Textos com a Tag 'Progresso espiritual'

Em Nome De Uma Ideia Coletiva

Dr. Michael LaitmanComo regra geral, a interação integral entre as pessoas acontece num grupo de dez, com a condição de que eles tentem resolver juntos, internamente, os seus problemas. Seu objetivo é alcançar o equilíbrio, e não importa o quão diferente eles sejam e quão diferente considerem a tarefa que enfrentam, eles devem se apoiar e chegar a uma resolução comum, sem qualquer conflito.

Por fim, sua decisão pode ser completamente estranha a cada um deles, mas eles ainda vão considerá-la correta. Todo mundo vai aceitá-la, uma vez que no período de tomada de decisão, muitos membros do grupo mudam drasticamente os seus pontos de vista original.

Há dois fatores definidores aqui: primeiro a pessoa muda seu ponto de vista, sob a influência de outras pessoas, tentando controlar completamente a si mesma. Ela simplesmente flui com o fluxo e fica sob a influência das crenças dos outros. De repente, ela descobre que pensa da mesma forma que os outros, embora anteriormente tivesse uma opinião contrária.

Isso também pode ser feito de uma maneira oposta: ela vê que os outros pensam de forma diferente, mas não consegue desistir de uma opinião pessoal. Ainda assim, segue a maioria. Assim, ela “amarra” seu ponto de vista à abordagem geral e vai junto com eles. Ela não desiste de sua opinião, mas reconhece que é melhor agir em conjunto com os outros do que imprudentemente insistir em seu ponto de vista pessoal, uma vez que somente juntos eles podem chegar a uma nova decisão. Assim, ela desiste da sua abordagem pessoal em prol da ideia geral.

Ao mesmo tempo, ela ainda continua a experimentar o conflito interno, mas este se torna muito mais equilibrado. A pessoa percebe que continua pensando do seu jeito, mas para manter as conexões com os outros, ela se prepara para subir ao nível deles e pensar como eles.

Em outras palavras, existem dois níveis em nós: “eu” e “nós”. Neste caso, se o “eu” aceita a atitude dos outros sem conflitos internos e ainda preserva “Sua” própria opinião, ela permanece internamente calma. Ele não causa desequilíbrio interno no “eu”. Pelo contrário, o “eu” sente que conseguiu superar a si mesmo e essa ideia deixa o “eu” muito confortável.

De KabTV “A Medicina do Futuro”, 07/ 04/13

Conselhos Práticos Da Experiência Pessoal

Dr. Michael LaitmanPara não cair, para não descer no trabalho, eu preciso procurar deficiências em mim mesmo durante uma subida. Como os sábios disseram: “Um velho anda curvado, sempre olhando para o chão como se estivesse procurando alguma coisa e tem medo de perder alguma coisa com antecedência”. Outro conselho sobre isso é preencher o nosso tempo com a ordem do dia, ligar-se a compromissos adicionais: fazer trabalho de disseminação, traduzir, escrever artigos, trabalhar em textos, trabalhar na cozinha, etc.

Se a pessoa estiver constantemente envolvida em algum tipo de trabalho obrigatório, não importa qual seja o trabalho, este irá impedi-la de cair, porque ela vai ser obrigada a fazer algo relacionado ao avanço espiritual, independentemente do seu estado. Caso contrário, ela só estará ocupada com isso quando sentir uma subida.

Então vem a descida, que no início ela não sente, embora já tenha começado a descer. É muito fácil descer, e isso acontece com a pessoa que ainda está em ascensão. É a mesma coisa na vida corpórea quando você desce uma colina, que é sempre fácil. Você ainda acha que está acima, mas, basicamente, você começou a descer. E quando você está descendo, você não tem mais o desejo de abrir um livro, ler algo, ouvir ou aprender. O estado de apatia desce sobre você e lhe domina, e é muito difícil sair dele.

