Textos com a Tag 'Humanidade'

A Humanidade, Uma Experiência Da Força Superior?

Laitman_115_06Pergunta: Será que a humanidade é uma experiência malsucedida da força superior que pode ser interrompida a qualquer momento ou reiniciada a partir do zero?

Resposta: Não, a humanidade não é uma experiência malsucedida, e não há nenhuma razão para culpar a força superior que nos criou e nos conduz à meta. Ela está nos levando à meta de forma totalmente precisa de acordo com seu plano.

Esse plano foi revelado pelos primeiros Cabalistas há quase 6.000 anos. Eles descreveram o que revelaram, e até hoje tudo o que descreveram é como um relógio. Portanto, não há coincidências; a humanidade é constantemente empurrada para a frente, conduzida pelo seu egoísmo. Mas hoje, na fase final do nosso desenvolvimento, nós podemos avançar conscientemente, corrigindo a nós mesmos, ao mitigar o nosso caminho, e tornando-o mais curto, mais suave, mais seguro e mais feliz ainda. Depende de nós.

Se nos recusarmos a avançar ao longo do caminho que nos é mostrado de boa vontade e conscientemente, vamos avançar sendo empurrados pelos sofrimentos. É assim que você trata uma criança teimosa, forçando-a a fazer a coisa certa, e se ela se recusa, você a pune ao negar-lhe doces, não permitindo que assista TV, não deixando que ela saia e brinque, etc., e sem outra escolha ela termina seus estudos.

Ao mesmo tempo, não faz diferença se ela gosta de seus estudos, se ela se convence de que tem que terminar seus estudos, ou se tem medo das punições.

Não é fácil se convencer a ouvir o superior, àquele que é maior e mais sábio do que você, e obedecer-lhe.

Da Lição de Cabalá em Russo 10/07/16

A Europa E O Desenvolvimento Da Humanidade

laitman_443Pergunta: Do ponto de vista da Cabalá, qual é o lugar da Europa no desenvolvimento geral da humanidade?

Resposta: A Europa ocupa um lugar central no desenvolvimento da humanidade, depois de Israel. Isto é porque a Europa é um encontro “babilônico” que hoje está se tornando o surgimento mais significativo da Torre de Babel. Os europeus querem resolver o problema exatamente da forma como foi resolvido no passado por Nimrod, o rei de Babilônia. Mas Abraão se opôs a isso e disse que não havia nenhum benefício nisso. Então Nimrod o expulsou e Abraão foi com seus discípulos para o território da atual terra de Israel.

Os fundadores da União Europeia pretendiam distribuir mais dinheiro a todos os europeus e pensavam que tudo ficaria bem, mas os europeus já são diferentes e os imigrantes que se mudaram para viver nas nações da Europa também são diferentes. Eles não estão interessados ​​em realizações materiais, mas em realizações ideológicas ou mesmo espirituais.

Os imigrantes querem que a Europa se torne muçulmana, pintando-se de verde. Se olharmos para o mapa da Europa, tudo tem uma cor: uma bandeira vermelha aqui, uma amarela ali, uma azul lá, e assim por diante, enquanto os imigrantes querem que tudo seja inundado e lavado com a cor verde, e eles irão gradualmente “impor” o seu desejo. Em princípio, o confronto entre o Islã e o cristianismo vai levá-los a se unir e ir contra Israel.

Pergunta: Eles vão se unir para obrigar Israel a fazer o seu trabalho?

Resposta: Esse é o programa interno inerente ao programa da criação, que eles próprios não sabem. Eles realmente se unirão para forçar Israel a fazer o seu trabalho.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 19/09/16

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 6

laitman_570Pergunta: O Templo não é uma casa, mas um conceito espiritual, e nós ainda lamentamos o Templo destruído?

Resposta: Será que precisamos lamentar o Templo uma vez que entendemos que ele tinha que cair? Será que lamentamos a casa destruída que havia em Jerusalém, ou lamentamos a sua estrutura interna?

