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A Força Da Corrente Espiritual Depende Da Sua Resistência

Dr. Michael LaitmanNão há divisão no trabalho individual e em grupo (coletivo).  É tudo um único trabalho, quando eu vejo partes da minha própria alma como estranhas e odiosas para mim. Eu tenho que superar toda essa confusão, esse nevoeiro que me engana, imaginando-os como meus inimigos odiosos ou, pelo menos, meus escravos.

Este não é um trabalho simples, porque eu estou trabalhando no meu vaso espiritual até que eu recolho tudo isso e junto a mim mesmo. Isso só é possível pelo poder do amor, elevando-se acima de todo ódio e resistência que sinto em relação a eles.

Toda essa oposição permanece como a resistência gerada em oposição a uma corrente elétrica. Juntas, a corrente elétrica e a resistência fazem o trabalho para girar o motor. Como resultado desta ação, a Luz, o mundo espiritual, está sendo revelada.

No entanto, agora nós estamos completamente separados uns dos outros como uma corrente quebrada. Esta não é nem um tipo oposto de conexão. Eu não amo ou até mesmo odeio os outros: eu simplesmente não me importo com eles. No entanto, quando nós começamos a trabalhar, a fim de nos aproximar uns dos outros, nós sentimos como o ódio, a oposição, está sendo revelado.

Somente após o trabalho duro na escravidão egípcia de nosso egoísmo, nós vamos do nível de Jacó (do pequeno estado) em direção ao Monte Sinai (a montanha de ódio). Dessa montanha de ódio, é possível receber a Luz que Corrige, que é chamada de Torá. Agora, nós já temos alguma coisa para trabalhar.

No entanto, aquele que não começou a se unir, que ainda está sob o controle dos sentimentos do mundo e tenta usar seus amigos de uma forma mesquinha, como em qualquer outro lugar, essa pessoa ainda nem começou o seu trabalho. Talvez, ela não esteja tentando usá-los. porque ela pode ter um caráter amável e quer ser amiga de todos, mas isso não faz nada em relação ao seu desenvolvimento.

Como está escrito: “Ela traz o seu pão (fé) de longe”, ou seja, do distanciamento e da rejeição. Não há trabalho pessoal ou em grupo aqui. Você precisa juntar dentro de si todas as partes aparentemente estranhas da realidade, até revelar na conexão destas partes que o universo inteiro está dentro de você.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/08/11, Shamati # 121

Um Caminho Fácil Junto Com A Luz, Parte 1

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas prepararam para nós uma maneira fácil e simples de atrair a Luz que Corrige, em contraste com o que costumava ser antes.

Nós encontramos e vemos nas palavras dos sábios do Talmude que eles tornaram o caminho da Torá mais fácil para nós do que os sábios da Mishná. Isto é porque eles disseram: “A pessoa deve sempre praticar a Torá e Mitzvot (mandamentos), até mesmo Lo Lishma (para si), e de Lo Lishma ela chegará à Lishma (em prol da doação), porque a Luz na Torá a corrige”.

Assim, eles nos forneceram um novo meio, em vez da penitência apresentada na Mishná  mencionada acima, em Avot: a “Luz na Torá”. Ela produz força suficiente para corrigir a pessoa e levá-la a praticar Torá e Mitzvot em Lishma.
– Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 11

Como A Luz Refletida Tornou-Se Um Vaso Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a Luz Refletida pode ser um instrumento para a realização?

Resposta: O que mais pode ser um instrumento para a realização? O desejo não pode ser um vaso, porque o vaso é o lugar adequado para receber a Luz, a revelação do Criador: a satisfação que eu escolhi como meu objetivo.

Afinal, o meu objetivo é revelar o Criador dentro de mim. Em outras palavras, eu me esforço para tornar-me apenas como Ele, construir Seu modelo em mim, e este modelo corresponderá exatamente às qualidades que eu receberei Dele e com as quais me vestirei. Então, eu me tornarei semelhante a Ele, e nós nos fundiremos em um todo de acordo com a lei de equivalência de forma.

