Textos com a Tag 'Luz'

Deixe O Livro Do Zohar Falar De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, todo o nosso trabalho consiste em corrigir a conexão entre uma pessoa e outra. Por outro lado, a correção é feita através do Livro do Zohar. Como eu posso unir tudo isso?

Resposta: A correção resulta da Luz oculta nos textos escritos pelos Cabalistas. No entanto, isso acontece com a condição de que nós desejemos perceber e compreender a realidade que eles descrevem, de forma que tudo o que está escrito nestes textos se vestiria em nós e nós estaríamos no mesmo sistema de relações entre nós.

Isso implica na conexão entre todas as almas, de tal forma que nós alcancemos a união, tornando-nos um sistema unificado: Malchut do Infinito. Se eu me esforço para alcançar a união como no “ama ao próximo como a si mesmo”, se eu desejo isso, então O Livro do Zohar começa falando de mim.

Como resultado, eu recebo a força de correção do Livro do Zohar e avanço gradualmente ao lê-lo. Na verdade, o livro em si não contém nada, mas lendo-o e desejando estar neste sistema, eu atrio o poder do campo de força que reside em Malchut do Infinito e, assim, alcanço este sistema.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11 , O Zohar

O Intensificador De Luz


Pergunta: O que significa ser transparente para a Luz e deixá-la passar por mim?

Resposta: Significa ser semelhante à Luz. Assim, ela passa por você sem qualquer interferência. Ou seja, você se torna o condutor dela.Você não é apenas algo transparente para que ela possa passar por você sem obstáculos, mas você participa de sua passagem através de você.

Nós continuamos em nosso egoísmo, que se tornou tão leve que deixa passar a Luz através de nós. Esta Luz passa e sai de você ainda mais forte ao ser transmitida aos outros. Suponha que na entrada, a força da Luz era “P1”, e o poder do seu egoísmo “E”. Então, “P1” multiplicado por “E” é a força da Luz “P2” que sai de você.


Você é um intensificador da Luz no seu caminho.

Da 2ª Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Encontrando O Rumo No Oceano De Luz

Dr. Michael LaitmanTodos os artigos do livro Shamati destinam-se a sintonizar a pessoa para a atitude certa em relação a si mesma (suas capacidades internas, aptidões, forças, qualidades) e em relação a tudo que está fora dela (as pessoas, a sociedade, o grupo, o professor, o Criador, a natureza) para que ela compreenda como ela muda, por meio de que, e como ela deve agir para chegar ao estado perfeito. O nosso problema é que, por um lado, não há nada que possamos fazer por nós mesmos, porque somos apenas o desejo de ser satisfeito, o desejo de desfrutar.

Por outro lado, se não podemos fazer nada por nós mesmos e representamos apenas um desejo criado oposto ao Criador, à Luz, então como podemos pedir para mudar a nós mesmos, pedir para sermos tranformados, exigir, agir de forma independente ou através de outros sistemas?

Em outras palavras, nós estamos em uma posição dupla. Por um lado, eu não posso fazer nada sozinho. Por outro lado, devo chegar ao ponto onde o meu pedido, meu desejo, causará tal influência em mim que eu serei transformado. Este ponto em particular é muito difícil para nós. Lá, a pessoa não compreende corretamente a sua interação com a força superior que a criou.

Ou seja, eu tenho que alcançar um estado onde eu sinta minha total incapacidade de me corrigir, onde percebo e compreendo que a minha correção só pode ser feita sob a influência da força externa. De modo oposto, esta força externa que existe fora de mim é constante, e eu não posso afetá-la de nenhuma maneira. Ela é absoluta. Mas eu posso afetar a mi mesmo, colocando-me sob a sua influência, isto é, pelo meu pedido.

O meu pedido é a minha ação quando eu mudo minha atitude em relação a essa força superior e, assim, mudo a sua influência sobre mim, e ela me corrige. Daí, essencialmente, o trabalho acontece dentro da pessoa e depende dos seus desejos, de sua intenção,  força, direção. A pessoa existe em um campo absoluto, perfeito e imutável. Mas o trabalho é feito precisamente por este campo, influenciando a pessoa. E ela fica sob a influência deste campo.

