Textos com a Tag 'Luz'

Um Despertador Invisível

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se a Luz e o Criador  não mudam, o que é o “despertar do Alto” (Itaruta de Leila)? O que significa ser despertado pelo Alto?

Resposta: O “despertar do Alto” está sempre lá. Se você é capaz de se sentar e estudar neste momento, mesmo por um minuto, isso é resultado do “despertar do Alto”. Ele lhe dá força, paciência e desejo. Você estuda em vez de dormir ou perseguir os prazeres materiais deste mundo. Em vez disso, você está ouvindo a lição e aspirando por algo que nem mesmo sabe.

De onde vem este desejo “louco” e “irrealista”? Será que uma pessoa racional e sensata faz isso? É tudo graças ao despertar do Alto, onde a Luz brilha em você do alto e lhe obriga a aspirar à doação.

A Luz é constante e não muda, mas você sim. Você muda o tempo todo, e aumenta a sua sensibilidade, razão pela qual você está sentindo uma influência cada vez maior. Você aumenta a sensibilidade de sua percepção ao longo dos níveis zero, um, dois, três e quatro, até chegar ao nível interno completo (HaVaYaH). Você faz isso com seu próprio esforço, graças ao seu “despertar de baixo” (Itaruta de Letata).

No entanto, quem lhe deu o despertar inicial e inspirou você a se esforçar? Foi o despertar do Alto! Portanto, está escrito: “Eu sou o primeiro, e Eu sou o último”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11,  Shamati # 5

A Revolução Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível  explicar o método da Cabalá usando os termos da ciência moderna?

Resposta: Você consegue explicar a “transformada matemática de Fourier” para uma vaca? São níveis diferentes. A pessoa que não tem o “sexto sentido”, o ponto no coração, não consegue entender o que você está falando. Ela não tem necessidade disso e, portanto, é inútil falar com ela. Portanto, em nossa ampla disseminação, nós temos que estar de acordo com os desejos das massas ao invés daqueles que estudam Cabalá.

Ao longo de todas as gerações, o mundo não entendeu os Cabalistas. E o mundo está certo: do seu nível, as pessoas ainda não são capazes disso. É dito nos Salmos: “Você salva seres humanos e animais…” – mas quando? Hoje você não pode explicar às pessoas sobre Lishma (intenção altruísta). É até difícil falar com elas sobre o tema da percepção da realidade. Isso é intrigante e provocativo, mas elas não entendem nem captam a essência, porque elas simplesmente não conseguem.

Para que a pessoa seja realmente capaz de ouvir palavras sobre a correção de seus desejos, ela precisa de mais um nível de desejo. Mas até lá nós só podemos acelerar o seu desenvolvimento através de meios externos. De uma forma ou de outra, enquanto ela não sentir o aguilhão em seu coração, ela não entenderá suas explicações

É assim que o mundo é construído. As pessoas estão em diferentes níveis de desenvolvimento, e até o final da correção os níveis inanimado, vegetal, animal e humano permanecerão. No entanto, está escrito: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior”, ou seja, cada pessoa de acordo com seu nível.

Chegará o dia em que nós veremos como as pessoas começarão a entender nossas palavras: algumas através de termos científicos, outras na linguagem do sentimento, outras em virtude de ações simples – que são suficientes para uma pessoa se juntar à união. Algumas precisam alcançar e sentir a adesão, participar ativamente dela, enquanto para outras isso é desnecessário. Tudo é determinado pelo desejo.

Não devemos supor que todos receberão o mesmo nível de desejo de doação e de revelação do Criador. No entanto, cada pessoa receberá a medida completa de acordo com seus próprios vasos, e será preenchida graças à interinclusão comum.

