Textos com a Tag 'Luz'

O Verdadeiro Negócio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu posso pedir apenas a correcção. Isto significa que eu decido ou defino algo por mim mesmo?

Resposta: Eu tenho a linha da Luz e a linha do vaso. Eu construo-me como a terceira linha entre elas. Tiro tanto quanto posso do desejo de receber e da Luz e construo a forma final, a soma destas forças (Σ).

Esta forma é um ser humano. Muito embora os componentes não sejam meus, tenho de combiná-los e decidir a combinação correcta. Eu decido isto por mim mesmo.

Para fazer isso, primeiro tenho de sentir a vergonha de não me parecer ao Doador, determinar o material de trabalho, e encontrar a força que o corrige. É-me pedido criar um ser humano dentro de mim, desejar que ele se forme. Eu já tenho as forças e o material. Tenho apenas de verificar a forma, e fazer esta verificação a toda a hora nos 125 degraus de semelhança com o Doador.

Verifico-me com relação ao superior e identifico as minhas capacidades. Este é um grande trabalho. Graças a ele, começo a aceitar, sentir, e percebê-Lo. Eu “formato” ou “extraio-me” em busca da solução exacta. Como resultado, torno-me como o Criador, não de acordo com a superioridade, mas de acordo com a doação. Ao receber em prol da doação, torno-me semelhante a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/5/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Deixe Que A Luz Nos Ensine

Dr. Michael LaitmanPergunta: Numa das aulas ouvi-o dizer que quando lemos O Livro do Zohar, um tipo de corrente que nos une aparece. Como entramos nesta corrente, apesar dos vários distúrbios que despertam em nós durante a aula?

Resposta: Isto ocorre gradualmente. Você deve habituar-se a ela, a aplicar um certo montante de esforço, para descobrir como abordar o texto, como conectá-lo a si mesmo, ao estado no grupo, para o mundo; aprender onde fica confuso e onde não.

Deve unificar-se a si e à Torá num só. Então, conforme o seu desejo de se conectar à Torá, a qual fala do seu estado interior, você começa a receber a Luz Interior contida nela, que o influencia, permitindo-lhe ver dentro do sistema que ela descreve.

Isto ocorre no processo de estudo, quando a Luz (o Criador) lhe ensina. Se você tenta mover-se em frente, em direcção ao objectivo, na medida em que consiga usar o grupo e o estudo correctamente, se estiver pronto para desistir das suas aspirações egoístas e planos, nem que seja um pouco, então a Torá ensina-lhe – os estados espirituais subsequentes são-lhe revelados em si.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/5/11, O Zohar

Conheça Todas As Formas Do Superior E Molde-Se

Dr. Michael LaitmanO desejo não se desenvolve até que tenha sido submetido às quatro fases de desenvolvimento sob a influência da Luz e chegue a um estado de consciência, de sensação de si mesmo, quando é capaz de tomar decisões independentes e responder à Luz em certa medida. Isto significa que, em qualquer ponto da criação, sempre que a fase da “raiz” (zero) for encontrada, demonstra a doação do Criador, que pretende causar certa reação na criatura, na “existência a partir da ausência” (Yesh Mi Ain).

Começando com a fase zero, a partir da chamada “ponta da letra Yod“, é necessário passar por quatro fases de HaVaYaH (Yod, Key, Vav, Key), ou a primeira, segunda, terceira e quarta fases da Luz Direta. Somente na fase quatro (Behina Dalet) é que o desejo responde.

Em qualquer lugar da criação, não importa o ponto que tomemos em todo o universo, descobriremos um estágio zero nele: a conexão do Criador com algum ponto “a partir da ausência ” (Yesh Mi Ain). A partir daí, afetado pela Luz, o desejo de receber começa a desenvolver-se e tem que passar pelas quatro fases, a fim de se transformar em uma criatura, começando a sentir e responder aos efeitos da Luz

Assim, tudo começa a partir da “ponta da letra Yod“,  da “existência a partir da existência”, do Pensamento da Criação, Seu pensamento. Em seguida, ela começa a trabalhar, e as fases um, dois, três e quatro surgem (ou YodKey-VavKey), até alcançarmos a quarta fase (Dalet), que neste momento experimenta a si mesma como existente.

