

Resposta:Não há questão sobre isso porque ninguém sabe isso sobre si mesmo. O Rei Salomão também se perguntou sobre o amor entre o homem e a mulher: quem por acaso pode entender? É uma paixão profunda, um desejo, e o desejo é criado pelo Criador. Nós precisamos somente usar todas as inclinações que podem dirigir esse desejo para a meta.

O Criador me deu todos os meios, e eu tenho que arrumá-los corretamente para avançar. Se eu não fizer isso, então Ele me ajuda me “pressionando” aqui e ali. No final, eu ainda terei que usar corretamente tudo ao meu dispor.

O desejo e o ambiente me foram dados pelo Criador. Eu preciso somente organizá-los corretamente uns com os outros, juntá-los em “Israel, Torá, e o Criador”, e usá-los como eles são programados para avançar para a meta.

Eu não faço nada além dessa “correta colocação” . E, mesmo quanto eu ponho tudo no lugar, eu primeiro e principalmente uso a Força Superior. Se o Criador não constrói minha casa espiritual, então quem irá construir?

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Da 1a parte da Lição diária de Cabala em 10/02/11, Escritos do Rabash

A União De Vinte Bilhões De Pessoas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós vemos que o homem é um predador. Todo o significado de sua existência é para devorar o seu vizinho e chegar ao seu próprio objectivo. Se alcançarmos a garantia mútua e a população da Terra aumentar para 20 ou 25 bilhões, como é que tudo isso realmente vai acontecer?

Resposta: Qual é o problema de ter vinte bilhões de pessoas? Imagine que todos eles são seus parentes e você se sente como um todo com eles. Não te incomoda nada que eles estejam juntos com você. Pelo contrário, você muda sua atitude para com eles: Você se sente bem quando todos estão o mais perto possível de você.

Pergunta cont.: Mas o que acontecerá se não houver limites?

Resposta: Cada pessoa faz um limite em si mesmo. Imagine uma mãe que tem vinte milhões de crianças. Será que este número a preocupa, se ela tem tudo o que precisa? Ela existe no mundo do Infinito, ou seja, no mundo da Luz absoluta, da satisfação, da realização e da abundância.

Naturalmente, é difícil imaginar como uma pessoa muda. Mas se você está ao lado de seu amado e realmente o ama, sem qualquer cálculo, então você quer ficar com ele o tempo todo. Você sempre quer estar ao lado dele e tão perto quanto possível.

Então, qual seria o problema de ter vinte bilhões de amados? Você não vai sentir que há vinte bilhões de pessoas. Você vai sentir que elas estão todas juntas com você. Este estado é o mais conveniente e confortável.

Na realidade você não vai dividi-las em vinte bilhões, mas só há um você. Isso se chama inclusão.

O nosso obstáculo é um problema psicológico. Não podemos imaginar como isso vai acontecer. Nós imaginamos que existimos num corpo, mas quando atingimos a garantia mútua, em vez dos corpos sentiremos o potencial interior de cada pessoa.

Da 2a Lição da Convenção em Berlim em 28/01/11

Peça E Você Receberá!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tenho certeza que cada um de nós quer construir um ambiente que possa empurrar-nos para frente, pois isso é tudo que falamos. Por um lado, nós desejamos, e por outro, descobrimos a nossa incapacidade de escolher esse ambiente, embora todos desejem, procurem e ouçam que é necessário. Como nós sairemos desse estado?

Resposta: Você está me perguntando sobre como “ser coerente com o discurso”, passar para a ação interna no coração? Peça ao Criador! Não há nenhuma possibilidade disso ocorrer simplesmente por si mesmo. Você precisa continuar implorando.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/01/11, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “Dois Pontos”

A Liberdade Só Existe Quando Você Ama

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós estamos no sistema comum de almas e alcançamos o nível do Criador, nós ainda permanecemos como engrenagens nesse sistema?

Resposta: Sim, quando estamos nesse sistema e somos semelhante ao Criador, permanecemos ainda como engrenagens. No entanto, cada um de nós ganha liberdade absoluta, porque ao girar juntamente com todos, de acordo com os desejos de todos os outros, é que a pessoa sente a liberdade total.

