Textos com a Tag 'Progresso espiritual'

Quem Subirá Ao Trono?

Dr. Michael LaitmanShamati #225, “Elevar-se”: A pessoa não se pode se elevar acima do seu círculo. Assim, ela deve sugar do seu ambiente. E não há outro conselho, exceto através de muito trabalho e Torá. Portanto, se a pessoa escolhe para si um bom ambiente, ela economiza tempo e esforços, uma vez que é atraída conforme o seu ambiente.

Isso está no poder do homem: ou ele se entrega ao poder do ambiente ou a natureza, o Criador, o governa. É um ou o outro.

Por que eu sou chamado de homem se escolho o poder do ambiente? Porque é a escolha que faço apesar de todos os obstáculos, apesar da minha resistência interna, problemas e dificuldades. Eu determino quem reina sobre mim.

Assim, eu escolho apenas a força que atuará dentro de mim e não tenho controle sobre ela. Ou eu sou guiado pelo Criador, a força individual, ou um pelo ambiente, a força integral, por trás da qual Ele se encontra. Então, a força integral será a cabeça do Partzuf que nós representamos no desenho como um “carro”.

Na verdade, a pessoa não percebe nada, exceto esta escolha. Se ela escolhe corretamente, o grupo lhe afeta, se ela escolhe incorretamente o “corpo” a governa, ou seja, as ordens diretas do Criador. De um jeito ou de outro, o Criador age em tudo, quer através do ambiente ou pessoalmente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/13, “Princípios para a Construção de um Ambiente Melhor”

Sobre A Sela Ou Na Sela?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 4: O próprio Criador coloca a mão da pessoa na boa sorte, dando-lhe uma vida de prazer e satisfação dentro da vida corpórea, que está cheia de tormento e dor, e desprovida de qualquer conteúdo. […] Não há maior colocação da mão da pessoa por Ele do que isso.

E a escolha da pessoa refere-se apenas ao fortalecimento. Isso ocorre porque há certamente um grande esforço e empenho aqui antes que a pessoa purifique o seu corpo para ser capaz de manter corretamente a Torá e os mandamentos, não para seu próprio prazer, mas para dar satisfação ao seu Criador, que é chamado de Lishma (em Seu Nome). Só dessa maneira é que a pessoa é dotada de uma vida de felicidade e prazer que vêm com o cumprimento da Torá.

No entanto, antes da pessoa alcançar essa purificação, há certamente uma opção de se fortalecer no bom caminho por todos os tipos de meios e táticas. Além disso, ela deve fazer o que a sua mão encontra força para fazer até que ela complete o trabalho de purificação e não caia sob o seu peso no meio do caminho.

Como podemos entender isso? Na verdade, estas palavras pintam um quadro terrível: O Criador me segura “pelas orelhas” ou “pelos ombros” e me dirige a cada passo através de prazeres ou sofrimentos, isto é, Ele pode fazer comigo o que Lhe agrada. Além disso, há algo em que eu tenho que “fortalecer” a mim mesmo acima do que Ele me envia.

Como resultado, eu não tenho escolha na vida cotidiana, porque sou incansavelmente impulsionado pelo prazer e sofrimento. Minha natureza obedece automaticamente a sua ditadura, e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Algum mecanismo em mim sempre vira meu rosto em direção ao prazer e minhas costas para o sofrimento. O “carro” só pode se esquivar do mal e voltar-se para o bem.

Em que eu posso me fortalecer, então? Como posso ganhar o poder sobre o “corpo”? Como posso resistir às “ordens” do Criador, que me dirige Acima do grau “animal”? Isso é possível?

O fato é que, além da vontade do Criador, há outro fator que eu posso usar: a influência do ambiente. Assim, eu vou contra o Criador, contra a Sua natureza, e consigo algo acima do grau de “animal”, me torno algo maior.

