Textos com a Tag 'Luz'

Eu Quero A Luz!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu simplesmente não consigo entender: O que é a Luz que corrige? Como posso exigi-la durante o estudo?

Resposta: 1. Ao menos tente reconhecer todas essas qualidades dentro de você, as quais lemos no Livro do Zohar. Tente perceber onde elas estão em você, “investigue” dentro de seus desejos, pensamentos e em de si mesmo.

É assim que você expande seus Kelim (vasos), desejos, e qualidades internas de percepção. Como você busca entre eles, você começa a diferenciá-los. Mas todas essas qualidades já existem dentro de você.

2. Se eu não tenho a necessidade de correção, as palavras “a Luz que corrige” são desprovidos de vida para mim. Se eu exigir correção, eu aguardo esta Luz. Mas se eu não tenho esta necessidade, não sei o que essa Luz significa.

Segundo me disseram: “Você tem que esperar para que a Luz venha”. Ótimo, então deixe-a vir. Os sábios dizem que ela é boa, e eu concordo. Se essa é a minha atitude, então eu não posso atraí-la.

Está escrito que se deve aguardar a salvação a todo o momento. “A salvação do Criador vem em um piscar de olhos”. Nós estamos falando precisamente da Luz que corrige, a Luz que reforma, trazendo-nos de volta ao Criador.

A ação que nós exigimos do alto deve ser sempre precedida do nosso desejo, a necessidade dele. Caso contrário, isso nunca vai acontecer. Ou nós extraimos o sofrimento de dentro de nós por nossa própria vontade, que é “o sofrimento do amor”, um desejo apaixonado pela Luz, ou isso virá na forma de sofrimento compulsório, pelo caminho de “Beito” (no devido tempo).

No entanto, sem sofrimento, sem uma pergunta e sem o desejo, eu não consigo alcançar a Luz que corrige. Isso porque a Luz está em repouso absoluto. Nós só precisamos do desejo, de modo que a Luz  que corrige nos influencie.

Nós poderíamos dizer que a Luz está presente no interior do desejo, mas só é revelada quando esse desejo alcança a verdadeira medida.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, O Zohar

Uma Caixa De Esmolas Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanRabash, “Explicação do artigo, Prefácio à Sabedoria da Cabalá”: Uma vez o Baal HaSulam fez uma alegoria sobre esse assunto: Dois indivíduos que eram amigos de infância foram separados quando adultos. Um deles tornou-se rei, e o outro indigente. Depois de muitos anos, o indigente ouviu que seu amigo se tornara rei e decidiu ir ao país dele pedir ajuda. Ele arrumou seus poucos pertences e foi.

Quando se encontraram, ele disse ao rei que ele era pobre, e isso tocou o coração do rei. O rei disse ao amigo: “Vou dar-lhe uma carta para o meu tesoureiro, permitindo seu acesso ao tesouro por duas horas. Nestas duas horas, o que você conseguir juntar é seu. “O pobre homem foi até o tesoureiro, armado com sua carta, e recebeu a tão desejada licença. Ele caminhou até o tesouro com a caixa que estava acostumado a usar em  sua mendicância, e em cinco minutos encheu-a até a borda, saindo alegre do tesouro.

Mas, o tesoureiro pegou a caixa dele e derramou todo o seu conteúdo. Em seguida, o tesoureiro disse ao indigente, que estava em prantos: “Tome a sua caixa e encha-a novamente.”O pobre homem entrou novamente no tesouro e encheu sua caixa. Mas quando saiu, o tesoureiro derramou o seu conteúdo novamente.

Este ciclo se repetiu, até as duas horas acabarem completamente. A última vez que o mendigo saiu, disse ao tesoureiro: “Eu lhe imploro, deixe-me com o que eu juntei. Meu tempo acabou e não posso mais entrar no tesouro”. Então, o tesoureiro disse-lhe: “O conteúdo desta caixa é seu, e também tudo que eu derramei fora de sua caixa nas últimas duas horas. Fui derramando o seu dinheiro a cada vez, porque queria beneficiá-lo, pois a cada vez, você estava vindo com a sua pequena caixa cheia e não tinha espaço para mais nada”.

Nós somos incapazes de receber toda a Luz do Infinito ao mesmo tempo. Portanto, todo o nosso trabalho de recepção da Luz é dividido em várias fases e estados.