Do ponto de vista do desejo de ser corrigido, a pessoa é um elemento ativo. E do ponto de vista da correção da pessoa em si, ela é passiva: ela é corrigida pela Luz que existe fora dela, que a rodeia e é invariável. É possível falar muito deste estado,  mas ele tem que ser formado gradualmente em nós, como um estado interno preciso e definido entre eu e a Luz, o Criador.

O Artigo do Baal HaSulam “Lishma é um Despertar do Alto, e Porque Nós Precisamos de um Despertar de Baixo” é um daqueles artigos que fala da cooperação correta da pessoa com o Criador, com a Luz superior. Uma pessoa significa nosso desejo: como ele pode ser transformado se ele se colocar corretamente sob a influência da Luz.

A qualidade de doação que nós podemos alcançar e da qual estamos aos poucos nos aproximando sob a influência da Luz é chamada de “Lishma” ou “em Seu Nome” em hebraico. E sua qualidade oposta é chamada de “Lo Lishma” ou “não em Seu Nome”, que significa para si mesmo.

Os desejos surgem em nós independentemente de nós; nós não podemos regulá-los, mas podemos regular a nossa intenção: o que nós queremos em cada momento do tempo, a que nós aspiramos.

Da Lição Diária de Cabalá de Moscou 15/06/11, Shamati #5

Juntos Em Direção À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que esforço deve fazer uma mulher para que a Luz a corrija?

Resposta: Ela deve fazer com que outras mulheres e homens participem no movimento em direção à Luz. Ela tem que fazer isso com o seu desejo! Não gritando ou com explosões de raiva, ou fazendo todo tipo de movimentos, mas somente através do desejo interno.

Não existe nada além do desejo. Ele é a única coisa que age. Se você não estiver agindo com seu desejo, desde dentro, então, ao fazer ações físicas e externas você não irá corrigir nada. 

Da 2a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Disseminar É Como Dar À Luz No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não sinto que o meu progresso espiritual dependa dos homens. Como posso acelerar o surgimento deste sentimento?

Resposta: Há muitas mulheres que se sentem auto-suficientes. Elas estão envolvidas com disseminação, assistem às aulas e estão conosco em coração e alma. Elas não sentem que são dependentes dos homens. Isso não importa. Elas ainda estão incluídas no nosso desejo coletivo (Kli). No entanto, elas estão conosco.

Mesmo que a mulher esteja participando completamente de um trabalho específico, como tradução, processamento de materiais, ou qualquer outra coisa, sua participação cobre tudo, pois a disseminação é praticamente a aplicação mais importante do desejo da mulher. É como dar à luz em nosso mundo.

Assim, a participação das mulheres na disseminação é a melhor ação para a correção. Há muitas mulheres que vivem em algum lugar distante, sem contato com outras pessoas. Talvez nós precisemos de mais contato virtual. Eu sou a favor de uma boa conexão virtual. Mas mesmo que a mulher esteja sozinha e participe da disseminação, ela ainda está na nossa aspiração coletiva de avançar. Ela definitivamente sente isso e avança conosco.

Eu tenho muitos exemplos. Eu trabalho com tantas mulheres no blog, no processamento de materiais, na tradução, na publicação de livros, e em muitas outras coisas. Eu valorizo ​​muito esse trabalho. Elas são leais, ajudantes de confiança, e eu vejo o progresso delas. Mesmo que o grupo de mulheres não esteja bem organizado, elas estão avançando, e avançando bem com todo mundo, pelo menos tão bem quanto o grupo dos homens.

Da 2ª Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Aproximar As Pessoas Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: A crise global já se apresentou publicamente. Quando as pessoas começarão a fazer perguntas sobre o que está acontecendo? Quando virá a tempestade?

Resposta: Isso depende de nós. Nós temos dar o melhor de nós para disseminar o método da nossa correção. Nossa mensagem é simples, e podemos oferecê-la aos governos dos países que já estão em apuros.

O principal problema é o que fazer com o altíssimo egoísmo. O ser humano tem um desejo normal (material) de prover tudo o que for necessário para sua existência. Ele precisa de comida, família e outras coisas, sem as quais não pode viver. Além disso, seu desejo egoísta, que visa receber mais, continua crescendo. Isso é tão inerente a cada um de nós que não podemos nem mesmo definir o que é uma necessidade básica.