Baal HaSulam, “A Liberdade”: Portanto, aquele que se esforça continuamente em escolher um melhor ambiente é digno de louvor e recompensa. Mas aqui, também, não é por causa dos seus bons pensamentos e ações, que vêm a ele sem a sua escolha, mas por causa do seu esforço em adquirir um bom ambiente, o qual lhe traz esses bons pensamentos e ações.

Por isso, está claro que nós temos liberdade para construir, acima do nível de “animal”, o grau humano, o Ser Humano, que vai colocar a sela no “animal” e gerir a sua natureza. Para fazer isso, a pessoa também vai usar duas forças, mas elas serão diferentes: agora ela vai definir o bem e o mal por meio de um bom ambiente que a satisfaz.

Assim, o Criador controla a pessoa no nível da “razão”, mas a autogestão é realizada “acima da razão”.

O importante aqui é o quanto eu me torno integrado ao ambiente correto e sou absorvido por ele. Meu bom futuro depende somente disso.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/13, Preparação para a Convenção de São Petersburgo, “Princípios para a Construção de um Ambiente Melhor”, Lição 4

Pintinhos Debaixo Das Asas De Sua Mãe

Dr. Michael LaitmanNão há nada que possamos fazer. Nós não podemos ficar de braços cruzados e nos torturar, mas devemos nos esforçar. Mas nós não trabalhamos de acordo com o que sentimos, pois, caso contrário, não nos moveríamos. Se eu obedecer meus sentimentos e sensações, eu sempre permanecerei no mesmo estado e não serei capaz de fazer nada.

Meus sentimentos, o meu desejo de receber, estão num determinado estado, e enquanto estou imerso em meu desejo, na minha matéria, não posso agir contra ele. Felizmente, eu tenho uma mente pela qual começo a estudar os meus sentimentos, de modo que entendo que o meu estado e os meus sentimentos são ruins, e que eu tenho que mudá-los.

Ao usar a minha mente, que é totalmente oposta aos meus sentimentos, eu começo a imaginar o próximo estado, o nível superior, que age sobre mim e me influencia se eu anseio por isso, como um embrião em relação a sua mãe. Eu começo a pensar em como deveria me esconder, como deveria “me esconder sob suas asas”, e como posso entrar no nível superior e me adaptar a ele.

Eu só penso sobre a forma do embrião, sobre a impressão que vou receber da parte superior se eu penetrá-la mesmo egoisticamente e receber a sua proteção e preocupação. Então eu imagino como se parece o ventre da mãe que eu quero entrar e entendo que ele é o grupo que é estabelecido por minhas relações com os amigos. Eu gradualmente começo a fazer o meu melhor para estabelecer tais relações com os amigos.

Graças a esses pequenos esforços que resultam da mente, eu começo a avançar, “tudo é apagado na mente”, já que quando se trata de sentimentos, eu estou simplesmente morto. Mas usando a minha mente, eu posso pensar um pouco e imaginar esta imagem: a ordem dos estados de dois níveis, o inferior e o superior. Eu imagino como o inferior entra no superior, como é possível organizar tal estado com a ajuda do grupo e como me rebaixar diante deles para que eles se tornem a parte do útero que vai passar a Luz superior a mim. Se eu me rebaixar diante deles, eu serei capaz de receber a Luz por eles e nem sequer saber disso.

Portanto, eu repito que não devemos permanecer sob o controle total de nossos sentimentos que nos separam durante a descida. Nós temos que imaginar as relações entre os níveis e onde você está em relação ao superior, para usar a mente um pouco a fim de sair dos meus sentimentos e olhar objetivamente para o estado em que estou e o que pode ser feito nele, mesmo que seja artificial.

A pessoa começa a imaginar os níveis e estados, e influencia seus sentimentos com sua mente e, portanto, tem alimento para o pensamento. É assim que ela começa a estabelecer seu novo estado. A Luz que Reforma vem e tira a pessoa do mau humor, implantando nela esperança e confiança, com as quais ela retorna aos amigos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/13, Shamati # 40

Uma Visão De Cima

Dr. Michael LaitmanPergunta: O avanço espiritual é possível sem um conhecimento profundo da psicologia?