É por isso que até hoje os Cabalistas ocultaram seu conhecimento. Mas agora este conhecimento pode ser revelado, embora cada pessoa ouvirá apenas uma parte insignificante dele. No entanto, como um todo, a Luz já está começando a agir em uma grande parcela do desejo comum. Esta é a revolução que está acontecendo no mundo hoje. A crise moderna é essencialmente a interinclusão dos desejos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11, Shamati

A Realidade Criada Pelos Golpes Da Luz

Dr. Michael LaitmanNós representamos o desejo de receber prazer, o qual sente que existe ao receber pequenas “injeções”, golpes da Luz. Estes pequenos golpes criam a percepção da realidade dentro de nós, descrevendo uma imagem interna da realidade, onde percebemos as pessoas que nos cercam, o ar, o mundo e a nós mesmos.

Tudo isso surge a partir dos pequenos golpes vividos por nosso desejo de receber prazer. Então, ele recebe uma impressão como se existisse em conjunto com a realidade circundante. Se o desejo não recebesse essas pequenas “injeções” que o atingem, ele nem perceberia a si mesmo, a sua realidade, o seu ambiente. É assim que ele existe. E não há nada mais além disso: o desejo de desfrutar que recebe pequenos golpes da Luz.

A Luz impõe mínimos golpes dentro do desejo de receber prazer, sem uma única reação consciente por parte do desejo; este é o estado em que nos encontramos. Quando o desejo consegue desenvolver uma reação à Luz superior, isto é, torna-se mais sensível a estes golpes e aumenta sua sensibilidade em relação a eles, ele deseja não mais recebê-los, resiste a eles, e tem a intenção de afastar a Luz de uma forma ou de outra, devolvê-la. Isso é chamado de “tela”.

Então, em virtude da minha resistência, oposição e confrontos eu começo a alcançar Quem está fazendo isso comigo, para que, o que Ele quer de mim, e o que eu posso alcançar através disso. Este é todo o nosso trabalho: o desejo de receber prazer e golpes, choca-se com a Luz.

Da Lição Diária de Cabalá 24/06/11, Escritos do Rabash

Receber A Luz Para Iluminar-Me

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu faço para não me equivocar pensando que estou avançando, mas também avaliar o meu progresso com precisão?

Resposta: Você não pode avaliar o seu avanço adequadamente, já que você não tem nenhum meio para medi-lo. Até que você alcance o mundo espiritual, você é incapaz de entender o está em seu poder, assim como uma criança não consegue diferenciar entre brincar com brinquedos e a realidade.

Da mesma forma, um adulto que trabalha em uma grande empresa, um laboratório de ciências, ou em um vasto sistema social, que se considera grande, importante e envolvido em um trabalho sério, não sente que vive em um planeta minúsculo perto da fronteira de uma pequena galáxia, perdido no universo. Todo mundo sente o seu lugar de acordo com o seu nível.

Mas como é que nós vamos receber uma parcela da Luz, de modo que possamos medir a nós mesmos em comparação a ela no nosso nível? Não precisa ser uma avaliação completa em relação ao nosso estado final e totalmente corrigido (isto não pode ser feito até o final da correção), mas nós nos moveremos gradualmente em direção a ela ao longo das linhas “direita” e “esquerda”. E nós usaremos as impressões da “direita” e da “esquerda” para nos equilibrarmos corretamente ao longo da “linha média”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/11, Escritos do Rabash

À Frente Da Natureza

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Assim, essa criatura se desenvolve e sobe nos graus da exaltação acima mencionada, até que ela perde todos os vestígios de amor-próprio e todos os mandamentos no seu corpo se elevam, e ela executa todas suas ações somente para doar, de modo que mesmo a necessidade que ela recebe corre em direção à doação, para que ela possa doar. Por isso nossos sábios disseram: “Os mandamentos foram dados somente para purificar as pessoas”.

Através do principio do “ama teu próximo como a ti mesmo”, nós chegamos ao final do caminho: à adesão. Quer queiramos ou não, nós precisamos alcançá-la. Nossa livre escolha é nos mover depressa, o que podemos fazer se tirarmos vantagem do ambiente. De outra maneira, a natureza irá nos empurrar até nos forçar para dentro dele – e nós iremos querer nos mover mais depressa que a natureza de qualquer jeito.

