Textos com a Tag 'Progresso espiritual'

Não Há Saída – Nem Entrada

Dr. Michael LaitmanNós já dissemos muitas vezes que o avanço depende do sentido da importância da meta. O problema é que o nosso egoísmo diminui essa importância o tempo todo por causa de sua oposição a ela. Mas não é a meta que é oposta, mas os meios de alcançá-la. A meta da criação é deleitar os seres criados. O nosso egoísmo quer desfrutar, e a meta é obter o máximo prazer, tanto em quantidade e qualidade.

Portanto, o que nos impede de alcançar essa meta? O que impede é o meio pelo qual esse máximo prazer pode ser alcançado. Este prazer só pode ser recebido em vasos ilimitados, mas tal vaso não pode estar recebendo. O vaso de recepção é limitado por definição e recebe apenas conforme a sua capacidade.

Somente se um vaso passa satisfação através de si mesmo, recebendo em prol da doação para o outro ou o Criador, que é essencialmente o mesmo, sob esta condição ele se abre para o prazer infinito e pode alcançar o propósito da criação, a sensação de infinita bondade do Criador.

A Luz, pelas condições iniciais, não pode entrar no vaso de recepção, o qual deixa todo o conteúdo em si. Não há saída – nem entrada. É por isso que a tarefa não é parar de buscar o prazer. É necessário apenas alterar o caráter de satisfação: O que eu desfruto? Ou mais especificamente: “Para quem eu dou prazer?” O prazer deve vir de dar prazer aos outros, da doação. Neste caso, os meus vasos se tornarão ilimitados e vou atingir a meta.

É importante entender que esta é uma distinção sutil que separa desejo e intenção. Os desejos podem crescer tanto quanto você quiser! Não temos que suprimi-los, fazer uma dieta, ou atormentar-nos. Pelo contrário, temos que aproveitar a vida! Caso contrário, você parece ignorar o que o Criador preparou para você. A única questão é se você deseja tudo isso para satisfazer o Criador. Para fazer isso, nós precisamos descobrir novos desejos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/11/13, Escritos do Rabash

A Passagem No Muro

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Ensino da Cabalá e sua Essência”:  De acordo com a potência acima mencionada na Torá, isto é, considerando a medida de Luz nela, é certo que a Torá deve ser dividida em graus, de acordo com a medida de Luz que a pessoa pode receber por estudá-la.

A “Torá” é o meio de correção do desejo primordial. A Luz, “algo a partir de algo”, criou o desejo como “algo a partir do nada” e desenvolve este desejo para corrigi-lo ao estado necessário. Assim, toda a influência da Luz sobre o desejo durante o seu desenvolvimento é chamada de “Torá”.

Assim, a “Tora” é o método de correcção do desejo até que ele atinja o estado requerido. Luzes individuais “sacodem” os vasos do desejo, os alinham, conectam e desconectam, e tudo isso é a Torá.

Nós estamos falando sobre isso e nos coordenar na medida em que somos capazes de envolver e atrair a Luz. A parte que atraímos é chamada de Torá para nós. Nós podemos atraí-la de acordo com uma das cincos camadas de desejo (fases de Aviut), de zero a quatro. Assim, a Torá está dividida em cinco partes para nós.

Ao estudá-la, nós podemos estudar as relações dos fragmentos quebrados. Hoje, nós observamos sua interação egoísta, pois eles dependem uns dos outros, mas sua conexão é ruim, e nós estudamos como conectá-los corretamente. Para isso, nós precisamos da Luz que Reforma, para criar um bom relacionamento com os vários desejos, partes da criação, e todas as interconexões entre as pessoas nos sistemas que elas construíram. Nós queremos que a Luz nos organize na conexão correta; caso contrário, todas as conquistas da humanidade vão acabar em fracasso.

É por isso que precisamos da sabedoria da Cabalá, o meio que nos permite atrair a Luz. Ela vai nos levar de volta à fonte, e assim, a Luz geral, o Criador, será revelada em nossos relacionamentos corretos.