Resposta: Basicamente, os Cabalistas não aprenderam psicologia, afinal de contas, ela começou a ser ensinada a cerca de 50-70 anos atrás. No início do século passado a psicologia ainda não existia como ciência. E ainda hoje é difícil chamá-la de ciência, porque é impossível aprender e investigar o ser humano enquanto nos encontramos no atual nível animal de desenvolvimento. Para ser capaz de investigar e aprender algo, nós precisamos estar num nível mais elevado.

Portanto, só é possível perceber o ser humano e sua psicologia, isto é, a estrutura de sua alma, dentro da sabedoria da Cabalá. A psicologia é a alma. Quem pode aprender e investigar a alma? Tudo o que aprendemos são todos os tipos de reações animais: tanto instintiva ou o resultado da influência do ambiente ou da sociedade humana um no outro.

A psicologia como ciência acabou há cerca de 20 anos. Nós paramos de compreender uns aos outros e, portanto, ninguém pode seriamente estar envolvido com ela. Mesmo os psicólogos falam sobre isso. Desde o início dos anos noventa, não houve novas descobertas nela, nem mesmo a dependência foi definida, o ser humano tornou-se irreconhecível, uma pessoa não pode conhecer outra pessoa.

Por causa disso, nós precisamos nos elevar para um novo nível. Através do ensino da sabedoria da Cabalá é possível compreender a psicologia humana, sua alma, porque tudo é estabelecido lá. Como é possível compreender uma pessoa se não sabemos como ela é gerenciada, de onde, para quê, com que propósito ela avança. A meta é o que estabelece todas as respostas da pessoa.

Nós vemos a pessoa apenas em sua vida cotidiana e mundana, quando ela só se organiza para viver os 70 anos de sua vida. Isso não é psicologia, e sim um nível normal de existência animal. Portanto, apenas aprendendo a sabedoria da Cabalá é possível aprender psicologia.

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/06/13, Lição 5

Co-Dependência

Dr. Michael LaitmanPergunta: O momento de transição de um nível para outro depende do que?

Resposta: O tempo de transição de um nível para outro depende apenas de você. Cada um de nós deve ter livre arbítrio. Se eu dependo dos outros, eu não tenho livre arbítrio.

Isto é, por um lado, nós dependemos uns dos outros de forma absoluta, mas, por outro lado, não dependemos de ninguém. Eu devo dizer a mim mesmo que todo o grupo se encontra num estado ideal e que tudo depende de mim.

Eu preciso considerar isso e esclarecê-lo da seguinte maneira: “Todo mundo depende de mim. Mas eu também dependo deles. Será que vou ser capaz de avançar se olhar para os seus rostos? Se eles são simpáticos e tendem a ser gentis, então sim, e se eles não são amigáveis, então não. Portanto, como devo me comportar?”. Isto é, seus estados e sua influência sobre mim também dependem de mim; eu preciso trabalhar neles. Isso quer dizer que eu já dependo deles, mas isso depende do quanto posso influenciá-los. Aqui ocorre a conexão oposta, que também depende de você.

Nós podemos ver e ser convencidos de que, por um lado, somos completamente independentes e livres, e, por outro lado, estamos totalmente interconectados entre nós, e que podemos tomar dos outros qualquer forma que desejarmos. Isso significa, na verdade, que estamos sempre trabalhando com a presença de um grupo que se encontra no mundo do infinito; é apenas o nosso ego que os retrata como estamos descrevendo-os para nós mesmos agora. Apenas ele! Portanto, a fim de avançar, é preciso “trabalhar” com eles, elevá-los aos nossos olhos. A fim de elevá-los aos nossos olhos, nós precisamos realmente trabalhar.

