Textos com a Tag 'Luz'

Pavimentar O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanA escravidão no Egito começa com o desejo de José de se unir com seus irmãos, mas, ao invés disso, o ódio se revela entre eles. Esse é ponto quando eles entram no Egito e o vendem.

José (o homem justo, o fundamento do mundo) é o que é chamado de solo (base), Sefira, que conecta todas as Sefirot precedentes a ela, ou “os filhos de Jacó”. Ele quis unir todos eles, mas eles não acataram; cada um deles desejou ficar sozinho. E José diz: “Vocês devem se unir em mim”, uma vez que a Sefira Yesod une dentro dela todas as outras Sefirot; ela não tem nada dela mesma.

Porém, todas as outras qualidades no homem são opostas a ela, e por isso eles começaram a experimentar o exílio no Egito. Em outras palavras, todo nosso trabalho pertence somente à unificação, na qual você tem o grupo mundial, bem como os grupos locais. E cada um de nós tem oportunidades de avançar quer nos grupos físicos ou nos virtuais. Ademais, todos já fizeram alguma preparação para a união, mas nós ainda não fomos capazes de tomar a decisão final.

E pode ser que nós tenhamos que tomar a decisão final a cada instante e que nada irá acontecer a menos que nos unamos, acima do egoísmo pessoal de cada um. Lá, no ponto de nossa união, está a espiritualidade. Esse minúsculo ponto escuro de repente se revela e nós encontramos nele a entrada para o mundo espiritual . Ele é como uma passagem estreita e apertada e seria difícil de acreditar que algo realmente pudesse se abrir ali.

É semelhante a dar à luz. Primeiro, a saída está fechada, o embrião permanece dentro do útero, considerado como “Mem Stuma” (a letra “Mem” é a qualidade de Biná, fechada por todos os lados). E só depois, quando o enorme desejo de nascer está presente, essa letra “Mem” se divide em duas portas (as letras “Dalet”, da palavra “porta” ou “Delet”) em duas articulações (“Tzirim” ou “dobradiças”, a palavra que também significa contrações do parto), e é assim que o bebê nasce.

Mas, no instante que antecede, o recém-nascido não tem nenhuma chance de saber, prever, ou sentir que o estado em que está pode se abrir. Desta forma, um ambiente forte é necessário. Ele irá pressionar constantemente cada um de nós e nos assegurar a garantia: o poder de apoiar, a força de despertar que sempre ira me trazer de volta à intenção pela união.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

A Bondade Deve Se Tornar Revelada

Dr. Michael LaitmanA Luz superior leva a pessoa através de muitas subidas e descidas, continuamente dando-lhe a sensação de que só o Criador pode ajudá-la. Afinal, Ele é o único que me enviou todos os problemas, a fim de, finalmente, me ensinar a orar pela redenção.

A redenção é a revelação do Criador, que eu peço exatamente para viver sob Seu poder único, que é a única coisa que existe. Eu não quero ficar confuso por mais tempo ou sentir quaisquer outras forças. Apesar de eu entender que todas as forças vêm d’Ele, eu quero ser controlado apenas por esta força única: a força da doação e do amor ao próximo.

Eu quero revelá-Lo porque esta é a verdade! Todos os meus outros estados são uma mentira. Só então um pedido e um clamor nascem numa pessoa a qual a força superior lhe traz. Esta força que sempre jogou com ela, confundindo-a para aumentar a sua auto-confiança, criando dificuldades para ela, de modo que ela se tornasse mais forte.

É assim que a pessoa alcança a prece e revela o Criador. Agora ela não procura o Criador para se livrar de todas as suas angústias e buscas, mas quer estar sob o poder do “Não há outro além d’Ele”. Isto significa sair da escravidão do Faraó e se tornar um escravo do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11, Shamati # 1

A Oração Que Atrai A Luz Sobre Nós

Dr. Michael LaitmanQuer queiramos ou não, em cada estado, devemos sempre sentir a falta, ou seja, imaginar o futuro estado fora do nosso atual. Se eu construí-la corretamente, apesar de todos os meus esforços para isso, eu sentirei como realmente estou distante dela. Em outras palavras, eu realmente quero, e ainda sou incapaz de alcançá-la.