Portanto, é necessário vir com um cronograma preciso que irá certamente proteger a pessoa. E qualquer outro conselho é certamente correto, mas apenas impossível de realizar na prática. Esta é a lei, mas para cumpri-la, nós devemos organizar uma programação diária rigorosa para nós mesmos, onde nos comprometemos a estar ocupados com o trabalho espiritual o tempo todo. Isto é o que eu recomendo a vocês pela minha experiência.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/04/13

O Embrião Da Próxima Fase

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o avanço espiritual sempre vem ao sentirmos uma carga maior, apesar de trabalharmos no grupo e na realização do método?

Resposta: Como você pode avançar se não sente uma carga maior, se não tem o ego, se não sente que precisa corrigir alguma coisa? Como é que vamos subir? Onde está a massa que você deve corrigir, a massa da qual você deve esculpir sua forma que é semelhante ao Criador?

Isto significa que o ego que recebemos ao nascer, e que cresce em todos os níveis, é a matéria da qual formamos a alma. A alma é o mesmo ego, feita de uma forma que se assemelha ao Criador. Se em vez de engolir tudo no ego, eu tento passar a Luz superior através de mim para todo mundo, o ego torna-se a matéria espiritual, uma Masach (tela) e a Luz refletida. É então que a alma é formada a partir dele. Nós aprendemos sobre isso no “Prefácio à Sabedoria da Cabalá” e no Talmud Eser Sefirot.

O Criador criou o desejo para que pudéssemos trabalhar com ele corretamente. O desejo cai na intenção egoísta. Ao mudar a intenção para uma intenção oposta, altruísta, uma intenção com a ajuda da Luz, nós usamos esse desejo para doar. Ela deve se desenvolver constantemente em nós, para que subamos o tempo todo e nos tornemos mais semelhantes ao Criador. Assim, sem as constantes “quedas” no ego e as correções que as seguem, não podemos subir.

Da mesma forma que andamos sobre duas pernas, pisando alternadamente no pé esquerdo e no pé direito, há também uma ação e uma ação oposta em nosso trabalho. Não pode ser de outra forma em nosso mundo, pois uma força e a outra força só podem ser opostas a Ele. Como ela pode ser criada semelhante ao Criador, ou seja, para levar a criatura a um estado em que esteja no mesmo nível, com o mesmo status, como o Criador? É por isso que a criatura foi criada a partir da matéria que adquire a forma do Criador, Sua imagem, a forma oposta a Ele. A descida de uma pessoa é como uma subida; ela já é o embrião da próxima fase.

Da Lição Virtual 4/21/13

Submeter-se Voluntariamente A Uma Operação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 45: E essa Luz de Nefesh é chamada de ‘a Luz do santo inanimado no mundo de Assiya’. Isso é porque ela corresponde à pureza da parte inanimada do desejo de receber no corpo do homem. Ela brilha na espiritualidade como a categoria inanimada na corporeidade (ver item 35), cujas partículas não têm movimento individual, mas apenas movimento coletivo, comum a todos os itens uniformemente. Assim é com a Luz do Partzuf Nefesh de Assiya : embora existam seiscentos e treze órgãos nele, …essas mudanças não são aparentes nele, mas apenas uma Luz geral, cuja ação envolve a todos de forma igual, sem distinção de detalhes.

O nível inanimado está disposto a desistir do seu desejo e a estar sob a Masach e a restrição, na escuridão, em ocultação. É como se ele não existisse, segurando-se apenas numa coisa: na adesão com o Criador, a adesão que ele é capaz de realizar, ou seja, a mínima adesão.

Acima desse estado existem os níveis de auto-anulação ativa perante o Criador que o nível inanimado é incapaz de implantar. No entanto, ele é capaz de realizar a adesão passiva dentro dos limites de suas capacidades, e não depois do auto-benefício.

Como todos nós sabemos, há uma grande variedade de formas diferentes no nível inanimado: desde as formas mais simples até as mais complexas, como os corais, que são o elo entre os níveis inanimado e vegetal. Há uma diferença entre ouro e diamantes, um diamante é diferente do cobre… Além disso, o nível vegetal pertence ao solo, no qual as plantas crescem. De onde vêm todas as diferenças entre estas formas de matéria? A diferença está nos níveis de Aviut (espessura), nas “camadas” do desejo, que a pessoa deve desistir a fim de permanecer na adesão com o Criador.

