Textos com a Tag 'Egoísmo'

Instruções Para O Egoísmo: Não Utilize-O

Dr. Michael LaitmanAntes que todos nós venhamos à aula, cada um precisa se preparar para ela. Eu me preparo para me colocar agora sob a influência do ambiente. Existem grandes poderes, os poderes do Criador, em meus amigos, e eu desejo estar sob a influência deles. Só isso pode me mudar.

O ambiente é como um reator, um grande mecanismo, uma seção terapêutica ou um hospital inteiro. Ele muda, e me forma de acordo com o primeiro grau espiritual. Assim é como eu devo tratá-lo, como uma ajuda emergencial que eu preciso constantemente.

Eu venho uma e outra vez para receber as sessões de terapia, e gradualmente me curo. Eu ouço cada vez mais, concordo cada vez mais, e sinto cada vez mais. Eu vejo como fundamentos que antes não existiam são revelados em mim, e me torno mais sensível ao ambiente como um todo. Eu começo a sentir um fenômeno especial que vem dele, uma evidência diferente da presença da força superior nele.

Gradualmente, isso penetra dentro de minhas sensações e, então, dentro de minha mente. Novas impressões são imprimidas em meus sentimentos, e mudanças que ocorrem neles me trazem novos pensamentos que se conectam e acumulam em entendimento. Dessa maneira, eu estabeleço uma conexão estreita com a força superior que me é revelada.

É por isso que a pessoa precisa construir a atitude correta para com o ambiente, especialmente durante dos estudos. Essa é a coisa mais importante para a pessoa, uma vez que, através disso, é como se ela viesse para a única operação de cura, realizasse a única ação para a correção que pudesse ser realizada nela, e que a ajudasse a conquistar o mundo espiritual. A pessoa o “conquista” ao se transformar. Desta forma, está escrito: “Um herói é aquele que conquista sua inclinação ao mal”, isto é, muda isso de acordo com o desejo espiritual.

Não está em nosso poder transcender sem mudanças internas. Isso só age de certa forma em nosso mundo, apesar de que depois nós sempre vemos que não nos traz nenhum benefício real, permanente. Isso acontece sempre, e depois volta como um bumerangue ou como outro fracasso, para que aprendamos uma regra simples: qualquer uso do egoísmo é em nosso detrimento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 28/02/11, Escritos do Rabash

Egoísmo E Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode o prazer que se obtém da espiritualidade ser egoísta?

Resposta: Com certeza pode. A espiritualidade é amor e doação.Estou disposto a doar e amar você, se isso me vai beneficiar. E se não, então por que eu deveria? Isso é chamado de Klipa (casca), e esta é a corporalidade, não a espiritualidade.

Cada um de nós é capaz de amar dessa forma. Eu amo meus filhos porque eles são meus. Mas se eles não são meus, eu não tenho respeito por eles. Eu posso amar alguém se meu bem-estar depende deles, mas se isso não acontecer, eu não preciso deles. Em outras palavras, eu te amo e invisto porque recebo um benefício pessoal a partir de ti. No entanto, isso não é amor e doação, é usar os outros.

Amor e doação descritos pela sabedoria da Cabalá não têm nada a ver com o recebimento para eu mesmo. Eu simplesmente amo a fim de beneficiar outra pessoa. Isso é ainda maior do que o nosso amor por nossos filhos, porque nós amamos os nossos filhos instintivamente.

Devo chegar ao tipo de amor por um companheiro que não beneficie o meu egoísmo. Mas se o meu egoísmo recebe algo deste amor, não é amor: eu simplesmente amo e satisfaço a mim mesmo em um círculo vicioso. Assim, tudo é definido pela minha intenção. Mas como posso verificar a mim mesmo?

Eu tenho que subir para o tipo de amor onde eu só estou preocupado com o outro ser humano e não comigo mesmo. É algo que devemos saber porque a natureza nos forçará a atingir este nível. Segundo o programa da criação, devemos nos tornar semelhantes ao Criador. O Criador é bom e faz o bem sem olhar a si mesmo. Ele deseja preencher-nos e isso é chamado de amor.

Como podemos nos aproximar deste estado? Minha intenção atual só pode ser corrigida pela Luz que Corrige. Ela criou o meu egoísmo e agora pode elevar-me acima dele, realizar um milagre: me tira do Egito. Quando eu subo, começo a me corrigir.

