Textos na Categoria 'Amor'

Missão Possível

Celebração da Pessach (Páscoa) é um momento especial. É como se estivéssamos envoltos em uma névoa sútil provocada pelo cansaço que vem do nosso estado usual. É um momento especial em todo o mundo, quando as Luzes Circundantes estão fazendo o trabalho de acordo com a ordem proveniente das leis de ramos e raízes.

Além disso, estamos entrando um feriado que se refere diretamente a nós. Não há raiz espiritual mais e mais vital para nós do que a da Páscoa. É tudo que queremos. Tendo saído do egoísmo, repetidamente nos lembramos do êxodo do Egito e só corrigimos várias vezes no restante do caminho todo, até o final da correção. Afinal, devemos conter-nos completamente do Egito, de tal forma a transformá-lo em seu oposto: Doação. [Leia mais →]

Entrando Em Uma Nova Terra

Pergunta: Quais são os principais sinais que mostram que uma pessoa está proxima de sair do Egito?

Resposta: Um grande desejo de se unir com os outros é um sinal de estar perto de escapar do Egito, porque uma pessoa entende que somente através da união com os outros ela pode ser salva. Ao mesmo tempo, ela vê que é incapaz de fazê-lo porque não existem faíscas de doação dentro dela.

Ela também detecta a existência da força superior “é que não há outro além Dele”. Essa força dá-lhe os dois estados mencionados e ela está pronto para crescer com essa força fora do seu estado para chegar à conexão.

Minha conexão com os outros é chamada de “êxodo do Egito.” Significa que eu estou fugindo do meu antagonismo com os outros e do meu próprio mal para liberdade e bondade. Esta é a liberdade do anjo, a separação da morte, que percebo como a morte. E eu obtenho uma conexão com os outros, que para mim representa a vida.

Quando eu entrar em sintonia com a rede, onde todos estão conectados, isso é chamado de “entrar numa nova terra”, um novo desejo governado pelo Criador, a força da doação.

[40708 ]
Da 1a Parte da Lição Diária de Cabala, 21/04/2011, Shamati #90

“Vestido” Em Outra Pessoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o caminho do amor é tão difícil e confuso?

Resposta: Nós é que somos confusos.

Eu sou dirigido pelo desejo egoísta e tudo que sinto e penso está dentro dele, para meu próprio benefício. Portanto, como posso fazer um cálculo diferente – não para meu benefício?

Imagine que você se “veste” em outra pessoa e começa a fazer cálculos  a partir da perspectiva dela. Foi apenas a 100 anos que as pessoas começaram a entender tais conceitos. Não é um acidente que esse período foi resumido por Freud e Einstein, que não só fizeram descobertas originais, mas também tiveram amigáveis conexões um com o outro.

Depois de centenas de milhares de anos de desenvolvimento, foi cerca de um século atrás que as maiores mentes da humanidade finalmente inventaram a psicanálise – em outras palavras, começaram a analisar o homem internamente no nível material. Somente então, eles começaram a pesquisar a percepção humana, “Eu e o mundo circundante, eu e o próximo”.

Isso não é simples. Levou um longo período de tempo para se acessar a alma animada do homem, e isso não está nem perto da espiritualidade. Todo o problema é que nós não podemos e não queremos nos vestir nos outros. A sociedade tem que assegurar que cada pessoa irá fazer isso, que cada pessoa tentará fazer isso e começará discernir como ela aparece aos olhos do próximo e o que o próximo deseja.

Isso é muito difícil, mesmo que só envolva exercícios psicológicos no plano do nosso mundo, que ainda nem se relaciona com a espiritualidade. Você quer mais? Vá em frente. Organize um ambiente que irá finalmente começar a influenciar você.

O caminho é longo exatamente porque ninguém influencia você. Não há progresso sem influência social. Onde a pessoa poderia pegar os detalhes espirituais de percepção? Somente do ambiente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

Exercícios De Doação

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “O Propósito da Sociedade”: Para alcançar a doação ao Criador, é necessário primeiro doar ao homem, o que é chamado amor ao próximo.

