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Aspirar Ao Ponto De Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanNós existimos no campo da Luz (qualidade de amor e doação chamada “Criador”), que preenche todo o espaço que ocupamos; nós só não conseguimos sentir essa Luz. Na sua influência sobre mim, ela é como um campo físico, seja gravitacional, eletromagnético ou eletrostático. Se eu tenho um potencial (carga) espiritual, eu começo a me mover dentro deste campo até o ponto de equilíbrio com ele.

Assim como um elétron se comporta em um campo eletromagnético, a pessoa se comporta em qualquer lugar: ela aspira a um estado de equilíbrio, vivendo no campo de suas sensações. Mas as sensações também são forças! Nós estudamos elas na sabedoria da Cabalá, assim como outros estudam a influência das forças físicas. Exceto que nós não percebemos sua existência em nosso mundo.

Quando o ponto no coração surge na pessoa, ela começa a se mover para um lugar onde possa receber a satisfação que este ponto exige. Essas pessoas “entram” nos nossos grupos ou “de repente nos descobrem” na Internet. Tudo parece muito inesperado para elas…. E é assim que elas começam a estudar a sabedoria da Cabalá.

Da Lição2, Convenção em Madrid, 03/06/11

Celebrando A Entrega Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que celebramos durante Shavuot?

Resposta: Durante Shavuot nós celebramos a entrega da Torá. É o dia em que todos os que são considerados “Israel” (“Isra-El“, ou seja, “direto ao Criador”) receberam a Torá, o método de auto-realização por meio do livre arbítrio, ao invés de alcançar o estado pré-estabelecido de realização, por meio do impacto da Luz empurrando-os até ele.

Pelo contrário, eles são capazes de ver a si mesmos, toda a realidade, e até mesmo o Criador. Em vez do Criador fazer isso, eles podem decidir que realmente desejam atingir esse objetivo, como se Ele não fosse o único que o fornecesse.

Nós celebramos que somos capazes de entender, sentir, e alcançar a força superior que age dentro de nós e nos identificamos com seus atos. De forma clara, esta força superior, o Criador, age nos dois sentidos. No entanto, nós alcançamos como Ele age; nós desejamos que Ele trabalhe sobre nós, e antes mesmo que Ele tome qualquer medida, nós já trabalhamos em direção a Ele. É assim que o amor é medido.

Pergunta: Então, só com a entrega da Torá nós alcançamos o livre arbítrio, a liberdade de aceitar o método e realizá-lo por vontade própria, ao passo que anteriormente não tínhamos nenhum livre arbítrio, não é?

Resposta: Correto. Portanto, isso é considerado a liberdade do anjo da morte, “ser uma nação livre em nosso próprio país (o nosso desejo)”, ser livre. O que implica essa liberdade? Agora eu sou capaz de expressar meu ponto de vista sobre o propósito da criação e o nosso caminho.

Você pode mudar para outro propósito? Não, você não pode. Você pode escolher um caminho diferente? Não. O que há de tão especial, então? Eu tomo minha parte nele; eu tomo uma decisão; eu escolho esse desejo; eu estou presente neste processo. Caso contrário, eu não estou. O Criador nos deu a chance de participar. Isso significa que eu afirmo a mim mesmo e a minha independência, o que acontece conforme me identifico com o Criador, tornando-me semelhante a Ele. Eu sou um animal ou um ser humano.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati # 40

O Milagre Da Criação

Dr. Michael LaitmanAté que a Luz se propague no desejo de receber através das quatro fases de HaVaYaH , a força criativa não se revelará na criatura. Portanto, o autêntico desejo de prazer não será revelado, o qual, de outro modo,permite a determinação do que esta criatura é, o que ela quer, e como responde ao Criador.

Assim, HaVaYaH é considerado o nome sagrado do Criador. Por que ele é sagrado, se um nome é sempre o que a criatura atribui? Este nome é sagrado porque somente desta forma, depois de todas as quatro fases do impacto da Luz sobre o desejo, é que as qualidades do Criador se revelam na criatura, as quais afetam e imprimem Sua forma nela. É por isso que é chamado de nome do Criador. Esta impressão, deixada pela Luz dentro do desejo, transmite desejo com a forma da Luz.

A Luz não tem forma, e não há como descrever o que ela é e como se parece. Ela é algo transitório e desconhecido, certo tipo de forma abstrata. Como, então, pode a criatura aprender alguma coisa sobre ela, conectar e trocar impressões, criar um relacionamento com ela?