Essa Luz só pode ser detectada através do estudo da sabedoria da Cabalá. Durante a leitura de O Livro do Zohar, a pessoa começa a perceber que a Luz está agindo sobre ela. O estudo contém em si uma força que transforma. Diz-se, a este respeito: “Eu criei a inclinação ao mal, e dei a Torá para sua correção, a Luz que leva a pessoa de volta ao bem”. É por isso que a sabedoria da Cabalá está sendo revelada em nosso tempo e está se tornando disponível para todos.

Do programa de TV “Pergunte ao Cabalista”, 04/04/10

Não Perca Seu Tempo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós começamos a experimentar a pressão sobre o nosso egoísmo, os golpes que ele recebe, qual é a maneira correta de apelar para o grupo? Em que devo me focar?

Resposta: Se a pessoa não reclama internamente ao grupo, o que ela pode dizer a ele? Tudo o que fazemos, fazemos de boa vontade. Se a pessoa não percebe porque deve voltar-se para o grupo, ela não irá.

Eu apelo ao grupo se me sinto impotente, se vejo que não há nada que possa me salvar, que sou incapaz de mudar a mim mesmo e conseguir alguma coisa, se percebo que apesar de todo meu conhecimento, inteligência e potencial, não haverá solução para mim.

Só então estarei disposto a pedir ajuda aos meus amigos. A demanda surge em mim quando eu busco e desejo romper com este horrível estado de ser. Aí é quando eu descubro que possa me voltar apenas ao grupo.

Eu faço um apelo a ele externa ou internamente. Os amigos podem nem sentir isso, mas eu gostaria de receber apoio e força deles. Então eu me volto a eles com um apelo.

Caso contrário, será que eu posso realmente ouvir conselhos e pedir ajuda ao grupo?  Pedir ajuda apenas da boca para fora não funcionará aqui; é um desperdício de tempo. Só quando o verdadeiro desejo amadurece em mim, eu me volto para os amigos. Não importa se eles sentem isso ou não. Existe a força do desejo em meu apelo, que o torna verdadeiro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/2/201, Escritos do Rabash

A Luz É Veneno Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que o Livro do Zohar é o único meio que pode nos ajudar a alcançar a correção e a união. Mas não está claro como o mundo será capaz de usá-lo, já que é impossível entender qualquer coisa neste livro!

Resposta: Mas nós nos corrigimos em nosso mundo usando o mesmo meio obscuro! Eu venho de um médico sem entender nada sobre o tratamento ou os meios. Ele crava uma agulha em meu corpo e tira sangue em um tubo, e eu até lhe pago e digo “Obrigado!”.

Então, ele prescreve algum tipo de substância química para eu tomar, que contém somente veneno. Certamente, você deve saber que todo remédio é veneno; na verdade, o próprio símbolo da medicina é uma serpente com um copo de veneno. Nós pagamos um monte de dinheiro para este medicamento e não entendemos como ele funciona, e não há dúvida de que é à base de veneno. Mas eu o engulo e isso me ajuda! Eu fico melhor!

Meu corpo estava doente, então eu lhe dei mais um veneno, e de repente ele se tornou saudável. Você pode explicar isso? Mas é assim que funciona! Será que isso é lógico de alguma forma?

Da mesma forma, temos que injetar veneno dentro de nós, porque a Luz superior é o veneno mais verdadeiro que existe para nós. Temos que levá-la para dentro de nós e depois vamos ficar melhor! Precisamos de algo completamente oposto à nossa natureza, e isso parece completamente ilógico.

Mas mesmo em nosso mundo, tomar o remédio é uma ação ilógica, e é ainda mais se estamos falando da correção espiritual. Diga-me, será que eu realmente preciso da Luz superior que vai me ensinar a doar e a amar ao próximo? Sinto-me enjoado só de pensar nisso. Eu não quero ver ninguém e odeio todo mundo, amaldiçoando toda a minha vida e o Criador. Mas me disseram que você tem que adicionar um pouco mais de veneno e atrair a Luz, o Criador, para mais perto de você.

Mas o que eu estou atraindo? A força da doação, a Luz que parece trazer-me mais do que eu odeio! E é exatamente isso que eu não quero! Isso funciona como um duplo negativo, um oposto sobre um oposto – e este é todo o significado e a lógica! É muito difícil para nós entendermos isto.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/02/11, “Introdução ao Livro Meirot Panim uMasbirot “

Más Notícias Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas ensinam-nos o caminho para a raiz para que cada um de nós atinja a raiz da sua alma. Eles dizem-nos que a coisa mais importante é a intenção. Há uma força Acima com a intenção de nos corrigir e nos levar por todas as fases até ao estado final e glorioso. Contudo, temos de preceder a ascensão com as nossas próprias acções antecipando-a com o nosso pedido e desejo.