O meu objetivo final é a adesão. Em outras palavras, eu preciso revelar minhas formas de fusão com o Criador; eu deveria fundir-me com Ele cada vez mais, um nível de cada vez. Eu só posso me fundir com Ele de acordo com a lei de equivalência de forma. Portanto, eu preciso alcançar exatamente o mesmo nível de doação Dele, e, nesta medida, nos unificaremos ou fundiremos.

A forma de doação com a qual eu gostaria de me vestir, de modo a identificar-me com essa doação, é a Luz Refletida. Assim, a Luz Refletida se torna um meio para a adesão, um vaso para receber a satisfação para mim.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/08/11, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

Um Ferrovia De Engrenagens Que Vai Ao Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos explicar às pessoas simples como age a Luz que Corrige?

Resposta: Isso pode ser explicado com muitos exemplos que mostram que o homem é o resultado de seu ambiente. Por exemplo, crianças que estavam perdidas na floresta e foram criadas perto dos animais adquirem o comportamento desses animais, e animais que vivem próximo às pessoas se tornam mais parecidos com os humanos.

O ambiente da pessoa faz tudo. Eu posso avançar sem o ambiente, semelhante a quando a natureza muda, e assim também revelar em mim diferentes formas de existência. Uma vez, eu era como uma ameba. Então, eu me tornei uma criatura mais complicada. Então, isso continuou, sem parar, até que evoluiu na pessoa que sou agora, sob a influência do ambiente, da natureza.

À medida que a natureza se transforma, ela nos transforma.

Agora, nós estamos descobrindo que tudo muda: explosões acontecem no sol, as mudanças climáticas e os pólos magnéticos e geográficos estão mudando. Nós ainda não sabemos o que está acontecendo aqui. Nós ainda não percebemos os milhares de fatores que nos influenciam e nos fazem avançar.

Tudo acontece através do ambiente, mas este ambiente é chamado de Natureza. Ele parece ser inanimado e algumas mudanças estão ocorrendo lá, provavelmente conforme determinado programa, mas talvez não. Nós constantemente quereremos saber sobre isso, porque pensamos que é um acidente, não um programa. Se soubéssemos que tudo está acontecendo de acordo com o plano da natureza, teríamos uma atitude completamente diferente em relação a ele.

Hoje, nós estamos enfrentando um problema. Nós estamos encontrando mudanças climáticas súbitas e dramáticas, e queremos saber se essas mudanças estão acontecendo de acordo com um plano ou se são acidentais. Nós estamos contribuindo para essas mudanças na natureza (e existem muitos estudos sobre isso), ou elas são tão aleatórias que não há nada que possamos calcular aqui?

Se bem que, que tipo de acaso poderia ser? Nós estudamos os processos que ocorrem no interior da Terra e sabemos que vivemos numa capa fina de um vulcão em chamas. É por isso que surge uma questão realmente importante: Será que nós afetamos ou não esses processos? Se não afetamos nada, então “coma, beba e seja feliz, porque amanhã morreremos”, como dizem as pessoas. No entanto, se podemos afetá-los, como vamos fazer isso? Será com pensamentos e desejos ou queimando menos petróleo e gás? Os cientistas estão à procura de respostas a essas perguntas porque suspeitam de um iminente curso de eventos desagradáveis.

A globalidade do mundo, que está sendo revelada a nós agora, tem que nos tornar, em última análise, mais inteligentes. Nós devemos perceber que tudo ao nosso redor é um sistema único, e que também estamos dentro dele. Existe uma influência mútua: nós afetamos o sistema externo, e ele nos afeta; nós mudamos através do seu efeito sobre nós.

Isto nos leva à solução que deriva da sabedoria da Cabalá. Será que nós podemos alterar intencionalmente o ambiente para que ele nos afete e nos transforme na direção do mesmo objetivo, mas pelo caminho bom e rápido?

