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A Mensagem Da Luz

Dr. Michael LaitmanOs desejos das pessoas ainda não estão suficientemente desenvolvidos para compreender a mensagem altruísta. Elas também não poderiam suportá-la. Elas fugiriam imediatamente. É por isso que há uma ocultação que nos impede de perceber a idéia do amor. As pessoas começam a ouvir suas reverberações e mudam pouco a pouco.

Tudo acontece por meio da Luz superior. No entanto, sob sua influência as pessoas não ficam mais espertas, porque não estamos falando da sabedoria comum. As idéias espirituais só podem ser compreendidas com a ajuda da Luz. Quando ela se derrama sobre mim, eu começo a entender alguma coisa, e é assim que acontece repetidamente. Após um período de desespero e de pressão, de repente eu sinto que o tempo não passou em vão. Acontece que esta era uma transição para uma nova fase de desenvolvimento interior.

Todas as pessoas experimentam essas transições. Nós ainda somos incapazes de nos preparar para elas ou controlá-las, regular suas subidas e descidas, as satisfações e revelações. No entanto, chegará o dia em que você vai controlá-las, como está escrito: “Eu desperto o amanhecer, em vez do amanhecer me despertar”.

Da 5ª parte Lição Diária de Cabalá 27/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Preparando-Se Para Receber A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Liberdade”: Antes da entrega do método da Cabalá, os filhos de Israel haviam assumido o abandono de qualquer propriedade privada, na medida expressa nas palavras, “um Reino de Sacerdotes”, e o objetivo do toda a Criação – de apegar-se a Ele em equivalência de forma com Ele: como Ele doa e não recebe, eles também doarão e não receberão. Este é o último grau de Dvekut (adesão), expressa nas palavras, “Nação Santa”….

Como é que nós vamos sair deste mundo? Nós entramos no período de preparação. Depois nós cruzamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade) e subimos para o nível chamado de “Hafez Hesed“, isto é, doar em prol da doação. Este é o grau de Bina.

Então, nós ascendemos ao grau de Keter, a recepção em prol da doação, e recebemos a Luz de Hochma (Sabedoria), enquanto que no nível abaixo, recebemos apenas a luz de Hassadim (Misericórdia).

No grau de Bina, nós anulamos a “propriedade privada”, isto é, chegamos ao estado de Hafez Hesed e não devemos usar o nosso desejo de receber. Esta é também a preparação, a fase da correção dos vasos. A recepção da Luz ocorre no próximo nível.

Da 4ª parte da Lição Dia´ria de Cabalá 24/06/11, “A Liberdade”

Acendendo A Centelha De Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Aqui diante de nós está uma lei clara, que em todas as 612 Mitzvot (mandamentos) e em todos os escritos na Torá não há nenhum que tenha preferência ao mandamento “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Isso é porque eles somente têm como objetivo interpretar e permitir-nos manter o mandamento de amar o próximo apropriadamente, uma vez que ele especificamente diz: “O resto é seu comentário; vá estudar”. Isso significa que o resto da Torá é interpretação desse mandamento único, que o mandamento de ama teu próximo como a ti mesmo não poderia ser completado se não fosse por eles.

“A Torá” é a Luz que corrige nossos desejos. Temos que corrigir todos os nossos 613 desejos e transformá-los em doação. Pode ser doar para doar (“não importa o que seja detestável para você, não faça ao outro”), no estado de Hafetz Hesed, quando nós não prejudicamos o outro. Além disso, nós podemos amar os outros como a nós mesmos, isto é, receber para doar. Desse jeito, temos que avançar.

Somente o homem existe nesse mundo, e se ele quer corrigir seu relacionamento com o próximo, então ele revela nele mesmo 613 tipos de relacionamentos, que representam 612 desejos corruptos. Então, ele começa a corrigi-los através da Luz que Corrige, estudando o sistema correto. A Torá fala somente dos estados corrigidos, do cumprimento dos “mandamentos”, isto é, sobre as correções que temos que passar.