Para que isso ocorra, o Criador, “a ponta da letra Yod”, a principal força criativa, dirige sua influência à matéria criada por Ele “a partir da ausência” e começa imprimindo-Se nela. Por conseguinte, semelhante à massa de modelar ou argila, esta matéria começa a mostrar o carimbo da Luz. A matéria começa a demonstrar-nos o que a Luz é, a qual não pode se revelar.

Todas as forças do mundo estão relacionadas com a Luz. Ela percorre tudo como a electricidade, os ímãs, as reações nucleares e sub-nucleares. Nós pensamos que há uma variedade de forças no mundo, mas, em essência, tudo é sustentado por esta força única da Luz que não podemos ver. Nós a vemos apenas em ação, e quando as ações da Luz são reveladas na matéria, ela é descrita como o nome do Criador, a expressão da própria Luz na matéria.

Essa é uma maravilha que nós somos incapazes de compreender. Como a forma do Criador, a Sua própria qualidade, pode se desdobrar na matriz de HaVaYaH, a sua criação? Para tornar isto possível, a criatura tem que atravessar todas as quatro fases de desenvolvimento. Somente na quarta e última fase ela pode começar a entender e se reconhecer.

Mas como ela se reconhecerá? Quando ela vir a conhecer o Criador, e é isso que a criatura é.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/05/11, Talmud Eser Sefirot

Fugindo Da Pressão Evolutiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas conseguem entender a necessidade de fazer concessões umas às outras, mas como você explica a Luz da correção a uma pessoa comum?

Resposta: A Luz é a qualidade de doação, a força superior que está presente na natureza, que nos faz avançar, nos dá vida, nos corrige, e nos move adiante. Durante milênios da existência do homem na Terra (sem considerar os milhões de anos de desenvolvimento dos níveis inanimado, vegetal, e animal da natureza) nós nos desenvolvemos à força, por meio da força oculta na natureza. Existe certo programa dentro dela, uma máquina que opera através desse programa, colocando toda a criação em movimento e causando seu desenvolvimento.

Os cientistas estão revelando que há 15 bilhões de anos nosso universo começou a se desenvolver como resultado do Big Bang. Ou seja, o universo contém uma força evolutiva. Agora, essa força continua a nos desenvolver ainda mais, e é chamado “curso natural da história” (Beito).

Porém, nós temos a oportunidade de nos desenvolver “mais rápido do que o tempo” (Ahishena), não através da força implacável da natureza, que nos empurra para o desenvolvimento com um “braço forte”, por meio do “julgamento e da restrição”, mas despertando “misericórdia” sobre nós, como está escrito: “Como Ele é misericordioso, você também deverá se tornar misericordioso”.

Isso significa que eu desperto as boas forças de desenvolvimento na natureza. Se eu concordar com o desenvolvimento, desejá-lo, e aspirar à mesma meta, despertando o desejo dentro de mim antes que a natureza comece a colocar pressão sobre mim, então eu me sentirei bem e confortável! Eu vou merecer o entendimento e vou abreviar meu caminho. Em essência, isso é tudo que devemos fazer!

Nós temos que correr na frente, como um camundongo corre do gato. Quando a pessoa se torna mais sábia, ela entende que a pressão evolutiva está agindo sobre ela. Por outro lado, existem pessoas que ainda não notaram ou sentiram essa pressão que as está alcançando. Isso significa que ela ainda não chegou perto o suficiente delas e não despertou um grande sofrimento.

Imagine que você está descendo uma rua correndo e uma imensa multidão está perseguindo você para esmagá-lo. Se você já sente isso, então você irá procurar um jeito de se salvar. Você não tem para onde fugir. De ambos os lados há edifícios que se estendem por quilômetros, e você está correndo por um caminho estreito entre eles, enquanto a multidão continua se movendo bem atrás de você. Esse é um quadro impressionante… Você não quer que a multidão o esprema contra o asfalto, quer?

Algumas pessoas já sentem que estão nesse estado, enquanto que outras não o sentem ainda. Ainda assim, tudo é uma questão de tempo. Talvez você se sinta bem por enquanto, como uma pessoa caindo do 10º andar, e ao passar pelo 8º andar diz a seu vizinho que o está encarando da janela: “Como você está? Por enquanto, está tudo bem”. É dessa forma que o mundo está “tudo bem” hoje, mas ele ainda não entende isso.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, Talmud Eser Sefirot

O Verdadeiro Negócio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso pedir apenas a correcção. Isto significa que eu decido ou defino algo por mim mesmo?

Resposta: Eu tenho a linha da Luz e a linha do vaso. Eu construo-me como a terceira linha entre elas. Tiro tanto quanto posso do desejo de receber e da Luz e construo a forma final, a soma destas forças (Σ).

