Textos com a Tag 'Egoísmo'

Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 7

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O Egoísmo Está Incorporado na Natureza de Cada Pessoa

A natureza de cada pessoa é explorar a vida de todas as outras pessoas no mundo para seu próprio benefício (sem levar em conta o proveito da outra pessoa). E tudo o que ela dá para a outra (usando-a) é apenas por necessidade; mesmo assim há exploração dos outros nisso, mas isso é feito ardilosamente (através da distribuição de prêmios ou recompensas, privilégios para disfarçar a exploração), de modo que seu amigo não notará isso e dará de bom grado.
– Baal HaSulam, “Paz no Mundo”

Qualquer coisa fora do corpo da pessoa é visto como irreal e vazia. E qualquer movimento que a pessoa faça para amar o outro é realizado apenas… para receber uma recompensa. Assim, tal ato não pode ser considerado “amor pelo outro”, porque é julgado pelo seu fim. … Mas fazer qualquer tipo de movimento apenas como resultado do amor pelos outros, sem… qualquer esperança por qualquer tipo de auto-gratificação em troca, é completamente impossível pela natureza.
– Baal HaSulam, Matan Torá (A Entrega da Torá), item 13

Cabalistas Sobre A Natureza Do Homem E A Natureza Do Criador, Parte 6

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

O Egoísmo Está Incorporado na Natureza de Cada Pessoa

Enquanto que a essência do homem é apenas receber para si mesmo. Por natureza, nós somos incapazes de fazer sequer o mínimo que seja para beneficiar os outros. Em vez disso, quando nós damos aos outros, somos obrigados a esperar que, no final, receberemos uma recompensa que vale a pena (de outra forma, somos incapazes de realizar esse ato).
– Baal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar”

O que há de semelhante em todos os povos do mundo é que cada um de nós está pronto para abusar e explorar todas as pessoas para o seu próprio benefício, com todos os meios possíveis, sem levar em conta que vai se desenvolver sobre a ruína de seu amigo (ou fazendo isso conscientemente, arruinando seu amigo, o que torna a sua própria realização parecer ainda maior).
– Baal HaSulam, “Paz no Mundo”

Do Egoísmo Para A Doação Na Fé Acima Da Razão

Dr. Michael LaitmanLo Lishma significa que estou ciente do fato de que eu existo no egoísmo, em vez da doação. Eu me esforço para alcançar a doação (Lishma) com todas as minhas forças, mas ainda sou incapaz de fazê-lo e devo fazer um cálculo em meu próprio interesse. A diferença que percebo entre os meus estados reais e desejados é chamada de meu Lo Lishma.

Suponha que você me entregou um envelope, devolvendo um empréstimo de mil dólares. Se eu levar o envelope sem verificar o que está dentro, isso é chamado de “abaixo da razão”. Ou seja, eu acredito na sua palavra desde o início e não envolvo qualquer razão. Se eu verifico o envelope, vejo exatamente mil dólares e aceito o reembolso, isso é chamado de “dentro da razão”.

No entanto, se eu abro o envelope, conto o dinheiro, e vejo que falta certa quantia, mas mesmo assim aceito-o como reembolso total do empréstimo, em relação a quantia que falta eu trabalho na fé acima da razão.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/06/11, Escritos do Rabash

O Declínio Do Desenvolvimento Egoísta

Dr. Michael LaitmanNós vivemos na primeira geração de pessoas que despertam para descobrir o significado da vida e entender porque vivem. Nas gerações anteriores, nós costumávamos viver como animais. Nós tínhamos somente o egoísmo, o desejo de desfrutar, que constantemente nos empurrava adiante, e através dele tentávamos nos preencher numa corrida sem fim, de um prazer a outro. Porém, nós nunca estávamos satisfeitos, porque o prazer é oposto ao desejo de receber da pessoa, como os dois polos de um circuito elétrico, que são opostos um ao outro.

 

Tão logo a Luz toca o vaso desejando entrar nele, ocorre imediatamente a aniquilação, um “curto circuito”, e eles se anulam. Toda vez que desejamos desfrutar algo, basta só tocar o prazer, e ele desaparece. Nós sentimos o gosto da comida, mas ele se vai. Nós vemos algo belo, mas o charme desaparece. Sentimentos positivos não permanecem conosco, e nós não somos capazes de acumular ou adicioná-los ao nosso “cofrinho” dia a dia.

