Textos com a Tag 'Egoísmo'

Conectar o Mundo Inteiro Dentro de Você

Pergunta: Como posso me conectar com o mundo se o mundo inteiro só pensa em si mesmo?

Resposta: Isso não importa. Parece apenas que o mundo pensa sobre si mesmo. Na realidade, ele não pensa em si, mas é você quem percebe o mundo desta forma.

Quando você se torna corrigido e conecta todos consigo mesmo, de repente você vai descobrir que não há “outros”. Seu egoísmo falho fez o mundo inteiro aparecer dividido em partes e fez parecer que você precisa corrigi-los, quando na verdade, você está corrigindo a si mesmo.

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Da aula virtual em 14/08/11

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Como Superar O Peso Do Egoísmo Habitual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que o trabalho interior deve se tornar um hábito. Por outro lado, a pessoa deve abandonar o seu mundo e todos os seus hábitos anteriores, e entrar num lugar desconhecido, da mesma forma que o Criador envia Abraão para longe, ou atravessar o “Mar Vermelho”. Como eu posso avançar neste novo caminho, porque eu sinto que se eu continuar do jeito que sou, permanecerei no mesmo lugar?

Resposta: Esta é uma observação muito sábia. O hábito é bom para atingir o nível atual. Mas, para superá-lo, é preciso abandonar a sua terra, da forma como Abraão o fez. Deixar um velho hábito significa pretender adquirir um novo. Mas nós estamos sempre adquirindo um novo hábito, uma nova natureza, um novo grau.

Se eu quero aprender alguma coisa, eu tomo o exemplo de um especialista. Para ele, essa ciência tornou-se habitual, mas não para mim. Ele tem uma compreensão, uma realização, e um comportamento habitual, enquanto eu não. Mas eu quero me tornar o mesmo que ele. É por isso que eu tenho que deixar para trás os meus hábitos, que eu adquiri no passado e que tenho no nível atual. Uma vez que eu termino de dominar este nível, eu me apego a algo superior.

No entanto, quando eu faço isso na espiritualidade, eu tenho que olhar para o comportamento interno do superior, ao invés do comportamento externo. Eu não verei nada olhando para a externalidade. Eu devo de alguma forma discernir a que eu tenho que me unir dentro dele, que qualidade eu tenho que revelar nele, como usá-lo a fim de subir ao seu nível e aprender com ele.

Eu tenho que exigir que ele me eleve, porque sou impedido por meus velhos hábitos, como por pausas. Por um lado, eles me apoiam no meu nível, mas por outro lado, eles se agarram a mim e não me deixam subir mais alto.

Eu tenho que receber uma força especial contra esses laços, contra os hábitos, que me arrancará desse estado. Esses hábitos são como a gravidade da Terra, como um peso que não me permite sair do chão. Se eu peso 100 quilos, eu preciso de uma força maior do que esse peso para me elevar. Ela deve ser pelo menos de 101 quilos. Caso contrário eu não subirei.

E a mesma coisa acontece na espiritualidade. Eu tenho que pedir que o superior aplique uma força maior em mim do que meus hábitos e força atuais. Estes são mecanismos muito simples.

Como eu posso pedir que ele anule toda a minha natureza anterior, a qual estou tão acostumado? Nós somos como crianças que estão tão apegadas aos seu cobertor velho ou travesseiro que elas se apegam a eles e não concordam em abandoná-los por nada. É por isso que eu preciso de um ambiente que me permita deixar para trás os meus hábitos e adquirir algo novo, algo superior!

É como se você estivesse ouvindo uma voz interior lhe dizendo, “Saia da sua terra” – este é um despertar que vem do Alto. Isto é o que o Criador diz a Abraão. Nós estamos enterrados dentro de nossos hábitos e somos incapazes de sequer pensar em deixá-los. Dentro dos meus hábitos, eu me sinto confiante e melhor do que nunca. Se uma pessoa sente qualquer aspiração de deixar seus hábitos, isto está vindo até ela do Alto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/08/11, Shamati

Egoísmo: Um Verdadeiro Guia Para Um Futuro Melhor

Dr. Michael LaitmanAs origens do nosso caminho espiritual encontram-se na quebra. Nós devemos considerar o nosso egoísmo, a alienação e o ódio entre nós, como a correta base preliminar para a correção.