É assim que a pirâmide da matéria é construída em nosso mundo: não há falta de “cascalho”, mas há poucos “diamantes”. Carvão queimado em centrais elétricas e diamantes são realmente feitos do mesmo material, mas diferem em qualidade. A diferença está no desejo de receber do nível inanimado, e quando nós o abandonamos, nós nos aderimos ao Criador num nível mínimo.

Não é um nível simples, e ele começa a partir da auto-contenção, auto-anulação, restrição. Esta é a qualidade do primeiro nível espiritual.

Pergunta: O nível inanimado também se desenvolve e evolui em nosso mundo. Como é que isso concorda com a auto-anulação absoluta?

Resposta: A evolução ocorre como resultado de uma força externa, e não desde dentro. Em geral, o nível inanimado “vive” a sua vida. Os átomos, as moléculas, os cristais e as vibrações – a totalidade do universo está em movimento contínuo. “Inanimado” não significa “equilibrado”. O equilíbrio final só será alcançado no final da correção.

Por enquanto, o desequilíbrio evoca movimento na matéria inanimada: ela não cresce, mas se “apega” ao estado estável de acordo com o programa de auto-preservação. Assim, os movimentos e as mudanças no nível inanimado são destinados a mantê-la no nível inanimado.

Tomemos o exemplo da energia radioativa, que determinada matéria precisa para permanecer estática. O vento sopra, vulcões entram em erupção, e a natureza inanimada precisa de tudo isso para estar mais equilibrada e preservar a si mesma num nível que seja o mais imóvel possível. A ação, neste caso, não está de acordo com o seu objetivo.

Pergunta: Existe “reconhecimento do mal” no nível inanimado?

Resposta: No nível inanimado do mundo espiritual existe tudo. É um plano único geral, parte de Malchut do Infinito. Tudo acontece e se desenvolve a partir daqui. Sem a natureza inanimada não haveria nada, é a base de tudo. Tudo o que acontece nos próximos níveis (vegetal, animal e falante), acontece graças às conexões especiais dos elementos inanimados.

A vida em si é construída no contato entre as partes fixas. Elas não podem se conectar de forma independente, mas a força vem do Alto, e graças a esse acréscimo, uma coleção de materiais separados torna-se um metabolismo que chamamos de “vida”. Da mesma forma, um acréscimo de Luz cria o nível animal acima do nível vegetal, e o nível falante acima do nível animal.

Pergunta: Qual é a principal condição para a ascensão do nível inanimado para o nível vegetal?

Resposta: A pessoa termina o seu desenvolvimento em todos os 613 desejos do nível inanimado, os cobre através da restrição, da anulação, e permanece em adesão. É como uma gota de sêmen se adere ao útero da mãe, enquanto se encontra no nível inanimado.

Neste estado você está pronto para o Criador acompanhá-lo e realizar uma “cirurgia” em você, o que chamamos de “a transição para o nível vegetal”. Uma Luz adicional é necessária para isso, e isso é muito difícil de suportar: “Faça qualquer coisa, mas não isso…”. Para receber essa Luz adicional e entrar na vida espiritual, você tem que abrir mão de si mesmo, elevar-se acima dos conceitos de vida e morte que podemos imaginar hoje, e começar uma nova vida que está totalmente desconectada de você.

Pergunta: Portanto, a matéria original que o Criador criou permanece a mesma, e o que determina tudo é a Luz adicional, uma doação adicional? O nível de desenvolvimento é mais elevado se houver mais doação? Nós temos que atrair a Luz consciente e voluntariamente no nível falante?

Resposta: Isso é chamado de criar um pedido de correção (MAN). Esta é a única coisa que falta. Eu estou pronto para o Criador “agir” em mim, eu concordo com isso e quero. Ele simplesmente realiza o meu desejo para que eu possa me aderir a Ele.

Pergunta: Nós queremos entrar no nosso primeiro nível, no nível inanimado durante a Convenção no próximo fim de semana?