A “Introdução ao Livro do Zohar” explica que a Torá está dividida em 613 conselhos e 613 depósitos. São cerca de 613 Luzes que corrigem em nós 613 desejos egoístas dirigidos ao próximo.

Não estamos falando nem de nós mesmos nem desse mundo, mas do relacionamento com o próximo. Ao desejar me aproximar dele, alcançá-lo, eu revelo 613 desejos corruptos. Essa é a realização do mal. Então, eu desejo corrigi-los; em resposta a cada desejo uma Luz correspondente vem e faz a correção. Como exatamente ela faz isso, eu não sei, e isso não é da minha conta. Eu só desejo revelar o mal e corrigi-lo, mas eu deixo os “detalhes técnicos” para a Luz.

Como resultado, meus desejos se corrigem (conquistam a intenção de doar ao invés da intenção inicial de receber) e se preenchem com essa intenção altruísta. Isso significa que a Luz está presente neles.

Na realidade, com que o desejo corrigido pode ser preenchido? Ele só pode ser preenchido com o seguinte: eu quero e, na verdade, posso doar ao próximo. Essa é a satisfação que nós chamamos NRNHY. Inicialmente, da parte do Criador que criou o desejo de receber, somente uma pequena Luz de Nefesh foi dada, uma centelha, Luz fina, agindo na realidade.

Existe somente a centelha e o ponto do desejo criado como “existência a partir da ausência”. Tudo mais, sem exceção, vem somente do relacionamento entre o Criador e a criatura, que desejam acender a chama de amor entre eles. De acordo com a lei do amor, é suficiente dar pelo menos uma fração a quem me ama; assim, a minha atitude ligada a esse presente torna-o infinito.

Nós deveríamos entender que ao identificar nossos 613 desejos, que são revelados em relação ao próximo, e corrigi-los de recepção para doação, nós obtemos um amplo vaso de doação. Ele está baseado no mesmo ponto da “existência a partir da ausência” que sente somente seu desejo por prazer. Nós temos esse ponto, e sobre ele, nós construímos um vaso enorme que é toda atitude, doação, e amor.

Sua essência é esse mesmo ponto. Expandindo-se, sendo impregnado com sensações, o desejo permanece o mesmo. Tudo que ele tem é a sensação do que, como, e de quem ele recebe. Em outras palavras, é a percepção da atitude do Criador para com ele.

Em todas as quatro fases da Luz Direta existe somente o desejo e a Luz da primeira fase. Tudo o mais vem da reação, da resposta da criatura, de como ela percebe o Doador em vez de como se satisfaz. Uma vez que a primeira fase (o ponto de desejo com a diminuta centelha de Luz de Nefesh) começa a se sentir pelo menos um pouco, ela imediatamente começa a se desenvolver em relação ao Doador.

Assim, nós precisamos entender que todo o vaso espiritual, todo o mundo espiritual, baseia-se no relacionamento entre a criatura e o Criador. Anulando esse relacionamento, mesmo através de nossa própria falta ou não, nós permanecemos no nosso pequeno e escuro desejo, que é nossa realidade.

Da 5a parte da Lição Diparia de Cabalá 21/06/11, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

A Luz De Hochma, A Base Da Vida

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1, “Quadro de Perguntas e Respostas para o Significado das Palavras”: Pergunta 5. O que é Ohr Hochma? Uma Ohr (Luz) que entra no ser emanado na primeira expansão da Luz direta e é o sustento geral e a essência dos seres emanados.

Do lado do Criador, a criação termina nas quatro fases de expansão da Luz Direta, Malchut do mundo do Infinito. Isto é, Ele criou o ponto “a patir da ausência” (Yesh mi Ain), que se desenvolve junto com as quatro fases sob a influência da Luz superior que o rodeia.

A influência do Criador sobre o ponto da criação é chamada de fase zero (Keter), e dentro desse ponto, ocorrem as fases de desenvolvimento um, dois, três e quatro. A quarta e última fase do desenvolvimento do ponto “a partir da ausência” sob a influência da Luz é chamada de Malchut do mundo do Infinito.