Quando o Rabi Akiva viu terra estéril no lugar do Templo, ele riu e se alegrou. Ele foi o homem mais sábio de sua geração, um grande Cabalista. Ele foi questionado sobre como ele poderia regozijar-se com o colapso da santidade à medida que a aspiração à doação tinha sido vencida, e o princípio do “amar ao próximo como a si mesmo” tinha sido profanado. Poderia o colapso de todas as esperanças realmente ser um motivo de alegria?

Ele respondeu: “Eu nunca acreditei, nunca conheci e nunca senti que nós seríamos capazes de atingir a correção geral. Mas agora, uma vez que a nossa estrutura espiritual foi destruída, uma vez que o amor que reinava entre nós foi quebrado e as pessoas caíram no ódio infundado, eu estou convencido de que esta quebra final conduzirá à nossa correção geral, à redenção completa”.

É por isso que tudo o que está sendo revelado para nós a cada momento de nossas vidas é a quebra que nós teremos que corrigir. Não importa o que acontece comigo, desde as questões centrais da vida às coisas insignificantes na família ou no trabalho, tudo o que acontece dentro de mim, com meu bem-estar, as relações com parentes, amigos, pessoas e o mundo, em toda a realidade, tudo só se torna revelado com o propósito de correção.

Cada vez, uma nova imagem é esboçada diante de mim que se aprofunda no meu egoísmo. Nesta imagem, eu preciso ver o resultado da influência constante da Luz que, basicamente, ativa camadas cada vez mais profundas dentro de mim.

Nós percebemos o mundo em nosso ego, e é por isso que nós precisamos corrigi-lo. Então, que correção é essa? Ela leva a união às pessoas. Especialmente agora, quando o mundo inteiro está começando a perceber o mal do estado atual, nós ajudamos as pessoas a sentir e compreender que o “mal” é a nossa inclinação ao mal.

O nosso egoísmo é a causa de tudo de ruim. Nós vemos isso nas coisas que estão acontecendo. Incapazes de levar o mundo à ordem, as pessoas estão destruindo-o, arruinando-se, quebrando relacionamentos e destruindo a natureza. Nós somos incapazes de nos mover em direção ao bem e ter uma boa vida com o mal que está oculto em nós.

A crise está se tornando mais aguda a cada dia. Em outras palavras, nós estamos descobrindo que o nosso egoísmo está destruindo tudo e não nos deixar normalizar, equilibrar e melhorar as nossas vidas. Por outro lado, nós devemos entender que ele está nos guiando para frente no caminho certo, e nos ajuda a orientar em direção à correção e à bondade. Isto é como uma doença que se manifesta e nos mostra como tratá-la.

À medida que percebemos isto, nós devemos ser gratos ao nosso egoísmo e amá-lo por nos mostrar o lugar que precisa de correção. Está escrito que o Faraó aproximou os filhos de Israel do Criador. Ele começou a pressioná-los, e no final, eles tiveram que fugir do Egito. Caso contrário, eles teriam ficado lá.

É por isso que está escrito: “Vinde ao Faraó porque Eu endureci o seu coração”. Existem dois opostos aqui, e nós não devemos esquecer isso. Não importa o mal que você encontre, em vez de destruí-lo, você precisa corrigi-lo.

Da Lição 3 na Convenção da Alemanha 06/08/11

Que Proporção O Faraó Deve Alcançar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso me conter e evitar cometer erros, quando sei que estou sendo guiado por meus sentimentos e não estou agindo bem? E, por outro lado, que nós temos que cair para crescer…

Resposta: Na verdade, ” Um homem justo cai e levanta-se mil vezes”. Só passando pela experiência de muitas descidas e decepções, muita dor e erros pelos quais temos que pagar, nós finalmente chegamos à conclusão final e à compreensão de que temos que nos elevar acima da nossa natureza egoísta. No final, nós entendemos que nunca seremos capazes de unir a mente e os sentimentos juntos, enquanto estamos dentro do egoísmo.