Todos os corações tinham que estar no meu coração, mas eu os expulso, sem querer sentir ou até mesmo permitir-lhes chegar perto do meu coração. Essa é a verdadeira destruição que eu lamento.

Se não lamentamos a essência interna da destruição, não como alcançar a correção. Assim, a destruição do Templo foi inútil porque não nos levou a quaisquer conclusões corretas. Neste caso, nós choramos apenas pelas pedras. Na verdade, com o nosso coração de pedra só podemos lamentar pelas pedras e nada mais.

Essas são lágrimas sem sentido, completamente inúteis. Nós já chegamos a tal desenvolvimento em que podemos nos elevar para lamentar os verdadeiros problemas: a razão da destruição. Então, talvez decidamos que é certo o Templo ter sido destruído; afinal, ele estava prestes a acontecer. Todo o programa teve que ser realizado até a época do ARI.

No entanto, a partir do momento em que o ARI descobriu a sabedoria da Cabalá e este método se tornou pronto para a correção do mundo, tudo dependeu de nós. Agora podemos lamentar, mas não sobre o que aconteceu na história, porque tudo isso estava nas mãos do Criador. Até o século XVI, quando a sabedoria da Cabalá foi revelada graças ao ARI, era impossível mudar alguma coisa.

No entanto, da época do ARI em diante, é permitido intervir no processo de desenvolvimento do mundo e acelerá-lo, isto é, mudá-lo para melhor com a nossa participação. Então, nós podemos escrever uma nova história diferente, não tão amarga como antes! Isso é o que todos os Cabalistas lamentaram.

Eles queriam muito fazer isso. O Ramchal pensou em disseminar a sabedoria da Cabalá para o povo, mas não foi autorizado a fazê-lo e se tornou sujeito a perseguições tais que teve que fugir da Itália. Abulafia fez muito para difundir a sabedoria da Cabalá e até mesmo ensinou-a a não-judeus.

Baal Shem Tov começou a implementar uma ampla dissemiação da Cabalá, criando o Hassidismo. Mas o contramovimento Metnagdim surgiu, que lutou contra a revelação da Cabalá, declarando que o hassidismo era uma seita. Com base nas suas denúncias, os Hassidim foram presos, embora ambos os lados fossem judeus. Essa separação é sentida até hoje.

“Metnagdim” é traduzido como “adversário”, opositores à disseminação da sabedoria da Cabalá, ou seja, o método de correção. E os Hassidim argumentavam que é necessário difundi-la como o Baal Shem Tov ensinou-lhes e eles estudavam livros Cabalísticos.

Hoje nós vivemos em tal momento em que é necessário continuar este trabalho. Afinal de contas, nós recebemos condições muito melhores do que 2000 anos atrás, e podemos perceber o propósito da criação de uma boa maneira.

Nós temos essa oportunidade; não apenas passamos por isso pelo caminho mais fácil, mas vamos crescer através do esforço deste trabalho. É impossível alcançar o objetivo final da criação no estado em que se encontra a humanidade agora. Não devemos esperar que isso aconteça por si só ao longo do tempo.

Nós temos que ser mais inteligentes e desenvolver os sentimentos e a mente, e revelar plenamente o Criador, que é a força do bem, com a condição de que vamos aprender a amar o nosso próximo como a nós mesmos. E isso só é possível usando o método da Cabalá. A questão é apenas como a utilizamos: sob a pressão de grandes catástrofes, até mesmo guerras mundiais, ou vamos entender que devemos praticá-la agora e começar a implementá-la. A escolha é nossa.

Por isso, nós disseminamos a sabedoria da Cabalá entre as pessoas, porque caso contrário o mundo está entrando no caminho do grande sofrimento. É claro, de qualquer forma, no final será bom. No entanto, vamos esperar que ele venha como resultado do nosso trabalho e não sob a pressão das forças da natureza que nos forçam a isso pelo sofrimento, uma vez que será mais terrível do que todas as destruições anteriores dos Templos combinadas.