No fim temos de sentir algo que não somos capazes de alcançar actualmente. Não temos nada ao que nos possamos segurar, nem oportunidade. Este “algo” aparece insignificante e sem sentido. Porquê tal acontece? A razão é porque o fenómeno que temos de sentir é a doação e o amor pelo próximo. É esta a força do Criador, a qualidade chamada “o Criador” que envolve e preenche toda a realidade.

Não a percebemos nem a sentimos, e somos incapazes de nos aproximar dela. Fomos criados deliberadamente de forma oposta para que vejamos a Luz a partir da escuridão, e então a percebemos, sentimos e manifestamos.

A Luz simples tal e qual cegar-nos-ia. Por isso, nós existimos e desenvolvemos na qualidade de recepção, adquirindo gradualmente mais e mais detalhes de percepção. Então chega um momento quando nos desesperamos com a recepção e adquirimos um ímpeto para com a qualidade de doar. Esta centelha que acorda dentro de nós é chamada “o ponto no coração”.

Então somos levados para mais perto para o percebermos. Somos levados para um instrutor, livros e o ambiente. Agora podemos fazer evoluir esta centelha na verdadeira qualidade de doação e amor ao próximo. O nosso trabalho reside em fazer todas as acções possíveis que nos possam ajudar a aumentar o nosso valor do instrutor, as fontes primárias, e o ambiente. Quando os elevamos acima do nosso egoísmo, acima da qualidade de recepção, a qualidade de doar torna-se mais importante para nós e começamos a sentir maior respeito pela Luz que pela escuridão, ou pelo Criador que pela criação.

Eu li sobre isto nas fontes primárias, e isso quer dizer que tenho de fazer esforços para este fim. Contudo, quando fico frente a frente com ele, quando faço um plano para começar a respeitar e elevar a doação acima da recepção aos meus olhos, o que eu descubro dentro é futilidade e falta de interesse no tema. Sinto que não me interesso nem um pouco pelo instrutor, o grupo, ou os livros. Tudo perde sabor.

Porquê? Porque o meu egoísmo, o meu desejo por prazer não vê nenhum benefício aqui. Pelo contrário, a partir desse momento sente que o que está à nossa frente são perdas.

Como posso eu causar-me qualquer mal a mim mesmo se eu sou o desejo de desfrutar por completo? Sou simplesmente incapaz disto. A possibilidade de me prejudicar não está inerente a mim.

Então que devo fazer? Resulta então que o meu avanço para com o Criador reside na separação constante do que agora me parece ser “bondade”. Para lá disso, aproxima-se do “mal”. É isso sequer possível?

A resposta a esta questão só pode ser recebida da ciência da Cabala.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/2/11, Escritos do Rabash

O Fim Do Caso Amoroso Com O Ambiente Material

Dr. Michael LaitmanPergunta: O egoísmo é muito perspicaz. Portanto, como eu posso ter certeza de que meu jogo com ele está realmente me levando para a frente, e não é outro truque que o egoísmo está fazendo comigo?

Resposta: Se eu me incluo no ambiente e sou permeado pelo que é importante para ele, eu avanço pela fé acima da razão. Eu deliberadamente curvo-me diante do grupo e adoto seus valores, porque eles são espirituais. Eu me coloco diante deles para que eles me elevem.

Eu nunca tenho as forças para subir de forma independente. Ao mesmo tempo, estou sempre em algum ambiente que me dirija em direção a valores específicos. Os valores do ambiente material também são artificiais e falsos. A sociedade me motiva a comprar um carro, uma casa e móveis, mas quem disse que eu realmente preciso de tudo isso? Afinal, o corpo é um animal e tudo que ele quer é descansar. Dê-lhe um determinado número de calorias e um lugar confortável para deitar. Ele não quer mais nada.

No entanto, a sociedade me diz o que eu tenho que comprar e a que eu tenho que aspirar. Caso contrário, as pessoas não me respeitam. Assim, instigado pelo ambiente, passo minha vida inteira tentando fazer as coisas para torná-lo igual a mim.

Mas agora, quando eu já estou cheio até a borda, eu já não quero dançar a sua música. Em vez disso eu entro em um novo ambiente. Eu escolho uma sociedade que tem um objetivo espiritual. Agora, tudo o que tenho a fazer é elevá-lo aos meus olhos e assim eu vou crescer com a sua ajuda.