Isso é chamado de “falta”, a preparação para o estado futuro, que é sempre revelada antes de passar para um novo estado. Este sentimento de falta é muito multidimensional e desagradável.

O próximo estado brilha em mim, e devido a essa luminescência eu começo a valorizá-lo mais, ao perceber o meu estado atual como deficiente e insuficiente. Sinto em que medida me falta a força para subir e em que medida o desejo.

Como resultado eu chego a uma convergência do meu desejo apaixonado de ascender e a minha percepção de que não tenho chance de realizar isso, momento em que eu explodo em uma prece, um grito, e a Luz superior vem em meu auxílio. Afinal, este grito (oração) mostra o meu grande desejo, que atrai o tipo certo de Luz, ajudando-me a subir ao próximo nível.

Devo chegar a um grito que compreenda dois elementos: 1) o meu grande desejo de alcançar a doação, e 2) a percepção de que eu nunca posso alcançá-lo. Somente quando eu estou prestes a explodir com esta pressão, provocada por meu desejo e minha incapacidade de realizá-la, é que a Luz reage à dor e me influencia.

Esperar que a Luz venha por si só é inútil. Ela vem em resposta ao meu desejo de doar e me atrai com a força suficiente para levantar-me a um nível mais elevado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, “Isto É Para Judá”

TES: Um Diário Cabalístico Pessoal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a chave é atrair a Luz sobre nós mesmos, por que nós discutimos tão a fundo a estrutura dos mundos descrita no TES (O Estudo das Dez Sefirot) durante a aula?

Resposta: Não é nossa meta falar sobre a estrutura dos mundos em detalhe; nós simplesmente tentamos captar alguns detalhes para explorar o que os Cabalistas nos dizem sobre isso. Mas, quando estudamos o TES, como qualquer outra fonte, nós primeiro precisamos pensar na alma, porque é lá que existem todos esses elementos que eu estou lendo e onde todos os fenômenos ocorrem.  

Os Cabalistas que revelaram dentro de si mesmos a propriedade de doação discernem que ações eles podem executar dentro dela, e escrevem sobre isso. Além disso não há mais nada. Mesmo nós estamos em alguma realidade imaginária desse mundo, que realmente não existe e se dissolve depois, ou vivemos nele como num sonho, ou alcançamos a realidade autêntica da doação, a realidade do Criador.

Afinal, não “há nada além d’Ele”, e se algo na verdade existe, é somente lá. E o TES descreve de que forma essa autêntica realidade está sendo revelada a nós dentro de nossos desejos.

Como um Cabalista, eu posso descrever em que medida eu vou entrar nessa realidade e descobrir que ela de fato opera em mim, como eu irei me conectar e começar a me identificar com ela. E outro Cabalista faz o mesmo. Em outras palavras, nós todos escrevemos sobre a mesma unificação com a eterna Luz superior e o que encontramos nela desde nosso ponto negro da criação, o “ponto de ausência”.

Quando eu entro em contato com a Luz e alcanço a equivalência com ela, eu sinto que dentro de mim vários fenômenos começam a ocorrer, ou vestindo-se em mim de Cima  para baixo (a Luz de Hochma) ou em largura (a Luz de Hassadim). Esses fenômenos produzem várias sensações em mim, e eu as descrevo, tendo a oportunidade de expressá-las em palavras e sons.

Mas, todas as impressões que temos derivam do encontro desse ponto negro com a Luz, onde o primeiro se torna semelhante ao último. E essa é a essência da sabedoria da Cabalá: encontrar a Luz dentro do ponto negro da criação.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Talmud Eser Sefirot

Eu Quero A Luz!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu simplesmente não consigo entender: O que é a Luz que corrige? Como posso exigi-la durante o estudo?

Resposta: 1. Ao menos tente reconhecer todas essas qualidades dentro de você, as quais lemos no Livro do Zohar. Tente perceber onde elas estão em você, “investigue” dentro de seus desejos, pensamentos e em de si mesmo.