Se eu os amo e giro somente por eles, com todas as suas qualidades, eu sou totalmente livre. É claro que do ponto de vista egoísta isso parece contrário. Mas se eu os trato de forma altruísta e com amor, isso é exatamente assim. Isso é porque eu não tenho nenhum outro desejo além de girar por eles. Se eu tenho essa oportunidade, eu sou livre.

Da Lição em Moscou em 14/01/11, O Zohar

Cabalistas Sobre A Torá E Mandamentos, Parte 17

Queridos amigos, por favor, façam perguntas sobre essas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Torá Desenvolve o Reconhecimento do Mal na Pessoa

Consequentemente, o que se deve fazer para vir amar o Criador? Para esse propósito nos foi dado o remédio (Segula) de se engajar na Torá e Mitzvot (Cabalá) pois a Luz neles reforma. Há Luz lá, que deixa a pessoa sentir a severidade do estado de separação. E, lentamente, assim como a pessoa tem a intenção de adquirir a Luz da Torá, o ódio pela separação é criado nela. Ela começa a sentir a razão que ocasiona que ela e sua alma sejam separadas e afastadas do Criador. (Somente a parte interna da Torá, a Cabala, é capaz de atrair a Luz que Reforma. Então, a pessoa irá sentir que ela é uma egoísta e irá desejar a correção). – Baal HaSulam, Shamati, Artigo 34, “O Benefício da Nação”

Material Relacionado:
Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 16
Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 15
Cabalistas Sobre A Torá E Os Mandamentos, Parte 14

Vivendo Como Uma Alma

Primeiro, nós temos que desenvolver um relacionamento descrito como “Não faça ao outro o que você mesmo odeia”, seguido por “Ama o próximo como a ti mesmo”. Nós somente precisamos determinar quem é o “outro” (o amigo), quem sou eu, e o que “fazer” significa. Isso tem a ver com as ações da pessoa em relação ao amigo, que tem que adquirir uma forma tangível nesse mundo em toda raça humana.
No final, tais relações irão se aclarar entre todos os humanos, o que pode ser chamado de mundo Infinito, e significarão a correção final (Gmar Tikkun). Aqui, nessa esfera chamada Terra, entre esses corpos animados, nós iremos estabelecer os relacionamentos que se chamarão nossa alma infinita.
Quando alcançarmos esse ponto, nós nos encontraremos em outro mundo. Não haverá mais a necessidade de experimentarmos toda essa materialidade, e ela irá desaparecer de nossa percepção. Mesmo agora, ela existe somente na nossa percepção, enquanto que toda essa realidade é apenas imaginária. Esse é o único propósito de nossa existência na terra. Este é o lugar onde tudo acontece.
Antes da queda do Templo quando as pessoas viviam em alcance espiritual, elas não viviam realmente em outra galáxia ou dimensão, viviam? É verdade, de qualquer forma, que internamente elas viviam em outra dimensão com uma atitude diferente. Porém, junto com isso, esse mundo, a natureza inanimada, vegetativa e animada ainda existia, e todos viviam uma vida normal. Elas criavam gado, administravam propriedades, davam à luz crianças, tinham empregos, e pagavam taxas.

Porém, o relacionamento entre elas era espiritual uma vez que todas viviam em doação mútua e a mantinham com o melhor de sua habilidade. Cada pessoa era importante no nível de sua habilidade de doação. O julgamento era feito baseado no mesmo princípio: do ponto de vista de quanto dano a pessoa trouxe para a sociedade e quão repentinamente seu desejo egoísta se expandiu.

Foi desse jeito que o povo de Israel, a quem Abraão conduziu para fora da Babilônia, viveu até a queda do Segundo Templo. Agora, no grupo, nós temos que atualizar o que a sabedoria da Cabalá nos ensina na prática, isto é, que nossas relações internas devem ser baseadas em amor e união para que possamos viver como “uma só alma”.
Isso não tem nada a ver com a proximidade externa. Nós não precisamos na verdade comer do mesmo prato, viver na mesma casa, e manter uma família coletiva. Isso é sobre relacionamentos internos.