Nossa natureza é completamente oposta ao amor ao próximo. Eu amo somente a mim mesmo. Todos os meus cálculos, conscientes e inconscientes, são construídos exclusivamente em benefício próprio.

O jeito que eu me sento, o jeito que eu aparento, o jeito que eu penso, e o que vejo – tudo isso é canalizado através do filtro do meu egoísmo, deixando-me somente com as coisas que podem me beneficiar ou me colocar em perigo. Tudo tem que servir ao meu bem-estar pessoal. Essa é minha natureza.

Porém, eu tenho que alcançar a doação universal, o amor universal, a eterna força do Criador, a vida eterna. E para fazer isso, eu preciso fazer exercícios preliminares no grupo. Por isso Rabash continua:

O Amor ao próximo é possível somente quando você se rejeita.

Um vem no lugar do outro. Doação e recepção não podem viver juntas uma com a outra.

Eu tenho 613 desejos e, como um todo, meu desejo atua somente para seu próprio benefício. Essa é a situação no começo. Então, eu começo a eliminar “parte por parte”, começando com os desejos mais fáceis e progredindo para os mais difíceis.

Porém, eu tenho que alcançar a doação universal, o amor universal, a força eterna do Criador, a vida eterna. E para fazer isso, preciso fazer exercício preliminaresno grupo. É por isso que o Rabash continua:

É assim que eu me corrijo, passo a passo, e no lugar de parte do desejo egoísta, eu adquiro o desejo de doar. Nesse meio tempo, no resto dos meus desejos eu ainda permaneço na intenção “para meu próprio benefício”. É assim que eu corrijo partes de mim.

Porém, há uma condição: se eu corrigi pelo menos um dos meus desejos pela doação, então o resto não pode mais permanecer na intenção egoísta. Por isso eles têm que passar por uma restrição.

Eu tenho um grande vaso e, a princípio, ele é inteiramente dirigido ao autobenefício. Primeiramente, eu faço uma restrição e somente então sou capaz de transformar o primeiro, o menor desejo, em doação aos outros.

Assim, eu tenho um grande desejo. Eu faço a restrição nele e corto uma camada mais fina de mim mesmo. A partir desse pedaço, eu sou capaz de efetuar a doação. Enquanto isso, as restrições dominam todos os outros desejos. Então, eu corto uma segunda camada, depois uma terceira, e é assim que eu as corrijo uma após a outra.

Dois desejos não podem co-existir em uma pessoa: um dirigido para si mesma e um dirigido para a doação. Afinal, eles são opostos entre si. Para a pessoa ser capaz de adquirir até mesmo o menor desejo de doação, todos os outros desejos têm que ser restringidos.

Da 5a Lição da Convenção NÓS! 02/04/11

Oração Pela Sociedade

Dr. Michael LaitmanVocê e eu não fomos criados por acaso. O Criador quis que a criação se tornasse igual a Ele, e tudo que está acontecendo conosco está nos levando em direção a esse objetivo. Portanto, temos de seguir este caminho compreendendo que estamos divididos, separados, e odiamos uns aos outros. No entanto, recebemos a força para nos unir acima desse ódio, que aumenta gradualmente cada vez mais. Isso porque não podemos vencer e superar todo o ódio que reina em nós ao mesmo tempo. Mas, se pudermos vencê-lo gradualmente, passo a passo, vamos adquirir a qualidade da doação, da atenção mútua, do cuidado, a qualidade de Bina, que não nos permite fazer ao outro aquilo que odiamos. Depois disso alcançaremos o amor ao próximo “como a nós mesmos.”

É por isso que toda a ciência da Cabalá, que é chamada de ciência da verdade, só fala sobre a unidade. É porque dentro da unidade, nós, as pessoas, alcançamos as qualidades do Criador.

Se as pessoas se reúnem e se unem em um só desejo, a fim de multiplicar as forças de cada pessoa e dar a cada um a garantia de que através de seus esforços comuns eles irão atingir o objetivo desejado e irão ganhar mais confiança, isso é chamado de “uma sociedade de palhaços e mentirosos”. Isso é porque eles pensam que através de sua união serão capazes de obter maiores benefícios egoístas. Portanto, a sua oração comum vai agir de modo destrutivo, separando-os da meta.