Pergunta: Antes do ARI, por que era impossível se mover pelo caminho da Luz (Achishena)?

Resposta: Em primeiro lugar, a quebra completa do desejo comum tinha que acontecer em duas camadas principais, que correspondem às destruições do Primeiro e Segundo Templos. Depois, os desejos caíram do mundo de Atzilut para os mundos de BYA, e uma vez sob o Parsa, o limite do mundo de Atzilut, todos estes cacos começam a se misturar entre si e com o coração de pedra que não foi incluído diretamente na quebra.

Todos os desejos devem se misturar; esse período é chamado de tempo do exílio. Exílio não é apenas uma espera sem sentido, mas uma sequência de ações contínuas, inclusão mútua de desejos quebrados. Estes desejos, anteriormente separados entre si, agora se conectam em todos os tipos de formas e se organizam em uma escada de acordo com o seu grau de quebra no que diz respeito à força superior.

Quando todos eles são distribuídos em seus lugares de cima para baixo, a primeira ação da correção começa. Isso é o que a manifestação da alma do ARI significa. Portanto, antes deste tempo, era impossível fazer qualquer coisa. No entanto, da época do ARI em diante, o período da correção começa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16, Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 5

Laitman_083Após a queda do Segundo Templo, o povo de Israel foi para o exílio, ou seja, completamente desconectado da espiritualidade. Essa saída aconteceu gradualmente, porque a Luz diminui nível após nível: YechidaChayaNeshamaRuach e Nefesh.

Por isso, em gerações que existiram algumas centenas de anos após a destruição do Templo, havia Cabalistas que estavam em sua iluminação. O espírito do Templo ainda estava vivo no povo, porque a Luz não o abandonou imediatamente e foi dando-lhe um sentido de pertencer à espiritualidade.

No entanto, no final, este espírito desapareceu completamente e permaneceu apenas em raras pessoas. Tais Cabalistas escolhidos existiram em cada geração, até a época do ARI, o grande Cabalista, que passou todo o método da Cabalá descobriu a seu discípulo Rav Chaim Vital. O ARI foi único porque a sua alma veio de um lugar especial, de um ponto geral de almas chamado Mashiach Ben Yosef.

Mashiach Ben Yosef não é uma pessoa, mas um conceito. Há muitas almas que pertencem a Mashiach Ben Yosef, e também algumas almas que são chamadas, ou serão chamadas Mashiach Ben David. Nós precisamos perceber isso como um conceito espiritual e não ligá-lo a uma pessoa específica neste mundo.

Olhando para a história da humanidade, é difícil ver uma forma externa atrás da forma interna que está muito mais perto e mais clara para mim. É claro que forças atuam internamente e que consequências certamente se seguirão. Eu não posso ver os bonecos que se convertem na cena histórica.

Assim que eles me distraem, eu me afasto da essência interior da imagem e me concentro na forma externa. Então, eu imediatamente entro nos desejos e cálculos egoístas das pessoas que não entendem o que está acontecendo com elas.

A história é um conceito muito subjetivo. Se compararmos livros de história impressos na Rússia, EUA, Israel e Alemanha, veremos que cada um deles descreve os mesmos eventos de forma muito diferente, exatamente o oposto um do outro.

Portanto, eu prefiro ficar com a força que gira todos esses bonecos e cria a história, em vez de se concentrar nas consequências da sua manifestação no nosso mundo e na nossa maneira de explicá-las em nosso egoísmo, com base em nossas emoções e estereótipos.

Além disso, a geografia não existe porque o Egito, a terra de Israel, o deserto e o Monte Sinai na minha história são conceitos espirituais, diferentes graus da escada de forças espirituais. Nós devemos passar para tal visão da história e da geografia, a fim de julgar essas ciências adequadamente, objetivamente, e nunca estar errados. Isso elimina imediatamente todas as disputas entre historiadores e filósofos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Part 4

Laitman_421_01O exílio babilônico durou exatamente 70 anos. Setenta anos corresponde a todo o ciclo de desenvolvimento espiritual necessário para se tornar consciente do exílio. O fim do exílio é sempre revelado como uma condição: ou este será o local do seu enterro, ou vocês se unem como no Monte Sinai.