Resposta: Você não será capaz de entrar no nível inanimado no que diz respeito ao Criador, se não fizer isso com relação ao amigo. De forma alguma. Eu repito, a questão principal aqui é a auto-anulação.

Daí, no nível vegetal, nós vamos subir ainda mais e vamos aprender a nos anular em movimento. Por exemplo, no nível inanimado eu  anulo diante dos amigos “a importância de mil dólares” e me apego a essa norma, e no nível vegetal eu gradualmente acrescento a ela.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Avançar Rumo À Igualdade É Avançar Para Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o grupo pode doar de forma prática a cada membro, de modo que ele seja capaz de aceitar cada estado como bom e benevolente?

Resposta: Isso só é possível se o grupo pensa em todos inequivocamente, e não existe qualquer separação. Nós temos que ter muito cuidado com isso e aspirar por uma atitude igual para todos.

Eu não estou falando sobre uma divisão de acordo com ocupações profissionais, ou de algumas reuniões de trabalho, pois isso não tem nada a ver com o trabalho em grupo. Deve haver igualdade total, quanto ao que pertence ao grupo. É uma condição muito importante: avançar em direção à igualdade é avançar para cima.

Suponha que você queira organizar um evento que vai ajudá-lo a se conectar, e você convida quinze pessoas. Claro que você as escolhe de acordo com seu ego. Por que não convidar outras pessoas? Porque você as valoriza menos e sente que elas estão mais distantes de você. Assim, verifica-se que, em vez da conexão, você causa separação.

Há pessoas no grupo que são silenciosas e não dominantes, e por isso nós tendemos a esquecê-las, já que o nosso ego não as reconhece. Se você organiza uma reunião extraordinária especialmente para o seu grupo de trabalho, que reúne pessoas de acordo com a sua profissão, isso é normal. Mas se você apenas escolhe as pessoas com as quais deseja estar junto, então você deve ter muito cuidado para não prejudicar a conexão. Tenha cuidado com isso, já que o seu futuro depende disso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/04/13, Escritos do Rabash

Eu Quero Me Elevar Até Você …

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se o grupo tem alguém com um vício e este caiu do processo geral, que esforços nós temos que fazer, a fim de estar em parceria com o Criador e superar nosso inimigo, o ego?

Resposta: O Criador não responde às solicitações individuais de uma pessoa. Na verdade, Ele responde, mas não realmente em favor da pessoa, já que ela não Lhe dá chance de ser revelado.

Suponha que eu clame agora que o Criador seja revelado a mim. Eu tenho livros e tudo o que preciso! Eu me tranco numa sala e começo a pensar, a gritar e a sofrer.

O Criador será revelado a mim? Não. Por que não? Onde está a resistência que nós construímos entre nós? Onde está o inimigo? Ele se foi. Onde está o lugar onde Ele deve ser revelado?

O Criador deve ser revelado na resistência, no ego, no fato de que não posso me conectar com os amigos e peço por Sua ajuda. Só então Ele é revelado!

Mas se eu pensar apenas em mim e murmurar: “Bem, revele-Se a mim”, então isso não levará a nada. Por que Ele deveria Se revelar?

“Eu quero me elevar até você…”. O que significa me elevar até Ele? Significa tornar-se igual a Ele, aproximar-se Dele em meus atributos. O que significa estar próximo Dele em meus atributos? Ser um único e especial. Isto significa que quanto mais nos conectamos, mais próximos estamos Dele, e assim Ele se revela em nós.

Há sete bilhões de pessoas no mundo. Quando começamos a nos elevar, no próximo nível vamos sentir que somos como um bilhão e, em seguida, como um milhão, e depois como cem pessoas, e, finalmente, como um só. Esta é a escada onde nos elevamos ao Criador.

Mas se você clama: “Eleve-me, revele-Se a mim”, como é que Ele pode Se revelar? Não há nada em você; você não é mais que um ponto. Só o nosso mundo pode ser sentido num ponto.