Existem duas forças aqui: a que governa e a que é governada. Cada uma delas está ativa e em potência, ao mesmo tempo. As três primeiras fases (zero, um e dois – Keter, Hochma, Bina) ainda pertencem ao Criador. As fases três e quatro (Zeir Anpin e Malchut) referem-se à criatura.

Uma divisão semelhante pode ser observada posteriormente em todos os objetos espirituais, Partzufim, nos mundos. Os três primeiros graus (GAR) dizem respeito ao pensamento ou ao programa do superior. ZAT (Zeir Anpin e Malchut) refere-se ao inferior, à criatura, onde Zeir Anpin serve como um adaptador entre o superior e o inferior.

A parte superior é Keter. Sua qualidade de doação é Hochma (Sabedoria). A forma na qual Ele deseja doar é Bina. A forma na qual Ele se relaciona com o inferior é Zeir Anpin. Esta é uma relação multidimensional: Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod, Yesod, Malchut. Assim como a Malchut, esta é a matéria que absorve todas as formas anteriores, pois quer conhecer e construí-las dentro de si, a fim de obter a forma das fases anteriores.

Assim, Malchut implementa este ato internamente. Por isso, ela precisa experimentar todas as fases anteriores, receber uma impressão das mesmas, moldar-se, e desenvolver o desejo de ser como elas. Assim, em resposta, ela cria uma conexão idêntica à raiz, tornando-se a própria raiz

A criatura não pode se desenvolver até que todas as quatro fases tenham surgido antes dela. É só na última fase (Dalet) de desenvolvimento, quando eu tenho tanto o desejo quanto a intenção (o que significa que tudo vem de mim), em diante, que podemos falar da criatura. Até então, só existem as qualidades do Criador, através das quais Ele constrói a criação.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, Talmud Eser Sefirot

Se Você Deseja Se Tornar Humano, Dê De Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, Item 5: A expansão da Luz, e sua posterior expulsão, cria o vaso. Pode-se concluir de forma lógica que se o vaso recebe a Luz instantaneamente, o anterior será o primeiro, e o sucessor o último. Portanto, a quarta etapa torna-se a fase final da criação do vaso: Malchut.

A expansão da Luz na criatura deve ocorrer em quatro etapas, até que ela sinta que recebe e quer sempre mais do que recebe. Pois, enquanto o desejo estava satisfeito com o que recebia, a criatura ainda não era responsável por si mesma. Ela não tinha nada de si mesma, nenhuma adição pessoal em relação ao que vinha do Doador.

Do Doador, nós recebermos o vaso (desejo) e a Luz. Se tudo isso se expande para baixo, sem qualquer interferência por parte da criatura, e se esta não se esforça para ganhar maior desejo e Luz, então não há nenhuma criatura, mas algo que não tem vontade própria.

É por isso que os três primeiros níveis do desejo, ou seja, o inanimado, vegetal, e animal, que derivam da fase raiz, ainda não são considerados como existentes. Eles são geridos de Cima, sem qualquer adição da parte deles.

Quanto às pessoas que estão nestes níveis de evolução, elas vivem e se alimentam do que recebem em nosso mundo das qualidades inatas: do ambiente, da mídia, do sistema de ensino, e assim por diante. A menos que elas comecem a contribuir para isso, seu desejo individual visa à raiz, e contanto que obedeçam às ordens do desejo, seu nível mais elevado ainda é o “animal”.

