Textos com a Tag 'Egoísmo'

Conhecendo O Selo Por Sua Impressão

Pergunta: Como uma pessoa deveria medir seu progresso espiritual: pelo crescimento do egoísmo ou pela magnitude da doação?

Resposta: A doação nunca pode ser medida. Ela é sem limites, sem forma até que se “vista” no desejo de receber.

Nós estamos sempre submersos nos nossos pensamentos e impulsos egoístas. Mas, se os superamos e, acima deles, começamos a nos direcionar para o Criador, nós transmitimos altura e forma ao nosso desejo de doar.

Seu nível se iguala ao do desejo de receber, acima do qual queremos viver em doação. Nós nos voltamos para o Criador em exata correspondência com nosso impulso egoísta, acima dele. Afinal, foi Ele quem formou esse desejo egoísta, esse pensamento estranho dentro de mim.

Assim, ao subir acima dele e me voltando para Ele, é como se fizesse uma máscara da face, copiasse, e adquirisse Sua forma. O Criador reproduziu Sua forma sobre meu desejo de ter prazer, enquanto eu faço a reprodução contrária desde esse desejo e retorno à forma inicial do Criador: começo a doar.

Dessa forma, eu chego a conhecer, entender, e perceber o Criador: do selo à sua impressão e de volta ao selo.

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Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabala, 4/1/2011, “O que significa que durante o trabalho, se o Bem se desenvolver, o Mal também se desenvolverá”

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O Mal Nos Mostra A Forma Do Bem

Integrar O Egoísmo Num Sistema Comum

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso ter certeza de que, na prática, toda a realidade está dentro de mim?

Resposta: Você precisa querer que essa imagem aconteça dentro de você de forma natural, de modo que você viverá nele. Afinal, esta é a percepção autêntica.

Ao fazer isso, você realiza o princípio do “ama ao próximo como a si mesmo”. Não existem partes separadas de você. Toda a realidade está dentro de você e só o egoísmo reside entre a realidade e você, como um obstáculo imaginário que separa você de suas próprias partes.

Ao superar este obstáculo e estabelecer conexões sobre ele, você corrige a quebra. O egoísmo continua e pode se manifestar ainda mais forte, enquanto você mantém o fortalecimento da interconexão de todas as partes sobre ele, tentando uní-las em você. Então, o Kli (vaso) parece ser 620 vezes mais forte e poderoso do que era antes de ser quebrado.

Você usa o egoísmo como um resistor, usando sua força de oposição. Você não precisa causar um curto circuito em torno dele; em vez disso, você percebe o potencial dele, mas apenas com a intenção de doar. Desta forma, a Aviut (espessura egoísta do vaso) gera a Kashiut (firmeza da tela). Em outras palavras, a profundidade, a força do desejo gera a firmeza da intenção.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/10: “O Que Significa Dizer que a Criação do Mundo foi em Doação”

Como Apaixonar-se Pela Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a Luz faz-nos rejeitar o prazer, a fim de chegar a adesão com ela? Isso parece sádico.

Resposta:   A Luz não tem escolha. Ela criou você com o desejo de desfrutar, e agora quer que você prefira estar com ela, ao invés de continuar satisfazendo seu desejo egoísta com prazer. É como se você amasse uma mulher, apesar dela não ser atraente, ou seja, sem qualquer benefício pessoal.

Cada um de nós quer ser amado como é, com todas as suas falhas. E a Luz nos quer demonstrar o nosso amor por ela, tão absoluto quanto Aquele que nos ama. Nós podemos provar que só amamos elevando-nos acima do prazer.

Você parece surpreso: Como você pode amar alguém que bate em você? Mas se eu não me associo mais com o meu corpo (egoísmo), elevando-me acima dele, e sinto que esse não sou “eu”, então eu não tenho dificuldade em me apaixonar pela Luz. E eu não a amo “elevando-me acima do meu sofrimento”, mas junto com todos os prazeres!

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/10, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Renunciar Ao Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que as pragas do Egipto são necessárias, se a pessoa já escolheu o caminho espiritual?

Resposta: Você tem certeza que ela já escolheu? Logo ela será atraída por outra coisa. É possível confiar desejo de uma pessoa? Com apenas um leve empurrão, sem pensar, ela começará a perseguir uma nova isca.