Quando eu estou estudando, eu alinho todos esses componentes: movendo-os desde o estado quebrado até o corrigido, da crise à unidade, da recepção egoísta aos relacionamentos altruístas gerais, à conexão e garantia mútua. Assim, a conexão correta, o sistema correto, serão revelados para mim.

Além disso, eles são revelados em etapas. Se eu atuo apenas na primeira camada do desejo, eu revelo o “segredo” (SOD). A segunda camada mostra “alegoria” (Drush), a terceira é a “dica” (Remez), e a quarta camada é aquela em que todas as conexões estão corretamente alinhadas, e ela me revela o “significado simples” (Pshat), onde tudo é simples, aberto, revelado.

Assim, a Torá é o meio para a correção dos vasos. A correção do ser humano é a quarta fase (Behina Dalet), pois contém todas as anteriores. Quando o ser humano é corrigido, todos os outros níveis também são corrigidos: inanimado, vegetal e animal.

Portanto, tudo depende do estudo da Torá. Isso significa que eu quero aprender os componentes e conexões corretos entre os vasos de várias formas, os quais me levam ao sistema correto, verdadeiro, onde todos os desejos estão conectados uns com os outros em doação mútua. E isso faz com que seja possível para eu revelar o Criador.

Assim, devido à conexão de diferentes desejos e sua interação, por meio da doação mútua, eu revelo o Criador. Por quê? Porque nos desejos que estão conectados corretamente, nos Partzufim espirituais, nos “círculos” e “linhas retas”, TANTA (Ta’amim, Nekudot, Tagin e Otiot) se manifesta, todos os detalhes de percepção, todas as descobertas que vêm a mim da Luz. Assim, eu revelo o vaso e a Luz apoiando um ao outro, e isso me permite sentir, revelar, a raiz de acordo com o princípio “de Suas ações, vamos conhece-Lo”. Isso se expressa na Luz e no vaso, na estrutura de TANTA, HaVaYaH, e assim, é manifestada em nós.

Este é o propósito da criação. Na verdade, eu sou capaz de revela-Lo apenas por adesão, que eu chego no final. Eu revelo o Criador nos vasos corrigidos; o TANTA principal, HaVaYaH, é revelado, e por isso eu Lhe dou satisfação da mesma forma como Ele o faz. Devido a esta reciprocidade, nós chegamos à adesão, o estado final.

Na verdade, todas essas facetas estão muito próximas, e a principal coisa para nós é tentar conectá-las. A crise, os problemas atuais, os inimigos que estão contra nós, e o Criador que nos salva deles, todo o processo que atravessamos, nós temos que trazer tudo isso junto e vê-lo como um único sistema.

Por enquanto nós nos voltamos à Torá como o livro escrito por Moisés. Nela, ele descreveu e apresentou o próprio processo que está diante de nós. Diz-se que, em cada geração, a pessoa deve ver a si mesma como se saísse do Egito. A história toda até a crise atual pode ser comparada com os sete anos de saciedade. Em geral, ficamos satisfeitos com nosso desejo egoísta, o nosso desenvolvimento, o “sonho americano”, que parecia prestes a se tornar realidade. Competindo uns com os outros, nós esperávamos subir mais e mais, a ter mais e mais, reinar sobre a natureza…

Então, de repente, os sete anos de fome chegaram, as recompensas prometidas não foram satisfatórias, pelo contrário, nos humilharam e desprezaram. O trabalho acabou por ser muito difícil, como a escravidão. O desespero é crescente; gememos sob o jugo insuportável, e não encontramos saída. O mundo inteiro está “afundando” em crise, e, em essência, esses estados anunciam a fuga do Egito. Nós estamos chegando mais perto da realização do desamparo completo, e a única saída é mostrar às pessoas a porta para a espiritualidade. Esta é verdadeiramente uma passagem através do muro para um novo mundo. No entanto, a condição para passar por ele é que não podemos ver o muro. Vamos tentar…

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 19/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Envolver-Se Em Uma Coisa Só

Dr. Michael LaitmanExistem dois caminhos: o caminho da Torá e o caminho do sofrimento No entanto, estas não são realmente duas opções, porque ao longo do caminho do sofrimento nós recebemos golpes que nos colocam de volta no caminho da Torá.