Durante o trabalho espiritual todas as perguntas irão gradualmente se tornar mais claras, pois, a fim de esclarecer cada uma delas é preciso criar dentro de nós novas sensações o tempo todo, o que não experimentamos anteriormente. Portanto, pensem, esclareçam essas questões, e, no final, elas vão se misturar num único todo, mas isso já vai ser um estado espiritual. Então, nós vamos sentir o quanto ele é fechado, completo.

Da 2ª Preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

Muitos Estados Por Segundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós podemos avançar mais rápido sem uma crise interna? Como nós podemos fazer isso?

Resposta: Nós podemos passar por crises internas numa velocidade ilimitada, pelo menos dez crises num minuto.

Então, você verá que o tempo se expande. Talvez você já sinta que às vezes um segundo dura muito mais tempo. É como se ele se estendesse. Você entra nele e ele não tem volume. Você realmente vai sentir isso.

Portanto, é possível passar por muitos estados por segundo, mas, novamente, é um sério trabalho interno no grupo. Nós precisamos que os amigos nos lembrem constantemente disso. Quando há constante apoio mútuo, você entra numa outra dimensão.

Da Preparação para a Convenção em Krasnoyarsk 13/06/13

O Que Podemos Esperar Quando Temos Os Olhos Vendados?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós falamos tão pouco sobre coisas boas, e muito sobre problemas e dificuldades que encontramos no caminho espiritual?

Resposta: Eu acho que os problemas que encontramos são uma coisa boa. No nosso caso, nós não iriámos nos voltar para encontrar o Criador se não fosse por esses “problemas”, como os chamamos.

Eu sinto que tais problemas são doces, pois caso contrário meu “animal” nunca se voltaria na direção do Criador. Na verdade eles podem me assustar e me preocupar, e podem até ser uma ameaça à minha vida, mas tudo vem para me dirigir a Ele.

Em caso afirmativo, o que há de errado nisso? Seu corpo físico é que experimenta os sentimentos desagradáveis. Portanto, não se identifique com ele, comece a formar o ser humano em você que “monta” o animal corporal.

Em geral, o mundo espiritual baseia-se em superar a inclinação ao mal. É impossível escapar disso. A humanidade tem tentado fazê-lo ao longo da história, com a ajuda de várias religiões, crenças, estruturas sociais, leis, ciência e tecnologia.

Tudo isso foi realmente uma tentativa de fuga, uma busca por outros meios de melhorar nossa qualidade de vida e abandonar o caminho ao Criador. Mas esses meios causam uma falha ainda maior; no final, nós ficaremos sem nada. Por exemplo, há poucos dias a ONU recomendou a utilização de insetos como alimento para lutar contra a fome. Aqui está: o futuro do mundo…

Em suma, somente pela revelação do mal é que nós podemos ser direcionados à meta, pois é assim que podemos escolher o que considerar como mal. Eu posso me sentir mal quando meu amor próprio “reclama” de desconforto, ou posso me sentir mal, pois ainda não adquiri minha alma, a conexão com os outros, e com o Criador como parte dela. É exatamente onde reside o nosso livre arbítrio.

É impossível escapar disso, não importa quais argumentos você traga. A Providência superior age sem pedir o meu consentimento. Agora eu tenho que aceitar e mais tarde eu vou entender isso.

De qualquer forma, a espiritualidade é construída sobre o desejo corrupto por prazer. Por isso, não podemos deixar de falar sobre isso; afinal, diz-se: “Eu criei a inclinação ao mal”. A “Torá”, ou o método de correção, é necessário exatamente por esse motivo, e é exatamente quando um pouco de mal é revelado entre nós, quando já queremos nos unir, mas ainda não sabemos como: de que forma, em que princípio, isso vai nos “colar” juntos, e como realizar esta união.