Esta é a imagem que estamos vendo no mundo de hoje em todos os países. Mentalmente, todos entendem que estamos entrando em uma crise horrível, mas não conseguimos parar a nós mesmos. O egoísmo faz a pessoa avançar, acabando por ser mais forte do que a mente, e, portanto, o homem continua a agir de acordo com ele.

Ele não pode fazer nada consigo mesmo. Não importa o quanto nos dirijamos ao mundo e avisemo-lo, ninguém vai nos ouvir. Mas nós estamos fazendo isso apenas para mostrar a todos que existe um método de correção, a Cabalá. Mais tarde, quando enfrentar os fatos, o homem vai, na prática, se convencer de que ele está se deparando com problemas em cada esquina, seja na economia, educação, ou qualquer outra coisa. Com isso, ele vai entender que a Cabalá fala da correção. Caso contrário, você pode repetir a mesma coisa mil vezes e ninguém vai ouvir você.

O mundo não vai aceitar esta solução até atingir o desespero total e entender que a sua mente e sentimentos são como dois pólos que nunca vão se unir. As pessoas vão continuar fazendo novos erros. Enquanto isso acontecer, nada será capaz de ajudá-las. A única solução é elevar-se acima da nossa mente e sentimentos materiais em prol da meta espiritual. Lá você será capaz de unir sua mente e coração na linha média, e você será bem sucedido. Isso porque eles vão começar a trabalhar juntos num todo único. O coração vai entender!

Mas em nosso mundo isso nunca acontece e nós somos sempre obrigados a escolher: ou o coração ou a mente. Um ou outro!

Nós somos cada vez mais atraídos para a crise a cada dia que passa. Hoje uma nova crise está começando, e logo ela se tornará aparente. Um golpe, outro e outro – e, finalmente, o homem vai entender. É assim que o Faraó, o nosso desejo de desfrutar, o nosso ego, nos aproxima do Criador, forçando-nos a compreender que temos que nos esconder dele.

É como se Faraó soubesse que os filhos de Israel acabarão por fugir dele. Então, por que ele deveria colocar-se sob os golpes? Mas é assim que ele foi construído – ele traz a si mesmo aos golpes. A pessoa sofre, e ela não tem escolha, exceto fugir desta força do mal.

O Faraó é o reflexo oposto do Criador dentro de nós. A única pergunta é: Que proporção ele terá que alcançar, de modo que nós decidamos fugir dele? Isso depende da disseminação da Cabalá, da compreensão das pessoas, e da nossa união no grupo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/08/11, Shamati

Na Zona De Escolha

Dr. Michael LaitmanNo passado, o egoísmo estimulou-nos por trás e pelos lados, sempre deixando livre o caminho à frente. No entanto, hoje as barreiras não estão surgindo pelos lados, mas na frente de nós. É como se uma parede se erguesse diante de nós, deixando-nos sem lugar para correr, não podemos fazer nada.

Este estado está se tornando cada vez mais evidente: eu realmente não quero nada, eu não sinto que possa continuar a crescer no meu egoísmo. Ele é incapaz de me dar respostas para as perguntas que surgem em mim hoje. Eu superei as fases anteriores e entrei no nível seguinte das perguntas, o nível da vida adulta e das novas necessidades.

Comida, sexo, família – tudo isso está se decompondo, tomando formas estranhas e “mutantes”. Riqueza, fama e conhecimento também não parecem me prometer muito.

A ciência está em crise e não responde às minhas perguntas, mesmo que há 50 – 60 anos parecia que ela nos daria respostas para tudo.

O poder tornou-se insignificante aos nossos olhos: nós vemos que seu único objetivo é o dinheiro. E o dinheiro… Será que realmente vale a pena desperdiçar sua vida inteira nisso? Minhas perguntas já superaram qualquer quantidade de zeros que a conta bancária possa mostrar.

Quando uma pessoa perde o “combustível” necessário, surge o vazio dentro dela e ela se vê perguntando: “Para que vale a pena viver? Para mim? Mas me falta a satisfação. Para os meus filhos? Mas, quando eles ficarem mais velhos, eles sairão do ninho. Além disso, por que criá-los? Que futuro brilhante eles têm pela frente? A desintegração das famílias e uma sociedade em decomposição?”. A pessoa não se sente ligada a nada e não tem esperança de nada. Esse é o tipo de impasse para onde nossas perguntas nos levaram.