Portanto, nós temos que perceber o mais rápido possível que há realmente apenas um caminho e que precisamos avançar pela Luz que Reforma, já que os sofrimentos não nos corrigem. Apenas uma oração, um pedido de correção, atrai a Luz, e, em seguida, depois de passar por várias correções, chegamos ao objetivo da criação.

O Criador é a bondade absoluta que ilumina sobre nós, e nós não temos escolha a não ser avançar em direção à meta que foi preparado para nós com antecedência. O objetivo é fazer o bem aos Seus seres criados; portanto, aderir-se a Ele é o benefício real. Isto é o que devemos alcançar.

O Criador bom e benevolente é revelado de acordo com a lei de equivalência de forma, na medida em que somos iguais a Ele. Ele está na doação e no amor absoluto, e nós também devemos alcançar os mesmos atributos. No entanto, nós nos aproximamos deste estado gradualmente, descobrindo vez após vez o mal em nós, tentando atrair a Luz que Reforma, que é chamada de Torá. Ela nos corrige e estas porções de correção que são chamadas de “cumprir as Mitzvot (mandamentos)” nos empurram para frente, uma por uma, até que nos tornamos como fruta madura que está pronta para o “acoplamento completo” (Zivug).

Isto é como a atitude do Criador para conosco é revelada de acordo com a providência proposital. Ela opera dessa maneira, a fim de estimular em nós suas diferentes formas repetidamente. Assim, nós podemos conhecê-Lo de acordo com o princípio da vantagem da Luz a partir da escuridão.

Assim, aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo também é maior. Quando subimos ao Criador nos atributos de doação e amor, podemos esclarecer melhor como somos opostos a Ele, e podemos esclarecer as coisas mais profundamente na medida em que a imagem se torna mais clara e nítida. Assim, podemos chegar mais perto do Criador por todo o caminho até o último nível de esclarecimento da conexão entre nós.

Baal HaSulam afirma que a religião é um meio, uma ferramenta para alcançar o Criador, o objetivo da vida. Os meios são indicados para aqueles que trabalham com eles, e todos os outros ficam confusos com suas próprias ideias sobre a religião. Em vez de estabelecer a ordem correta e o sistema correto, eles estão construindo um “ídolo e uma imagem”, falsas imagens, contanto que tenham algo com que se envolver sem se corrigir em prol do amor e doação, sem ansiar alcançar o nível “do amor das criaturas ao amor do Criador”.

De acordo com este sinal, nós podemos diferenciar entre a sabedoria da Cabalá e todos os outros métodos, pois nenhum deles permite que a pessoa mude sua natureza do ódio ao amor. Assim, todos eles são inaceitáveis.

É por isso que estudamos, disseminamos e trabalhamos na conexão do grupo, e com isso chegamos ao reconhecimento do mal. Acontece que o mal é a nossa natureza e temos que nos livrar dele e alterá-lo para uma natureza diferente.

Isso não significa que eu tenho que me destruir ou odiar a minha natureza, embora ela seja má. Não, eu vejo o que o Criador me deu nela, e só deve corrigi-la com muito cuidado. Eu não tenho outro compromisso na vida, exceto a correção da minha natureza. Eu não devo desrespeitá-la, mas preciso estudá-la profundamente, com precisão e em grande detalhe e então, a partir dessas corrupções, eu entendo qual deve ser a forma correta.

Portanto, o Criador é chamado de “Boreh” (venha e veja). Eu transformo o meu ego para “a fim de doar” e estabeleço uma restrição acima dele, uma Masach (tela) e a Luz de Retorno, e gradualmente formo a imagem do Criador a partir das partes corrigidas. Eu O construo em mim.