Será que uma pessoa ficará satisfeita se receber o pão de cada dia, por assim dizer? Não, não vai. Então, o que fazemos com o egoísmo? Com o que nós podemos encher o buraco negro?

A resposta para isso é a seguinte: o egoísmo cresceu para que possamos transformá-lo em desejo espiritual, um vaso espiritual cheio de realização, doação, amor e, finalmente, Luz superior. Como isso é feito? Como podemos fazer uma transição da sociedade de recebedores, insaciáveis na sua busca de riqueza material, para uma sociedade de consumo mínimo, baseada nas necessidades básicas?

Caso contrário, o mundo não será capaz de existir, devido ao rápido escoamento dos recursos. O consumismo não será mais capaz de satisfazer o nosso egoísmo. As pessoas do mundo não serão capazes de comprar de loja em loja, enchendo os carrinhos “até a boca”. A festa acabou, e a partir de agora todos recebem apenas o que necessitam.

Assim, como as pessoas ficam satisfeitas? Nós devemos enviar todas elas para a escola. Elas receberão todos os bens necessários em troca dos seus estudos. Caso contrário, elas não têm direito nem a isso. De fato, por que deveriam? Problema é problema, e todos estão na mesma situação. O governo lhes dá as necessidades básicas, todas continuam vivendo onde devem, a estabilidade é preservada e, ao mesmo tempo, todas começam a estudar.

O que elas estudam, exatamente? Elas estudam as leis da vida no sistema integral. Na realidade, elas são as leis do grupo, mas a Cabalá não é mencionada nas aulas. O assunto refere-se a sistemas e mecanismos pertencentes a uma sociedade unificada. Recebendo tudo o que precisam, ao menos durante as aulas, as pessoas ouvem e estudam os fatos, provando que não temos outra maneira de sobreviver, exceto através da unidade.

Você está lidando com “selvagens” que vem para aprender, que querem apenas ganhar dinheiro e obter determinado benefício. Mas, aos poucos, eles começam a entender que não há outra opção, que entramos em um novo sistema, e que o mundo irá se desenvolver de forma diferente agora. O consumismo terminou; este tipo de sociedade está morrendo. Ela não viveu tanto tempo assim, de qualquer maneira, no máximo cem anos, do final do século XIX até os anos 70-90 do século XX. E mesmo durante esse período houve crises, incluindo a Grande Depressão dos anos 30.

Assim, as pessoas começam a estudar, enquanto o governo lhes dá tudo o que precisam, o que é muito menos dispendioso do que a criação de novos empregos. Isso é inútil, pois ninguém vai comprar o que pode ser produzido. Além disso, as matérias-primas e energia estão quase mortas.

Assim, a solução mais concisa e barata é enviar as pessoas para a escola, independentemente do local dela: em casa, via Internet, nos teatros, ou em qualquer outro lugar. A chave é colocar sob a estrutura da educação. Entretanto, o estudo vai tornar a pessoa sábia e fazê-la entender que está entrando num mundo novo, onde as leis anteriores não funcionam. O Baal HaSulam escreve assim: nós devemos ir para a escola e aprender novamente a viver no futuro.

Finalmente, graças aos estudos, as pessoas ganharão um novo desejo e começarão a perceber mudanças nele, até começarem a entender que a realização pode vir de outro nível, mais elevado. O processo será gradual já que estamos lidando com uma massa gigantesca que está começando a amadurecer. Isso vai realmente nos transformar.

A partir de hoje, não temos outras opções. É por isso que ninguém consegue descobrir nada. Mas imagine a quantidade de Luz que estas centenas de milhares de pessoas podem atrair, apenas ouvindo o que lhes é ensinado. Essa é a solução apontada pelo Baal HaSulam, a solução que nos é adequada logicamente, já que não há qualquer outro meio, exceto aproximar as pessoas um pouco mais da Luz.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Aspirar Ao Ponto De Equilíbrio

Dr. Michael LaitmanNós existimos no campo da Luz (qualidade de amor e doação chamada “Criador”), que preenche todo o espaço que ocupamos; nós só não conseguimos sentir essa Luz. Na sua influência sobre mim, ela é como um campo físico, seja gravitacional, eletromagnético ou eletrostático. Se eu tenho um potencial (carga) espiritual, eu começo a me mover dentro deste campo até o ponto de equilíbrio com ele.