No final, nós vemos que nossa geração está em desespero. As pessoas não têm nada para se satsifazer; elas não sentem sabor ou prazer. Elas usam drogas para escapar e se acalmam com medicamentos e antidepressivos. Por quê?

Nosso desejo egoísta, que foi crescendo através da historia, parou seu desenvolvimento. Por milhares de anos, ele foi ganhando força, e nos parecia que continuaríamos a encontrar grandes prazeres em novos desejos. O sentimento de prazer é o sentimento da vida. Mas, hoje, nosso desejo de receber está completamente saciado, e nós caímos no desespero e desamparo, não vendo qualquer possibilidade de nos mover para nenhum outro lugar.

Esse é um tempo especial, uma condição especial, e por isso o Baal HaSulam escreveu que estava feliz de ter nascido numa era onde é possível disseminar a sabedoria da Cabalá. Por que isso é possível? “Cabalá” significa recepção em hebraico. Ela nos ensina como alcançar sabedoria, como nos satisfazer com prazer infinito, como não sentir o prazer desaparecer e nossa morte quando todos os prazeres desaparecem. A sabedoria da Cabalá nos leva ao prazer sem fim, isto é, à vida eterna.

Além disso, a Cabalá nos leva a um grau onde nos tornamos senhores de nossas vidas. Junto com o desejo de receber super saciado, “o ponto no coração” (•) é revelado na pessoa, o que é uma qualidade adicional, o desejo de doar.

O positivo e o negativo, o desejo de doar e o desejo por prazer existem na mesma pessoa, e ela adquire a liberdade de escolha. Agora, ela tem duas forças, e ao desenvolvê-las uma contra a outra, a pessoa começa a controlá-las. Ela decide que caminho tomar e qual medida de desejo usar.

Assim, ela está evoluindo em três linhas: ela cria a linha média das linhas direita e esquerda. De fato, essa linha média é chamada “humano” (Adão), porque a pessoa a cria; ela forma sua essência interna, e como resultado, pertence a ela. Antes disso, em todas as nossas reencarnações, nós nos desenvolvemos da mesma forma que os animais, empurrados por nosso desejo egoísta, e recebemos mais prazeres de acordo com suas ordens. 

Hoje, nós não podemos controlar nossos desejos porque temos somente um pequeno ponto no coração. Nós nos reunimos e estudamos a sabedoria da Cabalá que explica como desenvolver esse ponto para que tenhamos dois grandes desejos. Então, nós não seremos mais governados desde o Alto pela força do egoísmo; pelo contrário, nós manteremos duas forças em nossas mãos e seremos capazes de subir acima dessa vida.

Da Lição 1, Convenção na Espanha, 03/06/11

Subindo Os Níveis Dos Mundos Espirituais

Dr. Michael LaitmanPergunta: O amor da mãe por seus filhos e o amor entre marido e mulher são egoístas?

Resposta: Esse amor não é considerado egoísta. Todos os nossos desejos são divididos nos níveis inanimado, vegetal, animal e humano (1,2,3,4). Os desejos do nível animal que surgem na pessoa são semelhantes aos desejos dos animais, só que eles são mais desenvolvidos. Estes incluem os desejos da mãe em relação ao seu filho ou os desejos que surgem entre os cônjuges.

A atitude instintiva da mãe para com seus filhos não é egoísta. A natureza força o ser humano (a mãe) a agir dessa forma para satisfazer o desejo de outra pessoa (filho). Por outro lado, o ego é o desejo de desfrutar em detrimento de um ser humano, ou seja, é quando eu quero me sentir bem em detrimento de outra pessoa. Mesmo o fato de alguém estar em uma situação ruim pode me dar prazer.

Esse tipo de prazer pode ser dividido em vários níveis. Por exemplo, eu posso obter o prazer transformando o outro em meu escravo. Além disso, existe prazer na possibilidade de prejudicá-lo, humilhá-lo, e causar-lhe sofrimento. O prazer proveniente da exploração dos outros, ao invés do desejo natural de desfrutar, é considerado egoísta.