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Da 4ª Parte da Lição Diária de Cabala, 12/1/11, “A qualidade da sabedoria oculta” – no geral”

Olhe Para Dentro De Você Mesmo E Não Se Afaste

Pergunta: Como eu posso verificar se minha intenção está realmente dirigida ao Criador? Que teste prático a ciência da Cabalá tem a oferecer?

Resposta: A Cabalá oferece algo muito simples: trabalho no grupo, que acelera seu desenvolvimento pessoal e abastece você com um fundamento prático. Dentro do grupo a pessoa pode encontrar o lugar para a revelação do Criador, o lugar da doação ao Criador. Geralmente nós alcançamos a meta pelo caminho do estudo mútuo e da unificação com os amigos.

Ao mesmo tempo, não importa o que façamos, é importante ter a certeza de que nós não suprimimos nosso egoísmo, tentando fugir das sensações más. Afinal, a pessoa passa a maior parte do seu tempo encobrindo seu ego.

Dentro de nós há ódio, inveja, cobiça, ambições, e outros atributos de interação com os outros. Algumas vezes esses desejos são tão pequenos que a pessoa nem ao menos discerne o mal neles. Assim, sempre que eu olho para alguém eu inconscientemente ou conscientemente faço um cálculo: quão melhor sou do que ele, quanto eu não aceito dele, quanto poder eu tenho sobre ele, quanto eu posso usar dele, e etc..

Eu sempre tenho que me sentir mais alto do que o próximo de alguma forma. Mesmo se eu não tenho nada para criticar, eu ainda sou mais alto.

Assim, se eu não obscureço minha atitude egoísta, então a cada segundo eu revelo uma oportunidade de trabalho. Em geral, minhas sensações são chamadas “ódio infundado”. Minha natureza dita que eu o sinta por cada pessoa. Mas, eu posso imediatamente construir uma boa atitude, amor acima dele?

Eu odeio cada pessoa por alguma razão e se eu não oculto isso de mim mesmo então eu posso trabalhar incessantemente até que cada situação se torne um meio para ficar mais perto do Criador.

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Da 1ª parte da lição diária de cabala, 6/1/11, Escritos do Rabash.

Amor Sábio

Dr. Michael LaitmanSe o Criador deseja levar-nos à semelhança com Ele, então como pode Ele fazer crescer em nos o sentimento da Sua grandeza, o valor da qualidade de doação, de forma que possamos querer trocar o nosso estado de existência pelo Seu? Ele não tem muita escolha, e nós somos forçados a subir em pequenos passos tentando sempre escolher um degrau mais elevado, acima do nosso estado presente.

Por causa disto, o Criador não pode revelar o Seu amor para connosco! De facto, se o amor fosse revelado, iria imediatamente arruinar toda a escadaria de degraus espirituais e tudo o que os diferencia.

Uma criança é a cabeça de uma família e exige constantemente dos seus pais, assumindo que eles vivem para ela. Ela tira vantagem do seu amor. Se, contudo, ela estiver em casa de qualquer outra pessoa, ela age de forma totalmente diferente: não irá fazer exigências como faria em casa; será tímida e assustada. Mas em casa, ela não tem nem vergonha nem medo.

Nesse sentido, se o Criador desvendasse o Seu amor para connosco, nós, como crianças mimadas, nunca seriamos capazes de apreciar a Sua grandeza e ascender até Ele. Neste mundo, somos conduzidos pelo instinto natural que nos empurra a crescer e evoluir. Mas no mundo espiritual, este instinto animado não existe. Temos de desenvolver tal desejo por nós mesmos.

Além disso, se o Criador Se revelasse como alguém com Amor, ignorá-Lo-íamos em tudo. Assim, Ele deve esconder-Se de forma a dar-nos a oportunidade de evoluir e apreciar a Sua magnificência na escuridão. Na luz, nós não seríamos capazes de o fazer.

É precisamente sobre isto que as forças impuras (Klipot) se queixam: elas gostariam de descobrir o Criador antes de receber a tela. Em tais casos, não seríamos de forma alguma capazes de atingir a doação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 3/1/2011, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”