Além disso, todos os nossos estados passados, de ciclos de vida anteriores, se acumulam e se reunem em um estado comum, onde todos os desejos (Kelim) e todas as Luzes se unem até chegarmos ao estado da última correção (Gmar Tikun). Neste estado tudo se funde em um só, e Malchut do Infinito preenchida com a Luz eterna se revela novamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/10, “Explicação ao Artigo, Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

A Revelação Da Luz Ou Um Esforço Da Imaginação?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre revelar a Luz através de uma das metodologias orientais ou do método da Cabalá?

Resposta: A revelação da Luz só pode ser alcançada se a pessoa tem um grande Aviut  (aspereza ou espessura do desejo), que ela pode corrigir apenas com a ajuda da Cabalá e, assim, revelar a Luz, o Criador. Afinal, com um Aviut menor, a pessoa não será capaz de revelar nada, exceto algumas sensações mais ou menos agradáveis que lhe dão a ilusão de já estar “elevando-se” ao mundo espiritual.

Tudo, exceto a Cabalá –  todas as metodologias orientais, os ensinamentos da New Age (Nova Era), diferentes crenças e religiões – são suas formas modificadas, nascidas do desejo de receber prazer que não alcançou seu último nível, o de Dalet (quatro), e não é perfeito em todos os seus níveis de Aviut, nem tão egoísta.

Além disso, o que elas tomaram da Cabalá? Uma prega normas morais, outra defende meditações, uma terceira recomenda restrições alimentares, uma quarta pede para acreditar em imagens ou histórias, uma quinta elogia observâncias cerimoniais que são consideradas sagradas, e assim por diante.

Tudo isso é resultado do desejo de receber prazer, que ainda não atingiu a sua evolução final. Portanto, isso expressa a sabedoria da Cabalá de uma forma igualmente simples, em vez de corrigir-se.

Afinal, uma pessoa como esta não sente a necessidade de se corrigir. Ela não entende o que ela precisa para se corrigir. Ela acredita que se beijasse um objeto “sagrado” ou doasse algo, tudo estaria certo. Um pequeno desejo de receber prazer não empurra o homem para nada que seja grande. Tudo isso sai do desejo que ainda não se desenvolveu ao nível do último grau, o de Dalet.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Quem Decide: O Desejo Ou A Luz?

Dr. Michael LaitmanSó depois de termos aplicado todos os esforços para unir-nos é que podemos acelerar o nosso desenvolvimento e retornar à sensação autêntica e corrigida da realidade, a fim de acordar deste sonho, desta ocultação, em que existimos. Nós podemos ir pelo caminho do sofrimento, mas isso não é desenvolvimento! Nós não alcançamos um desejo autônomo de voltar à Luz, para o estado de adesão com Ele, em que já existimos no mundo do Infinito.

Nós devemos retornar ao mundo do Infinito e nos fundir com o Criador como um todo, mas fazê-lo por nossa própria vontade e por nós mesmos. Isso não deve ser como era antes, quando, sem ter a intenção, estávamos sob o domínio da Luz que sustentava a nossa conexão com a sua força, apesar da total oposição dos nossos desejos. A Luz simplesmente prencheu-nos sem o nosso consentimento: é assim que nós existíamos na equivalência com ela, sendo apoiado por sua força.

Mas agora temos que alcançar isso por nossa própria autoridade. Primeiro, deve haver o desejo e, depois, seu contato com a Luz. No estado inicial (1), a Luz precede o Kli (vaso). No estado final (3), quando retornarmos à mesma alma unificada, o desejo precede a Luz.

E todos os sofrimentos e aflições que nos empurram para a frente não resultam em avanço real; nós não corrigimos nada assim. Afinal, nós não fizemos nada por nós mesmos. Somente se tentamos agir por nós mesmos, ou seja, trabalhamos na nossa unificação, que alcançamos em oposição ao nosso desejo egoísta, contra a nossa resistência, somente então os nossos esforços são considerados como nossa contribuição para a correção.

Portanto, a Luz nunca vai admitir e permitir-nos progredir sem a nossa participação livre e o desejo de retornar ao estado de unidade. Nós devemos decidir que estamos retornando para a doação: conforme nos unimos contra a força da quebra, que habita entre nós.

A pessoa deve entender que dentro de seus esforços para se unir com os outros, ela encontrará tudo: a força da separação, a quebra, e o ódio, bem como a força para superar esta divisão: a força do amor e da conexão. Somente essas ações vão para sua conta e a aproximam da correção final. Elas são a única indicação de seu progresso.

