Textos com a Tag 'Luz'

Deixe A Luz Nos Guiar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é o significado de “necessidade”, com a qual sempre devemos nos preocupar?

Resposta: A necessidade para mim é sempre sentir a minha conexão com a Luz que me guia, como um adulto que orienta a criança pela mão. É assim que eu desejo estar conectado à Luz, a fim de sentir constantemente que ela me guia adiante.

Você se lembra sendo arrastado pela mão por sua mãe? Deixe a Luz nos guiar da mesma maneira!

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, Escritos do Rabash

Libere Em Você O Espaço Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é necessário abstrair-se do Criador até o ponto máximo, para conseguir  a correção e a adesão com Ele?

Resposta: Não basta descer através de todos os mundos até este mundo. Temos que descer ainda mais fundo. Só quando entramos no grupo nós começamos a perceber o que significa um “homem quebrado”. Então, caímos mais e mais baixo, muito mais profundo do que quando nós começamos a estudar.

Afinal de contas, nós anteriormente não estávamos familiarizados com a nossa inclinação ao mal e não nos sentíamos mal com isso. Nesse ponto, nós ainda pensávamos que os desejos que tínhamos eram bons, e quanto mais o nosso ego evoluía, mais energia nos dava para avançar.

Então, começamos a querer nos unir com os outros e revelar a essência interna do grupo. Fazemos isso ao mesmo tempo pensando constantemente sobre isso, a fim de encontrar a conexão interna entre nós, que existe, mas está oculta de nós. É só então que descobrimos que nós sempre nos esquecemos, rejeitamos e odiamos isso. Assim, a pessoa aos poucos começa a alcançar sua natureza.

Esta ainda é uma descida, visto que a pessoa não revelou todo o mal em si, e todas as subidas e descidas são definidas exclusivamente pela forma como a criatura se sente em relação a isso. A pessoa ainda não se vê como mais distante do Criador. Toda a sua compreensão e experiência baseiam-se no grau da sua distancia Dele, como se ela se estivesse movendo cada vez  para mais longe.

Assim, ela sente um vazio, uma amargura e frustração ainda maior. Ela não entende como pode ser que ela trabalhe e estude tanto, apenas para sentir-se pior, a medida  que o mundo se torna ainda mais sombrio para ela. No entanto, ela finalmente percebe que esta é a forma como a criatura é revelada, e é necessário passar por isso.

No final, ela concorda com isso, o que é considerado como “aceitação incondicional”. Ela está preparada para o que vier e acha que está tudo bem se ela se sente mais inferior ainda; o mais importante é não desistir!

Nesse caso, ela recebe uma carga ainda maior pelo ego, enquanto que, ao mesmo tempo, ganha a oportunidade de corrigi-lo. Aqui o progresso baseia-se em dois opostos, pois quando ela começa a corrigir-se, igualando-se ao Criador e aproximando-se Dele em cada novo passo, ela deve revelar a sua natureza oposta na “linha da esquerda”. Então, de acordo com isso, ela pedirá a Luz “na linha da direita” e se corrigirá na “linha do meio”.

Isso significa que ao longo de toda esta subida até Malchut do mundo do Infinito, até o último momento, à adesão considerada como “Rav Paalim UMekabtziel (Ele que Abençoa e Adorna-a)”, ela vai continuar a revelar um mal cada vez maior. Isso não pode ser evitado.

Caso contrário, nós não vamos encontrar em nós a necessidade da Luz. Nós precisamos de um espaço onde possamos fazer o Criador dentro de nós mesmos. Este espaço deve ser oposto às propriedades inatas do Criador, e dependerá de mim o que fazer nele.

É por isso que encontramos esse vazio, todos os lugares que o compõem, e todas as suas partes, como separadas, opostas, e distanciadas umas das outras, como as partes quebradas de um lego. Nós, entretanto, começamos a montá-lo, procurando as peças que combinam e colocando-as na seqüência correta, na ordem correta de causa e efeito, de modo a alinhar todos os detalhes que foram separados.

Assim, eu revelo como o Criador se sente em relação a mim, que Ele é o Bom que faz o Bem, que criou o ponto da “existência a partir da ausência” que eu preciso corrigir em mim mesmo. Esta consciência de que fui criado “a partir da ausência” me ajuda a entender a “existência a partir da existência” (Yesh Mi Yesh) que me criou.