Mas há também uma razão completamente diferente para o estado de falta de perspectiva: nós estamos esgotando os recursos naturais. Hoje, já está claro que o progresso humano não será infinito, tanto do ponto de vista de nossas exigências quanto do ponto de vista da nossa existência como um todo. Se continuarmos desperdiçando os recursos naturais no ritmo atual, muito em breve não teremos quaisquer matérias-primas, até mesmo para os produtos essencialmente necessários.

Noventa por cento do que produzimos hoje é composto de petróleo, seja energia, materiais plásticos, e assim por diante. Quando as reservas de petróleo acabarem, nós ficaremos sem nada. Ainda assim, nós continuamos esbanjando.

Assim, por um lado a natureza coloca uma barreira diante de nós sob a forma de ecologia, clima e recursos, e por outro lado o egoísmo não nos empurra mais para a frente. Ele faz perguntas que não podemos encontrar respostas aqui, no nosso mundo, nessa pequena sala para crianças, onde até agora nos divertimos muito brincando.

Hoje, a situação já se assemelha a um suicídio: nós estamos usando irracionalmente até os últimos recursos restantes.

Nós temos que entender que por causa disso, nos encontramos na zona de escolha. Este é o lugar onde emerge o livre arbítrio, a liberdade para começarmos a entender o programa do nosso desenvolvimento: “Para que nós servimos? Por que estamos aqui? Para quê?”. E junto conosco, o resto do mundo. Agora é exatamente a hora de resolvermos este desafio. Caso contrário, a humanidade vai se deparar com um impasse realmente desesperador.

Na realidade, a essência do problema não é a crise financeira, a crise de tecnologia, ou a crise familiar. Nós estamos numa crise com nós mesmos. Nós devemos entender quem somos e para que estamos aqui, tanto do ponto de vista da natureza, que nos obriga a isso, quanto do nosso próprio ponto de vista. Só então seremos capazes de arrumar as coisas dentro de nós e no mundo.

De uma conversa sobre um novo livro 18/07/1

Democracia Ou Um Truque Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu estudo em um grupo virtual e não experimento sérios obstáculos, eu sou capaz de formar um apelo ao Criador baseado nos problemas corporais diários no trabalho e em casa?

Resposta: Não há necessidade de procurar problemas nem no grupo virtual nem no grupo físico. Os obstáculos surgem por si mesmos, a partir do nosso desejo de realmente nos aproximar e unir uns com os outros. Em seguida, começam os problemas! E se você não tiver nenhum problema, conecte-se com os outros e comece a entendê-los.

Os problemas vêm de acordo com o estado. Quando as pessoas mantêm distância, não surgem problemas entre elas. Nós vemos o nosso mundo se aproximando da democracia. A “democracia” é o maior engano, quando eu me distancio ainda mais de você, e você se distancia ainda mais de mim. E agora nós quase não nos tocamos e dizemos que cada um tem liberdade: “Isso é meu, isso é seu; não toque no que é meu, e tudo ficará bem”.

Mas isso não é uma relação, porque, basicamente, não estamos conectados um com o outro de forma alguma! O pouco que nós tivermos para receber um do outro, nós passamos um ao outro através de algum tipo de escudo. Mas em qualquer outra forma, não nos tocamos. E quando não nos tocamos, não existem problemas – o nosso ego está pronto para concordar com isso, e esta é a opção mais conveniente para ele. É por isso que o mundo moderno tem alcançado a democracia, a proteção dos direitos individuais, e assim por diante.

Mas se começarmos a agir assim num grupo, nós nunca alcançaremos a união. A democracia não será capaz de levar à união se tudo está sendo feito com luvas e mantendo-se certa distância.

Até agora, nós éramos capazes de fazer isso. Mas agora, não importa o quanto resistimos, não há escolha: a natureza está nos pressionando, obrigando-nos a unir e estabelecer uma conexão. Mesmo que ainda estejamos tentando manter distância e a mesma democracia, a natureza está nos mostrando que estamos conectados uns com os outros. Este é o lugar onde começam os problemas!

