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Cabalistas Sobre A Percepção Da Realidade, Parte 11

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Todas As Mudanças Ocorrem No Desejo E Não Na Luz

Nós alcançamos tudo de acordo com nossas sensações. E a realidade, do jeito que ela é, não tem interesse para nós. Por isso, nós não alcançamos a Luz superior e o Criador, mas apenas nossas sensações. Assim, todas as nossas impressões seguem apenas as nossas sensações.
– Baal HaSulam, Shamati (Eu Escutei), Artigo nº 66, “A Entrega da Torá”

A Luz espiritual não nos diz sobre sua trajetória, mas apenas sobre a reação dentro de nós ao encontro com a Luz.
– Baal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e Filosofia”

Adotando A Forma Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós ainda não sentimos a dor do mundo exterior ao máximo. Como nós podemos corrigir essa situação trabalhando no grupo?

Resposta: É melhor sentir essa dor o mais cedo possível. É como uma doença, e é melhor detectá-la em seus estágios iniciais. O mundo está apenas começando a submergir na crise, mas já a teme, visto que os problemas de hoje afetam a todos. Nós vemos que chegou a hora, e nós devemos disseminar materiais que expliquem a causa da crise e sua solução.

O mundo inteiro, incluindo a América, Europa, China e Japão, está em apuros. Todos estão assustados com o que está acontecendo e ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Alguns estão olhando a crise de longe, como por exemplo a Alemanha. No entanto, eles devem ter ainda mais medo. Aquele que subiu mais alto cai mais baixo. Nós nem sequer podemos imaginar o que acontecerá se amanhã todos os mecanismos comprovados pararem de repente de funcionar.

Como pode ser possível? As pessoas se levantam de manhã, vão trabalhar, e assim por diante…

Mas não, elas não estão indo para o trabalho. Nós ainda não percebemos que estamos em um sistema integral da natureza, embora não sejamos integrais. É como se estivéssemos tentando inserir uma peça quadrada em uma abertura redonda. Na realidade, nossa forma deve ser semelhante à forma do sistema. Esta forma não é simples, porque nós não estamos falando de geometria, mas sim de nossas qualidades.

Hoje, a humanidade inteira deve estar gradualmente adotando novas formas, o formato correto que corresponde à Luz. Este é um problema muito grande. Nós só podemos resolvê-lo se atrairmos a Luz que irá realizar a correção para nós. É por isso que é dito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como um tempero, porque a Luz nela corrige”.

Vamos esperar que entendamos isso e sejamos capazes de transmitir aos outros.

Da Lição 1 na Convenção da Alemanha 05/08/11

A Reparação É Um Negócio Delicado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a quantidade de Luz que eu preciso atrair para finalmente retornar à Fonte?

Resposta: Isso ficará claro a partir da revelação do mal. Por exemplo, quando meu carro quebra, eu o levo a uma oficina de reparo. Lá, um especialista me diz: “Você não pode virar o volante, mas esta não é a causa do problema; o problema está nas barras de direção”. Ou seja, primeiro ele descobre a quebra e só então ele decide como corrigi-la.

Só quando você compreende a causa do mau funcionamento você consegue ver o que precisa ser feito com a sua inclinação para o mal. Você tem que perceber o problema. Ao fazer isso, você atinge o propósito da criação e entende quem é o Criador, de acordo com o princípio de “de Suas ações nós O conheceremos”.

Ele lhe deu um carro quebrado, você entendeu a natureza do problema, e partir daí você percebeu como corrigi-lo. Como resultado, você entendeu o que significa ser corrigido. Isto é o que faz de você um ser humano semelhante ao Criador. Sem a realização do mal, você não entenderá que Luz você precisa e não chegará ao verdadeiro apelo pela correção, chamado MAN.

Afinal, MAN é a união entre Malchut e Bina. Eu tenho que saber o que não está corrigido dentro de mim do lado de Malchut, e qual deve ser a minha forma corrigida do lado de Bina. Quando ambos já estão conectados dentro de mim, isso é chamado MAN. Agora, eu sei o que tenho que alcançar, enquanto que a natureza da Luz, que executará a correção, ainda é desconhecida para mim. No entanto, é claro para mim que uma força externa que realizará essa tarefa é necessária aqui.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Canal Direto De Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1, “Tabela de Respostas para o Significado das Palavras“, Pergunta 47: O Que é Kav (linha)? Kav indica um discernimento de “para cima e para baixo” que não havia antes. Também designa uma He’arah (emanação) muito mais frágil do que antes.

“Uma linha” é um sentimento de constrangimento. Eu me sinto menor do que alguém que está acima de mim. Além disso, uma “linha” é a restrição da minha recepção, de acordo com o tamanho e o peso. Ou seja, eu estou limitado por duas condições: a altura qualitativa do grau que estou e seu valor quantitativo que posso descobrir e aceitar.