Nossos sábios dizem: “Não acredite em si mesmo até o dia em que morrer”. Não acredite em si mesmo até que tenha sofrido as dez pragas do Egito e decidido que você deve sair do Egito. Não acredite até que o Faraó dentro de você não escute: “Deixe ir o Meu povo, para que ele Me sirva!”. Não acredite até que você tenha superado o seu desejo.

Até então, a pessoa é uma máquina controlada por dentro pelo desejo e por fora pelo prazer. A partir da descrição da Torá, vemos o quanto a pessoa tem que atravessar.

No início, os filhos de Jacó se opõem a José, que os reúne (Osef) para um trabalho especial. No Egito, sete anos de fartura dão lugar a sete anos de fome. Então, começa a opressão do Faraó, seguida por pragas, ou seja, desastres executados pelo egoísmo. Só então é que a pessoa para de se identificar com o egoísmo, rompe com ele, e constrói uma tela.

As pragas nos desconectam do nosso desejo, e nós temos a chance de olhar para ele de lado. Na verdade, a pessoa naturalmente se retira do que a faz sofrer. Mas antes que as pragas do Egito chegam, ela ainda não sente que seu desejo e ela mesma não são a mesma coisa.

Não é apenas em relação aos problemas estarem implícitos. Está escrito: “Venha ao Faraó”. O Criador aparece ao seu lado e diz: “Fique do Meu lado e não com o seu desejo, e juntos vamos ao Faraó”. Você sai do seu desejo e eleva-se acima dele, e é sobre isso que fala o êxodo do Egito: uma e outra vez, praga após praga, até que todas as dez Sefirot tenham sido desenvolvidas.

Eu não posso fugir do egoísmo até perceber que ele é mau. Só então eu posso começar a me libertar do seu abraço e ver de forma mais clara quão estranho, mal, e oposto a mim ele é. Finalmente, eu chego à completa escuridão, a escuridão do Egito.

O desejo não já não me atrai mais. Como eu viverei agora? Eu me desliguei, renunciei a tudo que estava acostumado e pelo qual vivia, todas as qualidades, idéias e desejos. Elevando-me, eu olho para tudo e não entendo o que devo fazer agora. Este é o limiar da libertação, fugir do Egito à noite.

Depois disso, nós adquirimos o poder da Torá e começamos a trabalhar de forma consistente com as luzes, corrigindo o desejo. Então, em nossa intenção, nós recebemos a Luz de Hochma (Sabedoria), vestida na Luz de Hassadim (Misericórdia). Em outras palavras, entramos na terra de Israel.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/12/10 , “A Perfeição na Vida”

A Linha Reta Criada De Múltiplos Pontos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu já escolhi o caminho e elevei-me acima do meu egoísmo, eu sou livre para o bem ou devo novamente manter a escolha?

Resposta: Para alcançar o propósito da criação, nós devemos alcançar o estado de “Israel (aqueles que aspiram ao Criador), a Torá (a Luz da correção), e o Criador são um” e experimentá-lo em todas as nossas qualidades e desejos.

Portanto, em cada momento de nossa evolução nós devemos nos dirigir à união com o Criador, a qual constitui o nosso livre arbítrio. De todos estes pontos de adesão, nós construimos uma linha e chegamos ao destino final.

Em outras palavras, não basta escolher uma vez, de modo que depois você possa fazer o que quiser. Você escolhe com base nas condições que são reveladas a você no momento. Mas da próxima vez, você será completamente diferente, uma nova criação, um novo mundo dentro e fora.

Isso porque você continua descobrindo um novo e mais forte desejo por prazer, que tem qualidades diferentes. E você ainda deve perceber novamente em que condições você é colocado, deve encontrar o ponto de livre arbítrio, decidir o que está escolhendo, e seguir em frente com essa nova escolha.

Por outro lado, em cada ponto da jornada, você precisa realizar o trabalho de esclarecimento, a fim de “distanciar-se do mal e escolher o bem” e perceber esse ponto de adesão plena.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 26/11/10, “A Liberdade”

Supere O Seu Egoísmo

Dr. Michael LaitmanNão tentem ser “espertos” ou “heróis” lutando contra o egoísmo com suas próprias forças. Nada é mais tolo do que isso! Quem pode resistir à natureza? Será que isso é mesmo possível?