Assim, eu construo um ambiente artificial para o meu crescimento espiritual. É aí que reside todo o meu trabalho. Quanto mais eu elevar os amigos aos meus olhos, mais eu ascenderei.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá  22/02/11, Escritos do Rabash

Um Insulto À Honra

Pergunta:Existem situações na vida onde alguém me insulta, fazendo-me sentir muito magoado e humilhado. Qual é a ordem exata para analisar esse tipo de situação?

Resposta: No nosso estado atual somos incapazes de dizer qual é a atitude correta à realidade. Nós estamos confusos, estando a meio caminho entre o céu e a terra. Eu ainda não revelei o Criador ,mas eu já não estou mais em total ocultação também. Eu percebo todo tipo de ditos inteligentes, como parágrafos, expressões, e pedações de conhecimento, como revelação, mas isso não é assim. Tudo foi misturado dentro de mim.

Por isso Baal HaSulam escreve na “Introdução ao Talmude das Dez Sefirot” que durante esses anos a pessoa tem de focar ao máximo no seu desenvolvimento. Esse é um período de grande confusão quando eu não posso entender a verdade, mas eu não posso mais concordar com a mentira. Eu estou sendo jogado de um lado para o outro. [Leia mais →]

Quanto Pior, Melhor

Dr. Michael LaitmanPrecisamos entender que a solução para os problemas modernos não é domesticar o nosso egoísmo, mas elevar-nos acima dele. É por isso que a sabedoria da Cabalá não é tão simples, pois está acima do nível dos métodos que ensinam como gradualmente assumir o controle e reduzir a sua inclinação ao mal.

A Cabalá diz: Não, de forma alguma você precisa lutar contra o seu egoísmo. De qualquer maneira, você não ganhará essa guerra, porque o seu egoísmo só continuará crescendo. Além disso, ele é mais inteligente do que você e sempre irá embora e levará tudo com ele.

Você só precisa aprender a afastá-lo de você, para fora. A sabedoria da Cabalá é a ciência que nos ensina a trabalhar com egoísmo. É uma ciência muito complexa, pois inclui quase tudo que existe. Ela nos permite empregar corretamente o nosso egoísmo, e como o nosso egoísmo continua crescendo, ganhar cada vez maiores oportunidades de sair de nós mesmos e alcançar o que nos rodeia.

Não é fácil explicar às pessoas que a transformação não está em reduzir o egoísmo de alguém, mas sim, em aplicá-lo corretamente. Quanto mais egoísta você for, melhor. As pessoas não compreendem isso, perguntando-se: “Como isso pode ser melhor? Quanto mais prejudicial eu sou para outros, quanto mais invejoso, ganancioso, frugal e esperto eu sou, melhor?”. Isso mesmo!

Ainda assim, você se pergunta: “Como é que isso pode ser bom? Você está errado: nós precisamos eliminar todos esses vícios. Uma pessoa boa é alguém que não tem nenhum deles”. Mas isso não é assim! Uma pessoa boa é alguém que tem muitos miasmas egoístas, mas ela os transforma em uma conexão com os outros. Sua aspiração não é usar todos os seus terríveis atributos de alguma forma, mas sim, reciclá-los em bons. Nós devemos reciclá-los, mas nunca aniquilá-los.

É muito difícil explicar isso, mesmo para pessoas inteligentes e de pensamento profundo. Hoje estamos testemunhando um desequilíbrio com a natureza e a discórdia na sociedade, em nossas vidas pessoais, e todo o resto. Isto é para melhor ou para pior? É certamente para melhor! Quanto pior, melhor!

É difícil as pessoas entender isso. Esse entendimento não acontece de uma só vez. Mas tenha paciência; pouco a pouco, tudo se encaixará.

Da 2ª Lição Na Convenção de Berlim, 28/01/11

Sob O Chicote Do Egoísmo Universal

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que, especificamente, nós precisamos trabalhar em nós mesmos dentro de um grupo? Por que não podemos trabalhar em nós mesmos através da interação com o mundo exterior?

Resposta: Em primeiro lugar, temos de trabalhar entre nós em um grupo, ao invés do mundo exterior, porque os Cabalistas recomendam isto. Por que eles recomendam isto especificamente? É porque, juntos, precisamos criar um desejo comum, que terá qualidades semelhantes às qualidades do Criador, e então seremos capazes de revelá-Lo.

Se eu abordasse uma pessoa na rua e lhe dissesse, “Vamos nos amar”, ela poderia pensar que eu sou gay. Na realidade, a qualidade do amor é a qualidade do Criador. É Sua principal qualidade que se revela diante de nós. Eu preciso atingir esta qualidade de uma forma ou de outra. Como eu faço isso? Somente ficando com pessoas que me entendem.