Como nós avançamos? Nós avançamos devido ao desenvolvimento interno. Como ele acontece? Ele acontece por causa da “Torá e mandamentos”, isto é, o método de correção pelo qual nós temos que nos purificar. Claro, nós não estamos falando de ações externas desse mundo. O Baal HaSulam menciona um trecho da Gemará para nos esclarecer isso: É-nos requerido executar especialmente a correção interna de nossas qualidades. Isso significa que nossos inter-relacionamentos devem estar dirigidos exclusivamente para a doação no mesmo nível que a do Criador.

Como isso pode ser alcançado? Isso é feito em estágios. Primeiro, a pessoa não sabe nada, como uma criança que recém começou a crescer. Então, ela recebe gradativamente explicações, e entende cada vez mais. Em última análise, tudo depende do ambiente, das explicações, dos esforços que são aplicados durante sua educação, e dos seus próprios esforços quando ela pratica as tarefas determinadas. 

Em essência, a pessoa é ensinada a estar no ambiente e usá-lo corretamente, de acordo com o princípio: “Eu criei a inclinação ao mal, e Eu criei a Torá como condimento”. A inclinação ao mal é revelada especialmente no ambiente; não há outra possibilidade.

Além disso, exige-se a Torá como “um condimento”, isto é, a Luz que Corrige. A pessoa sente o mal em relação à Luz. A Luz expõe meus vasos, e eu exijo dela a correção deles. Então, a Luz os preenche.

Assim, passo a passo, a pessoa chega à correção.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 27/06/11, “Matan Torah  (A Entrega da Torá)”

O Ego Sofre Pela Luz do Bem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os pensamentos sobre espiritualidade causam tristeza e sofrimento em mim porque eu não sinto o Criador. O que posso fazer?

Resposta: Se uma pessoa sofre realmente na sua vida, essa dor oculta o Criador dela. Isto é feito de propósito, de forma que não estraguemos a nossa relação com o Criador e ainda assim permaneçamos ligados a Ele, em vez de começar a odiar e a rejeitá-Lo.

Há vários estados, mas na medida em que a pessoa se sinta mal, nessa medida o Criador oculta-se, e nós temos que alcançar o apoio mútuo e a garantia do ambiente. Neste caso, mesmo durante grandes problemas, o ambiente irá ajudar-nos a superar um sentimento mau em relação a sua causa.

Então perceberei que o sentimento do mal vem não do Criador, não da força superior, mas da força do meu próprio egoísmo. Eu começarei a dividir os meus sentimento em duas parts: 1) os meus desejos que não estão corrigidos e fazem-me sentir mal neles, e 2) o Criador, a Luz superior, que irradia bondade sobre mim.

Precisamente porque o Criador emana bem sobre mim, enquanto eu estiver oposto a Ele, sinto o bem como mal; isto é, para mim o Seu bem transforma-se no seu oposto. Assim, o Criador não consegue ser revelado a mim porque eu sentir-me-ei tão mal que não serei capaz de o aguentar.

Enquanto permanecemos incorrectos e sentimos o Criador na Sua forma oposta, porque o nosso ego transforma a Luz em escuridão, o Criador é revelado para nós na medida em que conseguimos aguentar isto. E na medida que não o conseguimos tolerar, Ele oculta-se.

Ele revela-Se apenas ligeiramente para mostrar apenas um pouco de mal para nós, de forma que nós não nos desconectemos da nossa mente e possamos analisar os nossos sentimentos. Então, eu começo a verificar de onde vem este mal e o que o causa. Consequentemente, eu venho ao grupo, aos livros, e ao professor, que me explicam que eu próprio atraio o mal devido à minha oposição ao Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/6/11, Shamati #241

A Mensagem Da Luz

Dr. Michael LaitmanOs desejos das pessoas ainda não estão suficientemente desenvolvidos para compreender a mensagem altruísta. Elas também não poderiam suportá-la. Elas fugiriam imediatamente. É por isso que há uma ocultação que nos impede de perceber a idéia do amor. As pessoas começam a ouvir suas reverberações e mudam pouco a pouco.