É assim que você expande seus Kelim (vasos), desejos, e qualidades internas de percepção. Como você busca entre eles, você começa a diferenciá-los. Mas todas essas qualidades já existem dentro de você.

2. Se eu não tenho a necessidade de correção, as palavras “a Luz que corrige” são desprovidos de vida para mim. Se eu exigir correção, eu aguardo esta Luz. Mas se eu não tenho esta necessidade, não sei o que essa Luz significa.

Segundo me disseram: “Você tem que esperar para que a Luz venha”. Ótimo, então deixe-a vir. Os sábios dizem que ela é boa, e eu concordo. Se essa é a minha atitude, então eu não posso atraí-la.

Está escrito que se deve aguardar a salvação a todo o momento. “A salvação do Criador vem em um piscar de olhos”. Nós estamos falando precisamente da Luz que corrige, a Luz que reforma, trazendo-nos de volta ao Criador.

A ação que nós exigimos do alto deve ser sempre precedida do nosso desejo, a necessidade dele. Caso contrário, isso nunca vai acontecer. Ou nós extraimos o sofrimento de dentro de nós por nossa própria vontade, que é “o sofrimento do amor”, um desejo apaixonado pela Luz, ou isso virá na forma de sofrimento compulsório, pelo caminho de “Beito” (no devido tempo).

No entanto, sem sofrimento, sem uma pergunta e sem o desejo, eu não consigo alcançar a Luz que corrige. Isso porque a Luz está em repouso absoluto. Nós só precisamos do desejo, de modo que a Luz  que corrige nos influencie.

Nós poderíamos dizer que a Luz está presente no interior do desejo, mas só é revelada quando esse desejo alcança a verdadeira medida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, O Zohar

Uma Caixa De Esmolas Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanRabash, “Explicação do artigo, Prefácio à Sabedoria da Cabalá”: Uma vez o Baal HaSulam fez uma alegoria sobre esse assunto: Dois indivíduos que eram amigos de infância foram separados quando adultos. Um deles tornou-se rei, e o outro indigente. Depois de muitos anos, o indigente ouviu que seu amigo se tornara rei e decidiu ir ao país dele pedir ajuda. Ele arrumou seus poucos pertences e foi.

Quando se encontraram, ele disse ao rei que ele era pobre, e isso tocou o coração do rei. O rei disse ao amigo: “Vou dar-lhe uma carta para o meu tesoureiro, permitindo seu acesso ao tesouro por duas horas. Nestas duas horas, o que você conseguir juntar é seu. “O pobre homem foi até o tesoureiro, armado com sua carta, e recebeu a tão desejada licença. Ele caminhou até o tesouro com a caixa que estava acostumado a usar em  sua mendicância, e em cinco minutos encheu-a até a borda, saindo alegre do tesouro.

Mas, o tesoureiro pegou a caixa dele e derramou todo o seu conteúdo. Em seguida, o tesoureiro disse ao indigente, que estava em prantos: “Tome a sua caixa e encha-a novamente.”O pobre homem entrou novamente no tesouro e encheu sua caixa. Mas quando saiu, o tesoureiro derramou o seu conteúdo novamente.

Este ciclo se repetiu, até as duas horas acabarem completamente. A última vez que o mendigo saiu, disse ao tesoureiro: “Eu lhe imploro, deixe-me com o que eu juntei. Meu tempo acabou e não posso mais entrar no tesouro”. Então, o tesoureiro disse-lhe: “O conteúdo desta caixa é seu, e também tudo que eu derramei fora de sua caixa nas últimas duas horas. Fui derramando o seu dinheiro a cada vez, porque queria beneficiá-lo, pois a cada vez, você estava vindo com a sua pequena caixa cheia e não tinha espaço para mais nada”.

Nós somos incapazes de receber toda a Luz do Infinito ao mesmo tempo. Portanto, todo o nosso trabalho de recepção da Luz é dividido em várias fases e estados.