A pessoa tem que entender que ela se une com os outros apenas para discernir como ascender acima da sua natureza. Não é para receber maior força da sociedade ou para satisfazer as exigências de seu egoísmo, mas para entrar dentro desta sociedade e começar a doar a ela. Esta é a única força que devemos procurar.

A força da doação para a sociedade vem da Luz, do Criador, do que está oculto dentro do relacionamento da pessoa com a sociedade, o grupo. Ou seja, o grupo deve ser composto por pessoas que se unem precisamente para atingir o Criador, a qualidade comum da doação.

O Criador não existe separadamente da criação. A qualidade da doação comum não existe a menos que haja uma pessoa que a revele. Portanto, se a pessoa se inclui no grupo que aspira à qualidade da doação e lá deseja encontrar essa força, para atingir essa qualidade, ela começa a compreender, a partir de sua unidade com outros, que esta preocupação com a sociedade, dentro da qual existe a qualidade da doação, ou a preocupação com o Criador, que é a mesma coisa, é a oração da sociedade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

O lugar onde o Criador não reside

Pergunta: Em uma de suas palestras o senhor disse que uma pessoa deve adicionar o Criador à sua lista de amigos. O que significa isso nonosso trabalho espiritual?

Resposta: Se você perguntar a psicólogos, eles podem te dizer sobre o que acontece com um jovem casal que acaba de se casar. Quando eles começam a viver juntos, após o período de lua de mel acabar, lá vem um período de reclamações mútuas, tensão, insatisfação, os conflitos, e agora eles têm que trabalhar muito duro para continuar a viver juntos.

Esses prazos podem ser longos ou curtos , e isso depende inteiramente do exemplo que viam na casa dos seus pais. Neste momento, um jovem casal precisa de conselhos de psicólogos ou pais para ajudá-los a se conectar com base no respeito mútuo e compromisso, em vez do amor.

Eles têm que aprender a não pressionar os seus botões, que causam os conflitos entre eles, enquanto eles permanecem dentro dos seus egos egoisticamente anexados ao seu parceiro. Isto é o que acontece em nossa vida diária. No entanto, esta abordagem não funciona no nosso desenvolvimento espiritual.

Enquanto avança na espiritualidade, uma pessoa tem que olhar para esses pontos de tensão e torná-los visíveis em vez de escondê-los, porque “a Torá vai sair”, precisamente a partir desses pontos. Se uma pessoa vê-los corretamente, desejando discernir e utilizá-los, a fim de reformar a si mesma, então ao invés de exigir algo mais, ela se esforçará para atingir o seu próprio mal interior.

Isto só é possível quando uma pessoa anda junto com o Criador, como se estivesse segurando a sua mão, como está escrito: “Venha para o Faraó comigo!” É preciso discernir o Faraó, este mal interno e, em seguida domá-lo, reformá-lo, unificar-se com ele, e fugir dele. Mas enquanto estiver trabalhando com o mal, a pessoa deve estar sempre ligada à finalidade e utilidade do Criador a força.

Todos os conflitos, discussões, e as tensões podem ser reveladas entre os amigos no grupo apenas sob a condição de que eles lutem pela unidade, se realizarem esforços para se unirem. Só então eles vão ver que eles se odeiam e não têm qualquer desejo de fazer um ser. Portanto, eles devem trazer o Criador para que assim ele possa reformar esse ódio. Afinal, é o Criador, que mostra o homem, onde reside o seu mal. Este é o lugar onde Ele não habita o lugar sem luz.

[37869]

A partir da lição de 2/25/11, Escritos do Rabash

Material relacionado:

O Sistema de Trabalho Mútuo é a Chave Para o Sucesso

Egoísmo E Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode o prazer que se obtém da espiritualidade ser egoísta?

Resposta: Com certeza pode. A espiritualidade é amor e doação.Estou disposto a doar e amar você, se isso me vai beneficiar. E se não, então por que eu deveria? Isso é chamado de Klipa (casca), e esta é a corporalidade, não a espiritualidade.