No Monte Sinai, foi a pedido do Criador para celebrar o exílio egípcio e escapar do Faraó, e na Babilônia foi graças a Hamã e Mardoqueu. Mardoqueu era um profeta e sabia que sem Hamã não seria capaz de fazer nada com os judeus. Hamã desempenhou o papel de cão de guarda que reuniu os judeus de todos os 127 países do reino da Babilônia em uma multidão.

Portanto, eles foram capazes de alcançar a unidade, voltar à terra de Israel e começar a construir o Segundo Templo. Mas essa unidade não foi tão forte quanto na época do Primeiro Templo. Não foi culpa deles; eles simplesmente não podiam fazer mais, uma vez que trouxeram egoísmo adicional do exílio.

Além disso, isso tinha que acontecer dessa forma de acordo com o programa do sistema superior, porque as destruições dos Primeiro e Segundo Templos correspondem a duas fases de quebra dos desejos no mundo de Nekudim. O desenvolvimento material do nosso mundo é uma consequência mecânica direta dos processos no mundo espiritual.

Portanto, o Segundo Templo não tinha muitos atributos do Primeiro Templo. O Segundo Templo foi no nível de Mochin de Neshama, muito inferior do que o Primeiro Templo, que atingiu o nível de Mochin de Haya. Essa é uma diferença enorme.

Mochin de Haya é a revelação do Criador, e Mochin de Neshama é a revelação da relação do Criador com as criaturas. É como conhecer a própria pessoa, ou receber algumas vezes pacotes com presentes dela.

No entanto, o Segundo Templo foi uma conquista muito grande. Na verdade, tudo tem o seu lado positivo. Eles receberam a oportunidade de difundir seu conhecimento espiritual e escrever livros sobre isso exatamente porque não atingiram o nível de Mochin de Haya. Esse não foi o caso nos dias do Primeiro Templo.

Havia muito mais Cabalistas envolvidos na realização espiritual nos dias do Segundo Templo. O Primeiro Templo foi como uma academia que tinha apenas algumas dezenas de acadêmicos e o Segundo Templo foi como uma universidade normal, com níveis inferiores, mas com milhares de alunos que estudam nele.

Estes milhares de Cabalistas “comuns” foram realmente mais úteis para nós, porque podiam explicar tudo na MishnáTalmude, e escreveram muitos comentários e livros. Eles se permitiram escrever sobre isso, porque a realização desceu da altura dos mais profundos mistérios espirituais e aproximou-se do mundo material.

A partir do momento em que o Segundo Templo foi construído, ele imediatamente começou a ruir porque não era o objetivo final do desenvolvimento. O relógio continuava a assinalar, contando os segundos no eixo de tempo e nos levando ao ponto final do caminho. Afinal, o objetivo final da criação estava incorporado no plano inicial e tudo era pré-determinado.

Ficou claro que o Segundo Templo também estava destinado a entrar em colapso. No entanto, os Cabalistas lutaram para impedir essa destruição, como fizeram nos dias do Primeiro Templo. Eles lutaram contra a queda do povo do nível espiritual e contra todos aqueles que se congratulavam com dignitários gregos e romanos em Israel. Dentro do povo de Israel houve guerras terríveis entre os judeus.

Os Cabalistas apelaram ao povo, instando-os a se unir. Por que eles lutaram pela unidade se sabiam de antemão que o Templo entraria em colapso? O fato é que o nosso trabalho é ir pela fé acima da razão. Eu não quero saber o que vai acontecer no final, a fim de dobrar minhas mãos e esperar até que o Templo caia. Eu preciso trabalhar e lutar a cada momento para preservar a santidade, e tudo o que for, será.