Tudo acontece por meio da Luz superior. No entanto, sob sua influência as pessoas não ficam mais espertas, porque não estamos falando da sabedoria comum. As idéias espirituais só podem ser compreendidas com a ajuda da Luz. Quando ela se derrama sobre mim, eu começo a entender alguma coisa, e é assim que acontece repetidamente. Após um período de desespero e de pressão, de repente eu sinto que o tempo não passou em vão. Acontece que esta era uma transição para uma nova fase de desenvolvimento interior.

Todas as pessoas experimentam essas transições. Nós ainda somos incapazes de nos preparar para elas ou controlá-las, regular suas subidas e descidas, as satisfações e revelações. No entanto, chegará o dia em que você vai controlá-las, como está escrito: “Eu desperto o amanhecer, em vez do amanhecer me despertar”.

Da 5ª parte Lição Diária de Cabalá 27/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Preparando-Se Para Receber A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Liberdade”: Antes da entrega do método da Cabalá, os filhos de Israel haviam assumido o abandono de qualquer propriedade privada, na medida expressa nas palavras, “um Reino de Sacerdotes”, e o objetivo do toda a Criação – de apegar-se a Ele em equivalência de forma com Ele: como Ele doa e não recebe, eles também doarão e não receberão. Este é o último grau de Dvekut (adesão), expressa nas palavras, “Nação Santa”….

Como é que nós vamos sair deste mundo? Nós entramos no período de preparação. Depois nós cruzamos a Machsom (a barreira que nos separa da espiritualidade) e subimos para o nível chamado de “Hafez Hesed“, isto é, doar em prol da doação. Este é o grau de Bina.

Então, nós ascendemos ao grau de Keter, a recepção em prol da doação, e recebemos a Luz de Hochma (Sabedoria), enquanto que no nível abaixo, recebemos apenas a luz de Hassadim (Misericórdia).

No grau de Bina, nós anulamos a “propriedade privada”, isto é, chegamos ao estado de Hafez Hesed e não devemos usar o nosso desejo de receber. Esta é também a preparação, a fase da correção dos vasos. A recepção da Luz ocorre no próximo nível.

Da 4ª parte da Lição Dia´ria de Cabalá 24/06/11, “A Liberdade”

Acendendo A Centelha De Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”: Aqui diante de nós está uma lei clara, que em todas as 612 Mitzvot (mandamentos) e em todos os escritos na Torá não há nenhum que tenha preferência ao mandamento “ama ao próximo como a ti mesmo”.

Isso é porque eles somente têm como objetivo interpretar e permitir-nos manter o mandamento de amar o próximo apropriadamente, uma vez que ele especificamente diz: “O resto é seu comentário; vá estudar”. Isso significa que o resto da Torá é interpretação desse mandamento único, que o mandamento de ama teu próximo como a ti mesmo não poderia ser completado se não fosse por eles.

“A Torá” é a Luz que corrige nossos desejos. Temos que corrigir todos os nossos 613 desejos e transformá-los em doação. Pode ser doar para doar (“não importa o que seja detestável para você, não faça ao outro”), no estado de Hafetz Hesed, quando nós não prejudicamos o outro. Além disso, nós podemos amar os outros como a nós mesmos, isto é, receber para doar. Desse jeito, temos que avançar.

Somente o homem existe nesse mundo, e se ele quer corrigir seu relacionamento com o próximo, então ele revela nele mesmo 613 tipos de relacionamentos, que representam 612 desejos corruptos. Então, ele começa a corrigi-los através da Luz que Corrige, estudando o sistema correto. A Torá fala somente dos estados corrigidos, do cumprimento dos “mandamentos”, isto é, sobre as correções que temos que passar.