Assim, nós exigimos que a Torá se manifeste em oposição ao mal que é revelado, mas é um mal “doce”. Nós começamos a entender que não temos o poder de enfrentá-lo por nós mesmos, que precisamos da ajuda da força superior, e que o mal está na ruptura da conexão entre nós. Nós simplesmente devemos, queremos lutar para nos conectar, “como um homem em um só coração”. Nós podemos chamar de “mal” o que está acontecendo, mas na verdade não é mal, mas a oposição ao Criador, Suas “costas”. É tudo Ele.

Isso significa que não lutamos entre as garras do mal e o Criador, já que sentimos que o bem e o mal são ambos Ele e são as faces da Sua atitude. Às vezes, um pai sorri para o seu filho, e às vezes dá-lhe um olhar duro, evocando assim diferentes reações na criança, à medida que ela forma sua percepção.

Pergunta: Por um lado, me é mostrado o lado negativo, e por outro lado, me é mostrado o que vou receber no final…

Resposta: Você vai passar o ponto de ruptura, a quebra, como resultado da qual você de repente sentirá prazer em doar. A Luz virá e despertará você para amar os outros. Em seguida, você irá doar a eles e sentirá prazer infinito.

Afinal, é o seu ego que limita você e que está parando você dizendo: “Você pode ir até aqui e não mais do que isso”. Você luta com ele para expandir os limites da doação. Se não houvesse nenhum ego, você iria participar na doação da mesma maneira que se envolve em receber agora, simplesmente porque acha que doar é agradável.

Portanto, para ter certeza que é amor verdadeiro, e não artificial, ele é construído sobre o desejo de receber, para que você possa ser neutro, livre de receber e de doar. Então, você realmente trabalha, realmente controla a satisfação de toda a humanidade e executa a missão do Criador, não tomando nada para si mesmo, sem ter contato com a negatividade da qual você tem que fugir ou com a positividade que poderia trazer-lhe prazer. Este é o momento da eternidade numa pessoa, o ponto médio na escala do bem e do mal.

Pergunta: O que significa “para nos trazer prazer”?

Resposta: É um significado diferente, novo. Eu escolho o prazer para que ele não dependa de mim e eu não dependa dele.

É impossível explicar, ilustrar ou desenhar. Trata-se de um sentimento, e se você tentar tocá-lo com sua mente atual, é uma abordagem errada. Afinal, você não permite que seu coração se abra.

Não é por acaso que falamos de um jogo como a principal ferramenta para o nosso avanço. Se você se coloca fora do jogo, você fica apenas com queixas. Você pode diminuir o valor de tudo na vida por uma atitude desrespeitosa, e agora?

Nós precisamos nos unir, e para fazer isso nós trabalhamos em grupos. Por que grupos? Porque é como nós permitimos que a Luz nos influencie pelo menos um pouco. Nós podemos subestimar a conexão entre os amigos e o que ela pode atrair. Mas por nossos esforços mútuos, nós lhe damos a importância e o apelo, e solicitamos novamente um pouco da Luz que Reforma através disso.

Quem realmente precisa da doação? Ninguém. Mas ainda assim, nós falamos sobre ela, e a Luz Circundante responde a isso e está pronta para aceitar a nossa “mentira”.

É assim que nós nos desenvolvemos e não há outra maneira. É sempre a partir um estado egoísta de Lo Lishma (não para si mesmo) que alcancemos a intenção altruísta de Lishma (para si mesmo). É impossível formar a criatura de outra forma.

Quanto às queixas, o ego sempre desempenha o papel de acusador, mas os sofrimentos acabarão por quebrá-lo. Você não será capaz de ditar suas condições ao Criador. Ele irrita você de propósito para estimulá-lo, e há apenas uma resposta para isso: subjugar-se ao grupo.

Você deve entender que o seu ego é totalmente “quadrado” e que você não vai conseguir nada com sua ajuda. Enquanto você olhar para a realidade através do prisma do amor próprio, você não vai ver nada. Todos os mundos estão ocultos de você; o sistema da Providência superior está fora de sua vista. O que pode ser aberto para você se seu ego filtra todas as chamadas do Criador? Você pode reivindicar a demonstração de qualquer coisa quando na sua frente está uma venda impermeável?