Surge então um problema. Nós temos que mudar um monte de dados colocados em nossa mente. Primeiro, nós devemos entender que existimos dentro de uma natureza geral, universal e global, onde todas as partes existem em união, e que todo este processo tem um plano, uma tendência, segundo a qual temos sempre nos desenvolvido. Realmente, mesmo quando olhamos para o processo evolutivo, vemos que há certo plano de desenvolvimento nele. De repente, nós esquecemos disso, porque isso se refere ao nosso ego, que de repente nos deixa mudos. “Não há nada além de mim”.

Se começarmos a perceber a imagem de que existe um sistema comum, integrado e global, com a humanidade dentro dele, e que devemos entrar em equilíbrio com ele, então seremos capazes de perguntar: “O que a natureza exige de nós agora? Ela está prestes a entrar em equilíbrio? Que tipo de pressão e que condições ela irá utilizar para fazer isso? Podemos perceber isso por conta própria?”.

Nós realmente começamos a entender que a natureza não pode fazer isso sozinha. Nós podemos chamá-la de Criador (Elokim), Que tem uma mente e sentimentos, ou podemos considerar que ela não tem sentimentos. De qualquer maneira, ainda é a natureza, o que não faz diferença.

Nós só sentiremos a pressão nos níveis inanimado, vegetal e animal, apenas no nível do nosso corpo. Isto é porque nós temos que construir sozinhos o ambiente para o nível humano, “falante”, de modo que ele mude com a sua pressão, dando-nos a forma apropriada. É por isso que todo o sofrimento, como guerras, desgraças e epidemias será nos níveis inanimado, vegetal e animal, a nível do nosso corpo animal, sua vida e existência.

Isso vai continuar até eu perceber que toda a natureza inanimada, vegetal e animal é um sistema global comum e que eu devo ser como ela no meu nível. Ser global no sentido humano significa tratar este sistema como nosso, onde tudo está interconectado e existe em união e harmonia.

Então, outra etapa começa. Eu construo o ambiente para ele me transformar, para me tornar mais global e integrado, conectado a todas as partes da natureza e todas as pessoas. Eu quero fazer isso, já que o sofrimento me obriga a fazê-lo. O sofrimento no nível deste mundo nos dará a compreensão do fato de que nossa natureza está  completamente interconectada, integrada e nós devemos estar conectados com todos os seus componentes.

O que isso vai propiciar? Quando eu construo esse sistema, eu estou basicamente construindo um adaptador entre eu e a Luz superior, o Criador (Elokim), o nível na natureza que está acima desta globalidade e integração, acima da estrutura de Malchut do Infinito. Como se eu me tornasse semelhante à Luz, mesmo sem saber disso (estamos nos referindo a toda a humanidade que não sabe exatamente o que está fazendo). A Luz me influencia, faz este trabalho: eleva a todos nós ao próximo nível.

A Luz nos influencia e introduz em nós o sistema de leis superiores no nível instintivo, que substitui os hábitos e as leis que artificialmente decretamos sobre nós mesmos. Isso é chamado de “acima da razão”. Eu uno as ações no meu nível e, de repente, recebo uma nova forma de existência, uma vida espiritual no nível instintivo. Eu subo ao próximo nível. Isso é chamado de “eu me esforcei e encontrei”.

Desta forma, nós elevamos o nosso nível, nos “modernizamos”. Mesmo que façamos todas as ações no nível corpóreo, ou seja, tentamos nos conectar com os outros e os tratamos com amor, a natureza nos influencia, a fim de elevar-nos ainda mais. Assim, criamos a nós mesmos com a ajuda do ambiente. A natureza fez isso por conta própria em todos os níveis anteriores, mas agora temos que nos obrigar a fazê-lo, porque desta forma adquirimos uma nova mente e sentimentos.