Em qualquer situação nós precisamos tentar nos ver como um homem com um coração, que representa a nossa alma coletiva.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/03/11, Preparação para a Convenção NÓS!

O Aceno Da Luz Do Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa sentir que você já está agora na Convenção enquanto lê O Livro do Zohar, de modo que a Convenção transcorra da melhor maneira possível?

Resposta: Prepare-se. Se você está prestes a ir a um evento maravilhoso, prazeroso e alegre, então você se prepara para ele de antemão. Você o antecipa e se alegra com o aceno da luz do futuro. E você recebe uma grande inspiração dela.

Desta forma, a medida que nos aproximamos da Convenção mundial que irá acontecer em Nova Jersey, já temos que nos preparar agora. Tudo depende da preparação do desejo: “O que eu planejo corrigir? O que eu quero? O que vou tirar disso? Como eu quero aparecer lá?”. Eu tenho que imaginar tudo isso em detalhes, como se eu já estivesse lá. Desta forma, nós temos que disponibilizar todas as músicas no website, bem como tudo que irá acontecer nos programas culturais e em outros eventos, para que assim as pessoas se familiarizem com eles, os entendam, e ainda imaginem como isso irá acontecer.

A criança cresce imaginando o futuro, e então ele se torna verdadeiro. Se a pessoa não experimenta esse honado desejo todo tempo, se ela não aumenta seus desejos, e mesmo suas preocupações e medos, então ela não ganha nada. Ela ja precisa esperar impacientemente, perguntando-se: “Como isso acontecerá? Quando? Como serei inspirada? Como eu irei participar?”

Isso é necessário para o crescimento. Se as crianças não recebessem da natureza a aspiração pelo futuro, então elas não seriam capazes de crescer. Mas, para nós, essa aspiração é dada como livre-arbítrio. Você quer crescer? Então encontre a maneira de receber do ambiente a grandeza da meta, e você crescerá. Não há outro método! Se nós não aprendermos com o exemplo das criancinhas, se não implementarmos essas ações na prática, seria uma vergonha desperdiçarmos nossas vidas.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá24/03/11, The Zohar

Não Se Esqueça De Acender A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu tento pensar sobre a nossa unificação, a conexão entre nós, todo o tempo, especialmente durante a leitura do Zohar. Mas, como a Luz trabalha em mim quando eu tento esforçar-me? Que mudanças ela executa em mim?

Resposta: A Luz está em repouso absoluto, ela não faz nada com você. Você realiza todas as mudanças. Você consegue usar a Luz? Use-a! Se não, não use. É como a eletricidade: isso está conectado a uma tomada elétrica? Se estiver, use-a! Como? Da forma que você quiser! Você pode usar para ligar uma geladeira, um aquecedor, qualquer coisa que você queira.

Como a Luz afeta você? Ela não afeta. Você obtém essa ação dela.

Foi dito: “Eu não mudei meu HaVaYaH (o plano da criação)”, o que significa que o Criador está em repouso absoluto. Por isso a Luz não faz nada! Você realiza tudo com suas próprias ações; você se transfere para o próximo estado. E se dizemos: “Deixe a Luz agir” ou “a Luz faz isso ou aquilo”, nós simplesmente atribuímos nossas ações a ela.

Nós ativamos a lei, e ela age. A lei está em ação; sua fórmula é conhecida. Ela existe além de nós e é chamada de “lei de equivalência das propriedades das Luzes e dos desejos (Kelim)” ou “lei de equilíbrio”.

Não há ações por parte da Luz. A Luz realiza uma única ação: ela cria o desejo de receber prazer, “existência a partir da ausência”. Desta forma, não é sobre a Luz que estamos falando.

E o desejo de desfrutar, existente nessa Luz e criado a partir da “ausência”, muda todo o tempo. Todas as transformações das propriedades, o desenvolvimento através das quatro fases, etc., isso que discutimos, ocorre somente em relação a esse desejo, a criatura. Tudo isso são mudanças do desejo de receber prazer dentro da Luz constante.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 24/03/11, O Livro do Zohar

Uma Máquina De Movimento Perpétuo Que Funciona Pela Energia Da Luz

Dr. Michael LaitmanNós ainda não atraimos Luz suficiente, e se começarmos a usar a nossa mente corporal para descobrir onde está a inclinação ao mal dentro de nós, isso não vai dar em nada além de um mero filosofar. Nós só agimos dentro da Luz; logo, não precisamos de quaisquer avaliações ou exames e devemos pensar apenas em nossa conexão. Nós simplesmente não somos capazes de fazê-lo agora.