Assim como um elétron se comporta em um campo eletromagnético, a pessoa se comporta em qualquer lugar: ela aspira a um estado de equilíbrio, vivendo no campo de suas sensações. Mas as sensações também são forças! Nós estudamos elas na sabedoria da Cabalá, assim como outros estudam a influência das forças físicas. Exceto que nós não percebemos sua existência em nosso mundo.

Quando o ponto no coração surge na pessoa, ela começa a se mover para um lugar onde possa receber a satisfação que este ponto exige. Essas pessoas “entram” nos nossos grupos ou “de repente nos descobrem” na Internet. Tudo parece muito inesperado para elas…. E é assim que elas começam a estudar a sabedoria da Cabalá.

Da Lição2, Convenção em Madrid, 03/06/11

Celebrando A Entrega Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que celebramos durante Shavuot?

Resposta: Durante Shavuot nós celebramos a entrega da Torá. É o dia em que todos os que são considerados “Israel” (“Isra-El“, ou seja, “direto ao Criador”) receberam a Torá, o método de auto-realização por meio do livre arbítrio, ao invés de alcançar o estado pré-estabelecido de realização, por meio do impacto da Luz empurrando-os até ele.

Pelo contrário, eles são capazes de ver a si mesmos, toda a realidade, e até mesmo o Criador. Em vez do Criador fazer isso, eles podem decidir que realmente desejam atingir esse objetivo, como se Ele não fosse o único que o fornecesse.

Nós celebramos que somos capazes de entender, sentir, e alcançar a força superior que age dentro de nós e nos identificamos com seus atos. De forma clara, esta força superior, o Criador, age nos dois sentidos. No entanto, nós alcançamos como Ele age; nós desejamos que Ele trabalhe sobre nós, e antes mesmo que Ele tome qualquer medida, nós já trabalhamos em direção a Ele. É assim que o amor é medido.

Pergunta: Então, só com a entrega da Torá nós alcançamos o livre arbítrio, a liberdade de aceitar o método e realizá-lo por vontade própria, ao passo que anteriormente não tínhamos nenhum livre arbítrio, não é?

Resposta: Correto. Portanto, isso é considerado a liberdade do anjo da morte, “ser uma nação livre em nosso próprio país (o nosso desejo)”, ser livre. O que implica essa liberdade? Agora eu sou capaz de expressar meu ponto de vista sobre o propósito da criação e o nosso caminho.

Você pode mudar para outro propósito? Não, você não pode. Você pode escolher um caminho diferente? Não. O que há de tão especial, então? Eu tomo minha parte nele; eu tomo uma decisão; eu escolho esse desejo; eu estou presente neste processo. Caso contrário, eu não estou. O Criador nos deu a chance de participar. Isso significa que eu afirmo a mim mesmo e a minha independência, o que acontece conforme me identifico com o Criador, tornando-me semelhante a Ele. Eu sou um animal ou um ser humano.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati # 40

O Milagre Da Criação

Dr. Michael LaitmanAté que a Luz se propague no desejo de receber através das quatro fases de HaVaYaH , a força criativa não se revelará na criatura. Portanto, o autêntico desejo de prazer não será revelado, o qual, de outro modo,permite a determinação do que esta criatura é, o que ela quer, e como responde ao Criador.

Assim, HaVaYaH é considerado o nome sagrado do Criador. Por que ele é sagrado, se um nome é sempre o que a criatura atribui? Este nome é sagrado porque somente desta forma, depois de todas as quatro fases do impacto da Luz sobre o desejo, é que as qualidades do Criador se revelam na criatura, as quais afetam e imprimem Sua forma nela. É por isso que é chamado de nome do Criador. Esta impressão, deixada pela Luz dentro do desejo, transmite desejo com a forma da Luz.

A Luz não tem forma, e não há como descrever o que ela é e como se parece. Ela é algo transitório e desconhecido, certo tipo de forma abstrata. Como, então, pode a criatura aprender alguma coisa sobre ela, conectar e trocar impressões, criar um relacionamento com ela?