É por isso que os Cabalistas nos dão conselhos sobre como agir neste estado. Se não usarmos seus conselhos, os problemas nos ajudarão a ficar sábios.

Não há nenhum propósito em sentir ressentimento de que algo está oculto de você. Você não tem meios para ver a verdade; somente na união nós podemos ver a liderança do Criador e estar cientes do que está acontecendo.

Mas com a condição de que essa compreensão e esse sentimento não vão jogá-lo fora da pista. Afinal, quando você finalmente obtiver esta oportunidade, você não vai realmente querer sentir e compreender, a fim de evitar um “suborno”.

Você vai dizer ao Criador, “Não revele nada para mim”. Caso contrário, eu vou perder meu livre arbítrio e vou me transformar num “anjo” e descer para o nível “animal”. Eu prefiro ser um ser humano que se esforça e comete erros do que um “animal sagrado” que não tem livre arbítrio. Apenas no nível humano eu posso expressar a minha atitude e só lá eu existo.

Você vai querer colocar Masachim (telas) sobre a Luz, temendo não resistir às suas tentações. Afinal, os guardas que não permitem que você entre no palácio do Rei o mantém afastado, não por sofrimentos, mas por golpes de abundância, que são muito mais fortes e são revelados a você como um amor que o enlouquece. É muito mais difícil colocar uma Masach sobre ele do que sobre os problemas da inclinação ao mal.

Hoje ela realmente ajuda você a entrar em contato com o Criador. O sofrimento foca você na meta. Portanto, diz-se, que o Faraó aproxima os filhos de Israel do Criador. Depois, haverá outros obstáculos e eu vou entender suas reclamações. Afinal, os golpes da Luz são muito mais difíceis. Mas não importa o que aconteça, você sempre vai querer a luta entre estas duas forças opostas, já que apenas entre elas você pode determinar sua independência.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/05/13, O Zohar – Introdução

Preocupações Do Embrião

The Embryo's WorriesRabash, Shlavei Hasulam (Degraus da Escada), Artigo 38, “O Que um Copo de Bênção Deve Estar Cheio, na Obra”: Uma vez que é um trabalho duro superar constantemente a si mesmo e anular-se diante do superior, de modo que o superior fará o que quiser. Isto é chamado de Ibur, o estado de pequenez que é mais restrito.

Por um lado, é um estado de pequenez (Katnut), o estado de um “embrião”, o nível mais baixo possível, e por outro lado, é um estado de grandeza (Gadlut). A questão aqui é em que nível eu permaneço como um embrião. É porque a fase de Ibur (concepção) inclui todos os estados e todos os níveis. Só depois é que passo para os níveis de Yenika (sucção) e Mochin (mente), quando eu já trabalho com o meu desejo a fim de doar, continuando na mesma direção da autoanulação que está no nível do embrião. No entanto, eu já me anulo, não só restringindo-me, limitando o meu desejo, mas também em usando-o a fim de doar, na mesma direção que eu comecei a usá-lo inicialmente.

Assim, o nível de embrião, que é a base de tudo, é grande e único. Desta forma, o futuro ser humano continua a sua fase embrionária, mas ele já a usa de forma diferente. De um jeito ou de outro, nós estamos constantemente nos anulando diante do Criador, diante da Luz superior, de modo que ela vai nos mostrar a nossa natureza e nos dará mais força.

Anular-se diante do superior significa subir acima do meu eu atual e assumir a sua forma. “Embrião” (Ubar – רעֻבָּ) é um estado estático de quem passa (Over – עוֹבֵר) de um estado para outro. Além do mais, ele se move sentindo raiva, e contra os seus desejos naturais, uma vez que sempre esclarece e supera a si mesmo sob pressão.