Esta forma é um ser humano. Muito embora os componentes não sejam meus, tenho de combiná-los e decidir a combinação correcta. Eu decido isto por mim mesmo.

Para fazer isso, primeiro tenho de sentir a vergonha de não me parecer ao Doador, determinar o material de trabalho, e encontrar a força que o corrige. É-me pedido criar um ser humano dentro de mim, desejar que ele se forme. Eu já tenho as forças e o material. Tenho apenas de verificar a forma, e fazer esta verificação a toda a hora nos 125 degraus de semelhança com o Doador.

Verifico-me com relação ao superior e identifico as minhas capacidades. Este é um grande trabalho. Graças a ele, começo a aceitar, sentir, e percebê-Lo. Eu “formato” ou “extraio-me” em busca da solução exacta. Como resultado, torno-me como o Criador, não de acordo com a superioridade, mas de acordo com a doação. Ao receber em prol da doação, torno-me semelhante a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/5/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Deixe Que A Luz Nos Ensine

Dr. Michael LaitmanPergunta: Numa das aulas ouvi-o dizer que quando lemos O Livro do Zohar, um tipo de corrente que nos une aparece. Como entramos nesta corrente, apesar dos vários distúrbios que despertam em nós durante a aula?

Resposta: Isto ocorre gradualmente. Você deve habituar-se a ela, a aplicar um certo montante de esforço, para descobrir como abordar o texto, como conectá-lo a si mesmo, ao estado no grupo, para o mundo; aprender onde fica confuso e onde não.

Deve unificar-se a si e à Torá num só. Então, conforme o seu desejo de se conectar à Torá, a qual fala do seu estado interior, você começa a receber a Luz Interior contida nela, que o influencia, permitindo-lhe ver dentro do sistema que ela descreve.

Isto ocorre no processo de estudo, quando a Luz (o Criador) lhe ensina. Se você tenta mover-se em frente, em direcção ao objectivo, na medida em que consiga usar o grupo e o estudo correctamente, se estiver pronto para desistir das suas aspirações egoístas e planos, nem que seja um pouco, então a Torá ensina-lhe – os estados espirituais subsequentes são-lhe revelados em si.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/5/11, O Zohar

Conheça Todas As Formas Do Superior E Molde-Se

Dr. Michael LaitmanO desejo não se desenvolve até que tenha sido submetido às quatro fases de desenvolvimento sob a influência da Luz e chegue a um estado de consciência, de sensação de si mesmo, quando é capaz de tomar decisões independentes e responder à Luz em certa medida. Isto significa que, em qualquer ponto da criação, sempre que a fase da “raiz” (zero) for encontrada, demonstra a doação do Criador, que pretende causar certa reação na criatura, na “existência a partir da ausência” (Yesh Mi Ain).

Começando com a fase zero, a partir da chamada “ponta da letra Yod“, é necessário passar por quatro fases de HaVaYaH (Yod, Key, Vav, Key), ou a primeira, segunda, terceira e quarta fases da Luz Direta. Somente na fase quatro (Behina Dalet) é que o desejo responde.

Em qualquer lugar da criação, não importa o ponto que tomemos em todo o universo, descobriremos um estágio zero nele: a conexão do Criador com algum ponto “a partir da ausência ” (Yesh Mi Ain). A partir daí, afetado pela Luz, o desejo de receber começa a desenvolver-se e tem que passar pelas quatro fases, a fim de se transformar em uma criatura, começando a sentir e responder aos efeitos da Luz

Assim, tudo começa a partir da “ponta da letra Yod“,  da “existência a partir da existência”, do Pensamento da Criação, Seu pensamento. Em seguida, ela começa a trabalhar, e as fases um, dois, três e quatro surgem (ou Yod–Key-Vav–Key), até alcançarmos a quarta fase (Dalet), que neste momento experimenta a si mesma como existente.

Existem duas forças aqui: a que governa e a que é governada. Cada uma delas está ativa e em potência, ao mesmo tempo. As três primeiras fases (zero, um e dois – Keter, Hochma, Bina) ainda pertencem ao Criador. As fases três e quatro (Zeir Anpin e Malchut) referem-se à criatura.

Uma divisão semelhante pode ser observada posteriormente em todos os objetos espirituais, Partzufim, nos mundos. Os três primeiros graus (GAR) dizem respeito ao pensamento ou ao programa do superior. ZAT (Zeir Anpin e Malchut) refere-se ao inferior, à criatura, onde Zeir Anpin serve como um adaptador entre o superior e o inferior.