O nosso trabalho resulta em elevar-se acima de nossos egos, o que significa atrair a força da Luz, e com ela, elevar-se acima do egoísmo, como se ele não existisse. Isso não significa suprimir o ego e mover-se pacificamente na vida. O nosso egoísmo permanece, e nós percebemos que é o Criador quem nos dá essa grande reserva de desejo. Mas nós queremos estar acima dele.

Eu não aniquilo meu ego, pois é sobre ele que eu me elevo. Porém, agora, eu não levo isso conta com respeito às minhas relações com os amigos, independentemente de quão terrivelmente arrogantes, insolentes, invejosos, e motivados pelo poder ou a honra cada um deles possa parecer. Nada disso importa; tudo que eu sei é que “o amor cobrirá todos os pecados”. Você com uma arma e eu com uma faca na mão nos abraçamos e tomamos todas as decisões com base no amor.

Todo mundo pensa que está certo, mas cada anula a si mesmo. O amor significa que eu aceito a decisão do outro e eles aceitam a minha, e, desta forma, nós chegamos a um acordo comum que nos permite tomar uma decisão em um nível superior. Nós nos elevamos acima do nosso ódio coletivo até o nosso amor comum.

Tente fazer isso no grupo, e você sentirá um terceiro componente: o Criador! Você perceberá que sente falta Dele ou que Ele já está presente dentro de você.

Este é um tipo de trabalho muito prático, como toda a Cabala é: “Venha e veja (Bo-Reh)”, “Faremos, e obedeceremos”, são coisas totalmente práticas que agora nós precisamos implementar.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala 19/11/10, “A Liberdade”

Separe-se Do Resto!

Dr. Michael LaitmanA nossa união deve acontecer em um novo nível quantitativo. Nós precisamos nos unir de forma que cada um se envolva internamente dentro de todos os outros, deixando o seu desejo egoísta de fora. A pessoa deve trazer apenas o seu desejo pela espiritualidade, chamado centelha de Luz.

Com essa centelha, a pessoa mergulha no grupo, desconectando-se de suas emoções e do resto que não faz parte dela. Como resultado, as centelhas de todas as pessoas se juntam.

Essa separação permite-me conhecer o desejo de receber prazer coletivo, que reside fora do meu ego, e nele eu descubro a capacidade de perceber o Mundo Superior e o Criador.

Da Lição sobre o artigo do Rabash em 11/05/10

Mudando Nossa Natureza

Dr. Michael LaitmanA natureza humana é completamente egoísta. É por isso que a pessoa não consegue transformá-la por conta própria e precisa de uma força externa para mudá-la. Esta força só pode ser evocada pelo estudo da sabedoria da Cabala no grupo.

Na verdade, eu admito que essa é uma coisa muito difícil. A pessoa não consegue mudar a natureza da sua própria criação, que é apenas receber para si, muito menos inverter a natureza de um de um extremo ao outro, ou seja, não receber nada para si, mas sim agir apenas para doar.

No entanto, é por isso que o Criador nos deu a Torá (a sabedoria da Cabala) e Mitzvot (ações no grupo), as quais devemos fazer apenas para dar contentamento ao Criador. “ (Baal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Livro do Zohar”)

Instruções Sobre Como “Conservar” O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Introdução, Capítulo “BeLaila DeKala (Na Noite da Noiva)“: … a Sitra Achra tem apenas uma fina luz da iluminação de Malchut. Essa é considerada Shoresh (raiz), e é suficiente para a persistência das Klipot… Esta Shoresh também é chamada de “um fio fino”, isto é, uma fina raiz para os pecados. Está escrito sobre ela: “À primeira vista, assemelha-se a teia de aranha, e mais tarde torna-se como cordas de uma carruagem”.

As Klipot são Kelim (vasos) que ainda somos incapazes de corrigir através da intenção de doar. Nós estamos falando de desejos muito poderosos e importantes, nos quais as maiores Luzes serão posteriormente reveladas, na correção final. Em princípio, nós não temos a possibilidade de fazer qualquer coisa com o desejo por prazer. Nós só podemos separar seus componentes e decidir com qual deles somos capazes de trabalhar em várias condições.