Para que isso ocorra, o Criador, “a ponta da letra Yod”, a principal força criativa, dirige sua influência à matéria criada por Ele “a partir da ausência” e começa imprimindo-Se nela. Por conseguinte, semelhante à massa de modelar ou argila, esta matéria começa a mostrar o carimbo da Luz. A matéria começa a demonstrar-nos o que a Luz é, a qual não pode se revelar.

Todas as forças do mundo estão relacionadas com a Luz. Ela percorre tudo como a electricidade, os ímãs, as reações nucleares e sub-nucleares. Nós pensamos que há uma variedade de forças no mundo, mas, em essência, tudo é sustentado por esta força única da Luz que não podemos ver. Nós a vemos apenas em ação, e quando as ações da Luz são reveladas na matéria, ela é descrita como o nome do Criador, a expressão da própria Luz na matéria.

Essa é uma maravilha que nós somos incapazes de compreender. Como a forma do Criador, a Sua própria qualidade, pode se desdobrar na matriz de HaVaYaH, a sua criação? Para tornar isto possível, a criatura tem que atravessar todas as quatro fases de desenvolvimento. Somente na quarta e última fase ela pode começar a entender e se reconhecer.

Mas como ela se reconhecerá? Quando ela vir a conhecer o Criador, e é isso que a criatura é.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/05/11, Talmud Eser Sefirot

Fugindo Da Pressão Evolutiva

Dr. Michael LaitmanPergunta: As pessoas conseguem entender a necessidade de fazer concessões umas às outras, mas como você explica a Luz da correção a uma pessoa comum?

Resposta: A Luz é a qualidade de doação, a força superior que está presente na natureza, que nos faz avançar, nos dá vida, nos corrige, e nos move adiante. Durante milênios da existência do homem na Terra (sem considerar os milhões de anos de desenvolvimento dos níveis inanimado, vegetal, e animal da natureza) nós nos desenvolvemos à força, por meio da força oculta na natureza. Existe certo programa dentro dela, uma máquina que opera através desse programa, colocando toda a criação em movimento e causando seu desenvolvimento.

Os cientistas estão revelando que há 15 bilhões de anos nosso universo começou a se desenvolver como resultado do Big Bang. Ou seja, o universo contém uma força evolutiva. Agora, essa força continua a nos desenvolver ainda mais, e é chamado “curso natural da história” (Beito).

Porém, nós temos a oportunidade de nos desenvolver “mais rápido do que o tempo” (Ahishena), não através da força implacável da natureza, que nos empurra para o desenvolvimento com um “braço forte”, por meio do “julgamento e da restrição”, mas despertando “misericórdia” sobre nós, como está escrito: “Como Ele é misericordioso, você também deverá se tornar misericordioso”.

Isso significa que eu desperto as boas forças de desenvolvimento na natureza. Se eu concordar com o desenvolvimento, desejá-lo, e aspirar à mesma meta, despertando o desejo dentro de mim antes que a natureza comece a colocar pressão sobre mim, então eu me sentirei bem e confortável! Eu vou merecer o entendimento e vou abreviar meu caminho. Em essência, isso é tudo que devemos fazer!

Nós temos que correr na frente, como um camundongo corre do gato. Quando a pessoa se torna mais sábia, ela entende que a pressão evolutiva está agindo sobre ela. Por outro lado, existem pessoas que ainda não notaram ou sentiram essa pressão que as está alcançando. Isso significa que ela ainda não chegou perto o suficiente delas e não despertou um grande sofrimento.

Imagine que você está descendo uma rua correndo e uma imensa multidão está perseguindo você para esmagá-lo. Se você já sente isso, então você irá procurar um jeito de se salvar. Você não tem para onde fugir. De ambos os lados há edifícios que se estendem por quilômetros, e você está correndo por um caminho estreito entre eles, enquanto a multidão continua se movendo bem atrás de você. Esse é um quadro impressionante… Você não quer que a multidão o esprema contra o asfalto, quer?

Algumas pessoas já sentem que estão nesse estado, enquanto que outras não o sentem ainda. Ainda assim, tudo é uma questão de tempo. Talvez você se sinta bem por enquanto, como uma pessoa caindo do 10º andar, e ao passar pelo 8º andar diz a seu vizinho que o está encarando da janela: “Como você está? Por enquanto, está tudo bem”. É dessa forma que o mundo está “tudo bem” hoje, mas ele ainda não entende isso.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, Talmud Eser Sefirot