Caso contrário, Ele continua sendo uma força invisível que não pode ser revelada em nossos sentidos. É porque Ele é revelado apenas de acordo com a nossa capacidade de adaptação a Ele, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Superar E Seguir Em Frente!

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 56: …é mencionado no Masechet Ta’anit (p.20), que o Rabino Elazar, filho de Rabino Shimon, chegou de uma torre cercada da casa de seu rabino. Ele conduzia seu burro e passeava ao longo do rio, sentindo grande alegria. E sua mente era bruta, como havia estado estudando muita Torá.

Um homem muito feio atravessou seu caminho. Ele lhe disse: “Olá Rabbi!”, mas ele não respondeu. Ele lhe disse: “Quão feio é este homem. Será que todos os homens da sua cidade são tão feios quanto você?” Ele respondeu: “Eu não sei, mas vá e diga ao artesão que me fez, ‘Como é feio esse vaso que você fez!’” Como ele sabia que ele próprio havia pecado, desceu do burro…

Porque ele viu que havia entrado num estado do qual não podia subir. Por esta razão, Elias apareceu e lhe disse: “Vá ao artesão que me fez”. Em outras palavras, uma vez que o Criador criou você tão feio, Ele deve ter sabido que é com estes Kelim (vasos) que a meta pode ser alcançada. Portanto, não se preocupe, vá em frente e tenha sucesso.

No final, tudo é reunido para o trabalho no grupo, na nossa conexão. Neste contexto, nós temos que aprender a Torá interna (a sabedoria da Cabalá), a fim de atrair a Luz que Reforma ao local da conexão. Pois nós queremos que isso exista de tal forma que dentro dele já comecemos a descobrir e sentir o Criador. Nós devemos alcançar uma deficiência para isso e dar-lhe forma, tanto através do trabalho entre nós e também dos Kelim externos, através do envolvimento com disseminação.

Está claro para nós que há três círculos aqui. O círculo externo é o mundo, que deve melhorar a sua condição, mas que se encontra separado da espiritualidade. Depois vem nós, o conduto, o acomodador. Nós queremos sempre estar conectados com o Criador e ansiamos pela espiritualidade, isto é, queremos ser a parte doadora da criação. E o terceiro componente é a força superior, o Criador, nosso nível superior, que está vestido dentro de nós e manifesta todo este processo.

Se estivermos no grupo certo, com o estudo certo e a intenção certa, conforme avançamos, a Luz Superior nos influencia, e nós definitivamente sentimos a nós mesmos (nossas características) cada vez mais “feios”. Mesmo assim, é necessário continuar a aprender sobre esses estados, sobre todos os sentimentos de nossa feiúra, cada um de nós separadamente e todos nós juntos; para passar por descidas, para suportar o nosso nada, compreender a nós mesmos e a todos como nadas completos. Mas, em relação a todas essas emoções, a Luz aparece novamente e nos leva à conexão e realização. Isto é como nós avançamos.

Portanto, Rabi Elazar superou e continuou seu caminho. Nós também devemos fazer o mesmo: superar e seguir em frente.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/11/13, Shamati # 56 “A Torá é Chamada de Indicação”

Embora Você Não Possa Ver Nada Com Antecedência…

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 57: Eu não revelei esta verdade para você, para que você não enfraquecesse e desistisse da misericórdia. E apesar de você não ver nada, pois mesmo quando a medida do trabalho é completa, é o momento de oração. Mas até então, acredite em nossos sábios: “Eu não me esforcei e encontrei, não acredite”.

Quando a medida estiver cheia, a sua oração será completa, e o Criador concederá generosamente, como nossos sábios nos instruíram: “Eu me esforcei e encontrei, acredite”, porque a pessoa só é imprópria para uma oração antes disso, e o Criador ouve um oração.

Nosso desejo é capaz de conseguir tudo o que deseja. A única questão é saber se ele quer isso. Este é o estado para o qual devemos trazê-lo, tendo desenvolvido-o a um desejo perfeito e completo, porque só este desejo trabalha na espiritualidade.