A “Introdução ao Livro do Zohar” explica que a Torá está dividida em 613 conselhos e 613 depósitos. São cerca de 613 Luzes que corrigem em nós 613 desejos egoístas dirigidos ao próximo.

Não estamos falando nem de nós mesmos nem desse mundo, mas do relacionamento com o próximo. Ao desejar me aproximar dele, alcançá-lo, eu revelo 613 desejos corruptos. Essa é a realização do mal. Então, eu desejo corrigi-los; em resposta a cada desejo uma Luz correspondente vem e faz a correção. Como exatamente ela faz isso, eu não sei, e isso não é da minha conta. Eu só desejo revelar o mal e corrigi-lo, mas eu deixo os “detalhes técnicos” para a Luz.

Como resultado, meus desejos se corrigem (conquistam a intenção de doar ao invés da intenção inicial de receber) e se preenchem com essa intenção altruísta. Isso significa que a Luz está presente neles.

Na realidade, com que o desejo corrigido pode ser preenchido? Ele só pode ser preenchido com o seguinte: eu quero e, na verdade, posso doar ao próximo. Essa é a satisfação que nós chamamos NRNHY. Inicialmente, da parte do Criador que criou o desejo de receber, somente uma pequena Luz de Nefesh foi dada, uma centelha, Luz fina, agindo na realidade.

Existe somente a centelha e o ponto do desejo criado como “existência a partir da ausência”. Tudo mais, sem exceção, vem somente do relacionamento entre o Criador e a criatura, que desejam acender a chama de amor entre eles. De acordo com a lei do amor, é suficiente dar pelo menos uma fração a quem me ama; assim, a minha atitude ligada a esse presente torna-o infinito.

Nós deveríamos entender que ao identificar nossos 613 desejos, que são revelados em relação ao próximo, e corrigi-los de recepção para doação, nós obtemos um amplo vaso de doação. Ele está baseado no mesmo ponto da “existência a partir da ausência” que sente somente seu desejo por prazer. Nós temos esse ponto, e sobre ele, nós construímos um vaso enorme que é toda atitude, doação, e amor.

Sua essência é esse mesmo ponto. Expandindo-se, sendo impregnado com sensações, o desejo permanece o mesmo. Tudo que ele tem é a sensação do que, como, e de quem ele recebe. Em outras palavras, é a percepção da atitude do Criador para com ele.

Em todas as quatro fases da Luz Direta existe somente o desejo e a Luz da primeira fase. Tudo o mais vem da reação, da resposta da criatura, de como ela percebe o Doador em vez de como se satisfaz. Uma vez que a primeira fase (o ponto de desejo com a diminuta centelha de Luz de Nefesh) começa a se sentir pelo menos um pouco, ela imediatamente começa a se desenvolver em relação ao Doador.

Assim, nós precisamos entender que todo o vaso espiritual, todo o mundo espiritual, baseia-se no relacionamento entre a criatura e o Criador. Anulando esse relacionamento, mesmo através de nossa própria falta ou não, nós permanecemos no nosso pequeno e escuro desejo, que é nossa realidade.

Da 5a parte da Lição Diparia de Cabalá 21/06/11, “Matan Torah (A Entrega da Torá)”

A Luz De Hochma, A Base Da Vida

Dr. Michael LaitmanBaal Hasulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1, “Quadro de Perguntas e Respostas para o Significado das Palavras”: Pergunta 5. O que é Ohr Hochma? Uma Ohr (Luz) que entra no ser emanado na primeira expansão da Luz direta e é o sustento geral e a essência dos seres emanados.

Do lado do Criador, a criação termina nas quatro fases de expansão da Luz Direta, Malchut do mundo do Infinito. Isto é, Ele criou o ponto “a patir da ausência” (Yesh mi Ain), que se desenvolve junto com as quatro fases sob a influência da Luz superior que o rodeia.