Hoje, Sua condição é que você só pode ter sucesso se começar a se conectar e, ao mesmo tempo, a se preocupar com o mundo todo. Veja em que crise Ele colocou o mundo. É sobre isso que o Baal HaSulam escreve. Somente ao pensar no mundo inteiro é que nós começaremos gradualmente a nos elevar.

Em cada nível a humanidade vai sentir que está se tornando menor, mais compacta, e seus membros se sentirão mais perto uns dos outros, como num grupo, até que todos se tornem um. Apenas quando nos tornamos um, vamos ser iguais ao Criador.

Portanto, nós não temos outra escolha senão começar a nos conectar, a fim de revelá-Lo e ver que não podemos fazê-lo por nós mesmos,

Quantas vezes lemos a passagem do Zohar sobre os alunos do Rabi Shimon que eram grandes sábios e estavam no nível de Arich Anpin de Atzilut, o mais alto nível de realização, que é a revelação do Criador, o sentimento do mundo superior. Veja como eles se odiavam tanto que estavam prestes a matar um ao outro quando começaram a escrever O Livro do Zohar.

Nós temos que chegar a tais estados em que exigimos que o Criador esteja presente, para que Ele nos conecte. Mas as relações entre nós são frias: eu realmente não sinto isso; eu estou de mau humor… Nós ainda não atingimos o sentimento de ódio.

Da Convenção Europeia na Alemanha 23/3/13, Lição 3

Uma Porta Para O Desconhecido

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, artigo 26: Nós já dissemos que o primeiro estado necessita do terceiro estado para se concretizar totalmente como era no Pensamento da Criação — no primeiro estado — sem omitir uma única coisa.

Os três estados da criação, o estado inicial (1), o estado intermediário (2) e o estado final (3) obrigam um ao outro a existir. No início, a criação está em Ein Sof (Infinito). No segundo estado (nós) estamos no nosso mundo. Em seguida, o terceiro estado é o fim da correção.

Durante a transição do primeiro estado para o segundo estado, nós atravessamos quebras e restrições, e durante a transição do segundo estado para o terceiro estado, nós atravessamos subidas e correções. Além disso, nós corrigimos GE no caminho e, em seguida, AHP de Aliya. Assim nós avançamos da Luz de Nefesh para as Luzes de NRNHY.

Nós devemos lembrar que todos esses estados só existem em nossa percepção, mas temos que usar tudo que temos até alcançarmos um desejo que é preenchido por um único pensamento. É porque o desejo são as emoções (um coração) e o pensamento é a mente. Eles têm que se conectar para que na conexão entre eles nós alcancemos o Criador.

Isto se tornará o nosso estado final, e este é o nosso objetivo hoje. Não sabemos o que vem depois disso, mas devemos saber que, após o fim da correção, nós iremos em alguma direção desconhecida. A criação vai continuar, já que corrigimos os vasos, nossos desejos.

É como consertar um carro estragado e aprender a dirigi-lo: o trabalho está feito, os reparos estão concluídos, e eu aprendi a dirigi-lo. Sento-me no meu carro perfeitamente consertado e o que vem depois? Para que eu corrigi os meus vasos?

Portanto, a equivalência de forma com o Criador é apenas o começo. Em seguida, Ele abre a porta do seu palácio para mim, convidando-me a entrar…

Nós subimos ao Seu nível, e não sabemos o que vem depois. Eu não vejo as dicas que os Cabalistas deram sobre isso. Eles dão a dica de que há algo depois em termos que não podemos compreender. Simplesmente não podemos compreender essas dimensões.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/03/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Perseguindo Nosso Próprio Rabo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Paz”: O rabino Akiva nos diz sobre isso, “Tudo está em depósito”. Isso significa que tudo o que Deus colocou na Criação e deu ao povo, não deu a ele licenciosamente, mas assegurou-Se com garantia. E você deve se perguntar que garantia foi dada a Ele?

Ele responde a isso dizendo: “uma fortaleza se espalha por toda a vida”. Isso significa que o Criador sabiamente criou uma fortaleza maravilhosa e a espalha sobre toda a humanidade, para que ninguém escape. Toda a vida deve ser capturada nessa fortaleza e necessariamente aceitar Sua obra, até atingir seu objetivo sublime. Esta é a garantia com a qual o Criador se resguardou, para garantir que nenhum mal alcançaria o ato da Criação.

