A Inclusão No Sistema É A Recompensa
Pergunta: Existe alguma recompensa que corresponda ao esforço despendido?
Resposta: Na espiritualidade, os esforços são recompensados, mas não da mesma forma que é comum no nosso mundo, onde eu exijo mais por menos esforço e o chefe oferece menos por mais esforço. Então, nós barganhamos, negociamos e chegamos a um acordo.
Na espiritualidade, eu trabalho contra a luz superior. Na medida em que me torno semelhante à luz, ela entra em mim, e essa é a recompensa. Aqui não há barganha e não podem existir decisões, ações ou consequências certas ou erradas. Tudo está em ordem dentro das leis da natureza.
Pergunta: Então, como posso entender a contradição entre “esforços exercidos e encontrados”?
Resposta: Significa que, de antemão, não sei exatamente qual luz receberei, pois nunca a senti. A conquista que revelarei é um segredo para mim agora. Sei o que será, mas não posso dizer exatamente o quê ou como, porque ainda não estou pronto. Não tenho nenhum “meio” com o qual possa receber essa informação, essa sensação, e dizer “é para isso que estou caminhando!”.
Sei que estou me encaminhando para o meu próximo degrau, mais elevado, de doação, a conexão de todo o sistema, que se chama amor. Amor é dependência dentro do sistema.
Se qualquer sistema que criamos (por exemplo, capacitores, resistores, bobinas, etc.) funciona corretamente, dizemos que ele existe em perfeita sintonia com outro, ou seja, em completa compreensão do programa mútuo, da conexão. É a mesma coisa aqui.
Pergunta: Significa que me esforço para me anular e pensar nos outros?
Resposta: A autoanulação é necessária; caso contrário, não serei incluído no sistema.
Comentário: Mas não sei quando receberei a recompensa por isso.
Minha Resposta: A inclusão no sistema é a recompensa. Imagine que existe um sistema totalmente interconectado onde tudo ocorre em um modo analógico vivo. Se eu me incluir nele, existirei nele. Minha existência nele é a minha recompensa.
Se ainda não existo nele, preciso trabalhar em mim mesmo para me conectar e me tornar integralmente conectado a ele. Esse é o meu trabalho.
Pergunta: Digamos que eu tenha me esforçado. Quando eu me conectar ao sistema, isso permanecerá um segredo para mim?
Resposta: É impossível dizer, pois nem sequer sei o que mais preciso fazer para me integrar completamente a este sistema. De todos os capacitores, resistores, bobinas e milhares de outros elementos, não sei exatamente o que preciso levar em consideração para me conectar a eles. Simplesmente preciso me anular para que eles possam me formatar e me adaptar a eles.
Em essência, nossa tarefa se resume à anulação do meu “eu”. Que o resto do esquema, seja ele eletrônico ou humano, não importa qual, me adapte a si mesmo. Eu simplesmente me entrego a ele. Esta é a condição da primeira restrição (Tzimtzum Alef).
De uma Aula de Cabalá em Russo, 22/04/18