Mesmo se eu morrer, devo manter a santidade o maior tempo possível. Portanto, houve grandes guerras para proteger o Templo. Afinal, se os Cabalistas se resignassem com o fato de que ele seria inevitavelmente destruído, seria um grande crime, já que o nosso trabalho deve ser na fé acima da razão.

É como um doente cujo dever é ir ao médico, pegar medicamentos que salvam vidas e bebê-los, e depois agradecer ao Criador por sua recuperação. Isso não é claro para uma pessoa comum.

Hoje, também, as pessoas não entendem que é precisamos construir nossa vida em santidade, sem esperar quando isso vai acontecer por si só. Esse trabalho é acima da razão e no nosso tempo, mesmo dentro dela.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 3

laitman_746_01Os desejos não podem ser mortos! Eles não podem ser destruídos, só podem ser desligados e não utilizados. O mundo inteiro tem sua finalidade e, portanto, não é permissível jogar nada fora ou mesmo excluí-lo do uso.

Isto é determinado pela atitude para com os sete desejos (sete nações) que são revelados durante o período de desenvolvimento chamado entrada na terra de Israel. “Terra – Eretz” significa desejo (Ratzon), e “Israel” significa direto ao Criador (Yashar-El). Se corrigirmos nossa atitude para com os sete grandes desejos egoístas que foram revelados, vamos neutralizá-los como se eles não existissem.Então, vamos estar prontos para se estabelecer na terra de Israel, o que significa entrar no desejo de que está dirigido diretamente ao Criador (Israel), ou seja, com a intenção de doar.

Todos os desejos que existem desde os tempos da antiga Babilônia passaram por uma quebra, crises terríveis, e posterior desenvolvimento. Por isso se diz sobre o grupo de Abraão que supostamente vai à terra de Canaã, depois ao Egito, ao deserto, e depois entra na terra de Israel.

No entanto, estes são nomes dos períodos, quando o desejo mais profundo, mais cruel e egoísta foi revelado dentro do povo de Israel, dentro do grupo de Abraão. E nós o cobrimos cada vez mais, sem querer usá-lo de uma forma criminosa e egoísta para o nosso próprio bem.

Nós ficamos na qualidade de doação o tempo todo, criando uma cobertura para todos os desejos que são revelados em nós: para o Faraó (o maior desejo egoísta), e para todas as nações que se interpõem em nosso caminho. A partir desse momento, podemos construir uma tal conexão a partir dos desejos corrigidos que estaríamos juntos não apenas em misericórdia, mas, na verdade, na intenção de doar.

Isso significa que não basta não cobiçar a propriedade do outro, quando o seu é seu e o meu é meu, ou pedir que todos sejam amigos. Nós realmente temos que chegar à conexão dos nossos corações. A misericórdia ainda não é a conexão dos corações, o que implica a conexão dos desejos. Portanto, eu começo a examinar quais dos meus desejos podem se conectar com os desejos dos outros.

Esta é a primeira e segunda restrição, quando todos os desejos que são incapazes de se conectar as qualidades de recepção e doação (Malchut com Bina) são separados. Nós nos recusamos a usar tudo isso e começamos a trabalhar apenas com os desejos de doação e com esses desejos de recepção que se anulam perante eles (AHAP de Aliyah). A partir desses desejos nós construímos o Primeiro Templo, a nossa primeira conexão em desejos.

No entanto, esta é apenas uma parte da correção, uma vez que estamos sob a segunda restrição e não usamos o nosso verdadeiro desejo de desfrutar. Com a construção do Primeiro Templo chegamos à Luz de Mochin de Haya com a iluminação de Hochma. Quando terminamos a construção do Templo, a força superior é revelada dentro da nossa conexão. Nós mesmos a levamos à revelação, proporcionando um vaso adequado.