No mundo material, é possível fingir, jogar alguns jogos como se nós quiséssemos, porque este mundo é falso. Neste mundo, tudo acontece dentro do próprio desejo, em vez de ser esclarecido no confronto entre os dois desejos: o desejo de receber e o desejo de doar. E se tudo está ocorrendo dentro do mesmo desejo, nós estamos livres para fantasiar qualquer coisa que quisermos. Afinal, em essência, isso não muda nada.

Toda a criação é avaliada apenas na área da interação entre os dois desejos: recepção e doação, o ser criado e o Criador. E lá, em qualquer momento, em qualquer estado, em qualquer parte dos desejos, apenas um único desejo verdadeiro age, isto é, o desejo de que chegou a sua quarta e última etapa “Behina Dalet“.

Portanto, se você não foi recompensado com a correção do seu desejo de desfrutar a doação, isto significa que você não alcançou o quarto e último nível do desejo, e deve trabalhar mais. Tudo depende se você pede com a verdadeira oração, isto é, se alcançou o quarto nível ou não.

E isso depende de seus esforços. Você é obrigado a “Tudo o que está em seu poder, faça-o”. É por isso que precisamos verificar se podemos realizar todos os conselhos dos Cabalistas e trabalhar de acordo com isso. E se não, é claro que você não vai ter nada. Leis rigorosas agem aqui. No mundo espiritual, há um completo HaVaYaH (desejo completo). Se você ainda não atingiu o completo HaVaYaH, o quarto nível do desejo, então este gatilho não funciona; você não atrai a Luz que Reforma que vai mudá-lo de egoísmo em doação. É possível subir ao nível seguinte e atingir a revelação apenas com a ajuda da Luz.

A revelação do Criador é a revelação do desejo de desfrutar numa pessoa que se transforma em doação. Isto é o que é chamado de revelação do Criador, porque o Criador é a propriedade de doação que se manifesta na pessoa quando ela quer doar.

Mas você realmente quer isso? Não pode ser que você tenha feito todos os esforços impostos a você e isso não aconteceu. De acordo com a lei, tem que acontecer! Portanto, mesmo se você gritar, você precisa verificar a quem você está se dirigindo. É como se o Criador não ouvisse o seu clamor, porque é uma lei que não pode ser transgredida. Todos estes gritos são apenas para despertar a si mesmo, forçá-lo a trabalhar, a fazer esforços e, no final, para completar a medida que lhe foi atribuída.

Baal HaSulam diz que você precisa saber disso com antecedência, de forma a não se desesperar e não desistir. Até o último momento, mesmo antes de concluir toda a medida de seus esforços, você não vai saber que chegou ao fim. É por isso que é chamado de “encontrar”; você vai obter a força de doação, que você não conhecia. Mesmo assim, em cada grau seguinte, você descobre algo completamente novo.

Portanto, é dito: “Eu me esforcei e encontrei!” Mas este encontrar, que é o resultado de todos os esforços, é revelado de acordo com a lei estrita, que não pode ser transgredida.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 11/11/13

Oportunidade Para A Ascensão Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: De acordo com a nossa experiência, há circunstâncias em que, enquanto ainda estamos sentados no círculo integral, um dos participantes começa a ficar nervoso, agressivo e com ódio. O que devemos fazer se alguém expressa irritação com o que os outros dizem? Ele deve esconder isso, ficar em silêncio, ou desabafar no círculo?

Resposta: Não há necessidade de desabafar, mas sim apenas falar sobre como você se sente, e as pessoas do círculo precisam esclarecer por que isso está acontecendo. Afinal, um novo fluxo de ego está penetrando você, e, de repente, você começou a olhar para uma pessoa não objetivamente, mas através do seu novo desejo egoísta. Você não gosta dela, ela lhe incomoda; não importa o que. Portanto, agora você deve esclarecer com a ajuda do ego correto como elevar-se para o próximo nível.