“Tudo está em depósito (consignado)” significa que, querendo ou não, eu vou ter que pagar a minha “dívida” com o Criador. Eu recebi a vida não porque pedi por ela e sem o meu consentimento, e ainda tenho que pagar a dívida. Não importa que eu não tenha pedido por ela. Se eu recebi a vida, tenho que pagar por ela, e só posso pagar atingindo a meta da criação.

Nós vemos que os sofrimentos que passamos ao longo da história estão gradualmente se tornando mais “espirituais” e “virtuais”, distantes da realidade. Hoje, muitas pessoas não querem viver apesar de ter tudo. Antes uma pessoa ficava feliz se tinha meio quilo de pão por dia e estava satisfeita com isso, mas cerca de 50 anos atrás, a era das “compras” começou. Hoje ela está chegando ao fim, e não por causa da falta de dinheiro, mas porque as pessoas não têm o desejo de comprar. Este é o problema: o desejo está mudando. Mesmo que você ofereça a uma pessoa um milhão de dólares, não vai estimulá-la como antes; ela não quer mais nada.

Esta é a inclinação natural da nossa evolução que nos leva a perguntar sobre o sentido da vida. Portanto, o que resta da vida se não comida, compras e lazer? Não há mais nada que possamos desfrutar. Não é por acaso que o futebol e todos os tipos de outras distrações estão sendo promovidos tanto nestes dias. Esta é a política: proporcionar às pessoas “tranqüilizantes” e outros disparates para dar-lhes algo para preencher seu vazio interior. Caso contrário, elas expressam sua raiva nas ruas, em vez de nos estádios.

A pessoa que se sente vazia questiona-se cada vez mais: “Por que eu recebi uma vida que não pedi? Por que estou sendo forçado a fazer algo que não quero?”. Por quê? Ela se sente como se suas mãos e pés estivessem acorrentados.

É por isso que hoje nós precisamos de educação integral. Graças a ela as pessoas vão entender que todos estão conectados e que dependem um do outro, e que usando corretamente essa conexão integral seremos capazes de resolver todos os nossos problemas.

Boas relações são geralmente a chave para o nosso sucesso em todos os aspectos. Poderíamos ter máquinas que substituem o trabalho físico em todos os campos e fornecem tudo o que precisamos. Mas nós não queremos isso, uma vez que não está claro o que a pessoa gosta. Mesmo agora, a maioria das pessoas já tem tudo o que se poderia imaginar, exceto uma deficiência. A pessoa está completamente cheia. E agora? Ela pode se matar ou começar a matar os outros, senão não vai sentir qualquer prazer.

Nós apreciamos apenas quando o prazer preenche uma deficiência. Mas o prazer imediatamente se neutraliza. Então, como podemos evitar isso? Temos que renovar constantemente o desejo.

É exatamente isso que os líderes mundiais tentaram alcançar com a construção de uma economia moderna e a inserção de novos desejos nas pessoas, satisfazendo-as. Mas isso é impossível, pois o nosso desejo corporal está mudando de qualidade e, por fim, não quer nada do nível anterior. Para perseguir o nosso próprio rabo, ​​a fim de comprar uma nova máquina de lavar e uma televisão nova a cada ano e para mudar o papel de parede…? Quanto tempo mais nós podemos levar isso? De repente a pessoa descobre que seus desejos se foram.

Assim, toda uma filosofia de evolução chegou ao fim. Não foi apenas uma forma de ganhar dinheiro, mas uma maneira de fazer as pessoas felizes. No topo as pessoas pensavam em ficar ricas fornecendo todas as necessidades básicas, mantendo-as num circuito fechado, de modo que os consumidores comprariam lâmpadas que queimam depois de um curto espaço de tempo, impressoras com um chip integrado que para de funcionar depois de um tempo, e outros produtos de baixa qualidade. Eles continuaram a fornecer incentivos para que as pessoas sentissem que vale a pena trabalhar, viver, e comprar. Eles continuaram renovando as deficiências já que sem uma deficiência que receba prazer, não há sentimento de felicidade.