Eu não posso ir mais longe! Uma distância maior é impossível de acordo com a forma que a natureza está me mostrando. Ela está me mostrando que eu estou conectado com todos os outros e, ao mesmo tempo, não quero estar conectado a eles. Basicamente, esta é a essência da crise moderna.

Mas, no grupo, nós precisamos trabalhar no coração. Não importa se estamos juntos numa sala ou atrás de telas de computador em uma classe virtual. A chave é evitar nos enganar em ter alcançado a conexão. Este é um grande problema, já que a pessoa se convence, devido à capacidade de defesa do egoísmo, que está tudo bem e que ela tem uma conexão suficiente com os outros. Ela se esquece completamente  disso e experimenta muitas perturbações.

Mas quando nós queremos entender isso e fazemos isso juntos, nós começamos a trabalhar com isso e revela a força do mal, que nos separa, os nossos corações. Este não é um trabalho fácil.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/07/11, Shamati # 218

Um Guarda-Chuva Para O Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma“, Item 759: Uma vez que Nukva foi adornada – ou seja, construída por (Partzuf) AVI (Aba ve Ima) -, e ZA e Nukva voltaram a ser PBP (Panim ve Panim), essa forma do homem (ZA) veio pelo desejo por Nukva. Lá, na Nukva , o segundo homem de Beriafoi gravado e exibido, como sua forma. Está escrito sobre ele, “E gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem”.

O Livro do Zohar fala apenas do que está acontecendo na rede que conecta as almas. A soma total de todas essas conexões entre nós é chamada “mundo superior”, cujas imagens são descritas pelo Zohar, incluindo as forças, Luzes, formas e imagens. Não há mais nada para nós imaginar, porque é isso que estamos vivendo!

Cada um de nós é um desejo de desfrutar, e fora de cada um de nós, nas conexões entre nós, há o mundo superior, cheio de Luz. Portanto, eu tenho que “embrulhar” o desejo de desfrutar, cobri-lo como que numa sombra, realizar uma restrição sobre ele e criar uma tela e a Luz refletida, e depois existir fora dele, nas minhas relações com os outros.

É exatamente disso que O Zohar fala: que forma ou imagem eu assumo em relação aos outros. Se eu fizer isso, eu revelo tudo que lemos no Zohar. Caso contrário, eu estou dentro de mim, no meu desejo de desfrutar, e sinto apenas este mundo.

Nós podemos perceber tanto dentro de nós quanto acima de nós, fora de nós. “Fora de nós” significa na atitude para com o próximo, onde “próximo” são as pessoas com quem eu quero construir uma rede de conexão. Isso é chamado de “grupo”. Se eu me relaciono com o mundo inteiro desta forma, o grupo é o mundo inteiro.

Enquanto eu corrijo minhas qualidades, se eu desejo revelar a força que fundou tudo, eu a revelo de acordo com a lei de equivalência de forma. Assim que minha rede de conexão com as outras pessoas adquire uma forma espiritual, uma essência espiritual, a verdadeira doação mútua, o primeiro nível da garantia mútua, em seguida, dentro dela, eu imediatamente sinto o Criador.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/07/11, O Zohar

O Colapso Do Egoismo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Se parte da nação não quer manter a Arvut, mas antes escolhe rejubilar-se no amor próprio, eles fazem com que o resto da nação permaneça imersa na sua sujeira e baixeza sem que alguma vez encontrem uma forma de sair da sua sujeira.

Pergunta: Como posso corrigir o meu desejo pela sujeira e baixeza?

Resposta: Eu actuo em relação aos amigos, e os amigos actuam em relação a mim. Isto significa que eles me corrigem? Sim, corrigem-me. E eu corrijo-os a eles? Sim, corrijo. Como posso corrigir-me a mim mesmo? Eu corrijo-me através da correcção deles.

É isto o que significa a garantia mútua. Ninguém faz isto sem os outros, e ele depende dos outros em todas as suas acções no sentido positivo e negativo, na alegria e tristeza. Ele depende das boas e más acções deles, e eles dependem de suas boas e más acções.