A influência do Criador sobre o ponto da criação é chamada de fase zero (Keter), e dentro desse ponto, ocorrem as fases de desenvolvimento um, dois, três e quatro. A quarta e última fase do desenvolvimento do ponto “a partir da ausência” sob a influência da Luz é chamada de Malchut do mundo do Infinito.

É isso que o Criador quis dar ao ser emanado a fim de desenvolver o desejo de desfrutar nesse ponto, para que a percepção, a sensação da Luz, a atitude do Doador para com ele fosse considerada como “Infinita”. Está claro que nós não estamos falando de distâncias físicas aqui, mas definindo as qualidades da essência interna desse ponto. Agora ele percebe e sente o Criador, absorve-O dentro de si mesmo sem qualquer restrição, o que é chamado infinito, imensidão.

Esse ponto da criação aceita completamente, sem quaisquer restrições de sua parte, tudo que o Criador quer dar graças às Suas qualidades de ser bom e fazer o bem. Tudo que acontece depois já é a reação do ser emanado tendo alcançado, com a ajuda do Criador, este desenvolvimento elevado, completo e maravilhoso.

Agora, aceitando tudo que o Criador dá, o ser emanado começa a mudar internamente e do seu próprio lado reage à Luz que o preenche. Em outras palavras, essa é a reação do convidado a todo bem que ele sentiu vindo do Criador e à satisfação dada por Ele. Agora, ele tem que responder a essa satisfação e amor que se revelou nele.

Isso não acaba no estado de Malchut do mundo do Infinito, apesar de que do lado do Criador, o trabalho está completo. Agora, o ser emanado constrói todo tipo de telas e ocultações dentro de si mesmo. Ele rejeita o banquete; ele deseja ocultar o relacionamento do Anfitrião para com ele até que ele atinja a reciprocidade.

Além do mais, tudo isso está acontecendo dentro do convidado, e é como se o Anfitrião nem mesmo soubesse dele. O convidado recusa e aceita, propõe várias condições para aceitar o banquete do Anfitrião. Tudo que acontece abaixo de Malchut do mundo do Infinito é um desenvolvimento interno do ser emanado desejando se tornar como o Criador.

Por isso “a Luz de Hochma é a Luz que entra no ser emanado na primeira expansão da Luz Direta”, isto é, durante a primeira influência direta da Luz Circundante sentida por ele. De fato, tudo que existe na Luz superior, mas na medida de seu desenvolvimento, o ser emanado sente como se a Luz estivesse modificando sua influência nele. A primeira influência da Luz superior sobre o ser emanado, que é “o sustento e a essência do ser emanado”, é chamada de Luz de Hochma (Sabedoria).

Em outras palavras, estou sentado à frente do Anfitrião, e antes de qualquer coisa, eu vejo frente a mim mesmo toda a “comida”, a fonte da vida. Sem ela, eu não posso existir; eu morrerei.

Porém, depois que eu recebo essa nutrição e começo a viver (como foi dito: “se não há farinha, não há Torá”), eu posso fazer cálculos com respeito à minha recepção. Por isso a Luz de Hochma é chamada a base da vida e está presente, aberta ou ocultamente, em todas as ações mútuas entre o Criador e a criatura.

Mesmo quando nós estamos falando do estado onde só existe uma única Luz, Hassadim (Misericórdia), e nenhuma recepção, se diz que isso é “quase” separado da Luz de Hochma. Não está completamente separado da recepção, mas “quase”.

O mesmo ocorre na nossa vida, até certo nível necessário e mínimo, que não seja nem condenado nem elogiado, uma vez que ele seja necessário para apoiar a existência. Esse é o montante para receber as necessidades mínimas da vida definidas pelo próprio ser emanado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/11, Talmud Eser Sefirot