É isso que o Criador quis dar ao ser emanado a fim de desenvolver o desejo de desfrutar nesse ponto, para que a percepção, a sensação da Luz, a atitude do Doador para com ele fosse considerada como “Infinita”. Está claro que nós não estamos falando de distâncias físicas aqui, mas definindo as qualidades da essência interna desse ponto. Agora ele percebe e sente o Criador, absorve-O dentro de si mesmo sem qualquer restrição, o que é chamado infinito, imensidão.

Esse ponto da criação aceita completamente, sem quaisquer restrições de sua parte, tudo que o Criador quer dar graças às Suas qualidades de ser bom e fazer o bem. Tudo que acontece depois já é a reação do ser emanado tendo alcançado, com a ajuda do Criador, este desenvolvimento elevado, completo e maravilhoso.

Agora, aceitando tudo que o Criador dá, o ser emanado começa a mudar internamente e do seu próprio lado reage à Luz que o preenche. Em outras palavras, essa é a reação do convidado a todo bem que ele sentiu vindo do Criador e à satisfação dada por Ele. Agora, ele tem que responder a essa satisfação e amor que se revelou nele.

Isso não acaba no estado de Malchut do mundo do Infinito, apesar de que do lado do Criador, o trabalho está completo. Agora, o ser emanado constrói todo tipo de telas e ocultações dentro de si mesmo. Ele rejeita o banquete; ele deseja ocultar o relacionamento do Anfitrião para com ele até que ele atinja a reciprocidade.

Além do mais, tudo isso está acontecendo dentro do convidado, e é como se o Anfitrião nem mesmo soubesse dele. O convidado recusa e aceita, propõe várias condições para aceitar o banquete do Anfitrião. Tudo que acontece abaixo de Malchut do mundo do Infinito é um desenvolvimento interno do ser emanado desejando se tornar como o Criador.

Por isso “a Luz de Hochma é a Luz que entra no ser emanado na primeira expansão da Luz Direta”, isto é, durante a primeira influência direta da Luz Circundante sentida por ele. De fato, tudo que existe na Luz superior, mas na medida de seu desenvolvimento, o ser emanado sente como se a Luz estivesse modificando sua influência nele. A primeira influência da Luz superior sobre o ser emanado, que é “o sustento e a essência do ser emanado”, é chamada de Luz de Hochma (Sabedoria).

Em outras palavras, estou sentado à frente do Anfitrião, e antes de qualquer coisa, eu vejo frente a mim mesmo toda a “comida”, a fonte da vida. Sem ela, eu não posso existir; eu morrerei.

Porém, depois que eu recebo essa nutrição e começo a viver (como foi dito: “se não há farinha, não há Torá”), eu posso fazer cálculos com respeito à minha recepção. Por isso a Luz de Hochma é chamada a base da vida e está presente, aberta ou ocultamente, em todas as ações mútuas entre o Criador e a criatura.

Mesmo quando nós estamos falando do estado onde só existe uma única Luz, Hassadim (Misericórdia), e nenhuma recepção, se diz que isso é “quase” separado da Luz de Hochma. Não está completamente separado da recepção, mas “quase”.

O mesmo ocorre na nossa vida, até certo nível necessário e mínimo, que não seja nem condenado nem elogiado, uma vez que ele seja necessário para apoiar a existência. Esse é o montante para receber as necessidades mínimas da vida definidas pelo próprio ser emanado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/11, Talmud Eser Sefirot

Deixe O Livro Do Zohar Falar De Mim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por um lado, todo o nosso trabalho consiste em corrigir a conexão entre uma pessoa e outra. Por outro lado, a correção é feita através do Livro do Zohar. Como eu posso unir tudo isso?

Resposta: A correção resulta da Luz oculta nos textos escritos pelos Cabalistas. No entanto, isso acontece com a condição de que nós desejemos perceber e compreender a realidade que eles descrevem, de forma que tudo o que está escrito nestes textos se vestiria em nós e nós estaríamos no mesmo sistema de relações entre nós.