Hoje, isto está a tornar-se uma realidade que se manifestará no nosso mundo de uma forma muito desagradável. Se algo mau ocorre num país, os outros países sentirão logo isto. Por outro lado, se algo bom ocorre em outro lugar, os outros mudarão igualmente para melhor.

Este é um verdadeiro colapso para o meu egoísmo. Eu quero que os outros se sintam mal e que eu me sinta bem, ser um vencedor em comparação a eles. Quero o que é pior para eles em vez de para mim, e isto magoa o meu coração. Mas agora, vemos como a integridade da natureza nos compele a pensar diferente. Ensina-nos que ninguém pode se beneficiar sozinho. Se é bom para alguns, será também bom para outros. Não há tal situação em que é bom para alguns e mau para outros.

Gradualmente, aproximamo-nos desta imagem do mundo. Vejam o que está a acontecer nos países desenvolvidos. Se existe uma derrocada num deles, o resto não sabe o que fazer, e eles caiem logo após. Atingimos uma ordem económica tal, isto é, tal egoísmo, que todos dependem de todos os outros. Esta é a garantia mútua, e assim é como ela se manifesta.

Não penso que dependa, digamos, da França. O que é que eu tenho a ver com a França? Contudo, agora devo cuidar que nenhuma falência ocorra lá. Se a França for à bancarrota, então indubitavelmente, irá afectar o meu bolso dois dias depois. Além disso, irá afectá-lo negativamente. Se eu colhi benefícios disso, deixarei que vão à bancarrota. Mas não funciona dessa forma: eu magoo-me também.

Além disso, anteriormente, os problemas dos outros trouxeram benefícios. Antes do mundo se conectar num sistema integral, todos agiam no seu próprio interesse, não considerando os outros. Cada país preocupava-se apenas com o seu próprio ganho. Cada vez, fazíamos análises vigorosas e egoístas para ganhar à custa dos outros. Mesmo se isto requeresse começar uma guerra contra eles e destruir o outro lado até ao chão, era melhor para mim.

Hoje, gostaríamos de seguir ao longo das mesmas linhas, mas não podemos. Em breve, descobriremos que uma guerra não pode ser começada. Dependemos uns dos outros em tal medida que eu não consigo fornecer algo a mim mesmo sozinho. Faltar-me-á qualquer coisa que eu destruir aos outros.

É a isso que chegámos. Desejando o bem para nós próprios, para nossa nação, o nosso país com as suas estruturas e instituições, eu devo tomar conta de toda a gente. Apenas então será bom para mim.

Este mecanismo age na doação entre Partzufim, entre pessoas, e entre a pessoa e o Criador. Tenho de tomar o desejo do meu amigo com o objectivo de satisfazê-lo e colocar o meu desejo ao seu serviço. Apenas sob a condição de que eu satisfaça e tome conta dele, fluirá toda a abundância através de mim e revelar-se-á em mim 620 vezes maior.

O mundo não percebe ainda em que sistema estamos a entrar. Para tal acontecer, precisamos dizer isto às pessoas assim que possível. Caso contrário, o desespero delas irá levá-las à guerra. Elas simplesmente não terão escolha.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/7/11, “O Arvut (Garantia Mútua)”

A Cegueira Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que está acontecendo no mundo, e o que estes desenvolvimentos nos obrigam a fazer?

Resposta: Muitas coisas estão acontecendo no mundo. Algumas pessoas já entendem que estamos nos aproximando de uma crise ou catástrofe. Ao falar na Europa com aqueles que são versados ​​em economia, eu senti uma mistura de ansiedade e medo. As pessoas instruídas não entendem o que está para acontecer em seguida e não têm idéia de como encontraremos uma saída para o dilema em que nos encontramos.

Elas dizem que nos últimos dois ou três séculos a humanidade encontrava-se em uma armadilha. Há trinta anos, um estudo confirmando que a sociedade de consumo podia se desenvolver de forma constante até o infinito reinvindicou o Prêmio Nobel. O ego humano simplesmente não podia ver que um dia a festa chegaria ao fim.