Cada um de nós é capaz de amar dessa forma. Eu amo meus filhos porque eles são meus. Mas se eles não são meus, eu não tenho respeito por eles. Eu posso amar alguém se meu bem-estar depende deles, mas se isso não acontecer, eu não preciso deles. Em outras palavras, eu te amo e invisto porque recebo um benefício pessoal a partir de ti. No entanto, isso não é amor e doação, é usar os outros.

Amor e doação descritos pela sabedoria da Cabalá não têm nada a ver com o recebimento para eu mesmo. Eu simplesmente amo a fim de beneficiar outra pessoa. Isso é ainda maior do que o nosso amor por nossos filhos, porque nós amamos os nossos filhos instintivamente.

Devo chegar ao tipo de amor por um companheiro que não beneficie o meu egoísmo. Mas se o meu egoísmo recebe algo deste amor, não é amor: eu simplesmente amo e satisfaço a mim mesmo em um círculo vicioso. Assim, tudo é definido pela minha intenção. Mas como posso verificar a mim mesmo?

Eu tenho que subir para o tipo de amor onde eu só estou preocupado com o outro ser humano e não comigo mesmo. É algo que devemos saber porque a natureza nos forçará a atingir este nível. Segundo o programa da criação, devemos nos tornar semelhantes ao Criador. O Criador é bom e faz o bem sem olhar a si mesmo. Ele deseja preencher-nos e isso é chamado de amor.

Como podemos nos aproximar deste estado? Minha intenção atual só pode ser corrigida pela Luz que Corrige. Ela criou o meu egoísmo e agora pode elevar-me acima dele, realizar um milagre: me tira do Egito. Quando eu subo, começo a me corrigir.

Essa Luz só pode ser detectada através do estudo da sabedoria da Cabalá. Durante a leitura de O Livro do Zohar, a pessoa começa a perceber que a Luz está agindo sobre ela. O estudo contém em si uma força que transforma. Diz-se, a este respeito: “Eu criei a inclinação ao mal, e dei a Torá para sua correção, a Luz que leva a pessoa de volta ao bem”. É por isso que a sabedoria da Cabalá está sendo revelada em nosso tempo e está se tornando disponível para todos.

Do programa de TV “Pergunte ao Cabalista”, 04/04/10

O Zohar Para A Nossa Geração

Dr. Michael Laitman“Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “O Décimo Segundo Mandamento”, item 245: … [é] dito sobre a décima primeira Mitzva e não sobre esta Mitzva. De fato, o Zohar mistura-as logo no início da décima primeira Mitzva, pois diz: “Há duas Mitzvot aqui”. O impressor, no entanto, a dividiu em duas.

O Livro do Zohar em sua forma inicial foi um comentário sobre toda a TaNaCh (a Torá, Nevi’im ou os Profetas, e Ketuvim ou as Escrituras), o que implica que o seu volume era muito maior do que o que chegou até nós. Mas, por razões diversas, a maior parte do Zohar desapareceu, e nós temos que aceitar o que restou do texto original que nos foi dado pelo governo superior para que possamos nos corrigir.

Evidentemente, não precisamos mais que isso. Cada geração é dotada do que é necessário para o tipo de almas que aparecem nessa geração no nosso mundo corpóreo.

Portanto, temos que abraçar o Zohar como ele veio até nós, já que seus componentes são impressos e misturados. A Luz que emana deste Livro nos corrige; seu efeito é evidente. Nós devemos aceitar tudo como um fato e fazer o trabalho que somos responsáveis.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/02/11, “Introdução do Livro do Zohar”

A Doação É Invisível Mas Infinitamente Importante

Dr. Michael LaitmanNo caminho espiritual pergunto-me a mim mesmo o que parece ser uma questão irresolúvel sobre como ultrapassar a minha inclinação ao mal, o egoísmo. Os Cabalistas dizem-lhe, “Você tem de tentar”. Perceba isto: O Criador é verdadeiramente oposto à sua natureza; a qualidade de doar é extremamente odiada por você; você não pode sequer pensar sobre amor ao próximo, sem falar na sua implementação.