Eles estavam certos sobre isso. É verdade que foi uma época de prosperidade no Ocidente. Os americanos viram que sua nova filosofia se justificava e todos os seguiram felizes. Entretanto, o desejo cresceu, não só em quantidade, mas também em qualidade, de modo que uma pessoa não precisa mais de tudo isso. Ela não vê razão para investir toda a sua vida nisso. No passado as pessoas compravam coisas sem qualquer tipo de publicidade, mas hoje, mais da metade do custo de um produto é devido a custos de publicidade. Por outro lado, em países que são economicamente mais desenvolvidos, a depressão, o suicídio e o abuso de drogas estão se tornando mais prevalentes.

Portanto, para onde estamos indo? Uma pessoa não pode continuar vivendo sem sentir felicidade, entusiasmo, e o “êxtase” que é sentido quando a deficiência se encontra com o prazer. Mas eles imediatamente se neutralizam se não houver Masach (tela) entre eles. É  disso que trata a sabedoria da Cabalá, a sabedoria de como receber corretamente, uma vez que sem Masach, a pessoa descobre apenas escuridão.

Se os tomadores de decisão fossem um pouco mais sábios, aceitariam isso. Enquanto isso, nós estamos no meio do processo. De qualquer forma, não há outra escolha. A deficiência tem que estar em contato com o prazer, mas só se ele não cessar. Caso contrário, não vale a pena. Nós estamos prontos para renovar apenas as nossas deficiências animais repetidamente, mas qualquer coisa além disso é questionável. Então, o que nós vemos em quase todos os canais de televisão hoje é principalmente programas de culinária ou sexo, porque as pessoas são tão limitadas…

Nós esperamos conseguir explicar a necessidade da Masach entre a deficiência e o prazer. Assim, o prazer infinito nos dará a sensação de vida eterna.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/03/13, “A Paz”

Como Massa Nas Mãos De Um Padeiro

Dr. Michael LaitmanNós constantemente passamos por estados opostos, já que, basicamente, há um desejo de receber com toda a sua atitude, compreensão e sentimento egoísta. O desejo do Criador, no entanto, é o desejo de doar, e este é oposto ao nosso desejo.

Nós não sabemos o que este atributo oposto significa para nós; nós não o conhecemos. Nós só sentimos como ele age em nós, mesmo que não saibamos o que é e quem é. Nós ainda temos que esclarecer isso. É por isso que este mundo foi criado, onde em vez do Criador estamos rodeados por diferentes formas e criaturas que aparentemente nos influenciam em vez Dele.

Nós temos que mostrar compreensão para com elas; que não são elas que agem em nós, mas sim a força superior que está por trás de tudo isso, voltando-se para nós através de pessoas diferentes ou através de diferentes eventos na vida. Eu tenho que aceitar essas ações e essas influências como essenciais, a fim de me moldar, como massa de pão e criar a forma correta que está pronta para ser cozida.

Se eu aceitar essas coisas e tentar encontrar forças para lidar com a obra do Criador em mim, eu começo a conhecê-Lo por meio deste trabalho, e as Suas mãos que me abraçam como massa de pão.

Assim, eu passo por duas fases: primeiro eu concordo e estou pronto que Ele deve realizar todo o trabalho necessário em mim. Eu sinto a forte pressão de Suas mãos em mim, como num pedaço de massa, até que Ele me molda corretamente, na forma de doação, o nível de Bina, “doar a fim de doar”.

Eu estou pronto para qualquer coisa, desde que o Criador me molde a partir disso. É muito difícil para mim, pois, à medida que Ele trabalha em mim, Ele aplica uma forte pressão. Então eu quero continuar, mesmo com o estado de “receber a fim de doar”, para ascender e crescer como fermento. Isso significa que o desejo de receber em si já participa deste movimento e anseia pela forma que o Criador lhe molda. Assim nós alcançamos uma equivalência de forma com o Criador. “Doar a fim de doar” é chamado de “Matzah“, e “receber a fim de doar” é chamado de “Hametz” (comida fermentada), o verdadeiro pão que em sua forma corrigida se junta à forma do Criador, que é impressa na criatura.