O meu desejo de obter prazer da comida saborosa, de me comunicar com os meus filhos, ou de algo na vida que não faça mal a ninguém não é considerado egoísmo. Ações egoístas destinam-se a usar os outros para ganho pessoal.

Nós revelamos o nosso ego verdadeiro (espiritual) no nível “humano”, quando chegamos ao grupo. Então, começamos a sentir uma hostilidade especial mútua e colocamos um muro entre nós.

Na medida em que queremos ficar mais próximos uns dos outros, para estudar juntos, para ter refeições comuns, e unir-nos para chegar à qualidade de doação, nós sentimos um ódio ainda maior entre nós, aversão, e a relutância para nos conectar. Nosso ego se manifesta neste momento particular. Ele não está presente nas pessoas comuns; apenas aqueles que querem se conectar para alcançar a espiritualidade o têm. Estas pessoas descobrem que não podem fazer nada com ele. Por quê? Porque mais tarde eles desenvolvem a necessidade da força superior.

De onde vem essa força? Inicialmente, ela está presente em um sistema perfeito e desaparece (fica oculta) depois (como resultado) de sua quebra. Esta força existe, mas se esconde no interior. Se eu tento me unir com os meus amigos e não sou capaz, o meu nível de egoísmo será revelado para mim cada vez mais (até certo ponto). Será o meu primeiro nível espiritual, o 1/125 da ascensão total.

Eu estou trabalhando nisso há meses, até que eu alcanço o estado onde serei capaz de superar a mim mesmo. Então, eu desenvolverei a necessidade da Luz, que costumava preencher-nos e agora está oculta lá dentro, e eu quero que ela venha, revele-se, e conecte-nos.

Esta exigência libera o primeiro nível espiritual para mim: eu, o meu amigo, e a Luz superior entre nós. Depois disso, a minha meta é chegar ao próximo nível, onde o ego vai crescer ainda mais, e o ódio que eu desconhecia existir emergirá.

Eu vou ficarei irritado e repelido por pequenas coisas no meu amigo. Juntos, nós ter que trabalhar muito e nos elevar ao segundo dos 125 níveis, e desta maneira até o fim da correção.

Da Lição 1 na Convenção da Espanha, 03/06/11

Acima Da Matéria Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanÀ medida que nós superamos o egoísmo, apesar de tudo o resto, fazemos uma descoberta maravilhosa: nós começamos a perceber que, em essência, o mundo inteiro existe dentro e não fora de nós. E isso é lógico, porque eu realmente não sei o que existe fora.

A pessoa só percebe o que entra em seus sentidos e, através do sistema nervoso, atinge o seu cérebro, que processa a “imagem” final. Esta é a maneira como percebemos o mundo. Basta cortar um nervo para fazer parte da nossa realidade desaparecer dos nossos sentidos.

Assim, à medida que a pessoa se eleva acima de si mesma, vê que sua percepção não está de modo algum no exterior, mas que depende totalmente de seus sentidos, desejos, pensamentos, sensações e mente. E quando nós sabemos como alterar esses parâmetros, podemos expandir a nossa percepção e elevar-nos acima dos limites dos cinco sentidos.

É daí que vem o nome “sabedoria da Cabalá”, que literalmente significa “recepção”. A pessoa que a utiliza, gradualmente sai dos sentidos físicos do corpo animal e expande as sensações até o infinito. Enquanto vive em nosso mundo, ela avança até o nível onde não se associa mais com o corpo físico, uma vez que percebe uma realidade muito maior acima dela.

Agora, ela não conduz mais a sua vida com a percepção dos cinco sentidos. Mesmo depois que o corpo morre, a pessoa permanece na realidade que adquiriu acima dele. Ela não sente a morte, uma vez que uma nova dimensão entrou em sua percepção antes da morte do corpo.

Desta forma, a pessoa vive em dois níveis: o nível material, como todos nós, e o nível “imaterial” que se eleva acima do egoísmo.

Da Palestra em Roma , 20/05/11

O Egoísmo Está Finalmente No Limite!