Todo o processo que este ponto criado por Ele passa é necessário apenas para que eu possa alcançar a Luz infinita. Todas estas fases foram pré-estabelecidas muito antes, durante o plano da criação, antes da criação deste ponto “a partir da ausência”, como é dito: “O fim de uma ação está em seu pensamento inicial”. Assim, ele chega à conquista da força que o criou e à compreensão do que era a essência de todo esse processo de correção.

 Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/05/11: “Todos Que Sofrem pelo Público”

A Última Gota Que Acende A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que O Zohar é o sistema de laços entre nós. Como essas conexões são expressas no Zohar: na forma de letras ou no significado por trás das palavras?

Resposta: Você não vai encontrar os símbolos dessas conexões em letras ou palavras, e mesmo sem elas. Devemos ver O Zohar como um dispositivo de conexão e nada mais. Eu não sei como ele funciona. Tudo o que sei é que, se os meus desejos estão corrigidos e se estou lendo O Zohar com a esperança de que estes desejos sejam satisfeitos, isso irá ocorrer.

Eu tenho determinado dispositivo que eu ajusto e ligo na eletricidade, mas falta uma última gota: um pouco mais do meu pensamento e desejo de que isso funcione, para que o dispositivo comece a canalizar a eletricidade e comece a trabalhar.

Eu devo antecipar isso e nada mais. Isso é considerado como “aguardar a salvação”. Mas nós precisamos, da melhor forma possível, preparar os nossos desejos e necessidades, de forma que eles estejam aptos para a correção, tanto quanto possível. Afinal, um desejo não amadurecido não merece correção. Deseje o tempo que passou e que um novo desejo precise ser usado, ou que o mesmo desejo em um grau mais elevado não mereça correção.

Tudo tem que ocorrer com a máxima precisão e, então, a Luz que Corrige vem e realiza a nossa fusão com o Criador. É isso que o nosso trabalho exige.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/05/11, O Zohar

As Três Partes Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanA Luz gera o desejo e o controla. Inicialmente, o desejo não tem nenhum movimento independente que não seja solicitado pela Luz. Mas, se esse for o caso, como eu posso mostrar qualquer iniciativa, o chamado “despertar de baixo” (Itaruta de-Letata), que é exigido de mim?

Este despertar é possível porque a Luz se esforça em levar o desejo ao autoconhecimento e comportamento consciente, de modo que o desejo se sinta autônomo e independente da Luz. Então, uma vez que o desejo esteja sozinho e livre da Luz, ele pode decidir o que quer e exigir da Luz a mudança.

Essa exigência pode ser egoísta, quando o desejo quer satisfazer-se à custa de sua natureza original. No entanto, com a ajuda da Luz, é possível que o desejo atinja um estado quando ele quer uma mudança real e pede por satisfação não para seu próprio benefício, mas em prol da Luz, do Criador, e dos outros.

As pessoas que desejam atingir este tipo de exigência e pedem pelo bem-estar dos outros são chamadas de “Israel” (do hebraico – “Yashar Kel” – direto ao Criador), enquanto que todos os outros, aqueles que desejam apenas satisfazer-se sem qualquer conexão com a Luz, são chamados de “pessoas seculares”. E se a pessoa pensa que a Luz pode ajudá-la a realizar-se, ela é chamada de “religiosa”. Toda a humanidade está dividida nessas três partes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/05/11, Shamati No.5

O Grupo Do Rabi Shimon Composto De Vários Milhões De Membros

Dr. Michael LaitmanA Luz superior está em um lugar chamado “Shechiná“, que é a unificação entre as almas. Com os nossos esforços, temos que alcançar a união entre nós. Então, revelaremos a Luz que constrói, cria, corrige e preenche toda a criação.

Esta Luz está sempre presente na Shechiná, na assembléia das almas que aspiram ao Criador (Knesset Israel), na unificação entre nós.

O Zohar é a mesma fonte de Luz, mas sob a condição de que nós nos imaginemos (e não importa quantos milhões de nós existam) como sendo o grupo do Rabi Shimon, que tinha dez pessoas que se sentaram, conectadas entre si, e receberam esta Luz chamada de “Zohar” – “a iluminação superior”. Esta é a Luz que nos influencia, nos corrige e nos eleva.

Da 2ª parte da Lição Diária de cabalá 04/05/11, O Zohar

No Reflexo Da Luz Superior

Pergunta: Se o Criador é imutável, por que cada um de nós O percebe de forma diferente?