Além disso, todos os nossos estados passados, de ciclos de vida anteriores, se acumulam e se reunem em um estado comum, onde todos os desejos (Kelim) e todas as Luzes se unem até chegarmos ao estado da última correção (Gmar Tikun). Neste estado tudo se funde em um só, e Malchut do Infinito preenchida com a Luz eterna se revela novamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/10, “Explicação ao Artigo, Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

A Revelação Da Luz Ou Um Esforço Da Imaginação?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre revelar a Luz através de uma das metodologias orientais ou do método da Cabalá?

Resposta: A revelação da Luz só pode ser alcançada se a pessoa tem um grande Aviut  (aspereza ou espessura do desejo), que ela pode corrigir apenas com a ajuda da Cabalá e, assim, revelar a Luz, o Criador. Afinal, com um Aviut menor, a pessoa não será capaz de revelar nada, exceto algumas sensações mais ou menos agradáveis que lhe dão a ilusão de já estar “elevando-se” ao mundo espiritual.

Tudo, exceto a Cabalá –  todas as metodologias orientais, os ensinamentos da New Age (Nova Era), diferentes crenças e religiões – são suas formas modificadas, nascidas do desejo de receber prazer que não alcançou seu último nível, o de Dalet (quatro), e não é perfeito em todos os seus níveis de Aviut, nem tão egoísta.

Além disso, o que elas tomaram da Cabalá? Uma prega normas morais, outra defende meditações, uma terceira recomenda restrições alimentares, uma quarta pede para acreditar em imagens ou histórias, uma quinta elogia observâncias cerimoniais que são consideradas sagradas, e assim por diante.

Tudo isso é resultado do desejo de receber prazer, que ainda não atingiu a sua evolução final. Portanto, isso expressa a sabedoria da Cabalá de uma forma igualmente simples, em vez de corrigir-se.

Afinal, uma pessoa como esta não sente a necessidade de se corrigir. Ela não entende o que ela precisa para se corrigir. Ela acredita que se beijasse um objeto “sagrado” ou doasse algo, tudo estaria certo. Um pequeno desejo de receber prazer não empurra o homem para nada que seja grande. Tudo isso sai do desejo que ainda não se desenvolveu ao nível do último grau, o de Dalet.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Quem Decide: O Desejo Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanSó depois de termos aplicado todos os esforços para unir-nos é que podemos acelerar o nosso desenvolvimento e retornar à sensação autêntica e corrigida da realidade, a fim de acordar deste sonho, desta ocultação, em que existimos. Nós podemos ir pelo caminho do sofrimento, mas isso não é desenvolvimento! Nós não alcançamos um desejo autônomo de voltar à Luz, para o estado de adesão com Ele, em que já existimos no mundo do Infinito.

Nós devemos retornar ao mundo do Infinito e nos fundir com o Criador como um todo, mas fazê-lo por nossa própria vontade e por nós mesmos. Isso não deve ser como era antes, quando, sem ter a intenção, estávamos sob o domínio da Luz que sustentava a nossa conexão com a sua força, apesar da total oposição dos nossos desejos. A Luz simplesmente prencheu-nos sem o nosso consentimento: é assim que nós existíamos na equivalência com ela, sendo apoiado por sua força.

Mas agora temos que alcançar isso por nossa própria autoridade. Primeiro, deve haver o desejo e, depois, seu contato com a Luz. No estado inicial (1), a Luz precede o Kli (vaso). No estado final (3), quando retornarmos à mesma alma unificada, o desejo precede a Luz.

E todos os sofrimentos e aflições que nos empurram para a frente não resultam em avanço real; nós não corrigimos nada assim. Afinal, nós não fizemos nada por nós mesmos. Somente se tentamos agir por nós mesmos, ou seja, trabalhamos na nossa unificação, que alcançamos em oposição ao nosso desejo egoísta, contra a nossa resistência, somente então os nossos esforços são considerados como nossa contribuição para a correção.

Portanto, a Luz nunca vai admitir e permitir-nos progredir sem a nossa participação livre e o desejo de retornar ao estado de unidade. Nós devemos decidir que estamos retornando para a doação: conforme nos unimos contra a força da quebra, que habita entre nós.

A pessoa deve entender que dentro de seus esforços para se unir com os outros, ela encontrará tudo: a força da separação, a quebra, e o ódio, bem como a força para superar esta divisão: a força do amor e da conexão. Somente essas ações vão para sua conta e a aproximam da correção final. Elas são a única indicação de seu progresso.