A parte superior é Keter. Sua qualidade de doação é Hochma (Sabedoria). A forma na qual Ele deseja doar é Bina. A forma na qual Ele se relaciona com o inferior é Zeir Anpin. Esta é uma relação multidimensional: Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod, Yesod, Malchut. Assim como a Malchut, esta é a matéria que absorve todas as formas anteriores, pois quer conhecer e construí-las dentro de si, a fim de obter a forma das fases anteriores.

Assim, Malchut implementa este ato internamente. Por isso, ela precisa experimentar todas as fases anteriores, receber uma impressão das mesmas, moldar-se, e desenvolver o desejo de ser como elas. Assim, em resposta, ela cria uma conexão idêntica à raiz, tornando-se a própria raiz

A criatura não pode se desenvolver até que todas as quatro fases tenham surgido antes dela. É só na última fase (Dalet) de desenvolvimento, quando eu tenho tanto o desejo quanto a intenção (o que significa que tudo vem de mim), em diante, que podemos falar da criatura. Até então, só existem as qualidades do Criador, através das quais Ele constrói a criação.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, Talmud Eser Sefirot

Se Você Deseja Se Tornar Humano, Dê De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, Item 5: A expansão da Luz, e sua posterior expulsão, cria o vaso. Pode-se concluir de forma lógica que se o vaso recebe a Luz instantaneamente, o anterior será o primeiro, e o sucessor o último. Portanto, a quarta etapa torna-se a fase final da criação do vaso: Malchut.

A expansão da Luz na criatura deve ocorrer em quatro etapas, até que ela sinta que recebe e quer sempre mais do que recebe. Pois, enquanto o desejo estava satisfeito com o que recebia, a criatura ainda não era responsável por si mesma. Ela não tinha nada de si mesma, nenhuma adição pessoal em relação ao que vinha do Doador.

Do Doador, nós recebermos o vaso (desejo) e a Luz. Se tudo isso se expande para baixo, sem qualquer interferência por parte da criatura, e se esta não se esforça para ganhar maior desejo e Luz, então não há nenhuma criatura, mas algo que não tem vontade própria.

É por isso que os três primeiros níveis do desejo, ou seja, o inanimado, vegetal, e animal, que derivam da fase raiz, ainda não são considerados como existentes. Eles são geridos de Cima, sem qualquer adição da parte deles.

Quanto às pessoas que estão nestes níveis de evolução, elas vivem e se alimentam do que recebem em nosso mundo das qualidades inatas: do ambiente, da mídia, do sistema de ensino, e assim por diante. A menos que elas comecem a contribuir para isso, seu desejo individual visa à raiz, e contanto que obedeçam às ordens do desejo, seu nível mais elevado ainda é o “animal”.

E só quando a pessoa evolui para o nível humano, que anseia em contribuir com alguma coisa, para voltar à raiz, só então ela pede que a raiz adicione mais desejo e satisfação, exige o desenvolvimento e torna-se um Ser Humano que quer se equivaler ao Criador. O Criador deve ser revelado o tempo todo, várias vezes, como está escrito: “Conheça o seu Criador, e sirva-O”. Isto é o que separa o homem do animal. É isso que torna o seu apelo dirigido ao alto, na raiz, autêntico.

O ser humano começa com o ponto no coração, que também vem do Alto. Mas todo o resto, com exceção desse ponto, onde a pessoa se sente como “a existência a partir da ausência”, ela deve cultivá-lo por conta própria. Esta é a adição pela qual ela deseja tornar-se semelhante ao Criador e ganhar o título de Humano. Após os níveis inanimado, vegetal e animal de desenvolvimento, apenas o último nível é considerada como “humano”. Isso é o que desenvolve a criatura, enquanto todos os níveis anteriores são incluídos na mesma.

Primeiramente, isso tem relação com nosso mundo interno, onde as naturezas inanimada, vegetal e animal sobem e descem junto com o nível humano. Não veja a Terra com sua flora e fauna nos vales e bosques. Tudo ocorre internamente. Se todos os outros desejos apóiam o crescimento do ser humano em mim, eles sobem junto com ele no mesmo nível.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Interceptando a Iniciativa da Luz

Inicialmente, devemos entender que a criatura é o desejo. Na verdade, o desejo é só uma ferramenta, os meios disponíveis para a criatura; é um sentimento órgão, um elemento sensorial, algo que lhe permite sentir o seu próprio ser e refletir sobre ele: “Por que eu existo? De onde eu vim e por que? O que é a vida? Qual é a minha satisfação, e para onde vou? “Tudo isso se manifesta no desejo.