Da Lição Diária de Cabalá 09/09/11, Carta do Rabash

Cabalistas Sobre A Percepção Da Realidade, Parte 11

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

Todas As Mudanças Ocorrem No Desejo E Não Na Luz

Nós alcançamos tudo de acordo com nossas sensações. E a realidade, do jeito que ela é, não tem interesse para nós. Por isso, nós não alcançamos a Luz superior e o Criador, mas apenas nossas sensações. Assim, todas as nossas impressões seguem apenas as nossas sensações.
– Baal HaSulam, Shamati (Eu Escutei), Artigo nº 66, “A Entrega da Torá”

A Luz espiritual não nos diz sobre sua trajetória, mas apenas sobre a reação dentro de nós ao encontro com a Luz.
– Baal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e Filosofia”

Adotando A Forma Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós ainda não sentimos a dor do mundo exterior ao máximo. Como nós podemos corrigir essa situação trabalhando no grupo?

Resposta: É melhor sentir essa dor o mais cedo possível. É como uma doença, e é melhor detectá-la em seus estágios iniciais. O mundo está apenas começando a submergir na crise, mas já a teme, visto que os problemas de hoje afetam a todos. Nós vemos que chegou a hora, e nós devemos disseminar materiais que expliquem a causa da crise e sua solução.

O mundo inteiro, incluindo a América, Europa, China e Japão, está em apuros. Todos estão assustados com o que está acontecendo e ninguém sabe o que vai acontecer amanhã. Alguns estão olhando a crise de longe, como por exemplo a Alemanha. No entanto, eles devem ter ainda mais medo. Aquele que subiu mais alto cai mais baixo. Nós nem sequer podemos imaginar o que acontecerá se amanhã todos os mecanismos comprovados pararem de repente de funcionar.

Como pode ser possível? As pessoas se levantam de manhã, vão trabalhar, e assim por diante…

Mas não, elas não estão indo para o trabalho. Nós ainda não percebemos que estamos em um sistema integral da natureza, embora não sejamos integrais. É como se estivéssemos tentando inserir uma peça quadrada em uma abertura redonda. Na realidade, nossa forma deve ser semelhante à forma do sistema. Esta forma não é simples, porque nós não estamos falando de geometria, mas sim de nossas qualidades.

Hoje, a humanidade inteira deve estar gradualmente adotando novas formas, o formato correto que corresponde à Luz. Este é um problema muito grande. Nós só podemos resolvê-lo se atrairmos a Luz que irá realizar a correção para nós. É por isso que é dito: “Eu criei a inclinação ao mal e criei a Torá como um tempero, porque a Luz nela corrige”.

Vamos esperar que entendamos isso e sejamos capazes de transmitir aos outros.

Da Lição 1 na Convenção da Alemanha 05/08/11

A Reparação É Um Negócio Delicado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a quantidade de Luz que eu preciso atrair para finalmente retornar à Fonte?

Resposta: Isso ficará claro a partir da revelação do mal. Por exemplo, quando meu carro quebra, eu o levo a uma oficina de reparo. Lá, um especialista me diz: “Você não pode virar o volante, mas esta não é a causa do problema; o problema está nas barras de direção”. Ou seja, primeiro ele descobre a quebra e só então ele decide como corrigi-la.

Só quando você compreende a causa do mau funcionamento você consegue ver o que precisa ser feito com a sua inclinação para o mal. Você tem que perceber o problema. Ao fazer isso, você atinge o propósito da criação e entende quem é o Criador, de acordo com o princípio de “de Suas ações nós O conheceremos”.

Ele lhe deu um carro quebrado, você entendeu a natureza do problema, e partir daí você percebeu como corrigi-lo. Como resultado, você entendeu o que significa ser corrigido. Isto é o que faz de você um ser humano semelhante ao Criador. Sem a realização do mal, você não entenderá que Luz você precisa e não chegará ao verdadeiro apelo pela correção, chamado MAN.

Afinal, MAN é a união entre Malchut e Bina. Eu tenho que saber o que não está corrigido dentro de mim do lado de Malchut, e qual deve ser a minha forma corrigida do lado de Bina. Quando ambos já estão conectados dentro de mim, isso é chamado MAN. Agora, eu sei o que tenho que alcançar, enquanto que a natureza da Luz, que executará a correção, ainda é desconhecida para mim. No entanto, é claro para mim que uma força externa que realizará essa tarefa é necessária aqui.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

Canal Direto De Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, O Estudo das Dez Sefirot, Parte 1, “Tabela de Respostas para o Significado das Palavras“, Pergunta 47: O Que é Kav (linha)? Kav indica um discernimento de “para cima e para baixo” que não havia antes. Também designa uma He’arah (emanação) muito mais frágil do que antes.