A verdadeira qualidade de doação não tem uma forma; nós definimos a forma com os nossos desejos que se conectam entre si. Isso é chamado de revelação do Criador às criaturas. A força superior é revelada dentro de nossos desejos que estão corretamente conectados uns aos outros. Este realmente é o Templo.

Assim que o Templo é revelado, todos os desejos que até agora não são capazes de ser incluídos nessa conexão começam a despertar e apresentar novas exigências para nós. E uma vez que as suas exigências são válidas, porque emanam do objetivo final da criação, da sua implementação final, não podemos resistir a eles. Nós começamos a ficar impressionados com esses desejos que são revelados acima da altura do Templo.

Afinal, esses desejos nos asseguram de que é possível construir o Templo muito mais elevado, ou seja, fortalecer a conexão entre nós! No entanto, não temos uma cobertura para tal altura e por isso começamos a cair.

Na interpretação deste mundo isso significa que surgem guerras em torno do Primeiro Templo, e aparecem personagens conhecidos por todos nós: K’tzinim (senhores e nobres), fariseus e saduceus (PrushimTzdokim). A guerra começa dentro deste grande grupo chamado o povo de Israel.

No final, a luta vai tão longe que a conexão entre eles quebra. E uma vez que a conexão interna é destruída, Nabucodonosor aparece na forma externa e destrói o Templo de pedra localizado em Jerusalém. Obviamente, esta é apenas uma consequência da quebra espiritual.

Mas, mesmo antes de Nabucodonosor destruir o Templo, o povo de Israel já tinha caído em seus desejos egoístas. Como resultado, Nabucodonosor expulsa-os da terra de Israel e move-os para a Babilônia, porque eles já não pertencem a esta terra e não são considerados Israel (ou seja, que aspira diretamente ao Criador).

É dito sobre a Babilônia que 127 nações viviam nela, e todas foram espalhadas em torno dela. Uma separação interna reinava entre elas, e exatamente de acordo com a raiz espiritual, com o estado interno, elas foram dispersadas fisicamente.

Se você estiver interessado por que uma pessoa está em Kiryat-Gat ou Beer-Sheva, em Haifa ou Petach-Tikvah, há uma razão para isso também, e puramente espiritual. Afinal de contas, nós só nos movemos porque há uma razão espiritual que nos move.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interno, Parte 2

laitman_749_02Durante sua evolução, a humanidade passou por muitas fases preliminares de desenvolvimento. Ela está tentando se conectar para se tornar um homem, Adão, como a força superior.

A primeira vez que foi feita uma tentativa desse tipo foi na antiga Babilônia. O Rambam escreveu que o patriarca Abraão reuniu muitos babilônios em torno dele e organizou-os em um grande grupo que mais tarde levou à terra de Canaã.

Sob a liderança de Jacó, eles se mudaram da terra de Canaã, passaram pela escravidão egípcia, e saíram dela sob a liderança de Moisés. Mas desde que saiu da antiga Babilônia, este grupo tinha um lema constante: unidade e “ama ao próximo como a si mesmo”.

Estes não eram apenas movimentos de um país para outro, mas fases de desenvolvimento. Seu egoísmo cresceu e se desenvolveu, exigindo um novo método de conexão. O método de Abraão não estava mais funcionando porque era adequado apenas para o período dos antepassados.

Este período tinha acabado, e um novo tempo tinha chegado. O Faraó simbolizava o enorme egoísmo que o grupo de Abraão tinha acumulado e, portanto, era necessário um método mais eficaz de conexão que fosse mais forte e mais profundo do que o antigo.

Então, eles receberam a Luz que Reforma. Em outras palavras, começaram a trabalhar com a força superior, atraindo-a através de tentativas práticas de se unir. A condição para receber essa força é a garantia mútua. Se estamos prontos para se tornar fiadores uns dos outros, ou seja, para se conectar, nós criamos a qualidade de unidade e amor entre nós, similar à força superior da natureza.