Isso implica na conexão entre todas as almas, de tal forma que nós alcancemos a união, tornando-nos um sistema unificado: Malchut do Infinito. Se eu me esforço para alcançar a união como no “ama ao próximo como a si mesmo”, se eu desejo isso, então O Livro do Zohar começa falando de mim.

Como resultado, eu recebo a força de correção do Livro do Zohar e avanço gradualmente ao lê-lo. Na verdade, o livro em si não contém nada, mas lendo-o e desejando estar neste sistema, eu atrio o poder do campo de força que reside em Malchut do Infinito e, assim, alcanço este sistema.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/06/11 , O Zohar

O Intensificador De Luz


Pergunta: O que significa ser transparente para a Luz e deixá-la passar por mim?

Resposta: Significa ser semelhante à Luz. Assim, ela passa por você sem qualquer interferência. Ou seja, você se torna o condutor dela.Você não é apenas algo transparente para que ela possa passar por você sem obstáculos, mas você participa de sua passagem através de você.

Nós continuamos em nosso egoísmo, que se tornou tão leve que deixa passar a Luz através de nós. Esta Luz passa e sai de você ainda mais forte ao ser transmitida aos outros. Suponha que na entrada, a força da Luz era “P1”, e o poder do seu egoísmo “E”. Então, “P1” multiplicado por “E” é a força da Luz “P2” que sai de você.


Você é um intensificador da Luz no seu caminho.

Da 2ª Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Encontrando O Rumo No Oceano De Luz

Dr. Michael LaitmanTodos os artigos do livro Shamati destinam-se a sintonizar a pessoa para a atitude certa em relação a si mesma (suas capacidades internas, aptidões, forças, qualidades) e em relação a tudo que está fora dela (as pessoas, a sociedade, o grupo, o professor, o Criador, a natureza) para que ela compreenda como ela muda, por meio de que, e como ela deve agir para chegar ao estado perfeito. O nosso problema é que, por um lado, não há nada que possamos fazer por nós mesmos, porque somos apenas o desejo de ser satisfeito, o desejo de desfrutar.

Por outro lado, se não podemos fazer nada por nós mesmos e representamos apenas um desejo criado oposto ao Criador, à Luz, então como podemos pedir para mudar a nós mesmos, pedir para sermos tranformados, exigir, agir de forma independente ou através de outros sistemas?

Em outras palavras, nós estamos em uma posição dupla. Por um lado, eu não posso fazer nada sozinho. Por outro lado, devo chegar ao ponto onde o meu pedido, meu desejo, causará tal influência em mim que eu serei transformado. Este ponto em particular é muito difícil para nós. Lá, a pessoa não compreende corretamente a sua interação com a força superior que a criou.

Ou seja, eu tenho que alcançar um estado onde eu sinta minha total incapacidade de me corrigir, onde percebo e compreendo que a minha correção só pode ser feita sob a influência da força externa. De modo oposto, esta força externa que existe fora de mim é constante, e eu não posso afetá-la de nenhuma maneira. Ela é absoluta. Mas eu posso afetar a mi mesmo, colocando-me sob a sua influência, isto é, pelo meu pedido.

O meu pedido é a minha ação quando eu mudo minha atitude em relação a essa força superior e, assim, mudo a sua influência sobre mim, e ela me corrige. Daí, essencialmente, o trabalho acontece dentro da pessoa e depende dos seus desejos, de sua intenção,  força, direção. A pessoa existe em um campo absoluto, perfeito e imutável. Mas o trabalho é feito precisamente por este campo, influenciando a pessoa. E ela fica sob a influência deste campo.

Do ponto de vista do desejo de ser corrigido, a pessoa é um elemento ativo. E do ponto de vista da correção da pessoa em si, ela é passiva: ela é corrigida pela Luz que existe fora dela, que a rodeia e é invariável. É possível falar muito deste estado,  mas ele tem que ser formado gradualmente em nós, como um estado interno preciso e definido entre eu e a Luz, o Criador.