Resposta: Cada um de nós percebe o Criador de forma diferente conforme o desenvolvimento de nossa alma, de acordo com nossos desejos e qualidades. Isso é devido a que o Criador mesmo não pode ser percebido. Eu nunca O sinto; eu percebo a mim mesmo em relação à “Luz superior simples”. Em relação a essa Luz superior simples, eu me descubro.

Assim, quem sou eu? Você é o mundo inteiro. Você sente isso? Sim. Você existe junto com aqueles ao seu redor? Sim. Bem, então você é esse mundo inteiro. É no seu desejo que você percebe tudo.

Você sente como se isso estivesse acontecendo externamente? Você está errado. Tudo isso está dentro de você. Todo o mundo está dentro de você. Você simplesmente percebe sua realidade dessa forma, em oposição à Luz superior. Você não percebe essa Luz superior, mas ela existe, e também não externamente, mas dentro de você.

Tudo que você possa imaginar está dentro de você, a Luz superior também. Mas o que é a Luz superior? Você só pode falar dela com base em sua experiência. Onde ela está? Está dentro de seus desejos. Tudo está dentro do homem.

Isso continua até que nós realmente revelamos a força superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11Shamati No.1

Pavimentar O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanA escravidão no Egito começa com o desejo de José de se unir com seus irmãos, mas, ao invés disso, o ódio se revela entre eles. Esse é ponto quando eles entram no Egito e o vendem.

José (o homem justo, o fundamento do mundo) é o que é chamado de solo (base), Sefira, que conecta todas as Sefirot precedentes a ela, ou “os filhos de Jacó”. Ele quis unir todos eles, mas eles não acataram; cada um deles desejou ficar sozinho. E José diz: “Vocês devem se unir em mim”, uma vez que a Sefira Yesod une dentro dela todas as outras Sefirot; ela não tem nada dela mesma.

Porém, todas as outras qualidades no homem são opostas a ela, e por isso eles começaram a experimentar o exílio no Egito. Em outras palavras, todo nosso trabalho pertence somente à unificação, na qual você tem o grupo mundial, bem como os grupos locais. E cada um de nós tem oportunidades de avançar quer nos grupos físicos ou nos virtuais. Ademais, todos já fizeram alguma preparação para a união, mas nós ainda não fomos capazes de tomar a decisão final.

E pode ser que nós tenhamos que tomar a decisão final a cada instante e que nada irá acontecer a menos que nos unamos, acima do egoísmo pessoal de cada um. Lá, no ponto de nossa união, está a espiritualidade. Esse minúsculo ponto escuro de repente se revela e nós encontramos nele a entrada para o mundo espiritual . Ele é como uma passagem estreita e apertada e seria difícil de acreditar que algo realmente pudesse se abrir ali.

É semelhante a dar à luz. Primeiro, a saída está fechada, o embrião permanece dentro do útero, considerado como “Mem Stuma” (a letra “Mem” é a qualidade de Biná, fechada por todos os lados). E só depois, quando o enorme desejo de nascer está presente, essa letra “Mem” se divide em duas portas (as letras “Dalet”, da palavra “porta” ou “Delet”) em duas articulações (“Tzirim” ou “dobradiças”, a palavra que também significa contrações do parto), e é assim que o bebê nasce.

Mas, no instante que antecede, o recém-nascido não tem nenhuma chance de saber, prever, ou sentir que o estado em que está pode se abrir. Desta forma, um ambiente forte é necessário. Ele irá pressionar constantemente cada um de nós e nos assegurar a garantia: o poder de apoiar, a força de despertar que sempre ira me trazer de volta à intenção pela união.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

A Bondade Deve Se Tornar Revelada

Dr. Michael LaitmanA Luz superior leva a pessoa através de muitas subidas e descidas, continuamente dando-lhe a sensação de que só o Criador pode ajudá-la. Afinal, Ele é o único que me enviou todos os problemas, a fim de, finalmente, me ensinar a orar pela redenção.

A redenção é a revelação do Criador, que eu peço exatamente para viver sob Seu poder único, que é a única coisa que existe. Eu não quero ficar confuso por mais tempo ou sentir quaisquer outras forças. Apesar de eu entender que todas as forças vêm d’Ele, eu quero ser controlado apenas por esta força única: a força da doação e do amor ao próximo.

Eu quero revelá-Lo porque esta é a verdade! Todos os meus outros estados são uma mentira. Só então um pedido e um clamor nascem numa pessoa a qual a força superior lhe traz. Esta força que sempre jogou com ela, confundindo-a para aumentar a sua auto-confiança, criando dificuldades para ela, de modo que ela se tornasse mais forte.