No momento, você não está no comando de si mesmo. Você não consegue se lembrar que isto é feito intencionalmente. Portanto, é preciso voltar-se para os membros do workshop e pedir ajudar, mas só se isso não entrar em conflito com o fluxo geral, de modo que você não vai começar a desviar os outros do tema principal quando descrever como todos são repulsivos a você.

Pergunta: Qual é o mecanismo para esclarecer esta situação? Como isso acontece?

Resposta: Depois que a pessoa nos dá uma parte de como ela se sente, é preciso trazê-la à consciência, elevá-la ao nosso nível.

Afinal, nada é por acaso. Ela também tem certo ego para nos ajudar. Ela se encontra junto com a gente na mesma rede; ela está ligada a nós. Não pode ser que, de repente, o ego saltou nela, e ela deve engoli-lo. Uma vez que estamos com ela no mesmo sistema, você vê que, de alguma forma, ela precisa transmitir isso para nós. Você vê, com a ajuda deste ego, que todos nós podemos subir. Nós precisamos olhar para este processo como a nossa orientação de cima.

Pergunta: Qual é o mecanismo para esclarecer essa condição? Como isso acontece?

Resposta: Então, ela diz: “Gente, eu estou despedaçada, tudo está fervendo em mim”, e todos devem reagir. Nós começamos a discutir por que e com que finalidade isso foi feito. Nós nos relacionamos com isso como uma razão objetiva para todos nós, pois estamos na mesma rede, e isso afeta a todos. No momento, nós estamos sentados em torno de uma mesa, reunidos, é isso. Não é nada pessoal.

Esta situação foi-nos dada para que, trabalhando juntos, subíssemos acima do ego do nosso amigo. Através da conversa, trabalhando nessa situação, concordando que não há nada de mau na natureza, que tudo isso é para o bem do nosso desenvolvimento, que, por meio dos estados do amigo, a natureza apresenta-nos um exemplo de sua evolução. Nós transformamos a explosão egoísta e negativa do amigo em algo positivo, e graças a ele, subimos.

Talvez, neste caso, não seja necessário tomar qualquer outro tópico para o workshop. Nós voltamos a discutir esta situação de uma forma consciente, e esta será a melhor solução para nós. Todos nós podemos subir. Afinal de contas, é claro para nós que a ideia não é sobre o amigo que está sentado lá fervendo; pelo contrário, tudo isso nos vem do governo superior, a fim de nos dar a oportunidade de ascensão.

De KabTV “Através do Tempo” 21/09/13

Não Há Como Voltar Atrás

Dr. Michael LaitmanÀ medida que avançamos, há todos os tipos de temores egoístas, incertezas e hesitações. Naturalmente, não queremos tomar tais medidas drásticas. Parece que seria melhor suavizar tudo, não falar abertamente contra as forças poderosas do mundo.

Isto é semelhante à forma como o Faraó vai contra Moisés. Quem é Moisés? Ele é ninguém e nada porque tem medo o tempo todo, em temor ao Faraó. Mas o Criador o empurra para frente e obriga-o a confrontar o Faraó face a face, ou seja, a se levantar contra a manifestação de todo o egoísmo do nosso mundo.

Moisés (da palavra “Limshoh“- extrair, em hebraico) é a força que nos puxa para fora do egoísmo.

Moisés não é livre. Ele está diante do Faraó, tremendo de medo, mas é o Criador que lhe coloca nestas condições e, portanto, se ele as aceita, ele ganha.

Hoje, nós estamos em um estado que nunca seríamos capazes de planejar por nós mesmos, em um estado de incerteza absoluta, com a ameaça de conflito. E eu estou incrivelmente feliz com isso. Esta alegria é múltipla, multifacetada.

Primeiro de tudo, essa alegria vem do fato de que nós merecemos esses adversários. Baal HaSulam escreveu que queria explodir o muro entre a humanidade e a sabedoria da Cabalá, pois só ela pode salvar a humanidade. Hoje ela se manifesta. Nós merecemos enorme publicidade, o que nós mesmos não conseguimos criar. Se é positivo ou negativo, não importa. Publicidade é publicidade.