“Uma linha” é um sentimento de constrangimento. Eu me sinto menor do que alguém que está acima de mim. Além disso, uma “linha” é a restrição da minha recepção, de acordo com o tamanho e o peso. Ou seja, eu estou limitado por duas condições: a altura qualitativa do grau que estou e seu valor quantitativo que posso descobrir e aceitar.

É um sentimento de que acima de mim há toda uma escada, com graus superiores e qualidades mais elevadas. Por outro lado, eu sinto que não recebo infinitamente por todos os lados, mas estou limitado e posso me comunicar com o Criador apenas na forma de um canal direto, um tubo que se estende de cima para baixo, que é chamado de “linha”.

Em outras palavras, não devemos visualizar uma linha geométrica, mas as restrições que o desejo de desfrutar experimenta. Todos os conceitos têm que ser traduzido em sentimentos. Mas não há emoção na forma de uma linha. Uma linha é um sinal escolhido de qual sentimento devo evocar em mim mesmo.

Suponha que eu trabalhe em uma fábrica ou em uma organização. Na minha posição no trabalho e no lugar que eu estou, eu estou sob a hierarquia de chefes mais importantes do que eu. Assim, sinto-me debaixo deles em qualidades. Além disso, há uma diferença na capacidade deles de agir ou obter todos os tipos de benefícios e salário (satisfação) no trabalho, ou seja, que em relação a eles eu estou limitado em termos quantitativos. Portanto, sinto uma restrição vertical, dependendo da altura (de cima para baixo), bem como uma restrição quantitativa, neste mesmo lugar (na horizontal).

Uma linha indica um discernimento de “para cima e para baixo” que não havia antes. Ou seja, eu sinto o que é estar “acima” porque eu tenho “recordações” disso, os dados informativos (Reshimot). Assim, eu posso comparar isso com o meu estado atual. Eu entendo a diferença entre a linha acima e a minha posição, que eu sinto no momento. Isso gera uma restrição na altura, isto é, com respeito ao Criador e em comparação com suas qualidades.

Isso também designa uma emanação muito mais frágil do que antes. Afinal de contas, anteriormente, recebia-se sem limitações na parte superior (cabeça) da linha, ao passo que agora, em sua extremidade ou no meio, há uma restrição na recepção.

Estas são duas experiências totalmente diferentes. A sensação de que você está na parte inferior da linha é devido à falta de adesão com o Criador. Um sentimento de quão pequena é a minha capacidade de receber devido à falta da capacidade de doar. Isto significa que uma limitação é qualitativa e outra quantitativa.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, Talmud Eser Sefirot

A Linha Luminosa Na Escuridão

Dr. Michael LaitmanTalmud Eser Sefirot, Parte 2, Item 1: Esta Kav [linha] é como um fino Tzinor [tubo], onde as águas da Ohr Elyon [Luz superior] de Ein Sof  [Infinito] se expandem e Nimshachim (estendem) aos Olamot [mundos] no lugar do Halal [espaço] e Avir [ar].

Todo o trabalho ocorre dentro do mesmo desejo de desfrutar, o qual por vezes se imagina cheio de Luz e, às vezes, vazio. É semelhante ao que às vezes acontece conosco quando parece que temos tudo, mas sentimos-nos como se não tivéssemos nada.

O verdadeiro estado não muda – o desejo de desfrutar está totalmente preenchido com a Luz e está no Mundo do Infinito. Todas as mudanças só existem na percepção da criação. Seu desejo muda continuamente e ele imagina que não tem nada, enquanto outras vezes imagina que tem tudo. Às vezes ele quer receber e, por vezes, doar. Diferentes formas vestem a matéria e eles são determinados pela criação dependendo de sua impressão da Luz.