E só quando a pessoa evolui para o nível humano, que anseia em contribuir com alguma coisa, para voltar à raiz, só então ela pede que a raiz adicione mais desejo e satisfação, exige o desenvolvimento e torna-se um Ser Humano que quer se equivaler ao Criador. O Criador deve ser revelado o tempo todo, várias vezes, como está escrito: “Conheça o seu Criador, e sirva-O”. Isto é o que separa o homem do animal. É isso que torna o seu apelo dirigido ao alto, na raiz, autêntico.

O ser humano começa com o ponto no coração, que também vem do Alto. Mas todo o resto, com exceção desse ponto, onde a pessoa se sente como “a existência a partir da ausência”, ela deve cultivá-lo por conta própria. Esta é a adição pela qual ela deseja tornar-se semelhante ao Criador e ganhar o título de Humano. Após os níveis inanimado, vegetal e animal de desenvolvimento, apenas o último nível é considerada como “humano”. Isso é o que desenvolve a criatura, enquanto todos os níveis anteriores são incluídos na mesma.

Primeiramente, isso tem relação com nosso mundo interno, onde as naturezas inanimada, vegetal e animal sobem e descem junto com o nível humano. Não veja a Terra com sua flora e fauna nos vales e bosques. Tudo ocorre internamente. Se todos os outros desejos apóiam o crescimento do ser humano em mim, eles sobem junto com ele no mesmo nível.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Interceptando a Iniciativa da Luz

Inicialmente, devemos entender que a criatura é o desejo. Na verdade, o desejo é só uma ferramenta, os meios disponíveis para a criatura; é um sentimento órgão, um elemento sensorial, algo que lhe permite sentir o seu próprio ser e refletir sobre ele: “Por que eu existo? De onde eu vim e por que? O que é a vida? Qual é a minha satisfação, e para onde vou? “Tudo isso se manifesta no desejo.

O Criador, a Luz superior, criou apenas um ponto uniforme,” a existência da ausência”, o que temos que desenvolver, uma vez que, em consonância com o programa do Criador, a criatura tem que ascender à Sua altura. Esse ponto é a criação inteira. É o oposto à Luz, e essa propriedade é suficiente. Assim, ele é chamado um ponto.

Durante seu desenvolvimento, o ponto tem que experimentar vários tipos de oposiçõeso à Luz, emanadas da Luz. A Luz se projeta sobre este ponto e, desta forma cria formas reversíveis.

Assim, foi apenas um ponto que surgiu como “a existência da ausência.” Suas outras propriedades aparecem como “a existência de existência” e tomam as suas origens a partir da Luz. Este ponto está evoluindo nas propriedades que são projetadas pela Luz e em frente a ele. Desde o seu estado oposto, o ponto aprende o grau de semelhança com o Criador, que é capaz ou não capaz de alcançar. Assim, ele revela a Luz.

Este ponto do desejo de receber é submetido a um longo, grandioso e progressivo desenvolvimento multifacetado. Se o Criador é o desejo de dar prazer, a criatura, inevitavelmente, é o desejo de receber prazer.

Para que a criatura tenha a oportunidade de se expressar, tem que definir a forma de seu desejo de receber. Como é feito? É feito pelo desenvolvimento cíclico: Todo o tempo o desejo adquire sua forma, recebe a realização dessa forma, depois parte da realização deixando a forma vazia. Então, a criatura decide como utilizá-la.

Anteriormente, a Luz determinou as condições de prazer para a criatura. Agora, ao contrário, a criatura recebe o prazer em dar prazer ao Doador. Desta forma, a criatura transforma recepção em doação.

Assim, a Luz cria o desejo e sua forma; mas também traz satisfação ao desejo. Mais tarde, a criatura descobre que ela precisa se tornar vazia, ser privada da Luz. A criatura não pode suportá-lo; a vergonha o impede. Então, ela pede a força da Luz para si, a fim de se livrar dele. A Luz, que despertou o sentimento de vergonha na criatura, concorda e dá força para a criatura. Então, a criatura exige mudanças internas e correções da Luz e os avanços com estas demandas.