É um sentimento de que acima de mim há toda uma escada, com graus superiores e qualidades mais elevadas. Por outro lado, eu sinto que não recebo infinitamente por todos os lados, mas estou limitado e posso me comunicar com o Criador apenas na forma de um canal direto, um tubo que se estende de cima para baixo, que é chamado de “linha”.

Em outras palavras, não devemos visualizar uma linha geométrica, mas as restrições que o desejo de desfrutar experimenta. Todos os conceitos têm que ser traduzido em sentimentos. Mas não há emoção na forma de uma linha. Uma linha é um sinal escolhido de qual sentimento devo evocar em mim mesmo.

Suponha que eu trabalhe em uma fábrica ou em uma organização. Na minha posição no trabalho e no lugar que eu estou, eu estou sob a hierarquia de chefes mais importantes do que eu. Assim, sinto-me debaixo deles em qualidades. Além disso, há uma diferença na capacidade deles de agir ou obter todos os tipos de benefícios e salário (satisfação) no trabalho, ou seja, que em relação a eles eu estou limitado em termos quantitativos. Portanto, sinto uma restrição vertical, dependendo da altura (de cima para baixo), bem como uma restrição quantitativa, neste mesmo lugar (na horizontal).

Uma linha indica um discernimento de “para cima e para baixo” que não havia antes. Ou seja, eu sinto o que é estar “acima” porque eu tenho “recordações” disso, os dados informativos (Reshimot). Assim, eu posso comparar isso com o meu estado atual. Eu entendo a diferença entre a linha acima e a minha posição, que eu sinto no momento. Isso gera uma restrição na altura, isto é, com respeito ao Criador e em comparação com suas qualidades.

Isso também designa uma emanação muito mais frágil do que antes. Afinal de contas, anteriormente, recebia-se sem limitações na parte superior (cabeça) da linha, ao passo que agora, em sua extremidade ou no meio, há uma restrição na recepção.

Estas são duas experiências totalmente diferentes. A sensação de que você está na parte inferior da linha é devido à falta de adesão com o Criador. Um sentimento de quão pequena é a minha capacidade de receber devido à falta da capacidade de doar. Isto significa que uma limitação é qualitativa e outra quantitativa.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, Talmud Eser Sefirot

A Linha Luminosa Na Escuridão

Dr. Michael LaitmanTalmud Eser Sefirot, Parte 2, Item 1: Esta Kav [linha] é como um fino Tzinor [tubo], onde as águas da Ohr Elyon [Luz superior] de Ein Sof  [Infinito] se expandem e Nimshachim (estendem) aos Olamot [mundos] no lugar do Halal [espaço] e Avir [ar].

Todo o trabalho ocorre dentro do mesmo desejo de desfrutar, o qual por vezes se imagina cheio de Luz e, às vezes, vazio. É semelhante ao que às vezes acontece conosco quando parece que temos tudo, mas sentimos-nos como se não tivéssemos nada.

O verdadeiro estado não muda – o desejo de desfrutar está totalmente preenchido com a Luz e está no Mundo do Infinito. Todas as mudanças só existem na percepção da criação. Seu desejo muda continuamente e ele imagina que não tem nada, enquanto outras vezes imagina que tem tudo. Às vezes ele quer receber e, por vezes, doar. Diferentes formas vestem a matéria e eles são determinados pela criação dependendo de sua impressão da Luz.

Mais precisamente, não é a criação que determina isso, mas a Luz que é absorvida na criação mais e mais profundamente, evocando todos os tipos de sensações nela. Mas tudo ocorre no desejo de desfrutar. Ele se sente vazio, permanecendo após a restrição no mundo do Infinito.

Agora ele quer se comportar de forma diferente neste desejo comum, chamado Malchut do mundo do Infinito, quer revelar desejos que agem intencionalmente e são chamados de “uma linha, um tubo” – ou seja, visando à doação ao Anfitrião. De todos os meus desejos, eu escolho aqueles que podem visar a Ele, e eu uso-os.

Eu recebo neles, mas para doar ao Anfitrião. Em todos os meus desejos eu sou incapaz de doar a Ele. Eles são grandes demais e seu gosto é muito intenso. Eu não tenho a força para receber neles e, ao mesmo tempo, pensar no Anfitrião, doar a Ele.

Ou seja, neste tubo entram os desejos mais fracos as Luzes mais fracas que eu posso dar para ao Anfitrião. Todo o resto do vazio infinito que permanece à volta deste tubo são meus grandes desejos e gostos que sou incapaz de receber por causa da doação. Todo este Infinito permanece fora desta linha.