Nós estamos fazendo progressos na disseminação. Isto nos obriga a subir, a avaliar tudo de forma diferente. Nós vamos lutar. Tudo isso não é simples, pois envolve um grande risco, e de fato é. Mas a recompensa é enorme, e não há como voltar atrás.

O Criador define essas circunstâncias e faz tudo para que não possamos escapar. A imagem é completamente clara para mim, e nossos amigos começam a ver que não há saída; o Criador nos coloca diante do Faraó, forçando a trabalhar.

Eu estou muito feliz com isso, primeiro porque nós merecemos uma atitude tão forte e dramática do Criador. Em segundo lugar, porque todo o grupo mundial entende este estado, esta batalha crítica, e nós estamos dando o nosso último esforço; nós concordamos em resistir ao ataque e respondemos corretamente a ele; por um lado, nós fazemos com calma, e, por outro lado, sem medo, sem hesitação, sem dúvida.

O período atual me dá confiança de que realmente estamos diante do exílio egípcio. Estas já são batalhas sérias contra o nosso egoísmo, que agora é revelado a nós neste caminho, especialmente na última etapa da nossa luta contra certos círculos.

Diz-se que quando o povo de Israel estava saindo do Egito, houve uma perseguição. Além disso, não é dito que os egípcios os perseguiram, mas Erev Rav (a multidão mista). Quem eram eles? Não havia ninguém para ir atrás dos israelitas, porque o exército do Faraó foi derrotado, e todos os servos supostamente morreram das dez pragas.

Quem ficou para trás no Egito? Aqueles que se agarraram a ele, aqueles que tinham medo do Criador, que trabalhavam para o Faraó. Nós estamos em guerra com eles agora. Se nós chegamos a esse estado, estamos muito perto da saída do Egito. Eu parabenizo a todos nós com isso.

Da Convenção na Bulgária 01/11/13, Lição 2

Uma Unidade Tensa É Revigorante Ao Longo Do Caminho Espiritual

Dr. Michael LaitmanComentário: Se o grupo lida com vários projetos ao mesmo tempo, pode haver argumento, ressentimento e competição entre os amigos.

Resposta: Isso é natural. A mesma coisa acontece aqui. Às vezes temos que adiar e até cancelar um determinado projeto e trabalhar em outro lugar.

Não há nada que possamos fazer sobre isso. Estamos vivendo em um mundo em rápida mudança. Alguns de nossos projetos levam muito tempo para processar e, muitas vezes, não podemos completá-los como deve ser feito. De repente, algo urgente surge e nós temos que deixar o que estávamos trabalhando em um mês ou dois, ou buscar pessoas que possam terminar o projeto ou mantê-lo até que possamos voltar a ele.

Em uma pequena família que está crescendo tão rápido, há sempre diferentes problemas que precisam ser resolvidos. Não espere que isso acabe. Haverá cada vez mais problemas, e a intensidade do nosso trabalho vai crescer em conformidade. Nós temos que construir rapidamente a nossa experiência em trabalhar externamente, com os círculos mais amplos da sociedade.

Nós não devemos esquecer que tudo isso é importante para o grupo ficar mais forte e avançar constantemente para uma unidade interna mais forte. A tensão na unidade é um indicador de que estamos no caminho certo, porque assim que chegarmos a uma unidade clara e evidente, vamos descobrir o Criador nela.

Da Conversa sobre a Disseminação 17/10/13

Uma Data Memorável?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quão longe nós estamos do primeiro grau espiritual? Podemos medir isso?

Resposta: O fato é que o nosso grupo mundial não é bastante homogênea. O conceito de “nós” é muito vago, como uma nuvem.

Eu acho que a parte central do grupo mundial que de forma sistemática, na medida em que as circunstâncias externas permitem, se envolve nos estudos, trabalho interno no grupo, e disseminação, já chegou ao estado em que dentro de um ano vai começar a revelar uma clara interação com a força superior.