Dr. Michael LaitmanPergunta: No “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, o Baal HaSulam escreve que no nosso mundo o desejo de receber se materializa em sua forma plena, desejada e adequada. Para que ele serve?

Resposta: Para a correção. Caso contrário, por que ele precisaria descer a escada dos mundos espirituais? Além disso, no nível mais baixo ele passou por ciclos de vida uma e outra vez, até tomar a forma adequada atual. Mesmo em nosso mundo o desenvolvimento acontece “de acordo com a programação”, e agora, no século XXI, nós estamos começando a nossa subida de volta. O nosso estado atual é a forma desejada e adequada.

Este ponto foi incutido em nós desde o começo da criação, e tivemos que alcançá-lo. Agora é o início exato do nascimento do homem ou da criação. Até agora não houve criação. Houve apenas um desejo, que se desenvolveu de acordo com um programa estabelecido para atingir determinado estado onde surge um ponto de liberdade, o ponto de nossa independência.

Pergunta: Nós estamos falando de um desejo egoísta totalmente formado, mas a “forma desejada” soa como uma coisa positiva.

Resposta: Claro, este é um estado positivo. É exatamente assim que a Torá define o terrível egoísta desejo que atingiu sua forma plena. É aqui que a criação começa, porque agora ela pode formar, expressar e sentir a si mesma.

Enquanto a pessoa não sentir que ela é má, completamente oposta ao Criador, enquanto não perceber todo o horror de estar nesta posição, ela não será capaz de trabalhar em si mesma. Portanto, nos limites do processo de correção, este é um estado bom, pois leva à formação de um ser humano.

No entanto, se você acha que a “bondade” é quando você se sente bem, tudo bem, vá em frente e sinta-se bem. Mas isso é inútil. Em um estado dirigido à meta, a pessoa sente a sua oposição ao Criador, e é exatamente isso que a motiva a agir.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/11 , “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Brincar De Gato E Rato Com O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A Cabalá tem me ensinado a aceitar todos os problemas que se atravessam em meu caminho com um sorriso. Isso é errado?

Resposta: A ciência da Cabalá dá à pessoa a força para sentir, após todos os problemas, que eles têm uma razão. E não importa se você está chorando ou sorrindo pelos infortúnios. A coisa mais importante é que você os utilize beneficamente, para dar um passo a frente. A infelicidade deve ser percebida como uma força que obriga você a avançar.

Mas nós devemos avançar mesmo antes de receber o golpe, assim como nos desenhos animados do Tom e Jerry, onde um enorme gato persegue um rato pequeno. Eles sempre mostram como o rato foge do gato, que está prestes a pegá-lo, mas o rato sempre foge. É assim que devemos correr em direção à meta, enquanto que os problemas continuarão nos perseguindo, correndo atrás de nós o tempo todo. Mas tente escapar deles!

Nós temos que entender que os problemas são exatamente o que nos permite correr para o lugar certo e muito rapidamente. Devemos tentar ser o rato inteligente.

Da  2a Lição da Convenção em Roma em 21/05/11

Relutantemente, Rumo À Unidade

Dr. Michael LaitmanPor que a criatura é feita egoísta? Por que o homem sempre pensa em si mesmo? Por que a natureza não nos faz sentir e amar uns aos outros como nossos próprios filhos, que são ainda mais caros para nós do que nós mesmos? Por que não recebemos essas propriedades? Por que nós, como os infames pássaros cuco, soltamos nossos ovos no ninho alheio?

A sabedoria da Cabalá explica que isso é feito intencionalmente, que não há nada de acidental em nossa relutância em apreciar outra pessoa. Pelo contrário, vemos a outra pessoa como terrível, estranha e alheia. Está escrito: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, mas que tipo de próximo é ele? Ele não é o próximo; ele é a pessoa mais distante e odiosa para mim! Seria ótimo se restasse apenas alguns deles neste mundo para atender as minhas necessidades, e o resto pudesse ir para o inferno, morrer. Tornaria nossa vida mais fácil, não é? É assim que somos todos feitos.

Assim, a Cabalá explica que esse ódio mútuo nos é dado intencionalmente de forma que acima dele, buscássemos a unidade, ligada por laços de amor. “Amor” significa que nós sentimos o outro, sentimos suas necessidades antes das nossas, e servimos para satisfazê-las o melhor que pudermos.