E tudo acontece dentro do mesmo desejo, a mesma criação que trabalha sobre si mesma desta forma, tornando-se mais perfeita e desenvolvida, revelando cada vez mais qualidades, gostos, luzes e elementos dentro de si, mudando qualitativamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, Talmud Eser Sefirot

A Ordem Direta “Reversa”

Dr. Michael LaitmanOs alunos geralmente têm muita dificuldade em entender o conceito de “ordem inversa da Luz que entra no desejo”. Mas, na realidade, este é um processo muito natural.

Se eu estou no nível zero (Shoresh), eu entendo e atinjo apenas a mínima Luz de Nefesh. Quando o meu desejo cresce e atinge o nível 1 (Aleph), a Luz de Nefesh passa para ele, enquanto que a Luz do nível seguinte (Ruach) entra no nível zero.

Quando eu estava com a Luz de Nefesh, ou seja, com pouca razão, pouca força e cálculos, essa era a única maneira que eu podia sentir a minha relação e conexão com a Luz. Isso era tudo que eu tinha.

Agora, eu alcancei uma maior profundidade do desejo e uma Luz maior. Mas essa Luz não pertence ao meu estado atual. Neste nível, onde eu subi com o meu novo e mais forte desejo, eu recebo a Luz mais fraca (Nefesh), porque estou apenas começando a aprender sobre este novo desejo.

No entanto, agora eu também sinto e compreendo melhor o meu estado anterior. Eu sinto que ele era o começo, o trampolim de onde eu subi para meu atual nível. É por isso que eu agora alcanço nele uma compreensão maior, chamada Luz de Ruach, em comparação com a Luz de Nefesh que eu tinha antes.

Suponha que eu cresci de um para dois anos de idade. No nível de uma criança de dois anos de idade, eu ainda não conheço o mundo e a mim mesmo e tenho uma percepção e a razão muito básicas (a Luz de Nefesh), eu simplesmente existo. Mas o meu entendimento do que é ser uma criança de um ano de idade, incluindo todas as formas e estados anteriores, já é melhor. Neles eu já tenho uma espécie de realização, a Luz de Ruach.

Segue-se que quanto mais eu cresço, mais inteligente eu fico, não só no meu estado atual. É porque na espiritualidade nós sempre avançamos pela fé acima da razão, sem entender totalmente o processo, mas apenas entrando em um novo estado a cada vez. E quando eu subo a este novo estado, nele eu vou adquirir a Luz de Nefesh.

Mas eu já atingi os estados anteriores e reconheci a sua necessidade e obrigatoriedade. Eu sei por que eles se atualizam em mim da forma como fizeram, por que eu me submeti a toda a seqüência desses estados. É por isso que nesses estado eu sinto NaRaNHaY (Nefesh-Ruach-Neshama-Haya-Yechida).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

A Luz Da Sabedoria E Eternas Dúvidas

Dr. Michael LaitmanUma pessoa que continua avançando sem nunca parar, e que não tem medo de estar constantemente no estado da mínima Luz de Nefesh – em eternos esclarecimentos, confusões e nebulosidades – torna-se continuamente mais inteligente e alcança seus estados anteriores. Ela se torna sábia, mas, em relação a cada estado atual, ela ainda não sabe nada. Isso porque nós avançamos pela fé acima da razão.

Se ela acaba de avançar pela fé acima da razão, ela receberá uma mente na qual entenderá seus estados anteriores. É assim que sua mente continuará crescendo – somente sob essa condição.

A pessoa que avança acima do conhecimento sente a Luz da sabedoria (Hochma) em todos os seus níveis anteriores, exceto o último, o estado atual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

A Luz Do Outro Lado Da Imagem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz nos une? Como podemos avançar juntos enquanto existimos no mal?

Resposta: Nós trabalhamos para superar isso. Nós compreendemos o nosso estado e o examinamos, e devemos nos apoiar mutuamente na garantia mútua. Então, a Luz se estabelecerá entre nós.

Isso também nos ajuda agora. Se a Luz não nos trouxesse satisfação no nível mais ínfimo, não sentiríamos os desejos que estão sendo revelados em nós.

Afinal, nós, todas as pessoas e toda a realidade, existimos em um sistema perfeito. Agora, um pouco de Luz está aparecendo em algumas pessoas, e elas estão começando a sentir onde estão, porque, e para que finalidade. Elas estão começando a receber a Luz na forma de uma conexão com o ambiente, na forma de um mentor. Elas estão começando a sentir a Luz em seus vasos como se fossem livros de estudo no grupo. Tudo isso está acontecendo “como se” porque a materialidade não existe.