Então, isso significa que nós devemos unir nossos desejos, sentir-nos uns aos outros como se estivéssemos juntos, como um todo. O egoísmo universal comum empurra-nos nessa direção.

A globalização, a interconexão que está sendo revelada, os golpes da natureza, tudo isso nos move em uma direção, nos obriga a ficar mais próximos, a “amontoar-nos” como pequenos animais que não têm onde se esconder. Todas as desgraças que estão prestes a se abater sobre nós nos forçarão a nos aproximarmos. Devemos nos tornar mais próximos interiormente, em vez de simplesmente nos aglomerarmos em um só território.

A Natureza irá trabalhar de forma sistemática; ela vai bater em um só lugar. É por isso que precisamos “nos amontoar” com as pessoas que nos entendem e, juntos, criar um desejo comum. Assim que o criarmos, este será o grupo transformando-se em um só coração, um desejo. Então, conforme a nossa unificação, vamos sentir o Criador: a manifestação da Luz de Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, e Yechida entre nós.

Todas as almas estão incluídas entre si em todo o mundo, mas sendo parte delas, nós já nos unimos e deixamos passar toda esta Luz através de nós. Agora, ela gradualmente flui sobre as outras almas, e elas também começam a despertar. De repente elas começam a sentir que temos um tipo especial de realização. E as pessoas vão se sentir atraídas por nós. Vamos senti-las regozijando.

Mas para que isso aconteça, primeiro você precisa realizar uma condição especial, de modo que haja Luz em você. É por isto que você não pode trabalhar com outras pessoas que não possuam isso. Isto flui como resultado da correção dos mundos, e a Cabalá formula isso. Por quê? Porque esta é a lei da natureza.

Nós precisamos começar com os desejos não corrigidos que estão mais próximos da Luz. Ao corrigi-los, podemos utilizá-los para descer a um nível abaixo, até os desejos que estão menos corrigido. À medida que os corrigimos, descemos até os desejos ainda menos corrigidos. Estamos constantemente indo de um trabalho mais fácil para um mais difícil. É desta forma que evoluímos em nossas vidas. Nós resolvemos todos os problemas de forma gradual, do simples ao complicado. Esta é a lei da natureza.

Da Lição 2 em Moscou, 16/01/2011 “A Oração De Muitos”

A Defesa Da Dissertação É Cancelada

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se meu egoísmo chora porque se sente mal, como eu posso permanecer no pensamento de que este estado é onde reside a verdade?

Resposta: Nós nos concentramos em coisas que não dependem essencialmente de nós. Nós precisamos passar por toda a cadeia de estados espirituais, mas se nos concentramos muito neles, começamos a analisá-los, e “escrevemos uma dissertação” sobre eles, nós não seguimos em frente. Nós não avançamos.

Na verdade, a pessoa deve entender sua condição, a fim de completá-la. Mas, para isso, ela deve passar para o próximo estado e, uma vez lá, tirar uma conclusão sobre o estado anterior. O nosso trabalho é apressar o tempo, e isso depende da influência do ambiente. Quanto mais eu absorver deles, mais rápido eu avançarei. Qualquer atraso traz prejuízos.

Um determinado estado pode ser bom, mas se eu me sento lá e começo a analisar a minha subida parte por parte, o primeiro momento gasto lá se torna uma Klipa (impureza). Isso porque eu parei devido à sensação de conforto, prazer e bem estar.

Resulta que devemos tomar cuidado para não submergir mais profundamente em nós mesmos e constantemente olhar para frente. Isso é muito importante. Às vezes as pessoas se atrasam, incapazes de seguir em frente, transformando a sua condição em uma questão de “investigação científica” pessoal. Isto não é bom.

Eu tenho que permitir apenas por um instante sentir o estado em que me encontrava. Eu o toco de leve, e imediatamente depois, com a ajuda do grupo, eu passo para o próximo estado, não atrasando-o por um segundo. Enquanto você está nisso, não se esqueça que o trabalho é feito pelo Criador, enquanto que o nosso trabalho é preparar MAN para Ele, uma solicitação pela correção. Nós devemos nos preparar para que Ele faça o trabalho necessário em nós.

Semelhante à parte feminina da criação, nós olhamos de baixo para cima, enquanto que o Criador, a parte masculina, se vira para nós e age de cima para baixo. Tudo o que precisamos fazer é apenas ir até Ele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/11, Escritos do Rabash