Quanto ao resto dos desejos, nós devemos “enlatá-los” (fazer conserva) e constantemente guardá-los, de modo que não escapem e nos ataquem. Todos os inimigos de Israel, isto é, aqueles que odeiam a aspirar “direto ao Criador”, são exatamente os grandes desejos egoístas que ainda não podemos corrigir. A Torá os denomina as nações que nunca deixarão Israel existir.

Naturalmente, nós entendemos que suas guerras são o despertar do egoísmo, o qual é para o benefício da pessoa. Elas permitem-lhe discernir seus desejos não corrigidos e “matá-los”, ou seja, encontrar sempre novas partes neles que possam ser corrigidas e ligadas a ela para serem usadas em prol da doação.

Assim, nós precisamos nos preocupar com as partes egoístas do desejo que ainda não estão sujeitas à correção. Devemos apoiar a sua existência e executar um trabalho espiritual especial em prol delas.

Afinal, eu as sinto dentro de mim. Não basta simplesmente cortá-las e não usá-las. Na fase atual eu as corrijo dando-lhes uma pequena iluminação, designada pela letra Kuf (ק), cuja parte inferior desce abaixo da linha, trazendo um fino brilho para os mundos de BYA e para as Klipot que estão lá.

O mesmo ocorre quando uma pessoa doente está ligada a uma máquina de suporte de vida na sala de emergência. Não que eu finja que estes desejos não existam em mim, mas, pelo contrário, eu admito que eles existam e eu os governo. Acontece que eles dependem de mim, porque neles eu carrego uma pequena centelha de vida.

Nós precisamos da Klipa porque, como uma casca, ela protege a fruta durante o seu período de amadurecimento. Sem essas ações nós não somos capazes de começar a corrigir Malchut.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 18/11/10, O Zohar

Os Infortúnios Do Egoísmo Transformam-no Em Um Vaso

Dr. Michael LaitmanA fim de adquirir uma nova percepção, nós precisamos de um grande desejo que permitirá substituir a tendência de consumir pela aspiração à doação. Esta transição para uma percepção invertida do mundo, em direção à aspiração pela doação, é extremamente difícil. É semelhante ao nascimento, e o nascimento é sempre um fenômeno extraordinário, mesmo na era da medicina moderna.

A criança se afasta de um lugar especial ao qual estava presa. Aqui, ela costumava receber alimentação especial e proteção; aqui, ela estava sujeita às leis especiais do desenvolvimento. O ambiente não a rejeitou; pelo contrário, alimentou-a. Agora, ela entra em um mundo hostil, um novo ambiente, onde deve lutar para viver e crescer. Esta é uma revolução sem precedentes em sua vida.

O mesmo acontece durante o nascimento espiritual. Um novo sentido universal foi revelado, um sentido com sensações externas (fora do útero, ou deste mundo) baseado na doação, e assim, nós começamos a perceber um novo mundo nele.

Na Convenção nós demos um grande passo nesse sentido. Nós realmente queríamos nascer, experimentamos levemente a contração e vimos que somos incapazes de realizá-lo. Nós sentimos que algo nos impede e, imediatamente, nos lança de volta. Juntamente com a boa força que nos atrai para a frente, nós sentimos uma força ruim que nos empurra de volta para o útero da mãe, não nos deixa sair de seus limites (este mundo), e não nos deixa sentir o novo mundo.

Antes de nascermos, nós precisamos sentir várias contrações como esta. A quantidade e a freqüência depende de nós. De qualquer forma, o processo do parto não acabará sem elas, e não conseguiremos sair para fora.

Duas forças colidem durante o parto: a nossa pressão interior e o esforço oposto que vem de fora. Seus confrontos geram em nós um desejo novo e forte que só acabará no mundo espiritual. Nós não podemos fazer isso sem esse desejo.

Na Torá, as contrações do parto são referidas como as “pragas do Egito”. O nosso egoísmo deve experimentar dez (a dose total de) aflições, que foram impressas no desejo e o transformam na forma de um vaso (Kli). Desta forma, um “pedaço de argila” informe torna-se um vaso pronto para receber a Luz Superior, o mundo espiritual.

Nós precisamos experimentar as contrações, a fim de adquirirmos a forma correta, sem a qual é impossível perceber qualquer coisa espiritual. Nós adentramos esse processo durante a Convenção. No que diz respeito à Luz, ela nos rodeia e está esperando um lugar para entrar.

Da Lição Diária de Cabala 12/11/10: “Venha ao Faraó – 1”