Em consonância com isso, teremos altos e baixos. Quanto mais alto subirmos, teremos as descidas mais fortes, e na medida em que podemos vencê-las, vamos ter sucesso.

Você me fez uma pergunta que não está ao meu alcance para responder. Esta é a liberdade de escolha; além disso, a liberdade de escolha de um grande número de pessoas. Precisamente, a sua decisão coletiva consciente em apoio mútuo, responsabilidade mútua, irá decidir quando vocês serão capazes de revelar o mundo superior. Tudo depende apenas de vocês!

Na verdade, não é uma data no calendário. Ao criar a tensão necessária entre vocês mesmos, então vocês vão ter sucesso. Mas eu acho que, no ritmo em que estamos crescendo hoje em dia, isso deve acontecer dentro de seis a doze meses, ou talvez ainda mais cedo. No entanto, a revelação se refere apenas àqueles que estão envolvidos num sério trabalho interno, e o resto irá se juntar à medida que se incluírem nele.

O grupo vai sentir o mundo superior (e algumas pessoas já estão lá) cada vez mais forte, entrando em comunicação com a força superior, sentindo uma nova dimensão, elevando-se acima do nível de sua existência material, e vai começar a ver a si mesmo e este mundo como nós vemos os animais que vivem ao nosso lado. Esta é a forma como as pessoas vão olhar para o seu componente animal em comparação ao seu componente espiritual que está nascendo nelas. Acho que isso vai acontecer rapidamente.

Porém, eu repito mais uma vez, tudo depende de quanto a pessoa, sob a influência da força interna, chamada de Luz Superior, desenvolverá órgãos sensoriais espirituais em si mesma.

Da Convenção na Bulgária 01/11/2013, Lição 1

Pavimentar O Caminho Não É O Mesmo Que Tomá-lo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A humanidade está se afastando da natureza conforme ela evolui, perdendo os últimos vestígios de nossa percepção das leis deste mecanismo único. O que vai acontecer a seguir?

Resposta: Em contraste com o nível falante, o nível animal não evolui através da aquisição de um novo nível de uma mente e sentimento por si só. Não, nós temos que cuidar disso. Os sábios dizem que as nações do mundo vão carregar os filhos de Israel sobre os seus ombros e levá-los para onde eles vão construir o Templo. Isso significa que se trata de AHP juntando-se a GE, e não há nenhuma outra maneira dele se juntar a GE.

Por isso, diz-se que as nações do mundo vão aprender a Torá tudo de uma vez. Eles não têm poder para esclarecer as coisas e esta é a única maneira deles poderem se juntar a GE . Isso não significa que o seu destino em nosso mundo seja participar passivamente, mas eles vão ser passivos na espiritualidade. Isto é como eles vão trabalhar. Nós temos a intenção e eles a realizam.

De fato, é difícil imaginar como todas as pessoas no mundo vão alcançar o Criador, especialmente quando os descendentes dos filhos de Israel não querem. Nós não levamos em conta e não entendemos que sua correção será realizada de uma só vez. No momento em que você aprender a elevar o seu pedido (MAN) para o seu nível, e de lá para AVI superior, para o Criador, então, naquele momento, eles vão receber a Luz através de você e tudo vai imediatamente funcionar para eles. Eles não precisam pavimentar o caminho por si mesmos. Em vez disso, a Luz vai desenvolver o sistema emocional e mental neles que se destina apenas a ser cada vez mais dependente de nós.

Isto é, de fato, o que será revelado em sua compreensão e realização: a necessidade de depender dos filhos de Israel. Da mesma forma, nós também descobrimos em nossa compreensão e realização que temos que ser mais dependentes da conexão com o grupo e com o Criador.

Assim, o mundo inteiro, além de nós, será corrigido facilmente por uma conexão relativamente passiva em workshops e outros eventos. Isso é suficiente. Nós somos os únicos que têm que fazer o trabalho sério.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/10/13, Escritos do Baal HaSulam