Mas, espere um minuto, o que acontece com os recursos naturais? E com a natureza humana? O nosso ego estava tão cego pelo seu “sucesso” que nós mesmos não estávamos dispostos a reconhecer o óbvio.

Alguns anos atrás, em nossas discussões com os principais economistas, eles negavam qualquer possibilidade de uma crise. Tal é o ego humano; ele é organizado de modo que não nos permite vê-lo. Mesmo os especialistas mais brilhantes fisgam sua isca, não importa quão inteligente sejam. A razão é a natureza humana.

Hoje, muitos VIPs preferem não pensar no amanhã. Não há como escapar, nada pode ser feito; seja o que Deus quiser. A essa dor, a essa confusão, não podemos sucumbir. Afinal de contas, por um lado, eles têm bilhões de dólares em seus bolsos, enquanto que por outro lado, bilhões de pessoas não têm nada para comer.

Como resultado, eles estão contemplando uma guerra mundial e que metade da humanidade deve desaparecer. Eles vêem isso como uma “solução”. Logicamente, não há outra solução: a energia é esgotada e a economia não pode mais ficar no limite. Portanto, o renascimento só é possível após a destruição em massa.

Ninguém está agindo nessa direção intencionalmente, mas tudo está indo até lá como resultado do desespero, pela natureza das coisas. A Segunda Guerra Mundial foi o resultado de um processo causado pela Grande Depressão, e o mesmo cenário pode se repetir hoje. Por exemplo, hoje quase todos acreditam que o mercado comum europeu está com seus dias contados.

Nessas circunstâncias, nós, da nossa parte, temos que ter certeza que o nome do Bem Que Faz o Bem emerge como uma sensação vivificante em toda a humanidade, em todas as pessoas, no vaso coletivo (a alma comum) que foi inicialmente criado, de modo a senti-la em sua forma original e tão rapidamente quanto possível.

Da Lição Diária de Cabala 2011/06/17, Carta Baal HaSulam No. 13

A Minha Silhueta Negra Contra O Fundo Branco Da Doação

Dr. Michael LaitmanEstar no estado de Lo Lishma (para si próprio) significa saber o que Lishma (doação) é. Não podemos fazer julgamentos sobre qualquer qualidade se não tivermos apreendido o seu oposto. É por isso que temos de sentir em certa medida o que Lo Lishma e Lishma são, de forma a perceber em que estado, relativamente a estes, estamos.

Todo os passos de Lo Lishma começam no momento em que a pessoa se imagina estar na Luz superior, em absoluta qualidade de doação, mas ela não sente esta qualidade porque as suas próprias qualidades não estão ainda corrigidas e ocultam dela a verdadeira percepção, ou seja, elas ocultam o Criador dela pessoalmente. Então a pessoa diz que está localizada em Lo Lishma, em egoísmo.

Ela pode dizer quais qualidades em particular estão ocultando o Criador dela a cada momento, em qualquer oportunidade. Ela é como uma criança que está a apreender a vida ao nível dos dois ou dez anos.

Por outras palavras, temos de imaginar o que é doar. No entanto, podemos não apreendê-la no seu verdadeiro significado, mas já sentimos que estamos localizados do lado oposto a esta qualidade, além da qual não há nada.

Contudo, na nossa percepção da realidade, vemos as nossas próprias qualidades negras, opostas à doação, que nos dão tal imagem, todo o tipo de formas contra o fundo branco da qualidade de Bina, a qualidade de doação. Esta imagem, o nível de ocultação de nós da qualidade de doar, chama-se este mundo. Por outro lado, este mundo “cobre” (compensa) as minhas imperfeições e oculta-as de mim, e eu sou capaz de existir atrás desta tela de ocultação.

O Criador revela-Se  e oculta-Se simultaneamente de nós, e nós precisamos de tomar este exemplo d’Ele e clarificar ambas as Suas qualidades: A Sua revelação a nós e a Sua ocultação. Isto é, existe sempre um tipo de revelação e ocultação chamado de “tela”, “cobertura”, que oculta e ao mesmo tempo adiciona e compensa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/6/11, Escritos do Rabash