A força da rejeição permanece entre nós na forma de ódio, como algum tipo de resistor, um elemento de resistência colocado entre os pontos de um microchip. Mas nós, apesar dessa resistência mútua, estamos pavimentando o caminho acima dela e a atravessamos com nosso desejo, a nossa “eletricidade”, o desejo de estar juntos. É aí que encontramos a energia nesta resistência: a energia do amor e da participação pessoal.

Nós vamos emitir esta energia; vamos nos familiarizar e nos conscientizar dela ao atingir toda a força da natureza, seus componentes e sua harmonia eterna. Em tal estado, estaremos vivendo não como indivíduos, cada um em seu pequeno elemento, mas entre esses elementos, crescendo dentro e elevando-nos acima dessa resistência. Juntos, o ódio e o amor mútuo, construirão uma rede de relações entre nós que estará um grau acima do atual.

Agora, nós vivemos em um estado de ressentimento entre nós, como elementos separados e desconectados. Por outro lado, à medida que subimos, nós criamos a unidade, a solidariedade, a união entre nós, e começamos a experimentar essa rede como uma dimensão nova e mais elevada, onde começamos a viver agora. Isso é o que chamamos de vida eterna. Esta é, de fato, a vida superior: uma existência atemporal e perfeita que se encontra acima da atual, que é limitada pela morte e, essencialmente, nos mata a cada dia.

É por isso que, por um lado, precisamos da resistência egoísta e, por outro, de sua correção pelo amor. É aqui que precisamos especificamente unir as duas propriedades opostas dentro de nós mesmos. E mesmo assim, o amor prevaleça sobre o ódio e nos permite ascender espiritualmente, para que possamos nos libertar deste mundo para cima, para a perfeição e eternidade.

Da Lição Virtual, Série “Fundamentos da Cabalá” 15/05/11

O Motim Dos Escravos Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 10: O Faraó suga toda a luz que começa a descer para Israel (aqueles que aspiram ao Criador), e por isso se diz que “não havia um escravo que fosse capaz de escapar do Egito”.

Nosso avanço parece “negativo”, uma vez que colocamos uma grande quantidade de esforço e achamos que estamos avançando, tendo certo êxito nesse caminho, enquanto que de repente tudo desaparece. O Faraó suga “toda a Luz” para si mesmo e tudo desaparece no ego, não deixando nada dos nossos esforços.

Este é um processo cumulativo, e a frustração continua acumulando e crescendo até que a pessoa começa a sentir que não pode mais trabalhar com o seu egoísmo, que suga todas as suas conquistas. Assim que experimenta um pouco de inspiração, despertando a conexão com os amigos, a vontade de trilhar este caminho e superar toda essa vida vã e sem sentido, no dia seguinte ela já não sente nenhum progresso. Para onde foi tudo?

Ao me levantar de manhã, por que devo começar do zero novamente, ou mesmo abaixo dele? Por que eu devo subir do estado animal, quase incapaz de compreender onde estou, me acordar física e emocionalmente, e começar a trabalhar na importância da meta mais uma vez, para que eu possa entender onde terminei, para que, o que está acontecendo aqui? Este é o trabalho na servidão do Faraó.

Não há nada “acidental” na espiritualidade, nem existem certos “atos cego da natureza”. A natureza é uma combinação das forças do Criador: ou do lado da Sua Face ou do lado oposto, ou seja, o Criador e o Faraó. Mas ela ainda é uma e a mesma força: “Não há nenhum outro além Dele”, e nós estamos sempre presentes entre as duas influências. Não há nada de acidental ou sem sentido no que está acontecendo conosco. É simplesmente uma mudança no equilíbrio entre essas duas forças, a fim de nos dar a chance de nos esforçar.

O Criador intencionalmente fez com que o Faraó nos escravizasse completamente, apagou todos os nossos esforços, e nos mostrou a nossa natureza desprezível e a desesperança total de nunca atingir a meta. Então, graças ao Faraó, começaremos a precisar do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/04/11, Baal HaSulam, Carta 10