Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 163
Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 163
Se tudo vem do Criador e a pessoa não existe verdadeiramente de forma independente, como podemos compreender a punição?
O fato de tudo vir do Criador não apaga a existência de uma pessoa. Uma pessoa é aquela que sente.
Quem é o vaso? O vaso é o desejo de desfrutar do Criador. O Criador preenche o vaso com a Sua presença. Além da necessidade básica, que é a primeira das quatro fases da luz direta, todas as outras realizações vêm da sensação do Criador, da percepção do anfitrião, e não daquilo que Ele preparou para nós. Portanto, o vaso é essencialmente aquilo que percebe a realidade do Criador. O grau de ocultação ou revelação é o grau de vazio ou plenitude no vaso.
Quando buscamos esclarecer a essência das ações a partir da perspectiva dos seres vivos, através de filtros e discernimentos, percebemos que a essência dessas ações é a consciência: “O que está acontecendo comigo? Quem está fazendo isso comigo? Por que Ele está fazendo isso? E o que Ele quer de mim?” Após esclarecermos essas questões, os estados mudam, melhoram e se transformam nos próximos estados da sequência, e assim por diante. Em outras palavras, nós não somos os agentes. O Criador é quem age. Mas nós somos aqueles que sentem e que devem, através de nossas sensações, esclarecer o que realmente está acontecendo conosco.
No momento em que esclarecemos um estado de coisas, ele muda.
A totalidade dessas sensações esclarecidas é chamada de trabalho de discernimento e correção da sensação. Uma vez que já existimos em Ein Sof (infinito), não precisamos de nada além da correção de nossas sensações. Precisamos corrigir nosso embotamento da percepção. Além disso, nem mesmo os próprios sentidos são verdadeiramente corrigidos. A clareza vem da consciência de que nos encontramos em embotamento a cada novo instante.
Quando reconhecemos o mal em um estado, revelamos a parte posterior (Achoraim) do Criador, que então se transforma em Sua parte anterior ou “face” (Panim). É assim que se repete a cada vez. Isso significa que nossas ações são apenas esforço interior: o esforço para descobrir que Eu, Ele e o método somos um, como Baal HaSulam escreve em uma de suas cartas. Devemos constantemente aprimorar esse ponto único, repetidamente, sem pausa, até que a névoa se dissipe cada vez mais, até descobrirmos que estamos, de fato, onde sempre estivemos: na correção final.