Assim, com base no princípio da similaridade e equivalência de qualidades, eles puderam atrair a força positiva da unidade, escondida na natureza, chamada Criador. Embora toda a natureza deste mundo se baseie numa força negativa, nós podemos atrair a força positiva e incluir ambas dentro de nós.

Os símbolos da força negativa que são revelados entre eles são o bezerro de ouro e os outros numerosos problemas que a Torá nos conta que estão constantemente assombrando-os durante a sua peregrinação no deserto. Apesar disso, eles atraem cada vez mais a força positiva, até compensarem toda a força negativa que é revelada entre eles com ela. Isso significa que eles se prepararam para a próxima fase.

Todo este processo é chamado de quarenta anos de peregrinação no deserto: é a aquisição da força positiva que vai cobrir a força negativa. Em todo o egoísmo que foi revelado neles no Egito, eles receberam uma força adicional que lhes permitiu tratar uns aos outros com compaixão. Isso é chamado de preparação para entrar na terra de Israel.

Obviamente, nós estamos falando de um novo estado interno, e não de geografia, nem história.

Entrar na terra de Israel significa que desejos mais fortes são revelados neles que não foram revelados no estágio anterior, chamado de deserto. Um egoísmo muito mais forte é revelado, chamado de sete nações que habitam a terra de Israel, que deverão ser destruídas ou banidas.

Claro, não estamos falando de pessoas, mas da destruição dos desejos egoístas dentro de uma pessoa e dentro de todo esse grupo que está entrando em um novo estado, um novo nível de desenvolvimento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16, Escritos do Rabash

História Da Humanidade – Um Olhar Interior, Parte 1

Laitman_417Pergunta: Você afirma que a solução para todos os problemas está na nossa unidade. Eu sou historiador e estudo a história da destruição do Primeiro e do Segundo Templos. O Primeiro Templo foi construído pelo rei Salomão, e não estou certo de que houvesse qualquer unidade entre o povo de Israel naquele tempo.

Também não parece que as pessoas soubessem o que era a unidade durante a construção do Segundo Templo e mais tarde durante o tempo de Herodes. De qualquer forma, se por “Templo” queremos dizer conexão interna e não um conceito material, então por que lamentamos a destruição do Templo no nono dia de Av?

Resposta: Há uma diferença entre a forma como os historiadores e os Cabalistas estudam a história. Os historiadores estudam eventos como eles são vistos por nós com base nos fatos visíveis. A causa para todos os eventos também deriva da análise do que eles viram. Portanto, eles concluíram que havia brigas e rixas entre os povos de Israel e que os clãs estavam lutando entre si.

A humanidade trabalha com os meios que tem a sua disposição e tenta entender os processos que atravessamos com sua ajuda. Portanto, os historiadores atribuem o que aconteceu a diferentes motivos: eventos econômicos, pessoais e aleatórios.

Mas o estudo da sabedoria da Cabalá começa a partir de uma raiz completamente diferente. A Cabalá diz que a raiz de tudo em nosso mundo é a força da natureza, que tem um programa. No âmbito deste programa, a força da natureza, que pode ser chamada de força superior ou Criador, a nossa realidade se desdobra.

Os Cabalistas estudam as ações desta força superior, tentam compreendê-la e verificam o evento que ocorreu a partir de suas ações, em vez de estudar eventos relativos à percepção subjetiva de uma pessoa, que depende de seu desenvolvimento e sua capacidade de compreender eventos e sua causa, como os historiadores fazem.

Uma pessoa vê um espetáculo se desdobrando em nosso mundo: Herodes, Faraó, Moisés, Salomão e Nabucodonosor. Mas todos eles são apenas fantoches em um palco. Nós podemos ver a mão da natureza que está agindo dentro dos bonecos e movendo estes bonecos no palco?

É com isso que a sabedoria da Cabalá lida. Ela explica que a criação tem um começo e um objetivo final. A força superior da natureza leva todas as criaturas, desde o início da criação até o seu fim, para que elas finalmente alcancem o mesmo nível de desenvolvimento e as mesmas habilidades que a força da própria natureza.