Na realidade, tudo isso é a revelação da Luz. Não existem pessoas, grupo, mentor ou livros. Estas são as formas onde você revela a Luz que é apresentada a você como o meio de progresso espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11,Arvut (Garantia Mútua)”

Seus Esforços Não Desaparecem No Ar

Dr. Michael LaitmanEstá escrito: “Não há nenhum outro além Dele”, isto é, a Luz superior está sempre em repouso absoluto e sempre nos influencia com a bondade. Mas, por outro lado, está escrito: “O monstro vai engolir e cuspir para fora”, e de fato, nós vemos que não importa quantos esforços façamos, tudo desaparece. Meses se passam à medida que nós trabalhamos, esforçando-nos na intenção com o melhor de nossa capacidade, mas tudo acaba sendo inútil.

No entanto, é impossível que qualquer ação exista na natureza sem trazer algum resultado, seja bom ou ruim. Obviamente, o resultado está sempre lá e não desaparece. Os resultados só parecem desaparecer para nós porque as ações e os pensamentos do passado são esquecidos, e em cada momento eu sou como uma nova pessoa.

Mas onde tudo isso é salvo? Em nosso desejo, bem profundamente! Se nós fizermos alguma ação com o nosso desejo, intenção ou esforço, com toda a realidade que é descrita para nós por este desejo, independentemente dela ser correta ou não, então isso não desaparece.

Tudo o que qualquer pessoa ou elemento da criação faz, qualquer parte dela – seja inanimada, vegetal, animal ou humana, de acordo com seu nível – tudo é engolido dentro de Malchut, o desejo que existe na criação.

Mas, se a pessoa aspira alcançar a doação, suas ações se tornam especiais. Mesmo que por enquanto ela aja em seu próprio benefício  (Lo Lishma), ela se esquece que tem que dar prazer ao Criador e não sabe quando alcançará isso.

Todas as ações de uma pessoa (no grupo, em sua atitude para com o estudo) são completamente egoístas por ora, e elas são engolidas pela “força impura” (Klipa), ou seja, seus desejos egoístas nos quais ela agiu naquele momento. Seus desejos e pensamentos foram destinados ao seu próprio benefício, e a ação acabou egoísta. No entanto, tudo é preservado e nada desaparece. Afinal, a pessoa mesmo assim se esforça no estado que lhe foi dado, e tem que crescer gradualmente.

E quando ela alcança um estágio em que a soma dos esforços feitos (suas tentativas e o grupo que ela organizou para si) produz um resultado, todos os seus acúmulos, que são preservados nos desejos impuros sem a sua consciência, de repente aparecem e saem na forma de desejos corrigidos. Então, ela os recebe e continua avançando com eles.

Isso acontece o tempo todo, e é um princípio muito importante. Nós devemos compreender que cada ação é benéfica, mesmo que seja egoísta. E todas as nossas ações, o que fazemos ao longo de muitos meses, finalmente se reúnem a fim, subitamente serem revelados.

E quando às vezes a pessoa consegue atingir uma aspiração ligeiramente maior em direção à doação, mesmo aquela que ainda seja em “Lo Lishma“, mas já está mais perto de “Lishma“, então ela começa a ter uma melhor compreensão e sensação do passado. Ela percebe o que passou e o que aconteceu com ela.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/07/11, Shamati

Abra Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 585: Aquele que se apega a Malchut abaixo das letras, ela o eleva, porque a partir daí ela é construída por um Zivug PBP (face-a-cara) com o ZA. …pois ela é tudo – está incluída em todos, de cima, de baixo e do meio.

Com base nisso nós vemos que não temos nada com que nos preocupar além da conexão com Malchut. À medida que injetamos nossos desejos em Malchut, partes de Malchut unem-se entre si, e as nove primeira Sefirot começam a influenciá-la.

Malchut é o ponto de conexão entre as almas na rede comum que conecta todas elas. Malchut é a conexão entre as almas. Se injetarmos nessas conexões nossos desejos, que recebemos uns dos outros, então esses desejos se unem entre si em Malchut. Na medida em que os nossos desejos comuns estão presentes neles, as qualidades das primeiros nove Sefirot, que são as qualidades do Criador ou ZA, manifestam-se neles, e a Luz se revela a nessa conexão.

Portanto, não devemos nos preocupar com as primeiras nove Sefirot, com Zeir Anpin e as outras qualidades do Criador, mas apenas com os nossos desejos, de modo a uni-los. Quanto mais falamos disso, mais estamos imbuídos nisso, mais ouvimos e pensamos nisso, mais este novo desejo de união toma forma dentro de nós. Nós entendemos que o mundo hoje tem necessidade desta união e está se movendo em direção a ela, tanto no sentido espiritual quanto no sentido material.

É exatamente isso que devemos ver em tudo que nos rodeia: tudo o que nos falta é esta união. E ela é o único meio de corrigirmos todas as deficiências.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/07/11, O Zohar