Mais precisamente, não é a criação que determina isso, mas a Luz que é absorvida na criação mais e mais profundamente, evocando todos os tipos de sensações nela. Mas tudo ocorre no desejo de desfrutar. Ele se sente vazio, permanecendo após a restrição no mundo do Infinito.

Agora ele quer se comportar de forma diferente neste desejo comum, chamado Malchut do mundo do Infinito, quer revelar desejos que agem intencionalmente e são chamados de “uma linha, um tubo” – ou seja, visando à doação ao Anfitrião. De todos os meus desejos, eu escolho aqueles que podem visar a Ele, e eu uso-os.

Eu recebo neles, mas para doar ao Anfitrião. Em todos os meus desejos eu sou incapaz de doar a Ele. Eles são grandes demais e seu gosto é muito intenso. Eu não tenho a força para receber neles e, ao mesmo tempo, pensar no Anfitrião, doar a Ele.

Ou seja, neste tubo entram os desejos mais fracos as Luzes mais fracas que eu posso dar para ao Anfitrião. Todo o resto do vazio infinito que permanece à volta deste tubo são meus grandes desejos e gostos que sou incapaz de receber por causa da doação. Todo este Infinito permanece fora desta linha.

E tudo acontece dentro do mesmo desejo, a mesma criação que trabalha sobre si mesma desta forma, tornando-se mais perfeita e desenvolvida, revelando cada vez mais qualidades, gostos, luzes e elementos dentro de si, mudando qualitativamente.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/07/11, Talmud Eser Sefirot

A Ordem Direta “Reversa”

Dr. Michael LaitmanOs alunos geralmente têm muita dificuldade em entender o conceito de “ordem inversa da Luz que entra no desejo”. Mas, na realidade, este é um processo muito natural.

Se eu estou no nível zero (Shoresh), eu entendo e atinjo apenas a mínima Luz de Nefesh. Quando o meu desejo cresce e atinge o nível 1 (Aleph), a Luz de Nefesh passa para ele, enquanto que a Luz do nível seguinte (Ruach) entra no nível zero.

Quando eu estava com a Luz de Nefesh, ou seja, com pouca razão, pouca força e cálculos, essa era a única maneira que eu podia sentir a minha relação e conexão com a Luz. Isso era tudo que eu tinha.

Agora, eu alcancei uma maior profundidade do desejo e uma Luz maior. Mas essa Luz não pertence ao meu estado atual. Neste nível, onde eu subi com o meu novo e mais forte desejo, eu recebo a Luz mais fraca (Nefesh), porque estou apenas começando a aprender sobre este novo desejo.

No entanto, agora eu também sinto e compreendo melhor o meu estado anterior. Eu sinto que ele era o começo, o trampolim de onde eu subi para meu atual nível. É por isso que eu agora alcanço nele uma compreensão maior, chamada Luz de Ruach, em comparação com a Luz de Nefesh que eu tinha antes.

Suponha que eu cresci de um para dois anos de idade. No nível de uma criança de dois anos de idade, eu ainda não conheço o mundo e a mim mesmo e tenho uma percepção e a razão muito básicas (a Luz de Nefesh), eu simplesmente existo. Mas o meu entendimento do que é ser uma criança de um ano de idade, incluindo todas as formas e estados anteriores, já é melhor. Neles eu já tenho uma espécie de realização, a Luz de Ruach.

Segue-se que quanto mais eu cresço, mais inteligente eu fico, não só no meu estado atual. É porque na espiritualidade nós sempre avançamos pela fé acima da razão, sem entender totalmente o processo, mas apenas entrando em um novo estado a cada vez. E quando eu subo a este novo estado, nele eu vou adquirir a Luz de Nefesh.

Mas eu já atingi os estados anteriores e reconheci a sua necessidade e obrigatoriedade. Eu sei por que eles se atualizam em mim da forma como fizeram, por que eu me submeti a toda a seqüência desses estados. É por isso que nesses estado eu sinto NaRaNHaY (Nefesh-Ruach-Neshama-Haya-Yechida).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”