Nosso desejo de desfrutar, que é oposto à força da natureza, ao desejo de doar, deve se desenvolver e chegar a sua pior forma, oposta ao Criador e sendo contra Ele. Então, uma criatura especial deve aparecer, que terá o desejo de desfrutar e o desejo de doar em si, simultaneamente. Ela será chamada de Adam, homem, porque será capaz de tornar-se como (Edome) o Criador.

Uma pessoa recebe condições onde possa crescer. Ela deve incluir dentro de si qualidades que são 100% opostas ao Criador e qualidades que são 100% semelhante ao Criador, ao mesmo tempo. Desta forma, ela pode se tornar uma criatura perfeita, independente, devido à sua oposição ao Criador e equivalência a Ele, ao mesmo tempo. Este é o desenvolvimento que o Criador planejou para a criação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/16Escritos do Rabash

O Maior Problema Da Humanidade

laitman_600_04Pergunta: O que nós temos que fazer para que possamos viver uma vida cheia de prazeres corporais?

Resposta: Não seremos capazes de viver uma vida cheia de prazeres corporais. O mundo está se deteriorando para um estado paradoxal. Por um lado, não é um problema alimentar o mundo inteiro através da distribuição de comida para todos. Nós podemos facilmente distribuir tudo o que há no mundo, porque a produção de sapatos, roupas, móveis e construções não é mais tão cara.

O problema é que a humanidade não está organizada corretamente. Nós estamos vivendo em um mundo negativo, uma situação sem precedentes na história humana. Portanto, eu acho que a única ameaça iminente para o mundo é a nossa incapacidade de nos moldarmos adequadamente para atingir uma boa vida.

Da Lição de Cabalá em Russo 10/04/16

O Mapa Genético Da Humanidade, Parte 4

laitman_610_1É Possível Decodificar o Gene Espiritual?

Pergunta: Será que o sistema espiritual inclui em si os desejos de todas as pessoas que já foram realizados ou serão realizados? Isso significa que cada desejo que aparece em mim vem desse sistema espiritual que define o que eu quero no momento? Será que ele controla toda a nossa vida?

Resposta: O sistema espiritual controla toda a nossa vida 100 por cento.

Pergunta: Existe um DNA espiritual em cada pessoa?

Resposta: Claro, caso contrário, não haveria o DNA material. O DNA espiritual me conecta com o sistema espiritual.

Pergunta: Será que ele nos dirige como se por controle remoto?

Resposta: Não, ele não está longe, nós existimos bem dentro desse sistema. Não é em algum outro lugar, mas entre nós e dentro de nós, conectando-nos uns com os outros. Não existem conceitos de tempo, movimento, espaço ou distância na espiritualidade.

Pergunta: É possível ler o DNA espiritual como os geneticistas decodificam genomas materiais? Que informação está gravada lá?

Resposta: Todo o caminho que eu preciso atravessar a partir desse momento até a minha correção final está gravado lá. A correção final é tal estado onde todo mundo está conectado juntos acima do egoísmo em um desejo que é chamado de um homem, Adão.

Os nossos DNAs espirituais estão em um sistema e se influenciam mutuamente. Por isso, neste mundo, nós entramos em várias relações que, sem sabermos, são ditadas pelo DNA espiritual.

No sistema corrigido todos os desejos estão conectados de modo que cada um completa todos os outros. Nós estamos falando de desejos, e não de corpos. O corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, e daí? E os nossos desejos se conectam em um sistema que é chamado de Adão.

Pergunta: E o desejo de uma pessoa morre?

Resposta: Não. O desejo é uma força e uma força não morre. Ele continua a reencarnar em corpos diferentes.

Pergunta: Qual é o mais importante e está no controle, o DNA espiritual ou o DNA material?

Resposta: O DNA espiritual controla tudo, incluindo o DNA material.

De KabTV “Nova Vida” 12/07/16