Mesmo que tudo venha da força superior, a partir da força da Luz, que é primária em relação ao desejo de receber, ao mesmo tempo, é a criatura que começa a decidir o que quer e intercepta a iniciativa e ganha supremacia. É por isso que o período de desenvolvimento começa a partir de um sentimento de vergonha e abaixo, é creditado para a criatura.

Da parte 4 da Lição Diaria da Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Se Você Quer Ficar Bem – Prove!

Dr. Michael LaitmanA fim de receber a Luz que Corrige, a força que nos tornará semelhantes à força superior, o Criador, e nos levará de volta à fonte de bondade e abundância, de modo que nos tornemos tão bons, doando e amando, devemos nos colocar em condições adequadas.

Como eu posso provar a mim mesmo e preparar-me para fazer a solicitação correta à Luz superior, de modo que ela me influencie? Somente através do ambiente. Eu não tenho nenhuma oportunidade em nosso mundo para provar que quero me tornar doador e bom, a menos que eu organize a conexão correta com o ambiente da melhor forma possível.

É por isso que antes e durante a aula, em especial durante a leitura do Livro do Zohar, cada um de nós deve sentir constantemente que tem uma conexão contínua com os demais, que está em uma rede de conexão, onde ele se perde e só sente todos juntos. Ele deve tentar sentir com toda a força que ele não tem o seu próprio “eu”, mas que só há “NÓS”. Isto é chamado de assembléia de Israel (Knesset Israel): a unificação de todos aqueles que aspiram revelar o Criador.

Se eles se unem a fim de revelá-Lo, isso significa que as almas quebradas desejam se unir e ascender, por meio do seu pedido de unificação, à Malchut do mundo de Atzilut. Malchut do mundo de Atzilut pega esses desejos, que aspiram a se unir e fazer esforços mútuos para se unir, e eleva este pedido a Zeir Anpin. Ele, por sua vez, trabalha com este pedido, corrige as almas, e todos os que nele participam adquirem a força de doação mútua e começam a se sentir mais próximos, mais conectados entre si. Assim, gradualmente, passo a passo, muito lentamente, eles revelam a rede de conexão entre si. Quando essa rede atinge a sua primeira realização, nós começamos a sentir que estamos no primeiro nível da hierarquia espiritual.

Portanto, ao ler o Livro do Zohar nós devemos constantemente aspirar apenas à unidade entre nós, tão dentro dela que revelaremos a forma de nossa conexão chamada “o Criador”. Afinal, o Criador é a forma de conexão entre nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/05/11, O Zohar

As Sombras Sagradas E Impuras

Dr. Michael LaitmanNo nosso trabalho, existem quatro fases de HaVaYaH, tal como em tudo o resto. Ao inicio, a pessoa quer aproveitar-se do Criador, mesmo que não tenha idéia do que seja isso, e egoistamente usa o grupo de todas as formas.

Mais tarde, começa a procurar pelo menos um pouco de doação. Este tipo de desejo dá-lhe a Luz superior ao afectar constantemente a pessoa e levando-a através das quatro fases de evolução, ao longo dos degraus de sentir e perceber. Mesmo que não revele desde já em que estado está em relação à Luz, as sensações que sente ainda mudam.

Assim, ela chega a um ponto onde começa a pedir correcção. Obviamente, ainda é uma noção egoísta, uma vez que ela é a que quer sentir-se bem e pensa que irá obter todo o benefício por ser capaz de doar. Por outras palavras, é ainda tudo “eu, eu, eu, e eu”, mas a sombra que esconde o Criador dela vai-se alterando em profundidade e qualidade.

Anteriormente, ela pensava que esta sombra estava simplesmente a cobrir o Criador. Agora, ela acaba por perceber que é tipo um jogo, como um adulto com uma criança, onde o primeiro permite ao último fazer algo por si mesmo para que possa crescer. Então, a pessoa começa a gostar da ocultação.