No início, este caminho parece muito difícil e inatingível. É possível viver assim? É claro que é impossível se tivéssemos que agir sozinhos. Mas o Criador criou a quebra dos vasos para nós, e nós podemos trabalhar num estado de um embrião com a ajuda do ambiente, e não sozinhos. Nós estamos rodeados de amigos e trabalhamos com eles. Assim, nosso trabalho é dividido em muitas partes de acordo com os nossos esforços, e cada parte se junta aos outros. Por fim, nós juntamos os esforços adequados para o estado de Ibur, e finalmente o aceitamos.

Portanto, nós devemos entender que a parte mais difícil não é a autoanulação, mas a unidade e a conexão do grupo. Se eu me juntar os amigos, eu vou ter o poder de me tornar um embrião.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/04/13, Lição 2

O Desenvolvimento Acelerado Do Embrião Da Alma Global

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o nosso grupo mundial deve se unir e fazer um esforço para evitar o estado de “aborto espiritual”?

Resposta: Se nós nos conectamos a um grupo global, então todos experimentam tudo o que um dos seus membros, ou todo o grupo, atravessa. Por isso, nós somos incorporados um no outro e passamos por todos esses estados rapidamente. Em termos de velocidade, tal desenvolvimento de muitos grupos juntos difere qualitativamente do desenvolvimento de um grupo, sem mencionar um único indivíduo.

Embora as mudanças pareçam ser indiretas, elas são incluídas em todos e servem como preparação para nós. Então, de repente, eu tenho pensamentos e sentimentos que os outros já experimentaram e, assim, eles evocam novos estados dentro de mim.

É semelhante à forma como em nosso mundo nós aprendemos uns com os outros: uma criança nascida no século XXI usa a experiência de todas as gerações que a precederam. Assim, é muito benéfico e útil estarmos conectados o mais fortemente e próximo possível, uma vez que isso encurta o caminho de forma significativa. Hoje, a natureza simplesmente exige isso.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/13, Escritos do Rabash

Tocando A Ascensão Espiritual

Dr. Michael LaitmanTorá, “Êxodo”, 19:12-13: E marcarás limites ao povo em redor, dizendo: Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte, certamente morrerá.

Nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá; soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte.

Pergunta: Por que existem todas essas condições para se aproximar do Monte Sinai?

Resposta: Um “Monte” significa 125 graus de ascensão ao Criador, e inclui todo o ego de uma pessoa. Cinco mundos X cinco Partzufim X cinco Sefirot (5X5X5) = 125 graus. Estas são as etapas de acordo com o que a pessoa deve mudar internamente enquanto sobe os níveis até o topo, fundindo-se com o Criador.

Entretanto, a nação está na base do monte. Ela ainda não recebeu a Torá, as instruções para a correção do ego, e assim não pode “tocar” a ascensão espiritual sem estar pronta para isso.

Quando uma pessoa trabalha com seu ego e deseja começar a subida espiritual com ele, em sua forma atual, ela só irá se confundir e se destruir. É como uma criança que grita “eu quero” e entra num lugar que não deve, e nós temos que protegê-la de se machucar. É a mesma coisa aqui, quando uma pessoa que não sabe as instruções, não consegue se aproximar da ascensão espiritual, a menos que as conheça.

Afinal, as instruções dizem como ela deve gradualmente se corrigir, de acordo com quais etapas e de que forma, e é a única maneira da pessoa subir. E mais, ela terá que enfrentar problemas em todos os níveis: ela será empurrada para baixo do monte, vai cair e subir novamente, tentando subir de um nível para outro, como uma criança que ainda não é forte o suficiente para levantar uma perna.

A pessoa é jogada de volta, ela cai, rola alguns níveis para baixo e, em seguida, tem que subir novamente, mas como ela sobe para os níveis anteriores, ela já os entende melhor. Ela pensa: “Uau! Agora eu entendi”! Ela tenta subir um pouco mais alto, e cai dois níveis para baixo. Depois, quando ela sobe do nível mais baixo para o nível médio e, em seguida, para o superior, ela começa a entender o nível médio, melhor, pois já descobre nele não a Luz de Nefesh, mas a Luz de Ruach.