Nós temos que atrair uma grande quantidade de Luz antes de obter poder, entendimento e sabedoria para sentir o que é a “inclinação ao mal” (Yetzer haRa). Na verdade, ela é um anjo, a força do Criador, que fica em oposição a Ele. Apenas Moisés mereceu a honra de enfrentar o Faraó. Somente após todo este caminho nós chegaremos ao Monte Sinai (o monte do ódio).

E como você, com seu coração e mente terrenos, não tendo qualquer conexão com o mundo espiritual, deseja detectar a inclinação ao mal? Em nosso mundo, não há nenhuma inclinação ao mal, em nenhuma pessoa! Se a pessoa possui um caráter terrível, isso não é mal, mas apenas uma característica natural, como em um tirano. Primeiro, nós temos que encontrar o “humano” em nós mesmos, que tem a ver com os níveis e qualidades espirituais.

“O Criador criou um contra o outro”, a impureza e a santidade, que agora se desdobram em duas linhas, a da direita e a da esquerda. Assim, durante o período de preparação, não fazemos qualquer análise, mas apenas nos esforçamos em conectar. E só depois de todos esses esforços é que chegamos ao Monte Sinai, a um estado tal onde estamos finalmente prontos para receber a força da correção, ou seja, porque nós encontramos o monte do ódio, a verdadeira inclinação ao mal.

E essa é só a primeira revelação. Depois, vêm os 40 anos no deserto e a conquista da “terra de Israel”, isto é, os graus mais elevados da revelação do mal, e assim por diante, até o fim da correção.

Portanto, devemos pensar apenas na Luz, na unidade, e nada mais! Quando a força da Luz começa a afetar-nos, esta é uma energia completamente diferente, quando começamos a funcionar como um “mobile perpetuum (a máquina de movimento perpétuo)”, funcionando por meio de combustível externo. É como se do nada, por conta própria, a compreensão e força para fazer o trabalho surgissem em nós, as quais realmente não temos, ou seja, que não foram dadas pelo nosso egoísmo.

Assim, não importa o que nós estudamos; acima de todos os pensamentos dos Partzufim e Sefirot, precisamos pensar na união, na correção da quebra. Afinal, a inclinação ao mal é o que resta dentro dos Kelim (vasos) após a quebra.

Da 1ª parte da LiçãoDiária de Cabalá 17/03/11 sobre o tema “Eu Criei a Inclinação ao Mal , e Criei a Torá Como Tempero”

Uma Sombra Da Inclinação Ao Mal No Fundo Da Luz

Dr. Michael LaitmanNo início, eu não tenho nenhum desejo de revelar o mal, isto é, não quero ver que odeio os outros e que isso é mal. Se eu odiá-los apenas na minha vida diária, isso não é considerado a inclinação ao mal, visto que é o meu egoísmo animal natural e não algo descoberto com a ajuda da Luz.

Se hoje eu estou aqui neste mundo e odeio os outros, querendo tirar proveito deles para adquirir comida, sexo, família, poder e conhecimento, isso não é considerado como inclinação ao mal. Afinal, eu preciso revelar não o egoísmo comum e corporal, mas o egoísmo espiritual, que se posiciona contra o Criador, contra a força de unificação entre as partes da alma integral. No passado, nossas almas eram uma só, mas separou-se devido à força de separação, que entrou entre elas.

A inclinação ao mal está acima de nossa natureza. Veja, abaixo, neste mundo, eu tenho apenas o insignificante egoísmo material. Mas se eu entro no grupo e começo a estudar, eu começo a atrair a Luz do Alto, de trás da Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade), onde ela reside. Ela começa a agir em mim como a Luz Circundante que me revela a força da quebra. Isto é algo novo que eu nunca senti antes.

Nesta força da quebra, eu também alcanço a sua natureza oposta: eu percebo que venho do Criador, da força que costumava conectar-nos. Uma está em oposição a outra, e eu sou capaz de distingui-las. Caso contrário, não há realização se não existir dois opostos que eu possa comparar. Eu só posso ver algo como um contraste entre a Luz e as trevas.

Da 1ª parte da LiçãoDiária de Cabalá 17/03/11  sobre o tema “Eu Criei a Inclinação ao Mal, e Criei a Torá Como Tempero”

Um Lego Feito De Pedaços Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a aula nós trabalhamos com a Luz que nos corrige. Mas com o que trabalhamos na Convenção?