O Criador, a Luz superior, criou apenas um ponto uniforme,” a existência da ausência”, o que temos que desenvolver, uma vez que, em consonância com o programa do Criador, a criatura tem que ascender à Sua altura. Esse ponto é a criação inteira. É o oposto à Luz, e essa propriedade é suficiente. Assim, ele é chamado um ponto.

Durante seu desenvolvimento, o ponto tem que experimentar vários tipos de oposiçõeso à Luz, emanadas da Luz. A Luz se projeta sobre este ponto e, desta forma cria formas reversíveis.

Assim, foi apenas um ponto que surgiu como “a existência da ausência.” Suas outras propriedades aparecem como “a existência de existência” e tomam as suas origens a partir da Luz. Este ponto está evoluindo nas propriedades que são projetadas pela Luz e em frente a ele. Desde o seu estado oposto, o ponto aprende o grau de semelhança com o Criador, que é capaz ou não capaz de alcançar. Assim, ele revela a Luz.

Este ponto do desejo de receber é submetido a um longo, grandioso e progressivo desenvolvimento multifacetado. Se o Criador é o desejo de dar prazer, a criatura, inevitavelmente, é o desejo de receber prazer.

Para que a criatura tenha a oportunidade de se expressar, tem que definir a forma de seu desejo de receber. Como é feito? É feito pelo desenvolvimento cíclico: Todo o tempo o desejo adquire sua forma, recebe a realização dessa forma, depois parte da realização deixando a forma vazia. Então, a criatura decide como utilizá-la.

Anteriormente, a Luz determinou as condições de prazer para a criatura. Agora, ao contrário, a criatura recebe o prazer em dar prazer ao Doador. Desta forma, a criatura transforma recepção em doação.

Assim, a Luz cria o desejo e sua forma; mas também traz satisfação ao desejo. Mais tarde, a criatura descobre que ela precisa se tornar vazia, ser privada da Luz. A criatura não pode suportá-lo; a vergonha o impede. Então, ela pede a força da Luz para si, a fim de se livrar dele. A Luz, que despertou o sentimento de vergonha na criatura, concorda e dá força para a criatura. Então, a criatura exige mudanças internas e correções da Luz e os avanços com estas demandas.

Mesmo que tudo venha da força superior, a partir da força da Luz, que é primária em relação ao desejo de receber, ao mesmo tempo, é a criatura que começa a decidir o que quer e intercepta a iniciativa e ganha supremacia. É por isso que o período de desenvolvimento começa a partir de um sentimento de vergonha e abaixo, é creditado para a criatura.

Da parte 4 da Lição Diaria da Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Se Você Quer Ficar Bem – Prove!

Dr. Michael LaitmanA fim de receber a Luz que Corrige, a força que nos tornará semelhantes à força superior, o Criador, e nos levará de volta à fonte de bondade e abundância, de modo que nos tornemos tão bons, doando e amando, devemos nos colocar em condições adequadas.

Como eu posso provar a mim mesmo e preparar-me para fazer a solicitação correta à Luz superior, de modo que ela me influencie? Somente através do ambiente. Eu não tenho nenhuma oportunidade em nosso mundo para provar que quero me tornar doador e bom, a menos que eu organize a conexão correta com o ambiente da melhor forma possível.

É por isso que antes e durante a aula, em especial durante a leitura do Livro do Zohar, cada um de nós deve sentir constantemente que tem uma conexão contínua com os demais, que está em uma rede de conexão, onde ele se perde e só sente todos juntos. Ele deve tentar sentir com toda a força que ele não tem o seu próprio “eu”, mas que só há “NÓS”. Isto é chamado de assembléia de Israel (Knesset Israel): a unificação de todos aqueles que aspiram revelar o Criador.

Se eles se unem a fim de revelá-Lo, isso significa que as almas quebradas desejam se unir e ascender, por meio do seu pedido de unificação, à Malchut do mundo de Atzilut. Malchut do mundo de Atzilut pega esses desejos, que aspiram a se unir e fazer esforços mútuos para se unir, e eleva este pedido a Zeir Anpin. Ele, por sua vez, trabalha com este pedido, corrige as almas, e todos os que nele participam adquirem a força de doação mútua e começam a se sentir mais próximos, mais conectados entre si. Assim, gradualmente, passo a passo, muito lentamente, eles revelam a rede de conexão entre si. Quando essa rede atinge a sua primeira realização, nós começamos a sentir que estamos no primeiro nível da hierarquia espiritual.

Portanto, ao ler o Livro do Zohar nós devemos constantemente aspirar apenas à unidade entre nós, tão dentro dela que revelaremos a forma de nossa conexão chamada “o Criador”. Afinal, o Criador é a forma de conexão entre nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/11, O Zohar