É assim que a pessoa alcança a prece e revela o Criador. Agora ela não procura o Criador para se livrar de todas as suas angústias e buscas, mas quer estar sob o poder do “Não há outro além d’Ele”. Isto significa sair da escravidão do Faraó e se tornar um escravo do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11, Shamati # 1

A Oração Que Atrai A Luz Sobre Nós

Dr. Michael LaitmanQuer queiramos ou não, em cada estado, devemos sempre sentir a falta, ou seja, imaginar o futuro estado fora do nosso atual. Se eu construí-la corretamente, apesar de todos os meus esforços para isso, eu sentirei como realmente estou distante dela. Em outras palavras, eu realmente quero, e ainda sou incapaz de alcançá-la.

Isso é chamado de “falta”, a preparação para o estado futuro, que é sempre revelada antes de passar para um novo estado. Este sentimento de falta é muito multidimensional e desagradável.

O próximo estado brilha em mim, e devido a essa luminescência eu começo a valorizá-lo mais, ao perceber o meu estado atual como deficiente e insuficiente. Sinto em que medida me falta a força para subir e em que medida o desejo.

Como resultado eu chego a uma convergência do meu desejo apaixonado de ascender e a minha percepção de que não tenho chance de realizar isso, momento em que eu explodo em uma prece, um grito, e a Luz superior vem em meu auxílio. Afinal, este grito (oração) mostra o meu grande desejo, que atrai o tipo certo de Luz, ajudando-me a subir ao próximo nível.

Devo chegar a um grito que compreenda dois elementos: 1) o meu grande desejo de alcançar a doação, e 2) a percepção de que eu nunca posso alcançá-lo. Somente quando eu estou prestes a explodir com esta pressão, provocada por meu desejo e minha incapacidade de realizá-la, é que a Luz reage à dor e me influencia.

Esperar que a Luz venha por si só é inútil. Ela vem em resposta ao meu desejo de doar e me atrai com a força suficiente para levantar-me a um nível mais elevado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, “Isto É Para Judá”

TES: Um Diário Cabalístico Pessoal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a chave é atrair a Luz sobre nós mesmos, por que nós discutimos tão a fundo a estrutura dos mundos descrita no TES (O Estudo das Dez Sefirot) durante a aula?

Resposta: Não é nossa meta falar sobre a estrutura dos mundos em detalhe; nós simplesmente tentamos captar alguns detalhes para explorar o que os Cabalistas nos dizem sobre isso. Mas, quando estudamos o TES, como qualquer outra fonte, nós primeiro precisamos pensar na alma, porque é lá que existem todos esses elementos que eu estou lendo e onde todos os fenômenos ocorrem.  

Os Cabalistas que revelaram dentro de si mesmos a propriedade de doação discernem que ações eles podem executar dentro dela, e escrevem sobre isso. Além disso não há mais nada. Mesmo nós estamos em alguma realidade imaginária desse mundo, que realmente não existe e se dissolve depois, ou vivemos nele como num sonho, ou alcançamos a realidade autêntica da doação, a realidade do Criador.

Afinal, não “há nada além d’Ele”, e se algo na verdade existe, é somente lá. E o TES descreve de que forma essa autêntica realidade está sendo revelada a nós dentro de nossos desejos.

Como um Cabalista, eu posso descrever em que medida eu vou entrar nessa realidade e descobrir que ela de fato opera em mim, como eu irei me conectar e começar a me identificar com ela. E outro Cabalista faz o mesmo. Em outras palavras, nós todos escrevemos sobre a mesma unificação com a eterna Luz superior e o que encontramos nela desde nosso ponto negro da criação, o “ponto de ausência”.

Quando eu entro em contato com a Luz e alcanço a equivalência com ela, eu sinto que dentro de mim vários fenômenos começam a ocorrer, ou vestindo-se em mim de Cima  para baixo (a Luz de Hochma) ou em largura (a Luz de Hassadim). Esses fenômenos produzem várias sensações em mim, e eu as descrevo, tendo a oportunidade de expressá-las em palavras e sons.

Mas, todas as impressões que temos derivam do encontro desse ponto negro com a Luz, onde o primeiro se torna semelhante ao último. E essa é a essência da sabedoria da Cabalá: encontrar a Luz dentro do ponto negro da criação.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Talmud Eser Sefirot