Não significa que ela queira continuar lá, mas sim que está disposta a usá-la correctamente. Vê-a como uma expressão de amor que a Luz, o Criador, a Natureza, sente por ela. Assim, ela aumenta a sua participação consciente no grupo e começa a prestar atenção a cada momento.

Ela começa a ver que este sistema inteiro “respira” a toda a hora. Num instante ele afasta, noutro aproxima, dependendo da “atitude” da Luz superior, da maior ou menor ocultação. A pessoa envolve-se em todo o tipo de interacções com a Luz, ao trabalhar com estas ocultações, a Luz superior, o desejo, todo o tipo de eventos “acidentais”, por assim dizer, aos quais ela se sujeita. Ela começa a conectar tudo a uma raiz: “Não há nada além d’Ele”.

A sombra que costumava ocultar a Luz e parecia ser uma sombra de forças impuras transforma-se numa sombra sagrada. Agora, ela quer usar esta sombra para que ela não desapareça, mas permanece uma sombra cobrindo o seu desejo de receber prazer. Em relação a si, ela deseja trabalhar acima dela.

Esta sombra torna-se vital para ela e transforma-se numa tela anti-egoísta que retém o seu desejo egoísta. Agora, a pessoa controla esta sombra autonomamente e usa-a apenas para doar.

Aqui continuam outras quatro fases de desenvolvimento, o HaVaYaH completo: doar em prol de doar, seguido de receber em prol de doar. Em todas as fases anteriores pelas quais ela já passou, ela foi aprendendo com a Luz superior: ela revelou-lhe quem ela é, a sua atitude para com a Luz, como as nove Sefirot de Luz Directa (do Criador até ela) para que ela venha a revelar as nove Sefirot da Luz Reflectida (de si mesma até o Criador).

Inversamente, ela aprende destas ocultações como ocultar-se a si mesma, a sua espessura (o desejo egoísta) e transforma isso num desejo que doa e é preenchido com a Luz! Assim, a pessoa aceita gradualmente a ocultação inteira em si mesma, transformando-a da cobertura sobre o seu desejo egoísta na tela e na Luz Reflectida, na intenção de doar. Ela transforma toda a profundidade do desejo que estava anteriormente oculto nas forças de doação, o poder de amar os outros.

Assim, ela começa a sentir que não há outros. De forma miraculosa, ao começar a ver a Luz Reflectida a expandir-se dela, descobre que os outros que costumavam ser alheios, distantes, e terríveis para ela são exactamente o oposto: alguém querido e amado.

A pessoa acumula todas estas transformações ao passar através dos degraus de ocultação (dos mundos) e construir a partir deles novas relações de amor e doação. Assim, a sombra impura dos desejos egoístas torna-se sagrada, e todas as ocultações tornam-se uma revelação do amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/5/11, Shamati #8

Restaurando A Tela Quebrada

Dr. Michael LaitmanA Luz superior permanece em repouso absoluto, e nada evita a criatura de sentir que é controlada por uma força única e unificada que preenche toda a criação. São apenas as propriedades da própria criatura que não permitem experienciar essa força devido a serem opostas ao Criador, à Luz.

De facto, de acordo com a condição da Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph), as propriedades da criatura têm de corresponder com as propriedades da Luz, da doação. Esta condição é deposta pelo Criador que deseja trazer a criatura ao estado mais confortável, o mesmo que o Dele próprio.

Assim, o desejo da criatura, que não possui a intenção de doar, é aquele que a separa do Criador, não a deixando senti-Lo, a Luz, a satisfação. A correcção que devemos atravessar de forma a sentir-nos dentro da Luz superior é vista como uma “tela” (Masach) ou a intenção de doar.

Portanto, há um sistema oculto, a ocultação dos mundos que obstrui a Luz das criaturas ( “mundo” em hebraico é “Olam”, e “ocultação” é Alama), atrás do qual ela cultiva o seu desejo egoísta. Assim, uma centelha da tela e a Luz Reflectida desperta nela, e é o “ponto no coração”.