Em qualquer situação nós precisamos tentar nos ver como um homem com um coração, que representa a nossa alma coletiva.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

O Aceno Da Luz Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa sentir que você já está agora na Convenção enquanto lê O Livro do Zohar, de modo que a Convenção transcorra da melhor maneira possível?

Resposta: Prepare-se. Se você está prestes a ir a um evento maravilhoso, prazeroso e alegre, então você se prepara para ele de antemão. Você o antecipa e se alegra com o aceno da luz do futuro. E você recebe uma grande inspiração dela.

Desta forma, a medida que nos aproximamos da Convenção mundial que irá acontecer em Nova Jersey, já temos que nos preparar agora. Tudo depende da preparação do desejo: “O que eu planejo corrigir? O que eu quero? O que vou tirar disso? Como eu quero aparecer lá?”. Eu tenho que imaginar tudo isso em detalhes, como se eu já estivesse lá. Desta forma, nós temos que disponibilizar todas as músicas no website, bem como tudo que irá acontecer nos programas culturais e em outros eventos, para que assim as pessoas se familiarizem com eles, os entendam, e ainda imaginem como isso irá acontecer.

A criança cresce imaginando o futuro, e então ele se torna verdadeiro. Se a pessoa não experimenta esse honado desejo todo tempo, se ela não aumenta seus desejos, e mesmo suas preocupações e medos, então ela não ganha nada. Ela ja precisa esperar impacientemente, perguntando-se: “Como isso acontecerá? Quando? Como serei inspirada? Como eu irei participar?”

Isso é necessário para o crescimento. Se as crianças não recebessem da natureza a aspiração pelo futuro, então elas não seriam capazes de crescer. Mas, para nós, essa aspiração é dada como livre-arbítrio. Você quer crescer? Então encontre a maneira de receber do ambiente a grandeza da meta, e você crescerá. Não há outro método! Se nós não aprendermos com o exemplo das criancinhas, se não implementarmos essas ações na prática, seria uma vergonha desperdiçarmos nossas vidas.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá24/03/11, The Zohar

Não Se Esqueça De Acender A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tento pensar sobre a nossa unificação, a conexão entre nós, todo o tempo, especialmente durante a leitura do Zohar. Mas, como a Luz trabalha em mim quando eu tento esforçar-me? Que mudanças ela executa em mim?

Resposta: A Luz está em repouso absoluto, ela não faz nada com você. Você realiza todas as mudanças. Você consegue usar a Luz? Use-a! Se não, não use. É como a eletricidade: isso está conectado a uma tomada elétrica? Se estiver, use-a! Como? Da forma que você quiser! Você pode usar para ligar uma geladeira, um aquecedor, qualquer coisa que você queira.

Como a Luz afeta você? Ela não afeta. Você obtém essa ação dela.

Foi dito: “Eu não mudei meu HaVaYaH (o plano da criação)”, o que significa que o Criador está em repouso absoluto. Por isso a Luz não faz nada! Você realiza tudo com suas próprias ações; você se transfere para o próximo estado. E se dizemos: “Deixe a Luz agir” ou “a Luz faz isso ou aquilo”, nós simplesmente atribuímos nossas ações a ela.

Nós ativamos a lei, e ela age. A lei está em ação; sua fórmula é conhecida. Ela existe além de nós e é chamada de “lei de equivalência das propriedades das Luzes e dos desejos (Kelim)” ou “lei de equilíbrio”.

Não há ações por parte da Luz. A Luz realiza uma única ação: ela cria o desejo de receber prazer, “existência a partir da ausência”. Desta forma, não é sobre a Luz que estamos falando.

E o desejo de desfrutar, existente nessa Luz e criado a partir da “ausência”, muda todo o tempo. Todas as transformações das propriedades, o desenvolvimento através das quatro fases, etc., isso que discutimos, ocorre somente em relação a esse desejo, a criatura. Tudo isso são mudanças do desejo de receber prazer dentro da Luz constante.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/03/11, O Livro do Zohar