O Artigo do Baal HaSulam “Lishma é um Despertar do Alto, e Porque Nós Precisamos de um Despertar de Baixo” é um daqueles artigos que fala da cooperação correta da pessoa com o Criador, com a Luz superior. Uma pessoa significa nosso desejo: como ele pode ser transformado se ele se colocar corretamente sob a influência da Luz.

A qualidade de doação que nós podemos alcançar e da qual estamos aos poucos nos aproximando sob a influência da Luz é chamada de “Lishma” ou “em Seu Nome” em hebraico. E sua qualidade oposta é chamada de “Lo Lishma” ou “não em Seu Nome”, que significa para si mesmo.

Os desejos surgem em nós independentemente de nós; nós não podemos regulá-los, mas podemos regular a nossa intenção: o que nós queremos em cada momento do tempo, a que nós aspiramos.

Da Lição Diária de Cabalá de Moscou 15/06/11, Shamati #5

Juntos Em Direção À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que esforço deve fazer uma mulher para que a Luz a corrija?

Resposta: Ela deve fazer com que outras mulheres e homens participem no movimento em direção à Luz. Ela tem que fazer isso com o seu desejo! Não gritando ou com explosões de raiva, ou fazendo todo tipo de movimentos, mas somente através do desejo interno.

Não existe nada além do desejo. Ele é a única coisa que age. Se você não estiver agindo com seu desejo, desde dentro, então, ao fazer ações físicas e externas você não irá corrigir nada. 

Da 2a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Disseminar É Como Dar À Luz No Mundo Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu não sinto que o meu progresso espiritual dependa dos homens. Como posso acelerar o surgimento deste sentimento?

Resposta: Há muitas mulheres que se sentem auto-suficientes. Elas estão envolvidas com disseminação, assistem às aulas e estão conosco em coração e alma. Elas não sentem que são dependentes dos homens. Isso não importa. Elas ainda estão incluídas no nosso desejo coletivo (Kli). No entanto, elas estão conosco.

Mesmo que a mulher esteja participando completamente de um trabalho específico, como tradução, processamento de materiais, ou qualquer outra coisa, sua participação cobre tudo, pois a disseminação é praticamente a aplicação mais importante do desejo da mulher. É como dar à luz em nosso mundo.

Assim, a participação das mulheres na disseminação é a melhor ação para a correção. Há muitas mulheres que vivem em algum lugar distante, sem contato com outras pessoas. Talvez nós precisemos de mais contato virtual. Eu sou a favor de uma boa conexão virtual. Mas mesmo que a mulher esteja sozinha e participe da disseminação, ela ainda está na nossa aspiração coletiva de avançar. Ela definitivamente sente isso e avança conosco.

Eu tenho muitos exemplos. Eu trabalho com tantas mulheres no blog, no processamento de materiais, na tradução, na publicação de livros, e em muitas outras coisas. Eu valorizo ​​muito esse trabalho. Elas são leais, ajudantes de confiança, e eu vejo o progresso delas. Mesmo que o grupo de mulheres não esteja bem organizado, elas estão avançando, e avançando bem com todo mundo, pelo menos tão bem quanto o grupo dos homens.

Da 2ª Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Aproximar As Pessoas Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: A crise global já se apresentou publicamente. Quando as pessoas começarão a fazer perguntas sobre o que está acontecendo? Quando virá a tempestade?

Resposta: Isso depende de nós. Nós temos dar o melhor de nós para disseminar o método da nossa correção. Nossa mensagem é simples, e podemos oferecê-la aos governos dos países que já estão em apuros.

O principal problema é o que fazer com o altíssimo egoísmo. O ser humano tem um desejo normal (material) de prover tudo o que for necessário para sua existência. Ele precisa de comida, família e outras coisas, sem as quais não pode viver. Além disso, seu desejo egoísta, que visa receber mais, continua crescendo. Isso é tão inerente a cada um de nós que não podemos nem mesmo definir o que é uma necessidade básica.