Se a criatura a estimula, ela está num processo onde lhe é mostrada constantemente uma nova profundidade do desejo pelo sistema de mundos, num grau cada vez maior, começando do zero. O grau anterior responde mostrando uma vontade de adquirir a intenção de doar para este desejo.

Nesse caso, o sistema oculto irá garantir-lhe correcção, uma tela anti-egoista, a intenção de doar. A criatura exige que toda espessura (Aviut) do desejo que o sistema de mundos lhe revela do lado esquerdo seja corrigida pela tela (a intenção de doar do lado direito). Ao unir estas duas forças, desejo e intenção, a criatura se assemelha à Luz superior.

Á medida que cresce, a criatura experiencia sentimentos diferentes sob o impacto da Luz superior. Ela pode achar que está a ser liberta para fazer o que lhe apetecer. Ainda mais, pode ponderar ou não sobre isso. Pode esforçar-se para ser livre em maior ou menor medida, ou não fazer ideia alguma sobre este assunto; ou seja, pode estar mais próxima ou mais longe dos degraus animal e humano.

Quando o ponto no coração, a centelha da tela quebrada, e a Luz Reflectida começam a ser revelados na pessoa, ela ganha a oportunidade de o expandir e para isso exige a Luz que Corrige. Anteriormente, esta centelha, a tela quebrada, compelia-a a querer a espiritualidade de forma egoísta e desfrutar do Criador e do mundo espiritual também de forma egoísta. Enquanto que agora ela quer mudá-la toda para doação.

Assim, a pessoa entra num grupo Cabalístico e começa a praticar a doação nele. Quer seja bem sucedida ou não, todos estes são componentes necessários para atingir uma oração, uma solicitação. Se o tipo correcto de necessidade amadurece na pessoa, a Luz superior, que hoje lhe traz o sentimento de distanciamento, dar-lhe-á um sentimento de proximidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/5/11, Shamati #8

Sempre Brilhe, Brilhe Por Toda Parte!

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devo exigir da Luz que Corrige?

Resposta: Tudo! A correção: até o estado final corrigido (Gmar Tikun). Esta Luz não apenas nos traz de volta à espiritualidade desde o nosso nível. Sempre, em todos os níveis, onde quer que estejamos, temos a Luz Interior e a Luz Circundante. A última brilha ao nível seguinte, que por ora me rodeia mas não pode vestir-se interiormente por causa da ausência da tela. Assim, eu sempre desejo a Luz, de modo que ela corrija e depois vista-se dentro de mim.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/11, O Zohar

Abra A Porta Para A Luz Entrar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode afectar os seus amigos, na prática, de modo que mantenha a intenção correta durante a aula, especialmente quando estamos lendo O Livro do Zohar ?

Resposta: Em primeiro lugar, temos que apoiar uns aos outros em nossa busca interna, nossa sensação interna, uma vez que isso é o que chamamos “garantia mútua”. Sem o nosso apoio mútuo, não vamos chegar a um estado onde vamos sentir o desejo coletivo como o nosso.

Não é porque os amigos precisam de mim, mas porque eu preciso deles. Essas ações são muito mais profundas do que simples apoio externo. Assim, eu desperto para uma consciência de que todos esses desejos significam o vaso da minha alma.

Às vezes, eu penso na unidade dentro dos desejos, mas se eu a entendo ou não, eu desperto a Luz desse modo; eu executo as ações voltadas para a unificação dos nossos vasos espirituais (desejos). A Luz é a unidade, e se eu não recorrer a ela através de um desejo ou vaso único, eu não atraio a Luz.

Portanto, devo pensar no desejo integral, onde vivemos em doação e garantia mútua.Essencialmente, a garantia é a abertura muito pequena por onde deixamos a Luz entrar. Na verdade, a garantia significa que você já está ligado com os outros na unidade, semelhante à unidade da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, O Zohar