Portanto o que deve você fazer? Mova-se gradualmente. Faça acções que o levem à oração. Escolha todos os meios possíveis e truques de forma a ainda assim sentir a importância da qualidade de doar e de a colocar por baixo da qualidade de recepção. Mesmo se é repulsiva à sua natureza, mesmo se sente que não quer doar porque acha a doação muito azeda ao gosto, então pelo menos com a sua mente você irá ainda assim começar a valorizar esta qualidade pelo seu tamanho e grandeza pelo facto de ser a qualidade do Criador. Ela governa o mundo e é respeitada pelo ambiente em que você entrou.

Usando vários truques, você evocará a Luz que Corrige. Por outras palavras, ao estudar, trabalhar no grupo, e disseminar, você preparará a sua intenção: “Eu quero a influência da Luz. Eu quero que a Luz, a força de doar que criou o meu desejo, isto é a força de recepção, me influencie, influencie o meu desejo, e lhe adicione a intenção de doar”.

Você não sabe exactamente o que é que está a pedir, mas tente na mesma. Afinal de contas, você quer revelar o Criador, isto é, a qualidade de doar. Você quer sentir o mundo superior, viver na qualidade de doação. Você quer revelar o Kli comum, a alma comum, ou seja, viver com a preocupação por todos os outros desejos, que lhe serão revelados na forma do sistema da alma única. Gradualmente, graças à intenção antes e depois do estudo, juntamente com os amigos você atingirá algo chamado de “milagre” e irá começar a sentir que mais e mais, você realmente respeita e valoriza a qualidade de doar.

De repente, torna-se muito importante para si. Reina no mundo inteiro porque a doação não tem de ser exprimida. É primário; de facto, é a inteira força da vida em toda a realidade. Esta qualidade suporta o nível inanimado, ascende ao nível vegetal, dá forças vitais ao nível animal, e dá ao homem união e conexão com o Criador.

Quando este “milagre” acontece a uma pessoa, de repente ela sente amor e conexão com essa qualidade. Um sentimento especial emerge dentro dela em relação à qualidade de doar. Está pronta para receber dela tudo o que queira dar, fazer qualquer coisa só para se assemelhar a ela e dar-lhe prazer. Uma pessoa sente que é capaz de fazer isto e aquilo e portanto leva bondade à qualidade de doar, o Criador.

Tudo isto ocorre dentro de mim sob a influência da Luz. Contudo, apenas acontece na medida dos meus esforços, em conformidade com a sua qualidade e quantidade. Antes de estudar, preparo-me ao perguntar: Para que é que estou a estudar? Porque é que estou a abrir o livro? A resposta é que é unicamente para adquirir a qualidade de doar, revelar a força de doar, revelar o Criador e fundir-me com Ele. Por outras palavras, é no sentido de me unir com a força de doar de forma que ela comande dentro de mim, para que se transforme na minha intenção acima do desejo.

É assim que uma pessoa avança até que o desejo egoísta se lhe revele por completo, onde a força de doar se tornará uma intenção para ela, o desejo de doar acima do desejo de receber. Então o desejo de receber e a intenção em prol da dorção irão estar juntos e a pessoa atingirá a adesão com o Criador.

É assim como nos apreendemos a nós mesmos correctamente. Está escrito sobre isto que “Israel transporta consigo o desejo do Criador.”

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/2/11, Escritos do Rabash

Ouvindo A Melodia Do Mundo Espiritual

A imagem inicial que aparece frente ao iniciante que lê O Livro do Zohar é muito desordenada. Ele fica confuso, não entende que tipo de linguagem está sendo  usada exatamente – a linguagem da Cabalá ou falando através de Luzes, Kelim, e Partzufim, ou na linguagem de histórias.

Frequentemente, o mesmo parágrafo no Zohar usa uma mistura de linguagens. Por exemplo: por um lado ele fala sobre Adão e Eva, a serpente etc.. Por outro lado, ele fala sobre Malchut e Zeir Anpin e como eles se unem, alcançando ZAT ou GAR de Bina. Isso é assim porque o mesmo pecado e sua correção que é descrito na Torá pode ser descrito em duas linguagens – aquelas da Tanach, Halachot, Hagadot(histórias) e Cabalá. Porém, a pessoa não conecta tudo isso ainda. [Leia mais →]