Mas, primeiro, todo o nosso trabalho é aceitar todas as formas que vêm até nós que imprimem o atributo de doação em nós, e aceitá-las como desejáveis. A fim de fazer isso, devemos usar a ajuda do ambiente tanto quanto pudermos, e todos os meios que foram dados a nós para nos preparar para receber a doação do Criador, Seu trabalho sobre a pessoa.

Pode parecer à pessoa que ela faz isso, mas se ela não usa o apoio externo destinado especialmente para isso, então é apenas uma ilusão de que ela está avançando para aceitar as formas superiores. Na verdade, ela ainda não está pronta para se tornar um embrião espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/03/13, Shamati # 15

Você Tem Todas As Cartas Em Suas Mãos

Dr. Michael LaitmanEm cada estado espiritual nos níveis espirituais, há a Luz Interna e a Luz Circundante. Mas em nosso estado, enquanto não conseguimos alcançar uma restrição e o Masach (tela), só podemos ser assistidos pela Luz Circundante.

A força da Luz Circundante depende de quanto a valorizamos na nossa apreciação do superior, do próximo nível, ou seja, o Criador. Mas não podemos valorizá-Lo. Nós só recebemos alguns meios pelos quais podemos desenvolver um sentimento interno de grandeza do superior. O superior para nós é o grupo, o professor e os livros, ou seja, o estudo que nos fala sobre o mundo espiritual e o Criador escondido por trás de todos esses meios.

Nós começamos a valorizar o superior que é externo a nós usando todos esses meios: o grupo, o professor, os livros, com a intenção de alcançar a equivalência de forma com o Criador, a fim dar alegria a Ele. Apesar de não sentirmos isso agora, mesmo que apenas falemos sobre isso tentando senti-lo de vez em quando, nós elevamos a grandeza do superior em nós através disso. Então, em certo ponto Ele se torna tão importante que nos permite sentir Sua presença ao nosso lado.

É porque tudo o que é externo à  pessoa é a Santa Shechiná, a presença divina. Mas tudo depende de quanto nós A valorizamos. Todas as outras regras de comportamento no grupo a respeito de como devemos falar, o que exigir dele, e como tratá-lo, decorrem dessa condição, da necessidade de valorizar o superior.

Assim, a Luz Circundante brilha sobre a pessoa. É a verdadeira Luz superior, mas, por enquanto, ela age no inferior como a Luz que Reforma, ou seja, ela traz mudanças em nós ao nos aproximar gradualmente da doação. Então, finalmente, ela vai nos dar a “restrição” e o Masach, a capacidade de trabalhar espiritualmente.

Então, vamos começar a entender onde estamos e o que está acontecendo conosco, mas, ao mesmo tempo, temos que trabalhar na fé acima da razão e valorizar o superior apesar de todos os problemas que o superior nos envia e todas as razões para uma atitude oposta. Este é o nosso trabalho, que se baseia no nosso grande apreço pelo superior até nos aderirmos à parte posterior do superior como se fosse Sua face. Assim, vamos ver que nunca foi sua parte posterior, mas que Ele sempre virou sua face cheia de Luz para nós. Assim nós deixamos o exílio e alcançamos a redenção.

No início, era como se você estivesse inconsciente, mas depois você começa a sentir que está em exílio. Assim, passo a passo, você começa a se aproximar da redenção e, finalmente, você deixa o exílio e se aproxima da Luz. Estes são os níveis de subida de acordo com o seu apreço pelo superior, e mais tarde a sua adesão a Ele.

Nós temos todos os meios, todos os caminhos estão abertos, e tudo depende de nós. Não precisamos de mais nada. O Criador nos deu todas as oportunidades possíveis e tudo o mais é com a pessoa. Nós não seremos perdoados e não há concessões de Cima se não fizermos o nosso trabalho, pois caso contrário não vamos construir os nossos vasos espirituais.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/03/13