Ela começa a entender melhor esse nível, e depois cai três níveis para baixo. Caso contrário, como ela pode entender isso? Para entender todas as razões ela tem que descer. É a partir deste estado, quando ela é criada como “existência a partir da ausência”, antes mesmo da criação do nosso mundo, e antes do seu atual entendimento de como ela é e o que ela é, é justamente a partir deste ponto que ela tem que entender seu eu atual e como continuar.

Portanto, do ponto atual de nossa vida, nós nos lembramos dos anos que se passaram e os compreendemos melhor do que quando estávamos apenas vivendo-os. Por isso dizemos: “Foi assim ou eu estava sonhando?”

Ou seja, nossa vida era como um sonho. Agora, se nós atingimos os níveis superiores e olhamos para trás a partir do nosso nível atual, nós começamos a entender que tudo isso era predeterminado precisamente para que agora, na minha forma atual, eu seja capaz de ver todo o meu passado e concorde com aquele que preparou tudo isso para mim: o Criador.

Pergunta: Será que isso significa que eu justifico todo o meu sofrimento, não importa o que eu tenha passado?

Resposta: A questão é que agora eu não vejo mais todo o sofrimento. Eu vejo as mudanças necessárias que eu tinha que percorrer para estar em contato com o Criador hoje. Eis porque há sempre mais descidas do que as anteriores.

O Livro do Zohar nos fala sobre o Rabi Shimon que passou por todos os níveis da realização espiritual, e quando ele estava a um nível antes do fim da correção, ele desceu até o fundo e só então sentiu que estava enfrentando o último nível (125º nível).

Pergunta: Isso significa que ele tinha a centelha do último nível nele?

Resposta: Caso contrário ele não estaria na parte inferior, uma vez que só é possível medir a si mesmo em relação ao topo. Assim, a pessoa não pode progredir espiritualmente se não recebe o método de correção e não passou pelos três dias de afastamento em relação ao seu ego.

Os três níveis são necessários para separar totalmente o seu eu do seu atributo, e para passar para o próximo. É porque os dois níveis que estão próximos um do outro têm algo em comum, e a pessoa tem que estar não entre dois níveis, mas entre os três níveis, o que significa que ela tem que passar do nível inferior para o superior e, em seguida, para uma ainda maior. Então, através do nível médio, ela se desconecta do nível mais baixo.

Depois, é possível corrigir a si mesmo para “lavar sua vestimenta”, o que significa corrigir um determinado nível do ego, a quarta parte.

Então você pode chegar perto do Monte Sinai num determinado círculo. Você tem que ver este círculo e compreender a si mesmo, seus atributos egoístas em comparação com os altruístas. Quanto mais a pessoa se corrige, mais alto ela pode subir o monte, que simboliza o ego, e subir acima dele. Afinal de contas, todo o ego do Faraó, tudo o que o Egito representa, o ego universal, se transformou no Monte. Sinai.

Você só podia escapar do Egito, mas aqui você tem que subir acima do seu ego e começar a trabalhar com ele. A diferença entre estes dois estados é que, no meio, você recebe esse método de correção, a Torá. Afinal, sem o método de correção, você não pode sequer começar a se corrigir. Agora você tem a chance de subir o monte.

Pergunta: O que significa “nenhuma mão tocará nele; porque certamente será apedrejado ou asseteado”, e “soando o cifre do carneiro longamente, então subirão ao monte”?

Resposta: Uma pedra significa o ego, “o coração de pedra”. O chifre do carneiro é a descida da Luz Superior da realização, da revelação. Eu a recebo ao ouvir (o atributo de Bina). Quando eu começo a ouvir o som do chifre do carneiro, ele me corrige, e eu começo a ver, o que significa que a visão, a compreensão, é revelada em mim. A visão é um nível mais elevado.

De Kab Tv, “Segredos Do Livro Eterno” 18/02/13