Será que uma pessoa ficará satisfeita se receber o pão de cada dia, por assim dizer? Não, não vai. Então, o que fazemos com o egoísmo? Com o que nós podemos encher o buraco negro?

A resposta para isso é a seguinte: o egoísmo cresceu para que possamos transformá-lo em desejo espiritual, um vaso espiritual cheio de realização, doação, amor e, finalmente, Luz superior. Como isso é feito? Como podemos fazer uma transição da sociedade de recebedores, insaciáveis na sua busca de riqueza material, para uma sociedade de consumo mínimo, baseada nas necessidades básicas?

Caso contrário, o mundo não será capaz de existir, devido ao rápido escoamento dos recursos. O consumismo não será mais capaz de satisfazer o nosso egoísmo. As pessoas do mundo não serão capazes de comprar de loja em loja, enchendo os carrinhos “até a boca”. A festa acabou, e a partir de agora todos recebem apenas o que necessitam.

Assim, como as pessoas ficam satisfeitas? Nós devemos enviar todas elas para a escola. Elas receberão todos os bens necessários em troca dos seus estudos. Caso contrário, elas não têm direito nem a isso. De fato, por que deveriam? Problema é problema, e todos estão na mesma situação. O governo lhes dá as necessidades básicas, todas continuam vivendo onde devem, a estabilidade é preservada e, ao mesmo tempo, todas começam a estudar.

O que elas estudam, exatamente? Elas estudam as leis da vida no sistema integral. Na realidade, elas são as leis do grupo, mas a Cabalá não é mencionada nas aulas. O assunto refere-se a sistemas e mecanismos pertencentes a uma sociedade unificada. Recebendo tudo o que precisam, ao menos durante as aulas, as pessoas ouvem e estudam os fatos, provando que não temos outra maneira de sobreviver, exceto através da unidade.

Você está lidando com “selvagens” que vem para aprender, que querem apenas ganhar dinheiro e obter determinado benefício. Mas, aos poucos, eles começam a entender que não há outra opção, que entramos em um novo sistema, e que o mundo irá se desenvolver de forma diferente agora. O consumismo terminou; este tipo de sociedade está morrendo. Ela não viveu tanto tempo assim, de qualquer maneira, no máximo cem anos, do final do século XIX até os anos 70-90 do século XX. E mesmo durante esse período houve crises, incluindo a Grande Depressão dos anos 30.

Assim, as pessoas começam a estudar, enquanto o governo lhes dá tudo o que precisam, o que é muito menos dispendioso do que a criação de novos empregos. Isso é inútil, pois ninguém vai comprar o que pode ser produzido. Além disso, as matérias-primas e energia estão quase mortas.

Assim, a solução mais concisa e barata é enviar as pessoas para a escola, independentemente do local dela: em casa, via Internet, nos teatros, ou em qualquer outro lugar. A chave é colocar sob a estrutura da educação. Entretanto, o estudo vai tornar a pessoa sábia e fazê-la entender que está entrando num mundo novo, onde as leis anteriores não funcionam. O Baal HaSulam escreve assim: nós devemos ir para a escola e aprender novamente a viver no futuro.

Finalmente, graças aos estudos, as pessoas ganharão um novo desejo e começarão a perceber mudanças nele, até começarem a entender que a realização pode vir de outro nível, mais elevado. O processo será gradual já que estamos lidando com uma massa gigantesca que está começando a amadurecer. Isso vai realmente nos transformar.

A partir de hoje, não temos outras opções. É por isso que ninguém consegue descobrir nada. Mas imagine a quantidade de Luz que estas centenas de milhares de pessoas podem atrair, apenas ouvindo o que lhes é ensinado. Essa é a solução apontada pelo Baal HaSulam, a solução que nos é adequada logicamente, já que não há qualquer outro meio, exceto aproximar as pessoas um pouco mais da Luz.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”