Resposta: Na Convenção isso acontece ainda mais! Nós não temos nenhum outro meio para influenciar o que está acontecendo conosco, além da Luz que corrige. Essa é a única coisa que podemos despertar!

Nós despertamos nossos estados futuros, que ainda não foram revelados em nós e que estão para ser revelados. São estados de doação para fora, onde cada pessoa doa para fora, para o seu próximo. Esta é precisamente a qualidade que queremos descobrir – cada pessoa dentro de si mesma e todos nós como um todo.

Quando revelamos esta qualidade de doação, significa que revelamos o Criador. Como os Cabalistas nos dizem, esta qualidade nos criou, nos formou, e nos espalhou longe uns dos outros, para que, unindo-nos novamente, a revelássemos novamente.

Entretanto, o Criador está no exílio. O que isso significa? Podemos dizer que Ele também se desintegrou em pedaços minúsculos e está dentro de todas essas partes quebradas que estão longe umas das outras. Assim que você começa a conectá-las, você começa a recriá-Lo ou restaurá-Lo, a força comum de doação.

Nós temos que construir uma imagem para nós mesmos que esteja próxima da verdade. Caso contrário, vivemos em várias fantasias religiosas, imaginando uma imagem irreal, não-materialista.

Nós temos que entender que a diferença entre crenças ou religiões e a ciência da Cabalá é que as crenças ou religiões querem imaginar a espiritualidade nos desejos materiais, que percebem tudo “dentro” e, portanto, constroem suas noções de acordo com a realidade terrena, com a criação estando abaixo e o Criador acima, como se estivessem separados mais pela distância do que pelas qualidades. Elas não falam sobre a correção do homem.

Em contraste, a ciência da Cabalá diz que tudo está dentro do homem. Assim, a realidade ou dimensão superior se revela nas correções e mudanças internas da pessoa. Portanto, a coisa mais importante para nós é  corrigir o homem. Ao corrigir suas qualidades, a pessoa sente que o Criador é revelado dentro dela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/11, O Zohar

Deposite Seu Desejo E Você Vai Receber A Luz

Dr. Michael LaitmanAs 613 Mitzvot (mandamentos) e a construção do Tabernáculo significam a correção dos 613 desejos no homem. Para construir a conexão corrigida e reformada com os outros, temos que nos conectar com eles através de 613 canais, semelhante às veias que conectam todos os órgãos do nosso corpo.

Nós precisamos corrigir esses desejos, mudando sua intenção egoísta de usar os outros para auto-satisfação,  para o desejo de doar. Assim, vamos atingir um estado onde ficaremos interconectados por uma conexão global e integral, como existe na natureza e como o nosso mundo atual exige que façamos.

Imagine que de cada pessoa, 613 desejos estendam-se como tentáculos, esticando-se rumo a todos os outros. Todos os desejos se entrelaçam e criam uma rede de ligação entre nós. Além disso, cada desejo contém cinco níveis de aspereza (Aviut): 0, 1, 2, 3 e 4. Tudo isso se entrelaça e se enrola em uma  grande e espessa camada permeada por uma enorme quantidade de diferentes tipos de ligações.

 Este desejo coletivo composto por todos os nossos desejos é considerado Shechina (Divindade), o Tabernáculo (“Mishkan” ou morada), o Templo, o receptáculo, o nosso vaso integral de doação, Knesset Israel (Assembléia de desejos pelo Criador).

As pessoas que se esforçam para ir “direto ao Criador” (Yashar El) e desejam revelá-Lo trazem todos os seus desejos juntos (Knesset ou assembléia) e constroem o desejo coletivo, onde o Criador é revelado. Este é o trabalho para construir o Templo, a “casa” do vaso que você construiu a partir de seus desejos, de modo que a Divindade se revele nela, isto é, a qualidade espiritual de amor e doação, ou o Criador.

Além disso, você recebe o que inicialmente tinha sido preparado para você e todos nós: a Luz que preenche este desejo coletivo. Assim, isso é considerado como o depósito, uma garantia (Pkudin, depósitos, da palavra Pikadon, recomendações, mandamentos, Mitzvot). Você sacrifica (Makriv) seu desejo anulando o seu egoísmo e, assim, fica mais perto (Mekarev) da revelação do Criador.

Da Lição Semanal do Capítulo da Torá 3/3/11